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terça-feira, junho 02, 2015

Devemos boicotar O Boticário?


Um comercial d’O Boticário parece estar causando algum alvoroço no meio evangélico. Não sei precisar qual parte do meio evangélico, aparentemente aquele ligado ao Silas Malafaia (falo isso porque ninguém do meu circulo de irmãos comentou sobre isso).

O Boticário tem uma nova campanha para o dia dos namorados que mostra quatro casais: dois heterossexuais e dois homossexuais. Aparentemente isso ofendeu algumas pessoas, a maioria evangélica e um boicote foi declarado contra a loja. E fica a dúvida: devemos boicotar a loja que faz propagando pró-homossexualismo?

A minha resposta é: depende! Essa é uma questão de consciência. Eu particularmente não espero que uma empresa aja pelos preceitos do cristianismo. Não me assusta que O Boticário tenha uma campanha pró-homossexualismo. Várias empresas são assim. Esse é o Zeitgeist dessa geração. Eu também acho pouco provável que O Boticário e as outras empresas que se declaram apoiar os direitos dos homossexuais (eu explico aqui por que eu acho que não é uma questão de direito) estejam realmente preocupadas com os homossexuais. Elas apenas querem vender. Se para isso precisam ser pró-homossexualismo, serão. Se o espírito da época mudar e para vender mais deverão ser contra o homossexualismo, serão. Empresas fazem o que sempre fizeram: vendem.

Como eu disse, eu não boicoto uma empresa porque ela agiu de forma contrária aos preceitos do cristianismo porque eu não espero que a empresa aja assim. Eu espero que ela aja conforme a lei e caso faça o contrário terá que lidar com a legislação.

Mas eu também entendo caso uma pessoa se sinta incomodada com isso e resolva boicotar. É um direito que lhe cabe. Se alguma empresa declarar que é a favor do casamento tradicional, entre um homem e uma mulher, ela com certeza sofrerá perseguição. Isso já aconteceu nos EUA.

Enquanto eu acredito que cada cristão deva decidir se deve continuar comprando ou não os produtos d’O Boticário, eu tenho minhas dúvidas se devemos nos organizar para isso. Qual mensagem queremos passar? Que não aceitamos que existam relacionamentos homossexuais? Qual o nosso objetivo? Fazer com que a empresa tire o comercial do ar? Por acaso isso irá fazer o homossexualismo desaparecer, ou diminuir?

Particularmente não gosto da ideia de boicote coletivo. Ao invés de nos organizarmos para exigir que empresas façam de conta que valorizam nossas crenças, deveríamos sair às ruas e declarar a Lei de Deus para mostrar ao mundo que todos são pecadores (não apenas os homossexuais) e que Deus apontou um dia para julgar toda a humanidade. A única forma de escaparmos disso é pela obra redentora de Jesus Cristo. É para isso que temos que nos organizar.

Um último comentário é que minha atenção foi chamada para esse assunto por alguns amigos não cristãos que eu tenho no Facebook. Vários fizeram comentários bem agressivos e uma delas exagerou. Ela escreveu assim:
Esse crentes deveriam é levar muito tapa na cara pra aprender a se preocupar com as coisas que realmente importam, em vez de encher tanto o saco dos outros!
Imagina se eu escrevesse assim:
Esse homossexuais deveriam é levar muito tapa na cara pra aprender a se preocupar com as coisas que realmente importam, em vez de encher tanto o saco dos outros!
Eu seria taxado de homofóbico e com certeza alguém iria me processar.

Tolerância nos dias de hoje é uma via de mão única.

segunda-feira, março 11, 2013

Homossexualidade, senso (in)comum e a cosmovisão cristã


Por Cleber Tourinho

Escrevo este texto a pedido de alguns amigos e conhecidos, alguns que são homossexuais assumidos ou não, e outros que entregaram suas vidas a Cristo e lutam em um processo que chamamos de “restauração de identidade”, visando a restabelecerem a sexualidade pretendida por Deus. Esses às vezes me questionam sobre meu posicionamento quanto ao assunto, em geral, por acharem que sou muito diferente de “certos evangélicos” por aí que “julgam” e condenam as pessoas, que determinam que elas irão direto para o inferno, sem direito a perdão etc. Nada a ver... Pretendo neste ensaio expor o ponto de vista bíblico real, o qual, a despeito de opiniões pessoais e da militância que tenta desacreditar a Palavra de Deus (e o próprio Deus), mantenho como sendo o meu norte quanto a este assunto. Afinal, para mim, a Palavra de Deus, a Bíblia, é “A Verdade” (João 17:17), e qualquer indivíduo que realmente se identifique com o cristianismo a tem como inerrante proclamação da vontade divina para o homem.

Amados, primeiramente tenho percebido que as correntes que tentam colocar a homossexualidade sob uma luz mais favorável, despojando-a do caráter de “pecado”, biblicamente falando, em geral querem manobrar a população ignorante sobre assuntos bíblicos para que pensem que a perspectiva bíblica sobre o assunto se baseia apenas em duas passagens das Escrituras, encontradas em Levítico 18:22 e 20:13. Nada mais falso e falacioso. Antes de continuar a leitura, sugiro que leiam Mateus 19:4-6; Romanos 1:26-32; 1 Coríntios 6:9-11 e 1 Coríntios 6:18-20. Falaremos de todas essas passagens em seu tempo.

segunda-feira, agosto 06, 2012

Casamento bíblico: pode tudo? - Parte 2



Ontem apresentamos a primeira parte desse texto, quando analisamos os aspectos da argumentação dos novos ateus e como isso pode ser visto na imagem acima. Leia a primeira parte, pois esse texto aqui fará muito mais sentido com a introdução do primeiro.
Pronto?
Com tudo isso em mente, vamos analisar os oito tipos de casamentos que vemos na figura.

1 – Homem + mulher
Nada de errado aqui. Realmente a esposa é submissa ao marido, assim como a igreja é submissa à Cristo e este submisso a Deus. É uma questão do papel de cada um. E como pode ser visto no texto de Efésio 5 apresentado acima, essa submissão é baseada em amor, especialmente da parte do marido.
O único comentário adicional é que eles afirmam que todos os casamentos da Bíblia eram arranjados, como se isso fosse uma grande atrocidade. Na verdade, esse era o padrão de casamento da nossa sociedade até pouco tempo atrás e apenas recentemente isso mudou. Além disso, vários casamentos bíblicos foram baseados no amor, mesmo os arranjados. Um exemplo? Jacó e Raquel (Genesis 29:18).

2 – Homem + esposas + concubinas
Isso nunca foi um mandamento bíblico, nem foi definido como casamento pelas Escrituras. A Bíblia apenas relata os atos pecaminosos desses homens. Mesmo homens como Abraão, que para nós é um dos pais da fé, pecaram e não apenas uma vez. E muitas vezes viram o resultado de seus pecados.

3 – Homem + mulheres + mulheres
A Atea cita Gênesis 16 talvez na esperança que as pessoas não venham a ler o texto, já que aqui temos a história de como Sarai entregou sua serva para que Abrão dormisse com ela. Por tudo o que já lemos até aqui, vemos que não existe um mandamento de Deus para essa atitude. Na verdade, tudo isso é considerado como pecado e trouxe graves consequências para todos (leia o capítulo 21 de Gênesis). De qualquer forma, isso não é conceito de casamento, mas sim a descrição de um ato pecaminoso.

4 – Homem + mulher + mulher... (poligamia)
Já falamos sobre poligamia e como Deus deixou bem claro nas Escrituras que o casamento deveria ser entre um homem e uma mulher. Qualquer coisa que fosse além disso, seria considerado como fruto do coração pecaminoso do homem.

5 – Homem + viúva de seu irmão (casamento levirado)
Talvez por desconhecer em sua profundidade o texto bíblico (o que fica claro pela hermenêutica ruim da Atea), eles citaram Gênesis 38:6-10 para o casamento levirato (o correto é levirato), mas o melhor texto é Deuteronômio 25:5. Esse texto é um mandamento para uma situação específica: a viúva sem filhos. Se o marido morto possuía um irmão, então, ela deveria se casar com ele e não com alguém de fora. O objetivo dessa lei para Israel era proteger as viúvas, já que não existia uma seguridade social na época e uma mulher sem filhos poderia facilmente cair na prostituição para se sustentar. Era isso que a lei planejava: trazer proteção para a mulher. Lembre-se, aquela era outra sociedade, uma época muito mais dura e difícil.

6 – Estuprador + vítima
Se um homem se encontrar com uma moça sem compromisso de casamento e a violentar, e eles forem descobertos, ele pagará ao pai da moça cinqüenta peças de prata. Terá que casar-se com a moça, pois a violentou. Jamais poderá divorciar-se dela.
Deuteronômio 22:28-29 (NVI)

Veja esse mesmo texto na versão Almeida Corrigida Revisada e Fiel.
Quando um homem achar uma moça virgem, que não for desposada, e pegar nela, e se deitar com ela, e forem apanhados, então o homem que se deitou com ela dará ao pai da moça cinqüenta siclos de prata; e porquanto a humilhou, lhe será por mulher; não a poderá despedir em todos os seus dias.

Dois pontos a se observar: o primeiro, o texto não aprova o estupro. Em momento nenhum o estupro é incentivado ou é dito que o estuprador fez algo correto. O texto, se realmente estiver lidando com estupro, apenas faz uma provisão para uma situação ruim. Mas a bem da verdade, eu acho pouco provável que o texto se refira a estupro. Veja que na versão Almeida o texto fala de um homem que se deita com uma virgem. Não diz que foi a força. Na verdade, o original em hebraico usa as palavras taphas para pegar e shakab para deitar-se. Taphas pode ter o sentido de violência ou não, mas como o texto fala apenas de uma virgem (excluindo assim mulheres que já tiveram relação sexual), acho pouco provável que o foco seja o estupro, mas sim a perda a virgindade, que era algo muito valorizado em sociedades antigas. Como julgamos as sociedades do passado pelos nossos valores, achamos hoje em dia absurda a valorização da virgindade. Mas isso fala muito mais sobre a pecaminosidade dos nossos tempos do que de qualquer outra sociedade.

7 – Soldado masculino + prisioneiras de guerra
Mais uma vez, a Atea torce para que aqueles que se encontrem com a figura, não venham a ler os dois textos apresentados: Número 31:1-18 e Deuteronômio 21:11-14. Ambos os textos mostram situações em uma sociedade que estava em guerra, mas de forma diferente. O primeiro é um ajuste pela desobediência dos soldados israelitas. Eles deveriam matar todos os midianitas, mas deixaram algumas mulheres vivas. Muito do pecado desses povos era sexual e envolvia mulheres, homens, animais e crianças. Já que os soldados desobedeceram ao comando de Moisés, foi feito um acerto para que pelo menos as virgens fosse poupadas, já que pelo menos elas dificilmente haviam se contaminado com os pecados sexuais de seu próprio povo. Tudo isso parece muito severo nos dias de hoje, mas lembre-se que Deus ordenava a morte desses povos como condenação de atrocidades que eles já faziam há muito tempo (veja o caso dos amoreus em Gênesis 15:16 e que somente foram punidos em Números 21). O segundo texto apresenta uma regulação para o caso de um soldado desejar tomar uma mulher de um campo inimigo como esposa. Ele deve trazê-la para Israel, deixá-la passar pelo luto da família por um mês e depois poderá tomá-la como esposa. Não como escrava sexual: como uma esposa digna. Em um período que mulheres eram propriedades e as mulheres de um campo inimigo deveriam se estupradas, a regulamentação bíblica sobre o assunto foi um enorme avanço.

8 – Homem escravo + mulher escravo
Leia Êxodo 21:1-4 e vejo os senhores eram horríveis com os servos, arrumando esposas para eles...

Ufa, que texto longo. Por isso dividi-lo em duas partes. Tentei cobrir o assunto de forma mais abrangente, mas muito mais ainda podia ser dito. Após analisar todos os argumentos da Atea para dizer que a Bíblia nunca possuiu uma única definição sobre casamento, podemos facilmente concluir que na verdade a Atea simplesmente desconhece o texto bíblico, ou desconhece os princípios mais básico da lógica, ou simplesmente possui um grande ódio por Deus e tudo o que se refere a Ele. Claro que nenhuma dessas opções é autoexcludente e possivelmente a melhor resposta seja uma combinação das três.
O mais importante é perceber que mesmo nos casos apresentados pela Atea o casamento sempre se caracterizou pela união entre homem e mulher. Mas quando o ódio é a força motriz por trás de sua argumentação, mesmo a coisa mais óbvia fica difícil de ser vista.

É por isso que eu sempre digo: LEIA A SUA BÍBLIA! Se você tiver um mínimo de conhecimento geral das Escrituras, irá tirar de letra esse tipo de argumentação falaciosa.

domingo, agosto 05, 2012

Casamento bíblico: pode tudo? - Parte 1



A ATEA –Associação Brasileira de Ateus e Agnósticos é uma grande representante do movimento conhecido como Novos Ateus. E a grande novidade em relação a esses ateus não é uma nova argumentação, um raciocínio mais apurado sobre a religião ou sobre a existência de Deus. A grande novidade dos Novos Ateus é o ódio pela religião, por aqueles que são religiosos de alguma uma forma e especialmente um ódio mortal contra Deus, que apesar dele não existir, eles ainda assim o odeiam. Outra grande novidade é a forma de argumentação falaciosa (ad hominem, homem de palha e raciocínio circular são os favoritos) e quando se trata da Bíblia, esse aspecto se torna ainda mais forte.
No final de Julho um amigo do Facebook compartilhou a imagem acima, que mostra que a Bíblia possui várias definições de casamento. Assim, os cristãos que usam a Bíblia contra o casamento entre pessoas do mesmo sexo estão na verdade errados, já que a própria Bíblia possui várias definições de casamento. Esse argumento ganha ainda mais força com uma linguagem gráfica como na ilustração. Como ontem eu publiquei um texto sobre a reação à declaração do presidente da Chick-Fil-Asobre o casamento bíblico entre homem e mulher, achei que seria bom responder ao argumento acima.
Antes de abordarmos as particularidades apresentadas na imagem, eu gostaria de falar um pouco sobre o modus operandi das argumentações contra a Bíblia da ATEA e dos novos ateus por tabela. Em sua grande maioria, quando um novo ateu faz uma apresentação contra algum ponto bíblico, seja ele qual for, ele se utiliza de alguns passos. O primeiro é isolar o texto de seu contexto. Ele trata um versículo bíblico como se esse estivesse solto no espaço e então passam para o segundo passo, o apresentam, via de regra, de forma distorcida, o que é fácil fazer quando o texto está fora de seu contexto. O terceiro e mais contraditório passo é quando esse texto é do Velho Testamento e o julgam a partir de padrões cristãos que eles mesmos adotam, mas que jamais teriam coragem de afirmá-los como tal. Ou seja, eles julgam sociedades antigas como se essas fossem exatamente a mesma coisa do que a nossa sociedade atual. Isso é muito comum quando julgam as atrocidades do Velho Testamento, mas tem dificuldade de chamar de errado as atrocidades da nossa era, como o aborto. Apesar de acharem que a moralidade é algo relativo, eles se tornam absolutistas na hora de julgar sociedades bíblicas.
Quarto e último passo para uma completa argumentação neo-ateísta: achar que tudo o que é descrito na Bíblia é um mandamento de Deus. O neo-ateu interpreta toda a Bíblia como se tudo aquilo que está ali fosse como ordenança ou exemplo de comportamento para a humanidade. O que eles falham em entender é que existem várias literaturas dentro da Bíblia. Não apenas isso, mas a Bíblia apresenta o homem como ele realmente é, com todas as suas falhas e defeitos. Ela não esconde a pecaminosidade do homem, muito pelo contrário, ela o mostra em toda a sua atrocidade, fazendo uma comparação com o amor de Deus, que se torna imenso perto da nossa transgressão. Se você seguir esses quatro passos, terá o padrão perfeito para a argumentação falaciosa do novo ateu.
Isso dito, qual é a definição bíblica de casamento? Não vamos encontrar nas Escrituras uma frase que siga exatamente assim: a definição correta de casamento é a união entre um homem e uma mulher. Não vamos encontrar essa frase porque a Bíblia não é um dicionário, mas apesar de não encontrarmos essa frase colocada dessa exata maneira, vamos encontrar esse conceito por toda a Escritura. Começando por Genesis, podemos ver que Deus criou uma ajudadora para Adão (Gn 2:18-24) e tudo culmina no versículo 24 que diz: “Portanto deixará o homem o seu pai e a sua mãe, e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne”. Veja aqui um padrão que será seguido por toda a Bíblia: o casamento entre um homem e uma mulher. Deus não criou dois homens ou não criou duas mulheres (até porque se tivesse feito isso, não existiriam mais seres humanos), não criou um homem e várias mulheres ou uma mulher e vários homens. Desde o começo o padrão de Deus para o homem era um homem e uma mulher. Jesus afirma isso quando fala sobre divórcio:

Então chegaram ao pé dele os fariseus, tentando-o, e dizendo-lhe: É lícito ao homem repudiar sua mulher por qualquer motivo?
Ele, porém, respondendo, disse-lhes: Não tendes lido que aquele que os fez no princípio macho e fêmea os fez, e disse: Portanto, deixará o homem pai e mãe, e se unirá a sua mulher, e serão dois numa só carne?
Assim não são mais dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem.
Disseram-lhe eles: Então, por que mandou Moisés dar-lhe carta de divórcio, e repudiá-la?
Disse-lhes ele: Moisés, por causa da dureza dos vossos corações, vos permitiu repudiar vossas mulheres; mas ao princípio não foi assim.
Mateus 19:3-8

Três coisas interessantes a se notar no texto acima: que desde o princípio o padrão é macho e fêmea, um homem e uma mulher; e depois, que Deus algumas vezes permite (e não ordena) certos comportamentos humanos divergentes de seus mandamentos por causa da dureza do coração humano. Lembre-se disso: se Deus fosse lidar com a pecaminosidade humana da forma como deveria, nós já estaríamos extintos há séculos. É apenas pela graça de Deus que o homem ainda caminha na terra. Mas Deus não tem feito vista grossa para nada disso e apesar de ele ser paciente e tardio em se irar (Joel 2:13), ele fará cumprir a sua justiça, seja na pessoa de Cristo para aqueles que se arrependeram, seja na própria pessoa que se rebelou contra Ele. Nada será esquecido. E o terceiro ponto: Cristo fez essa afirmação em uma sociedade poligâmica. Apesar disso, Cristo não disse que desde o princípio Deus criou um homem para várias mulheres, mas sim um homem e uma mulher. Mesmo em uma sociedade polígama, a definição de casamento continuava a mesma.
O casamento para o cristão também possui um forte contexto teológico, já que Cristo é apresentado como o noivo e a igreja como a noiva (veja Efésios 5:27-32). Os líderes da igreja deveriam ser casados com apenas uma esposa (1 Timóteo 3:2, 12). Mesmo os reis do Velho Testamento eram instruídos a não possuírem múltiplas esposas (Dt 17:17). Davi e Salomão desobedeceram a Deus quando tiveram muitas esposas e esse pecado não veio sem a justa punição:

E tinha setecentas mulheres, princesas, e trezentas concubinas; e suas mulheres lhe perverteram o coração.
Porque sucedeu que, no tempo da velhice de Salomão, suas mulheres lhe perverteram o coração para seguir outros deuses; e o seu coração não era perfeito para com o SENHOR seu Deus, como o coração de Davi, seu pai,
1 Reis 11:3-4

Portanto, por toda a Bíblia, podemos ver que o conceito bíblico de casamento é entre um homem e uma mulher e isso é consistente entre o Velho e o Novo Testamento.
Um último ponto antes de analisarmos a imagem em si: muito do que é ensinado na Bíblia é uma regulação para o povo de Israel e não mandamentos para a Igreja. Deus fechou um acordo com o povo de Israel, uma constituição, uma legislação que deveria guiá-los, especialmente enquanto estes deveriam viver em terras estrangeiras, próxima de povos que muitas vezes eram muito mais depravados que os próprios Israelitas (sacrifício de bebês era comum nessas sociedades, assim como nos dias de hoje, só que antigamente eles esperavam o bebê sair da barriga para isso). Lembre-se que estamos falando de uma sociedade separada por mais de três mil anos até hoje, outros valores e uma sociedade que não havia sido influenciada pelos valores cristãos, como é o caso da nossa. Muito do que Deus regulou para Israel parece duro e rígido para nós que somos uma sociedade formada com uma base de princípios cristãos (amor, caridade, respeito ao próximo, igualdade, respeito), mas que quando comparado com as sociedades contemporâneas em sua volta, essa regulamentação se apresenta como um enorme avanço moral e humanístico.
Com tudo isso em mente, vamos analisar os oito tipos de casamentos que vemos na figura acima, mas apenas amanhã, pois o texto já está enorme para um blog.

sábado, agosto 04, 2012

Liberdade de expressão: desde que você se expresse a favor da agenda homossexual



Um dos nossos restaurantes de fast food favoritos é o Chick-Fil-A, uma rede americana de sanduíches de frango. Os melhores sanduíches que eu já comi na minha vida foram do Chick-Fil-A. Eles possuem uma batata frita que chamam de wafle fries que é fantástica. O atendimento é muito bom. O único defeito do Chick-Fil-A é que eles não estão presentes no Brasil ainda.

Eu na frente do Chick-Fil-A em Woodstock, GA
Outra coias interessante sobre o restaurante é que o proprietário e presidente da rede, Dan Cathy, é cristão e ele traz alguns princípios cristãos para a administração do negócio. Por exemplo, nenhuma das lojas da rede abre aos domingos. Também existe uma forte política de respeito aos funcionários, com auxílio aos estudos e também um foco em servir a comunidade.
No dia 23 de Julho Dan Cathy fez a seguinte declaração em uma entrevista para o BaptistPress: “Culpado!”, quando questionado sobre seu apoio ao casamento tradicional, entre um homem e uma mulher. Ele continua: “Nós realmente apoiamos a família – a definição bíblica de união familiar. Nós somos um negócio familiar, uma empresa administrada pela família e somos casados com nossas primeiras esposas. Agradecemos a Deus por isso”.
Antes de continuar com o texto, leia mais uma vez a declaração de Cathy. Leu? Bom, leia de novo, porque é muito importante que você lembre-se bem do que ele disse.
Essa declaração foi o bastante para causar uma revolta entre os ativistas homossexuais. A declaração de Cathy foi considerada como um discurso homofóbico, cheio de ódio. A mídia passou a afirmar que a empresa possui políticas anti-gays. Um boicote começou a ser programado contra as mais de 1600 lojas ao longo dos Estados Unidos. Grupos homossexuais se indignaram-se com as afirmações de ódio e preconceito de Dan Cathy e agendaram um “beijaço gay”ao frente à algumas lojas, para demonstrar seu desprezo pelas afirmações e políticas homofóbicas da rede. O prefeito de Boston, Thomas Menino, fez a seguinte declaração ao Boston Herald “Chick-fil-A não pertence a Boston. Você não pode ter um negócio em Boston que descrimina contra a população. Nós somos uma cidade aberta, nós somos uma cidade que está na linda de frente da inclusão.” O prefeito de Chicado também fez afirmações nessa mesma linha.
Se você leu bem a declaração de Cathy, você talvez já esteja percebendo que existe algo de estranho nas reações a essa afirmação. Em momento algum Cathy falou sobre homossexuais. Em momento algum ele fez qualquer afirmação de condenação à eles. Ele simplesmente afirmou seu apoio ao casamento tradicional. Somente isso. Mas foi o suficiente. Foi o suficiente para tratá-lo como criminoso, cheio de ódio, homofóbico, que dirigi uma empresa fascista que discrimina e trata mal os homossexuais.
Felizmente, nada disso é verdade. Cathy não falou nada sobre os homossexuais. Como cristão, ele simplesmente expressou sua opinião sobre o casamento. Ninguém é discriminado no Chick-Fil-A. Eles não perguntam sua orientação sexual antes te vender um sanduíche. Também não existe nenhum caso contra a rede de alguém que se aplicou para o processo seletivo e foi descartado por ser homossexual. A questão não é o que o restaurante faz de errado, mas sim a afirmação de Cathy.
Eu já falei algumas vezes aqui no blog sobre a tirania homossexual. Se você não concorda com a agenda homossexual, você é um ser cheio de ódio, homofóbico, preconceituoso. Você não merece ter suas ideias divulgadas. Você é o pior dos criminosos. Merece ser silenciado, merece cadeia.
A questão se resume ao seguinte: nós toleramos todas as opiniões, menos aquelas que são contrárias às nossas. É assim que a ditadura do movimento homossexual se comporta. Através de ameaças, xingamentos, repressão, o movimento avança na imposição de seus valores sobre a sociedade. O caso do Chick-Fil-A é apenas a demonstração mais óbvia disso.
A reação do prefeito de Boston é fantástica e bastante representativa disso. A cidade de Boston é aberta a todos, desde que concordem com o ponto de vista dele. Ora, o que o prefeito vai fazer com os cristãos que são a favor do casamento tradicional, a favor da definição bíblica de casamento, que entendem que o comportamento homossexual é pecado conforme ensinado pela Bíblia? Ele vai expulsar esses cidadãos da cidade? Cristãos que se posicionam biblicamente em relação ao homossexualismo serão banidos de Boston? E aqueles que não são cristãos, mas acreditam que o governo devem apenas promover aquele tipo de união que em sua maioria que pode gerar novos membros para a sociedade, ou seja, o casamento entre homem e mulher? Esses também devem ser expulsos? Somente uma opinião pode existir: a pró-homossexualismo.
Infelizmente não existe liberdade de expressão nesse assunto. Estamos entrando em uma era de ditadura intelectual, onde opiniões divergentes estão sendo caladas pela força da lei. A própria criação de leis homofóbicas tem por objetivo silenciar aqueles que não são pró-gay. Já temos leis suficientes para lidar com quem agride ou ofende outras pessoas. O que se busca com as leis anti-homofobia não é punir agressores, mas sim criminalizar opiniões divergentes. É por isso que eu acredito que a grande perseguição contra a igreja virá exatamente por causa da questão homossexual. Cristãos que acreditam na Bíblia como a Palavra de Deus serão perseguidos, silenciados e em até alguns casos, lançado nas prisões. Isso já tem acontecido no Canadá e na Inglaterra com pastores que pregam os ensinos bíblicos sobre o homossexualismo.
Uma forma deturpada de cristianismo, que não usa a Bíblia como regra de fé mas apenas um livro de boas intenções continuará existindo, pois essa linha já é a favor do movimento homossexual, seja por uma hermenêutica ruim, seja por medo de ser considerado intolerante (aliás, muita gente acaba se posicionando a favor do casamento homossexual não porque realmente acredita nisso, mas porque tem medo de ser considerado homofóbico).
O mais engraçado em tudo isso é a reação do Chick-Fil-A em relação aos protestos que aconteceram em frente às lojas. Eles deram limonada de graça para as pessoas que estavam do lado de fora, como mostra a foto abaixo.

Realmente, são pessoas odiosas. Pelo menos pela nova definição que o movimento homossexual está criando para a palavra ódio: o mesmo que discordância.

Os: leia nesse link uma reportagem do Uol sobre o “beijaço gay” em frente às lojas do Chick-Fil-A. Na reportagem, perceba que a citação original de Dan Cathy não foi mencionada, mas sim uma posterior, feita em uma rádio e somente uma parte dela. A citação intereira dele não era diretamente em relação ao casamento entre pessoas do mesmo sexo, mas contra a redefinição do que é casamento, seja entre pessoas do mesmo sexo, seja o casamento polígamo, seja qualquer outra tipo de casamento. A frase correta de Cathy, que o Uol falhou miseravelmente em reproduzir (descuido ou intencional?) é: “eu acho que nós estamos trazendo o julgamento de Deus em nossa nação quando cerramos nosso punho contra ele e dizemos, ‘nós sabemos melhor que você o que constitui um casamento.’Eu oro pela misericórdia de Deus sobre nossa geração que tem uma atitude tão orgulhosa e arrogante a ponto de pensar que nós podemos redefinir o que o casamento realmente é.”

sábado, junho 02, 2012

Um silogismo sobre escravidão, homossexualismo e a Bíblia




Agora que o presidente americano Barack Obama se posicionou oficialmente a favor do “casamento” gay (eu coloco a palavra casamento entre parênteses porque a idéia de casamento é entre pessoas de sexo oposto, assim, seu uso no contexto homossexual não faz sentido), o que não foi surpresa pra ninguém, muito mais gente vai se posicionar a favor também. Muito pode ser debatido sobre isso e já o fizemos aqui no blog. Temos argumentos tanto bíblicos como seculares que nos levam a uma oposição à instituição do “casamento” gay como algo reconhecido pelo governo. Os mais fortes de nossos argumentos se baseiam nas Escrituras, já que a Bíblia claramente define casamento como a união entre um homem e uma mulher (Mateus 19:4) e condena o comportamento homossexual (1 Coríntios 6:9). Exatamente por isso, o principal ataque que vamos ver para diminuir nossa oposição é contra a Bíblia.
Um que tenho visto por aí, que tem ganhado fôlego nos Estados Unidos, vem na forma de silogismo e diz assim:
  • Uma leitura literal da Bíblia leva ao entendimento que o homossexualismo é errado.
  • Uma leitura literal da Bíblia levou à escravidão nas Américas.
  • Portanto, não devemos ler a Bíblia de forma literal.

Esse silogismo tem um peso retórico forte porque ele associa a Bíblia à terrível escravatura que aconteceu nas Américas. Mas, quando analisado com mais calma, podemos ver que existem várias falhar nesse pensamento.
O primeiro problema com esse argumento é que a conclusão não se segue às premissas. Supondo que a segunda premissa seja verdadeira (que não é, mas vamos cuidar disso mais tarde), o fato que a leitura literal de um ponto das Escrituras possa ter levado a algo tão terrível quanto a escravidão não faz com que toda a leitura literal as Escrituras seja maligna. Aliás, foi pela leitura literal das Escrituras que muitas coisas boas foram feitas pela humanidade. Escolas, orfanatos, hospitais, cuidado com os pobres, preservação de idiomas que hoje seriam extintos, associações de caridade, ajuda humanitária, pesquisa, a própria invenção do livro, a ciência como um todo, tudo isso e muito mais foi fruto de homens e mulheres que leram e aplicaram as Escrituras à suas vidas de forma literal. A parte de tudo isso, talvez o que a Bíblia nos informa sobre o homossexualismo seja verdadeiro. Esse argumento sofre de raciocínio circular porque ele usa como argumento aquilo que se está tentando defender. Ele já considera que a Bíblia está errada sobre o comportamento homossexual, assim como ela está supostamente errada em relação à escravidão. Portanto, a conclusão não se segue às premissas, sendo assim, o argumento é errado e falacioso.
Mas temos outro ponto interessante. Quem afirma a segunda premissa, que a leitura literal da Bíblia levou à escravidão nas Américas, ou desconhece o que a Bíblia diz sobre escravidão, ou desconhece o que foi a escravidão nas Américas. Você pode ler sobre a Bíblia e a escravidão em mais detalhes aqui, mas resumidamente, o que a Bíblia regulava e que nós chamamos de escravidão foi bastante diferente do que aconteceu nas Américas. A escravidão na Bíblia era em sua grande maioria por dívida, o escravo tinha que ser tratado como funcionário contratado, deveria ser liberado ao término de 7 anos, escravidão permanente deveria ser voluntária, a venda de seres humanos era proibida e se um escravo fosse ferido, ele deveria ser solto. Veja aqui os slides da apresentação sobre a escravidão e a Bíblia com as referências aos textos acima.
Se os colonizadores das Américas tivessem lido a Bíblia de forma literal (e a tivessem seguido), a escravidão nas Américas jamais teria acontecido ou pelo menos seria algo bem menos grave.
É por isso (e muitos outros motivos) que o cristão precisa conhecer as Escrituras, conhecer o texto como um todo, mas também precisa estar pronto para defender a Bíblia como Palavra de Deus. Se a Bíblia realmente for a Palavra de Deus, poderemos usá-la como autoridade para aquilo que é certo ou não. Se não for, então, nada mais precisa ser dito e cada um faz o que bem entender. Ninguém terá a obrigação de seguir a moralidade de ninguém, seja a que é a favor ou a que é contra o homossexualismo.
Enquanto isso, vamos continuar vendo argumentos ruins sendo lançados no meio do debate. Onde falta lógica, sobra retórica.

domingo, abril 01, 2012

Facebook, Bíblia, homossexualismo e uma conversa entre amigos


Quem lê o blog regularmente, sabe que de vez em quando eu posto aqui algumas conversas que tive pela internet com os amigos. É importante colocar nossa fé em prática e ver como ela funciona fora do ambiente hermeticamente fechado de nossas igrejas ou mesmo do blog.
Em fevereiro tive um diálogo com um rapaz que me adicionou no Facebook. Nós continuamos uma conversa que se iniciou por causa da imagem abaixo.


O meu amigo estava advocando que a Bíblia endossava a escravidão e condenava a homossexualismo. Esse assunto rende outras postagens, mas resumidamente, eu afirmei que a Bíblia na verdade condenava as duas coisas. A escravidão, ou servidão que a Bíblia regulamentava em nada era parecido com a escravidão que aconteceu nas Américas, que é representada na figura abaixo. E esse tipo de escravidão, condenada pelas regras de servidão bíblica, encontrou o seu fim exatamente pelas mãos de cristãos que lutaram pelo fim desse sistema horrendo. Mas o papo que segue abaixo lida com várias questões, como o homossexualismo, a naturalidade da coisa, a existência de padrões morais realistas, Bíblia, enfim, muitas coisas.
O nome do meu amigo, como de costume, foi substituído por questões de privacidade.

Maurilo Borges Junior
Olá Amigo, obrigado por me adicionar. Percebi que temos vários amigos em comum no Facebook. O mundo é pequeno.
Enfim, gostaria de continuar o papo do seu link por aqui. Acho que fica mais fácil quando somos apenas nós na conversa. Você disse que é cristão e acredita em Deus. Gostaria de saber o que isso significa pra você e como você vê a Bíblia.
Não quero discutir com você, apenas conversar. Se você não estiver disposto, tudo bem, continuamos alegremente com as nossas vidas.
Abraços.

Amigo
Oi Maurilo. Desculpe se soei arrogante ou qualquer outra coisa no post. Admito que estou mesmo criando polemica quase a toa, pois não tenho mais uma opinião 100% formada a respeito. Sou cristão desde que me conheço por gente. Nasci num lar evangélico, e meus pais são bem esclarecidos, nem um pouco fundamentalistas radicais. Freqüentei escola dominical minha vida toda e sempre fui o cara mais caxias que você pode imaginar. Mas de alguns anos pra cá tenho tido vários questionamentos. Não digo nem com relação a fé ou existência de Deus, mas principalmente sobre questões bíblicas, sua veracidade, sua confiabilidade, etc. Existem vários temas na bíblia que por anos me convenci a fazer vista grossa porque aquela é a palavra de Deus, indiscutível. Mas hoje tenho visto de forma muito diferente, impossível de casar com o Deus que conheço. A bíblia pra mim, cada vez mais, tem passado a ser um amontoado de relatos de lunáticos somado com textos forjados com interesses políticos. Tenho tido muitos questionamentos e a homossexualidade que é um tema em voga hoje é um dos que mais me intriga. Sou heterossexual, casado, e não tenho nem nunca tive problemas com minha sexualidade, mas conheço e sou amigo de muitos gays e simplesmente não consigo enxergar como pode o Deus que eu conheço ser condizente com o que a bíblia diz sobre homossexualidade e principalmente a homofobia que impera no meio cristão

quarta-feira, novembro 23, 2011

Os Homossexuais nascem assim?


Por Alan Shlemon – Stand To Reason

Existe um “gene gay” e isso deveria mudar nossa forma de ver o comportamento homossexual, se existir?

Para muitas pessoas, dizer que os homossexuais nascem dessa forma é tão axiomático quanto dizer que a Terra gira em torno do sol. Nenhuma razão racional existe para rejeitar essa afirmação. Os únicos que discordam, dizem, são aqueles que ou são ignorantes dos fatos científicos ou homofóbicos ou intolerantes (lê-se: cristãos). Mas essa afirmação está cheia de problemas. Mas antes de considerá-los, vamos fazer uma sugestão tática.

Muitos cristãos ficam na defensiva quando alguém diz que a homossexualidade é congênita. Eles tentam responder com razões pelas quais a afirmação é falsa. Mas isso é um erro. Não existe nenhuma necessidade de se responder a esse desafio já que a afirmação é apenas isso: uma afirmação. E uma afirmação sem evidências é apenas uma opinião. Não existe nenhuma razão para achar que isso é verdade.

Ao invés de defender as suas convicções, faça com que eles defendam a deles. Já que são eles que estão fazendo uma afirmação, a responsabilidade de prová-la é deles. Pergunte: “quais evidências você tem que os homossexuais nascem dessa forma?” Muitas vezes eles não tem uma resposta. Eles estão repetindo o que eles ouviram de outros, mas não possuem evidências para dar suporte a isso.

Ao invés disso, pessoas algumas vezes irão apelar para experiência. Dirão que homossexuais muitas vezes dizem se sentirem diferentes de seus colegas desde muito cedo, sugerindo que nasceram assim. Mas as experiências pessoais raramente são um indicativo de verdade científica e não podem contar como evidências que a homossexualidade é biologicamente determinada. Portanto, antes de discutir os méritos da afirmação, lembre-se que eles possuem a responsabilidade de prover as evidências para sua opinião.

Com essa tática em mente, vamos olhar para três problemas com essa afirmação. A primeira é a mais escandalosa. Uma simples checagem de fatos científicos demonstra que não existe nenhum estudo que prove que a homossexualidade é biologicamente determinada.

Décadas de pesquisa para descobrir o “gene gay” resultaram no nada. De fato, não é comum entre pesquisadores achar que genes determinam comportamentos. E pesquisas que correlacionam a anatomia cerebral e fisiologia com o comportamento homossexual não provam relação causal. Em outras palavras, mesmo que parte do cérebro homossexual seja diferente do cérebro heterossexual, isso pode sugerir que o comportamento alterou o cérebro, não necessariamente o contrário. Isso é possível dado a neuroplasticidade – a habilidade duradoura do cérebro de mudar em resposta ao ambiente, lesão cerebral, comportamento ou simplesmente pela aquisição de conhecimento. Um cego, por exemplo, usa seu dedo para ler braille e consequentemente tem uma morfologia cerebral diferente simplesmente porque seu comportamento difere das pessoas com visão.

O mais surpreendente é que isso é reconhecido pelas organizações e pesquisadores pró-gays. A Associação Psicológica Americana (APA), por exemplo, uma vez manteve a posição em 1998 que “existe considerável evidencia recente que sugere que a biologia, incluindo genética ou fatores hormonais inatos, exercem um papel na sexualidade da pessoa.” No entanto, uma década de pesquisa científica desacreditou essa ideia e levou a APA a revisar sua posição em 2009: “Apesar de muitas pesquisas terem examinado a possível influência genética, hormonal, social e cultural na orientação sexual, nenhum achado emergiu que permitisse aos cientistas concluir que a orientação sexual é determinada por qualquer fator ou fatores particulares”. Um grupo pró-gay como a APA somente revisaria sua posição se houvesse enorme evidência que necessitasse que tal posição fosse mudada.

Um segundo problema com a afirmação que a homossexualidade é biologicamente determinada é que mesmo que seja verdade, não provaria que o comportamento é moral. Considere pesquisadores que descobriram genes que acreditam contribuir para o alcoolismo, infidelidade e violência. Devemos acreditar então que, porque existe uma contribuição genética para esses comportamentos (ou mesmo que sejam geneticamente determinados) estes comportamentos devem ser considerados como moralmente apropriados? Claro que não. Portanto, provar que o comportamento homossexual é apropriado apelando-se para um determinante genético é igualmente falso.

Na verdade, encontrar uma causa genética para a homossexualidade preocupa muitos defensores dos direitos gays. Por que? Porque nem toda característica geneticamente induzida é normal ou saudável. Anormalidade no DNA de um indivíduo, seja por mutação ou adição/subtração de um cromossomo, leva a desordem genéticas como fibrose cística, síndrome de Down ou câncer. Se uma origem genética para o homossexualismo for descoberta, a próxima questão óbvia que se levanta é se isso é anormal, uma mutação ou representa o processo de uma doença.

Mais ainda, se uma causa pode ser identificada, também pode ser alvejada por uma terapia genética ou outro método para “cura” dessa condição. E poderemos ter também testes para detectar a homossexualidade ainda no útero que poderiam levar ao aborto de “fetos gays”. Como resultado, muitos pesquisadores pró-gays estão diminuindo suas tentativas para descobrir a causa biológica.

Um terceiro problema que emerge pela simples existência de uma comunidade de “ex-gays”. Se a homossexualidade é, como muitos defensores pró-gays afirmam, inevitável como a cor dos olhos, então como eles explicam os que deixaram de ser homossexuais? A cor dos olhos é genética, algo com o que alguém nasce e não pode mudar. Mas a orientação sexual é fluida, como evidenciado pelas mudanças de vida de milhares de homens e mulheres.

Existem mulheres que passam anos comprometidas em relações com outras mulheres e então mudam e ficam atraídas por homens. Existe também homens que são sexualmente atraídos por outros homens desde a puberdade, passam uma década em um relacionamento gay e então desenvolvem uma atração pelo sexo oposto. Muitas dessas pessoas passaram por alguma forma de terapia ou aconselhamento, mas alguns espontaneamente mudaram sem intervenção profissional.

O fato de apenas uma pessoa ter mudado é evidencia que a homossexualidade não é embutida. Mas a existência de milhares de indivíduos que mudaram é uma contra-evidencia significativa para a teoria do “nascido assim”. Eu conheço muitos deles. Não tem como todos estarem mentindo.

Parece que a resistência dos cristãos está certa. Os homossexuais não nascem assim. Mas agora que temos essa verdade com maior convicção, precisamos – mais do que nunca – alcançar com compaixão as pessoas que não nasceram dessa maneira.

domingo, julho 31, 2011

Homossexualismo e intolerância: o nascer de uma ditadura


Quinta-feira passada (28 de Julho) eu estava assistindo a um jornal no canal Globo News e vi a chamada para a notícia que diz que a maior parte dos brasileiros não aceitam a união entre pessoas do mesmo sexo.
Na linha de texto da chamada estava escrito: Homofobia: brasileiros não aceitam união entre pessoas do mesmo sexo.
Eu já escrevi bastante sobre homofobia aqui no blog. Temos visto muito essa palavra recentemente. Infelizmente, ela tem sido usada como um jargão propagandista e pejorativo, que tem por objetivo silenciar o diálogo sobre mudanças importantes na sociedade, que, para que possam ser implantadas, não podem ser submetidas a um diálogo público. A única opção é aceitar, por imposição.
Por que não aceitar a união entre pessoas do mesmo sexo é homofobia? Pelo o que sei, o intuito dos projetos contra homofobia é colocar atrás das grades aqueles que agridem homossexuais. Deixando o mérito da questão de lado (não temos leis suficientes que lidam com agressão física? Por que agredir um homossexual deve ser legislado de forma diferente da agressão contra um heterossexual?), também queremos incluir dentro da homofobia a discordância nos campos das ideias? Queremos calar o diálogo sobre a validade para a sociedade da união entre pessoas do mesmo sexo? Se assim for, teremos que colocar atrás das grades a maior parte da população brasileiro. E sabe por que? Por que a agenda homossexual não está sendo propagada através do diálogo com a sociedade. Ela está na verdade avançando através de uma estratégica agressiva, que rotula de forma pejorativa todo aquele que tenta raciocinar sobre o assunto. A nós só resta uma opção: ficar quieto e deixar que a ditadura homossexual se imponha em nossa sociedade. Quem pensa o contrário é um criminoso homofóbico agressor de pessoas, fanático que merece a cadeia. É essa a sociedade que queremos?
Não existe nenhum motivo plausível para que o nosso país venha a reconhecer legalmente a união entre pessoas do mesmo sexo no mesmo patamar que a união heterossexual. Elas não possuem a mesma natureza. Não são a mesma coisa. O casamento como o conhecemos, entre um homem e uma mulher, é garantido pela nossa legislação porque ele possui um papel único na formação e continuação de nossa sociedade. A união homossexual não tem como desempenhar esse papel em sua natureza. Por sua própria natureza, o casamento é anterior à própria sociedade e portanto, já existia quando essa veio a existir. Assim, não é possível que o casamento seja uma criação da sociedade. E sendo anterior à própria sociedade, o casamento não é definido por essa, mas sim protegido. E se, o casamento fosse uma definição da nossa sociedade, então, pela própria pesquisa, nossa sociedade não quer que a união entre pessoas do mesmo sexo seja reconhecido legalmente. De um jeito ou de outro, não existe razão para isso.
Como é sempre necessário dizer em todos os textos que falam sobre esse assunto, eu não sou contra homossexuais. Trabalho diretamente com muitos e alguns são amigos próximos. Eu acredito que cada um pode fazer o que quiser da sua vida. O que eu não acho é que as pessoas têm p direito de, por causa da vontade de uma minoria, alterar valores fundamentais da nossa sociedade para uma maioria. E principalmente, sou contra a imposição e a mordaça por parte de um grupo em sua busca pela aceitação de seu estilo de vida.
Tolerância não é ficar calado. Tolerância é dizer que alguém está errado, mas ainda assim continuar o diálogo. Quando eu não posso dizer que alguém está errado, estou sofrendo de intolerância. E o movimento homossexual tem sido o mais intolerante de todos os movimentos que já vi por aí.
Eles negam à sociedade a exata coisa que pedem de volta.

sábado, julho 09, 2011

Hillary Clinton e a ditadura gay


Muito gente acha que não existe essa coisa de tentarem forçar a aceitação do estilo de vida homossexual por parte de governos junto a população. Tem gente achando que isso é invenção.
Mas podemos ver a cada dia como governos têm se empenhado de forma muito intensa na propagação e aceitação da agenda homossexual (e especialmente da união civil entre pessoas do mesmo sexo). Uma das várias provas disso é a atuação da secretária de Estado americana, Hillary Clinton que muito se empenhou para que um grande problema mundial fosse resolvido: a participação de Lady Gaga na parada do orgulho gay em Roma. Leia o texto abaixo:

A Secretária de Estado Hillary Clinton fala na celebração do Mês do Orgulho GLBT no Departamento de Estado. (CNSNews.com/Penny Starr)
(CNSNews.com) – A Secretária de Estado Hillary Clinton disse na segunda que o Departamento de Estado teve um papel importante para “fechar o acordo” para a performance da estrela do pop-rock Lady Gaga na parada do orgulho gay em Roma, Itália
Clinton apontou especificamente uma carta que David Thorne, embaixador americano para a Itália, enviou para Lady Gaga persuadindo-a para participar do evento.
“E tem também o trabalho que nossa equipe da embaixada tem feito,” disse Clinton. “Duas semanas atrás eles tiveram um papel importante para trazer Lady Gaga para a Itália para um concerto Euro Pride.”

Uma das principais funções da Secretária de Estado é cuidar dos assuntos relacionados ao governo e aos interesses dos Estados Unidos junto a outros países. O mais interessante é que pelo jeito um dos grandes interesses do governo americano atual é a propagação da ditadura homossexual. Pelo jeito o governo americano não tem mais questões internacionais para se preocupar como terrorismo, crescimento da influência da Irmandade Muçulmana nos países islâmicos, guerras, fome, pobreza, AIDS, crise econômica no mundo que afeta os Estados Unidos...
Não, nada disso existe ou é importante. O mais importante no momento é garantir que o homossexualismo seja aceito por todos e qualquer pessoa que ousar questionar esse estilo de vida seja tratado como um vil criminoso.
Parabéns à Secretária de Estado Hillary Clinton e ao presidente Barack Obama pelo belo trabalho que têm feito ao redor do mundo. E parabéns a todos os cristãos (muitos no Brasil) que achavam que Barack Obama seria o máximo.

Ps: já que falar qualquer coisa que possa parecer contrário à aceitação do homossexualismo já é logo taxado como homofóbico (uma forma muito eficaz de calar o diálogo e impor sua moral), gostaríamos de deixar claro que não odiamos os homossexuais. Eu mesmo trabalho com vários deles e alguns são colegas bem próximos e queridos. Mas isso não quer dizer que eu seja obrigado a achar que o estilo de vida deles é correto, especialmente quando esse estilo de vida é condenado biblicamente. Sou contra a agressão injustificada a qualquer ser humano, seja homossexual, seja heterossexual. Como eu não vejo motivo para que a constituição faça diferenciação entre homossexuais e heterossexuais (o que não faz até o momento) não somos a favor de uma lei específica para defesa a agressões contra homossexuais, até porque com certeza tal lei será usada para calar judicialmente aqueles que pregam que o homossexualismo é pecado. Somos a favor da preservação do casamento da forma como ele realmente é, união entre um homem e uma mulher e protegido pelo Estado porque essa é a única forma viável de se manter a continuidade de uma nação. Todos temos direitos iguais perante a lei. Um heterossexual não tem mais direitos que um homossexual. Mas quando essa história toda chegar ao seu ápice, será verdade que um homossexual terá mais direitos que um heterossexual. Seja Bem vindo a ditadura gay.

domingo, maio 08, 2011

Tradando iguais de forma igual



A chave para se responder as alegações dos defensores do casamento entre pessoas do mesmo sexo é entender uma regra básica da justiça: trate iguais de forma igual. Se os lados não são iguais de forma relevante, então não existe nenhuma obrigação da justiça de tratá-los da mesma forma.

Quando alguém exigir o mesmo reconhecimento das uniões heterossexuais para a uniões homossexuais, lembre-o da regra básica da justiça. Depois, pergunte se os relacionamentos homossexuais são realmente iguais às relações heterossexuais. Ele realmente acredita que não existe nenhuma diferença essencial entre os dois? Se existem diferenças essenciais, então os dois não são iguais e não existe obrigação moral de tratá-los como se fossem iguais.

Além do mais, já que o casamento legal não é nada mais do que respeito público garantido oficialmente e a aprovação da união de dois indivíduos, e você como membro do público não aprova nada de fato, então você não tem obrigação de apoiar o “casamento” homossexual e pode até mesmo se opor a isso.

sexta-feira, março 25, 2011

O homossexualismo e a síndrome de Gabriela

Tem uma música da Lady Gaga que se chama Born this Way (Nascida desse jeito). É uma música que aparentemente está fazendo bastante sucesso. Um dos motivos para isso é que essa música é uma defesa da causa homossexual. A idéia da música é que “a pessoa nasceu desse jeito”, “não é uma escolha dela” e já que a pessoa nasceu assim, devemos aceitá-la assim. Um tipo de síndrome de Gabriela. Se você não entendeu a referência, ouça a música abaixo.


Essa não é a primeira vez que ouvimos esse tipo de argumento. Em alguns evangelismo, seja com homossexuais ou não, é comum ouvir esse argumento quando o assunto homossexualismo vem à tona. Na verdade, uma das estrofes da música representa bem como o argumento é montado:

I'm beautiful in my way
'Cause God makes no mistakes
I'm on the right track baby
I was born this way

Eu sou linda da minha maneira
Porque Deus não comete erros
Eu estou no caminho certo querido
Eu nasci desse jeito.

E assim segue o argumento. Com certeza, em um primeiro momento, qualquer um fica pensando se isso não seria mesmo verdade. Se fomos criados assim, temos de ser aceitos. Será?
Primeiro, precisamos entender que o homossexualismo é uma questão moral. É uma questão de comportamento moral que se reflete na vida sexual. Assim como outras questões morais que se refletem sexualmente (casar, ficar solteiro, ser fiel, não ser fiel), o homossexualismo é uma questão moral. Todos nós nascemos como agentes morais com capacidades de tomar decisões. Eu não sei se as preferências homossexuais em si mesmas já se manifestam do nascimento ou não. Mas em uma coisa que concordo com os proponentes desse argumento: algo que tem grande influência nas nossas escolhas morais nasce conosco. E tem um nome para isso: natureza pecaminosa. Todos nós, absolutamente todos nós, nascemos com uma natureza pecaminosa que influência nossas escolhas morais. É fácil ver isso em crianças que mentem sem nunca terem sido ensinadas a mentir. Por isso educamos as crianças, para tentar conter o crescimento daquele monstrinho interno que vem junto no pacote. Deixe uma criança crescer sem educá-la direito e você vai acabar com um adulto irresponsável. Ou com um Charlie Sheen. Enfim, todos nascemos com tendências pecaminosas. A Bíblia afirma isso no Salmo 51:5.
A verdadeira pergunta por trás da pergunta (nossa, estou lendo muito Rob Bell) é: podemos desculpar os desvios morais das pessoas simplesmente por terem nascidos assim? Podemos desculpar um ladrão simplesmente por que ele nasceu assim? E um adúltero? E um assassino? Será que podemos usar esse tipo de lógica em tribunais? Será que expandir esse tipo de lógica?
O fato de termos nascidos com uma natureza pecaminosa em nada nos desculpa por nossas falhas. Somos agentes morais que sabem em seu coração a diferença do certo e do errado. E exatamente porque nascemos desse jeito é que precisamos de um Redentor para pagar por nossos pecados e nos regenerar. Daí a necessidade do novo nascimento.
O engraçado é que esse argumento esconde a aceitação de um pressuposto que é necessário para que o argumento tenha início, mas eu duvido que seus defensores teriam coragem de concordar com esse pressuposto: que o homossexualismo não é normal, é errado e totalmente diferente do que deveria ser a sociedade. Mas como é algo que nasce com a pessoa, devemos aceitá-la, mesmo ela estando errada. Se assim não fosse, não seria necessário uma defesa do homossexualismo dessa maneira. Ninguém precisa usar esse mesmo argumento para defender o heterossexualismo porque todos sabem que esse é o padrão normal.
Reescrevendo a letra da canção de Lady Gaga:

Eu era horrendo do jeito que era
Porque Deus não comete erros, mas eu sim
Eu estava no caminho errado, amigo
Eu nasci desse jeito.

Mas a maravilhosa graça de Deus me salvou. E me regenerou. Contra a síndrome de Gabriela, nada como a grandiosa obra de regeneração do Espírito Santo.

sexta-feira, janeiro 28, 2011

Casamento entre pessoas do mesmo sexo





Ou existe uma teologia natural do casamento ou não existe.

“Quem é você para dizer isso?” Esse desafio funciona nas duas direções. Primeiro, se a minha desaprovação não é legítima, então porque a minha aprovação é legítima? Se eu não tenho o direito de julgar algo como errado (quem é você para dizer isso?), certamente eu não tenho o direito de julgar algo como correto (quem sou eu para dizer isso?). Segundo, por que eu não posso fazer um julgamento moral aqui, mas aparentemente você pode?

terça-feira, novembro 18, 2008

Homofobia

Alguns assuntos são delicados pela sua natureza, não importando o tempo. Outros, são delicados por um tempo, ou pela visibilidade que ganham, mas depois se tornam algo comum. Mas existem assuntos que além de serem delicados por natureza, ganham uma enorme visibilidade, o que os torna ainda mais difíceis de serem abordados. Homossexualismo é um desses assuntos e acredito que o mais proeminente de todos.

E para nós cristão é ainda mais complicado porque temos a Bíblia (ou deveríamos) como nossa palavra definitiva sobre os assuntos tangíveis ao homem 2 Tim 3:16,17.

Acrescente a isso o trabalho de evangelismo nas ruas, abordando homossexuais, como aconteceu conosco na parada gay ou mesmo pessoas que defendem o homossexualismo, sendo ou não.

O grande tema do momento é o da homofobia, especialmente leis que pretendem proteger aqueles que sofrem de discriminação por serem homossexuais.

Antes de continuar sobre o assunto, quero deixar claro uma coisa. A discriminação é algo horrível que deve ser combatida. Se alguém é privado de um emprego por uma questão de etnia (lembre-se que não existem raças entre os seres humanos, só etnias), religião, sexo ou qualquer outra característica que não seja competência, temos aí um caso de preconceito, discriminação. E isso não deve acontecer. Já trabalhei com pessoas que eram homossexuais e eram extremamente competentes. Também já trabalhei com homossexuais que eram péssimo funcionários. Como em todos os grupos, temos os mais diferentes tipos de pessoas. É importante ressaltar que eu imagino o quanto é difícil passar anos de sua vida escondendo algo, mentindo sobre si mesmo e em um momento, poder se livrar de tudo isso e se assumir. Eu entendo que tudo isso leva a uma busca apaixonada por aceitação. Mas isso tudo esconde um grande perigo, o qual o movimento da criminalização da homofobia está caindo.

Preconceito é errado e todos concordamos. Por isso já existem leis contra o preconceito (incluindo aí o homossexualismo), que devem ser cumpridas e seus infratores punidos. Se já existe uma lei, que abrange a todos e todos são responsáveis por cumpri-la, por que devemos ter uma nova lei? É justo que uma nova lei defenda apenas um grupo da sociedade em detrimento de outro? Não seria isso preconceito, discriminação, a mesma coisa que queremos combater?

Por que “em detrimento de outro”? Porque se essa lei realmente for aprovada, ela vai impedir a expressão da opinião de qualquer um que não concorde com os homossexuais. Se eu digo para um homossexual que a Bíblia diz que homossexualismo é pecado, eu estou exercendo minha opinião. Se por conta dessa opinião eu privo essa pessoa de conseguir um emprego, de estudar, de andar por ai, de receber atendimento médico, aí sim estou sendo preconceituoso. Mas se eu simplesmente expresso o que minhas crenças religiosas afirmam, eu não estou sendo preconceituoso, estou sendo coerente com minhas crenças. Além do mais, se a Bíblia é verdadeira e 1 Cor 6:9,10 está correto, nada mais amoroso do que dizer a essa pessoa que ela deve se arrepender de todos os seus pecados. Sendo essa pessoa homossexual ou não, já que esse alerta é para todos.

Sendo assim, expressar uma opinião é bem diferente de ser preconceituoso.

Se alguém me diz: “não, você não pode dizer isso, não pode dizer que eu estou errado, isso é preconceito, você está me julgando e isso é errado”, ora, essa pessoa está fazendo a mesma coisa que me acusa de fazer. Ela está me julgando, dizendo que eu estou errado e ela está sendo preconceituoso, agora em relação à minha religião.

Nesse caso, a lei que defende o homossexual da homofobia ataca o cristão com perseguição religiosa, já que na verdade eu já não posso mais crer ou declarar aquilo que minha fé estabelece, mas sim aquilo que o Estado acha conveniente. E se o Estado entender que a cruz é ofensiva, pois algum grupo religioso se sente ofendido quando houve que não podemos nos salvar por nós mesmos, mas sim pela cruz? O Estado vai a favor desse grupo e nos impedirá de pregar a cruz de Cristo? Tudo é muito sutil, mas extremamente perigoso.

E para completar meu raciocínio, a própria palavra homofobia me parece descabida. Vamos pensar na etimologia da palavra, especificamente da parte “fobia”. Fobia é definida por um medo persistente, anormal e irracional de uma coisa em específico ou de uma situação, apesar dos avisos e garantias que é seguro. Assim sendo, fobia é um quadro clínico, uma condição médica.

Em toda a minha vida, nunca vi ninguém sofrer de um quadro de homofobia. Já vi agorafobia, aracnofobia e tantas e tantas fobias, mas nunca homofobia. E eu já fiz estágio no Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo na época de faculdade. Eu nunca vi ou ouvi falar de ninguém que apresentasse suor exagerado quando chegava perto de um homossexual, ou tremedeira, ou paralisia ou disritmia cardíaca. Nunca.

Tudo isso parece ridículo e é, exatamente porque o termo homofobia denota uma condição como essa. Ou seja, o termo está errado. Não existe homofobia, ninguém apresenta esse quadro. E caso apresentasse, fobias são tratadas de forma clínica, não criminal. Ou seja, se existisse tal coisa como a homofobia, ela seria discutida em um hospital, não em um tribunal ou no legislativo.

Se é para aceitar o termo “homofobia” da forma como tem sido apresentado, eu sugiro também a criação de um novo termo “bibliofobia”, preconceito e discriminação das crenças descritas na Bíblia. Existe um enorme preconceito contra as pessoas que acreditam totalmente na Bíblia. E é bem maior do que enfrentado pelos homossexuais. Quantas vezes eu já não ouvi “nossa, você é tão inteligente e acredita na Bíblia”? Ou quantas vezes temos de suportar humilhações contra nosso Deus, contra Jesus, contra a Bíblia? Piadas de mau gosto, zombaria na televisão. Tudo porque decidimos sair do armário e assumir que a Bíblia é verdadeiramente a Palavra de Deus.

Se um grupo tem direito de ser protegido por uma lei contra a homofobia, eu acredito que tenho o direito de ser protegido por uma lei contra a bibliofobia, mesmo quando a Bíblia diz que homossexualismo é pecado.

O meu direito é maior do que o direito de outro?

2 Pedro 3:3 me vem à cabeça...

domingo, novembro 16, 2008

Carta a uma amiga lésbica

Eu chamo de carta por uma simples questão de título, mas na verdade foi um e-mail que enviei para uma amiga.
Resolvi colocar aqui por ser um assunto muito delicado. Sei que é muito difícil de lidar com tudo isso e gostaria de contribuir da maneira possivel.
O nome da minha amiga claro foi substituido por xxxxxxxx para não expô-la, apesar de para mim ser bobagem, já que é um nome comum e não dá para saber quem ela é. Mas em tempos de politicamente correto, vou proteger o nome.
Um pequeno histórico para que você possa entender o contexto. Esse amiga frequentava uma famosa igreja em São Paulo por bastante tempo. Ela se dizia apaixonada por evangelismo, foi colocada para liderara grupos pequenos, dar aconselhamentos. Mas era considerada problemática. Namorava todos os garotos possíveis da igreja, mas nunca dava certo com nenhum deles. A "abordagem" que a igreja teve para lidar com o problema foi tentar aquartela-la cada dia mais dentro da igreja. Ela tentou se envolver com agências missionárias, mas nada dava certo.
Um belo dia ela desaparece e descobrimos que ela tinha largado a igreja e ido morar com uma mulher! Foi uma enorme surpresa! Com o tempo, várias coisas que estavam escondidas foram reveladas. Ela já tinha se envolvido com essa mulher antes, sempre tentou esconder essa atração, por isso namorava todos os garotos e, para minha surpresa, seus pastores sabiam disso, mas nunca lidaram de forma eficaz com isso. A única resposta era entocá-la na igreja.
Por várias vezes tentamos entrar em contato com ela, mas ela simplesmente nos ignora. Então, fazemos o que Deus nos diz para fazer: orar e pregar a Palavra.
Abaixo segue o ultimo e-mail que enviei. O tom pode parecer um pouco pesado, mas precisamos nos lembrar que ela já ouviu o envagelho (mesmo sendo a mensagem "água com açucar de hoje") e se ela morrer em seus pecados, ela vai para o inferno. Simples assim.


Oi Xxxxxxx.
Como vocês está? Faz muito tempo que não recebemos nenhuma notícia sua. O pouco que sabemos sobre você nesse momento vem de outras pessoas. Sei que você não quer nenhum contato conosco, mas saiba que estamos orando por você e gostaríamos muito de ouvir algo diretamente de você.
Esse é meu momento anual de escrever para você. Já deve até saber o que vou escrever: sobre seu horrível destino caso você não se arrependa de seus pecados. Você sabe que estou falando sobre inferno. Sei que é algo duro de se ouvir ou ler, mas peço que você considere comigo tudo o que vou expor.
Quero acima de tudo que você entenda o que nos motiva. Não existe prazer nenhum em te dizer isso, na verdade, para nós é um grande pesar. Nos amamos você, não queremos que você se perca. Nossa motivação é amor. Sabemos do risco que você corre e queremos alertá-la para ele. Pense no seguinte: você olha para a casa do seu vizinho do outro lado da rua. É tarde da noite e você sabe que ele está dormindo. Olhando para a casa, você percebe que ela está em chamas e que seu vizinho está em grande perigo. O que você faz? Vai até a casa dele e, gentilmente, bate na porta e quando é atendida, pergunta se ele não quer dar uma volta lá fora, pois a noite está bonita? Você evita tocar no problema de verdade com medo de ofendê-lo? Não, você correria até a casa e o retiraria dali, mesmo que tivesse de retirá-lo à força, pois você não quer que ele morra. É isso que estamos fazendo com você. Estamos vendo sua casa pegando fogo, não queremos que você se perca. Se para que você se salve, você fique ofendida conosco, que seja. Nós te amamos mais do que amamos nossa amizade com você, apesar de que nesse ponto, sei que isso pouco importa.
Se você ainda estiver lendo, lembre-se que nossa motivação é amor.
Dito isso, gostaria de abordar brevemente algo que você já deve ter ouvido falar muitas vezes enquanto freqüentava os cultos nas igrejas: o amor de Deus. Quantas vezes você não ouviu falar que “Deus te ama” ou quantas vezes você não disse isso para alguém em algum discipulado, ou reunião das células ou mesmo evangelizando? Quantas vezes?
Me responda, o que você entende sobre o amor de Deus? Deus é amor! Sim, ele é amor! Mas como esse amor se manifesta? Vou compartilhar isso com você agora mesmo, mas antes eu quero que você guarde algo muito importante: no final de tudo, você vai ser instrumento para glorificar a Deus. O que você vai precisar descobrir é de qual forma.
Voltando ao amor de Deus, esse amor só faz sentido quando colocado em perspectiva. E eu quero colocá-lo em uma perspectiva que, mesmo que você não acredite, vai concordar que esse amor é imenso.
Todos somos pecadores. Já tratamos disso no outro e-mail. Falando especificamente de você, deixando de lado seu lesbianismo por um momento, quantas mentiras você já contou? Quantas vezes você já desobedeceu a seus pais? Quantos dos mandamentos você já violou? Todos, não é verdade? Sei que você não os considera muito, mas saiba que Deus é santo e Ele não tolera pecado, e a Bíblia diz que pecado é a violação da Lei de Deus. Para você ver como Deus leva isso muito a sério, ele matou um casal no livro de Atos só porque eles contaram uma mentira! Isso é sério. A Bíblia diz que “nem os devassos, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os sodomitas, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbados, nem os maldizentes, nem os roubadores herdarão o reino de Deus”.
Deus nos deu vida, ar, família, trabalho, um país livre, tantas e tantas coisas boas e nós rejeitamos tudo isso pecando contra Deus! É por isso que somos inimigos de Deus em nossos pecados.
O que Deus deveria fazer conosco? Se violamos a Lei de Deus e se Ele for exercer justiça, seremos condenados a uma eternidade no inferno. Deus é justo. Deus não vai se corromper, ele não é corrupto. O que você vai dizer para Deus no dia do julgamento? “Ai Deus, me desculpe, eu não sabia, não achava que era importante”. Você acha que isso vai adiantar?
Entenda uma coisa, você já ouviu o evangelho e tem mais conhecimento sobre as Escrituras que muita gente. Isso terá um peso maior ainda sobre seu julgamento, pois você sabe.
Eu sei que no fundo você não acredita em nada disso. Se você acreditasse de verdade que iria para o inferno, você já teria se arrependido e se jogaria nos braços do Salvador. Mas ao contrário, você continua fazendo aquilo que pode destruí-la. Imagino o quanto você ama seu pecado para arriscar sua eternidade por ele.
É aqui que entra o amor de Deus. Nós pecamos contra ele, negamos sua existência e sua Palavra, vivemos em rebelião e inimizade e ainda assim, ainda assim, Ele preparou nossa Salvação. Deus se manifestou em carne na pessoa de Jesus Cristo, viveu uma vida perfeita e morreu na cruz em nosso lugar.
Você já sabe disso de cor e salteado. Mas o que isso quer dizer? Será que você entende?
Deus, como justo juiz e dono de tudo isso aqui, tinha todo direito de colocar sua ira sobre nós, pecadores imundos. Mas Ele, em seu amor, colocou sua ira sobre seu Filho Jesus Cristo, pois a justiça de Deus tinha de ser exercida. Mas Cristo ressuscitou, venceu a morte e hoje a salvação está disponível.
Reflita comigo; existe amor maior? Você consegue imaginar algo maior que isso? Salvar seus inimigos, entregando a vida de Seu único e amado Filho. Não, não existe amor maior que esse.
Minha amiga, por favor reflita sobre isso. Por favor, pense nesse grandioso amor, pense em seus pecados e no que Deus deve fazer com você por causa deles e como Ele te amou e te proporciona total e completa salvação.
Ele pode perdoar todos os seus pecados, todos. Não existe nenhum pecado que não possa ser perdoado. Mas existe algo que você deve fazer para ter essa salvação.
Não, não é convidar Jesus para entrar em seu coração, ou aceitar Jesus como seu Salvador, pois eu sei que se você fosse me responder, ia me dizer que já fez isso tantas e tantas vezes.
O que você deve fazer para ser salva é, em primeiro lugar, se arrepender de seus pecados. É mais do que dizer que sente muito, é perceber que você está vivendo em total rebelião em relação a Deus e se afastar de seus pecados. E isso incluí o lesbianismo.
E a segunda coisa que você deve fazer é colocar sua fé totalmente em Jesus Cristo. Colocar a sua fé em Jesus Cristo é mais do que acreditar que Ele existe. É como pular de para-quedas. Acreditar que o para-quedas está lá, mas não colocá-lo, isso não irá ajudá-la muito quando tiver de pular do avião. Você precisa vestir o para-quedas, aí sua fé nele vai ser efetiva. É a mesma coisa com Jesus.
No final de tudo, eu rogo que você considere todas essas coisas. Se você leu até o final, minhas orações já começaram a ser respondidas. Pense sobre tudo isso. Pense na sua eternidade. Reflita no risco que você está correndo, por amar tanto seus pecados. Eles são mais importante para você que sua própria vida?
Xxxxxxx, que o Espírito Santo possa te convencer do pecado, da justiça e do juízo. Que você venha a ser salva e que no meu próximo e-mail, eu possa te chamar de irmã.
Nós te amamos. Lembre-se disso.
Maurilo e Vivian.

PS. Eu te falei que no final de tudo, você vai ser instrumento para glorificar a Deus. Pois bem, saiba que todo ser humano que vive, viveu ou viverá será instrumento para glorificar a Deus. Na verdade, dois aspectos de Deus, ou seu amor, ou sua justiça. Aqueles que forem salvos por Deus e vão passar a eternidade com Ele, irão glorificar seu amor, pois foram salvos mesmo não merecendo. Agora, aqueles que não se arrependerem, serão lançados no lago de fogo por toda a eternidade e irão glorificar a justiça de Deus, pois receberam o que lhes era justo.
A pergunta que fica: em qual grupo você vai estar?
Nas escrituras, tirar os sapatos tem um significado muito especial. Quando Moisés teve seu primeiro confronto com Deus, Ele disse para que ele tirasse seus sapatos porque ele estava em terra santa. Jesus caminhou descalço para o Calvário. Na cultura daquele tempo, estar descalço era o sinal que você era um escravo. Um escravo não tinha direitos. Jesus nos deu o exemplo supremo de renunciar tudo por um grande objetivo.
Loren Cunningham Making Jesus Lord / Marc 8:34,35

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