domingo, maio 02, 2010

Diário de um evangelista: a abordagem


Quando minha esposa me informou que iria até o porque da Luz para fazer uma saída fotográfica com seus colegas do curso de fotografia, a primeira coisa que nos veio a cabeça foi: essa é uma ótima oportunidade para fazer evangelismo.
E foi o que decidimos fazer. Enquanto ela estaria tirando fotos do parque, eu tentaria abordar algumas pessoas e compartilhar o evangelho com elas. Levaria a nossa filmadora portátil, além do gravador de voz para tentar grava algum material que seria útil, tanto no blog quanto em nossos cursos.
Tudo pronto, chegou o grande dia. Fomos para o parque e uma sensação de apreensão começou levemente a tomar conta de mim. Um leve frio na barriga. Uma sensação estranha. Demos uma volta pelo local.
Próximo da entrada da pinacoteca, a Vivian encontrou seus colegas de curso e recebeu as instruções da professora. Enquanto isso, minha mente estava totalmente focada na abordagem. Como abordar as pessoas?
Engraçado que essa é a grande perguntar que todos me fazem. Pelo menos todos os que demonstram algum interesse em evangelismo. Como abordar uma pessoa? O que dizer? Como trazê-la para uma conversa espiritual?
Por mais experiência que alguém tenha no evangelismo, essas são questões que sempre vão acompanhar o evangelista.
Enquanto estava ao lado da Vivian ouvindo as instruções, comecei a colocar meus pensamentos no lugar. Orei para que Deus me desse a ousadia necessária para abordar as pessoas. Pedi para que ele me desse amor o bastante pelas almas para sair da minha zona de conforto e compartilhar o evangelho com elas. Clamei para que Ele me enchesse com a alegria do evangelho, com a alegria da salvação e que pudesse ter essa alegria como motivador para proclamar as boas novas.
O frio na barriga não sumiu. Na verdade, eu acho que nunca vai sumir. Existe uma batalha espiritual nisso tudo. E aquele parque é pesado espiritualmente. Podíamos ver muitas prostitutas, moradores de rua, pessoas desocupadas e coisas do tipo por todos os lados. O ar estava tão pesado, tão espesso que poderia ser cortado com uma faca. Tudo isso tem uma grande influência no evangelismo. Não estamos simplesmente indo fazer uma campanha de publicidade, ou falar sobre um produto legal. Não. Estamos entrando em uma batalha cósmica e antiga pelas almas de cada ser humano.
Como eu disse, o frio na barriga não sumiu. Mas uma coisa mudou. Meu desejo de compartilhar o evangelho. Ele aumentou. O Senhor trabalhou em meu coração e pela sua graça, me deu coragem para superar qualquer medo.
Assim que fomos para o local onde as fotos seriam tiradas, eu vi um senhor sentado na escada de um coreto. Imediatamente pensei: é ele. Vou falar com ele. Fui até o coreto, perguntei se podia fazer umas perguntas sobre eternidade para ele e se poderia gravar a conversa. Ele meio assustado disse que sim. Você pode ouvir o áudio desse evangelismo aqui.
Foi uma conversa muito boa. Eu fiquei feliz que não deixei que meus medos me paralisazem. Clamei ao Senhor por sua ajuda e Ele veio em meu socorro.
Mais tarde nesse dia, eu tentei conversar com um outro rapaz. Ele parecia que estava fazendo alguma coisa errada ou estava com medo de alguma coisa. Perguntei se podíamos conversar. Ele pareceu não me entender. Tentei novamente. Nada. Foi aí que percebi que ele não falava português. Ele estava ficando assustado. Parecia algum imigrante da América do sul. Tentei em espanhol, mas ele estava bastante assustado e meu espanhol ainda é muito limitado. Eu agradeci e fui embora. Ele também saiu dali.
Nem sempre tudo vai dar certo. Nem sempre nossos encontros evangelísticos vão funcionar. Nem sempre as pessoas vão querer falar conosco. Mas sempre seremos vencedores no evangelismo. Não importa o resultado. E temos essa promessa na Bíblia.
Mas só poderemos ter essa vitória quando saímos para compartilhar o evangelho. Enquanto estivermos fechados dentro de nossa zona de conforto, jamais iremos experimentar a libertação de nossos medos.
Portanto saia e vá servir ao seu Rei.

Um comentário:

Fabio Meneses disse...

Mau e Vi eu fiquei muito feliz com o comentário de vcs no blog, sem contar que fui muito edificado, não sei se por estarmos inseridos numa cultura de mertocrácia muitas vezes eu tenho esse péssimo costume de acreditar que com Deus é a mesma coisa, isso me faz entrar em crise as vezes e entro em preiodos de grandes tribulações comigo mesmo pq é tão simples que eu faço de td pra dificultar de que o amor de Deus e a Salvação é pela GRAÇA que Deus me ama independente daquilo que eu fiz, isso soa as vezes pra mim tão forte que eu me sinto péssimo é como se passasse na cabeça: "não eu preciso pagar pelo que eu fiz..." loucura e insanidade total, mas tenho aprendido, e sei que se eu me dispuser a deixar que Deus aja livremente na minha vida esses tormentos cessarão...no mais deêm uma olhada no blog depois fiz uma surpresinha pra vcs rs...fiquei mto feliz espero que continuem visitando este humilde espaço de alguém que tem um desejo imenso de servir a Deus e uma paixão gigante por escrever...

bjs no coração de vcs....

Fábio

Nas escrituras, tirar os sapatos tem um significado muito especial. Quando Moisés teve seu primeiro confronto com Deus, Ele disse para que ele tirasse seus sapatos porque ele estava em terra santa. Jesus caminhou descalço para o Calvário. Na cultura daquele tempo, estar descalço era o sinal que você era um escravo. Um escravo não tinha direitos. Jesus nos deu o exemplo supremo de renunciar tudo por um grande objetivo.
Loren Cunningham Making Jesus Lord / Marc 8:34,35

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