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sábado, julho 21, 2012

Personalidade do Espírito Santo



A Bíblia revela o Espírito Santo como uma pessoa, a terceira Pessoa da Trindade, pois ele é Deus, “...na sua própria imagem, como pelo Senhor, o Espírito” (2 Cor 3:18 Almeida Atualizada). O Espírito Santo possui intelecto; ele penetra todas as coisas (1 Cor 2:10,11) e é inteligente (Rom 8:27). Ele tem emoção, sensibilidade (Rom 15:30; Efésios 4:30) e vontade (Atos 16:6-11; 1 Cor 12:11). Se o intelecto, a emoção e a vontade não puderem provar a personalidade do Espírito Santo, fica difícil saber o que a STV entende por personalidade, ou qual a definição que ela dá a esse termo. As três faculdades: intelecto, emoção e vontade caracterizam a personalidade.

1. Reações do Espírito Santo
Outra prova da personalidade do Espírito Santo é que ele reage a certos atos praticados pelo homem.

a) Pedro obedeceu ao Espírito Santo (Atos 10:19,21);
b) Ananias mentiu ao Espírito Santo (Atos 5:3);
c) Estevão disse que os judeus sempre resistiram ao Espírito Santo (Atos 7:51);
d) O apóstolo Paulo nos recomenda não entristecer o Espírito Santo (Efésios 4:30);
e) Os fariseus blasfemaram contra o Espírito Santo (Mateus 12:29-31);
f) Os cristãos são batizados em seu nome (Mateus 28:19).

2. Atributos da personalidade
A STV alega que o fato de o Espírito Santo falar, ensinar, dar testemunhos, ouvir, etc. não prova ter ele personalidade, mas que se trata apenas de figura de linguagem.7 Justifica esse raciocínio, com meias verdades, citando 1 João 5:8. “E três são os que testificam na terra: o Espírito, e a água e o sangue...”. Então, argumenta a STV: a água e o sangue dão testemunhos, e nem por isso a água e o sangue têm personalidade.8 Apresenta esse argumento desprovido de lógica e de provas bíblicas, porque não quer separar as coisas. O texto aqui é uma reiteração do versículo 6. A água é o batismo e a unção de Jesus Cristo. O sangue é o sangue expiador que ele derramou na cruz. Estes dois elementos são provas da obra que Jesus realizou, sendo também o Espírito Santo uma testemunha viva dessas coisas, tanto naquele tempo quanto agora.
Quere igualar o Espírito Santo com a água e o sangue, e fazendo disso um meio para “provar” que na Bíblia, que o Espírito Santo é impessoal, é uma camisa de força. Em nenhum lugar das Escrituras encontramos serem a água e o sangue pessoas e não obstante encontramos em toda a Bíblia as provas da personalidade do Espírito Santo, pelos seu atributos pessoais.
Alguém já viu a morte ter atributos pessoais? Ou será que o pecado tem também atributos pessoais? Claro que não. O fato de o apóstolo Paulo dizer que “a morte reinou de Adão até Moisés” significa domínio dela sobre o homem. No entanto, isso é usado pelos seguidores da STV como recurso para contrabalancear a personalidade do Espírito Santo.9 Diante de tudo isso, podemos notar nitidamente os artifícios da STV para convencer suas vítimas. Nem é necessário ser versado nas Escrituras para perceber tais engodos. A heresia é tão gritante e os seus argumentos tão desprovidos de base bíblica, lógica e bom senso que até mesmo as pessoas não evangélicas e desligadas dos assuntos bíblicos se recusam a aceitá-la. Só aceitam uma explicação dessa natureza as pessoas que já são inclinadas ao erro, que preferem trevas à luz.
Eis alguns atributos pessoais do Espírito Santo:

a) O Espírito Santo ensina (João 14:26);
b) O Espírito Santo fala (Apo 2:7,11,17);
c) O Espírito Santo guia (Rom 8:14; Gal 5:18);
d) O Espírito Santo clama (Gal 4:6);
e) O Espírito Santo convence (João 16:7,8);
f) O Espírito Santo regenera (João 3:6; Tito 3:5);
g) O Espírito Santo testifica (João 15:26; Rom 8:16);
h) O Espírito Santo escolhe obreiros (Atos 13:2; 20:28);
i) O Espírito Santo julga (Atos 15:28);
j) O Espírito Santo advoga (João 14:16; Atos 5:32);
k) O Espírito Santo envia missionários (Atos 13:2 - 4);
l) O Espírito Santo convida (Apo 22:17);
m) O Espírito Santo intercede (Rom 8:26);
n) O Espírito Santo impede (Atos 16:6 - 7);
o) O Espírito Santo se entristece (Efésios 4:30);
p) O Espírito Santo contende (Gen 6:3).

Será que todos esses atributos pessoais, encontrados no Espírito Santo, ainda não convenceram os escritores da STV sobre a sua personalidade? Essas passagens bíblicas, por si só, reduzem a cinzas os argumentos das páginas 143 e 399 do livro Raciocínios à Base das Escrituras.

Notas
7 Raciocínios à Base das Escrituras, página 399.
8 Deve-se Crer na Trindade?, página 22.
9 Raciocínios à Base das Escrituras, página 143.


Fonte: Como Responder às Testemunhas de Jeová, Esequias Soares da Silva, Editora Candeia, 1995.

sábado, julho 14, 2012

Um estudo sobre as testemunhas de Jeová e o Espírito Santo



Sábado passado eu publiquei um texto sobre Hebreus 3, que mostrava dois aspectos do Espírito Santo: sua divindade e sua personalidade, especialmente comparado ao ensino herege das Testemunhas de Jeová que nega ambas as coisas. O texto em si mesmo é mais do que suficiente para explicar a questão, mas eu achei interessante publicar um estudo mais detalhado sobre a questão. Nos próximos três sábados (esse dia da semana seria mais interessante publicar sobre os Adventistas do Sétimo dia, mas isso fica para o futuro) vou publicar um texto sobre o Espírito Santo do livro Como Responder às Testemunhas de Jeová, de Esequias Soares da Silva. Como o estudo é bem detalhado, resolvi dividi-lo em três partes para que você possa se alimentar aos poucos dessas verdades e estar mais preparado para responder as testemunhas de Jeová que baterem à sua porta (seja a porta real ou virtual).
Essas postagens também são uma resposta mais detalhadas ao comentário do meu amigo Luis, que é testemunha de Jeová e tem feito um trabalho vigoroso na defesa de suas crenças, mesmo sendo elas falsas e contrárias aos ensinos das Escrituras. Espero do fundo do coração que um dia, assim como eu, ele possa se livrar do engano dos ensinos da Torre de Vigia.

Abaixo o link para as postagens:



sábado, julho 07, 2012

Hebreus, o Espírito Santo e as testemunhas de Jeová




Esse semana eu estava lendo Hebreus 3 quando me deparei com o seguinte texto:

Portanto, como diz o Espírito Santo: Se ouvirdes hoje a sua voz,
Não endureçais os vossos corações, Como na provocação, no dia da tentação no deserto.
Onde vossos pais me tentaram, me provaram, E viram por quarenta anos as minhas obras.
Por isso me indignei contra esta geração, E disse: Estes sempre erram em seu coração, E não conheceram os meus caminhos.
Assim jurei na minha ira Que não entrarão no meu repouso.
Hebreus 3:7-11

Parei por um instante, refleti um pouco e imediatamente peguei a minha Tradução do Novo Mundo das Sagradas Escrituras (versão oficial da Bíblia das testemunhas de Jeová) e procurei o mesmo texto nesse livro, onde lemos o seguinte:

Por esta razão, como diz o espírito santo: “Hoje, se escutardes a sua própria voz, não endureçais os vossos corações como na ocasião em que se causou ira amarga, como no dia em que se fez a prova no ermo, em que os vossos antepassados me submeteram a uma prova, com uma provação, e, no entanto, tinham visto as minhas obras por quarenta anos. Por esta razão me aborreci desta geração e disse: ‘Eles sempre se perdem nos seus corações, e eles mesmos não chegaram a conhecer os meus caminhos.’ De modo que jurei na minha ira: ‘Não entrarão no meu descanso.’”

Esse texto sozinho é capaz de derrubar duas das mais significativas (e perigosas) doutrinas da Torre de Vigia: que o Espírito Santo não é uma pessoa e muito menos é Deus.
O texto começa com o Espírito Santo falando, fazendo uma declaração. Se o Espírito Santo não fosse uma pessoa, ele jamais poderia falar nada, já que objetos não falam. Uma testemunha de Jeová poderia levantar a objeção que isso é pura figura de linguagem, como alguém que diz “pare em nome da lei”, ou qualquer coisa do tipo. Mas é importante lembrar como uma testemunha de Jeová chega a conclusão que o Espírito Santo não é uma pessoa. Eles não chegam a essa conclusão pela leitura das Escrituras, mas pelo seguinte raciocínio: como o Espírito Santo entrou nos apóstolos no Pentecoste e também pode operar em vários lugares ao mesmo tempo, ele jamais poderia ser uma pessoa (particularmente eu acho as doutrinas da Torre de Vigia muito materialista, mas isso fica pra outro post). Após esse raciocínio e após isso ter sido estabelecido, então, a testemunha de Jeová passa à caça de textos nas Escrituras que “comprovam” esse raciocínio. Muitos outros textos mostram a pessoalidade do Espírito Santo (Rom 8:27, 15:10; Atos 8:29, 11:12, 21:11; 1 Tim 4:1 e tantos outros) e esse, Hebreus 3, tem dupla função.
A segunda doutrina destruída por esse texto é aquela que diz que o Espírito Santo não é Deus. Aqui, o Espírito Santo fala como Deus. Foi contra Deus que o povo se rebelou no deserto e foi Deus quem decretou que eles vagariam por 40 anos antes de entrar na Terra Prometida. Como poderia o Espírito Santo dizer que ele foi submetido à prova e que ele havia operado obras e que ele se aborreceu e que os caminhos que o povo não chegou a conhecer foram os deles e que ele ficou irado, se não fosse uma pessoa e se essa pessoa não fosse Deus? Leia esse texto e compare com Números 14, especialmente do versículo 28 em diante. E note também que a palavra para Senhor nesse texto é o tetragrama, que as testemunha de Jeová afirmam ser o nome de Deus (Jeová).
Assim, um único texto é capaz de destruir duas doutrinas de uma única vez.
Eu tenho certeza que se eu abrisse a minha Watchtower Library eu encontraria alguma explicação esdrúxula para Hebreus 3 que poderia convencer aqueles dentro da seita, mas dificilmente resistiria a uma análise mais profunda.
Mas fiquem a vontade para tentar.

terça-feira, outubro 25, 2011

Os comentários das testemunhas de Jeová


Continuamos de férias, mas sempre que tem um comentário no blog tentamos responder. E como achei os dois comentários abaixo interessantes, resolvi postar aqui. Eles são interessantes, mas não são novidades, especialmente porque conheço a fonte de cada um dos textos copiados aqui.
Sempre recebemos visitas de testemunhas de Jeová com comentário sobre nossas crenças. Alguns são bem legais. Outros são bem mal educados. Mas é sempre assim a interação dos seres humanos.
Hoje recebemos os comentários de alguém que acredito ser testemunha de Jeová, o Tompson. Eles podem ser lidos na postagem Resposta a uma Testemunha de Jeová. Recomendo a leitura do texto e dos comentário.

Tompson.
Maurilo, O ensino da trindade não é bíblico! The Encyclopædia Britannica diz: “Nem a palavra Trindade, nem a doutrina explícita ocorrem no Novo Testamento, nem intencionavam Jesus e seus seguidores contradizer a Shema [uma oração hebraica] no Antigo Testamento: ‘Ouve, ó Israel: O Senhor, nosso Deus, é um só Senhor’ (Deut. 6:4).” Os cristãos não adoravam a tríade romana, nem quaisquer outros deuses. Aceitavam a declaração de Jesus, de que é só a Jeová que se deve adorar. (Mateus 4:10) Além disso, acreditavam nas palavras de Cristo: “O Pai é maior do que eu.” (João 14:28) As Testemunhas de Jeová têm o mesmo conceito. Os primeiros seguidores de Jesus faziam uma nítida distinção entre Deus, Cristo e o espírito santo. Na realidade, batizavam discípulos (1) em o nome do Pai, (2) em o nome do Filho, e (3) em o nome do espírito santo, não no nome duma Trindade. De modo similar, as Testemunhas de Jeová ensinam a verdade bíblica e por isso conseguem distinguir a diferença entre Deus, seu Filho e o espírito santo. — Mateus 28:19.

Resposta.
Olá Tompson.
É preciso ter cuidado com citações de textos, especialmente quando você faz uma citação da citação. O texto da The Encyclopædia Britannica que você citou está incompleto, assim como está incompleto na brochura “Deve-se crer na Trindade?”, de onde eu acho que você tirou a citação. Algumas frases depois do textos citado por você, o texto da Britannica diz assim: “Assim, o Novo Testamento estabelece as bases para a doutrina da Trindade. A doutrina se desenvolveu gradualmente, através de vários séculos e por muitas controvérsias.”
O texto da Britannica afirma algo que também é afirmado pelos cristãos que acreditam no ensino bíblico da Trindade: a palavra não está no texto bíblico. Mas não precisa estar. A palavra Bíblia não está na Bíblia, mas ainda assim nós acreditamos nela. Corpo Governante não é uma expressão bíblica, mas ainda assim as testemunhas de Jeová mantém essa órgão dentro de sua instituição.
É verdade que o texto bíblico não ensina explicitamente a doutrina da Trindade. É um ensino implícito. Tanto que vários textos são utilizados para isso. Mas aqui, também, não vemos problema algum, já que as testemunhas de Jeová também possuem doutrinas que acreditam estar implícitas no texto. É o caso de acreditarem que Jesus e o Arcanjo Miguel são a mesma pessoa. Nenhum texto bíblico afirma explicitamente que ambos são a mesma pessoa. É apenas através da junção de alguns textos soltos uns dos outros e de contextos diferentes que a Torre de Vigia chega a conclusão herética que Jesus e Miguel são a mesma pessoa. Portanto, não existe nenhum problema aqui.
O shemá é verdadeiro. Veja o que a doutrina da Trindade afirma: existe apenas um Deus e ele co-existe em três pessoas. Não três deuses, mas um Deus. E eles não são a mesma pessoa. O Pai não é o Filho que não é o Espírito Santo que não é o Pai. Engraçado que o shemá em hebraico é “shemá israel adonai elohenu adonai echad”. A palavra para “um” é “echad”, mas é “um” no plural, não no singular. É o mesmo “um” de Gênesis 2:24.
Uma tríade romana não é o mesmo que a Trindade. A mais famosa era formada por Júpiter, Juno e Minerva. São três deuses, não um Deus que co-existe em três pessoas. Algo bem diferente da Trindade.
Os cristão até hoje distinguem o Pai, o Filho e o Espírito Santo. São três pessoas distintas, mas que são a mesma deidade. As pessoas não se confundem, nem mesmo os papéis dentro da Trindade. A única coisa que te fez acreditar que os cristãos bíblicos confundem as pessoas na deidade é um entendimento errado sobre a própria doutrina da Trindade ou você acha que Trindade e Modalismo são a mesma coisa, o que não são. Portanto, eu recomendo que você gaste um tempo estudando o que a doutrina da Trindade realmente ensina, pois a sua fonte de informação nesse assunto (Torre de Vigia) apresenta os dados de forma bastante distorcida.

Tompson.
Jesus ensinou seus discípulos a orar: “Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome.” A Bíblia descreve nosso Pai celestial, cujo nome é Jeová, como superior ao Filho. Por exemplo, Jeová é “de eternidade a eternidade”. Mas a Bíblia diz que Jesus é “o primogênito de toda a criação”. O próprio Jesus ensinou que Jeová é maior do que ele, quando disse: “o Pai é maior do que eu.” (Mateus 6:9; Salmo 90:1, 2; Colossenses 1:15; João 14:28, ALA) Mesmo assim, a doutrina da Trindade afirma que o Pai e o Filho são “igualmente Deus”. Nas orações de Jesus, pode-se perceber claramente a superioridade do Pai em relação ao Filho, bem como o fato de que o Pai e o Filho são pessoas distintas. Um exemplo disso é a oração que ele fez antes de ser executado: “Pai, se tu quiseres, remove de mim este copo [ou seja, uma morte desonrosa]. Não obstante, ocorra, não a minha vontade, mas a tua.” (Lucas 22:42) Se Deus e Jesus são um “na sua essência”, como afirma a doutrina da Trindade, como poderia a vontade de Jesus ser diferente da vontade do Pai? — Hebreus 5:7, 8; 9:24. Além do mais, se Jeová e Jesus fossem a mesma pessoa, como podia um deles saber de coisas que o outro não sabia? Por exemplo, com respeito ao tempo em que o mundo seria julgado, Jesus disse: “Acerca daquele dia e daquela hora ninguém sabe, nem os anjos no céu, nem o Filho, senão o Pai.” — Marcos 13:32.

Resposta.
Tompson, como já expliquei em outro comentário, existem papeis diferentes dentro da Trindade. Existe uma subordinação entre as pessoas na deidade, mas isso não quer dizer que não possuem a mesma essência. Como já disse no comentário anterior, a mulher se subordina ao homem. Mas a mulher não é menos ser humano que o homem por causa disso. Assim, Cristo se subordina ao Pai, mas ele não é menos Deus por causa disso. Assim, orar ao Pai não é evidência que Jesus não é Deus, já que a oração deve ser feita no nome dele. Aliás, essa é uma prova que Jesus é Deus, já que Estevão orou para Jesus em Atos 7:59 “E atiravam pedras em Estêvão, enquanto ele fazia apelo e dizia: “Senhor Jesus, recebe meu espírito” (TNM). Estevão estaria cometendo uma blasfêmia se estivesse orando para Jesus sem esse ser Deus.
A Bíblia também diz que Jesus é eterno. Vejo o que diz Miqueias 5:2 “E tu, Belém Efrata, posto que pequena entre os milhares de Judá, de ti me sairá o que governará em Israel, e cujas saídas são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade.”
Esse texto se refere a Jesus, não ao Pai.
Você possui um entendimento errado sobre a oração de Jesus um pouco antes da crucificação. Ele não estava com medo da cruz. Ele não foi o primeiro nem o último a morre na cruz. Outros morreram na cruz de forma muito pior. Um dos grandes problemas da Torre de Vigia é possuir uma cristologia tão distorcida que muda a própria essência de Cristo. Ele não era um covarde com medo da cruz. O que ele sabia que ia encarar não era simplesmente a morte horrenda, mas sim a ira de Deus que seria colocado sobre ele em pouco também. “Mas ele foi ferido por causa das nossas transgressões, e moído por causa das nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados.” Isaías 53:5. Mas Cristo sempre se submete ao Pai. Ele não possuía uma vontade diferente do Pai. Ele expressa toda a sua humanidade naquele momento. Ele sabia que o cálice que ele estava para enfrentar era o cálice da ira de Deus (Isaías 51:17; Habacuque 2:16).
Como já foi dito antes, Jesus e o Pai não são a mesma pessoa. Dizer que a doutrina da Trindade ensina que eles são a mesma pessoa é desonestidade intelectual ou então falta de informação. Mas existe algo interessante sobre essa questão de um saber uma coisa e o outro não. Existe algo que Jesus sabe e que o Pai não sabe. Está em Apocalipse (Revelação) 19:12 “E os seus olhos eram como chama de fogo; e sobre a sua cabeça havia muitos diademas; e tinha um nome escrito, que ninguém sabia senão ele mesmo.” Esse texto fala sobre Jesus. Até mesmo a Torre de Vigia reconhece isso. Somente Jesus sabe qual é esse nome escrito. O Pai então deixa de ser Deus por causa disso? Ou talvez tenhamos que harmonizar esses textos à luz de outros?
Jesus é Deus. Ele criou todas as coisas (João 1:3), assim, não pode ter criado a si mesmo. Se ele criou todas as coisas, nada do que existe, existe a parte dele. João 1:1 afirma que ele é Deus (a inserção de um por parte da Torre não muda o texto, só cria uma complicação para a própria organização). Isaías diz que viu a glória de Deus (Isaías 6:1) mas João afirma que Isaías viu a glória de Jesus (12:41). Compare também Isaías 8:13-14 e 1 Pedro 2:6-8. Jesus é a pedra de tropeço, assim como o é Jeová.
Por último, quando dizermos que Jesus é Jeová, não estamos dizendo que ele é o Pai. Jesus é Jeová, o Pai é Jeová e o Espírito Santo é Jeová.
Meu amigo, reveja seus conceitos. Você acredita em um Jesus que não existe, fruto da criação da Torre de Vigia, que só se sustenta pela ignorância bíblica do povo e pelas manobras de distorção do texto da Torre. Se arrependa dos seus pecados. Você pecou contra um Deus eterno, contra um Deus santo e somente a sua morte não é suficiente para pagar por isso. Imagine Hitler, que cometeu tantas atrocidades, ter morrido e nenhuma justiça ter sido feita com ele. Investigue a sua consciência. Você vai se apresentar perante Deus no dia do Julgamento e tendo crido em um falso Cristo, sofrerá condenação eterna pelos seus pecados. Arrependa-se, coloque sua fé no verdadeiro Cristo das Escrituras, que morreu na cruz no seu lugar e ressuscitou ao terceiro dia. Ele é Deus e te amou, a ponto de se entregar por você. Não siga o caminho do engano, que tem afastado milhões de testemunhas de Jeová do verdadeiro Deus. Existe salvação para você, uma salvação muito melhor do que a possibilidade de ser clonado por Jeová no Paraíso futuro. Pense sobre isso.

domingo, setembro 25, 2011

Um deus diferente


O deus das testemunhas de Jeová é covarde. Ele enviou um arcanjo para fazer o trabalho.
O Deus da Bíblia é corajoso. Ele enviou a si mesmo para fazer o trabalho.

Essa frase que eu ouvi um dia desses me lembrou que quando uma testemunha de Jeová se refere a Deus (ou Jeová, como gostam de chamar, apesar desse nunca ter sido o nome real dele, mas um híbrido entre o tetragrama e Adonai) eles não estão se referindo ao mesmo conceito de Deus que um cristão que possui um conhecimento bíblico mínimo se refere. São dois seres diferentes em atributos básicos.
Um deles é exatamente esse: quem fez a sacrifício que nos permite a salvação. Para os cristãos, o próprio Deus se fez carne e habitou entre nós. Morreu na cruz, mas ressuscitou fisicamente ao terceiro dia. Para as testemunhas de Jeová, foi o arcanjo Miguel quem passou por tudo isso, mas não ressuscitou fisicamente, mas espiritualmente (ele pregou uma peça em Tomé quando pediu pra esse tocar em suas feridas). Outra diferença importante é a que, segundo os ensinos da Torre de Vigia, Jesus Cristo é um ser criado, não co-existindo eternamente com o Pai. Isso impõe um problema para o deus da Torre de Vigia que poucas pessoas percebem. Esse deus existia em total solidão antes de criar Jesus/Miguel. Ele não experimentava relacionamentos. Por que então ele criou Jesus/Miguel? Estava sentindo falta de algo? O deus das testemunhas de Jeová não conhecia desde a eternidade o que era relacionamento porque vivia em completa solidão. Isso era algo totalmente novo para ele. Um deus que não tem todo o conhecimento. Ou então, um deus que pode ir aprendendo conforme as coisas vão acontecendo. Bem diferente do Deus descrito pelas escrituras. O Deus das Escrituras vivia em relacionamento eterno dentro da Trindade. Não sentia falta de nada, nem mesmo com quem se relacionar.
Falando sobre conhecimento, a ideia de onisciência das testemunhas de Jeová é bem diferente dos cristãos. Eles acreditam que o conhecimento de Jeová é um conhecimento à parte dele mesmo, não um atributo de quem ele é. A maioria das testemunhas de Jeová irá negar isso, mas provavelmente o farão porque poucas vezes pararam para pensar sobre as consequências sobre as suas crenças. Via de regra eles aprendem sobre os ensinos da Torre através de uma sequência de textos e conceitos que se seguem uns aos outros e uma vez que essas crenças são absorvidas, elas são reafirmadas vez após vez através das publicações da Torre. É uma maneira bastante eficaz de sustentar crenças que carecem de uma verdadeira fundamentação bíblica. Na verdade, a repetição impede que o membro da seita tenha tempo para raciocinar sobre a crença. Deve apenas aceitá-la.
Voltando a falar sobre conhecimento, o livro Raciocínios à Base das Escrituras diz o seguinte:
“Uma pessoa que tem um rádio pode ouvir as notícias mundiais. Mas o fato de que pode ouvir certa estação não significa que realmente faça isto. Ela precisa primeiro ligar o rádio e daí selecionar a estação. Da mesma forma, Jeová tem a capacidade de predizer eventos, mas a Bíblia mostra que ele faz uso seletivo e com discrição dessa capacidade que tem, com a devida consideração pelo livre-arbítrio com que dotou suas criaturas humanas” (página 116).
O conhecimento de Jeová não é algo inerente a ele. Ele precisa acessar um banco de dados com informações para saber sobre algo que irá acontecer. Cabe as testemunhas de Jeová explicar qual a fonte de sabedoria de Jeová, já que não é dele mesmo. Filosofando mais um pouco, Jeová pode ter vivido por algum período sem sua sabedoria, se ela foi criada por ele. Ou então, duas entidades co-eternas e distintas umas das outras existem: Jeová e sua sabedoria. A teologia deles é muito confusa...
Sobre a onisciência de Deus, assim afirmam as Escrituras:


Você sabe como ficam suspensas as nuvens, essas maravilhas daquele que tem perfeito conhecimento? Jó 37:16
Grande é o nosso Senhor, e de grande poder; o seu entendimento é infinito. Salmos 147:5
Será que você não sabe? Nunca ouviu falar? O Senhor é o Deus eterno, o Criador de toda a terra. Ele não se cansa nem fica exausto, sua sabedoria é insondável. Isaías 40:28
Depois oraram: "Senhor, tu conheces o coração de todos. Mostra-nos qual destes dois tens escolhido. Atos 1:24
Nada, em toda a criação, está oculto aos olhos de Deus. Tudo está descoberto e exposto diante dos olhos daquele a quem havemos de prestar contas. Hebreus 4:13
Sabendo que, se o nosso coração nos condena, maior é Deus do que o nosso coração, e conhece todas as coisas. 1 João 3:20

Jeová, como apresentado pela Torre de Vigia, também não possui um atributo que é parte integral da nossa perspectiva de Deus: onipresença. A revista A Sentinela, de 15 de Agosto de 1981 afirma que:
“Na realidade, por ensinar que Deus é onipresente, a cristandade confundiu a questão e tornou mais difícil para Deus ser encarado como real por seus adoradores. Como é que Deus pode estar presente em todo lugar ao mesmo tempo? Deus é uma Pessoa espiritual, o que significa que não tem um corpo material, mas sim um espiritual. Será que um espírito tem corpo? Sim, pois lemos: “Se há corpo físico, há também um espiritual.” (1 Cor. 15:44; João 4:24) Deus como indivíduo, como Pessoa com um corpo espiritual, tem um lugar de residência, e assim não poderia estar em qualquer outro lugar ao mesmo tempo” (página 6).
Mas será que é isso que a Bíblia afirma? Vejamos alguns textos:
Poderá alguém esconder-se sem que eu o veja? ", pergunta o Senhor. "Não sou eu aquele que enche os céus e a terra? ", pergunta o Senhor. Jeremias 23:24
"Mas será possível que Deus habite na terra? Os céus, mesmo os mais altos céus, não podem conter-te. Muito menos este templo que construí!” 1 Reis 8:27

Uma boa leitura do Salmo 139 deixa bem claro que Deus está em todo lugar. Ele é onipresente, exatamente por ser espírito e não matéria. A correlação errada entre o que Paula fala sobre corpo espiritual (1 Coríntios 15:44) e a frase “Deus é Espírito” (João 4:24) leva a um entendimento errado sobre cada texto. Um está falando sobre Deus, o outro está falando sobre a ressurreição do mortos. Dois tópicos diferentes.
Quando uma testemunha de Jeová bater a sua porta para falar sobre as maravilhas de Jeová, lembre-se que eles não estão falando sobre o mesmo Deus que se revelou nas Escrituras. O Jeová que eles proclamam é um deus menor, limitado em tamanho, conhecimento e relacionamento, dependente de uma força mística não pessoal (o espírito santo) para poder fazer qualquer coisa. Se por qualquer motivo essa força à parte dele* deixar de existir ou se esgotar, Jeová está isolado em seu trono no céu, deixando o mundo girar à sua própria sorte. E se ele não sintonizar seu rádio na estação correta, algo pode estar acontecendo e ele simplesmente não ter noção alguma disso. Se as duas coisas acontecerem ao mesmo tempo, teremos um deus sem conhecimento e sem poder.
Ainda bem que esse não é Todo Poderoso Deus das Escrituras. Aquele que sabe de todas as coisas e que nos amou de tal maneira, que não mandou outra entidade para morrer por nós. Ele mesmo se esvaziou e morreu em nosso lugar.
Esse Deus é sim digno de toda adoração. É o conhecimento desse Deus que nos conduz a vida eterna.
    *Mais uma vez encontramos o problema de outra entidade a parte de Jeová que ou é tão eterna quanto ele ou então foi criada por ele; mas isso leva a conclusão que Jeová por algum tempo não possuía nenhuma maneira de fazer absolutamente nada. Ele estava estático sem sua “usina elétrica”:
    “Para ajudar a compreender isso pense nos efeitos de amplo alcance duma usina elétrica.A usina elétrica está em determinado lugar. Mas a sua eletricidade é distribuída em toda uma região, fornecendo luz e energia. Com Deus é similar. Ele está nos céus. (Isaías 57:15; Salmo 123:1) Contudo, seu espírito santo, que é a sua invisível força ativa, pode ser sentido em toda a parte, em todo o universo. Por meio do seu espírito santo, Deus criou os céus, a terra e todas as coisas viventes. (Salmo 33:6; Gênesis 1:2; Salmo 104:30) Para criar essas coisas, Deus não precisava estar presente em pessoa. Ele pode enviar seu espírito, sua força ativa, para fazer o que quiser, mesmo que ele esteja longe. Que Deus maravilhoso! — Jeremias 10:12; Daniel 4:35” Poderá Viver para Sempre no Paraíso na Terra, página 37.

terça-feira, abril 27, 2010

Um simples desafio às Testemunhas de Jeová


Semanalmente nós recebemos algum comentário de alguma Testemunha de Jeová em nosso blog dizendo que nós estamos falando mal de Jeová. Veja alguns exemplos:

Me poupe, aguentar vcs do pés descalços, discaradamente deturpar o nome de Jeová Deus é brincadeira....
...eu tenho pena do que vc tá fazendo com sua propria vida falando mal de jeová...
...vc vai prestar contas com Jeova pela difamaçao do nome Dele...

São tantos que esse post ficaria enorme se fosse colocar todos aqui. Você pode ver vários deles pelo blog, mas especialmente no post sobre Michael Jackson. Alguns são extremamente engraçados. Outros são de chorar. Você poder ler as nossas respostas aos comentários e perceber o quanto essa religião é falsa.
Mas voltando ao assunto, eu acho essa acusação das Testemunhas de Jeová totalmente sem sentido. Em momento algum nós falamos mal de Jeová ou difamamos seu nome. Muito pelo contrário. O que fazemos aqui é apresentar informações baseadas em fatos que provam sem menor sombra de dúvidas que a Torre de Vigia é um instrumento de Satanás para a propagação da religião falsa. Se Babilônia, A grande, o império da religião falsa possui uma sede, podemos dizer que fica na 25 Everit St, Brooklyn, Nova Iorque (aliás, estou indo para Nova Iorque semana que vem e estou pensando seriamente em fazer uma visita a Betel).
Se mostrar que a Torre de Vigia não representa Jeová na Terra é a mesma coisa que falar mal de Jeová, então, as Testemunha de Jeová equiparam a organização a Jeová, como se fossem a mesma coisa. Ora, mesmo que a Torre representasse Jeová (o que não é verdade), ainda assim ela não poderia ser equiparada com Deus, pois isso seria uma clara violação ao primeiro e segundo mandamentos. Isso faria das Testemunhas de Jeová uma religião politeísta. De certa forma eles o são, pois acham que Jesus é um deus destinto de Jeová, um outro Deus. Mas se a Torre for igual a Jeová, a coisa é bem pior.
Como eu sei que a grande maioria das Testemunhas de Jeová não vai entender esse raciocínio, eu gostaria de falar em uma linguagem mais acessível:
Eu desafio qualquer Testemunha de Jeová que venha a ler esse blog a encontrar qualquer citação da nossa parte que difame Jeová. Qualquer citação que seja dirigida diretamente ao Deus Bíblico, Jeová, criador dos céus e da terra.
Se uma única afirmação nossa contra Jeová for encontrada, eu me comprometo a apagar esse blog e me tornar a mais zelosa das Testemunhas de Jeová. Vou até morar em Betel.
Mas lembre-se bem: tem que ser uma frase nossa (não de outras pessoa) contra Jeová, não contra qualquer outra organização e tem que estar dentro do contexto. Tampouco contra uma visão deturpada que alguém tenha de Jeová. Tem de ser contra o Jeová que é descrito na Bíblia.
Citem o nome do post, e data. Se for um comentário, citem o nome e data do post e data do comentário.
O desafio está lançado. Alguém com coragem o bastante?

Divirtam-se.

PS: eu tenho uma sugestão melhor. Abandonem essa religião falsa. Olhem para seus pecados, vejam que vocês não podem nunca pagar por eles nem enganar a Deus, subornando-o com algumas horinhas de proselitismo. Jesus veio e terra e morreu na cruz em seu lugar. O castigo por seus pecados, que deveria cair sabre você caiu sobre ele. Ele morreu e ressuscitou.
E você também pode ser salvo. Assim como o ladrão na cruz. Ele não teve tempo para fazer um estudo bíblico. Ele não teve tempo de ler qualquer livro. Nem se juntar a uma organização. Nem para sair para a rua como publicador. Ele foi salvo única e exclusivamente pela sua fé.
Se arrependa dos seus pecados, coloque sua fé somente em Jesus Cristo e ele vai te salvar.
Aí você vai sair para a rua para falar sobre Jeová para as pessoas não porque precisa disso para ser salvo, mas porque você é salvo e verdadeiramente ama as pessoas. Assim como nós saímos para as ruas.
Lembre-se: se as Testemunhas de Jeová estiverem certas, nenhum problema pra mim. Eu vou morrer um dia e tudo estará acabado. Normal. Agora, se eu estiver certo e você não tiver seus pecados perdoados por Jesus Cristo e adorar um deus falso, então você vai passar a eternidade no inferno. Você tem muito mais a perder do que eu. PENSE NISSO.

sábado, agosto 08, 2009

Testemunhas de Jeová à minha porta


Elas deram pra traz. Elas se retiraram. Elas fugiram. Você também vai fazer isso?
Quando mencionei a divindade de Cristo, a pessoa na sombra falou pela primeira vez. Eu não estava preparado para o que ela disse...

Por: Gregory Koukl

Era meados da manhã de terça-feira e eu estava estudando quando ouvi uma batida na minha porta. Quando eu a abri, duas mulheres de meia-idade sorriram agradavelmente para mim, com um pacote de literatura apocalíptica nas mãos. Será que vou querer ver esse material?
Mencionei que havia duas, mas apenas a uma estava à frente – aquela que havia batido na porta - estava falando. A segunda ficou discretamente atrás, observando. Testemunhas de Jeová saem em pares, uma testemunha experiente e um novo discípulo. O neófito faz o contacto inicial, enquanto o mentor aguarda protegendo-o ao fundo, pronto para uma manobra lateral caso a seu jovem cadete entre em apuros.
Eu sabia que tinha muito pouco tempo para causar um impacto. Em primeiro lugar, eu estava preparando uma palestra e estava correndo contra o relógio. Ainda assim, eu não queria mandar os meus visitantes embora de mãos vazias. Em segundo lugar, os que vão de porta em porta, normalmente têm pouco tempo para quem é biblicamente informado. Uma vez que eu mostrasse o que tinha em mãos eu sabia que iriam desaparecer rapidamente, procurando por um alvo mais fácil.
Eu rapidamente juntei meus pensamentos e montei uma resposta.
“Eu sou um pastor cristão", disse, dirigindo os meus comentários para o convertido mais jovem, o menos influenciado pela Associação Torre de Vigia e mais aberto a um outro ponto de vista. "Na verdade, estou estudando teologia agora mesmo." Peguei o livro que eu estava lendo, o “Institutes of Eclentic Theology “, de Turretin do século 18.
"É claro que temos algumas diferenças, incluindo a questão fundamental da identidade de Jesus. Acredito que João ensina em João 1:3, que Jesus é o Criador não criado. Isto faz dele Deus."
A menção da divindade de Cristo era tudo o que era necessário para trazer o pessoa da retaguarda para a ação. A pessoa na sombra falou pela primeira vez. Sinceramente, eu não estava preparado para a sua resposta.
“Você tem direito à sua opinião e nós temos direito à nossa," foi tudo que ela disse. Nenhuma pergunta, nenhum desafio, nenhuma réplica teológica. Isso foi uma dispensa, não uma resposta. Ela se virou e se dirigiu para a próxima casa – rebocando sua jovem cadete - em busca de um jogo mais vulnerável.
Eu tentei encontrar algo para dizer que poderia retardar a sua retirada. "Você também pode estar errada em sua opinião," disse suave, mas diretamente. Eu admito que não foi uma reposta devastadora, mas era tudo que eu pude pensar. "É claro que ambos não podemos estar certos, mesmo tendo ambos o direito às nossas opiniões." Eu estava esperando por algum tipo de reação, algum tipo de envolvimento, mas o meu desafio não teve qualquer efeito.
Enquanto elas desapareciam da minha entrada, eu disparei a minha última tentativa, esperando em vão por uma resposta. "Obviamente, você não está interessada em ouvir qualquer outro ponto de vista que não o seu." Em seguida, elas se foram.
Nos momentos que se seguiram uma série de perguntas inundaram minha mente. Será que eu usei a tática correta? Será que uma abordagem diferente teria sido mais eficaz? Alguma coisa que eu disse deixou uma boa impressão? Será que eu plantei ao menos uma semente de dúvida na mente da iniciada?
Eu provavelmente nunca vou saber a resposta para essas perguntas, mas ainda assim o encontro foi educacional. Veja algumas coisas sobre este breve encontro.
Em primeiro lugar, o que é que estas duas missionárias fizeram quando encontraram alguém que era biblicamente informado? Qual foi sua primeira resposta, quando eu mencionei a minha experiência e então deu um esboço de uma miniatura de argumento atingindo direitamente no coração de uma de suas mais queridas doutrinas?
Elas deram pra traz. Elas se retiraram. Elas fugiram.
O que há de errado com este cenário? Se você estivesse convencido de que o medicamento que você tem em suas mãos iria salvar a vida de um paciente prestes a morrer, você daria as costas, deixando-os perecer, somente porque não gostam do sabor do tratamento?
Não é um comportamento estranho para um evangelista de porta em porta, que sai para salvar o mundo, mas levanta vôo ao primeiro sinal de discórdia?
Primeiro, elas não estavam muito confiantes de sua mensagem. Por que eu deveria gastar um único momento para analisar uma suposta mensagem de Deus que o mensageiro não levantaria um dedo para defender-la? Por que devo respeitar a causa de um soldado que se retira ao primeiro sinal de resistência?
Em segundo lugar, elas não estavam tão interessadas na minha salvação. Se alguém está verdadeiramente interessado em resgatar almas perdidas, o seu primeiro impulso seria o de descobrir o que eu acreditava e, em seguida, corrigir a minha teologia errada. Não é por isso que eles vão de porta em porta, para testemunhar para o perdido, a dar-lhes a verdade sobre Jeová Deus e convidá-los a aderir à Associação Torre de Vigia?
Mas elas nem sequer ouviram o meu ponto de vista, muito menos tentaram corrigir o meu erro. Sabe o que isso me diz? Elas não se importaram muito sobre o meu destino eterno.
Terceiro, elas não levam a questão da verdade muito a sério. Evangelismo religioso é uma empreitada persuasiva; o evangelista está tentando mudar a mente das pessoas. Ele acredita que sua opinião é verdadeira e a dos outros é falsa. Ele também acredita que a diferença é importante. Siga a verdade, você ganha; Siga a mentira, você perde – e muito. Um compromisso com a verdade (em oposição a um compromisso com uma organização) significa uma abertura para uma afinação de sua própria opinião, aumentar o rigor na compreensão, constantemente à procura de uma maior precisão no pensamento.
Um desafiante pode sempre revelar-se uma benção disfarçada, um aliado em vez de um inimigo. Um evangelista que está convencido da sua opinião gostaria de ouvir os melhores argumentos contra ela. Uma de duas coisas vai acontecer.
Ele pode descobrir que algumas objeções a sua opinião são boas. A refutação o ajuda a fazer ajustes e correções em seu pensamento, para refinar o seu conhecimento da verdade. Ou pode revelar que ele está em terra firme no final das contas. Desenvolver respostas aos argumentos mais duros contra ele reforça tanto o seu testemunho quanto sua própria confiança em sua religião.
Mas os minhas visitantes não esperaram para ouvir os meus pensamentos para informar as suas próprias crenças, para que elas possam conhecer a verdade com mais precisão. Elas não pararam para ouvir as razões pelas quais eu rejeito a autoridade da Torre de Vigia, para que elas possam tentar me refutar e ganhar confiança na sua própria crença.
Um último pensamento me ocorreu. Às vezes, um evangelista é um Jeremias, uma voz solitária fielmente proclamando uma mensagem diante de uma incredulidade firmemente enraizada. Ela nunca será ouvida, mas ainda assim é declarada fielmente, um exemplo da oferta graciosa de Deus ao recalcitrante, aqueles que nunca irão se mexer.
Mas as duas testemunhas não me ofereceram uma única palavra de advertência, mesmo achando que meus pensamentos já estavam estabelecidos. Não houve uma fiel proclamação da verdade, apenas um rápido recuo.
O que me traz a uma última pergunta. Se estas evangelistas de porta em porta não estavam interessados em minha salvação, ou corrigir minhas noções erradas sobre Deus, ou aperfeiçoar seus conhecimentos sobre a verdade, ou até mesmo ser fiel em falar a verdade em face da oposição, então porque elas foram bater na minha porta? Se elas realmente acreditavam que a crença religiosa não é mais nada do que uma questão de opinião própria, qual é o propósito em mudar os pensamentos das pessoas?
Deve ter havido alguma razão para estas senhoras saírem a cada semana, arriscando-se no desconforto, escárnio e ridículo. Qual foi? Não foi de fidelidade a Deus e à Sua mensagem, ou não teriam me dispensado tão prontamente. Foi a fidelidade a uma organização, a Associação Torre de Vigia de Bíblias e Tratados.
Estas missionárias tinham cumprido a sua agenda. Elas bateram na minha porta e me ofereceram literatura. Anotar as horas é o que as mantém na "graça". Salvar almas não é realmente o objetivo. Nem é saber a verdade, nem aprofundar-se em sua fé, nem proclamar a mensagem fielmente.
Esse é o perigo de promover uma organização em vez de ser fiel à verdade de Deus. Tudo vai às avessas. O meio torna-se o fim e a vida desvia-se de toda a empreitada.
Isso tudo traz algumas lições para cada cristão que leva a sério a sua fé: Não seja demasiadamente rápido em dar para trás perante a oposição.
Em primeiro lugar, por mais inteligente ou agressivo que o seu adversário possa parecer, ele ainda está, de fato, perecendo sem Cristo. Você não sabe quais lutas internas ele está enfrentando que não se demonstram através de seu exterior de confiança ou aspereza. Você só sabe que Deus vai usar seu desafio simples e gracioso, porém direto à sua crença e começar a derreter o seu coração rebelde.
Segundo, você poderá aprender alguma coisa. Talvez seja você quem está errado, pelo menos em parte. Se os seus maus argumentos são refutados, livre-se deles. O caso do cristianismo é bom demais para ser comprometido pelas más defesas.
Mas talvez você não esteja enganado. Se sim, você quer ter a certeza de que sua fé pode agüentar até a mais rigorosa análise. Se alguém tem uma objeção, você não tem que responder-la imediatamente. Certifique-se de que compreende claramente a oposição e, em seguida, faça algumas pesquisas sobre a mesma. Isto reforçará a sua própria confiança.
Finalmente, por vezes é certo simplesmente, mas graciosamente, dizer a verdade sobre Deus e o homem, mesmo quando o homem não está interessado. Pode haver um dia, quando as suas palavras confiantes e claras retornarão para ele. Se não for deste lado da sepultura, será em frente ao trono, como prova que Deus tornando as opções claras, mesmo em face do desinteresse.
Não se retire em face da simples oposição. Muita coisa está em jogo. Seja o tipo de soldado que gera respeito mesmo no inimigo, em virtude da sua coragem sob fogo.


Gregory Koukl é presidente da Stand to Reason, uma organização voltada para a defesa da fé cristã e para o treinamento de cristãos para que possam pensar de forma mais clara sobre sua fé.

Nas escrituras, tirar os sapatos tem um significado muito especial. Quando Moisés teve seu primeiro confronto com Deus, Ele disse para que ele tirasse seus sapatos porque ele estava em terra santa. Jesus caminhou descalço para o Calvário. Na cultura daquele tempo, estar descalço era o sinal que você era um escravo. Um escravo não tinha direitos. Jesus nos deu o exemplo supremo de renunciar tudo por um grande objetivo.
Loren Cunningham Making Jesus Lord / Marc 8:34,35

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