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quinta-feira, dezembro 08, 2011

Cristãos hermeticamente fechados



Nos meus áureos tempos de Jocum, eu encontrava missionários que se especializavam em evangelizar um tipo específico de pessoa. Eu nunca desenvolvi muito bem isso, meu trabalho por lá era ou com teatro ou como interprete das equipes que vinham de fora. Depois passou para atendimento à saúde. Só quando uma ou outra testemunha de Jeová incauta era encontrada dando sopa por aí que me era dado o privilégio de focar nesse tipo de evangelismo. Mas isso era raro comigo, mas muito comuns entre outros.
Tínhamos especialistas em evangelizar cowboys, prostitutas, moradores de rua, chineses e muitos outros grupos. Eu conheci uma moça que se focava em ministério com judeus. Ela tinha passado um tempo em uma base nos Estados Unidos, acho que em Montana, sei lá e comprou a visão da base de evangelizar judeus. Apesar de achar que parte do foco desse ministério que ela estava propagando tinha um pouco do movimento judaizante da igreja, até um certo ponto eu era simpático à idéia por ser descendente de judeus, apesar de nunca ter praticado o judaísmo (com uma ou outra tradição familiar que vem mais dos marranos do que do judaísmo em si). Como eu sabia que ela gostava de evangelizar judeus, resolvi emprestar um livro que tenho intitulado “Um rabino conversa com Jesus”, de Jacob Neusner. Ela ficou feliz quando pegou o livro emprestado. Infelizmente, essa felicidade se transformou em indignação quando ela me devolveu alguns dias depois.

domingo, maio 01, 2011

Thomas Jefferson sobre Design


"Eu acredito (sem apelar para revelação) que quando damos uma olhada no universo, de forma geral ou em suas partes, é impossível para a mente humana não perceber e sentir uma convicção de design, habilidade consumada e poder indefinido em cada átomo de sua composição... Tão irresistíveis são essas evidências de um Agente inteligente e poderoso que, de todo o número infinito de homens que já existiu por toda a história, eles acreditarem, de forma majoritária, na hipótese de um criador eterno e pré-existente, ao invés de um universo auto-existente."

Thomas Jefferson
(carta de Jefferson para John Adams em 11 Abril, 1823)

sábado, abril 23, 2011

Artigos sobre a ressurreição de Cristo


Um dos assuntos mais recorrentes nos últimos anos em nosso blog tem sido a ressurreição de Cristo. É um dos assuntos mais fascinantes para nós, tanto pela sua importância para a fé cristã, quanto pela robustez das evidências em seu favor. A ressurreição de Cristo é a maior prova da veracidade da fé cristã. E o cristianismo, como uma fé histórica e evidencialista, fornece para todos aqueles que desejam realmente saber a verdade, uma prova mais do que sólida.
Temos vários artigos publicados sobre a ressurreição de Cristo. Abaixo segue uma lista. Aproveite esse final de semana de Páscoa e, entre os momentos de adoração ao Cordeiro que vive, aprenda um pouco mais sobre as evidências e como defender esse evento histórico.

Feliz Páscoa.

Maurilo e Vivian – Ministério Pés Descalços














segunda-feira, novembro 15, 2010

O Cristianismo é verdadeiro!


Já está disponível em nosso blog toda a série de ensaios que buscam mostrar como o cristianismo é verdadeiro. Hoje publicamos o últimos texto. São 23 textos que analisam a fé cristã e apresentam uma defesa racional e biblica para nossa fé.
Acesse no linke "O Cristianismo é Verdadeiro?" e lá você verá o índice com os ensaios e links.
E em dezembro, vamos publicar os ensaios em formato de e-book.

O Cristianismo é Verdadeiro? - O homem sábio busca a Deus


O homem sábio busca a Deus por Brian Auten

(Áudio em MP3 aqui em breve)

Vamos imaginar que Deus não existe. Talvez tudo o que existe veio a existir a partir do nada e sem razão nenhuma. Os processos da matéria fundiram-se para formar padrões em uma colisão infinita de átomos e partículas. Após um determinado período de tempo, matéria e energia formaram moléculas auto-replicantes. Por algo que não podemos nem mesmo chamar de sorte, o que chamamos de vida veio a existir no final de um processo puramente materialista. Seres pensantes, conscientes, auto-reflexivos surgiram para contemplar, comunicar, e popular. A chamada moralidade, a sociedade e a humanidade veio a existir.

Este é um universo ateu. Nenhuma intenção. Nenhum propósito. Sem direção. Nenhum projeto. Ele veio a existir em um rápido momento do espaço-tempo e tudo irá eventualmente queimar em um frio nada – sem ninguém olhando, sem ninguém se importando e sem ninguém a par disso. Tudo o que foi, é e será – é apenas uma construção sem sentido. Sem Deus, a morte é apenas uma remodelação de átomos, a perda de um certo tipo de organização molecular. O que quer que estava acontecendo nos neurônios de uma pessoa simplesmente cessou. Não haverá lembranças. Sem conseqüências, não há recompensas, sem arrependimentos. Aquele que está vivo, neste momento, pode fazer uma pausa para refletir: Por que estou vivo agora? Por que não estou morto ainda?

No entanto, o homem sábio busca a Deus.

Mas por quê?

O objetivo deste ensaio é mostrar que, pelos dados que estão diante de nós, na ausência da certeza de que Deus não existe, é o homem sábio que busca a Deus. Além disso, este artigo vai argumentar que se deve procurar o Deus cristão, pois, se o Deus cristão verdadeiramente existe, Ele pode ser encontrado por aqueles que o buscam em Seus termos.

Antes de prosseguir, vamos definir os termos dentro do assunto. Por sábio, queremos dizer agir com bom senso. Sabedoria é intrinsecamente ligada à implicação das escolhas e ações para a vida. Sabedoria inclui julgamento coerente, bom senso,1 ou fazer o melhor uso do conhecimento disponível.2 Se alguém vai ser sábio com o dinheiro, por exemplo, deve-se pensar não só nas necessidades do momento, mas olhar para a aposentadoria. Ou considere o agricultor sábio; toma ações no início do ano, com vista à colheita. O homem sábio usa o conhecimento disponível atualmente (na maioria das vezes sem certeza) e faz escolhas de longo alcance para o futuro. Assim, no contexto deste ensaio, pode-se enfatizar que a sabedoria significa escolher um curso de ação prudente com um horizonte de tempo mais longo possível em vista.

Podemos definir o que entendemos por Deus? Aqui estamos falando sobre o Deus cristão revelado na Bíblia. No entanto, deve-se notar que para os fins deste ensaio não estamos propondo a "construção de um Deus" por uma acumulação de partes apenas ou atributos obtidos através de argumentação lógica. Os meios pelos quais estamos abordando a questão de Deus aqui não são "de baixo para cima" – em vez disso estamos abordando o cristianismo como uma hipótese auto-contida, com alegações de uma verdade própria verificável. Com esta abordagem é totalmente aceitável usar a definição de Deus como o Deus cristão da Bíblia sem a necessidade de prová-Lo antes.

Dito isto, podemos ver como a Bíblia descreve Deus e ver certos atributos claros e básicos a serem considerados. Por exemplo, o Deus cristão é o criador e doador da vida. Ele é justo e correto. Ele é amoroso e misericordioso. Ele se revelou, contudo Ele está escondido (Isaías 45:15). Ele promete justiça e oferece a salvação. Ele é perfeito e digno de adoração. Naturalmente, estes são apenas alguns elementos da imagem de Deus que vemos na Bíblia. No entanto, para os fins deste ensaio, é suficiente mencionar apenas alguns. Novamente, esses atributos não precisam ser provado para serem usados como parte de nossa definição de Deus.

Vamos também definir a palavra buscar. A palavra buscar pode ser definida como "ir em busca de, procurar, para tentar descobrir, para pedir, pedir, para tentar adquirir ou obter; desejar algo"3 Procurar implica em ação e intenção. Implica também a possibilidade de que o objeto de procura pode ser encontrado, que ele realmente possa existir para ser encontrado. Se um pai perde uma criança na floresta, ele começa a procurar. Todas as suas energias se concentram em encontrar essa criança preciosa. Talvez o pai chame por um grupo de busca com centenas de pessoas todas procurando ativamente para encontrar a filha perdida. Enquanto há mesmo que uma possibilidade de encontrar a criança, o pai continua as buscas.4 Neste ensaio, vamos utilizar a palavra buscar com significado de "uma busca intencional ativa para encontrar."

Com estas condições básicas definidas, como podemos dizer que o homem sábio é aquele que busca Deus? Existem alguns passos nessa linha de raciocínio.

Em primeiro lugar, não é certo que Deus não existe. Para alguns, este ponto pode ser reconhecido como óbvio e, portanto, descartado como irrelevante. Mas, independentemente de quão óbvio a questão possa ser, é muito relevante. Pois na falta da segurança no ateísmo, a busca de visões alternativas do mundo é uma opção válida. Com efeito, se a visão ateísta do futuro é "fim do jogo", enquanto uma visão teísta do futuro é "continua", a sabedoria nos obriga a investigar a opção teísta seriamente e com cuidado.

Em segundo lugar, a evidência prima facie que encontramos no mundo é contra o naturalismo (a visão que o mundo natural, físico da matéria e energia é tudo o que existe). Apesar de não ser capaz de provar que a matéria é tudo que existe, o naturalista também tem o peso de inúmeras experiências espirituais pessoais contra ele.5 Considere a experiência espiritual de milhões de pessoas que afirmam ter encontrado algo transcendente. Independentemente de qual religião uma pessoa participe, essas inúmeras experiências de hoje e por toda a história de "eu encontrei algo" vai conta a afirmação "não há nada a ser encontrado." Mesmo que apenas uma das milhares de experiências seja verdade e o resto sejam ilusões, isso mostra que o naturalismo é falso. Assim, parece que a prova prima facie para o naturalismo é fraca, enquanto que a evidência de algum tipo de sobrenaturalismo é forte.

Como Geisler e Corduan destacam:
... A negação da realidade do Transcendente implica a afirmação de que não só algumas pessoas tenham sido enganadas sobre a existência de Deus, mas que na verdade todos os religiosos que já existiram foram completamente enganados em acreditar que existe um Deus, quando realmente não há. Pois, se mesmo que uma pessoa religiosa estiver certa sobre a realidade do transcendente, então o transcendente realmente existe.6

Em terceiro lugar, existem boas razões e argumentos em favor do teísmo em geral e especificamente o Cristianismo. Estas não são provas incontestáveis que comprovam que o teísmo ou o cristianismo estejam certos, é claro. Em vez disso, o peso total da prova em favor do teísmo cristão, em termos de argumentos filosóficos, históricos, científicos e vivenciais e racionais é substancial. Todas estas flechas evidenciais cumulativas contam para a verdade da visão cristã de mundo e contra uma visão ateísta. A pergunta no final deste ensaio não é "podemos provar que Deus existe?" Mas a questão é, "temos razão suficiente para buscar esse Deus?"

Claro que existem muitas outras visões de mundo lá fora. Mas a sabedoria sugere que comecemos com o melhor "opção viável." O que se qualifica como uma opção viável? Embora muitos critérios poderiam ser oferecidos, parece razoável começar com pelo menos dois: 1) aqueles que afirmam ter o maior impacto final sobre a sua existência, agora e na eternidade, e 2) aqueles que têm o maior suporte evidencial com o mínimo de contra-afirmação evidencial. O cristianismo se encaixa nesses critérios. Como John Bloom sugere:

Dado que temos uma quantidade limitada de tempo nesta vida ao estudo das religiões, podemos dispensar aquelas que nos oferecem uma segunda chance na vida após a morte, ou que venhamos a reencarnar se cometermos um erro nesta vida, ou que prometem que tudo ficará bem, eventualmente, não importa o modo como vivemos agora. A prudência recomenda que primeiro devemos considerar as reivindicações daquelas religiões que dizem que tudo depende das decisões tomadas e vividas nesta vida.7

Portanto, dada a incerteza do ateísmo e da evidência prima facie que o naturalismo é provavelmente falso, se alguém tem razões justas que apóiam a possibilidade da hipótese teísta, então as opções teístas devem ser exploradas a fim de descobrir se elas podem ser verificados como verdade. Os argumentos teístas, então, embora não provem que Deus existe, provam que existem boas razões para buscar a Deus, como iremos explorar agora.

E se o ateísmo for verdade? Quais são as implicações para a vida? Para o sábio, talvez algo como esta linha de pensamento seja adequado: "Viva a sua vida ao máximo que vale a pena, porque em breve terá acabado". Na visão ateísta do mundo, isso é sabedoria, para o maior tempo possível do horizonte da vida - talvez 70 anos, talvez 17 anos. No entanto, não há vida depois desta vida. Todas as ilusões sobre sentido são apenas momentâneas. Não há prestação de contas no final. No ateísmo, pode-se supor que a morte implica o nada. Uma experiência pessoal de morte não significa percepção consciente da vida que foi vivida. Para o homem morto, será como se sua existência nunca tivesse acontecido.

E se o teísmo for verdade? Quais são as implicações para a vida? Para o sábio, talvez algo como esta linha de pensamento seja adequado: "Viva a sua vida ao máximo que vale a pena, pois logo terá fim. E as ações e escolhas nessa vida importam (e têm conseqüências) para a eternidade" Na concepção teísta do mundo, isso é a sabedoria, pois o horizonte de tempo mais longo possível é o tempo da eternidade. As ações e escolhas na vida são cruciais pois elas tem relação com a eternidade. Não há prestação de contas no final. Significado não é ilusão. Significado é objetivamente real. No teísmo, pode-se supor que a morte é um encontro com seu Criador e justo Juiz. Uma experiência pessoal de morte leva a um melhor conhecimento da realidade vivida na recompensa adequada ou no castigo devido. Para o morto, é como se a vida fosse apenas um momento breve, porém crucial do começo de uma vida que não cessa.

Mas, alguém pode argumentar que o teísmo não é garantido também, nem o é o cristianismo nesse caso. Do ponto de vista probatório isso pode ser verdade. A certeza é uma raridade; apreciada pelo matemático, não pelo metafísico. Para exigir uma prova indubitável (certeza) antes de acreditar em algo significa rejeitar a maioria das crenças – incluindo o ateísmo. Em vez disso, só se pode estar satisfeito com um certo grau de certeza ou um alto grau de confiança (do ponto de vista probatório). Mas a diferença crucial aqui é a da verificação. Ateísmo carece de meios de verificação, enquanto que o teísmo cristão oferece verificação pessoal, existencial, além de seu forte apoio probatório. Simplificando, se o Cristianismo é verdadeiro, não apenas a evidência externa o apoia, mas também se pode encontrar Deus pessoalmente.

O que mais essa falta de certeza probatória implica para ambas visões de mundo?8 Isto implica que a "sabedoria" do ateu (que vive só para esta vida) não é realmente sabedoria, pois, em certo sentido, ele está sendo sábio nas coisas pequenas mas tolo nas importantes. Sem certezas da visão ateísta, viver sem perspectiva eterna é um jogo eterno. Note-se que este não é um apelo às conseqüências sugerindo que se deve de alguma forma falsificar uma crença em algo apenas para estar seguro. O ponto aqui é que quando falta a certeza da prova para duas visões concorrentes, deve-se favorecer a visão que fornece uma verificação sobre aquela que não pode ser provada.

Na cosmovisão cristã, a falta de segurança da prova não é uma dificuldade, pois implica também que se pode encontrar verificação existencial e pessoal suficientes. Então, o cristianismo tem tanto apoio substancial da prova e promete verificação pessoal, existencial. (João 8:31-32, 2 Coríntios. 1:22, Gal. 4:6, 1 João 3:24, 1 João 4:13, Rom. 8:14-16) Note-se que esta verificação existencial é chamada de pessoal porque ele não pode ser oferecida como prova para outros. No entanto, ela pode fornecer provas suficientes para o indivíduo, mesmo quando a pessoa ainda não encontrou suporte probatório substancial para a verdade do cristianismo. Pois, se Deus existe, Ele é capaz de se fazer conhecido sem importar se chegou-se a Ele através dos processos da razão e dos cinco sentidos.9 E se a prova é tão difícil de se conseguir, por que deveríamos nos surpreender que só Deus pode fornece-la?

Imagine que você é avisado que tem um irmão a muito perdido. Pesquisa e investigação fornecem uma série de provas – mas são inconclusivas. Sua única irmã está convencido de que você não tem boas razões para acreditar que você tem um irmão. No entanto, sua mãe insiste que você realmente tem um irmão perdido. Claro, se você tivesse um irmão, ela estaria em uma boa posição para saber se era verdade. Você a pede uma prova, mas tudo que ela pode fornecer são mais indícios inconclusivos. No entanto, sua mãe tem um endereço que, segundo ela, pertence ao seu irmão. Neste caso, você pode decidir "somente crer" uma forma ou de outra, com base em interesses pessoais que você pode ter no assunto. Ou, se você quiser descobrir se você realmente tem um irmão, você pode começar a procurá-lo. Claro, se seu irmão souber que ele está sendo procurado, ele poderia simplesmente se revelar a você na hora em que bem entendesse. O que importa é: você vai tomar as medidas necessárias para procurá-lo?

O ponto da ilustração é que, mesmo quando a evidência é inconclusiva, ela ainda pode ser suficiente para justificar uma pesquisa. Além disso, pode-se ir além de uma avaliação nua das evidências disponíveis a fim de descobrir se o Cristianismo é verdadeiro. E tem mais: há algo para ser encontrado no cristianismo além simplesmente da verdade ou falsidade de uma proposição metafísica. No cristianismo existe uma pessoa a ser encontrada.

Isso pode levar à pergunta: Se Deus existe, por que Ele simplesmente não se faz conhecido? Mas esta pode ser uma pergunta errada para se perguntar agora. Em vez disso, talvez devêssemos perguntar: Se Deus pode existir, por que você não O procura? A razão que esta é a pergunta certa a se perguntar agora se tornará evidente quando voltamos nossa atenção para as afirmações da Bíblia – pois, se o Cristianismo é verdadeiro, então os meios pelos quais pode-se buscar e encontrar Deus são verdadeiros. Pode ser que o incrédulo simplesmente não buscou a Deus nos próprios termos de Deus.

A partir da Bíblia, podemos ver que Deus deseja que O procuremos. No livro de Atos, Paulo declarou que Deus criou todas as pessoas "determinando-lhes os tempos já dantes ordenados e os limites da sua habitação; para que buscassem a Deus, se porventura, tateando, o pudessem achar, o qual, todavia, não está longe de cada um de nós;" (Atos 17:26-27) O próprio Jesus disse que aqueles que desejam encontra-lo devem primeiro procurar: "Pedí, e dar-se-vos-á; buscai, e achareis; batei e abrir-se-vos-á. Pois todo o que pede, recebe; e quem busca, acha; e ao que bate, abrir-se-lhe-á." (Mateus 7:7-8) Se o que Jesus disse é verdade, então, uma postura de busca intencional faz sentido, porque as Escrituras também declaram que "ele recompensa aqueles que o buscam." (Hebreus 11:6)

Além disso, Jesus indicou que a atitude da vontade desempenha um papel na sua busca por Deus: "Se alguém quiser fazer a vontade de Deus, há de saber se a doutrina é dele, ou se eu falo por mim mesmo." (João 7:17) E a Bíblia registra atitude de Deus para seu povo, a quem Ele implorou para buscá-lo: "Buscar-me-eis, e me achareis, quando me buscardes de todo o vosso coração" (Jeremias 29:13)

Estas escrituras sugerem que há mais em relação a grande pergunta do que simplesmente a afirmação ou negação da proposição metafísica de que Deus existe. Em vez disso, se a visão cristã é verdadeira, o conhecimento do homem sobre esta questão é inseparável da questão da sua vontade de se colocar sob a autoridade suprema do Criador. Pois, se o Deus cristão existe, encontra-lo exige que você se humilhe. Podemos perguntar: Se existe um Deus amoroso, você se submeteria a Ele? Se o Cristianismo fosse verdade, você iria adotá-lo?

Imagine que você tenha despertado em uma grande floresta. Tudo ao seu redor é uma vastidão de árvores florestais. Você não sabe onde está, como chegou lá, ou o que você deve fazer. Você consegue caminhar uma longa distância através da floresta, apenas para perceber que, sem alimentos e água não vai durar muito tempo. Você deve encontrar o caminho para a civilização. Mesmo sem nenhuma evidência de pessoas em qualquer lugar perto de você, você decide chamar por socorro. Felizmente, é este apelo por ajuda que te salva. Sem que você soubesse, uma equipe de resgate estava perto o suficiente para ouvir o seu chamado.

Talvez você não tenha certeza da existência de Deus. Como o homem perdido, mesmo na incerteza, chamar por socorro é sábio se for possível que alguém possa ouvi-lo. Segundo a Bíblia, se Deus é real, Ele pode ser encontrado, por aqueles que O buscam. Portanto, se o Deus cristão existir realmente, você estaria disposto a entregar-se a Ele? A questão aqui não é que se deve forçar a si mesmo a acreditar em algo que não se acredita atualmente. Em vez disso, a questão é reconhecer que ,se é possível que o Deus cristão exista, então por que não pedir a Deus (que pode existir) para se revelar? Por que não orar, "Deus, eu não sei se você existe, mas se você existir, eu estou disposto a ser convencido." Orar orações "hipotéticas" parece completamente legítimo quando não se tem certeza, pois só podem ajudar na descoberta.

"Deus, se você for real, eu quero saber. Eu não me sinto pronto, mas eu quero estar num relacionamento correto com você, se você é real. Revele-se para mim, se você está lá, e me faça desejoso. Mude o meu coração e abra meus olhos."

Então, o que pode fazer o homem sábio? Na ausência de certeza, o sábio olha para o resultado final de sua vida e deve escolher seu caminho. Ele não sabe no que acreditar ainda sobre Deus, já que as evidências parecem inconclusivas. No entanto, há evidências suficientes para justificar uma pesquisa. Ele se humilha, grita por Deus, e está disposto a se render - pois se Deus existe, Ele é tanto capaz de ouvir e pronto para fazer-se conhecido por aqueles que estão dispostos. O homem sábio busca a Deus.

"Existem apenas três tipos de pessoas: aqueles que encontraram Deus e O servem, aquelas que estão ocupadas procurando por Ele e não O encontraram, aquelas que vivem sem procurá-Lo ou encontrá-Lo. Os primeiros são racionais e felizes, os últimos são tolos e infelizes, os do meio são infelizes e racionais."
- Blaise Pascal, Pensées (160/52)

1 http://www.merriam-webster.com/dictionary/wisdom
2 http://en.wikipedia.org/wiki/Wisdom
3 http://www.merriam-webster.com/dictionary/seek
4 This story is adapted from illustrations used by Dr. Phil Fernandes.
5 As C. Stephen Evans explains , “experience provides prima-facie evidence which should normally be accepted unless we have stronger evidence that leads us to doubt or discount the experience.” – Philosophy of Religion: Thinking About Faith (Downers Grove, IL: InterVarsity Press, 1982), p. 90.
6 Norman Geisler and Winfried Corduan, Philosophy of Religion (Grand Rapids, MI: Baker Book House, 1988), p. 76.
7 John A. Bloom, “Truth Via Prophecy,” in Evidence for Faith: Deciding the God Question, ed. John Warwick Montgomery; Cornell Symposium on Evidential Apologetics, 1986 (Dallas, TX: Probe Books, 1991), p. 175.
8 When using the term evidential certainty in this context, this includes physical and empirical evidences as well as philosophical arguments, reason, etc.
9 For more on the subject of Christian epistemology, see the essay Can the Christian Know?

O Cristianismo é Verdadeiro? - Mostrando que o Cristianismo é verdadeiro


Mostrando que o Cristianismo é verdadeiro por Matthew Flannagan

(Áudio em MP3 aqui em breve)

"Você pode mostrar que o cristianismo é verdadeiro?" Para nos ajudar a concentrar o nosso pensamento quanto à forma como se deve responder a essa pergunta, vou colocar algumas outras questões a seguir. Você pode mostrar que existem outras pessoas ou que existe um mundo que permanece independente de nossos sentidos, que continua a existir quando nós já não mais o percebemos? Pode a minha crença de que é errado infligir dor em outra pessoa por razão nenhuma ser mostrado como verdadeiro? E a minha crença na hipótese cética de Russell de que todo o universo veio à existência seis segundo atrás, incluindo todas as aparentes memórias e sinais da idade - isso é falso ou verdadeiro?

Espero que o ponto destes exemplos esteja claro. Se não queremos cair em um ceticismo global que desafia o bom senso, temos de reconhecer que existem algumas crenças que mantemos de forma racional e sabemos que são verdade e que, no entanto, não podem ser mostradas ou provadas como verdadeiras a partir de premissas que todas as pessoas inteligentes são obrigadas a aceitar. Na verdade, ironicamente, a alegação de que alguém só é racional quando acredita em algo a menos que isso possa ser demonstrado a partir de premissas verdadeiras, as quais todas as pessoas sãs são obrigados a aceitar, é auto-refutante, afinal, muitas pessoas sãs rejeitam essa hipótese e ela ainda tem de ser demonstrada como verdade a partir de premissas que todas as pessoas sãs devem aceitar.

No entanto, uma pessoal é racional em aceitar algumas crenças independente de qualquer argumento que mostre a verdade dessas crenças; os filósofos chamam essas crenças de crenças propriamente básicas. Essas crenças funcionam normalmente como crenças fundamentais, uma pessoa raciocina a partir delas como premissas para a verdade de outras proposições que a pessoa tem. Da mesma forma, elas funcionam como os dados básicos contra os quais se avalia hipóteses propostas para aceitação. Elas surgem porque os apelos contínuos de premissas para provar premissas para provar premissas têm que terminar em algum lugar. Crenças fundamentais corretas constituem as crenças nas quais se é racional que os apelos por provas cessem.

É preciso observar que crenças fundamentais básicas não são infundadas. Enquanto não acreditamos em uma crença básica baseada em uma inferência, as crenças básicas são muitas vezes baseadas em alguma forma de experiência. Alvin Plantinga compreende dois tipos de experiências, a "evidência dos sentidos", coisas que podemos ver, ouvir ou sentir em um determinado objeto e "evidência doxástica", que ele se refere como "a crença que parece correta, aceitável e natural."1 Crenças doxásticas parecem ser auto-evidentes. Um exemplo de tal crença é a condição correspondente do modus ponens. Quando uma pessoa cumpre as condições do modus ponens, isso simplesmente parece ser correto. Modus ponens parece auto-evidente de uma forma que uma inferência abertamente falaciosa não. É esse tipo de experiência que dá base às crenças básicas.

Muitos filósofos e teólogos como Calvino, Pascal, Alston e Plantinga sustentam que certas crenças teológicas são por si mesmas básicas. A crença na existência de Deus é, do ponto de vista do crente, apropriadamente básica e fundamentada diretamente em alguma forma de experiência religiosa, pelo que é justificado e racional acreditar nessas doutrinas, independentemente de qualquer argumento em favor delas. Embora eu não possa elaborá-lo em um pequeno artigo, estou fundamentalmente de acordo com essa posição. A requisição, então, que os cristãos mostrem ou demonstrem que o cristianismo é verdadeiro, muitas vezes se baseia em uma premissa que eu acho que está enganada, este pressuposto é que a crença racional cristã requer que os argumentos ou provas sejam fornecidas para o Cristianismo e não fornecê-las faz do crente um ser irracional.

Há uma outra questão mais moderada que se esconde em volta. Se alguém aceitar que o crente é racional em aceitar a fé cristã de uma maneira propriamente básica, então que motivos o crente pode dar para aqueles que não possuem as mesmas crenças básicas para aceitar a fé cristã? Talvez algumas pessoas, com base em algum tipo de experiência religiosa, tenham de imediato crenças propriamente básicas, mas muitas pessoas não venham a ter esse tipo de experiência - que motivo pode ser dado a elas para a aceitação da fé cristã? Este problema exasperasse pelo fato de que é extremamente difícil demonstrar a verdade das crenças fundamentais, precisamente porque são crenças fundamentais. Para provar alguma coisa é preciso apelar para premissas e toda a questão neste caso é sobre quais premissas básicas aceitar. Como, então, mostrar para essas pessoas que o cristianismo é verdadeiro?

Eu acho que várias estratégias estão disponíveis, mas por falta de espaço vou apenas esboça-las brevemente aqui.

Primeiro, em muitos casos, pode-se mostrar que o cristianismo é verdade refutando-se objeções à fé cristã. Crenças propriamente básicas são crenças que se é racional acreditar independentemente de qualquer argumento para elas na ausência de boas razões que as afirmem. Isso não significa, porém, que essas crenças não podem ser derrotadas por razões oferecidas contra elas. Se eu vejo o João cerrando o rosto e agarrando sua perna, eu poderia formar a convicção de que João está com dor. No entanto, se depois ele me diz que não estava com dor, mas ensaiando sua cena de morte em uma peça que ele está atuando, eu poderia mudar a minha crença para acreditar que ele não estava com dor. A crença inicial de que ele estava com dor era propriamente básica, no entanto, por causa do que eu descobri mais tarde, sua posição racional foi derrotada.

Acredito que muitas pessoas estão em uma posição análoga à várias crenças cristãs, eles as rejeitam não porque não achem que elas sejam verdadeiras, mas porque aceitam várias objeções a essas crenças. Considere a seguinte frase de Richard Dawkins “apesar das aparências em contrário, o único relojoeiro na natureza são as forças cegas da física, ainda que organizadas de uma forma muito especial... é um relojoeiro cego." O que é interessante aqui é a frase "apesar das aparências em contrário", Dawkins admite que, prima facie, o mundo aparece e parece que foi projetado e na ausência de qualquer razão para negar tal coisa, então a observação natural é dizer que ele o é. Dawkins sugere, no entanto, que as aparências enganam porque a ciência tem alegadamente fornecido refutações para essa crença. Mostrar em tal contexto que os argumentos de Dawkins são errados permite que as pessoas aceitem essas aparências.

A segunda linha de argumento é mostrar que várias alternativas ao cristianismo são falsas. Muitas vezes as pessoas não conseguem ver a verdade do cristianismo porque aceitam as visões equivocadas do mundo e equivocadas normas epistêmicas tais como aquelas associadas com o naturalismo. Eles podem experimentar a presença de Deus na natureza, mas acreditam que isso é uma ilusão, porque eles estão convencidos de que nada existe além da natureza. Eles podem pensar que somente as coisas que podem ser demonstradas empiricamente podem ser racionalmente cridas e essas experiências são uma ilusão fomentadas pela evolução para assegurar a cooperação social. Mostrar que essas imagens da realidade são falsas os ajuda a reexaminar a natureza dessas experiências verídicas. Refutar alternativas ao cristianismo oferece uma outra dinâmica para ver a verdade do cristianismo.

As pessoas têm que viver de acordo com alguma visão de mundo. Por questões práticas, não se pode permanecer agnóstico em relação a muitas questões existenciais. Se todas as alternativas viáveis para o cristianismo podem ser mostradas como implausíveis, então, o cristianismo tem de ser levado a sério por pessoas que não podem, na prática, viver uma vida de suspensão de julgamento sobre questões importantes.

Terceiro, mesmo que uma pessoa não aceite uma dada proposição ela ainda pode raciocinar sobre tais crenças. Alguém pode raciocinar "condicionalmente",2 se tal pessoa aceite certas premissas ou proposições como as crenças propriamente básicas. Então outras posições, hipóteses e teorias são igualadas e as pessoas de todos os lados da disputa podem avaliar e debater se o raciocínio é consistente. Plantinga afirma:

As conclusões da ciência teísta podem não ser aceitas pelos não-teístas, mas o método - tentar ver a melhor forma de explicar os fenômenos relevantes do ponto de vista teísta - é realmente aberto para todos.3

Pode-se mostrar que quando se raciocina pelo ponto de vista teísta algumas questões existenciais e teóricas podem receber respostas coerentes. Alguém pode explicar coisas como a origem do universo, a existência de entidades contingentes, a existência e a natureza da obrigação moral, a existência de leis da natureza, questões existenciais sobre culpa, perdão e assim por diante. Plantinga observa que a existência de Deus importa “uma grande unidade para o empreendimento filosófico e a idéia de Deus ajuda com uma variedade surpreendentemente larga de casos: epistemológicos, ontológicos, éticos, que têm a ver com significado, e coisas do tipo".4 Mostrar que se alguem aceita o teísmo, então respostas plausíveis, fundamentadas, abrangentes e unificadas estão disponíveis para o que seriam perguntas intratáveis, fornece uma maneira de mostrar aos outros por que eles deveriam aceitar a crença em Deus como uma crença propriamente básica.

A quarta e última maneira é colocar a pessoa em uma posição em que ela provavelmente terá uma experiência necessária que fundamenta crenças teológicas propriamente básicas. Suponha que eu veja uma árvore no parque e minha esposa me pede para mostrar-lhe que esta árvore existe. A maneira mais óbvia de fazer isso não é construir uma prova para a existência de uma árvore, mas levá-la ao parque e mostrar-lhe a árvore. Da mesma forma, muitas pessoas não conseguem absorver os axiomas auto-evidentes da lógica porque elas não conseguem entendê-los, mas quando estes são explicados, se tornam auto-evidente. O mesmo acontece com a crença cristã. Uma forma de mostrar para os agnósticos a verdade do cristianismo é colocá-los em circunstâncias nas quais, se estivermos atentos, é provável que eles comecem a ver a verdade.

Pode-se explicar as Escrituras para eles, incentivá-los a buscar Deus em oração - isso é semelhante à forma como uma pessoa perdida no mato pode chamar por salvamento, mesmo se ele ou ela não tem certeza se alguém o estava procurando. Pode-se incentivá-los a participar no estudo das Escrituras enquanto levem a sério a possibilidade de que elas são a palavra de Deus. A pessoa poderia se envolver em uma comunidade de crentes onde Deus habita e trabalha, onde a pessoa pode ser encorajada a viver de acordo com a lei moral e honestamente confessar suas falhas e buscar o perdão por seus erros morais. Pascal apresentou este ponto em sua famosa aposta, enquanto um agnóstico não pode simplesmente optar por acreditar em algo que ele não acredita, ele pode optar por olhar, por procurar e por entender. Quando o agnóstico sinceramente faz isso, é provável que ele virá a experimentar Deus. Assim como uma pessoa que tenta entender a lógica vai ver porque seus axiomas são auto-evidentes ou uma pessoa que realmente procura pelo parque verá que há uma árvore ali.

Concluindo, as doutrinas básicas do cristianismo, se forem verdade, constituem crenças fundamentais básicas corretas. Não se acredita nelas com base em argumentos ou provas já que elas se baseiam diretamente na experiência. Normalmente é muito difícil provar, com argumentos, que uma crença fundamental é verdade, mas sua verdade pode ser mostrada de outras formas indiretas. Pode-se argumentar que os argumentos contra tais crenças são falsos, pode-se argumentar que as alternativas para aceitá-las são falsas ou problemáticas, e pode-se mostrar que se alguém aceita o Cristianismo, então essas crenças fazem sentido de forma coerente com o mundo, elas fornecem respostas abrangentes a muitas questões teóricas e existenciais. Finalmente, no contexto de tudo que foi colocado acima, pode-se ajudar o cético a adotar a postura de um buscador sincero, para levá-lo a um tipo de posicionamento em que ele pode vir a ter o requisitado encontro com Deus, a fim de ver que o cristianismo é verdade. Esta é, no final das contas, como alguém pode mostrar que o cristianismo é verdade.

1 Alvin Plantinga Warranted Christian Belief (New York: Oxford University Press, 2000) 110-111.
2 See Alvin Plantinga “Creation and Evolution: A Modest Proposal” in Darwinism Design and Public Education ed John Angus Campbell & Stephen C Meyer (East Lansing: Michigan State University Press, 2004) 521-232; “Reason and Scripture Scholarship” in Behind the Text: History and Biblical Interpretation ed C Bartholomew, C Stephen. Evans, Mary Healy & Murray Rae (Grand Rapids, MI: Zondervan, 2003) 98-100.
3 Alvin Plantinga “On Rejecting The Theory of Common Ancestry: A Reply to Hasker” Perspectives on Science and Christian Faith 44 (December 1992): 258-263.
4 Alvin Plantinga “Two Dozen or so Theistic Arguments” accessed 7 March 2010.

terça-feira, novembro 02, 2010

O Cristianismo é Verdadeiro? - Testando as Afirmações sobre Verdade Centrais do Cristianismo


Testando as Afirmações sobre Verdade Centrais do Cristianismo por Kyle Deming

(Áudio MP3 aqui em breve)

Jesus de Nazaré uma vez perguntou a seus discípulos uma pergunta simples, mas profunda: "Quem vocês dizem que eu sou?" Essa questão é tão relevante para nós hoje como era para os antigos. Se Cristo fosse um simples professor, então o cristianismo equivale a pouco mais do que um movimento social curioso e fascinante – algo para os historiadores e estudiosos ponderarem. Mas e se, como ensina a fé cristã, Jesus Cristo é o Filho de Deus, que morreu e ressuscitou para a expiação dos nossos pecados? Então, nossa resposta à sua pergunta tem um significado importante, um significado com conseqüências tanto mundanas quanto eternas.

Mas como podemos saber quem é Jesus? Como podemos saber se a fé cristã é verdadeira? Com mais de 4.200 religiões no mundo de hoje, qualquer conclusão que chegamos pode parecer presunçosa, na melhor das hipóteses, e preconceituosa, na pior das hipóteses.

O cristianismo, no entanto, se destaca da maioria das religiões como uma visão de mundo eminentemente testável. A doutrina cristã faz várias alegações sobre a forma como o mundo realmente é – alegações que vão desde a metafísica à história. Se a razão e as evidências suportam essas distintas alegações sobre a verdade que estão no centro da fé cristã, então o cristianismo é uma cosmovisão racional.

O cristianismo abrange uma ampla faixa de doutrinas e práticas, e é muito fácil ser apanhado nas minúcias. Críticos e defensores do cristianismo, tanto podem ficar atolados nestas questões laterais, debatendo a inerrância da Bíblia, o nascimento virginal de Maria, bem como a natureza do inferno. Estas são certamente questões importantes, mas quando se trata de investigar a verdade da visão de mundo do cristianismo, devemos nos concentrar primeiro em questões fundamentais inegociáveis. Quais são, então, os essenciais do cristianismo? Eu defendo que duas proposições compõem o núcleo inerradicável:

1.) Deus existe.
2.) Jesus Cristo morreu e ressuscitou dentre os mortos.

Se estas duas propostas são aceitas, então negar a verdade do cristianismo seria irracional. Deixando teorias bobas como o "Jesus Alienígena" de lado, eu acho que qualquer não-cristão honesto adotaria de forma mais ampla uma cosmovisão cristã se aceitassem esses fatos.

Essas duas proposições fundamentais são pontos de contato com a realidade - a existência de Deus é uma questão metafísica, filosófica e a ressurreição de Cristo é uma questão histórica. Então, vamos dar uma olhada de perto nessas duas proposições em suas respectivas áreas de foco.

i) existência de Deus.

"Porque as suas coisas invisíveis, desde a criação do mundo, tanto o seu eterno poder, como a sua divindade, se entendem, e claramente se vêem pelas coisas que estão criadas, para que eles fiquem inescusáveis". - Paulo (Romanos 1:20)

O apóstolo Paulo afirma que a existência de Deus é tão bem estabelecida através da razão que os não-cristãos estão literalmente sem desculpa. Se queremos estabelecer essa forte afirmação, argumentos tecnicamente sólidos mas muito complexo para a existência de Deus não vão servir. A maioria das pessoas ao longo da história não tiveram acesso ao conhecimento da filosofia obscura ou ciência avançada. Embora os argumentos inevitavelmente se tornam mais complexas a medida em que são criticados, defendidos e refinados - Acho que há uma simplicidade marcante central para o caso da existência de Deus. Os três elementos básicos que formam a base do caso são:
1.) Alguma coisa existe.
2.) A vida existe.
3.) Eu existo.

Todas as pessoas ao longo da história humana tiveram acesso a esses fatos - e sua relevância para o caso da existência de Deus tem sido reconhecido há muito tempo também. Vamos considerar, por sua vez como essas três verdades mundanas formam o alicerce de um caso forte, intuitivo da existência de Deus.

1.) Alguma coisa existe.

"... A primeira pergunta que temos o direito de pedir será, 'Porque é que há algo e não nada?"1 – Gottfried Wilhelm Leibniz, filósofo e matemático.

O simples fato da existência proporciona a base para uma série de argumentos cosmológicos. Deus, como um agente imaterial e de propósito eterno, parece muito mais plausível como "ponto de partida" que um universo inteiramente material, sem propósito. Essa intuição básica foi formalizada por Leibniz, que argumentou que um Deus eterno independente do universo deve ser invocado como uma explicação dos fatos contingentes do universo.2

Independentemente da força do argumento cosmológico de Leibniz, uma versão extremamente forte do argumento pode ser avançada com base no início do universo. Este argumento, conhecido como Argumento Cosmológico de Kalam, recentemente tem recebido muita atenção. As três premissas simples são:
1.) Tudo o que começa a existir tem uma causa. 
 2.) O universo começou a existir. 
 3.) Portanto, o universo tem uma causa.

Enquanto o primeiro princípio tem forte apoio intuitivo, o segundo princípio goza de um apoio extraordinário da ciência. O início do universo é fortemente confirmado pela evidência de um universo em expansão. Na verdade, a teoria do Big Bang, que implica um começo do universo, é agora a explicação mais aceita sobre a origem do universo, devido à esmagadora evidência para a expansão do universo. Além disso, segundo o que a Lei da Termodinâmica demonstra um universo eterno já estaria em estado de morte térmica, implicando assim um começo.3 Finalmente, Borde, Guth, e Vilenkin publicaram um teorema que demonstra que qualquer universo fisicamente plausível tem um começo.4

Em resumo, as descobertas científicas apóiam a intuição de longa data que a existência de um universo contingente é evidência de um agente eterno pessoal.

2.) A vida existe.
"Uma interpretação de senso comum dos fatos sugere que um super intelecto brincou com a física, assim como química e biologia, e que não existem forças cegas que valham a pena relacionar na natureza. Os números que se calculam a partir dos fatos parecem-me tão avassaladores a ponto de colocar esta conclusão quase fora de questão."5 - Fred Hoyle, astrônomo

A vida é um fenômeno extremamente complexo, e ao longo da história a maioria dos pensadores têm considerado como evidência prima facie de um criador. A teoria da evolução de Darwin é comumente referida por ter destruído esse argumento. Mas mesmo a ambiciosa teoria de Darwin não tenta explicar a adequação da vida ao universo, em primeiro lugar. As descobertas científicas continuam a revelar que o universo é incrivelmente afinado para a vida. Sem a intenção de um designer incrivelmente poderoso, é fantasticamente improvável que o universo seria capaz de suportar a vida como um tudo.

Tome gravidade, por exemplo – talvez a mais familiar e ainda assim mistificadora força no universo. A força da gravidade é extremamente fraca em comparação com outras forças fundamentais. A intensidade desta força é muito importante para manter unidos corpos como o nosso Sol e os planetas. Se a gravidade fosse muito forte, as estrelas teriam vida útil menores do que um bilhão de anos, e se fosse muito fraca (ou negativa), nenhum corpo sólido poderia existir no universo. Dado o leque de forças, a gravidade deve ser afinada para uma parte em 10^36 para que a vida complexa no universo exista.6

A ciência continua a revelar essas improbabilidades notáveis, dando forte apoio à suspeita de Hoyle do trabalho de um super intelecto.

3.) Eu existo.
"Cogito ergo sum" - penso, logo existo. - René Descartes, filósofo

A consciência é a faceta mais inegável da realidade. Mesmo se quiséssemos negar a existência do universo físico, não podemos negar a nossa própria vida consciente.

O pensamento consciente é inerentemente difícil para caber em um quadro materialista. É por isso que tantos filósofos, em uma tentativa de defender o naturalismo, tentaram explicar a mente consciente. Behaviorismo, funcionalismo, e um monte de outras explicações materialista da mente tem tido influência na comunidade científica.

No entanto, todas estas teorias materialistas não conseguem verdadeiramente explicar a experiência consciente. A consciência envolve estados de ser que são fundamentalmente diferentes dos objetos materiais que podem ser descritos pela química e física. Por exemplo, experiências conscientes têm qualia - "o que ela gostaria de ser" uma sensação que falta a propriedades materiais.7

A prevalência das explicações materialista da mente se baseiam na falsa crença de que os avanços da neurociência têm demonstrado a redutibilidade da mente para os processos físicos. Os cientistas estão cada vez mais hábeis em desvendar as ligações entre certos estados físicos do cérebro e os seus homólogos consciente. No entanto, isso só demonstra o seu relacionamento - não prova que eles são idênticos. Na verdade, mesmo os antigos sabiam que algo tão simples como beber algumas bebidas podem levar a drásticas mudanças na experiência consciente e no comportamento. A ciência tem-nos dado apenas uma compreensão maior de como esses estados físicos e mentais interagem.

A experiência consciente é totalmente misteriosa num quadro materialista. Mas no âmbito teísta, uma consciência de Deus é o componente mais fundamental da realidade, por isso a existência da mente é compreensível, e até mesmo de se esperar. A própria existência de nossa própria mente consciente, portanto, fornece uma forte razão para acreditar em um Deus pessoal.

Se estas três evidências provam a existência de Deus, então o caso pelo cristianismo foi reforçado significativamente. No entanto, o verdadeiro coração da fé cristã encontra-se na pessoa e na obra de Jesus Cristo, a quem nos voltamos a seguir.

ii). Jesus Cristo ressuscitou dos mortos

"E, se Cristo não ressuscitou, logo é vã a nossa pregação, e também é vã a vossa fé." - Paulo
(1 Cor.15: 14)

O cristianismo é uma religião verdadeiramente notável, apostando a sua credibilidade inteiramente em um evento histórico singular que parece, à primeira vista, risível. Na verdade, o próprio fato de que a mensagem cristã sobreviveu e prosperou, apesar de muitas desvantagens, é um forte testemunho da sua verdade. Se Cristo não ressuscitou e não providenciou um forte testemunho desse fato, ele teria morrido como uma nota de rodapé da história. Eu gostaria de considerar três fortes desvantagens que a mensagem cristã teve de superar para sobreviver no mundo antigo:

1.) Jesus foi um homem de pouca reputação.

Como um carpinteiro judeu da pequena cidade de Nazaré, Jesus tinha desvantagens na etnia, na ocupação e na localização que danificariam seriamente sua credibilidade.

2.) Jesus teve uma morte vergonhosa.

Crucificação, "a mais miserável das mortes",8 foi um método de execução elaborada pelos romanos intencionalmente para envergonhar a vítima. A encenação da flagelação, carregando a cruz, e pregado nu na cruz não eram simplesmente métodos para maximizar a dor, eles tinham a intenção de destruir a credibilidade da vítima. Críticos do cristianismo se aproveitaram deste fato, insultando os cristãos como adoradores do "deus que morreu em desilusões ... executado no verdor dos anos pela pior das mortes."9

3.) Jesus pregou uma mensagem impopular.

O conceito de uma ressurreição física era implausível para os judeus e repugnante para os romanos. Os judeus esperavam que a ressurreição ocorresse no fim do mundo para todas as pessoas.10 Os romanos, que tinham pouco respeito pelo corpo físico e prefeririam a alma etérea, acreditavam que a ressurreição física era uma vergonha - de acordo com Celso os corpos "deveriam ser jogados fora como pior do que esterco."11

Apesar das dificuldades, o centro da mensagem cristã abraçou desde o início este obscura Jesus de Nazaré, pregando a sua morte na cruz e sua ressurreição milagrosa. Como é que a mensagem cristã superou todos esses obstáculos e surgiu como a religião do mundo de maior sucesso de todos os tempos? Como o historiador de Cambridge C.F.D. Moule observou:

Se a vinda à existência dos nazarenos, um fenômeno inegavelmente atestado pelo Novo Testamento, rasga um grande buraco na história, um buraco do tamanho e da forma da ressurreição, com o que o historiador secular propõe para pará-lo? ... O nascimento e rápido crescimento da igreja cristã ... permanecem um enigma insolúvel para qualquer historiador que se recusa a levar a sério a única explicação oferecida pela própria Igreja.12

Conclusão
Vimos que as reivindicações centrais da fé cristã - a existência de Deus e a ressurreição de Cristo - gozam de apoio científico e histórico considerável. Embora essas evidências não entreguem 100% de certeza, elas fornecem uma força extra para a mais importante das questões, apresentadas por Jesus de Nazaré há 2.000 anos atrás: "Quem vocês dizem que eu sou"?


NOTAS:
1.) G.W. Leibniz, "The Principles of Nature and of Grace, Based on Reason," in Leibniz Selections, ed. Philip P. Wiener, The Modern Student's Library (New York: Charles Scribner's Sons, 1951), p. 527.

2.) This is based on Leibniz's Principle of Sufficient Reason (PSR), which basically states "for every entity x, if x exists, there is a sufficient explanation why x exists."

3.) See Craig, William Lane. The Kalam Cosmological Argument. Eugene: Wipf & Stock Publishers, 2000. Print. pp 130-140

4.) Vilenkin, A. (2007). Many Worlds in One: The Search for Other Universes. New York: Hill And Wang.

5.) Fred Hoyle, "The Universe: Past and Present Reflections." Engineering and Science, November, 1981. pp. 8–12
6.) Manson, N. (2007). God And Design: The Teleological Argument and Modern Science. Washington, DC: Taylor & Francis.

7.) For a great exposition of this concept, see Nagel, T. (1974). What Is It Like to Be a Bat? 'The Philosophical Review', Vol. 83, No. 4, pp. 435-450

8.) From Jewish historian Josephus, Jewish War 7. 203

9.) Oracle of Apollo preserved by St. Augustine; Civitas Dei 19.23; p. 690 CC

10.) Craig, William Lane, Contemporary Scholarship and the Historical Evidence for the Resurrection of Jesus Christ," Truth 1 (1985): 89-95

11.) Origen, Contra Celsus 5.14

12.) C.F.D. Moule, Phenomenon of the N.T. (1967) p. 3

sábado, outubro 30, 2010

O Cristianismo é Verdadeiro? - Ateísmo: uma hipótese falsificada


Ateísmo: Uma Hipótese falsificada por Brian Colón

(Áudio em MP3 aqui em breve)

Vários ateus gostam de reclamar que o teísmo, ao contrário do ateísmo não é falsificável. Se isso for verdade, então isso significa que o ateísmo pode ser provado falso. Teísmo não pode. Muitos ateus consideram que este é um ponto forte para o ateísmo e um ponto fraco para o teísmo. O problema é que, uma vez que o ateísmo PODE ser provado falso, SE FOR provado falso, então Teísmo (sua negação) seria, necessariamente, provado verdadeiro. Quando existem apenas duas respostas possíveis para uma proposição, e uma deles for provada falsa, então a outra é necessariamente verdadeira. Considere a pergunta "Deus existe?" Há apenas duas respostas possíveis: "sim" e "não". Se a resposta "não" foi provada falsa, então a única resposta alternativa restante é "sim".

O caminho que eu escolhi para mostrar que o ateísmo é falso é mostrando as próprias contradições dentro da cosmovisão ateísta. Logicamente falando, se uma proposição contém conseqüências necessárias que são elas próprias auto-contraditórias, então a proposição não pode ser verdade. Por exemplo, não existem cadáveres vivos, não há trabalhadores desempregados, e não há água desidratada.

De acordo com alguns ateus famosos, aqui estão algumas conseqüências necessárias do ateísmo: “Deus não existe, não existe nada além do mundo físico” (Dan Barker - Protest sign at the Washington State Capital / Sinal de protesto na capital do Estado de Washington). “Os seres humanos não são nada, mas máquinas que geram DNA” (Richard Dawkins – Deus, uma ilusão). “A moralidade está baseada no consenso entre seres humanos” (Gordon Stein - “The Great Debate: Does God Exist?” / "O grande debate: Será que Deus existe?"). Se isso for verdade, seria impossível explicar coisas como absolutos morais, as leis da lógica, ou a dignidade humana; três coisas que todos nós entendemos que são indiscutíveis.

Absolutos Morais
Todo ateu que eu já conheci acredita que assassinato e estupro é mau. Mas qual é o mau? Eu pensei que tudo o que existe é a matéria. Existe alguma coisa má sobre a matéria? Por acaso a faca se importa que alguém a use para matar alguém? Claro que não. Talvez o mal seja apenas algo que nós experimentamos que diminuí a nossa felicidade. Isso não quer dizer que, já que o estuprador aumenta a sua felicidade por estuprar pessoas, então estuprar pessoas seria considerado bom para ele? Quem vai dizer que os juízos morais do estuprador são falhos e os nossos não são?

Uma vez uma mulher atéia me disse que ela soube que seu colega estava traindo sua esposa com outra mulher do escritório. Ela me disse que estava indignada com quão imoral ele era e como ela perdeu todo o respeito por ele. Eu perguntei "O que estava tão errado com o que ele fez?" Por que o fato de que ele era casado torna o ato de sexo com outra mulher imoral? Ela simplesmente disse: "É simplesmente errado!" Eu concordo, mas eu gostaria de saber por que ele no final das contas está errado dado a cosmovisão do ateísmo.

Leis da Lógica
Considere a lei de "meio excluído" que diz que uma proposição é verdadeira ou falsa, não existe uma terceira opção. Qual é o fundamento ontológico dessa lei? Essa lei é apenas resultado das funções químicas no nosso cérebro? Se sim, então como é que é universal? A lei é material? Claro que não! As leis da lógica são entidades imateriais abstratas, coisa que não pode existir se a única coisa que existe é a matéria.

Dan Barker, em um debate com o Dr. James White, tentou refutar esse argumento, dizendo que "a lógica não é uma coisa." Bem, se por coisa ele quer dizer um objeto físico, então eu concordo com ele. O problema é que ele já disse que o físico é tudo o que existe. Assim, de acordo com Dan Barker, não há lógica.

Dignidade Humana
Por que as pessoas vestem um jaleco e argumentam que as pessoas são simplesmente animais evoluídos, e depois dizem que não devemos tratar as pessoas como animais? Se tudo o que existe é a matéria, então isso significaria que nós não somos nada a não ser matéria também. Se isso for verdade, então porque acreditamos que os seres humanos são dignos de respeito? Em um debate com Paul Manata, Dan Barker afirma que os seres humanos não são mais importantes do que de brócolis. Acho muito interessante que o pedaço de brócolis conhecido como Dan Barker acha que outros pedaços de brócolis são dignos de amor e respeito, como se fossem algo mais do que de brócolis. Cada dia todos nós tratamos uns aos outros com respeito e dignidade, e todos nós sabemos que aqueles que desrespeitam as pessoas não deveriam fazer isso. Isso é verdadeiro para teísta e para o ateu. Os seres humanos são realmente dignos de respeito. Isso é inexplicável na cosmovisão ateísta.

Conclusão
O ateu é capaz de reconhecer os absolutos morais, leis da lógica e da dignidade dos seres humanos, três coisas que não podem existir, dada a visão de mundo do ateu. Então a pergunta é, porque o ateu está contradizendo sua cosmovisão? A resposta é óbvia, porque, como vimos, a proposição "Deus não existe" acarreta conseqüências impossíveis.

Há, no entanto, uma outra visão de mundo que é capaz de explicar as coisas que o ateu não pode explicar, ou seja, o teísmo cristão. No teísmo cristão, absolutos morais fazem sentido porque Deus é apresentado como o padrão moral absoluto. Entidades imateriais, atemporais, transcendentes, tais como as leis da lógica fazem sentido porque elas podem ser fundamentadas em um Deus imaterial, atemporal, transcendente. A dignidade humana faz sentido, porque os seres humanos são criados à imagem do único ser digno de honra e louvor: Deus.

O ateísmo é insuficiente e incapaz de explicar a nossa experiência do mundo que nos rodeia. O ateísmo, portanto, não pode ser verdade. É por isso que eu concluo que a melhor prova da existência de Deus é a impossibilidade do contrário.

sexta-feira, outubro 22, 2010

O Cristianismo é Verdadeiro? - O Cristianismo explica Lógica


O cristianismo explica Lógica por Glenn Hendrickson

(Áudio em MP3 aqui em breve)

Tem havido muitas tentativas para provar a existência de Deus, a validade do Cristianismo, a ressurreição ou a divindade de Cristo, etc. Todos estes recaem sob a denominação geral de Apologética Cristã. Vários métodos e os dados foram empregados neste empreendimento, todos com o objetivo de justificar em parte, ou o toda da visão de mundo cristã. Espero demonstrar em meu breve ensaio que a cosmovisão cristã é justificado sobre e contra uma cosmovisão ateísta com base no uso cotidiano da lógica pela humanidade.

O argumento pode ser apresentado da seguinte forma:

1. O que todos nós experimentamos está baseado nas leis da lógica.
2. A cosmovisão cristã sozinha adequadamente explica e esclarece as leis da lógica.
3. Portanto, tudo o que experimentamos não pode ser explicado ou contabilizado fora da cosmovisão cristã.

Ponto 1 é pouco controverso. Consciente ou inconscientemente, todos os seres humanos usam a lógica. Nós evitamos contradições, mentiras, fazer escolhas mal informadas, etc, porque (entre outras coisas), essas coisas não são lógicas. As pessoas lutam por coerência de pensamento e de vida, procurando por padrões, tomada de decisões com base no passado, mudando comportamentos que renderam resultados indesejáveis. Quando as pessoas fazem um orçamento com dinheiro para evitar gastos excessivos elas usam lógica. Quando planejam aulas, reuniões, festas, etc. elas usam lógica. Embora grande parte da lógica que estou descrevendo não é imediatamente reconhecida como lógica, é uma experiência inegável compartilhada por todos.

O ponto 2 é uma afirmação ousada que talvez necessite de mais justificação. Claro, seres humanos de todos os tipos usam a lógica de algum tipo para seguir pelo dia. Mas como isso é possível? Se os seres humanos em todos os lugares podem reconhecer padrões, contagem, comunicação (mesmo em níveis de base), adquirir conhecimentos, e assim por diante, então como se explica isso? Talvez se a lógica só fosse perceptível nas sociedades com as melhores escolas e sistemas de educação, poderíamos dizer que é aprendida. Mas esse claramente não é o caso. Grupos primitivos povos têm sido observados contando e recontando histórias, realizando cerimônias religiosas, crenças e conhecimentos que passam de geração em geração. Seu modo de vida é notavelmente diferente do que muitas das pessoas que acessam este artigo online, mas, no entanto, eles apresentam a lógica em seu cotidiano.

A alegação de que a cosmovisão cristã sozinha adequadamente explica e esclarece as leis da lógica é uma declaração que deve ser descompactada. A cosmovisão cristã é a perspectiva e interpretação da vida, de Deus, do homem, do mundo, etc, que é apresentada nas Escrituras do Antigo e do Novo Testamento, a Bíblia. Esta visão está em oposição a todas as outras cosmovisões concorrentes, sejam eles religiosas ou seculares em sua na natureza. A Bíblia pinta um retrato do homem sendo criado à imagem (ou semelhança) de Deus (Gênesis 1:26-27; Tiago 3:9). O Deus trino, assim, nos criou com a capacidade de raciocinar logicamente, refletindo a forma como Ele pensa e raciocina. O comportamento lógico da humanidade é reflexo da lógica inerente à pessoa de Deus.

Uma visão evolutiva, por exemplo, pode apresentar a idéia de que a humanidade tem evoluído de formas de vida inferiores em um processo puramente naturalista. Se supusermos, pelo bem do argumento, de que este é o caso, eu apresentaria a questão de como a lógica pode ser encontrada em todas as pessoas? Nós vemos o mesmo processo básico em ação em civilizações e culturas completamente diferentes e separadas uma das outras que é difícil aceitar a afirmação de que o processo da evolução poderia gerar a lógica, o raciocínio das pessoas em todos os sentidos.

Ao contrário do ponto de vista ateu, que é forçado a assumir algum tipo de processo evolutivo para explicar a existência de seres inteligentes e racionais, a cosmovisão cristã explica convincentemente que toda a humanidade faz uso da lógica, pois Deus nos criou para isso. A presença da lógica cotidiana é facilmente explicada pela cosmovisão cristã, se encaixa perfeitamente com a explicação da natureza de Deus (como um ser lógico) e do homem (isto é, de todos os homens e mulheres como criaturas feitas à imagem de Deus).

Dos pontos 1 e 2 segue no ponto 3 que o que todos nós experimentamos não pode ser explicado ou respondido para além da cosmovisão cristã, como só ela pode explicar adequadamente a universalidade das leis da lógica. O ateu está em desvantagem, sem uma explicação satisfatória para a existência da lógica no homem. A visão bíblica faz todo o sentido para o raciocínio lógico, e assim por diante - mas o ateu não tem nenhuma boa explicação para o fenômeno da lógica ou para seu uso da lógica (se admitirmos pressupostos ateus). É quase cômico que, para que um ateu apresente um argumento contra a existência de Deus, eles devem primeiro chegar à visão cristã do mundo para emprestar suas ferramentas - lógica, raciocínio, ética, moralidade, etc

Este argumento para o Cristianismo é melhor entendido, não como um raciocínio partindo de baixo para cima (ou seja, movendo-se autonomamente a partir de premissas neutras para uma conclusão definitiva ou provável), mas como um reconhecimento de que o cristianismo deve ser assumido como verdadeiro no nível de pressuposto para se usar a lógica como um tudo. O mesmo poderia ser dito para a ética, beleza, conhecimento, raciocínio, o conceito de verdade absoluta, juízo de valores, a indignação moral na presença do mal, reconhecimento do mal, do amor, honra, etc. Nas premissas ateístas, o homem é o mais alto tribunal de apelo. Isso e muitas outras coisas se tornam relativas e sem sentido, sem o Deus da Bíblia no quadro. Em suma, o fato de que existe um quadro para começar prova a cosmovisão bíblica.

terça-feira, outubro 19, 2010

O Cristianismo é Verdadeiro? - Os Evangelhos Assim me Dizem


Os Evangelhos Assim me Dizem por Vocab Malone & Paul D. Adams

(Áudio em MP3 aqui em breve)

Porque acreditar que o Cristianismo é verdadeiro? Porque os Evangelhos assim me dizem. Embora isso possa parecer banal ou disperso, é uma resposta razoável, se o conteúdo bíblico preserva os eventos como eles realmente aconteceram. E se o cristianismo é baseado em determinados fatos empiricamente verificáveis, então o cristianismo é verdade. Este ensaio vai falar sobre a confiabilidade geral dos Evangelhos do Novo Testamento.

Questões preliminares sobre literatura antiga que se proponham a ser um registro preciso de eventos históricos incluem: "Qual é a intenção dos autores?" "Será que os autores dos Evangelhos pretendiam capturar um retrato verdadeiro da vida e da obra de Jesus de Nazaré?" Se não, então isso é, no mínimo, psicologicamente ingênuo e, no máximo, historicamente irresponsável confiar nos relatos dos Evangelhos como fontes precisas. Se pode ser demonstrado que os autores dos Evangelhos pretendia escrever biografias e registrar com precisão as palavras e obras de Jesus, então tem-se uma pequena distância para se chegar a acreditar que Cristianismo é verdadeiro.

Devemos dar o benefício da dúvida aos Evangelhos ou devemos assumir que eles são imprecisos? Dr. Greg Boyd adverte contra tomar esta última postura:
Os historiadores geralmente assumem que a intenção do autor é escrever história se ele ou ela parece que está tentando escrever história... Nós em geral confiamos no relato a não ser que tenhamos razões para não fazê-lo. O ônus da prova, em resumo, é sempre assumida por estar sobre os historiadores para demonstrar que a obra não é confiável, pois não recai sobre os documentos em cada caso para demonstrar o contrário... A menos que este pressuposto de senso comum seja assumido, é difícil ver como a disciplina da escrita antiga da história poderia decolar.1

Professor Luke Timothy Johnson destaca o resultado desesperado da aplicação da metodologia cética a documentação histórica:
Cada escritor segue o caminho previsível de redução racionalista. Dificuldades históricas nos textos que temos são entendidos como obstáculos sem esperança, que deve conduzir inevitavelmente ao ceticismo. O vazio de ceticismo é, então, preenchido com a especulação inventiva. A especulação não é uma leitura alternativa razoável com base na evidência disponível, mas uma remodelação completa das peças, gerando um quadro mais satisfatório para a sensibilidade estética ou religiosa dos autores.2

Se quisermos evitar as armadilhas agnósticas do ceticismo, deveríamos conceder a cortesia que Boyd registra acima e aplicá-la aos evangelhos do Novo Testamento.

Embora as biografias modernas geralmente cobrem a vida inteira de seus biografados, os biógrafos antigos eram mais seletivos e focavam na final da vida da pessoa. O Julgamento de Sócrates de Platão é um bom exemplo. Essa seletividade pode explicar porque é que existe pouco sobre a vida de Jesus antes de começar seu ministério público.

A testemunha ocular era considerada essencial para uma biografia greco-romana de confiança. No prólogo de Lucas está claro que ele entrevistou testemunhas antes de montar um relato preciso da vida de Jesus (Lc 1:1-4). Além disso, é possível que o Evangelho de Marcos tenha um inclusio* que começa e termina com Pedro, tradicionalmente entendido como fonte principal de Marcos. Martin Hengel observa que Marcos 1:17 e 16:07 busca mostrar que Pedro foi a testemunha ocular legítima pela qualificação em Lucas 1:2, João 15:27 e Atos 1:22.3

Paul D. Adams (o co-autor deste trabalho), faz alguns pontos importantes sobre a cultura oral do primeiro século. Ele escreve:
Embora o direito do autor para resumir, em vez de citar cada palavra, era reconhecido, existia uma intensa preocupação com o rigor no que constava como história, tanto na tradição greco-romano quanto na tradição judaica... A questão principal é entre resumo versus citação. Mas, como [Darrell] Bock lembra, "é possível ter verdade histórica sem recorrer sempre a citações explícitas.4

Se os Evangelhos são historicamente exatos, então os eventos neles descritos devem estar alinhados com pessoas e lugares reais. A arqueologia pode ser extremamente útil para confirmar o registro histórico. Considere a descoberta do ossuário (caixa de ossos) de Caifás, fora de Jerusalém em 1990. Este artefato tem os ossos do “Yehosef bar Kayafa", traduzido como "José, filho de Caifás".5

Escavações verificaram as piscinas de Betesda (João 5:1-15) e Siloé (João 9:1-11).6 Betesda é especialmente relevante já que muitos críticos duvidavam da precisão de João, só para mais tarde descobrirem que sua descrição corresponde até ao mais pequeno detalhe. Da mesma forma, em 1961, uma equipe de arqueólogos italianos trabalhando em um teatro em Cesaréia Marítima encontrou o que agora é conhecido como a "Pedra de Pilatos". Ela menciona Tibério e inclui uma inscrição descrevendo Pilatos como o prefeito da Judeia.7 No mínimo, existe cerca de vinte pessoas diferentes mencionadas nos Evangelhos, sejam confirmadas pela arqueologia ou citadas pelos escritores não-cristãos.8 Pela estimativa de Craig Blomberg quase sessenta detalhes históricos do evangelho de João foram confirmados.9 Obviamente, esses resultados afirmam a veracidade dos Evangelhos.

Em resumo, os autores dos Evangelhos tiveram como intenção fazer um registro preciso do ministério terreno de Jesus e podemos verificar que eles foram precisos. A arqueologia e historiadores não-cristãos dão confirmação aos Evangelhos, oferecendo evidências de que quando lemos sobre as ações e a mensagem de Jesus nos Evangelhos, nós estamos lendo o que realmente aconteceu. Em suma, o Cristianismo é verdadeiro, porque "a Bíblia assim me diz."

*Um inclusio é um artifício literário que suporta ou moldura uma seção repetindo propositalmente a mesma palavra ou frase no início e no final da seção. Também chamado de um "envelope".

NOTAS
1 Gregory A. Boyd, Cynic Sage or Son of God? Recovering the Real Jesus in an Age of Revisionist Replies (Wheaton, Ill: BridgePoint, 1995), 220-221.
2 Luke Timothy Johnson, The Real Jesus: The Misguided Quest for the Historical Jesus and the Truth of the Traditional Gospels (New York: HarperCollins, 1997), 32.
3 Richard Bauckham, Jesus and the Eyewitnesses: The Gospels as Eyewitness Testimony (Grand Rapids, Mich.: Eerdman’s ), 124-126.
4 See http://tmch.net/mystery.htm and references there.
5 see http://www.formerthings.com/caiaphas.htm, cf. Matthew 26:3; 57; Luke 3:2.
6 Hershel Shanks “Where Jesus Cured the Blind Man” Biblical Archaeology Review vol 31 no 5 Sep/Oct 2005, 16-23
7 see http://www.formerthings.com/pontius.htm
8 See Table 10.1 in Norman L. Geisler and Frank Turek, I Don’t Have Enough Faith to Be an Atheist, (Wheaton, Ill.: Crossway Books, 2004), 270.
9 Craig Blomberg, The Historical Reliability of John’s Gospel (Downers Grove, Ill: IVP, 2001), 70-280.

domingo, outubro 17, 2010

O Cristianismo é Verdadeiro? - O Cristianismo é Objetivamente Verdadeiro


O cristianismo é objetivamente verdadeiro por Marcus McElhaney

(Áudio em MP3 aqui em breve)

Creio que o cristianismo é objetivamente verdadeiro. O que quero dizer é que o cristianismo bíblico é verdade não importa se você ou eu acreditemos ou não. Três motivos principais levaram-me a esta conclusão:

1. O argumento teleológico diz que o design observável no mundo sugere que deve haver um projetista inteligente – Deus.
2. A Bíblia tem resistido ao teste do tempo - histórico, científico e arqueológico.
3. Jesus realmente viveu, foi verdadeiramente crucificado, e só a sua ressurreição corporal é a melhor explicação para os dados históricos.

Esses argumentos não são novos - nem são os únicos argumentos que confirmam a minha tese – mas eu os acho atraentes. Começando com o argumento teleológico: ele vai muito além do aparente design observado em todos os seres vivos no ambiente em que vivemos. Ele vai além do puro espanto de como funciona o mundo físico. Não é apenas o argumento da complexidade irredutível. O ponto que eu quero fazer é que vivemos em um planeta que está perfeitamente situado na nossa galáxia, então podemos ver, medir e estudar o universo. Nós desenvolvemos tecnologia para que pudéssemos aprender muito, e nós descobrimos que vivemos em um momento único na história do universo. Se tivéssemos chegado aqui alguns milhões de anos no futuro, grande parte das evidências para a estrutura do universo teria ido embora, assim como as evidências para o Big Bang.

Mas o mais atraente para mim é que as constantes físicas foram ajustadas precisamente para que existíssemos – e que estamos na melhor localização possível para observá-las! É como um artista / músico nos tivesse colocado nas cadeiras com a melhor acústica e visão do palco. Isso se encaixa com o Deus descrito na Bíblia, colocando-nos a todos no melhor lugar possível para ter um relacionamento com Ele (Atos 17). (Lawrence Krauss não concorda com a conclusão de que Deus estabeleceu um universo, mas ele admite /em inglês/ que estas são as condições em que vivemos.)

Quanto à Bíblia, muitas pessoas tentaram provar que estava errada através da ciência, história e arqueologia. Mas acho que tem resistido ao teste do tempo. Em vez de ser provada como errada, tenho visto que foi confirmada através das descobertas na história, ciência e arqueologia. Por exemplo, a Bíblia descreve uma nação chamada de filisteus. Se os filisteus nunca existissem e nenhuma evidência jamais fosse encontrada então isso colocaria as escrituras em questão. Entretanto, a evidência arqueológica confirma isso e inúmeros outros fatos históricos. A Bíblia passa o teste do tempo uma e outra vez. Você pode encontrar mais evidências em muitos lugares, mas você pode começar com este link (em inglês).

Temos mais de 200 citações extra-bíblicas de Jesus Cristo – sabemos que havia um homem chamado Jesus de Nazaré, que pregou em toda a Palestina durante o início do primeiro século d.C. Ele foi crucificado sob Pôncio Pilatos, e três dias depois de sua morte seu túmulo estava vazio. Seus seguidores proclamaram que Jesus estava vivo e ressuscitado dentre os mortos. Isso mudou todo o mundo para sempre. Mesmo os estudiosos mais liberais concordarão com estas verdades fundamentais. As reais objeções de estudiosos para a ressurreição nunca se centraram sobre a existência de Jesus, mas se ele realizou ou não milagres e se ele realmente ressuscitou dos mortos.

Ao estudar as teorias alternativas para a ressurreição, nenhuma delas parece se encaixar ou responder a todos as informações. Os discípulos estavam dispostos a ir para a morte ao invés de negar que viram e interagiram com o Cristo ressuscitado – um fato que eles estavam em posição de saber em primeira mão. Alguns eruditos como Bart Ehrman favorecem a idéia de que Pedro e os outros 10 discípulos que estavam com Jesus por todo o seu ministério tiveram uma alucinação coletiva ou realmente acreditavam que viram Jesus, porque queriam vê-lo e não queriam deixar morrer o movimento que Jesus que havia começado. O problema é que duas ou mais pessoas não podem compartilhar a mesma alucinação! Elas podem ter alucinações simultaneamente, mas elas não podem experimentar a mesma alucinação. Também isso não explica o irmão de Jesus, Tiago, nem Saulo – que se tornou o apóstolo Paulo. Nenhum deles acreditava em Jesus ou tinham um motivo para se tornar seu seguidores. Eles foram hostis até que algo aconteceu com eles.

Além disso, se o túmulo de Jesus não estava vazio, porque os líderes judeus não calaram Pedro e os demais, apresentando o corpo? Se os apóstolos tinham roubado o corpo, como conseguiram passar pelo túmulo selado e pelo guardas? Acho que a resposta é simples. Deus ressuscitou Jesus exatamente como Ele disse. Por que isso é o argumento mais decisivo para mim? Os Apóstolos reconheceram isso dois mil anos atrás. Cristianismo se levanta ou cai por uma coisa – A Ressurreição de Cristo. É o pivô. Sem ele, o cristianismo é inútil. Essa era a sua crença central e o centro do Evangelho. Olhe para 2 Pedro 1: 3-11 e 1 Coríntios 15: 1-11. Use este link (em inglês) para conhecer mais sobre a ressurreição de Jesus.

sábado, outubro 16, 2010

O Cristianismo é Verdadeiro? A Dicotomia Eutífron


A Dicotomia Eutífron por Mariano Grinbank

(Áudio em MP3 aqui em breve)

Cristianismo é verdadeiro, porque separa os chifres do dilema Eutífron.

No Eutífron de Platão, Sócrates propõe um dilema que põe em causa a premissa da ética teísta:
1. É algo bom porque Deus assim o proclama?
2. Ou será que Deus o proclama porque esse algo é bom?

Os pontos do dilema são:
1. É algo bom apenas porque Deus assim o proclama? Nesse caso, a bondade de Deus é arbitrária e poderia trocar bem e mal caprichosamente.
2. Existe algo separado de Deus ao qual Deus adere; Deus tem que agir de acordo com um padrão ético que está fora de si mesmo? Nesse caso, Deus não é todo-suficiente e obedece a um padrão mais elevado.

Vamos avaliar as nossas opções e ver qual conceito melhor fornece uma premissa moral absoluta e imperativa: um ethos.

Natureza:
Todas as afirmações que a ética evolui naturalmente podem ser logicamente desconsideradas – mesmo parecendo como senso comum ou verdadeiro – enquanto podem haver ações que contribuam para assegurar a sobrevivência, já que a natureza não é um agente ético não há imperativo ético natural. Poderíamos alimentar os pobres ou comê-los.

Moralidade Semântica:
A ética pode ser fundamentada imediatamente em ditos humanos, mas não em última análise. Os seres humanos podem fazer afirmações epistêmicas sobre moralidade, mas não fornecem uma premissa ontológica, uma vez que , enquanto esta visão pressupõe algo acima da "Natureza", não existe um imperativo ético objetivo, extrínseco. Assim, os seres humanos podem, sem recorrer a Deus, declarar certas ações como ética ou antiética e mesmo afirmar que são absolutas, mas estas são, em última análise, afirmações infundadas, são semânticas, sem tonalidade moral.
Nós inventamos conceitos auxiliares e úteis para nossa sobrevivência, mas estes não chegam a ser imperativos éticos. Além disso, essa ética é impotente, sendo criada por homens que só podem aplicar justiça se o malfeitor for capturado, sendo justiça restrita. Nesta perspectiva, a ética é baseada na regra da maioria, o mais apto por assim dizer. A justiça na Alemanha nazista diferiu das Forças Aliadas.

Uma nota: vamos admitir que o que esta acima ("Natureza" e "Moralidade Semântica") são válidos e vamos chama-lo de, por razões de economia de palavras, "visão naturalista". Vamos agora colocar o Dilema Eutífron:
1. É algo bom porque um naturalista o proclama sendo bom?
2. Ou será que um naturalista proclama algo como bom porque é bom?

Será que um naturalista determina o que é bom? Nesse caso, o que era antiético ontem, é ético hoje e amanhã pode voltar a ser antiético e, portanto, esta é arbitrária e nos rouba a capacidade de condenar qualquer coisa já que no momento em que condenamos uma ação e declaramos outra virtuosa, elas podem estar mudando, assim como areia movediça.

Ou então os naturalistas estão aderindo a algo fora de si mesmo? Eles estão e isso implica um imperativo ético que implica um direito ético, o que implica uma legislador, administrador e adjudicador ético.

Agora, para as teologias:
Dualismo:
Geralmente, dois deuses coeternos (dois seres separados e distintos), constituído de um Deus "bom" e um "mau". Isso é é verdadeiramente arbitrário já que a bondade subjetiva de um é medida contra o mal subjetivo do outro e vice-versa.

Monoteísmo estrito:
Está em vista um único ser eterno, uma pessoa, perfeitamente unida, de forma alguma dividida. Talvez esse Deus sentisse falta de companheirismo/relacionamento e teve que criar alguém com quem desfrutar o que faltava.

Estando sozinho na eternidade, o relacionamento não é parte da sua natureza, caráter ou ser. Assim, quando este Deus cria seres ele não procura relações pessoais com eles e, portanto, cria arbitrariamente componentes éticos para eles. Esse Deus é caprichoso, pois não está vinculado pela relação ética e uma vez que não é intrínseco à sua natureza, as ações éticas por este Deus não são garantidas.

Panteões, politeísmo, e Henoteísmo:
Estes grupos de deuses são geralmente concebidos como tendo sido criados por um ou dois deuses já existentes. Se os muitos deuses são eternos ou criados por outras pessoas, eles apreciaram as relações uns com os outros. No entanto, sendo seres e pessoas distinta, eles não são famosos pela realização de relações éticas uns com os outros, mas são conhecidos por brigas.
Na visão que muitos deuses foram criados por outros deuses, os deuses antigos de alguma forma estabeleceram uma lei ética que é então externa para os deuses posteriores e é uma lei que esses deuses são subservientes.

Já que eles poderiam desfrutar de relacionamentos com outros seres sobrenaturais, não estavam em geral interessados nos relacionamentos com humanos. Eles consideravam os seres humanos como coisas para se brincar – eles manipulariam nossos destinos ou tomariam a forma humana para fornicar conosco, mas há pouco, ou nada, no caminho de relações éticas.

Panteísmo, panenteísmo:
Essencialmente, essa visão postula que Deus é o criador e a criação. Assim, nesta visão as criações de Deus são, na realidade, extensões de Deus. Portanto, no panteísmo ou panenteísmo ética serve para Deus ditar para Deus como Deus deve tratar Deus. Deus é o diretor, o ator e platéia.

Trinitarianismo:
Na Bíblia, estamos lidando com o monoteísmo trinitário, um ser trino: um Deus, um ser, e ainda, três "pessoas" (sendo que um apresenta características de personalidade) cada um é Deus, cada um é eterno, cada um é distinto e, ainda, cada um é o único Deus. Um ser coeternal, coexistente, coigual, constituído por três "pessoas".

Este Deus não está só na eternidade, não está se relacionando com seres eternos em separado e está em relacionamento com pessoas separadas. Uma vez que cada membro da Trindade é eterno, cada um tem desfrutado relacionamentos eternos. Este Deus não está em falta de relacionamento. Deus desfruta de um relacionamento que é unificado em propósito e diversificado entre as pessoas.

Resolvendo o dilema Eutífron:
Ética são baseadas na natureza do Deus Trino. A natureza de Deus é relacional e benevolente, eterna e livre de conflitos. Deus gosta de relacionamentos e incentiva a sua criação a desfrutar do mesmo tipo de relacionamento. A vida consiste de desfrutar de relações com os seres humanos alicerçado sobre o gozo de um relacionamento eterno com Deus.

Assim, o Deus Trino não adere ao exterior, nem a construções éticas arbitrárias, uma vez que estas são um aspecto de Sua natureza.
Nas escrituras, tirar os sapatos tem um significado muito especial. Quando Moisés teve seu primeiro confronto com Deus, Ele disse para que ele tirasse seus sapatos porque ele estava em terra santa. Jesus caminhou descalço para o Calvário. Na cultura daquele tempo, estar descalço era o sinal que você era um escravo. Um escravo não tinha direitos. Jesus nos deu o exemplo supremo de renunciar tudo por um grande objetivo.
Loren Cunningham Making Jesus Lord / Marc 8:34,35

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