terça-feira, setembro 22, 2009

Parabéns à fotógrafa vencedora!

Não poderia deixar de expressar aqui minha alegria e meu orgulho (contentamento) com a premiação que a Vivian recebeu ontem no 4º Concurso de Fotografia - Árvores da Cidade de São Paulo, promovido pelo Senac a pela Secretaria do Meio Ambiente da cidade de São Paulo.
Entre mais de 1200 fotos, ela foi selecionada entre as 20 que fizeram parte da exposição.
Além disso, ela ficou entre os 5 primeiros que foram premiados entre essas 20 melhores fotos. Além do reconhecimento, ela ganhou livros de fotografia e um ano de assinatura de uma revista sobre fotografia.
Parabéns meu amor! (Não vou deixar de usar esse meu espaço para isso...)
Veja abaixo a foto vencedora (temos de levar um torrão de açúcar para essas formigas) e também a foto da Vivian na exposição.




Dr. Roger Abdelmassih: entre a Bíblia e a Cabana


Estava lendo a revista Veja de algumas semanas atrás, sobre o médico Roger Abdelmassih que está sendo acusado de estupro e abuso sexual de muitas de suas pacientes, além de outros aspectos médicos da reprodução assistida ou fertilização in vitro e em uma rápida entrevista ele disse que na prisão está lendo dois livro, um deles era a Bíblia e o outro A Cabana.
Não sei se ele é culpado ou não. É fácil já tomá-lo como culpado por tudo o que mídia está apontando, mas esse é um trabalho que cabe a justiça. E se alguma forma essa falhar, podemos ter certeza que a justiça divina não irá. Seja para uma coisa, seja para outra.
Mas o aspecto mais importante para mim é que o Dr. Abdelmassih está lendo ao mesmo tempo livros tão antagônicos quanto seria possível.
De um lado ele está lendo a Bíblia (pelo menos é o que afirma), a revelação de Deus para o homem, que nos mostra nossa verdadeira natureza, nosso destino terrível por causa de nossos próprios pecados, nossa necessidade de um salvador, o amor de Deus providenciando esse salvador e seu amor a ponto de morrer na Cruz em nosso lugar, quando ainda eramos seus inimigos e afirmações como “eu sou o caminho, a verdade e a vida, ninguém vem ao Pai senão por mim”.
Por outro, ele está lendo A Cabana, de William P. Young, filho de missionários que serviram no pacífico e escreveu o livro como resposta a seus próprios conflitos e sofrimentos. Na Cabana, todos são no final das contas bons, não existe o perigo de um destino de tormento por causa de nossos pecados, já somos todos salvos, a morte de Cristo (e também de Deus Pai, que de acordo com Young também morreu na Cruz) age para salvação de todos, não que essas pessoas fossem inimigas de Deus, mas esse é o melhor caminho e todas as afirmações de Cristo podem ser relativizadas: ele é o único caminho, não por que as pessoas podem seguir por ele ou não, mas sim porque todos estão nesse caminho, quer queiram, quer não. Também é possível ser um cristão “anonimo”: você é cristão, só não sabe disso. Além disso, você pode ser salvo e pertencer a qualquer outra crença. Pode ser budista, muçulmano, mórmom e talvez até ateu. Querendo ou não, você é cristão.
O Dr, Abdelmassih não faz nenhum juízo de valor sobre o livro. Não diz se está gostando ou não. Mas seja como for, é uma pena ver um livro tão danoso ao cristianismo ser elevando à categoria de best-seller evangélico.
Espero que, independente do que vier a se seguir em relação a esse caso, o Dr. Abdelmassih possa perceber que esses dois livros são antagonistas um ao outro e possa se render à mensagem daquele que é o único que pode lhe mostrar o verdadeiro e único caminho para a vida eterna. Ele já o possui em suas mãos. Só falta fazer a escolha certa.

sábado, setembro 05, 2009

Evangelismo pessoal em uma feira de São Paulo


No mesmo dia que fomos fazer evangelismo de forma bíblica na feira, conversamos com algumas pessoas.
Já colocamos abaixo um dos audios e estamos colocando aqui um outro aqui.


A conversa com esse rapaz, que tinha 13 anos na época, foi bem interessante. Primeiro, porque ele sabia os Dez Mandamentos de cor e isso vimos pouquíssimas vezes. Mesmo pastores não consguiram citar os Dez Mandamentos para nós.
Também existe uma certa arrogância por parte do garoto, em não se humilhar para receber a graça de Deus por nós pecadores. Muito provavelmente ele acha que deve pagar por seus pecados porque ele ainda não entendeu a gravidade da ira de Deus. E também porque nós não explicamos isso direito.
Mas pelo menos plantamos a semente no coração dele e de alguma forma, ele estava buscando alguma verdade espiritual.
Orem por ele e por todos aqueles que ouviram o evangelho naquele dia.

Show da fé e o evangelho da prosperidade


Em nossa casa, temos um consumo muito grande de jornal. Pilhas e pilhas são gastas todos os meses. Gostaria de dizer que tudo é o resultado de uma intensa leitura de jornais, mas na verdade quem realmente consome os jornais são nossos animais de estimação. Quem mora em apartamento sabe como é.
Por conta disso, muitos de nossos amigos nos entregam seus jornais após os terem lidos.
Hoje uma colega do trabalho me entregou um jornal chamado “Show da Fé”, da Igreja Internacional da Graça de Deus. Com uma óbvia curiosidade pelo conteúdo do jornal, me propus a lê-lo antes que esse cumprisse sua missão final no grande ciclo da vida.
Eu tenho uma certa (certa) simpatia pelo missionário R. R. Soares. Eu acho ele mais consistente do ponto de vista bíblico do que os outros pregadores dessa vertente “evangelho da prosperidade” e movimento “palavra de fé”. Percebo essa consistência menos em suas pregações e mais em suas respostas dada a perguntas feitas em seu programa de televisão.
Duas coisas me chamaram a atenção no jornal e uma terceira que confirma minhas observações sobre Soares.
A primeira coisa que me chamou a atenção no jornal foi a forma como o cristianismo é apresentado. Lendo os artigos e testemunhos publicados, percebe-se o foco em um cristianismo que liberta a pessoa do domínio de Satanás e traz como resultado imediato a benção e a prosperidade. Como afirmou R. R. Soares em um artigo sobre evangelismo (que começou de forma promissora, mas teve um desfecho desapontante) “a missão mais importante a se cumprir, que é a pregação do evangelho, com os sinais que o Mestre fazia, já está bem adiantada em todo o mundo”. Veja a qualificação que é acrescentada “com os sinais que o Mestre fazia”. Essa parte é importante nesse tipo de mensagem.
Mais adiante, no mesmo artigo, falando sobre aqueles que devem ser evangelizados, ele diz que “são pessoas maravilhosas, mas que ainda não sabem o que sucedeu no Calvário”. Contrariando as Escrituras que diz que não há ninguém que seja bom, senão Deus (Mar 10:18), que todos pecaram (Rom 3:23), ninguém que busque a Deus (Salmo 53:2,3) e que nossas melhores obras são como trapos de imundícia (Isaías 64:6), esse texto nos prepara para algo que é constante em todo o jornal: o evangelho como opção para uma vida melhor. A palavra pecado pouco aparece no jornal e a palavra inferno é inexistente. A mensagem evangelística pode ser resumida em “se você já tentou tudo em sua vida e ela não deu certo até agora, venha para Jesus e ele vai mudar sua vida para melhor”. Nenhuma menção sobre o quanto pecamos contra Deus, nenhuma menção sobre nosso destino eterno se morrermos em nossos pecados, nada sobre o sacrifício de Cristo para nos salvar da ira vindoura (mas sim para nos libertar de nossos problemas), da ressurreição e da necessidade de nos arrependermos e colocar nossa fé em Cristo como nosso único e verdadeiro salvador. Nada disso. Somente a mensagem do venha para Jesus, mude de religião e está tudo certo. Isso é nítido por todos o jornal. Veja por exemplo os títulos de alguns dos artigos “O que mudou na vida deles”, “Saúde restaurada”, “Renda triplicada”, “O que eu mais queria era paz”, A obediência à Deus é o caminho para a prosperidade” e por aí vai. Com uma dose cavalar de pelagianismo, esse evangelho do cristianismo apenas como um estilo de vida melhor do que os anteriores vai sendo levada às multidões em nosso país.
E é essa orientação filosófica do cristianismo que também me chamou a atenção. Não somente você poder mudar sua religião, como você também pode se cercar de toda uma gama de produtos que vão mostrar esse novo estilo de vida. Tudo o que o mundo tem para oferecer encontra sua versão evangélica para saciar o convertido. Do vestuário e musicas até TV a cabo, passando por bolachas e macarrão instantâneo com a logomarca da igreja. Você pode mudar sua religião e também seus hábitos de consumo.
E a terceira coisa que confirmou as minhas observações foi uma resposta dada pelo missionário R. R. Soares a uma pergunta feita em uma sessão do jornal.
Uma mulher diz ter tido uma vida promíscua antes de sua conversão e que após esse evento se casou e hoje possui um filho com síndrome de Down. Ela gostaria de saber se a doença de seu filho é um tipo de castigo por parte de Deus por causa de sua vida pré-conversão.
A resposta de Soares foi categórica: Não! E explica. “Todos os nossos pecados do passado foram perdoados e jogados no mar do esquecimento (2 Cor 5:17; Mi 7:19; Isaías 43:25)”. Foi uma alegria ler essa resposta, mesmo sendo essa a única vez que uma explicação mais bíblica do evangelho foi apresentada.
Esse texto confirma minhas observações sobre a maior consistência de Soares em relação aos outros pregadores da mesma vertente. Ele sabe dessas coisas.
Isso lança alguma esperança para o futuro desse ministério. Se ao menos missionário pregasse e ensinasse mais sobre essas coisas e menos sobre o evangelho da prosperidade...
Espero que seja menos show e mais fé cristã. Milhões que ouvem a R. R. Soares seriam expostos ao verdadeiro evangelho bíblico.
Vamos continuar em oração para que esse dia chegue o mais rápido possível.

quarta-feira, setembro 02, 2009

Evangelismo em uma feira livre em São Paulo


Após muitos anos fazendo evangelismo, tivemos contato com a verdadeira maneira bíblica de evangelismo em 2007. Após ouvir vários audios e ver vários vídeos e ler vários textos (além de mergulhar em uma leitura bíblica intensa), resolvemos colocar tudo isso em prova. Tudo o que precisavamos era arrumar uns pecadores e ver se esse negocio realmente funcionava.
E uma dessas tentativas foi gravada e você pode ouvir abaixo. Foi interessante porque gravamos com nosso mp3 player, o som é horrível, mas dá pra ouvir.
Nós já tentamos postar esse audio aqui, mas não deu certo. Agora que descobrimos como colocar audio aqui (graças ao Archive.org), vai ficar mais fácil.


Posso garantir que estavamos muito nervosos nesse dia. Mas foi uma alegria imensa estar compartilhando o evangelho com alguém.

sexta-feira, agosto 21, 2009

Oswald Chambers - O Ministério dos Que Passam Despercebidos


Um de nossos devocionais preferidos é o "Tudo para Ele", de Oswald Chambers. Não é um devocional para ter fazer seguir feliz pelo seu dia, ou para te dar um gás ou algo que possa tornar sua vida mais fácil, como muitos que existem por ai.
Seu foco é glorificar a Cristo e sua obra redentora pela humanidade. E ele consegue isso de uma forma espetacular. Realmente, é tudo para Ele e tudo por Ele e tudo Nele.
Hoje em nosso momento de oração lemos o texto do dia 21 de Agosto e fomos profundamente tocados por esse texto. Esse texto combina e muito com uma mensagem do Paul Washer que estavamos ouvindo hoje que fala sobre submissão total à Cristo.
Abaixo segue o texto para o dia 21 de Agosto. Leia e medite nele. Existe muita teologia nessas poucas palavras, mas o bastante para você perceber que Cristo é o centro de tudo, não nós.
E compre esse devocional, que é vendido pela Editora Betânia. A publicação é bem fraquinha (nossa edição de bolso em inglês é bem melhor e é uma edição de bolso!!!), mas é melhor do que nada. A tradução é boa. Quem sabe um dia eles fazem uma edição decente.

21 De Agosto
O Ministério dos Que Passam Despercebidos
"Bem-aventurados os humildes de espírito", Mat.5.3
O Novo Testamento destaca virtudes que, vistos através dos nossos padrões actuais, não são lá muito comoventes. "Bem-aventurados os humildes de espírito", significa literalmente "bem-aventurados os indigentes", algo excessivamente comum para ser levado em conta! As pregações que se ouvem hoje procuram enfatizar a força de vontade, a beleza do carácter da pessoa - coisas que são facilmente notadas por todos. A frase que tantas vezes ouvimos - "Aceitar a Jesus" - dá ênfase a uma postura que o Senhor nunca propôs e na qual nunca confiaria. Ele nunca nos pede para aceitá-lo, mas, para nos rendermos a ele - o que é muito diferente. O reino de Jesus Cristo tem como base a beleza natural daquelas coisas que se tornam simples. Sou bem-aventurado pela minha pobreza. Se sei que não tenho força de vontade, nem nobreza na minha disposição, então Jesus diz: "Bem-aventurado és tu", porque é através dessa pobreza que entras no Meu reino. Não posso entrar nele como pessoa boa, só posso entrar como um indigente.
A verdadeira natureza da beleza interior que testifica de Deus é aquela que se torna sempre num factor inconsciente. Uma influência consciente é ostensiva e anticristã. Se eu disser: "Será que sirvo para alguma coisa", logo ali se perde toda a beleza que me surge daquele toque proveniente do Senhor. "Quem crer em mim... do seu interior fluirão rios de água viva", João 7:38. Se fico para analisar que rios são esses, perco no toque do Senhor.
Quais são as pessoas que mais nos têm influenciado? Não são as que pensavam fazê-lo, mas, as que não tinham a mínima noção de que estavam a exercer certas influências sobre nós. Na vida evangélica, a realidade implícita nunca é consciente; se é consciente, deixa de ter aquela beleza simples que é a característica principal do toque especial vindo da parte de Jesus. Sabemos quando é Jesus que está operando, porque ele produz algo que é inspirador naquelas coisas que nos são comuns.

sábado, agosto 08, 2009

Testemunhas de Jeová à minha porta


Elas deram pra traz. Elas se retiraram. Elas fugiram. Você também vai fazer isso?
Quando mencionei a divindade de Cristo, a pessoa na sombra falou pela primeira vez. Eu não estava preparado para o que ela disse...

Por: Gregory Koukl

Era meados da manhã de terça-feira e eu estava estudando quando ouvi uma batida na minha porta. Quando eu a abri, duas mulheres de meia-idade sorriram agradavelmente para mim, com um pacote de literatura apocalíptica nas mãos. Será que vou querer ver esse material?
Mencionei que havia duas, mas apenas a uma estava à frente – aquela que havia batido na porta - estava falando. A segunda ficou discretamente atrás, observando. Testemunhas de Jeová saem em pares, uma testemunha experiente e um novo discípulo. O neófito faz o contacto inicial, enquanto o mentor aguarda protegendo-o ao fundo, pronto para uma manobra lateral caso a seu jovem cadete entre em apuros.
Eu sabia que tinha muito pouco tempo para causar um impacto. Em primeiro lugar, eu estava preparando uma palestra e estava correndo contra o relógio. Ainda assim, eu não queria mandar os meus visitantes embora de mãos vazias. Em segundo lugar, os que vão de porta em porta, normalmente têm pouco tempo para quem é biblicamente informado. Uma vez que eu mostrasse o que tinha em mãos eu sabia que iriam desaparecer rapidamente, procurando por um alvo mais fácil.
Eu rapidamente juntei meus pensamentos e montei uma resposta.
“Eu sou um pastor cristão", disse, dirigindo os meus comentários para o convertido mais jovem, o menos influenciado pela Associação Torre de Vigia e mais aberto a um outro ponto de vista. "Na verdade, estou estudando teologia agora mesmo." Peguei o livro que eu estava lendo, o “Institutes of Eclentic Theology “, de Turretin do século 18.
"É claro que temos algumas diferenças, incluindo a questão fundamental da identidade de Jesus. Acredito que João ensina em João 1:3, que Jesus é o Criador não criado. Isto faz dele Deus."
A menção da divindade de Cristo era tudo o que era necessário para trazer o pessoa da retaguarda para a ação. A pessoa na sombra falou pela primeira vez. Sinceramente, eu não estava preparado para a sua resposta.
“Você tem direito à sua opinião e nós temos direito à nossa," foi tudo que ela disse. Nenhuma pergunta, nenhum desafio, nenhuma réplica teológica. Isso foi uma dispensa, não uma resposta. Ela se virou e se dirigiu para a próxima casa – rebocando sua jovem cadete - em busca de um jogo mais vulnerável.
Eu tentei encontrar algo para dizer que poderia retardar a sua retirada. "Você também pode estar errada em sua opinião," disse suave, mas diretamente. Eu admito que não foi uma reposta devastadora, mas era tudo que eu pude pensar. "É claro que ambos não podemos estar certos, mesmo tendo ambos o direito às nossas opiniões." Eu estava esperando por algum tipo de reação, algum tipo de envolvimento, mas o meu desafio não teve qualquer efeito.
Enquanto elas desapareciam da minha entrada, eu disparei a minha última tentativa, esperando em vão por uma resposta. "Obviamente, você não está interessada em ouvir qualquer outro ponto de vista que não o seu." Em seguida, elas se foram.
Nos momentos que se seguiram uma série de perguntas inundaram minha mente. Será que eu usei a tática correta? Será que uma abordagem diferente teria sido mais eficaz? Alguma coisa que eu disse deixou uma boa impressão? Será que eu plantei ao menos uma semente de dúvida na mente da iniciada?
Eu provavelmente nunca vou saber a resposta para essas perguntas, mas ainda assim o encontro foi educacional. Veja algumas coisas sobre este breve encontro.
Em primeiro lugar, o que é que estas duas missionárias fizeram quando encontraram alguém que era biblicamente informado? Qual foi sua primeira resposta, quando eu mencionei a minha experiência e então deu um esboço de uma miniatura de argumento atingindo direitamente no coração de uma de suas mais queridas doutrinas?
Elas deram pra traz. Elas se retiraram. Elas fugiram.
O que há de errado com este cenário? Se você estivesse convencido de que o medicamento que você tem em suas mãos iria salvar a vida de um paciente prestes a morrer, você daria as costas, deixando-os perecer, somente porque não gostam do sabor do tratamento?
Não é um comportamento estranho para um evangelista de porta em porta, que sai para salvar o mundo, mas levanta vôo ao primeiro sinal de discórdia?
Primeiro, elas não estavam muito confiantes de sua mensagem. Por que eu deveria gastar um único momento para analisar uma suposta mensagem de Deus que o mensageiro não levantaria um dedo para defender-la? Por que devo respeitar a causa de um soldado que se retira ao primeiro sinal de resistência?
Em segundo lugar, elas não estavam tão interessadas na minha salvação. Se alguém está verdadeiramente interessado em resgatar almas perdidas, o seu primeiro impulso seria o de descobrir o que eu acreditava e, em seguida, corrigir a minha teologia errada. Não é por isso que eles vão de porta em porta, para testemunhar para o perdido, a dar-lhes a verdade sobre Jeová Deus e convidá-los a aderir à Associação Torre de Vigia?
Mas elas nem sequer ouviram o meu ponto de vista, muito menos tentaram corrigir o meu erro. Sabe o que isso me diz? Elas não se importaram muito sobre o meu destino eterno.
Terceiro, elas não levam a questão da verdade muito a sério. Evangelismo religioso é uma empreitada persuasiva; o evangelista está tentando mudar a mente das pessoas. Ele acredita que sua opinião é verdadeira e a dos outros é falsa. Ele também acredita que a diferença é importante. Siga a verdade, você ganha; Siga a mentira, você perde – e muito. Um compromisso com a verdade (em oposição a um compromisso com uma organização) significa uma abertura para uma afinação de sua própria opinião, aumentar o rigor na compreensão, constantemente à procura de uma maior precisão no pensamento.
Um desafiante pode sempre revelar-se uma benção disfarçada, um aliado em vez de um inimigo. Um evangelista que está convencido da sua opinião gostaria de ouvir os melhores argumentos contra ela. Uma de duas coisas vai acontecer.
Ele pode descobrir que algumas objeções a sua opinião são boas. A refutação o ajuda a fazer ajustes e correções em seu pensamento, para refinar o seu conhecimento da verdade. Ou pode revelar que ele está em terra firme no final das contas. Desenvolver respostas aos argumentos mais duros contra ele reforça tanto o seu testemunho quanto sua própria confiança em sua religião.
Mas os minhas visitantes não esperaram para ouvir os meus pensamentos para informar as suas próprias crenças, para que elas possam conhecer a verdade com mais precisão. Elas não pararam para ouvir as razões pelas quais eu rejeito a autoridade da Torre de Vigia, para que elas possam tentar me refutar e ganhar confiança na sua própria crença.
Um último pensamento me ocorreu. Às vezes, um evangelista é um Jeremias, uma voz solitária fielmente proclamando uma mensagem diante de uma incredulidade firmemente enraizada. Ela nunca será ouvida, mas ainda assim é declarada fielmente, um exemplo da oferta graciosa de Deus ao recalcitrante, aqueles que nunca irão se mexer.
Mas as duas testemunhas não me ofereceram uma única palavra de advertência, mesmo achando que meus pensamentos já estavam estabelecidos. Não houve uma fiel proclamação da verdade, apenas um rápido recuo.
O que me traz a uma última pergunta. Se estas evangelistas de porta em porta não estavam interessados em minha salvação, ou corrigir minhas noções erradas sobre Deus, ou aperfeiçoar seus conhecimentos sobre a verdade, ou até mesmo ser fiel em falar a verdade em face da oposição, então porque elas foram bater na minha porta? Se elas realmente acreditavam que a crença religiosa não é mais nada do que uma questão de opinião própria, qual é o propósito em mudar os pensamentos das pessoas?
Deve ter havido alguma razão para estas senhoras saírem a cada semana, arriscando-se no desconforto, escárnio e ridículo. Qual foi? Não foi de fidelidade a Deus e à Sua mensagem, ou não teriam me dispensado tão prontamente. Foi a fidelidade a uma organização, a Associação Torre de Vigia de Bíblias e Tratados.
Estas missionárias tinham cumprido a sua agenda. Elas bateram na minha porta e me ofereceram literatura. Anotar as horas é o que as mantém na "graça". Salvar almas não é realmente o objetivo. Nem é saber a verdade, nem aprofundar-se em sua fé, nem proclamar a mensagem fielmente.
Esse é o perigo de promover uma organização em vez de ser fiel à verdade de Deus. Tudo vai às avessas. O meio torna-se o fim e a vida desvia-se de toda a empreitada.
Isso tudo traz algumas lições para cada cristão que leva a sério a sua fé: Não seja demasiadamente rápido em dar para trás perante a oposição.
Em primeiro lugar, por mais inteligente ou agressivo que o seu adversário possa parecer, ele ainda está, de fato, perecendo sem Cristo. Você não sabe quais lutas internas ele está enfrentando que não se demonstram através de seu exterior de confiança ou aspereza. Você só sabe que Deus vai usar seu desafio simples e gracioso, porém direto à sua crença e começar a derreter o seu coração rebelde.
Segundo, você poderá aprender alguma coisa. Talvez seja você quem está errado, pelo menos em parte. Se os seus maus argumentos são refutados, livre-se deles. O caso do cristianismo é bom demais para ser comprometido pelas más defesas.
Mas talvez você não esteja enganado. Se sim, você quer ter a certeza de que sua fé pode agüentar até a mais rigorosa análise. Se alguém tem uma objeção, você não tem que responder-la imediatamente. Certifique-se de que compreende claramente a oposição e, em seguida, faça algumas pesquisas sobre a mesma. Isto reforçará a sua própria confiança.
Finalmente, por vezes é certo simplesmente, mas graciosamente, dizer a verdade sobre Deus e o homem, mesmo quando o homem não está interessado. Pode haver um dia, quando as suas palavras confiantes e claras retornarão para ele. Se não for deste lado da sepultura, será em frente ao trono, como prova que Deus tornando as opções claras, mesmo em face do desinteresse.
Não se retire em face da simples oposição. Muita coisa está em jogo. Seja o tipo de soldado que gera respeito mesmo no inimigo, em virtude da sua coragem sob fogo.


Gregory Koukl é presidente da Stand to Reason, uma organização voltada para a defesa da fé cristã e para o treinamento de cristãos para que possam pensar de forma mais clara sobre sua fé.

quinta-feira, agosto 06, 2009

Inteligência: prova de arrogância?


Nesse ultimo mês estamos tendo a prazerosa oportunidade de debater com vários membros de uma seita especifica sobre suas crenças através de uma perspective bíblica. Isso pode ser visto em nosso site. Na verdade, a grande maioria daqueles que estão debatendo conosco não apresentam um ponto de vista bíblico, normalmente apresentam varias acusações, mas poucos argumentos.
Um bom exemplo das conversas: “seu apóstata, você fala mal do povo de Deus, fala do que não sabe” coisas do tipo.
Como resposta oferecemos argumentos para comprovar nosso ponto de vista. E a resposta tipica é “você se acha, só porque sabe escrever, seu arrogante” .
Isso levanta uma questão importante: o simples fato de saber argumentar é prova de arrogância? É possível inferir que alguém esta sendo arrogante só porque sabe escrever bem?
Esse tipo de resposta para mim é muito interessante porque ela tenta evitar o argumento em si, desviando-se do objetivo principal da conversa e trazendo o foco para algo que é totalmente irrelevante.
É comum que dentro de uma argumentação as pessoas se utilizem de informações que são irrelevantes ao argumento em si para não ter de lidar diretamente com o mesmo. No final das contas, todos, de uma forma ou de outra, fazem isso. É um caminho mais fácil.
Mas devemos ficar atentos a esses truques (falácias). E ultimamente, a falácia da inteligência=arrogância tem sido uma constante nos comentários em nosso blog.
E claro que é possível que uma pessoa seja arrogante em sua resposta, em sua forma de escrever, com certeza. Mas eu sempre peço para que a pessoa aponte em qual ponto fui arrogante e a “comprovação” é somente o fato de escrever bem. Isso por si mesmo não atesta arrogância. Mas isso atesta um mal do momento em que vivemos, a mediocridade intelectual realmente se tornou padrão em nossa sociedade.
Hoje em dia, se destacar intelectualmente não é difícil (não que eu pense ser um intelectual de destaque, longe disso, ainda tenho muito a aprender em todos os aspectos), mas a forma como muitas pessoas se negam a exercitar seu cérebro facilita para que qualquer um possa ser considerado inteligente e assim, se destacar.
Estamos vivendo em um tempo de fraqueza intelectual. E isso é triste. Muito triste. Espero realmente que esse quadro se reverta em algum momento. Infelizmente, não vejo isso no horizonte, mas espero de coração estar errado.

domingo, agosto 02, 2009

Testemunhas de Jeová, uma organização de falsos profetas?

Estava navegando pelo Youtube e vi esse documentário. Ele conta a história das Testemunhas de Jeová de uma forma um pouco diferente que está no livro "Proclamadores do Reino".
Mostra também como essa organização foi e é formada por falsos profetas.
Achei interessante e resolvi postar aqui. É difícil achar material assim em portugues.
A parte 1 está postada abaixo e depois os links para as outras partes.


Links para as outras partes:

Os vídeos tem uns cortes meio estranhos, mas ainda assim é educativo. Para uma Testemunhas de Jeová, claro...

sexta-feira, julho 31, 2009

Evangelismo em São Paulo, com missionários americanos

Nós temos alguns amigos americanos que vem para o Brasil na média uma vez por ano para pregar o evangelho em qualquer local que lhes permitam. No último mês de junho, eles estiveram aqui em São Paulo novamente.
A ultima vez que trabalhamos juntos foi há quase três anos, portanto, foi uma alegria estar com eles novamente.
Tanto eu quanto a Vivian servimos como intérpretes, em pregações nas igrejas e nos evangelismo de rua, indo de casa em casa ou qualquer um que estivesse parado em algum lugar.
Foi uma experiência muito boa, já que eles compartilham o evangelho de uma forma muito parecida com a nosso (tirando a parte do aceitar Jesus no coração, mas do jeito que eles fazem eu não acho que tenha tanto problema), além de serem muito engraçados, especialmente entre eles.
Veja abaixo os vídeos de uma mensagem ministrada em uma igreja na periferia de São Paulo, além de fotos do evangelismo em casa.
Eles devem estar de volta em outubro e esperamos revê-los.










E um bônus, o vídeo que Tom vai mandar para tentar uma vaga no próximo American Idol.

sábado, julho 25, 2009

As Testemunhas de Jeová e as datas; 1925 e 1975

-"Quem conquistará o mundo nos anos 1970?"

Os críticos das Testemunhas de Jeová (como nós), sempre apontam para um fato importante da sua teologia: por várias vezes a Torre de Vigia fez predições acerca do fim do mundo. E todas elas falharam vergonhosamente, com a perda de muitos adeptos a cada nova falha.
A justificativa da Torre de Vigia é sempre a mesma: seus seguidores tiveram expectativas exageradas e erradas em relação às datas, assim como os apóstolos tiveram expectativas exageradas sobre a volta do Senhor. A organização transfere a culpa para seus membros.
Ouça a preleção abaixo, em português de Portugal, sobre as "expectativas erradas" dos irmão que se enganaram em relação ao Armagedom. Essa preleção fez parte do Congresso de Distrito 2009 "Mantenha-se Vigilante".



O mais importante são os minutos iniciais da primeira pergunta, mas não quis editar o áudio para não se acusado de "deformar" as informações teocráticas.
Mas seria isso verdade? Será que as Testemunhas de Jeová simplesmente tiveram expectativas erradas por estarem vigilantes? Ou será que elas tiveram tais expectativas porque foram ditas que tais coisas iam acontecer dessa forma? Qual foi a fonte de tais expectativas? A vigilância ou o “canal de comunicação” de Jeová?
Se existirem afirmações por parte do Corpo Governante nas publicações da Torre de Vigia que declaram, sem sombra de duvida, datas específicas para o “fim desse sistema de coisas”, então, o fardo da culpa não deve cair sobre as Testemunhas de Jeová e suas expectativas, mas sim sobre o Corpo Governante, o “escravo fiel e discreto”. Caso essas afirmações não existam, então o “canal de comunicação” de Jeová está livre da culpa. Só nos resta avaliar se a comparação com o erro dos apóstolos do primeiro século é verdadeira nessa situação.
Vejamos se podemos encontrar tais afirmações dentro das próprias publicações da Torre de Vigia que levariam seus seguidores a ter tais expectativas.

Milhões que agora vivem jamais morrerão (1920):
“Este período de tempo principiando 1.575 annos antes da éra Christan, naturalmente terminará no outomno do anuo 1925, data esta, na qual termina o tvpo, e o grande prototypo se iniciará” (página 110, conforme grafia da época)
“Como previamente temos demonstrado, o grande cyclo do jubilo deve principiar em 1925. Nesta data a parte terrestre do Reino será reconhecido” (página 111-112, conforme grafia da época).

Seria alguém justificado em possuir expectativas sobre 1925 somente pela leitura desse livro? Sim, pois o autor, falando em nome de Jeová, garantindo para seus leitores que suas informações foram extraídas única e exclusivamente das Escrituras, define uma data (1925) para o fim desse mundo e o inicio de um novo. Quem é responsável nesse caso pela expectativa errada? O leitor ou o autor do livro? O próprio autor deixa claro suas intenções com o livro “Temos o proposito de guiar as alentes do povo com uma cuidadosa e reverente consideração das promessas divinas”, página 8.

Vida Eterna - Na Liberdade dos Filhos de Deus (1966).
“Segundo esta cronologia bíblica fidedigna, os seis mil anos desde a criação do homem terminarão em 1975 e o sétimo período de mil anos da história humana começará no outono (segundo o hemisfério setentrional) do ano 1975 E. C.” (páginas 28 e 29).

A Sentinela 01/11/68
“Segundo a fidedigna cronologia bíblica, Adão foi criado no ano 4026 A. E. C., provavelmente no outono setentrional daquele ano”.
“Para calcular onde o homem se acha na corrente de tempo em relação ao sétimo dia de Deus de 7000 anos, precisamos determinar quanto tempo decorreu desde o ano da criação de Adão e Eva em 4026 A. E. C”.
“Assim, restam sete anos para chegar aos inteiros 6000 anos do sétimo dia. Sete anos a contar do outono setentrional de 1968 nos levariam ao outono setentrional de 1975, 6000 anos completos do sétimo dia de Deus, seu dia de descanso” (página 659).
“Dentro de alguns anos, no máximo, as partes finais da profecia bíblica relativas a estes 'últimos dias', terão cumprimento” (página 660).

A Sentinela 15/02/1969
“Devemos presumir, à base deste estudo, que a batalha do Armagedom já terá acabado até o outono de 1975 e que o reinado milenar de Cristo, há muito aguardado, começará então? Possivelmente”.
“Isso não necessariamente significa que 1975 assinala o fim dos primeiros 6000 anos do sétimo 'dia' criativo de Jeová. Por que não? Porque, depois de sua criação, Adão viveu algum tempo durante o 'sexto dia', quantidade desconhecida de tempo que teria de ser descontado dos 930 anos de Adão, para se determinar quando terminou o sexto período ou 'dia' de sete mil anos e quanto tempo Adão viveu no 'sétimo dia'”.
“A diferença talvez envolva apenas semanas, ou meses, não anos” (página 115).

Lendo-se os textos acima, é fácil perceber que o que levou as Testemunhas de Jeová a terem expectativas erradas não foi a sua vigilância, mas o “escravo fiel e discreto”, que é responsável pela dieta teocrática de seus seguidores. A culpa não é daqueles que esperam ansiosamente pela volta de seu amo, mas sim de falsos profetas que, falando no nome de Deus, definiram datas bastante específicas e anunciaram para o povo “Ali está o Cristo” (Marcos 13:21). Agora, querem se livrar da culpa, dizendo que foram seus seguidores que criaram expectativas erradas. Só não falam que tais expectativas vieram de suas próprias publicações.
Vejamos o que a própria Torre de Vigia diz sobre os requisitos para se considerar um profeta como verdadeiro. No Estudo Perspicaz das Escrituras, na página 338, lemos “Os três elementos essenciais para se confirmar as credenciais do profeta verdadeiro, conforme fornecidos por Moisés, eram: o profeta verdadeiro falaria em nome de Jeová; as coisas preditas ocorreriam (De 18:20-22); e seu profetizar tinha de promover a adoração verdadeira, estando em harmonia com a palavra e os mandamentos revelados de Deus (De 13:1-4)”.
Pela definição da própria organização, a Torre de Vigia não poderia ser considerada como profeta de Jeová porque falhou em dois dos três requisitos: a) as coisas preditas não aconteceram; b) não estava em harmonia com a Palavra e os mandamentos revelados de Deus (Atos 1:7 “A vós não vos compete saber os tempos ou as épocas, que o Pai reservou à sua própria autoridade”).
Ela agiu assim como o “escravo mau” de Mateus 24:48 e seu amo faz muito bem em puni-lo com maior severidade e lhe determinar sua parte com os hipócritas, onde haverá choro e ranger de dentes! É a Torre de Vigia que diz que esse texto é uma profecia, então, eles são obrigados a aceitá-lo como tal!
Ante de terminar, quero abordar uma comparação feita pelo palestrante dizendo que “os apóstolo pensavam que Jesus assumiria o reinado sobre israel logo após ser ressuscitado. No entanto, esse equívoco não era prova que a religião de Deus era falsa”. Portanto, as Testemunhas de Jeová estão justificadas em seus erros proféticos.
Essa comparação é falha por um motivo que talvez escape da mente incauta: nenhum dos apóstolos definiu qualquer data que fosse para a volta de Cristo, mesmo mantendo a esperança que isso fosse acontecer em pouco tempo. Não definiram cronologias, não se ajuntaram em congressos para explicar datas, não publicaram livros e revistas sobre qualquer outono que fosse e principalmente, não precisaram depois desenvolver uma explicação esdrúxula para as falhas de suas expectativas, transferindo a culpa de si para o de seus seguidores.
Seria muito mais honesto por parte da Torre de Vigia reconhecer que errou feio, agiu em desacordo com as Escrituras, se arrepende profundamente das conseqüências e pede perdão aos milhares que foram prejudicados (venda de propriedades para esperar o Armagedom, abandono de plantações, estudos e por aí vai...).
Infelizmente, não é essa a postura adotada pela Torre de Vigia. É por isso que o Corpo Governante é e vai continuar sendo falso profeta, que não fala por Jeová, mas por si próprio.

Os evangélicos conseguem identificar uma heresia? Se for n'A Cabana, não.


Normalmente, quando estou no ônibus, indo ou vindo do trabalho, não costuma muito abordar as pessoas para fazer evangelismo porque esse é meu momento de aprendizagem, já que ouço a vários podcasts em meu ipod, como Wretched Radio, Stand to Reason, Reasons to Believe, Sience news Flash, William Lane Craig e outros. Mas um dia desses, voltando do trabalho, me sentei ao lado de uma moça que estava lendo A Cabana, de William P. Youg. Eu vi que ela estava na última página do livro, então resolvi esperar que ela terminasse de ler e assim que ela fechasse o livro, teria uma conversa com ela sobre o que achou do livro. Torcendo claro, que ela não descesse do ônibus antes disso.
Assim que ela fechou o livro eu perguntei a ela o que ela achou do livro. “Muito bom né? Nossa, um ótima história sobre relacionamentos” ela respondeu. “Qual tipo de relacionamento? Entre pessoas ou com Deus”? “Com Deus” ela disse, “é uma ótima história como Deus nos ama e quer se relacionar conosco”. Fique curioso para saber qual religião ela era (apesar de já ter uma idéia) e ela me confirmou que era evangélica. Perguntei se ela indicaria esse livro para alguém não cristão e ela disse que sim.
Minha curiosidade foi aumentando “você não viu nada de errado no livro? Nada que seja contrário ao que a Bíblia diz”? E ela me respondeu “não, nada mesmo. Deveria”?
Comecei a explicar para ela que, apesar de ser um livro bem escrito e com um grande apelo emocional (no final das contas é por isso que tanta gente gosta do livro), algumas coisas me chamaram a atenção, algumas declarações como a que se encontra na página 107 da edição brasileira “Os que me amam estão em todos os sistemas que existem. São budistas ou mórmons, batistas ou muçulmanos, democratas, republicanos e muitos que não votam nem fazem parte de qualquer instituição religiosa. Tenho seguidores que foram assassinos e muitos que eram hipócritas. Há banqueiros, jogadores, americanos e iraquianos, judeus e palestinos. Não tenho desejo de torná-los cristãos, mas quero me juntar a eles em seu processo para se transformarem em filhos e filhas do Papai, em irmãos e irmãs, em meus amados”. Perguntei a ela se essa declaração combinava com a de Jesus em João 14:6 “eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim”. Ela me disse que não, que essa frase do livro é bem diferente do que está na Bíblia. “Imagine alguém que não é cristão e lê isso, o que essa pessoa vai pensar”? “Que não é necessário vir a Cristo para ser salvo” foi a resposta que ela me deu. Eu perguntei se ela concordava com a visão ortodoxa que para alguém ser salvo, essa pessoa precisa se arrepender de seus pecados e colocar sua fé em Jesus Cristo, que não existe “cristão anônimo”, que ninguém pode ser salvo sem um relacionamento pessoal com Cristo. Ela disse que sim. “Portanto, essa é uma grande heresia em um livro que muitas pessoas estão lendo, não é verdade”? “Sim, foi meu pastor que me indicou”. Ai, ai, fica pior a cada minuto. Conversamos um pouco mais sobre uma e outra heresia desse livro, que é tudo menos cristão.
Logo depois eu precisei descer, mas pela cara que a moça ficou, consegui deixar uma pedra em seu sapato (ou em sua mente). Ela realmente ficou pensando sobre isso.

Eu fico maravilhado com a incapacidade em geral dos evangélicos de perceber heresias, mesmo quando elas estão a menos de um palmo do nariz. Eu acho que isso tem a ver com a falta de uma visão bíblica de mundo. Menos de 11% dos cristão lêem a Bíblia regularmente. Não existe cobrança por parte de pastores e líderes para que suas ovelhas se alimentem com regularidade das Escrituras. E a grande maioria das mensagens são sobre vitória e como consegui-la (como uma que vi essa manhã de uma famosa igreja no Brás, em São Paulo. O pastor ali é um mestre do origami bíblico). Em um cenário como esse, não é difícil entender como a moça do ônibus (e muitos outros evangélicos) não conseguem ver as heresias explícitas da Cabana.
Quando cheguei em casa, peguei uma versão que tenho da Cabana e dei uma olhada rápida. Veja quantas heresias pude identificar em pouco minutos:
- “Em Jesus eu perdoei todos os humanos por seus pecados contra mim, mas só alguns escolheram relacionar-se comigo (...) Quando você perdoa alguém, certamente liberta essa pessoa do julgamento, mas, se não houver uma verdadeira mudança, não pode ser estabelecido nenhum relacionamento verdadeiro”. (página 135).
Deus está explicando para Mack sobre perdão. Diz que todos já receberam o perdão de seus pecados em Cristo e como já foram perdoados, não existe julgamento vindouro para ninguém. Será que é isso que a Bíblia diz? João 3:18 “Quem crê nele não é julgado; mas quem não crê, já está julgado; porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus”. Romanos 2:5 “Mas, segundo a tua dureza e teu coração impenitente, entesouras ira para ti no dia da ira e da revelação do justo juízo de Deus”.
- “Quando nós três penetramos na existência humana sob a forma do Filho de Deus, nos tornamos totalmente humanos”.
Isso é modalismo (ou sabelianismo), uma antiga heresia que a igreja combateu no século três. O modalismo ensina que a Trindade não é composta de três pessoas, mas de uma. O Pai é o Filho que é o Espírito Santo que é o Pai. Uma só pessoa que a cada momento se manifesta de diferentes formas a cada momento. Se eles são a mesma pessoa (uma afirmação que contradiz a Bíblia e o próprio restante da Cabana), como podem os três estar presentes no batizado de Jesus (Mateus 3:17-17). E para quem Jesus orou? (Mateus 26:39, Marcos 14:39). Somente Jesus se tornou humano, se fez carne (João 1:14).
- “Papai não respondeu, apenas olhou para as mãos dos dois. O olhar de Mack seguiu o dela, e pela primeira vez ele notou as cicatrizes nos punhos da negra, como as que agora presumia que Jesus também tinha nos dele.
- Jamais pense que o que meu filho optou por fazer não nos custou caro. O amor sempre deixa uma marca significativa - ela declarou, baixinho e gentilmente. - Nós estávamos lá, juntos.
Mack ficou surpreso.
- Na cruz”? (pagina 53 e 54).
Segundo A Cabana, o Pai e o Espírito Santo (uma mulher asiática que parece fã de maconha) foram crucificados com Cristo. É isso o que a Bíblia ensina? Isaías 53:10 diz que “foi da vontade do Senhor esmagá-lo”. Leia todo o capítulo 53 de Isaías. Deu não pode olhar para o pecado (Habacuque 1:13) e Deus o fez pecado por nós (2 Coríntios 5:21). Somente o Filho foi crucificado. Uma amiga disse para mim que isso é irrelevante. Mas não é, pois seu os três estavam juntos na cruz, quem estava derramando sua ira sobre eles? Para quem eles apresentaram um sacrifício pelo nosso pecado? (Hebreus 9:26).
- “Não preciso castigar as pessoas pelos pecados. O pecado é o próprio castigo, pois devora as pessoas por dentro. Meu objetivo não é castigar. Minha alegria é curar” (página 68).
Essa frase tem um apelo emocional muito forte, mas é contrário aos ensinamentos das Escrituras. Deus não tem o culpado por inocente (Êxodos 34:7) e Ele julgará toda a Terra em justiça (Salmo 96:13). Os textos de João e de Romanos que já vimos afirmam justamente isso. Leia também 2 Timóteo 4:1. A Bíblia apresenta um quadro bastante diferente da Cabana.

Essas são apenas algumas das heresias encontradas nesse livro. Uma leitura cuidadosa pode revelar muitas outras. Leia nosso post sobre as 13 Heresias da Cabana.
Infelizmente, esse livro tem feito sucesso no meio evangélico. Muitos são enganados pelas mentiras ali colocadas, já que essas mentiras estão envoltas em um invólucro emocional e apelam bastante para uma imagem de Deus que agrada a muitas pessoas. Uma pena que o deus apresentado no livro A Cabana nada tem a ver com o Deus das Escrituras.
Acho que nada representa isso melhor do que uma frase dita pelo autor do livro em uma entrevista para a revista Purpose Driven Connection, a nova revista do famoso pastor americano Rick Warren (só poderia mesmo sem nessa revista...) “por todo o país, eu encontro pessoas não religiosas que leram o livro, compraram cópias para seus amigos religiosos e disseram para eles 'eu gosto do Deus da Cabana muito mais do que o seu'”. É claro que essas pessoas gostam mais desse deus. Ele satisfaz melhor as necessidades que as pessoas têm de possuir um deus feito por elas mesmas. É por isso que esse livro faz sucesso entre os não religioso. A Cabana aproxima as pessoas do deus do livro e as afasta do Deus das Escrituras.
Meus irmão evangélicos, por favor, ganhem uma visão bíblica de mundo. Leiam as Escrituras. Não sejam facilmente enganados por qualquer um que venha com um apelo emocional.
Citar 2 Timóteo 3:16 e 17 nunca é demais “Toda Escritura é divinamente inspirada e proveitosa para ensinar, para repreender, para corrigir, para instruir em justiça; para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente preparado para toda boa obra".

quinta-feira, julho 23, 2009

Claudia Leitte, Teologia e Peanuts





Peanuts forever!
Esses dias nós vimos uma entrevista da cantora baiana Claudia Leitte no programa Marília Gabriela Entrevista, no canal GNT. Entre vários fatos interessantes sobre a cantora, algo que nos chamou a atenção foi como ela se posiciona sobre sua espiritualidade. Sem definir nenhuma vertente ou denominação, Claudia Leitte se disse cristã e que pretendia no futuro estudar teologia.
Já tínhamos visto em uma entrevista no Fantástico ela comentando que estava estudando a Bíblia. Ela foi muito cuidadosa em relação a não se identificar com nenhum grupo religioso, usando o termo cristão de uma maneira bastante aberta, o que pode permitir a qualquer grupo querer identificá-la como um deles ou não. Eu entendo esse cuidado. Mas para nós, somente a palavra cristão infelizmente não define muita coisa, ela precisa ser um pouco mais qualificada (o termo). Talvez o que eu imagino por cristão seja um pouco diferente do que a maioria imagina. Seja como for, eu ainda gostaria de um pouco mais de informação sobre isso.
Uma coisa muito interessante aconteceu ao final da entrevista, quando Marília Gabriela perguntou para Claudia Leitte sobre dois pingentes que estavam em dois cordões em seu pescoço. Ela queria saber se eram estrelas de orixás ou coisa do tipo. Muito calmamente, de uma forma bastante diplomática que faria Greg Koukl pular de alegria, Claudia explicou que admira muito a cultura da Bahia, mas não está ligada ao Candomblé ou Umbanda, aquelas eram estrelas de Davi, nome de seu filho. Interessante que as estrelas eram claramente estrelas de Davi. Talvez pelo fato de Claudia ser uma cantora baiana, a entrevistadora já assumiu que ela seria ligada às religiões afros. Foi engraçado ver alguém tão inteligente cair no lugar comum tão facilmente. Mas no final das contas, todos fazemos isso em algum momento.
De tudo o que foi dito, o que mais nos chamou a atenção foi quando Claudia disse que quer estudar teologia. O primeiro pensamento que veio à nossa mente foi “por que alguém gostaria de estudar teologia”? A grande maioria das pessoas não quer nem pensar sobre isso. Nem mesmo aqueles que se dizem cristãos querem saber de teologia. Muitos pastores não querem saber de teologia!
Normalmente, o que leva alguém para a teologia é o desejo de conhecer algo mais profundo sobre Deus ou a necessidade de se preparar melhor para o ministério. Qual seria a motivação para Claudia Leitte expressar o desejo de estudar teologia?
Seja qual for a motivação (isso é irrelevante para nós), acredito que algumas coisas devem ser consideradas antes que alguém venha a estudar teologia.
Por que devemos fazer teologia? Porque no final das contas, todos somos de alguma forma teólogos. Alguns são bons teólogos, outros são péssimos teólogos, mas de uma forma ou outra, todos praticamos teologia. Exagero? Comece a conversar com alguém sobre Deus e você vai ver que essa pessoa tem uma visão sobre quem Deus é (ou não é). Essa pessoa pode estar errada em relação a pessoa de Deus, mas com toda certeza ela tem alguma opinião. Quantas vezes não dizemos “o meu Deus jamais faria tal coisa”, “o meu Deus isso”, “o meu Deus aquilo”. Todos somos teólogos. A questão é: queremos ser bons teólogos, com uma visão bíblica sobre quem Deus é ou queremos criar um deus à nossa imagem e semelhança, um deus que nos agrade? Seguir o primeiro é cumprir o grande mandamento “amarás, pois, ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todas as tuas forças” (Deut 6:5), seguir o segundo é violar o primeiro e o segundo Mandamentos (Exo 20:3-4). Sejamos bons teólogos, minimamente informados sobre nossas crenças e hábeis no uso de nossa maior ferramenta. E é aqui que a grande maioria daqueles que vão estudar teologia erram, e erram feio.
A grande maioria dos que se aplicam para estudar teologia acham que vão estudar a Bíblia ali. Infelizmente, estão um pouco enganados. Existe muito sim de Bíblia em cursos de teologia, mas não é um curso bíblico. O aluno vai estudar filosofia, línguas, habilidades ministeriais, geografia, hermenêutica e outras matérias. Todas são úteis, mas não são a Bíblia. Eu conheço muitos alunos de teologia que tem um conhecimento pífio de Bíblia e por sua vez, das doutrinas básicas do cristianismo. Talvez por isso tantos pastores tem dificuldade de articular o evangelho. São bons na hora de citar algum teólogo, mas Bíblia mesmo...
Recomendo a qualquer um que queira fazer teologia que só vá estudar quando já tiver um bom conteúdo escriturístico. Leia a Bíblia. Se você faz parte dos 90% dos cristãos que não lêem a Bíblia regularmente, então teologia não é para você (e nem o cristianismo, já que não dá para ser cristão e não ler a Bíblia. Vá ser outra coisa...). Mas se você quer se preparar melhor para um curso teológico, devore as Escrituras. E se você precisa de ajuda, de um método para ler a Bíblia, gostaríamos de recomendar o Programa Grant Horner de Leitura da Bíblia. Você pode baixar o material de leitura gratuitamente em nosso blog. Esse método vai mudar a forma como você lê a Bíblia. Você vai se perguntar “como eu vivi com uma dieta tão rala de Bíblia”?
Uma outra coisa a se considerar quando se pretende estudar teologia, é saber qual a orientação doutrinária da instituição. Além de se certificar que é uma escola ortodoxa (ou seja, que acredita nas doutrinas básicas do cristianismo), também é bom saber quais outras crenças distinguem essa escola. Por exemplo, se você é uma pessoa de uma igreja reformada e vai estudar teologia em uma escola pentecostal, muito provavelmente você vai passar mais tempo discutindo com as pessoas do que aprendendo. É interessante ganhar uma visão sobre outras denominações, mas tome cuidado para que isso não se torne um problema ao invés de uma solução.
Ainda assim, caso você queira freqüentar uma instituição de orientação doutrinária diferente da sua, então ao menos esteja pronto a abrir mão de certas coisas para ao menos manter o diálogo aberto. A sua chance de aprender vai aumentar bastante.
Última coisa. Lembre-se que teologia possui seu lugar e seu momento. Teologia é muito importante, pois aprendemos mais sobre Aquele que se revelou a nós. Mas temos de tomar muito cuidado para que esse conhecimento não esteja acima de nosso amor pelas pessoas. Que nosso amor pelas almas e por Deus seja sempre colocado em primeiro lugar em relação ao nosso conhecimento. Que nosso conhecimento bíblico venha a qualificar nosso amor pelas pessoas e assim a teologia terá um valor prático por toda nossa vida.

sábado, julho 18, 2009

Dez acusações contra a igreja moderna - Paul Washer


Um site que gostamos muito é o Voltemos para o Evangelho. Eles fazem um trabalho maravilhoso (e árduo) de tradução e legendagem de vários textos e vídeos de pregadores que realmente tem alguma coisa a dizer.
No momento estão trabalhando no projeto de tradução da mensagem "Dez Acusações Contra a Igreja Moderna" do Paul Washer. É um trabalhao herculeano, porque a mensagem tem duas horas! Eu me lembro da primeira vez que a ouvi e ficava pensando quando teriamos esse texto em português e já está quase tudo pronto.
No Voltemos ao Evangelho vocês podem ver os vídeos legendados dessa e de outras mensagens. Também pode baixar os vídeos e os textos em português.
Estamos colocando abaixo uma imagem da primeira mensagem em pdf. Leiam esse texto e vejam se conseguem continuar lendo (ou vendo) a mensagem. Espero que se torne obrigatório nos cursos (?????) de formação de pastores.

Paul Washer - Dez Acusações (0 - Oração e Introdução)

sexta-feira, julho 17, 2009

Quantas Testemunhas de Jeová são necessárias para trocar uma lâmpada?


Continuando em nossa cruzada epopéica das lâmpadas trocadas, temos mais uma que vem a calhar com o atual momento do blog.
"Quantas Testemunhas de Jeová são necessárias para trocar uma lâmpada”?
“Duas. Uma para fazer a troca e a outra para ver se a lâmpada está de acordo com as normas da última Sentinela”.
Para ver a uma lista mais completa, com outras religiões e denominações, clique aqui.

Ateismo é isso minha gente...

E olha que eu tirei isso de um site de ateus! Achei muito engraçado! Cai bem com a nossa definição de ateísmo:
"A crença que no início não havia nada e nada aconteceu a esse nada e o nada de uma forma mágica explodiu por nenhuma razão, criando tudo e então um bando de tudo de uma forma mágica se rearranjou por nenhuma razão em seres que se reproduzem e daí se tornaram dinossauros".
Faz todo sentido...

quinta-feira, julho 16, 2009

Charles Finney, pai do evangelismo moderno


Por algumas vezes temos falado aqui sobre os resultados “maravilhosos” do evangelismo moderno. Temos escrito sobre as multidões que “aceitam” a Jesus e em poucos meses não podem ser encontradas nas igrejas. Sobre a taxa de desviados de mais de 80%. Da apatia espiritual de muitos desses convertidos. Dos muitos que jamais leram as Escrituras. E dos 98% que não fazem evangelismo de forma regular. Mas gostaríamos de falar sobre o pai da criança, digo, do evangelismo moderno, ou jeito de se fazer evangelismo. O grande e pouco estudado, missionário Charles Finney.
Antes de mais nada, só queremos deixar claro que essa não é uma discussão sobre arminianismo ou calvinismo. Mas sim sobre decisionismo, que é um assunto um pouco diferente.
Voltando a Finney, você pode ler uma breve biografia nesse link http://en.wikipedia.org/wiki/Charles_Grandison_Finney.
Finney é considerado um grande evangelista, o precursor das chamadas cruzadas evangelísticas, das quais a maior expressão foi Billy Graham, declaradamente seguidor dos métodos de Finney. Interessante nota que durante uma entrevista foi perguntado a Graham o que ele pensava quando via as pessoas indo à frente, em reposta ao apelo feito: “penso que de cada quatro pessoas que vêem a frente, três vão se desviar”.
Durante grande parte da história do cristianismo, o evangelismo era feito da seguinte forma: pregava-se a Lei, o Juízo e depois a Graça. A Lei era usada para mostrar que somos pecadores. O Juízo para mostrar que vamos prestar contas a um Deus justo. E a graça como caminho de salvação. Via de regra, apresentava-se o evangelho nessa ordem porque assim ele fazia muito mais sentido. As pessoas eram estimuladas a se arrependerem e colocar sua fé em Jesus Cristo. Mas nenhum ritual específico era feito. A pessoa deveria receber a confirmação de sua eleição diretamente do Espirito Santo, através do trabalho de regeneração. Se você for salvo, vai dar frutos. Se você for salvo, Deus vai te confirmar. A igreja primitiva na verdade demorava um pouco para considerar alguém como salvo e parte do corpo de Cristo. Era difícil de entrar e fácil de sair.
Um pouco antes de Finney aparecer em cena, alguns começaram a dizer que o batismo era prova da salvação, era algo que confirmava a pessoa como salva. Mas essa crença foi refutada, pois biblicamente, o batismo é um ato público de fé, mas que em si não salva ou confirma a salvação. É uma declaração, mas não a fonte da salvação.
Com Finney, as coisas mudaram um pouco. Abandonando a antiga teologia do evangelismo, que defendia o Espírito Santo como principal responsável pela salvação do pecador, Finney desenvolve uma nova abordagem, onde o principal responsável pela salvação é o próprio pecador. É ele quem decide se vai ser salvo ou não. Ele é salvo, não porque recebeu a confirmação do Espírito Santo pelo trabalho de regeneração. Ele é salvo porque decidiu ser salvo. É a sua decisão que age como selo confirmatório. E é aí que entra em cena a “oração do pecador”. Está implantado então o decisionismo.
Essa forma de evangelismo se mostrou muito atrativa porque poderia garantir ao pecador sua passagem direta para o céu. Finney começou a usar essa abordagem em seus trabalhos de rua e viu resultados fantásticos. Milhares se lançavam aos braços do Salvador, pois agora podiam contar com algo que dependia somente deles. Até o dia de hoje, a mensagem e o método de Finney são predominantes no evangelismo moderno. “Venha para Jesus, ele vai te dar paz, alegria, felicidade”. “Ele vai resolver seus problemas”. “Somente faça essa oração comigo, convide Jesus para entrar em seu coração, e você automaticamente estará salvo”.
Existem vários problemas com essa abordagem e com essa linguagem, especialmente no tocante às Escrituras. Além de não ser uma abordagem bíblica (podemos ver que não é assim que os primeiros cristãos pregavam o evangelho), a linguagem é estranha às Escrituras, não se encontra nada parecido em relação a uma “oração do pecador” com poderes mágicos de garantia ao pecador e também retira do Espírito Santo um de seus desígnios. Com certeza esse é um assunto que merece um estudo mais apurado, mas isso não é possível no momento. Gostaria de sugerir os textos “O Maior Segredo do Diabo” e “Verdadeira e Falsa Conversão”, de Ray Comfort, pois podem dar uma visão bastante básica daquilo que estamos falando.
O método de Finney ainda é muito usado em nossos dias porque possuiu algo que o torna extremamente atrativo: números. Ele provê um dado estatístico mensurável do sucesso de um ministério. É muito mais emotivo, no sentido em que multidões se convertem. Também é muito mais fácil para se angariar fundos para o sustento da obra, pois as pessoas só querem investir naquilo que dê resultados. “Quantos convertidos você teve no último mês? Não sei, esse é um trabalho do Espírito Santo. Eu posso falar para quantas pessoas eu preguei o evangelho”. Essa frase não é muito efetiva quando se vai angariar fundos. Mas, pelo contrário, quando a resposta para mesma pergunta é “quinhentas pessoas aceitaram Jesus em seu coração”. Numericamente falando, o decisionismo é muito mais atrativo, mesmo não sendo bíblico. Por isso tantos pastores e missionários e evangelistas adotam esse método. Também porque essa é a única forma como a maioria acha que o evangelismo é feito.
Algo que poucos conhecem são os resultados da obra missionária de Finney. Em visitas feitas um ano depois às comunidades que receberam suas campanhas evangelísticas, descobriu-se que das multidões que “aceitavam Jesus”, poucos ainda se encontravam nas igrejas. Muitos deles voltaram para seu estado anterior, totalmente voltados para o pecado e outros ainda pior, confirmando o texto que diz “e seu estado final é pior do que o inicial” (2 Pedro 2:20). Também verificaram que essas pessoas se tornaram mais resistente ao evangelhos, porque, ou não conseguiram a “vida maravilhosa” que pensavam conseguir, ou tinham a garantia de que eram salvos, pois fizeram uma oração uma vez e “aceitaram Jesus em seu coração”.
Podemos ver muito desse quadro nos dias de hoje. As pessoas vão para a igreja, houvem uma mensagem do tipo “venha para Jesus, Ele tem um plano maravilhoso para sua vida”, entendem essa idéia de plano maravilhoso de uma forma bem diferente do que diz a Bíblia (os apóstolos experimentaram essa vida maravilhosa, especialmente em sua morte), nada ouvem sobre pecado, arrependimento, ira vindoura. Mal ouvem sobre a graça, que é desconfigurada porque ela perde o sentido quando não é comparada com a ira de Deus, fazem uma oração como se fosse um encanto tirado de Harry Potter que lhes dá a certeza de serem cristãos e dai por diante fazem parte do “povo de Deus”. Poucos meses depois, quando chega a tribulação, perseguição, tentação, a pessoa percebe que foi enganada e cai fora. Mais um desviado. E muitos dos que ficam, que acabam nunca se convertendo, vivem uma vida reprovável para um cristão. Horas e horas de discipulados são gastas na tentativa de transformar um bode em ovelha. E o máximo que se consegue é uma mudança cosmética, envolta em moralismo.
Precisamos voltar imediatamente para o evangelismo bíblico, que se preocupa menos com os números e mais com a obediência ao Senhor, deixando para que ele inicie a obra na vida da pessoa, pois “aquele que começou a boa obra, vai completa-la” (Filipenses 1:6).
Ultimo e importante lembrete, Finney não acreditava no conceito de pecado original. Ele acreditava que todo ser humano nasce neutro e decide em algum momento de sua vida se vai servir a Deus ou não. Cinqüenta porcento de possibilidades para cada lado”.
Também não acreditava que o sacrifício de Cristo tinha qualquer ação jurídica em nosso favor. Explicando, ele não acreditava que Deus colocou sobre Cristo o castigo que deveria cair sobre nós. Para Finney, a morte de Cristo foi só um exemplo a ser seguido, sem poder redentor. O poder verdadeiro está na decisão de cada pessoa.
Finney escreveu uma Teologia Sistemática que ainda é usada, mesmo sendo considerado um tratado praticamente herege, especialmente no que tange a soteriologia.
Enquanto as pessoas continuarem olhando para os números apresentados pelo método de Finney, elas não vão perceber o mau que estão causando à causa de Cristo.

segunda-feira, julho 13, 2009

O primeiro Natal de Michael Jackson

Ontem o Fantástico transmitiu uma reportagem com vídeos inéditos sobre a intimidade do Michael Jackson, como por exemplo sua visita a Gary, Indiana e também seu primeiro Natal.
Foi bom ver umas partes de Gary e pensar "eu acho que já passei por ali" ou "eu, eu conheço esse prédio". Seja como for, para nós a parte mais importante foi aquela que fala sobre o primeiro Natal de Michael, já adulto em Neverland, pois como Testemunha de Jeová, ele jamais comemorou o Natal. Interessante notar que depois de toda a festa, ele foi chorar em seu quarto
, pois para ele tinha cometido uma grande delito contra jeová, mesmo estando longe da organização desde 1987 (o processo de lavagem cerebral é sempre muito forte). Veja abaixo a última parte da reportagem.


Por que as Testemunhas de Jeová não comemoram o Natal?
Na verdade, nem sempre foi assim. Durante um bom tempo as Testemunhas de Jeová comeravam alegremente o Natal. Em uma edição da Watchtower de 15/12/26, página 371 lemos "O evento é tão que é sempre apropriado a trazê-lo à mente do povo, não importa a data". É até possível ver como esse evento era importante na foto abaixo, de um belo Natal na sede das Testemunhas de Jeová no Brooklyn, NY.


Mas pouco tempo depois tudo mudou e agora as Testemunhas de Jeová não devem mais celebrar o Natal. Vamos citar suas próprias palavras para mostrar porque acreditam nisso:
"Os primitivos cristãos resistiam à tentação de participar nas festividades pagãs dos seus contemporâneos. Mas, a Bíblia predizia que, com o tempo, se desenvolveria entre os cristãos uma grande apostasia. (Atos 20:29, 30; 2 Tessalonicenses 2:3; 1 Timóteo 4:1-3; 2 Pedro 2:1, 2)... a original e pura congregação cristã foi corrompida. Indo de mal a pior, os cristãos apóstatas justificaram seu proceder por dar às celebrações pagãs um nome 'cristão'. Conforme admite o livro Natal (em inglês): 'A Igreja Cristã . . . achou conveniente, no quarto século, adotar o sagrado dia pagão de 25 de dezembro, o solstício de inverno . . . A data do nascimento do sol tornou-se a data do nascimento do Filho de Deus'... Contudo, o perigo mais sério de se celebrar o Natal é que poderia levar à perda do favor de Deus. Por quê? Há diversos motivos. Por exemplo, o Natal promove a idolatria, algo proibido pela Bíblia... a celebração do Natal tem promovido a adoração de Jesus em lugar do Pai dele, Jeová Deus. Isto constitui outra forma de idolatria, visto que o glorificado Senhor Jesus Cristo é 'o princípio da criação de Deus'... O fato é que Jesus nunca afirmou ser o Deus Todo-poderoso". A Sentinela 15/12/1984, páginas 6 e 7.

E é por isso que as Testemunhas de Jeová não comemoram o Natal. A princípio, para alguém um pouco mais ignorante, essa linha de raciocínio pode até parecer válida, mas com um poquinho de bom senso e conhecimento da Bíblia é possível refutar com uma certa facilidade esse argumento.
Primeiro, os cristão primitivos comemoravam o Natal, normalmente no dia 6 de Janeiro, essa data só mudou para 25 de Dezembro em 354 AD por decisão do imperador Justiniano. Mas a igreja Ortodoxa ainda celebra 6 de Janeiro. A escolha da data foi uma questão política para um evento que já ocorria (o Natal). Se por algum acaso, o governo brasileiro mudar a data da Páscoa para o dia 31 de Outubro (Halloween), então a Páscoa passaria a ser uma festa pagá? Claro que não. Portanto, tão pouco o Natal.
Segundo, o Natal não promove idolatria quando é celebrado da maneira correta, adorando-se a Jesus porque ele é Deus. Um pequeno texto em nosso blog que demonstra como Jesus é Deus pode ser lido aqui.
Portanto, os dois principais motivos para as Testemunhas de Jeová não celebrarem o Natal não fazem sentido, nem historicamente, nem biblicamente. Mas isso já é um padrão na organização.

Portanto, Michael Jackson não possuía motivo algum para chorar depois do seu primeiro Natal, a não ser claro, os resquicios de sua lavagem cerebral. Ele deveria era se alegrar por estar livre de uma religião falsa. Espero que ele tenha realmente percebido isso.

quinta-feira, julho 02, 2009

Evangelismo: só 2% o fazem


Existe uma triste estatística no que se refere à porcentagem de evangélicos/protestantes que compartilham sua fé de forma regular. Somente 2% fazem o evangelismo parte constante de sua vida. É uma triste estatística, mas ainda assim uma estatística.
Por que isso acontece? Por que muitos são tão negligentes em compartilhar aquilo que deveria ser o assunto central de suas vida? Por que tantos se abstêm dessa atividade que nos é totalmente ordenada nas escrituras? E mais estranho ainda, por que tantos vivem aparentemente tão bem com isso, sem terem (aparentemente) suas consciências perturbadas? Talvez a observação de alguns pontos interessantes possa nos ajudar a entender melhor essa situação.
A primeira e mais importante das observações é bastante óbvia. Ele fica clara para qualquer um que tem freqüentado o meio evangélico a bastante tempo e tem um conhecimento mínimo das Escrituras e o que ela requer dos que se chamam cristãos. Uma grande maioria dos que freqüentam os templos evangélicos não são cristãos. Além disso ser uma promessa bíblica (Mateus 13:30), os números apresentados pelas igrejas mostram que muitos desses nunca realmente se converteram. Por exemplo, de cada dez novas conversões conseguidas em cada igreja, 8 se desviam em até um ano. Menos de 11% dos evangélicos lêem a Bíblia diariamente (a princípio seu livro base). A taxa de divórcio é o mesmo da taxa dos não cristãos. Esse é um resultado comum da mensagem evangélica moderna. Para entender melhor essa questão e porque a conclusão mais óbvia é que muitas dessas pessoas nunca foram cristãs, leia o texto de Ray Comfort O Maior Segredo do Diabo. Você pode lê-lo aqui.
Um outro ponto importante é que, mesmo para aqueles que ficam na igreja, sejam eles realmente convertidos ou não, as expectativas que essas pessoas possuem do cristianismo e aquilo que lhes é cobrado, em sua grande maioria não refletem o cristianismo bíblico. É observável para qualquer um que aquilo que a grande maioria das pessoas buscam é auto-satisfação, bens, prosperidade, cura, milagres. Resumindo, o bem delas próprias. Deus é um agente para isso, mas poderia ser qualquer outro. Só que de todos os outros, ele é o que faz mais sentido, o mais poderoso (ele criou tudo mesmo, pode me criar uma casa nova). Deus não é mais o objeto de sua adoração, mas sim um agente para alcançar uma vida boa. Nesse sentido, os decretos de Deus perdem o sentido de ser e escolhemos seguir somente aqueles textos das Escrituras que falem de princípios de semeadura. O evangelismo nessa realidade é obra pura e simples do mega pastor, mega missionário ou mega apóstolo. Afinal, essas pessoas pagam um alto valor para subornar a Deus e ter outras pessoas fazendo o ritual cristão por elas. Tudo o que quero é o retorno de meus investimentos espirituais. Nada mais. Para eles a alma dos perdidos é algo irrelevante. Acham que a Grande Comissão é a sua parte dos lucros, que lhe são comissionados por direito. E se o objetivo é uma vida boa, nada mais desagradável do que falar sobre religião. Afinal, importante é esse mundo, não o vindouro. Spurgeon uma vez disse “você não tem preocupação com a alma dos outros? É porque você também não é salvo, tenha certeza disso”.
Chegamos agora naqueles que são salvos, sabem da importância do evangelismo e salvação de almas, mas ainda assim não fazem evangelismo. Uma razão é que muitas igrejas não focam essa atividade. Falam sobre evangelismo mas não o levam a sério. Muitos pastores simplesmente não sabem como fazer. E não ensinam seu rebanho (como poderiam?).
Conversando com pessoas que não fazem evangelismo de forma regular, uma frase recorrente é “eu não sei como fazer”. “Eu não sei como abordar pessoas”. “Eu não sei”. Não estou falando de cristãos novos, estou falando de gente com tempo de cristianismo. Poucos são treinados na arte de compartilhar o evangelho. O oficio de evangelista, aquele que treina a igreja no evangelismo, sumiu das igrejas.
Imagine a seguinte situação: você precisa enviar um soldado para uma zona de batalha. Ele nunca teve um treinamento decente e quando vai receber suas armas para o combate, lhe é dado um espanador de pó! Essa situação é absurda, mas infelizmente é exatamente o que fazemos com nossos irmãos. Nunca recebem treinamento, nunca recebem as armas para o combate, mas cedo ou tarde vão se ver em alguma situação de “combate” e não vão se sentir seguros para compartilhar sua fé. Soldados com um espanador.
Mas de todos os motivos para a falência do evangelismo no movimento evangélico, o maior é subtração de duas palavrinhas poderosas do vocabulário dos pregadores; pecado, em menor grau e inferno, em maior grau. Ambas palavras se tornaram proibidas nos últimos 50 anos. Pecado foi substituído por erro ou engano e inferno, que praticamente sumiu, virou “passar a eternidade longe de Deus”. Apesar de ser um eufemismo, algo que muitos ignoram é que aqueles que tiverem recebendo sua justa punição no inferno não estarão longe de Deus, pois a ira de Deus estará no inferno.
E esse pensamento, que os pecadores que morrem sem Cristo como seu Salvador vão enfrentar tormento eterno por parte de Deus, foi extirpado do meio evangélico, tirando assim um dos grandes motivadores para o evangelismo: a paixão pelas almas. É fácil esquecermos que nosso colega ao lado pode morrer a qualquer momento, que será julgado por Deus e se for encontrado em falta (sem a obra redentora de Cristo colocado em sua conta) passará a eternidade no inferno. É fácil nos esquecermos disso e mais fácil ainda quando essa mensagem não nos é entregue do púlpito, de onde deveria vir.
Infelizmente, nenhum desse motivos servirão de maneira alguma como desculpa quando nos apresentarmos perante Deus no julgamento do Trono Branco e ele perguntar sobre o sangue daqueles que não evangelizamos. Ezequiel 33 deveria ecoar diariamente em nossas mentes e deveria ser gravado em nossos corações.
Se você gostaria de aprender como fazer evangelismo bíblico e eficaz, de uma olhada em nossa página de recursos para evangelismo. Temos um manual de evangelismo, um míni guia de evangelismo e também informações sobre nosso curso de evangelismo. As ferramentas existem e devem ser usadas.
Nas escrituras, tirar os sapatos tem um significado muito especial. Quando Moisés teve seu primeiro confronto com Deus, Ele disse para que ele tirasse seus sapatos porque ele estava em terra santa. Jesus caminhou descalço para o Calvário. Na cultura daquele tempo, estar descalço era o sinal que você era um escravo. Um escravo não tinha direitos. Jesus nos deu o exemplo supremo de renunciar tudo por um grande objetivo.
Loren Cunningham Making Jesus Lord / Marc 8:34,35

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