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domingo, agosto 19, 2012

O que é apologética




A apologética é como um campo. No centro desse campo existe um jardim. O jardim possui uma porta e essa porta é Jesus. Existe um único caminho que leva até essa porta. Dentro do jardim existe vida eterna na presença de Deus. Fora do campo, no entanto, existem pedras, pedregulhos, espinhos, cardos, depressões, montes e vários falsos caminhos que não levam a lugar algum.
O apologista vive nesse campo e aponta as pessoas para o verdadeiro caminho para que eles possam achar o jardim. O apologista busca remover os espinhos intelectuais e as pedras emocionais que impedem as pessoas de encontrar o verdadeiro caminho para Deus. Também existem muitas pessoas que estão caminhando por falsos caminhos (cultos, filosofias, etc.) que nunca irão atingir o jardim. O apologista gentilmente guia essa pessoa, remove os obstáculos e aponta na direção do jardim. Quando a pessoa atinge o jardim, é entre ela e Deus se a pessoa vai entrar ou não.
Imagine-se como um trabalhador no campo. Não é o seu trabalho salvar ninguém. O seu trabalho é apontar para o caminho. Você não é único no campo. Não é seu trabalho levá-los até o jardim. Eles mesmos chegam lá. Você simplesmente deve ajudá-los.

segunda-feira, julho 25, 2011

Segundas terminológicas: apologética

segundas com termos da teologia hoje agostinho



Apologética:



Às vezes denominada erística, apologética é a defesa formal da fé cristã. Ao longo da história, os teólogos cristãos têm divergido quanto à adequação da apologética para a apresentação do evangelho, e, quando a consideram adequada, nutrem diferentes opiniões quanto ao modo de empregá-la. Dependendo da opinião adotada, os apologistas recorrem à argumentação racional, à evidência empírica, às profecias cumpridas, às autoridades da igreja ou à experiência mística para defender crenças como a existência de Deus, a autoridade das Escrituras, a divindade de Cristo e a veracidade histórica da sua ressurreição.

Fonte: Dicionário de Teologia, edição de bolso. Ed. Vida.

sábado, maio 07, 2011

Duvidar é bom?



Cristão de verdade não duvida. Ou pelo menos essa é a mensagem não falada que você vai encontrar na maioria das igrejas. Bem, se isso é verdade, então eu acho que eu não sou um cristão de verdade porque eu já tive (e ainda tenho) meu quinhão de dúvidas. A propósito, seus pais e seus pastores também tem! Como humanos, todos temos limitações. Todos experimentamos dúvidas simplesmente porque não podemos saber tudo sobre todas as coisas. Então, fique encorajado, você não está sozinho. Mas para poder viver com nossas dúvidas de uma forma espiritualmente saudável e que vai construindo a nossa fé, precisamos ser claros sobre o que é e o que não é dúvida.

Primeiro, como J. P. Moreland e Klaus Issler nos mostram, existe diferença entre descrença, dúvida e falta de crença.
  1. Descrença – alguém que voluntariamente se coloca contra um ensino bíblico(ex. Jesus não é o Filho de Deus).
  2. Dúvida – alguém tem uma barreira intelectual, emocional ou psicológica para uma confiança mais segura em algum ensino bíblico ou mesmo em Deus (ex. Eu acredito que Deus sempre está cuidando de mim, mas quando coisas ruins acontecem, eu tenho dificuldades em acreditar nisso).
  3. Falta de crença – alguém que não acredita em um ensino bíblico ou idéia, mas gostaria de acreditar (ex. eu preciso de ajuda para acreditar).


Além disso, nem todas as dúvidas são iguais: elas possuem sabores diferentes. As duas mais comuns são a intelectual e a emocional. Já que o entendimento cristão de fé é “confiança ou crença naquilo que temos razões para acreditar que é verdade” – diferentemente de “fé cega” ou pensamento positivo – a receita para superar as suas dúvidas não é de alguma forma se afundar e arrumar do nada mais fé prendendo a respiração e se concentrando com força.
O que você precisa fazer é ter coragem de “duvidar das duas dúvidas”. Busque a verdade. Aqui está um lugar para se começar: (1) seja específico sobre quais são as suas dúvidas – escreva-as e liste razões a favor e contra (2) comece sua investigação lendo os artigos nessa Bíblia de estudos* (3) lembre-se que você não é o único que já questionou sobre isso e que 99,9% do tempo uma resposta razoável existe.
Algumas vezes as dúvidas emocionais se parecem com as intelectuais. Mas a raiz do problema no final das contas não são as questões não respondidas. Algumas fontes de dúvidas emocionais: (1) experiência de desapontamento, falha, dor ou perda (2) ter conflitos não resolvidos ou feridas do nosso passado que precisam ser abordadas (3) deixar emoções descontroladas nos levar sem uma boa razão (4) ser espiritualmente seco (5) medo de realmente se cometer com alguém.
Emoções são boas e normais mas nem sempre elas estão certas. Precisam ser examinadas. Eu posso estar emocionalmente para baixo, mas isso pode não ter nada a ver com a minha confiança que o Novo Testamento é confiável ou que Deus existe.
Se você se encontrar com dúvidas, você está em boa companhia (Marcos 9:24). Mas ter a coragem de duvidar das suas dúvidas e investigar a raiz desses assuntos, com tempo, irá levá-lo a grande confiança como um seguidor de Jesus. Essa é a essência da jornada da fé.

*Esse artigo apareceu pela primeira vez na Apologetics Study Bible for Students (Bíblia de Estudos Apologéticos para Estudantes) publicado pela Holman Bible Publishers, Nashville, TN. Para mais informações, em inglês, clique aqui.

quarta-feira, janeiro 12, 2011

Fé cega? Isso não existe na Bíblia

fé cega não é bíblica
Um dos principais ataques dos céticos à fé cristã é pintá-la de “cega”. A fé é cega, dizem. Você pode argumentar a vontade, mas para eles, o simples fato de ser fé, é o bastante para ser cega.
Isso é incoerente já que todos temos fé. Fé é crença. Simples assim. Exercemos fé ao andar de avião, quando pagamos um conta. Toda vez que acreditamos em algo, estamos colocando nossa fé no objeto de nossa crença. Até a crença na ciência é baseada em fé, já que muitas coisas nós (e as vezes nem os cientistas) conseguem experimentar.
Uma das coisas que atrapalha muito a defesa da idéia de fé é que muitos cristãos agem em relação à fé como se ela tivesse mesmo que ser cega. Mas isso é resultado da má instrução bíblica por parte de muitos e não depõe contra a fé cristã. No máximo, depõe contra os mestres e pastores cristãos que não estão ensinando o povo direito.
O texto abaixo coloca o último prego no caixão de uma visão sobre fé distorcida. Ele analisa o que a Bíblia diz sobre fé e nos mostra que esse conceito de fé cega é totalmente estranho ao conceito bíblico de fé.
À luz do texto, qualquer um que continuar defendendo uma idéia de fé cega (seja cristão ou cético) estará simplesmente fazendo uma má representação da fé e portanto, precisa corrigir sua visão.
Leiam, releiam, divulguem e aproveitem. Vamos apresentar uma verdadeira fé bíblica para o mundo.

sábado, janeiro 01, 2011

Credo do Embaixador de Cristo


Um embaixador é…

ProntoUm embaixador está alerta para oportunidades de representar Cristo e não vai se retirar de uma desafio ou de uma oportunidade.
PacienteUm embaixador não irá contender, mas irá ouvir com o objetivo de entender, e então gentilmente buscará envolver aqueles com quem discorda.
RacionalUm embaixador tem convicções bem informadas (não somente sentimentos), dá razões, busca agressivamente por respostas e não tropeçara no mesmo desafio duas vezes.
TáticoUm embaixador se adapta para ensinar pessoas em situações únicas, manobrando com sabedoria e desafiando raciocínios ruins, apresentando a verdade de uma maneira entendível e convincente.
ClaroUm embaixador é cuidadoso com a linguagem e não irá se apoiar em jargões cristãos ou ganhará vantagem apelando para retórica vazia.
JustoUm embaixador é simpático e compreensível com os outros e reconhecerá os méritos de uma visão contrária.
HonestoUm embaixador é cuidadoso com os fatos e não irá representar de forma errada o ponto de vista de outros, não irá exagerar seu caso nem minimizar as exigências do Evangelho.
HumildeUm embaixador é provisional em suas afirmações, sabendo que seu entendimento sobre a verdade é falível. Ele não irá pressionar seu ponto de vista além do que permitido pelas evidências.
Atrativo Um embaixador irá agir com graça, gentileza e bons modos. Ele não irá desonrar Cristo em sua conduta.
DependenteUm embaixador sabe que a efetividade requer juntar seus melhores esforços com o poder de Deus.

terça-feira, novembro 02, 2010

O Cristianismo é Verdadeiro? - Testando as Afirmações sobre Verdade Centrais do Cristianismo


Testando as Afirmações sobre Verdade Centrais do Cristianismo por Kyle Deming

(Áudio MP3 aqui em breve)

Jesus de Nazaré uma vez perguntou a seus discípulos uma pergunta simples, mas profunda: "Quem vocês dizem que eu sou?" Essa questão é tão relevante para nós hoje como era para os antigos. Se Cristo fosse um simples professor, então o cristianismo equivale a pouco mais do que um movimento social curioso e fascinante – algo para os historiadores e estudiosos ponderarem. Mas e se, como ensina a fé cristã, Jesus Cristo é o Filho de Deus, que morreu e ressuscitou para a expiação dos nossos pecados? Então, nossa resposta à sua pergunta tem um significado importante, um significado com conseqüências tanto mundanas quanto eternas.

Mas como podemos saber quem é Jesus? Como podemos saber se a fé cristã é verdadeira? Com mais de 4.200 religiões no mundo de hoje, qualquer conclusão que chegamos pode parecer presunçosa, na melhor das hipóteses, e preconceituosa, na pior das hipóteses.

O cristianismo, no entanto, se destaca da maioria das religiões como uma visão de mundo eminentemente testável. A doutrina cristã faz várias alegações sobre a forma como o mundo realmente é – alegações que vão desde a metafísica à história. Se a razão e as evidências suportam essas distintas alegações sobre a verdade que estão no centro da fé cristã, então o cristianismo é uma cosmovisão racional.

O cristianismo abrange uma ampla faixa de doutrinas e práticas, e é muito fácil ser apanhado nas minúcias. Críticos e defensores do cristianismo, tanto podem ficar atolados nestas questões laterais, debatendo a inerrância da Bíblia, o nascimento virginal de Maria, bem como a natureza do inferno. Estas são certamente questões importantes, mas quando se trata de investigar a verdade da visão de mundo do cristianismo, devemos nos concentrar primeiro em questões fundamentais inegociáveis. Quais são, então, os essenciais do cristianismo? Eu defendo que duas proposições compõem o núcleo inerradicável:

1.) Deus existe.
2.) Jesus Cristo morreu e ressuscitou dentre os mortos.

Se estas duas propostas são aceitas, então negar a verdade do cristianismo seria irracional. Deixando teorias bobas como o "Jesus Alienígena" de lado, eu acho que qualquer não-cristão honesto adotaria de forma mais ampla uma cosmovisão cristã se aceitassem esses fatos.

Essas duas proposições fundamentais são pontos de contato com a realidade - a existência de Deus é uma questão metafísica, filosófica e a ressurreição de Cristo é uma questão histórica. Então, vamos dar uma olhada de perto nessas duas proposições em suas respectivas áreas de foco.

i) existência de Deus.

"Porque as suas coisas invisíveis, desde a criação do mundo, tanto o seu eterno poder, como a sua divindade, se entendem, e claramente se vêem pelas coisas que estão criadas, para que eles fiquem inescusáveis". - Paulo (Romanos 1:20)

O apóstolo Paulo afirma que a existência de Deus é tão bem estabelecida através da razão que os não-cristãos estão literalmente sem desculpa. Se queremos estabelecer essa forte afirmação, argumentos tecnicamente sólidos mas muito complexo para a existência de Deus não vão servir. A maioria das pessoas ao longo da história não tiveram acesso ao conhecimento da filosofia obscura ou ciência avançada. Embora os argumentos inevitavelmente se tornam mais complexas a medida em que são criticados, defendidos e refinados - Acho que há uma simplicidade marcante central para o caso da existência de Deus. Os três elementos básicos que formam a base do caso são:
1.) Alguma coisa existe.
2.) A vida existe.
3.) Eu existo.

Todas as pessoas ao longo da história humana tiveram acesso a esses fatos - e sua relevância para o caso da existência de Deus tem sido reconhecido há muito tempo também. Vamos considerar, por sua vez como essas três verdades mundanas formam o alicerce de um caso forte, intuitivo da existência de Deus.

1.) Alguma coisa existe.

"... A primeira pergunta que temos o direito de pedir será, 'Porque é que há algo e não nada?"1 – Gottfried Wilhelm Leibniz, filósofo e matemático.

O simples fato da existência proporciona a base para uma série de argumentos cosmológicos. Deus, como um agente imaterial e de propósito eterno, parece muito mais plausível como "ponto de partida" que um universo inteiramente material, sem propósito. Essa intuição básica foi formalizada por Leibniz, que argumentou que um Deus eterno independente do universo deve ser invocado como uma explicação dos fatos contingentes do universo.2

Independentemente da força do argumento cosmológico de Leibniz, uma versão extremamente forte do argumento pode ser avançada com base no início do universo. Este argumento, conhecido como Argumento Cosmológico de Kalam, recentemente tem recebido muita atenção. As três premissas simples são:
1.) Tudo o que começa a existir tem uma causa. 
 2.) O universo começou a existir. 
 3.) Portanto, o universo tem uma causa.

Enquanto o primeiro princípio tem forte apoio intuitivo, o segundo princípio goza de um apoio extraordinário da ciência. O início do universo é fortemente confirmado pela evidência de um universo em expansão. Na verdade, a teoria do Big Bang, que implica um começo do universo, é agora a explicação mais aceita sobre a origem do universo, devido à esmagadora evidência para a expansão do universo. Além disso, segundo o que a Lei da Termodinâmica demonstra um universo eterno já estaria em estado de morte térmica, implicando assim um começo.3 Finalmente, Borde, Guth, e Vilenkin publicaram um teorema que demonstra que qualquer universo fisicamente plausível tem um começo.4

Em resumo, as descobertas científicas apóiam a intuição de longa data que a existência de um universo contingente é evidência de um agente eterno pessoal.

2.) A vida existe.
"Uma interpretação de senso comum dos fatos sugere que um super intelecto brincou com a física, assim como química e biologia, e que não existem forças cegas que valham a pena relacionar na natureza. Os números que se calculam a partir dos fatos parecem-me tão avassaladores a ponto de colocar esta conclusão quase fora de questão."5 - Fred Hoyle, astrônomo

A vida é um fenômeno extremamente complexo, e ao longo da história a maioria dos pensadores têm considerado como evidência prima facie de um criador. A teoria da evolução de Darwin é comumente referida por ter destruído esse argumento. Mas mesmo a ambiciosa teoria de Darwin não tenta explicar a adequação da vida ao universo, em primeiro lugar. As descobertas científicas continuam a revelar que o universo é incrivelmente afinado para a vida. Sem a intenção de um designer incrivelmente poderoso, é fantasticamente improvável que o universo seria capaz de suportar a vida como um tudo.

Tome gravidade, por exemplo – talvez a mais familiar e ainda assim mistificadora força no universo. A força da gravidade é extremamente fraca em comparação com outras forças fundamentais. A intensidade desta força é muito importante para manter unidos corpos como o nosso Sol e os planetas. Se a gravidade fosse muito forte, as estrelas teriam vida útil menores do que um bilhão de anos, e se fosse muito fraca (ou negativa), nenhum corpo sólido poderia existir no universo. Dado o leque de forças, a gravidade deve ser afinada para uma parte em 10^36 para que a vida complexa no universo exista.6

A ciência continua a revelar essas improbabilidades notáveis, dando forte apoio à suspeita de Hoyle do trabalho de um super intelecto.

3.) Eu existo.
"Cogito ergo sum" - penso, logo existo. - René Descartes, filósofo

A consciência é a faceta mais inegável da realidade. Mesmo se quiséssemos negar a existência do universo físico, não podemos negar a nossa própria vida consciente.

O pensamento consciente é inerentemente difícil para caber em um quadro materialista. É por isso que tantos filósofos, em uma tentativa de defender o naturalismo, tentaram explicar a mente consciente. Behaviorismo, funcionalismo, e um monte de outras explicações materialista da mente tem tido influência na comunidade científica.

No entanto, todas estas teorias materialistas não conseguem verdadeiramente explicar a experiência consciente. A consciência envolve estados de ser que são fundamentalmente diferentes dos objetos materiais que podem ser descritos pela química e física. Por exemplo, experiências conscientes têm qualia - "o que ela gostaria de ser" uma sensação que falta a propriedades materiais.7

A prevalência das explicações materialista da mente se baseiam na falsa crença de que os avanços da neurociência têm demonstrado a redutibilidade da mente para os processos físicos. Os cientistas estão cada vez mais hábeis em desvendar as ligações entre certos estados físicos do cérebro e os seus homólogos consciente. No entanto, isso só demonstra o seu relacionamento - não prova que eles são idênticos. Na verdade, mesmo os antigos sabiam que algo tão simples como beber algumas bebidas podem levar a drásticas mudanças na experiência consciente e no comportamento. A ciência tem-nos dado apenas uma compreensão maior de como esses estados físicos e mentais interagem.

A experiência consciente é totalmente misteriosa num quadro materialista. Mas no âmbito teísta, uma consciência de Deus é o componente mais fundamental da realidade, por isso a existência da mente é compreensível, e até mesmo de se esperar. A própria existência de nossa própria mente consciente, portanto, fornece uma forte razão para acreditar em um Deus pessoal.

Se estas três evidências provam a existência de Deus, então o caso pelo cristianismo foi reforçado significativamente. No entanto, o verdadeiro coração da fé cristã encontra-se na pessoa e na obra de Jesus Cristo, a quem nos voltamos a seguir.

ii). Jesus Cristo ressuscitou dos mortos

"E, se Cristo não ressuscitou, logo é vã a nossa pregação, e também é vã a vossa fé." - Paulo
(1 Cor.15: 14)

O cristianismo é uma religião verdadeiramente notável, apostando a sua credibilidade inteiramente em um evento histórico singular que parece, à primeira vista, risível. Na verdade, o próprio fato de que a mensagem cristã sobreviveu e prosperou, apesar de muitas desvantagens, é um forte testemunho da sua verdade. Se Cristo não ressuscitou e não providenciou um forte testemunho desse fato, ele teria morrido como uma nota de rodapé da história. Eu gostaria de considerar três fortes desvantagens que a mensagem cristã teve de superar para sobreviver no mundo antigo:

1.) Jesus foi um homem de pouca reputação.

Como um carpinteiro judeu da pequena cidade de Nazaré, Jesus tinha desvantagens na etnia, na ocupação e na localização que danificariam seriamente sua credibilidade.

2.) Jesus teve uma morte vergonhosa.

Crucificação, "a mais miserável das mortes",8 foi um método de execução elaborada pelos romanos intencionalmente para envergonhar a vítima. A encenação da flagelação, carregando a cruz, e pregado nu na cruz não eram simplesmente métodos para maximizar a dor, eles tinham a intenção de destruir a credibilidade da vítima. Críticos do cristianismo se aproveitaram deste fato, insultando os cristãos como adoradores do "deus que morreu em desilusões ... executado no verdor dos anos pela pior das mortes."9

3.) Jesus pregou uma mensagem impopular.

O conceito de uma ressurreição física era implausível para os judeus e repugnante para os romanos. Os judeus esperavam que a ressurreição ocorresse no fim do mundo para todas as pessoas.10 Os romanos, que tinham pouco respeito pelo corpo físico e prefeririam a alma etérea, acreditavam que a ressurreição física era uma vergonha - de acordo com Celso os corpos "deveriam ser jogados fora como pior do que esterco."11

Apesar das dificuldades, o centro da mensagem cristã abraçou desde o início este obscura Jesus de Nazaré, pregando a sua morte na cruz e sua ressurreição milagrosa. Como é que a mensagem cristã superou todos esses obstáculos e surgiu como a religião do mundo de maior sucesso de todos os tempos? Como o historiador de Cambridge C.F.D. Moule observou:

Se a vinda à existência dos nazarenos, um fenômeno inegavelmente atestado pelo Novo Testamento, rasga um grande buraco na história, um buraco do tamanho e da forma da ressurreição, com o que o historiador secular propõe para pará-lo? ... O nascimento e rápido crescimento da igreja cristã ... permanecem um enigma insolúvel para qualquer historiador que se recusa a levar a sério a única explicação oferecida pela própria Igreja.12

Conclusão
Vimos que as reivindicações centrais da fé cristã - a existência de Deus e a ressurreição de Cristo - gozam de apoio científico e histórico considerável. Embora essas evidências não entreguem 100% de certeza, elas fornecem uma força extra para a mais importante das questões, apresentadas por Jesus de Nazaré há 2.000 anos atrás: "Quem vocês dizem que eu sou"?


NOTAS:
1.) G.W. Leibniz, "The Principles of Nature and of Grace, Based on Reason," in Leibniz Selections, ed. Philip P. Wiener, The Modern Student's Library (New York: Charles Scribner's Sons, 1951), p. 527.

2.) This is based on Leibniz's Principle of Sufficient Reason (PSR), which basically states "for every entity x, if x exists, there is a sufficient explanation why x exists."

3.) See Craig, William Lane. The Kalam Cosmological Argument. Eugene: Wipf & Stock Publishers, 2000. Print. pp 130-140

4.) Vilenkin, A. (2007). Many Worlds in One: The Search for Other Universes. New York: Hill And Wang.

5.) Fred Hoyle, "The Universe: Past and Present Reflections." Engineering and Science, November, 1981. pp. 8–12
6.) Manson, N. (2007). God And Design: The Teleological Argument and Modern Science. Washington, DC: Taylor & Francis.

7.) For a great exposition of this concept, see Nagel, T. (1974). What Is It Like to Be a Bat? 'The Philosophical Review', Vol. 83, No. 4, pp. 435-450

8.) From Jewish historian Josephus, Jewish War 7. 203

9.) Oracle of Apollo preserved by St. Augustine; Civitas Dei 19.23; p. 690 CC

10.) Craig, William Lane, Contemporary Scholarship and the Historical Evidence for the Resurrection of Jesus Christ," Truth 1 (1985): 89-95

11.) Origen, Contra Celsus 5.14

12.) C.F.D. Moule, Phenomenon of the N.T. (1967) p. 3

sexta-feira, outubro 22, 2010

O Cristianismo é Verdadeiro? - O Cristianismo explica Lógica


O cristianismo explica Lógica por Glenn Hendrickson

(Áudio em MP3 aqui em breve)

Tem havido muitas tentativas para provar a existência de Deus, a validade do Cristianismo, a ressurreição ou a divindade de Cristo, etc. Todos estes recaem sob a denominação geral de Apologética Cristã. Vários métodos e os dados foram empregados neste empreendimento, todos com o objetivo de justificar em parte, ou o toda da visão de mundo cristã. Espero demonstrar em meu breve ensaio que a cosmovisão cristã é justificado sobre e contra uma cosmovisão ateísta com base no uso cotidiano da lógica pela humanidade.

O argumento pode ser apresentado da seguinte forma:

1. O que todos nós experimentamos está baseado nas leis da lógica.
2. A cosmovisão cristã sozinha adequadamente explica e esclarece as leis da lógica.
3. Portanto, tudo o que experimentamos não pode ser explicado ou contabilizado fora da cosmovisão cristã.

Ponto 1 é pouco controverso. Consciente ou inconscientemente, todos os seres humanos usam a lógica. Nós evitamos contradições, mentiras, fazer escolhas mal informadas, etc, porque (entre outras coisas), essas coisas não são lógicas. As pessoas lutam por coerência de pensamento e de vida, procurando por padrões, tomada de decisões com base no passado, mudando comportamentos que renderam resultados indesejáveis. Quando as pessoas fazem um orçamento com dinheiro para evitar gastos excessivos elas usam lógica. Quando planejam aulas, reuniões, festas, etc. elas usam lógica. Embora grande parte da lógica que estou descrevendo não é imediatamente reconhecida como lógica, é uma experiência inegável compartilhada por todos.

O ponto 2 é uma afirmação ousada que talvez necessite de mais justificação. Claro, seres humanos de todos os tipos usam a lógica de algum tipo para seguir pelo dia. Mas como isso é possível? Se os seres humanos em todos os lugares podem reconhecer padrões, contagem, comunicação (mesmo em níveis de base), adquirir conhecimentos, e assim por diante, então como se explica isso? Talvez se a lógica só fosse perceptível nas sociedades com as melhores escolas e sistemas de educação, poderíamos dizer que é aprendida. Mas esse claramente não é o caso. Grupos primitivos povos têm sido observados contando e recontando histórias, realizando cerimônias religiosas, crenças e conhecimentos que passam de geração em geração. Seu modo de vida é notavelmente diferente do que muitas das pessoas que acessam este artigo online, mas, no entanto, eles apresentam a lógica em seu cotidiano.

A alegação de que a cosmovisão cristã sozinha adequadamente explica e esclarece as leis da lógica é uma declaração que deve ser descompactada. A cosmovisão cristã é a perspectiva e interpretação da vida, de Deus, do homem, do mundo, etc, que é apresentada nas Escrituras do Antigo e do Novo Testamento, a Bíblia. Esta visão está em oposição a todas as outras cosmovisões concorrentes, sejam eles religiosas ou seculares em sua na natureza. A Bíblia pinta um retrato do homem sendo criado à imagem (ou semelhança) de Deus (Gênesis 1:26-27; Tiago 3:9). O Deus trino, assim, nos criou com a capacidade de raciocinar logicamente, refletindo a forma como Ele pensa e raciocina. O comportamento lógico da humanidade é reflexo da lógica inerente à pessoa de Deus.

Uma visão evolutiva, por exemplo, pode apresentar a idéia de que a humanidade tem evoluído de formas de vida inferiores em um processo puramente naturalista. Se supusermos, pelo bem do argumento, de que este é o caso, eu apresentaria a questão de como a lógica pode ser encontrada em todas as pessoas? Nós vemos o mesmo processo básico em ação em civilizações e culturas completamente diferentes e separadas uma das outras que é difícil aceitar a afirmação de que o processo da evolução poderia gerar a lógica, o raciocínio das pessoas em todos os sentidos.

Ao contrário do ponto de vista ateu, que é forçado a assumir algum tipo de processo evolutivo para explicar a existência de seres inteligentes e racionais, a cosmovisão cristã explica convincentemente que toda a humanidade faz uso da lógica, pois Deus nos criou para isso. A presença da lógica cotidiana é facilmente explicada pela cosmovisão cristã, se encaixa perfeitamente com a explicação da natureza de Deus (como um ser lógico) e do homem (isto é, de todos os homens e mulheres como criaturas feitas à imagem de Deus).

Dos pontos 1 e 2 segue no ponto 3 que o que todos nós experimentamos não pode ser explicado ou respondido para além da cosmovisão cristã, como só ela pode explicar adequadamente a universalidade das leis da lógica. O ateu está em desvantagem, sem uma explicação satisfatória para a existência da lógica no homem. A visão bíblica faz todo o sentido para o raciocínio lógico, e assim por diante - mas o ateu não tem nenhuma boa explicação para o fenômeno da lógica ou para seu uso da lógica (se admitirmos pressupostos ateus). É quase cômico que, para que um ateu apresente um argumento contra a existência de Deus, eles devem primeiro chegar à visão cristã do mundo para emprestar suas ferramentas - lógica, raciocínio, ética, moralidade, etc

Este argumento para o Cristianismo é melhor entendido, não como um raciocínio partindo de baixo para cima (ou seja, movendo-se autonomamente a partir de premissas neutras para uma conclusão definitiva ou provável), mas como um reconhecimento de que o cristianismo deve ser assumido como verdadeiro no nível de pressuposto para se usar a lógica como um tudo. O mesmo poderia ser dito para a ética, beleza, conhecimento, raciocínio, o conceito de verdade absoluta, juízo de valores, a indignação moral na presença do mal, reconhecimento do mal, do amor, honra, etc. Nas premissas ateístas, o homem é o mais alto tribunal de apelo. Isso e muitas outras coisas se tornam relativas e sem sentido, sem o Deus da Bíblia no quadro. Em suma, o fato de que existe um quadro para começar prova a cosmovisão bíblica.

sábado, outubro 16, 2010

O Cristianismo é Verdadeiro? A Dicotomia Eutífron


A Dicotomia Eutífron por Mariano Grinbank

(Áudio em MP3 aqui em breve)

Cristianismo é verdadeiro, porque separa os chifres do dilema Eutífron.

No Eutífron de Platão, Sócrates propõe um dilema que põe em causa a premissa da ética teísta:
1. É algo bom porque Deus assim o proclama?
2. Ou será que Deus o proclama porque esse algo é bom?

Os pontos do dilema são:
1. É algo bom apenas porque Deus assim o proclama? Nesse caso, a bondade de Deus é arbitrária e poderia trocar bem e mal caprichosamente.
2. Existe algo separado de Deus ao qual Deus adere; Deus tem que agir de acordo com um padrão ético que está fora de si mesmo? Nesse caso, Deus não é todo-suficiente e obedece a um padrão mais elevado.

Vamos avaliar as nossas opções e ver qual conceito melhor fornece uma premissa moral absoluta e imperativa: um ethos.

Natureza:
Todas as afirmações que a ética evolui naturalmente podem ser logicamente desconsideradas – mesmo parecendo como senso comum ou verdadeiro – enquanto podem haver ações que contribuam para assegurar a sobrevivência, já que a natureza não é um agente ético não há imperativo ético natural. Poderíamos alimentar os pobres ou comê-los.

Moralidade Semântica:
A ética pode ser fundamentada imediatamente em ditos humanos, mas não em última análise. Os seres humanos podem fazer afirmações epistêmicas sobre moralidade, mas não fornecem uma premissa ontológica, uma vez que , enquanto esta visão pressupõe algo acima da "Natureza", não existe um imperativo ético objetivo, extrínseco. Assim, os seres humanos podem, sem recorrer a Deus, declarar certas ações como ética ou antiética e mesmo afirmar que são absolutas, mas estas são, em última análise, afirmações infundadas, são semânticas, sem tonalidade moral.
Nós inventamos conceitos auxiliares e úteis para nossa sobrevivência, mas estes não chegam a ser imperativos éticos. Além disso, essa ética é impotente, sendo criada por homens que só podem aplicar justiça se o malfeitor for capturado, sendo justiça restrita. Nesta perspectiva, a ética é baseada na regra da maioria, o mais apto por assim dizer. A justiça na Alemanha nazista diferiu das Forças Aliadas.

Uma nota: vamos admitir que o que esta acima ("Natureza" e "Moralidade Semântica") são válidos e vamos chama-lo de, por razões de economia de palavras, "visão naturalista". Vamos agora colocar o Dilema Eutífron:
1. É algo bom porque um naturalista o proclama sendo bom?
2. Ou será que um naturalista proclama algo como bom porque é bom?

Será que um naturalista determina o que é bom? Nesse caso, o que era antiético ontem, é ético hoje e amanhã pode voltar a ser antiético e, portanto, esta é arbitrária e nos rouba a capacidade de condenar qualquer coisa já que no momento em que condenamos uma ação e declaramos outra virtuosa, elas podem estar mudando, assim como areia movediça.

Ou então os naturalistas estão aderindo a algo fora de si mesmo? Eles estão e isso implica um imperativo ético que implica um direito ético, o que implica uma legislador, administrador e adjudicador ético.

Agora, para as teologias:
Dualismo:
Geralmente, dois deuses coeternos (dois seres separados e distintos), constituído de um Deus "bom" e um "mau". Isso é é verdadeiramente arbitrário já que a bondade subjetiva de um é medida contra o mal subjetivo do outro e vice-versa.

Monoteísmo estrito:
Está em vista um único ser eterno, uma pessoa, perfeitamente unida, de forma alguma dividida. Talvez esse Deus sentisse falta de companheirismo/relacionamento e teve que criar alguém com quem desfrutar o que faltava.

Estando sozinho na eternidade, o relacionamento não é parte da sua natureza, caráter ou ser. Assim, quando este Deus cria seres ele não procura relações pessoais com eles e, portanto, cria arbitrariamente componentes éticos para eles. Esse Deus é caprichoso, pois não está vinculado pela relação ética e uma vez que não é intrínseco à sua natureza, as ações éticas por este Deus não são garantidas.

Panteões, politeísmo, e Henoteísmo:
Estes grupos de deuses são geralmente concebidos como tendo sido criados por um ou dois deuses já existentes. Se os muitos deuses são eternos ou criados por outras pessoas, eles apreciaram as relações uns com os outros. No entanto, sendo seres e pessoas distinta, eles não são famosos pela realização de relações éticas uns com os outros, mas são conhecidos por brigas.
Na visão que muitos deuses foram criados por outros deuses, os deuses antigos de alguma forma estabeleceram uma lei ética que é então externa para os deuses posteriores e é uma lei que esses deuses são subservientes.

Já que eles poderiam desfrutar de relacionamentos com outros seres sobrenaturais, não estavam em geral interessados nos relacionamentos com humanos. Eles consideravam os seres humanos como coisas para se brincar – eles manipulariam nossos destinos ou tomariam a forma humana para fornicar conosco, mas há pouco, ou nada, no caminho de relações éticas.

Panteísmo, panenteísmo:
Essencialmente, essa visão postula que Deus é o criador e a criação. Assim, nesta visão as criações de Deus são, na realidade, extensões de Deus. Portanto, no panteísmo ou panenteísmo ética serve para Deus ditar para Deus como Deus deve tratar Deus. Deus é o diretor, o ator e platéia.

Trinitarianismo:
Na Bíblia, estamos lidando com o monoteísmo trinitário, um ser trino: um Deus, um ser, e ainda, três "pessoas" (sendo que um apresenta características de personalidade) cada um é Deus, cada um é eterno, cada um é distinto e, ainda, cada um é o único Deus. Um ser coeternal, coexistente, coigual, constituído por três "pessoas".

Este Deus não está só na eternidade, não está se relacionando com seres eternos em separado e está em relacionamento com pessoas separadas. Uma vez que cada membro da Trindade é eterno, cada um tem desfrutado relacionamentos eternos. Este Deus não está em falta de relacionamento. Deus desfruta de um relacionamento que é unificado em propósito e diversificado entre as pessoas.

Resolvendo o dilema Eutífron:
Ética são baseadas na natureza do Deus Trino. A natureza de Deus é relacional e benevolente, eterna e livre de conflitos. Deus gosta de relacionamentos e incentiva a sua criação a desfrutar do mesmo tipo de relacionamento. A vida consiste de desfrutar de relações com os seres humanos alicerçado sobre o gozo de um relacionamento eterno com Deus.

Assim, o Deus Trino não adere ao exterior, nem a construções éticas arbitrárias, uma vez que estas são um aspecto de Sua natureza.

quinta-feira, outubro 14, 2010

O que fazer e o que não fazer quando se evangeliza membros de cultos e seitas


O que fazer e o que não fazer quando se testemunha a cultistas


Há tanto o que fazer e o que não fazer quando se trata de testemunhar a cultistas (membros de seitas e cultos - nota do tradutor). A seguir estão algumas coisas que eu aprendi ao longo dos anos.
A primeira coisa a fazer, se identifique com o cultista. Convença-o(a) que você considera que ele é uma pessoa em seu próprio direito – digna, basicamente honesta, e não está tentando colocar algo a mais em você. Cultistas são pessoas antes de serem membros de seitas. Eles têm família, têm filhos, eles têm necessidades, têm frustrações e medos, e eles são irmãos e irmãs em Adão, embora não em Cristo.
Em Atos 17 lemos que todas as pessoas são filhas de Deus. Isso significa que, em Adão, todos nós compartilhamos uma herança comum. Então vamos falar com cultistas pela perspectiva da família de Adão, em espírito de oração com a esperança de trazê-los para a família da perspectiva de Deus.
Em segundo lugar, trabalhe persistentemente com os cultistas. Nunca desista a menos que o cultista decisivamente recuse contato posterior. Até eles desligarem a tomada, é preciso se manter lá – lembrando-se que o Senhor abençoa a Sua Palavra. A Escritura diz: "Minha palavra, que sair da minha boca, não voltará para mim vazia, mas fará o que eu desejo e alcançará o objectivo para que a enviei" (Isaías 55:11).
Em terceiro lugar, se exauste nos esforços para responder às questões dos cultistas. Depois de comunicar o Evangelho a alguém, é importante que possamos estar preparados para dar-lhes as razões pelo qual acreditamos nele. Os apóstolos foram apologistas bem como evangelistas. Eles não só proclamaram Cristo, mas, quando eram questionados, eles tinham boas e sólidas razões para sua fé. É por isso que Pedro disse: "Estejam sempre preparados para responder a todo aquele que vos pedir a razão da esperança que vocês têm" (1 Pedro. 3:15).
Em quarto lugar, dê oportunidade para o cultista respirar. Quando você está evangelizando um cultista e você ganhou o argumento, você tem a oportunidade de apresentar o Evangelho para ele de uma forma muito carinhosa ou você pode cair sobre de uma forma tão forte que a pessoa vai acabar lutando contra você, mesmo sabendo em sua alma que ele está errado. Quando você sentir que a pessoa – uma Testemunha de Jeová, por exemplo, perdeu o argumento e está vulnerável, esta é a hora de ser generoso e dizer para a pessoa, com amor: "Eu sei que podemos ficar muito nervosos nessas áreas se deixarmos. Vamos esquecer que você é uma Testemunha de Jeová e eu sou batista (ou seja lá o que você for). E vamos pensar apenas em nós mesmos como duas pessoas que querem mais do que tudo saber toda a verdade e todo o conselho de Deus. Certo?" Eu não conheci um cultista ainda que não diria "certo" como resposta. Então você pode dizer: "Você sabe, não é culpa sua." Esse é um ponto importante de se fazer. Porque a verdadeira culpa recai sobre a organização que está enganado a pessoa, não com a pessoa que foi enganada. A pessoa com quem você está falando pode ter entrado no engano, mas a Torre de Vigia o engana. Fixe a culpa sobre a organização. Então, enquanto você continua a compartilhar o Evangelho, você vai perceber que a pessoa é muito mais aberta.
Agora, eu quero mencionar também o que não fazer. Primeiro, não aborde o cultista com uma “patente” espiritual sobre seus ombros. Uma “patente” espiritual comunica o sentimento que você está olhando com desdém para o cultista porque você tem algo que ele ou ela não tem. Tal atitude irá fechá-los mais rápido do que qualquer coisa que você possa imaginar.
Em segundo lugar, não ataque diretamente o fundador de qualquer culto em particular. Quando eu ministro palestras sobre o mormonismo, eu não ataco Joseph Smith como pessoa. Quando eu ministro palestras sobre a Ciência Cristã, eu não ataco Mary Baker Eddy. Eu critico a teologia que eles ensinaram. Lembre-se, quando se trata de personalidades, as pessoas tornam-se instantaneamente defensivas.
Em terceiro lugar, não perca a paciência, independentemente de quão denso um cultista possa ser. Lembre-se de quão denso você e eu éramos – até que o Senhor conseguiu nos quebrantar. Porque os cultistas estão acorrentados nas cadeias da escravidão do pecado, você precisa ser paciente. E ser paciente significa estar disposto a repassar algo mais de dez vezes se necessário, acreditando que o Senhor abençoa seus esforços.
Para encerrar, deixe-me dizer que depois de tudo dito e feito, a forma como nos comunicamos mais eficazmente com os cultistas é através da agência do Espírito Santo. Lembre-se, é Ele quem toca as suas almas, pois é Ele quem convence do pecado e da justiça e do juízo (João 16:8). E nós somos em Suas mãos os vasos que pela graça se tornaram aptos para o uso do Mestre.

sábado, outubro 09, 2010

O Cristianismo é Verdadeiro? O Cristianismo provado pela natureza da nação judaica


O Cristianismo provado pela natureza da nação judaica por Anthony Horvath

(Áudio MP3 aqui em breve)

Muita tinta já foi gasta na defesa da historicidade da ressurreição de Jesus, e eu já gastei meu quinhão. Da mesma forma, a estonteante explosão da Igreja Cristã no Império Romano se levantou como um fenômeno que exige explicação e um homem morto ressuscitado dos mortos é a melhor. Estes esforços são válidos, mas seu peso não pode ser apreciado sem primeiro conhecer o contexto por trás dos argumentos. Temos de compreender o povo judeu, sua história e religião.

Esse entendimento injeta combustível em outros argumentos para o Cristianismo, um dos quais foi apresentado por C. S. Lewis, que disse:
"[Poderia-se dizer de uma abordagem para explicar a ascensão do cristianismo] é que Seus seguidores exageraram a história, e assim a lenda de que Ele lhes havia dito aquelas coisas cresceu. Isso é difícil porque Seus seguidores eram todos judeus, ou seja, pertenciam a nação que, de todas as outras, estava mais convencida de que só havia um Deus que não poderia haver outro. É muito estranho que essa terrível invenção sobre um líder religioso cresceu entre o povo em toda a terra menos propenso a cometer esse erro. Pelo contrário, temos a impressão de que nenhum de seus seguidores imediatos, ou mesmo os escritores do Novo Testamento, abraçaram a doutrina facilmente." "O que devemos fazer de Jesus Cristo", um ensaio encontrado em God in the Dock.

Podemos imaginar que a afirmação de um Deus-Homem seria natural se ela surgisse em território hindu, onde os avatares são aos montes. É uma outra coisa, se a afirmação surge entre os judeus, um povo que era ferozmente monoteísta. No entanto, é mais surpreendente do que isso: a afirmação não só surgiu entre os judeus, mas seus primeiros partidários eram judeus, e espalhou-se primeiro nas comunidades judaicas de todo o Império Romano e só depois para os gentios.

Dizer que os seguidores de Jesus não abraçaram a doutrina facilmente é um eufemismo, o simples fato de que eles abraçaram essa afirmação é uma realidade histórica que desafia a credulidade.

(Considere a sabedoria, se você é Deus, em encarnar em tal cenário, se você quer que as pessoas aceitam as suas credenciais. É fácil provar o seu caso entre amigos. Não tanto entre os seus inimigos. Imagine agora quando amigos e inimigos constituem um público hostil!)

Dado o ceticismo do Novo Testamento, é interessante notar que todos os ingredientes importantes para este argumento podem ser gerados a partir de documentos fora dele. Filo, Josefo, Tácito e outros, todos corroboram quão ferozmente monoteísta era o povo judeu. E quando dizemos, 'feroz', nós realmente queremos dizer isso.

Costuma-se argumentar que os cristãos adulteraram Josefo e outros escritores antigos. Após uma análise do que esses documentos nos dizem sobre a Judéia do primeiro século, aprendemos que ela estava cheio de um nacionalismo em brasas, intensos atritos por causa da opressão romana, agitação devido a antecipação de um rei-Messias, devoção total a pureza religiosa, devoção suprema ao templo e a eventual destruição do povo judeu pelos romanos por a sua insubordinação. Podemos abrir mão de qualquer noção que os antigos cristãos se rebaixaram mesmo ao ponto de fabricar estes aspectos do registro histórico?

Sendo assim, vamos considerar um exemplo de Flávio Josefo, o relato de Pôncio Pilatos e as Normas (Guerra 2,169-174, Antiguidades 18,55-59). Neste caso, Pilatos, a coberto na escuridão, colocou efígies de César em Jerusalém. Os judeus correram para a Cesaréia perante o horror de ter qualquer tipo de imagem presente em sua cidade. Pilatos rejeitou o clamor deles e quando os judeus não se dispersaram, ele os cercou e "deu um sinal para os soldados contê-los... e os ameaçou dizendo que a punição não seria menos do que a morte imediata, a menos que eles deixassem de perturbá-lo e fossem embora para suas casas. Mas eles se jogaram no chão, colocaram seus pescoços a descobertos e disseram que receberiam essa morte de bom grado..." Pilatos cedeu diante desse fanatismo.

Numerosos relatos também são dados sobre auto-proclamados messias em Israel durante este período. Já que “messias” se refere a um "ungido", ou um Rei Judeu, os romanos estavam naturalmente inclinados a esmagar essas pessoas rapidamente. O nacionalismo violento de Israel acabaria por levar à rebelião aberta, provocando uma invasão romana no c. 70 d. C, que destruiu Jerusalém e dizimou o templo.

Em face da aversão judaica às imagens de escultura, idolatria e blasfêmia contra Deus, veio um homem que afirmou ser Deus: a blasfêmia final. Jesus era judeu e todos os seus discípulos e seguidores e inimigos eram judeus. Além disso, no meio deste povo ferozmente nacionalista, surgiu uma grande massa de mulheres que disseram, juntamente com seu fundador, "Seu reino não é deste mundo".

Hoje, poucos sabem os nomes de qualquer uma das dezenas, senão centenas, de “messias” guerreiros que tentaram estabelecer um reino judaico. O único que é lembrado, em desafio ao seu tempo, clamava por um reino espiritual. Ele foi crucificado como outros messias foram, mas não foi esquecido como eles foram. Talvez seja porque esse messias não permaneceu morto?

O que aconteceria em Teerã, Cairo, ou Riade com um homem que alegasse que ele era, de fato, Alá? O próprio Mahdi teria de fazer algumas coisas bastante notáveis para convencer seus concidadãos muçulmanos – ao milhares – de que ele era, na realidade, Deus encarnado! Não podemos deixar de notar uma coisa dessas. A palestina do século 1 apresentava um cenário semelhante.

Estes abacaxis históricos precisam ser descascados: como é que o povo judeu de todos os povos deu súbita e rapidamente luz a uma religião como o cristianismo? Como este culto judaico conseguiu finalmente conquistar Roma, antes que os bárbaros o fizessem? Estas questões se levantam, mesmo se você excluir o Novo Testamento como fonte. Integridade e curiosidade parece exigir uma explicação que satisfaça todos os fatos.

O Novo Testamento fornece uma explicação. Se você não gosta, qual é a sua?

quarta-feira, outubro 06, 2010

A tática do Papa-léguas


Às vezes citamos aqui no blog uma tática chamada de Papa-léguas. Ela é muito útil, especialmente quando usada em conversas sobre questões morais.
Já demos uma breve definição do que é essa tática, mas gostaria de cita a fonte onde aprendemos a usá-la.
O texto abaixo é retirado do livro Não tenho fé suficiente para ser ateu, de Norman Geisler e Frank Turek.
Aprenda e coloque essa tática em prática.

A tática do Papa-léguas
Se alguém lhe dissesse: "Tenho uma idéia que vai simplesmente revolucionar a sua capacidade de identificar de maneira rápida e segura as afirmações e filosofias falsas que permeiam a nossa cultura', você ficaria interessado? É isso o que estamos prestes a fazer aqui. De fato, se tivéssemos de eleger uma habilidade mental como a mais valiosa que tivéssemos aprendido em nossos muitos anos de comparecimento a seminários e cursos de pós-graduação, seria esta: como identificar e refutar afirmações que são falsas em si mesmas. Um incidente ocorrido recentemente num programa de entrevistas de rádio vai demonstrar o que queremos dizer com afirmações falsas em si mesmas.
Jerry, o liberal apresentador daquele programa, estava recebendo chamadas telefônicas sobre o assunto da moralidade. Depois de ouvir vários participantes pelo telefone afirmarem ousadamente que determinada posição moral era correta, um dos participantes interrompeu: "Jerry! Jerry! Não existe esse negócio de verdade!".
Eu [Frank] corri para o telefone e comecei a discar freneticamente. Ocupado.
Ocupado. Ocupado. Queria entrar e dizer: "Jerry! E quanto àquele cara que disse 'Não existe esse negócio de verdade' — isso é verdade?".
Não consegui completar a ligação. É claro que Jerry concordou com o ouvinte, sem jamais perceber que sua afirmação não poderia ser verdadeira — porque era uma afirmação falsa em si mesma.
Uma afirmação falsa em si mesma é aquela que não satisfaz o seu próprio padrão. Como temos certeza que você sabe, a afirmação do ouvinte — "Não existe verdade" — pretende ser verdadeira e, portanto, derrota a si mesma. É como se um estrangeiro dissesse: "Eu não consigo falar uma palavra sequer em português". Se alguém dissesse isso, você obviamente responderia: "Espere um minuto! Sua afirmação é falsa porque você acabou de falar em português!".
Afirmações falsas em si mesmas são feitas rotineiramente em nossa cultura pós-moderna, e, uma vez que você tenha uma capacidade aguçada de detectá-las, se tornará um defensor absolutamente intrépido da verdade. Sem dúvida, você já ouviu pessoas dizerem coisas como "Toda verdade é relativa!" e "Não existem absolutos!". Agora você estará armado para refutar tais afirmações tolas simplesmente revelando que elas não satisfazem os seus próprios critérios. Em Outras palavras, ao lançar uma afirmação falsa em si mesma contra ela própria, você pode expô-la pela falta de sentido que demonstra.
Ao processo de confrontar uma afirmação falsa em si mesma com ela própria, damos o nome de "tática do Papa-léguas", porque ela nos lembra as personagens de desenho animado Papa-léguas e Coiote. Com, você deve se lembrar das sessões de desenhos animados da TV; o único objetivo do Coiote é caçar o veloz Papa-léguas para transformá-lo em sua refeição. Mas o Papa-léguas é simplesmente rápido e esperto demais. Quando o Coiote está prestes a agarrá-lo, o Papa-léguas simplesmente pára instantaneamente na beira do abismo, deixando que o Coiote passe de lado e fique temporariamente suspenso no ar, apoiado em nada. Tão logo o Coiote percebe que não tem um chão no qual se firmar, cai verticalmente rumo ao fundo do vale e arrebenta-se todo.
Bem, é exatamente isso o que a tática do Papa-léguas pode fazer com os relativistas e os pós-modernistas de nossos dias. Ela nos ajuda a perceber que seus argumentos não podem sustentar seu próprio peso. Conseqüentemente, eles se estatelam no chão. Isso faz você parecer um supergênio!

sábado, outubro 02, 2010

O Cristianismo é Verdadeiro? Cristianismo e outras religiões antigas


Cristianismo e outras religiões antigas por Stephen J. Bedard

(Áudio em MP3 aqui em breve)

Por que o cristianismo deve ser visto como verdade? O desafio diz que havia outros movimentos religiosos no primeiro século no Mediterrâneo que eram tão populares quanto. Por que o cristianismo teria uma melhor afirmação sobre a verdade do que alguns dos cultos de mistérios do mundo greco-romano? Alguns autores chegaram a sugerir que a história de Jesus foi baseada nestes cultos de mistérios e que os Evangelhos simplesmente colocaram uma roupagem judaica em um mito universal encontrado dentro dos cultos de mistérios. Há muitas maneiras de responder a essa hipótese de Jesus como um mito, mas podemos olhar para esses movimentos religiosos a partir de uma perspectiva histórica, e concluir que o cristianismo tem uma melhor afirmação sobre a verdade.


Cultos de mistérios
Havia inúmeros cultos de mistérios no mundo greco-romano, mas os mais frequentemente comparados com o cristianismo são relacionados ao culto de Mitra, Dionísio e de Ísis e Osíris. Tem sido discutido em outros lugares que os supostos paralelos com o Cristianismo ou são exagerados ou simplesmente falsos.1, No entanto, existem outras maneiras de diferenciar estas seitas do cristianismo.

O Mitraísmo era um movimento religioso que alguns alegam que poderia ter suplantado o Cristianismo como a religião dominante do Império Romano. As origens do Mitraísmo estão envoltas em mistério. Parece haver alguma ligação com o hinduísmo e religião persa, mas no momento em que o mitraísmo se tornou uma religião popular entre os romanos havia sido transformada em algo completamente novo. O acontecimento marcante no mitraísmo foi a morte do touro por Mitra. No entanto, este não foi um acontecimento histórico datável. A morte do touro teve lugar no passado primordial. Na verdade todos os acontecimentos da vida de Mitra, incluindo sua ascensão ao céu não foi entendido como tendo importância histórica, mas sim um valor ritualístico.

O ciclo de Osíris e Ísis, que inclui o mito de Hórus, proveu a história para uma seita religiosa muito popular. Enquanto o mito atual é bastante diferente do Evangelho, há outra diferença. A história de Osíris, Ísis e Hórus tem lugar no passado mítico. Não há maneira de colocar essas histórias em um contexto histórico. Enquanto os mitos podem ter sido valorizados pelos antigos, eles não foram capazes de descrever os eventos de uma forma histórica.

O culto a Dionísio também é um movimento que é muitas vezes comparado ao cristianismo. O melhor relato do mito de Dionísio é encontrado na peça de Eurípedes As Bacantes. A história descreve a raiva de Dionísio por ter sido recusado adoração e a punição que ele inflige. Esta peça foi apresentada pela primeira vez em 405 a.C., mas descreve eventos que, supostamente, tem lugar cerca de 2000 a.C., de acordo com Heródoto.2 Diferentemente da maioria dos cultos, ele é colocado em um contexto específico, embora ainda seja uma idade onde as figuras lendárias são criadas como fundadores de cidades importantes.

Cristianismo
O cristianismo é diferente das religiões e cultos pagãos contemporâneos de várias maneiras, mas uma das mais importantes é que é uma religião histórica. Através de uma religião histórica, quero dizer que é um movimento de fé que é fundamentada em fatos históricos e não no passado mítico e que as histórias foram registradas próximas aos eventos reais. Lucas, no início do seu Evangelho, deixa claro que ele estava registrando acontecimentos reais e que os acontecimentos que tiveram lugar tinham um contexto histórico específico.3 Isto é importante porque o cristianismo não é simplesmente baseado em filosofia, em uma mitologia agradável ou na ética prática, mas é baseada em acontecimentos históricos.

Qual é a evidência histórica para o cristianismo? Nós temos exatamente o que esperaríamos levando-se em consideração a área do Império Romano em que ocorreram os fatos. As reivindicações messiânicas de um judeu de classe baixa e da adoração de seus seguidores teriam conseguido, pouco interesse para a maioria dos cidadãos do Império no primeiro século.4

E os registros dos judeus sobre o ministério de Jesus? Certamente, se Jesus estava pregando e realizando milagres, algumas das testemunhas registraria suas experiências. Há duas questões para se notar. Uma delas é que a taxa de alfabetização era bastante baixa e a maioria dos registros assumiria a forma de tradições orais. Em segundo lugar, o clima da Galiléia e da Judéia era muito úmido para que a maioria dos textos sobrevivessem. A descoberta dos Manuscritos do Mar Morto é uma exceção que confirmam a regra.

Dito isto, existe alguns indícios judeus para a vida de Jesus. Em seu Testamentum Flavianium, Josefo realmente fala de Jesus. Alegações de que essa passagem é uma falsificação são muito ambiciosas. Sem dúvida, houve alguns acréscimos por cristãos, mas os estudiosos têm sido capazes de restaurar o texto original.5

Mais importante do que Josefo é o testemunho do próprio Novo Testamento. Os Evangelhos são, por vezes, desconsiderados como ficção piedosa, mas de forma injustificada. Evangelhos não canônicos do segundo e terceiro século mostram influência das novelas greco-romana, mas os Evangelhos canônicos são mais próximos do gênero da biografia e história.6 Embora os Evangelhos tenham sido escritos entre trinta e cinqüenta anos depois dos acontecimentos, isto não tira o seu valor. Eles foram baseados em tradição orais mais antigas7 e comparados com os textos a nós disponíveis sobre outras figuras antigas, como Alexandre, o Grande, os Evangelhos estavam relativamente perto aos eventos.8

Mesmo anterior aos Evangelho é o testemunho de Paulo. Paulo escreveu tão cedo quanto 20 anos após os acontecimentos e parece citar tradições ainda mais antigas. As alegações de que Paulo não fala do Jesus histórico são exagerações.9 Em 1 Coríntios 15:1-6, Paulo está tão confiante na fiabilidade histórica do Evangelho que ele apresenta a ressurreição como algo a ser confirmado por testemunhas oculares.

Conclusão
Por que a afirmação que o cristianismo é verdade deve ser levado à sério? Ao contrário de outras religiões antigas e cultos, o cristianismo está firmemente plantado na história. Não existe uma época mitológica ou lendária em que ocorreram os fatos. O Evangelho foi pregado em um tempo e lugar onde as pessoas pudessem confirmar os fatos. O cristianismo não é apenas baseado na fé cega, mas é baseado em confiabilidade histórica.

1 Stanley E. Porter and Stephen J. Bedard, Unmasking the Pagan Christ (Desmascarando o Cristo Pagão) (Toronto: Clements, 2006).
2 Herodotus, Histories Book II 2.145 (Livros de História).
3 Lucas 1:1-5.
4 Existem algumas referências antigas romanas como Suetônio, Tácito e Plínio, o Jovem. Veja Porter and Bedard pp. 129-39.
5 Porter and Bedard, pp. 139-44.
6 Richard A. Burridge, What Are the Gospels?: A Comparison with Graeco-Roman Biography (O que são os Evangelhos? Uma comparação com biografias grego-romanas) (New York: Cambridge University Press, 1995).
7 Richard Bauckham, Jesus and the Eyewitnesses: The Gospels as Eyewitness Testimony (Jesus e as Testemunhas Oculares: Os evangelhos como testemunhas oculares) (Grand Rapids: Eerdmans, 2006). Bauckham até suegerre que tradições orais de testemunhas individuais foram para no texto.
8 O mais antigo tratado sobre a vida de Alexandre, o Grande (356-323 a. C.) é de Plutarco, que escreveu no segundo século d. C.
9 Stephen J. Bedard, “Paul and the Historical Jesus: A Case Study in First Corinthians,” (Paulo e o Jesus histórico: um estudo de caso em 1 Coríntios) in McMaster Journal of Theology and Ministry 7:9-22 (2006).

Uma definição da verdadeira fé cristã


Uma ótima definição do que é a verdadeira fé cristã:

"Verdadeira fé cristã = uma confiança bem considerada, reflexiva no que não se vê, pela segurança daquilo que se vê. É uma confiança bem considerada, reflexiva naquilo que não é conhecível, que se origina de e é sustentada por aquilo que é conhecível".

Muito bom. Eu encontrei esse definição sobre cristianismo no site Faith Interface.

quinta-feira, setembro 30, 2010

O ambiente “cristão” do Orkut


Essa semana resolvi me envolver um pouco mais nos debates das comunidades cristãs do Orkut. Achei que era hora de testar algumas das coisas que temos aprendido, compartilhar idéias e aprender. Achei que seria uma experiência legal e enriquecedora e seria interessante por ser em um ambiente cristão. Me enganei totalmente.
Entrei em algumas comunidades, vi alguns tópicos que achei interessantes e postei meus comentários e idéias. Voltei à noite para ver as respostas. E que respostas!
Fiquei surpreso com a agressividade daqueles que discordavam dos meus pontos. Eu não me incomodo com alguém discordar de mim, mas sempre me incomodou quando alguém faz ataques ad hominem e não abordam diretamente o assunto discutido. E o pior, praticamente todos se consideravam cristãos! Mas pelo palavreado, dificilmente poderiam ser considerados assim. Eu quase senti falta das minhas discussões com o Darius. Pelo menos ele é mais consistente e um pouco mais respeitoso.
O que também me assustou foi o pouco conhecimento de teologia e de Bíblia das pessoas ali. Muitas simplesmente não conheciam o que a Bíblia diz e faziam afirmações teológicas totalmente sem sentido. Parecia um grande buffet de idéias desconexas que pouco lembrariam o cristianismo clássico. Fiquei assustado.
Além de uns loucos, como um que fez uma ginástica com letras para provar que o nome Jesus é do diabo, que deveríamos chamar Jesus pelo nome dele original em hebraico. E que o nome Jesus era uma variação de Zeus. Detalhe, tudo isso e muito mais foi revelado a ele diretamente por Deus e que se eu quisesse saber mais, deveria comprar a apostila.
Enfim, essa foi minha primeira experiência em comunidades cristãs (???) no Orkut, mesmo depois de muitos anos como membro.
Mas não vou desistir. Tenho certeza que existe algo ali importante para compartilhar idéias e também aprender. Nem todos ali são agressivos ou incapazes de sustentar um pensamento teológico coerente. Vou continuar enquanto der.
Mas que foi uma surpresa, isso foi.

O Cristianismo é Verdadeiro? A Fé Impossível


A Fé Impossível por James Patrick Holding

(Áudio em MP3 aqui em breve)

Sem dúvida, você vai ler aqui uma série de argumentos que o Cristianismo é verdadeiro, porque Jesus ressuscitou dos mortos, historicamente. Concordo com esses sentimentos, e também conheço muitas das respostas críticas padrões (por exemplo, "o corpo de Jesus foi roubado", "os apóstolos alucinaram", "pessoas de fora fraudaram a ressurreição") e as respostas para elas.

Mas aqui eu quero oferecer a minha perspectiva única sobre por que o cristianismo é verdade: Eu acredito que o mundo social do primeiro século foi, conforme um grande número de registros, ideologicamente em oposição ao cristianismo. As resposta às afirmações cristãs teriam sido tão esmagadoramente negativas que a única maneira de alguém de fora do núcleo original dedicado dos seguidores de Jesus ter se tornado cristão teria sido se eles tivessem sido capazes de apresentar evidências suficientes para convencer os outros de que a ressurreição realmente aconteceu. Que tipo de evidências? Eu poderia discutir isso em mais palavras, mas já que meu espaço é limitado, só vou registrar brevemente alguns exemplos: O túmulo vazio, os milagres operados por Jesus e os Apóstolos, os milagres da natureza no momento da crucificação, o testemunho daqueles que guardavam o túmulo, o testemunho inabalável sob pressão daqueles que viram Jesus vivo após a morte.

Nosso assunto principal no entanto é: Por que eles precisavam deste testemunho seguro para que as pessoas acreditassem?

O mundo social da Bíblia era muito diferente da nossa. Valores que são praticamente desconhecidos ou pouco importantes na América eram considerados muito importantes no mundo bíblico (e também em boa parte do resto do mundo, até hoje). O principal desses valores era a honra pessoal, ou dito de outra forma, a sua reputação com os outros. Uma razão pela qual os cristãos precisavam de um testemunho seguro da ressurreição de Jesus para convencer as pessoas é que Jesus foi crucificado. Hoje olhamos para uma imagem de Jesus na cruz e sentimos pena dele, mas no mundo bíblico, as pessoas teriam olhado para Jesus com desprezo. Ser crucificado danificava sua honra pessoal, da forma mais completa e brutal que se possa imaginar. Críticos pagãos do Cristianismo disseram que se Jesus fosse realmente divino, ele nunca se permitiria ser crucificado. Assim, os cristãos teriam a necessidade de convencer os outros de que Jesus ressuscitou e que a mancha de desonra causada pela crucificação havia sido invertida.

Outro valor importante é descendência de uma pessoa. Pessoas do mundo bíblico julgavam os outros com base de onde eles eram. Neste sentido, Jesus teve três ataques contra ele: Ele era judeu (e naquele tempo, o anti-semitismo era muito prevalente), ele era da Galiléia (que era um lugar associado a rebelião), e ele era de Nazaré (uma cidade muito pequena – e sendo de uma pequena cidade significava que você tinha muito pouca honra pessoal). Por esta razão, seria impossível convencer alguém de que Jesus tinha sido honrado por Deus por ter ressuscitado, a menos que você tivesse evidências suficientes de que ele tinha sido.

No entanto, um outro fator: o processo de ressurreição. Afirmar que Jesus fisicamente ressuscitou dos mortos teria sido contrário a tudo o que se acreditava sobre a ressurreição. Os judeus acreditavam que ninguém iria ser ressuscitado até o fim dos tempos atuais – e então, seriam todos ressuscitados, não apenas uma pessoa. Os pagãos não acreditavam que a ressurreição era possível - e mesmo se tivesse sido, teria sido considerado como algo indesejável, permitir-se ser aprisionado num corpo miserável.

Há muitos outros exemplos que eu poderia dar: o uso de mulheres como testemunhas do túmulo vazio, o fato de que o Cristianismo era uma religião "nova"; a intolerância cristã a outras religiões, por um lado, e o desdém cristão para o sistema de classes em sua sociedade por outro, a natureza ofensiva de muitos dos ensinamentos de Jesus – havia tantos que os povos antigos teriam achado o cristianismo tão ofensivo que qualquer coisa de bom do cristianismo teria sido substancialmente substituído por gritos de protesto. Você pode ver uma descrição mais completa aqui (em inglês).

Para finalizar, devo lembrar que sim, existem críticas para esses argumentos – um ateu até pagou outro ateu mais de cinco mil dólares por uma refutação a elas! Mas sim - eu as respondi todas. Eu também tenho aplicado o mesmo testes em outras religiões - islamismo, mormonismo, e a antiga religião do Mitraísmo - e nenhuma delas passou no teste, nem mesmo uma vez.

A defesa em resumo: O fato da ressurreição é a única explicação adequadamente histórica pela qual o cristianismo ganhou mesmo que um único novo convertido para além do círculo original dos discípulos de Jesus.

Veja também o livro The Impossible Faith (A Fé Impossível) de J. P. Holding

Uma defesa da ressurreição em menos de 200 palavras!



Mencionei há duas semanas que eu iria compartilhar o meu testemunho de 200 palavras da ressurreição (na verdade é um pouco mais curto). Eu uso isso constantemente. Muitas vezes, alguém vem me perguntar o que é apologética (o que acontece muito). E aqui vai minha resposta:

Em apologética, nós fornecemos os argumentos e provas da verdade do cristianismo histórico. Por exemplo, considere a ressurreição de Jesus. Sabemos que os discípulos de Jesus caminharam com Jesus, falaram com Jesus, e comeram com Jesus, eles sabiam quem Jesus era. Eles estavam com Jesus quando ele foi preso e, depois, dispersados. Os romanos então, açoitaram Jesus, furaram seus pulsos e pés para pregá-lo na cruz, e enfiaram uma lança em seu lado para ter certeza que ele estava morto. Então eles enterraram Jesus.
Mas três dias mais tarde, o túmulo de Jesus foi encontrado vazio e os discípulos começaram a testemunhar que andaram novamente com Jesus, falaram com Jesus, e comeram com Jesus. E o que é realmente surpreendente é que muitos testemunharam a sua ressurreição até mesmo sob tortura e morte. Sabemos fora da Bíblia que Nero decapitou o apóstolo Paulo e sabemos pelo historiador judeu Flávio Josefo que o Sinédrio apedrejou até a morte o irmão de Jesus, Tiago, que havia se tornado um líder da igreja cristã.
Então aqui vai minha pergunta: se Jesus não ressuscitou dos mortos, então porque é que os primeiros discípulos morreram por aquilo eles sabiam que era mentira?

Esse é o meu testemunho de 200 palavras. A resposta mais comum é: "Sim, mas as pessoas morrem por mentiras o tempo todo." E eu digo: "Isso é verdade. Pessoas morrem por coisas que acham que são verdadeiras mas que acabam por ser uma mentira. Mas, como acabei de mencionar, os primeiros discípulos estavam testemunhando que viram Jesus ressuscitado dentre os mortos, o que, se eles não viram Jesus vivo, significa que eles estavam morrendo por aquilo que eles sabiam que era mentira. A propósito, mesmo o ateu Michael Martin, em The Case Against Christianity (O caso contra o Cristianismo), concorda que "é certo que a ressurreição foi proclamada pelos primeiros cristãos.”[1]

Então, novamente, se Jesus não ressuscitou dos mortos, então porque é que os primeiros discípulos morreram por aquilo que eles sabiam que era mentira?

1 Coríntios 15:14-15: "E, se Cristo não foi ressuscitado, logo é vã a nossa pregação, e também é vã a vossa fé. E assim somos também considerados como falsas testemunhas de Deus que ele ressuscitou a Cristo, ao qual, porém, não ressuscitou, se, na verdade, os mortos não são ressuscitados."

Amem.

Michael Martin, The Case Against Christianity (Philadelphia: Temple University, 1991), 90.

domingo, setembro 19, 2010

O Cristianismo é Verdadeiro? A Complexidade Ortogonal


A Complexidade Ortogonal por Peter Grice

(Áudio em MP3 aqui em breve)

Algo parecido com o cristianismo deve ser verdadeiro, na minha opinião, devido a um fenômeno difuso que eu gostaria de chamar de complexidade ortogonal. É diferente de dois conceitos relacionados, a complexidade irredutível e a complexidade específica, conforme descrito em seguida.

Todos os três conceitos se enquadram na categoria geral da teleologia. Telos é um modo de explicação descrito por Aristóteles1, onde um objeto físico ou sistema tem um objetivo que existe em uma relação causal anterior as suas características de forma e função. Em outras palavras, os seus traços servem os interesses de seu propósito.

Por exemplo, nós entendemos que uma faca é para cortar bife. Seu próprio fim teleológico ajuda a explicar por que tanto a faca existe (a função de cortar o bife) e porque tem características particulares (tais como a sua borda serrilhada e o equilíbrio apropriado quando segurado por mãos humanas). Embora uma faca possa ser totalmente mensurada e descrita cientificamente sem invocar a sua finalidade conhecida, esta seria uma redução e uma explicação incompleta.2

Dada a inabilidade das facas de se intencionar e fabricar si mesmas, a implicação clara é que elas são artefatos de seres com inteligência suficiente e poder criativo. Enquanto isso não é contestado em relação a facas de bife, é certamente controversa quando se trata de seres humanos e outros sistemas biológicos, por razões óbvias.

No entanto, parece muito fácil abandonar a discussão contemporânea sobre o tema como "apenas uma forma atualizada" do argumento de William Paley3 – seja lá o que for que isso signifique em detalhes. É justamente o detalhe que importa, pois o argumento de design não é irracional. Pelo contrário, sua aplicação é disputada. Nosso conhecimento da complexidade biológica percorreu um longo caminho nos últimos 200 anos, tornando-se mais aplicável do que nunca para a questão do telos no mundo orgânico.

Complexidade Irredutível4 é a noção de que todas as partes constituintes são necessárias para um determinado sistema biológico manter a sua função em relação ao organismo.5 Complexidade Específica6 refere-se a sistemas que são ambos específicos, como uma única letra do alfabeto, e complexas, como acontece com uma seqüência de letras. Se verificado, qualquer um destes conceitos mostraria que qualquer meandro gradual, de tentativas e erros da evolução naturalista é de fato transcende por inteligência.

O que quero dizer com complexidade ortogonal7 é a confluência de várias vias de desenvolvimento linear, de forma coordenada, resultando em uma estrutura emergente ou um padrão de dimensionalidades diferentes. Esse padrão, tais como o leque impressionante de "olhos" na cauda de um pavão, seria caracterizado como epifenomenal, complexo, especificado e também digital em termos de estruturas descontínuas cruzadas (como pixels em uma tela de computador). O feito deve ser realizado através de cálculos avançados e de uma fusão conceitual muito além que a capacidade de processos lineares indiretos podem obter. Embora estritamente redutível a componentes físicos, a presença de um efeito é real. Ela se dissipa ao invés de participar de uma redução física, então, nesse sentido também é irredutível.

Imagine uma lindo tapete - seu intrincado design adornado é a marca de uma determinada família de artesãos, juntamente com o conhecimento de informações precisas sobre a tecelagem de fios por cima e por baixo para sua reprodução. Reflita um pouco sobre a necessidade de se ter um artesão para o processo.8 Alguém poderia tentar explica-lo desmontando a trama, um fio de cada vez, para mostrar que o tapete é composto inteiramente de fios lineares. No entanto, isso é inadequado como uma explicação completa, pois exclui dados genuínos - o telos do arranjo.

A tapeçaria apresenta complexidade ortogonal na forma de entrelaçamento de suas teias "verticais" com as “tramas” horizontais de fios. Há mais de ortogonalidade em cada ponto de intersecção virtual, com seu cálculo para referenciar o design sobreposto. A tela é um conjunto de segmentos lineares e não uma superfície plana contínua, e aí reside o desafio.

Assim é com a cauda de um pavão, só que aqui a tela "física" abrange uma miríade de filamentos lineares de diferentes escalas, em uma configuração fractal, fixadas em posições precisas no espaço para facilitar o arranjo geral. Assim como um monte de fios pareceria uma má escolha para se pintar uma obra-prima, assim também é afunilar as penas do pavão a uma imagem bidimensional totalmente não condutiva. No entanto, é fácil vê-las sobrepostas.9

No caso do "olho” redondo de uma única pena, isso envolve uma cor requerida abruptamente começar, continuar e parar ao longo de um filamento ou bárbula - todas em locais precisos e comprimentos específicos que só fazem sentido no âmbito do esquema geral. Elementos adjacentes do desenho são justapostos em dígitos adjacentes, com um espaço vazio no meio.

Os mapeamentos envolvidos são análogos aos transformações matemáticas entre dimensões inferiores e superiores. As próprias cores são efeitos de complexas estruturas 3D microscópicas conhecidas como cristais fotônicos,10 introduzindo mais uma outra transformação complexa. Na verdade, toda a panóplia se desenrola a partir de uma codificação linear de informações dentro do DNA.

Se isso confunde a mente dos seres humanos,11 é preciso desconfiar que tudo decorre de forma direta uma vez que a pavoa conspira humildemente com a natureza para simular um tecelão mestre. Somos solicitados a acreditar que as preferências de acasalamento das pavoas são em grande parte responsáveis por esta fenomenal proeza complexa, apesar do caráter disputável de qualquer evidência para isso.12 Mesmo as mais brilhantes mentes humanas não poderiam produzir tal obra-prima, sem ceder à imitação.

Múltiplos níveis interpostos de complexidade ortogonal clamam por uma explicação adequada. Assim como uma tapeçaria relativamente simples, necessita de um tecelão, então parece que ortogonalidade da natureza requer um agente causal transcendente, inteligente, e criativo.

Eu iniciei implicando que isso é parte de um caso cumulativo. Pessoalmente, considero que as provas para o cristianismo são abrangentes e convincentes, e eu encorajo os leitores a explorar isto através dos outros ensaios desta série. Espero que a minha contribuição tenha pelo menos destacado um ponto principal de partida entre explicações rivais. É legítimo que uma postura filosófica anti-sobrenatural rejeite de antemão partes inteiras de evidência potencial para o cristianismo? Parece-me que esta questão gira em torno da qualidade da complexidade que estamos descobrindo agora, o que prejudica a alegação de que telos em biologia é ilusória.

1 Aristóteles atribui ao “telos” o papel de "causa final," a partir de sua doutrina das Quatro Causas expostas, em seu texto Metafísica.
2 Assim o sentido pejorativo do termo reducionismo. Dentro da gama de dados presentes para a compreensão humana, existem categorias inteiras que parecem estar fora dos limites do que somente a ciência é capaz de analisar.
3 O argumento do design de Paley, a partir sua obra de 1802, Teologia Natural, assume a seguinte forma: se por acaso encontrássemos um relógio de pulso em alguns lugar remoto, iríamos perceber sua finalidade óbvia de medir o tempo, e concluiríamos que ele tinha sido projetado. Por analogia, parece racional fazer o mesmo tipo de inferência a partir da intencionalidade aparente de sistemas biológicos, a uma causa inteligente.
4 Um primeiro conceito apresentado por Michael Behe em seu best-seller “A Caixa Preta de Darwin” (1996).
5 Meu texto é significativo, uma vez que os críticos têm sugerido que algumas partes ou subestruturas de um sistema irredutivelmente complexo proposto foram cooptados de outros contextos, mas isso parece fugir do mérito, que é sobre a função do sistema particular no seu contexto atual.
6 defendido por William Dembski em The Design Inference (1998).
7 Ao propor o meu próprio conceito, eu não quero dizer que não é subsumido pelo trabalho de Behe, Dembski e outros, ou que é rigorosamente formulado em outro lugar (eu não sou um teórico da complexidade). No entanto espero que a minha humilde observação irá provocar o leitor a refletir sobre os candidatos para a complexidade ortogonais e a sua explicação adequada.
8 Embora mais tarde ela pode ser reproduzida mecanicamente, como com um tear Jacquard, isso não teria sido possível sem a participação inicial de um agente inteligente.
9 Embora haja ortogonalidade na convergência e divergência no processo do crescimento, a ortogonalidade mais interessante e sofisticada é a sobreposição do desenho 2D familiar para a estrutura subjacente.
10 Veja, por exemplo, http://www.nnin.org/doc/2007nninREUSmyth.pdf (em inglês)
11 Não é de admirar Charles Darwin escreveu a um colega ", Pequenos elementos estruturais, muitas vezes me deixam muito desconfortável. A visão de uma pena na cauda de um pavão, sempre que eu olho para ela, me deixa doente".
12 Takahashi et al. Pavoas não preferem os pavões com caudas mais elaboradas; http://bit.ly/aK3BzL

Nas escrituras, tirar os sapatos tem um significado muito especial. Quando Moisés teve seu primeiro confronto com Deus, Ele disse para que ele tirasse seus sapatos porque ele estava em terra santa. Jesus caminhou descalço para o Calvário. Na cultura daquele tempo, estar descalço era o sinal que você era um escravo. Um escravo não tinha direitos. Jesus nos deu o exemplo supremo de renunciar tudo por um grande objetivo.
Loren Cunningham Making Jesus Lord / Marc 8:34,35

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