terça-feira, setembro 14, 2010

O Cristianismo é Verdadeiro? A Cosmovisao Cristã é a Melhor Explicação


A cosmovisão cristã é a melhor explicação por Jim Wallace

(Áudio MP3 aqui em breve)

Como um detetive, eu tenho um trabalho interessante. Eu tenho que entrar na cena do crime e avaliar as provas na minha frente: é uma morte natural ou homicídio? Se é um homicídio, que suspeito melhor se encaixa nas provas na cena do crime? Embora possa haver um número de suspeitos potenciais que respondem por algumas ou a maioria das provas que vemos, um suspeito normalmente emerge como o "melhor" em que ele ou ela mais completamente (e mais razoavelmente) explicam as provas. Este suspeito simplesmente faz mais sentido dentro do que eu estou vendo. Eu, então, "infiro", a partir do fato de que este suspeito fornece a melhor explicação (dada a prova) que o suspeito é, de fato, o verdadeiro assassino. Este processo de "inferência para a melhor explicação" é às vezes chamado de "abdução”. Eu entendo a importância de analisar um conjunto de soluções potenciais (suspeitos) e avaliar cuidadosamente quais dessas soluções melhor explica as evidências. Quando eu utilizo o processo de abdução, eu acabo com uma explicação que é simples e coerente e explica adequadamente a prova em questão. É "possível" que eu possa ter o suspeito errado? Claro, especialmente se eu admitir que tudo e qualquer coisa é possível. Mas será que é "razoável" acreditar que alguma outra pessoa cometeu esse crime, quando meu suspeito final responde por todas as provas na cena do crime? Não. E essa é a beleza de utilizar a abdução desta maneira. Eu chego a um lugar de "suficiência de prova" e eu sou capaz de dar sentido ao que estou vendo.

Os detetives não são as únicas pessoas que empregam o raciocínio abdutivo para dar sentido ao seu ambiente. Todos nós queremos que esse mundo faça o sentido. Como resultado, cada um de nós tem uma visão de mundo (algo que chamamos de “cosmovisão”) que tenta explicar a situação em que nos encontramos. Isso é justo, todos nós observamos o mundo ao nosso redor e começamos a pensar sobre possíveis explicações para o que estamos vendo. Nós então passamos a oferecer a explicação mais razoável que, se verdadeira, explica as evidências que temos diante de nós. Nós estamos "inferindo a melhor explicação", empregando o processo de "abdução".

Quanto mais vivemos, mais reconhecemos as "grandes questões" da vida. Estas perguntas imploram por ser respondidas e tem motivado os teólogos, filósofos e cientistas para explorar e investigar o seu mundo. Cada um de nós desenvolve uma visão de mundo particular, a fim de explicar a realidade de nossas vidas e responder as questões mais importantes da vida. Ao longo do caminho tomamos uma decisão entre duas realidades possíveis: um mundo em que apenas forças naturais estão em ação (ponto de vista ateu conhecido como naturalismo filosófico) ou um mundo no qual as forças sobrenaturais estão em ação, além das forças naturais (representadas pela visão de mundo teísta). Dadas estas duas possibilidades, o "raciocínio abdutivo" pode nos ajudar a decidir qual visão melhor explica a realidade em que vivemos. Tenho uma visão de mundo teísta porque acredito que melhor explica o mundo ao meu redor, e faz isso de uma forma que simplesmente não pode ser igualada pelo naturalismo filosófico inerente ao ateísmo. Nas dez perguntas mais intrigantes e importantes que podem ser feitas por seres humanos, o teísmo cristão continua a oferecer a melhor explicação, especialmente quando comparado com o naturalismo filosófico:

  • Como o universo surgiu?
  • Por que parece haver design (ajuste fino) no Universo?
  • Como se originou a vida?
  • Por que parece haver evidências de inteligência na Biologia?
  • Como surgiu a consciência humana?
  • De onde vem o livre arbítrio?
  • Por que os humanos são tão contraditórios em sua natureza?
  • Por que existe uma verdade moral transcendente?
  • Por que acreditamos que a vida humana é preciosa?
  • Por que a dor, o mal e a injustiça existem em nosso mundo?

  • As dez "grandes questões" da vida agem como dez peças de evidências "na cena". Como um detetive, eu olho para as provas, ofereço hipóteses que poderiam explicar o que estou vendo, em seguida, avalio as hipóteses para ver qual é a melhor explicação. O processo de "abdução" me obriga a avaliar uma determinada hipótese para me certificar de que é viável (possui "a viabilidade explicativa"), que é simples (tem mais "poder explicativo"), que é exaustiva (tem mais “alcance explicativo"), que é lógica (que tem mais “consistência explicativa") e que é superior (possui "superioridade explicativa"). Ao olhar para estas dez peças de evidências, eu reconheço muito rapidamente o problema do naturalismo filosófico ao tentar explicá-los. Ao mesmo tempo, é evidente que o teísmo cristão oferece explicações que são viáveis, simples e completas, lógicas e superiores, se não rejeitarmos simplesmente a existência de Deus antes mesmo de começarmos o exame. Afinal, temos que começar cada investigação oferecendo as soluções mais amplas possíveis, e então deixar as provas nos dizerem qual dessas “possibilidades” é realmente a “inferência mais razoável".

    Finalmente, é importante reconhecermos que não existe nenhuma solução que vai explicar a prova completamente (sem deixar algum número limitado de perguntas sem resposta). Eu nunca trabalhei em um caso de homicídio, ou apresentei um caso na frente de um júri, que não tivesse alguma pergunta sem resposta. Mas isso não pode nos impedir de avançar em direção a uma decisão, e isso nunca impediu um júri de chegar a um veredicto. Temos que entender que “certeza” pode racionalmente emergir do que eu chamo de "suficiência de prova". Em algum ponto, a evidência é suficiente para nos fazer crer que a nossa hipótese é a verdadeira explicação para a evidência em consideração. Não podemos esperar que todas as perguntas serão respondidas, mas a hipótese que explica a evidência mais poderosa, a mais exaustiva e a mais consistente deve suficientemente satisfazer nossa necessidade de certeza. Este é o caso com a cosmovisão cristã à luz das dez peças evidenciais "na cena". A cosmovisão cristã é a melhor explicação.

    2 comentários:

    João M. disse...

    Olá Maurilo!

    Agradeço a Deus por ter lhe motivado a traduzir esse material.

    Digamos que é de grande utilidade para um universitário...

    :D

    Abraços irmão!

    Maurilo & Vivian disse...

    Esse material é muito bom mesmo. Um dos meu apologistas preferido é Jim Wallace.
    Tem bastante coisa a caminho. Espero que você (e outros) goste e aproveite.
    Ao final, vou criar também um banner específico desses ensaios para ajudar na divulgação.
    Abraços.

    Nas escrituras, tirar os sapatos tem um significado muito especial. Quando Moisés teve seu primeiro confronto com Deus, Ele disse para que ele tirasse seus sapatos porque ele estava em terra santa. Jesus caminhou descalço para o Calvário. Na cultura daquele tempo, estar descalço era o sinal que você era um escravo. Um escravo não tinha direitos. Jesus nos deu o exemplo supremo de renunciar tudo por um grande objetivo.
    Loren Cunningham Making Jesus Lord / Marc 8:34,35

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