quinta-feira, outubro 14, 2010

O que fazer e o que não fazer quando se evangeliza membros de cultos e seitas


O que fazer e o que não fazer quando se testemunha a cultistas


Há tanto o que fazer e o que não fazer quando se trata de testemunhar a cultistas (membros de seitas e cultos - nota do tradutor). A seguir estão algumas coisas que eu aprendi ao longo dos anos.
A primeira coisa a fazer, se identifique com o cultista. Convença-o(a) que você considera que ele é uma pessoa em seu próprio direito – digna, basicamente honesta, e não está tentando colocar algo a mais em você. Cultistas são pessoas antes de serem membros de seitas. Eles têm família, têm filhos, eles têm necessidades, têm frustrações e medos, e eles são irmãos e irmãs em Adão, embora não em Cristo.
Em Atos 17 lemos que todas as pessoas são filhas de Deus. Isso significa que, em Adão, todos nós compartilhamos uma herança comum. Então vamos falar com cultistas pela perspectiva da família de Adão, em espírito de oração com a esperança de trazê-los para a família da perspectiva de Deus.
Em segundo lugar, trabalhe persistentemente com os cultistas. Nunca desista a menos que o cultista decisivamente recuse contato posterior. Até eles desligarem a tomada, é preciso se manter lá – lembrando-se que o Senhor abençoa a Sua Palavra. A Escritura diz: "Minha palavra, que sair da minha boca, não voltará para mim vazia, mas fará o que eu desejo e alcançará o objectivo para que a enviei" (Isaías 55:11).
Em terceiro lugar, se exauste nos esforços para responder às questões dos cultistas. Depois de comunicar o Evangelho a alguém, é importante que possamos estar preparados para dar-lhes as razões pelo qual acreditamos nele. Os apóstolos foram apologistas bem como evangelistas. Eles não só proclamaram Cristo, mas, quando eram questionados, eles tinham boas e sólidas razões para sua fé. É por isso que Pedro disse: "Estejam sempre preparados para responder a todo aquele que vos pedir a razão da esperança que vocês têm" (1 Pedro. 3:15).
Em quarto lugar, dê oportunidade para o cultista respirar. Quando você está evangelizando um cultista e você ganhou o argumento, você tem a oportunidade de apresentar o Evangelho para ele de uma forma muito carinhosa ou você pode cair sobre de uma forma tão forte que a pessoa vai acabar lutando contra você, mesmo sabendo em sua alma que ele está errado. Quando você sentir que a pessoa – uma Testemunha de Jeová, por exemplo, perdeu o argumento e está vulnerável, esta é a hora de ser generoso e dizer para a pessoa, com amor: "Eu sei que podemos ficar muito nervosos nessas áreas se deixarmos. Vamos esquecer que você é uma Testemunha de Jeová e eu sou batista (ou seja lá o que você for). E vamos pensar apenas em nós mesmos como duas pessoas que querem mais do que tudo saber toda a verdade e todo o conselho de Deus. Certo?" Eu não conheci um cultista ainda que não diria "certo" como resposta. Então você pode dizer: "Você sabe, não é culpa sua." Esse é um ponto importante de se fazer. Porque a verdadeira culpa recai sobre a organização que está enganado a pessoa, não com a pessoa que foi enganada. A pessoa com quem você está falando pode ter entrado no engano, mas a Torre de Vigia o engana. Fixe a culpa sobre a organização. Então, enquanto você continua a compartilhar o Evangelho, você vai perceber que a pessoa é muito mais aberta.
Agora, eu quero mencionar também o que não fazer. Primeiro, não aborde o cultista com uma “patente” espiritual sobre seus ombros. Uma “patente” espiritual comunica o sentimento que você está olhando com desdém para o cultista porque você tem algo que ele ou ela não tem. Tal atitude irá fechá-los mais rápido do que qualquer coisa que você possa imaginar.
Em segundo lugar, não ataque diretamente o fundador de qualquer culto em particular. Quando eu ministro palestras sobre o mormonismo, eu não ataco Joseph Smith como pessoa. Quando eu ministro palestras sobre a Ciência Cristã, eu não ataco Mary Baker Eddy. Eu critico a teologia que eles ensinaram. Lembre-se, quando se trata de personalidades, as pessoas tornam-se instantaneamente defensivas.
Em terceiro lugar, não perca a paciência, independentemente de quão denso um cultista possa ser. Lembre-se de quão denso você e eu éramos – até que o Senhor conseguiu nos quebrantar. Porque os cultistas estão acorrentados nas cadeias da escravidão do pecado, você precisa ser paciente. E ser paciente significa estar disposto a repassar algo mais de dez vezes se necessário, acreditando que o Senhor abençoa seus esforços.
Para encerrar, deixe-me dizer que depois de tudo dito e feito, a forma como nos comunicamos mais eficazmente com os cultistas é através da agência do Espírito Santo. Lembre-se, é Ele quem toca as suas almas, pois é Ele quem convence do pecado e da justiça e do juízo (João 16:8). E nós somos em Suas mãos os vasos que pela graça se tornaram aptos para o uso do Mestre.

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Nas escrituras, tirar os sapatos tem um significado muito especial. Quando Moisés teve seu primeiro confronto com Deus, Ele disse para que ele tirasse seus sapatos porque ele estava em terra santa. Jesus caminhou descalço para o Calvário. Na cultura daquele tempo, estar descalço era o sinal que você era um escravo. Um escravo não tinha direitos. Jesus nos deu o exemplo supremo de renunciar tudo por um grande objetivo.
Loren Cunningham Making Jesus Lord / Marc 8:34,35

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