sábado, novembro 13, 2010

William Lane Craig contra Richard Dawkins


Um outro título para esse post poderia ser “A Razão contra a Fé”, tendo claro, William Lane Craig do lado da razão e Richard Dawkins pelo lado da fé naturalista. Mas pelo comentário abaixo, você verá que um terceiro título seria “Um homem educado contra um outro mal-educado”.
Hoje está acontecendo um painel no México intitulado “Does the Universe have a purpose?” (O universo tem um propósito?) e os participantes são o teólogo e filósofo William Lane Craig, junto de outros apologistas e do outro lado o biólogo evolucionista Richard Dawkins e outros neo-ateus famosos.
O mais legal desse evento é que Richard Dawkins sempre se esquivou de debater William Lane Craig. Ele sabe que vai levar uma surra maior ainda do que a que Christopher Hitchens levou. Portanto, é essencial que ele fique o mais longe possível de Craig para tentar manter a sua aura de intelectual. Quando suas idéias são analisadas à luz da boa filosofia, ela simplesmente não se sustenta.
Não sei porque dessa vez Dawkins aceitou o desafio. Mas seja qual motivo for, leia abaixo a rapida conversa que ambos tiveram no saguão do hotel, conforme informação do site Quebrando o Encanto do Neo-Ateísmo:

“A grande notícia é que Richard Dawkins é um dos meus adversários no painel de discussões! Eu fiquei absolutamente chocado! Eu me encontrei com ele ontem à noite na recepção.
Eu disse: “Eu fiquei surpreso em ver que você estará no painel”
“Por que?”, ele perguntou.
“Bem, você sempre disse que não aceitaria debater comigo”
Ele de repente ficou muito frio: “Eu não considero este painel um debate com você. Os mexicanos me convidaram para participar e eu aceitei.”
Ele então virou as costas para ir embora.
Eu disse: “Bem. Espero que tenhamos uma boa discussão então.”
Ele disse, “Duvido muito disto.” e saiu andando,
Whoa! Então este painel será interessante…”

Ou seja, Dawkins continua usando arrogância como argumento contra a existência de Deus. No final das contas, como ficou bem claro em seu livro “Deus, um delírio”, esse é o único argumento que ele tem. Além de reclamar pra caramba. Mas isso já foi discutido em outro post.
Tem um link para a transmissão on line da conferência, que já começou. Mas espero que depois disponibilizem o vídeo para melhor apreciação. A transmissão on line não está boa.

quarta-feira, novembro 10, 2010

Verdade para você, mas não para mim


Todo mês recebemos um email de Jim Wallace, do ministério Please Convince Me, com alguma informação interessante sobre a fé cristã. Esse mês, o email é sobre verdades objetivas, a nossa capacidade de reconhecê-las e a influência que isso tem sobre a existência de Deus.
Como é sempre um assunto interessante, traduzimos o email para vocês.

Olá

Uau, já é novembro. Sou só eu, ou os anos voam mais rápido do que nunca? Em Outubro tive o prazer de treinar alguns homens do Retiro de Homens Hume Lake e nós conversamos sobre dois pré-requisitos para o cristianismo (a existência da verdade objetiva e a existência da alma). Alguma vez você já se deparou com frases como "Isso pode ser verdade para você, mas isso não é verdade para mim"? Bem, este mês, gostaria de oferecer uma breve resposta a dois erros que as pessoas frequentemente fazem relacionados com a natureza da verdade:

OPOSIÇÃO: A verdade está nos olhos de quem vê. Toda a verdade depende da sua perspectiva. O que pode ser verdade para você não é necessariamente verdadeiro para mim. Além disso, a verdade é ilusória. Ninguém pode realmente ter certeza de que sabe a verdade, porque ninguém sabe tudo o que pode ser conhecido sobre um determinado assunto. É arrogante a alegação de que você sabe que algo é objetivamente verdade!

RESPOSTA: Algumas verdades são claramente pessoais e pertencem aos sujeitos que as detêm. Se você e eu estivéssemos em um museu olhando para uma escultura, cada um de nós poderia reagir de forma diferente. Você pode dizer que a escultura faz você se sentir ansioso, eu poderia dizer que me faz sentir calmo. Mas a verdade sobre a existência ou não da escultura em primeiro lugar, não reside em qualquer um de nós como indivíduos. A verdade sobre a existência da escultura está no objeto em si (a escultura). Nossa negação subjetiva da escultura não mudaria o fato de que a escultura existe. Não é uma questão de opinião subjetiva ou perspectiva, é uma questão de verdade objetiva. A cultura que nos rodeia, no entanto, muitas vezes, faz duas afirmações ilógicas sobre a verdade:

"A verdade objetiva não existe"
Quando as pessoas fazem uma afirmação como esta, basta fazer a pergunta: "Será isso verdade? Você está me dizendo que é objetivamente verdade que não há tal coisa como verdade objetiva?" O cético que faz esta afirmação sobre a verdade espera que aceitemos a sua afirmação como se fosse objetivamente verdadeira para todos e não simplesmente como uma questão de opinião subjetiva. Em essência, eles estão afirmando (como fundamento) a mesma coisa que eles estão negando. Eles estão fazendo uma afirmação "auto-refutante" que falha em seus próprios critérios

"A verdade objetiva não pode ser conhecida"
Quando as pessoas fazem uma afirmação como esta, basta fazer a pergunta, "Você tem certeza? Você está me dizendo que você sabe com certeza que nada pode ser conhecido com certeza?" O cético que faz esta afirmação sustenta que ele está em uma posição para saber definitivamente que nada pode ser conhecido em definitivo. Eles estão novamente fazendo uma declaração "auto-refutável" que tropeça em si mesma antes mesmo de poder sair da linha de partida.

Enquanto você e eu podemos ter opiniões subjetivas sobre a forma como a existência de Deus nos faz sentir, a verdade sobre a existência de Deus em primeiro lugar (como a verdade sobre a existência da escultura) não está na nossa perspectiva subjetiva, mas no próprio objeto. Deus existe ou não existe. Deus também tem uma natureza específica ou Ele não tem. Nossas opiniões e as perspectivas não criam a verdade sobre Deus. Ou nós temos opiniões que são objetivamente verdadeiras (elas reconhecem as verdades objetivas pré-existentes sobre Deus) ou não. E sim, isso significa que alguns de nós temos convicções precisas e alguns de nós não. A realidade da verdade objetiva exige que levemos a questão da existência de Deus a sério. Não é uma questão de perspectiva pessoal. A verdade sobre Deus é objetiva e está para ser descoberta por aqueles de nós que vão reconhecer a natureza da verdade em primeiro lugar.

João 8:31-32
"Então Jesus disse aos judeus que haviam crido nele: Se vós permanecerdes na minha palavra, sois verdadeiramente meus discípulos, e conhecereis a verdade e a verdade vos libertará."

Muito mais poderia ser dito sobre a questão da verdade objetiva, mas esperamos que essa resposta curta ajude você a fazer sua defesa!

Jim Wallace

segunda-feira, novembro 08, 2010

Policarpo e a doutrina do inferno: um texto que toda Testemunha de Jeová deveria conhecer


Nós gostamos muito de ler textos dos e sobre os Pais da Igreja, grande homens de Deus que vieram após os apóstolos e participaram ativamente no desenvolvimento da igreja nos primeiros séculos. Uma das coisas legais sobre os Pais da Igreja é que podemos encontrar todos os versículos do Novo Testamento por citações em suas obras, com exceção de 11 versículos. Isso atesta que o Novo Testamento foi escrito bem cedo na história cristã e podemos comparar os textos que temos hoje com as citações dos Pais da Igreja, permitindo perceber como temos um texto confiável em sua transmissão (contrário aos ataques que se tem feito ao Cânon).
Essa semana estava lendo “O Martírio de Policarpo”, uma carta escrita pela igreja de Esmirna para a igreja de Filomélio, um ano após a sua morte, que ocorreu em 155 d.C.
Policarpo foi descrito por Irineu como “também não somente instruído pelos apóstolos e conversou com muitos que tinha visto Cristo, mas também pelos apóstolo na Ásia, foi apontado bispo da igreja de Esmirna, que eu vi na minha juventude, pois ele ficou na terra por muito tempo e, quando estava velho, gloriosamente e muito nobremente sofreu martírio, partindo dessa vida, sempre ensinando as coisas que ele aprendeu dos apóstolos e que a Igreja transmitiu e que são verdades” Adv. Haer., III.3.4.
Policarpo foi discípulo direto do Apóstolo João e segundo alguns, nomeado bispo em Esmirna por esse.
E lendo o Martírio de Policarpo, quando lemos sobre o julgamento de Policarpo, onde ele está sendo pressionado a abandonar sua fé em Cristo, vemos o seguinte parágrafo no texto:
“Retomou o procônsul: "Tenho feras. Entregar-te-ei a elas, se não mudares de idéia". Respondeu Policarpo: "Chama-as. Não mudaremos de opinião para ir do melhor para o pior, enquanto é belo passar do mal para a justiça". E o outro: "Eu te farei domar pela fogueira, se não te importam as feras, a menos que tu mudes de idéias". E Policarpo: "Tu ameaças um fogo que queima um momento e pouco depois se apaga, porque não conheces o fogo do juízo que virá e da punição eterna reservada aos ímpios. Mas por que demoras? Faz vir o que quiseres".
Quero chamar a atenção para a parte final do parágrafo, quando Policarpo, em resposta a ameaça de ser lançado na fogueira, já que não se importa com as feras (cabra macho), diz “Tu ameaças um fogo que queima um momento e pouco depois se apaga, porque não conheces o fogo do juízo que virá e da punição eterna reservada aos ímpios”.
Ao contrário do que dizem as Testemunhas de Jeová, é possível ver nesse relato que o conceito de inferno já estava presente na igreja desde o seu princípio. Policarpo diz que não se importa com o fogo que vai matá-lo, porque vai queimar um pouco e depois para. Mas esse fogo não é nada comparado ao do juízo e da punição eterna.
Existe um contraste entre o fogo que dura um pouco e o fogo do juízo que virá, que é muito pior. Mas, se a morte é o final de tudo para o ímpio, segundo a Torre de Vigia, porque alguém deveria temer o fogo do juízo? E que punição eterna é essa para o ímpio, se a morte é a única punição recebida pelo pecado, como dizem as Testemunhas de Jeová? Para eles, o salário do pecado é a morte e por isso, pagamos pelos nossos pecados quando morremos e deixamos de existir. Mas se a morte é a única punição recebida, não vai existir um fogo do juízo e nem punição eterna. E é isso que alegam.
Tenho certeza que alguém deve estar pensando “peraí, por mais que Policarpo tenha sido um dos Pais da Igreja, suas palavras não são Escrituras e não estão na Bíblia”. É verdade. Mas veja como Irineu diz que Policarpo estava “sempre ensinando as coisas que ele aprendeu dos apóstolos e que a Igreja transmitiu e que são verdades”. Policarpo era discípulo de João e ensinou o que aprendeu do apóstolo e entre aquilo que Policarpo ensinou e pregou, mesmo enfrentando a morte, é que existe um fogo do juízo e uma punição eterna para o ímpio.
Se as Testemunhas de Jeová lessem os Pais da Igreja (e as Escrituras) sem as lentes distorcidas da Torre de Vigia, que são colocadas sobre elas pela leitura repetitiva das literaturas da Torre, elas rapidamente perceberiam que estão sob o perigo da punição eterna, pois acreditam em um outro Jesus que não pôde salvá-las.
Em meu próximos post sobre o inferno vou fazer uma defesa bíblica da mesma. Minha intenção com esse post é mostrar que essa doutrina sempre foi ensinada, desde o início do cristianismo.

A divindade do Espírito Santo


Tradução Pés Descalços

Eu normalmente sou questionado porque eu acredito na divindade de Jesus, mas é justo perguntar porque eu acredito na divindade do Espírito Santo. Não é possível que o Espírito seja apenas o poder não-pessoal de Deus? Bem, o Espírito é descrito de forma que você não esperaria de uma força: "E não entristeçais o Espírito Santo de Deus, no qual fostes selados para o dia da redenção." (Efésios 4:30 ESV)

A passagem clássica é: “Disse então Pedro: Ananias, por que encheu Satanás o teu coração, para que mentisses ao Espírito Santo e retivesses parte do preço do terreno? Enquanto o possuías, não era teu? e vendido, não estava o preço em teu poder? Como, pois, formaste este desígnio em teu coração? Não mentiste aos homens, mas a Deus.” (Atos 5:3-4 ACF) Parece aqui que Deus e o Espírito são utilizados em paralelo. Ao mentir para o Espírito, ele estava mentindo a Deus ao mesmo tempo.

No entanto, essa não é a única passagem. Em inúmeras vezes todos os três membros da Trindade são usados juntos. "Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os no nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo." (Mateus 28:19 ACF) "A graça do Senhor Jesus Cristo, o amor de Deus e a comunhão do Espírito Santo estejam com todos vós" (2 Coríntios 13:14 ACF) "Ora, há diversidade de dons, mas o mesmo Espírito; e há diversidade de ministérios, mas o Senhor é o mesmo e há diversidade de operações, mas é o mesmo Deus que opera tudo em todos." (1 Coríntios 12:4-6 ACF) Todos os três são usados em paralelo. A questão é por quê? Se o Espírito é apenas o poder de Deus, por que não incluir um dos outros atributos de Deus também? E quanto ao amor, justiça ou misericórdia? Por alguma razão, é o Deus Pai, o Senhor Jesus e o Espírito Santo que sempre aparecem juntos. Aceito a explicação trinitária que todos os três são pessoas do Deus trino.

As 7 Leis da Apologética


Muita gente não sabe direito o que é apologética ou acha que isso é para poucos. 1 Pedro 3:15 derruba totalmente esse argumento. Apologética, a defesa da fé, feita com humildade e gentileza é para todos os cristãos.
Apologética tem um papel duplo. Ele nos ajuda a solidificar nossa fé, dando sustentação para a mesma e também ajuda muito a remover os obstáculos para a apresentação do evangelho. Mas existe algo que a apologética não faz. Ela não converte ninguém. Assim como nem você, nem eu. Esse é um papel do Espírito Santo.
Estávamos vendo um vídeo do Gary Demar Show, e em uma entrevista com Wes Moore, são apresentadas 7 Leis da Apologética. Fiz um resumo abaixo, pois cada uma dessas leis mereceria um post a parte.

1. A outra pessoa não sabe tanto quanto você acha que ela sabe.
A maioria das pessoas não é especialista em teologia ou filosofia. Não tenha medo de abordá-las. Se você se aprofundar em seus estudos, você estará pronto para para defender a fé contra praticamente todo tipo de pessoa.

2. Todo muito tem fé.
Ateus, cientistas, todos têm crenças. Muitas coisas são assumidas. É necessário crer que razão é razão. Não dá pra provar no laboratório. Não aceite a dicotomia “nós temos a ciência, vocês a religião”. É uma dicotomia falsa.

3. Uma contradição nunca pode ser verdade.
Muita gente diz que todas as religiões levam a Deus. Mas poucos pensam direito a respeito. Estão dizendo que posições contraditórias são verdadeiras. Os ensinos do cristianismo são contraditórios aos ensinos dos budismo. Ambos não podem estar certos.

4. Nunca diga “Eu não sei” duas vezes.
Quando não souber a resposta, você pode dizer: “Essa é uma boa pergunta. Tenho certeza que existe uma boa resposta. Eu vou pesquisar e depois te responde”. Pesquise e volte com a resposta para a pessoa. Isso te ajuda a montar um portefólio de respostas.

5. Verifique tudo!
Não simplesmente aceite as informações. Sejam vindas de cristãos, sejam de não-cristãos, pesquise sobre o assunto.

6. Pergunte para a outra pessoa sobre as razões de suas afirmações.
Pergunte para a pessoa quais razões para sua crença? Quais provas para isso? Quais provas para você pensar assim?

7. Nunca fique irritado.
Não se irrite. Não perca a cabeça. Mesmo que o outro fique bravo. Mantenha a calma.

Caro amigo pecador


(A seguinte carta foi escrita pela Pastor William Burns para a classe de jovens da Escola Bíblia Dominical de Edimburgo, em 10 de Março de 1840.)

Caro amigo pecador, se você procurou refúgio pela fé nesse sacrifício de Emanuel, você está salvo, e não cairá em condenação. Mas se você o desprezar e o rejeitar, então mais rápido céus e terra passarão, do que você conseguiria escapar do inferno por todo a eternidade pelos seus pecados!
Estou feliz em saber que alguns de vocês tiveram um vislumbre do amor de Jesus, e da preciosidade de seu sangue expiatório. Para esses eu digo: continuem no Calvário, estejam lá acordando ou dormindo, tralhando ou se divertindo, vivendo ou morrendo. Contemple essa grande visão, até que sua consciência desfrute de perfeita paz com Deus, até que seu coração esteja cheio com o amor de Emanuel, e toda a sua alma esteja transformada em Sua imagem, e seja como um espelho, finamente polido para refletir os raios de Sua graça e glória – por toda a eternidade.
“Olhe para Jesus”, é o todo do evangelho. Olhe e se maravilhe, olhe e viva, olhe e ame, olhe e adore, olhe e seja abençoado, olhe e seja glorificado, olhe eternamente – e seus corações estarão cheios de amor duradouro e sua boca com Aleluias sem fim.
Mas o que poderei dizer para aqueles entre vocês, que ouviram sobre Jesus, e cujos corações são entregues a outros – para o mundo, para eles mesmos, para a luxúria, para a paixão, para um ídolo, para o pecado, para Satanás! Ah, para o fogo do inferno vocês vão, se o Senhor, com misericórdia infinita, não intervir por você. Crianças, jovens, que ainda não vieram para Jesus, percebam que vocês estão debaixo da ira de Deus, e esse momento está chegando cada vez mais próximo e mais próximo de sua pobre alma. Desperte, levante-se, fuja sem demora para Jesus, e ache refúgio sob Sua cruz expiatória e desfrute agora e por toda a eternidade, Seu amor livre, infinito e imutável por pecadores que perecem.
Vou encontrá-los no céu, ou vê-los partir em sua impenitência e descrença para o inferno?

Segundas terminológicas: adocianismo


Adocianismo:
Teoria segundo a qual Deus adotou Jesus de Nazaré como Filho. Em outras palavras, Jesus nasceu humano, mas em determinado momento da vida se tornou Filho de Deus. Essa teoria é contrária a textos bíblicos que dão conta de um relacionamento eterno entre Jesus e o Pai (ex. João 17:5).

Fonte: Dicionário de Teologia, edição de bolso. Ed. Vida.

sábado, novembro 06, 2010

Ela faltou em alguma aula de hermenêutica...

Imagine um mundo sem religião. Não precisamos imaginar. Já vimos como é.


Uma das músicas mais conhecidas de John Lennon é Imagine. É uma de suas grandes marcas. No Strawberry Field, no Central Park em Nova Iorque tem um memorial em homenagem a Lennon com a palavra Imagine. Fica perto do apartamento que ele morava. Engraçado que quando estávamos lá, tiramos fotos de várias coisas no parque, mas não disso. Veja uma foto da que achamos na internet do memorial.


Enfim, essa música é um tipo de mantra anti-religião. Como diz o refrão:
“Imagine não existir países
Não é difícil de fazê-lo
Nada pelo que matar ou morrer
E nenhuma religião também
Imagine todas as pessoas
Vivendo a vida em paz”
Ao contrário do que muita gente pensa, é fácil saber como seria o mundo sem nenhuma religião. Mas esse mundo, que já existiu, foi bem diferente da utopia de Lennon, pois esse mundo sem religião teve muito “pelo que matar ou morrer”.
É muito comum estar envolvido em uma conversa sobre religião e seu interlocutor lançar, especialmente se ele for ateu, a acusação que a religião é a principal causa para mortes e guerras. Se você for cristão, eles vão rapidamente apontar as cruzadas e a inquisição como prova para os eventos históricos horríveis que a religião em geral (e o cristianismo em particular) trouxe para o mundo. “Estaríamos muito melhor sem religião”. Já ouvi isso algumas vezes. John Lennon ainda vive nos pensamentos de alguns (e para alguns ele vive de verdade, mas isso já é outra história).
Essa acusação é muito comum, mas quando eu pergunto: “Diga-me por favor, quantas pessoas morreram nas cruzadas? E durante a inquisição?” O que se segue invariavelmente é um profundo silêncio.
Pelos dados mais comumente aceitos, durantes as Cruzadas (clique no link sobre a palavra se você não souber o que foram as Cruzadas. Fizemos o mesmo com a Inquisição), que duraram cerca de 200 anos, morreram cerca de 9 milhões de pessoas1. Metade desses eram cristãos. É muita gente morta.
Durante a Inquisição, que durou cerca de 500 anos, 6 mil pessoas morreram2. Bem menos que nas Cruzadas, mas ainda assim, muita gente.
Todos esses atos são condenáveis. Não são passíveis de defesa. Mesmo levando-se em consideração que as Cruzadas tinham também um fator político muito forte, não podemos simplesmente dizer que eles tinham um motivo razoável. Mas devemos nos perguntar: esses terríveis eventos históricos são resultados diretos quando a pessoa segue os ensinamentos de Cristo, conforme registrado no Novo Testamento ou são contrários a esses ensinos? Podemos encontrar nas palavras de Jesus fundamentos para esse tipo de matança? Deixe que cada um responda isso após uma leitura honesta do Novo Testamento. Se você encontrar algum texto, fique a vontade para postar.
Isso escrito, quero voltar para a acusação principal “a religião é a maior causa de matanças na história”. Isso é verdade? Estaríamos melhor sem religião?
Já temos os dados de uma religião em particular, o cristianismo. Não tenho intenção nenhuma de tratar sobre os números de outras religiões, especialmente do islamismo, já que esse tipo de matança está sim fundamentada nos ensinos de seu fundador. Vamos tratar disso algum outro dia.
No século 20, tivemos alguns governos que se definiam como governos ateus. Entre eles, a China de Mao Tse-tung e a União Soviética de Josef Stalin. Ambos se definiam como ateus e viveram e governaram “sem religião”. Juntando a quantidade de mortos em ambos governos, em tempo de paz, temos 60 milhões3 de pessoas. Isso mesmo, 60 milhões! Se juntarmos as mortes causadas pelo governo Nazista, ignorando-se os mortos em guerra, somente o extermínio de pessoas, a conta aumenta para 71 milhões4 (na menor das estimativas. Algumas falam na casa de 25 milhões de civis). Adolf Hitler foi batizado como católico, mas, de acordo com o autor Konrad Heiden, Hitler afirmou “Não queremos nenhum outro deus que a própria Alemanha”5. Várias referências foram feitas ao desprezo de Hitler pelo cristianismo. Assim sendo, é justo colocá-lo nessa lista.
O século 20 foi o mais sangrento de todos. Muito mais gente morreu em tempo de paz no século 20 durantes os governos que se declararam “sem religião” do que em todas as guerras religiosas dos outros séculos somadas. Portanto, a afirmação que a religião é a maior causa de matanças na história está simplesmente errada.
Já sabemos o que seria um mundo sem religião. E o que vimos não foi nada bom.
Dá próxima vez que alguém fizer essa acusação falsa, lembre-se dos dados acima e mostre, gentilmente, que no final das contas a pessoa está fazendo uma afirmação que ouviu por ai, mas que não encontra fundamento na história.
A última estrofe de Imagine diz assim:
“Você pode dizer
Que eu sou um sonhador
Mas eu não sou o único
Espero que um dia
Você se juntará a nós
E o mundo, então, será como um só”
Não John, não nos juntaremos. Não é esse mundo sem religião que o mundo já viu que esperamos para nós. E com um pouco mais de reflexão, nem você se juntaria a eles.

“Nosso programa inclui necessariamente a propaganda do ateísmo”

1 Robertson, John M., A Short History of Christianity (1902) p.278
2 http://www.davidmacd.com/catholic/inquisition.htm
3http://users.erols.com/mwhite28/warstat1.htm#Mao http://users.erols.com/mwhite28/warstat1.htm#Stalin
4 http://users.erols.com/mwhite28/warstat1.htm#Hitler
5 Heiden, Konrad A History of National Socialism, A.A. Knopf, 1935, p. 100.


Imagine
Imagine there's no heaven
It's easy if you try
No hell below us
Above us only sky
Imagine all the people
Living for today

Imagine there's no countries
It isn't hard to do
Nothing to kill or die for
And no religion too
Imagine all the people
Living life in peace

You may say
I'm a dreamer
But I'm not the only one
I hope some day
You'll join us
And the world will be as one

Imagine no possessions
I wonder if you can
No need for greed or hunger
A brotherhood of man
Imagine all the people
Sharing all the world

You may say,
I'm a dreamer
But I'm not the only one
I hope some day
You'll join us
And the world will live as one
Imagine
Imagine que não há paraíso
É fácil se você tentar
Nenhum inferno abaixo de nós
Acima de nós apenas o céu
Imagine todas as pessoas
Vivendo para o hoje

Imagine não existir países
Não é difícil de fazê-lo
Nada pelo que matar ou morrer
E nenhuma religião também
Imagine todas as pessoas
Vivendo a vida em paz

Você pode dizer
Que eu sou um sonhador
Mas eu não sou o único
Espero que um dia
você se junte a nós
E o mundo, então, será como um só

Imagine não existir posses
Me pergunto se você consegue
Sem necessidade de ganância ou fome
Uma irmandade de homens
Imagine todas as pessoas
Compartilhando todo o mundo

Você pode dizer
Que eu sou um sonhador
Mas eu não sou o único
Espero que um dia
Você se juntará a nós
E o mundo, então, será como um só

quarta-feira, novembro 03, 2010

Rugby ainda vai ser grande no Brasil!!!!!

Alguns colegas do trabalho estavam falando sobre uns vídeos comerciais que viram na televisão aberta. Mas eu tinha mes esquecido totalmente.
Hoje, uma amiga nos ligou para informar sobre o vídeo. Sempre que ela vê algun dos comerciais, ela lembra da gente.
Como grande fã de rugby (e existe outro esporte?) fui correndo no YouTube ver os vídeos e amei! São muito engraçados. E eu concordo com o bordão: Rugby, um dia isso ainda vai ser grande no Brasil!






terça-feira, novembro 02, 2010

O Cristianismo é Verdadeiro? - Testando as Afirmações sobre Verdade Centrais do Cristianismo


Testando as Afirmações sobre Verdade Centrais do Cristianismo por Kyle Deming

(Áudio MP3 aqui em breve)

Jesus de Nazaré uma vez perguntou a seus discípulos uma pergunta simples, mas profunda: "Quem vocês dizem que eu sou?" Essa questão é tão relevante para nós hoje como era para os antigos. Se Cristo fosse um simples professor, então o cristianismo equivale a pouco mais do que um movimento social curioso e fascinante – algo para os historiadores e estudiosos ponderarem. Mas e se, como ensina a fé cristã, Jesus Cristo é o Filho de Deus, que morreu e ressuscitou para a expiação dos nossos pecados? Então, nossa resposta à sua pergunta tem um significado importante, um significado com conseqüências tanto mundanas quanto eternas.

Mas como podemos saber quem é Jesus? Como podemos saber se a fé cristã é verdadeira? Com mais de 4.200 religiões no mundo de hoje, qualquer conclusão que chegamos pode parecer presunçosa, na melhor das hipóteses, e preconceituosa, na pior das hipóteses.

O cristianismo, no entanto, se destaca da maioria das religiões como uma visão de mundo eminentemente testável. A doutrina cristã faz várias alegações sobre a forma como o mundo realmente é – alegações que vão desde a metafísica à história. Se a razão e as evidências suportam essas distintas alegações sobre a verdade que estão no centro da fé cristã, então o cristianismo é uma cosmovisão racional.

O cristianismo abrange uma ampla faixa de doutrinas e práticas, e é muito fácil ser apanhado nas minúcias. Críticos e defensores do cristianismo, tanto podem ficar atolados nestas questões laterais, debatendo a inerrância da Bíblia, o nascimento virginal de Maria, bem como a natureza do inferno. Estas são certamente questões importantes, mas quando se trata de investigar a verdade da visão de mundo do cristianismo, devemos nos concentrar primeiro em questões fundamentais inegociáveis. Quais são, então, os essenciais do cristianismo? Eu defendo que duas proposições compõem o núcleo inerradicável:

1.) Deus existe.
2.) Jesus Cristo morreu e ressuscitou dentre os mortos.

Se estas duas propostas são aceitas, então negar a verdade do cristianismo seria irracional. Deixando teorias bobas como o "Jesus Alienígena" de lado, eu acho que qualquer não-cristão honesto adotaria de forma mais ampla uma cosmovisão cristã se aceitassem esses fatos.

Essas duas proposições fundamentais são pontos de contato com a realidade - a existência de Deus é uma questão metafísica, filosófica e a ressurreição de Cristo é uma questão histórica. Então, vamos dar uma olhada de perto nessas duas proposições em suas respectivas áreas de foco.

i) existência de Deus.

"Porque as suas coisas invisíveis, desde a criação do mundo, tanto o seu eterno poder, como a sua divindade, se entendem, e claramente se vêem pelas coisas que estão criadas, para que eles fiquem inescusáveis". - Paulo (Romanos 1:20)

O apóstolo Paulo afirma que a existência de Deus é tão bem estabelecida através da razão que os não-cristãos estão literalmente sem desculpa. Se queremos estabelecer essa forte afirmação, argumentos tecnicamente sólidos mas muito complexo para a existência de Deus não vão servir. A maioria das pessoas ao longo da história não tiveram acesso ao conhecimento da filosofia obscura ou ciência avançada. Embora os argumentos inevitavelmente se tornam mais complexas a medida em que são criticados, defendidos e refinados - Acho que há uma simplicidade marcante central para o caso da existência de Deus. Os três elementos básicos que formam a base do caso são:
1.) Alguma coisa existe.
2.) A vida existe.
3.) Eu existo.

Todas as pessoas ao longo da história humana tiveram acesso a esses fatos - e sua relevância para o caso da existência de Deus tem sido reconhecido há muito tempo também. Vamos considerar, por sua vez como essas três verdades mundanas formam o alicerce de um caso forte, intuitivo da existência de Deus.

1.) Alguma coisa existe.

"... A primeira pergunta que temos o direito de pedir será, 'Porque é que há algo e não nada?"1 – Gottfried Wilhelm Leibniz, filósofo e matemático.

O simples fato da existência proporciona a base para uma série de argumentos cosmológicos. Deus, como um agente imaterial e de propósito eterno, parece muito mais plausível como "ponto de partida" que um universo inteiramente material, sem propósito. Essa intuição básica foi formalizada por Leibniz, que argumentou que um Deus eterno independente do universo deve ser invocado como uma explicação dos fatos contingentes do universo.2

Independentemente da força do argumento cosmológico de Leibniz, uma versão extremamente forte do argumento pode ser avançada com base no início do universo. Este argumento, conhecido como Argumento Cosmológico de Kalam, recentemente tem recebido muita atenção. As três premissas simples são:
1.) Tudo o que começa a existir tem uma causa. 
 2.) O universo começou a existir. 
 3.) Portanto, o universo tem uma causa.

Enquanto o primeiro princípio tem forte apoio intuitivo, o segundo princípio goza de um apoio extraordinário da ciência. O início do universo é fortemente confirmado pela evidência de um universo em expansão. Na verdade, a teoria do Big Bang, que implica um começo do universo, é agora a explicação mais aceita sobre a origem do universo, devido à esmagadora evidência para a expansão do universo. Além disso, segundo o que a Lei da Termodinâmica demonstra um universo eterno já estaria em estado de morte térmica, implicando assim um começo.3 Finalmente, Borde, Guth, e Vilenkin publicaram um teorema que demonstra que qualquer universo fisicamente plausível tem um começo.4

Em resumo, as descobertas científicas apóiam a intuição de longa data que a existência de um universo contingente é evidência de um agente eterno pessoal.

2.) A vida existe.
"Uma interpretação de senso comum dos fatos sugere que um super intelecto brincou com a física, assim como química e biologia, e que não existem forças cegas que valham a pena relacionar na natureza. Os números que se calculam a partir dos fatos parecem-me tão avassaladores a ponto de colocar esta conclusão quase fora de questão."5 - Fred Hoyle, astrônomo

A vida é um fenômeno extremamente complexo, e ao longo da história a maioria dos pensadores têm considerado como evidência prima facie de um criador. A teoria da evolução de Darwin é comumente referida por ter destruído esse argumento. Mas mesmo a ambiciosa teoria de Darwin não tenta explicar a adequação da vida ao universo, em primeiro lugar. As descobertas científicas continuam a revelar que o universo é incrivelmente afinado para a vida. Sem a intenção de um designer incrivelmente poderoso, é fantasticamente improvável que o universo seria capaz de suportar a vida como um tudo.

Tome gravidade, por exemplo – talvez a mais familiar e ainda assim mistificadora força no universo. A força da gravidade é extremamente fraca em comparação com outras forças fundamentais. A intensidade desta força é muito importante para manter unidos corpos como o nosso Sol e os planetas. Se a gravidade fosse muito forte, as estrelas teriam vida útil menores do que um bilhão de anos, e se fosse muito fraca (ou negativa), nenhum corpo sólido poderia existir no universo. Dado o leque de forças, a gravidade deve ser afinada para uma parte em 10^36 para que a vida complexa no universo exista.6

A ciência continua a revelar essas improbabilidades notáveis, dando forte apoio à suspeita de Hoyle do trabalho de um super intelecto.

3.) Eu existo.
"Cogito ergo sum" - penso, logo existo. - René Descartes, filósofo

A consciência é a faceta mais inegável da realidade. Mesmo se quiséssemos negar a existência do universo físico, não podemos negar a nossa própria vida consciente.

O pensamento consciente é inerentemente difícil para caber em um quadro materialista. É por isso que tantos filósofos, em uma tentativa de defender o naturalismo, tentaram explicar a mente consciente. Behaviorismo, funcionalismo, e um monte de outras explicações materialista da mente tem tido influência na comunidade científica.

No entanto, todas estas teorias materialistas não conseguem verdadeiramente explicar a experiência consciente. A consciência envolve estados de ser que são fundamentalmente diferentes dos objetos materiais que podem ser descritos pela química e física. Por exemplo, experiências conscientes têm qualia - "o que ela gostaria de ser" uma sensação que falta a propriedades materiais.7

A prevalência das explicações materialista da mente se baseiam na falsa crença de que os avanços da neurociência têm demonstrado a redutibilidade da mente para os processos físicos. Os cientistas estão cada vez mais hábeis em desvendar as ligações entre certos estados físicos do cérebro e os seus homólogos consciente. No entanto, isso só demonstra o seu relacionamento - não prova que eles são idênticos. Na verdade, mesmo os antigos sabiam que algo tão simples como beber algumas bebidas podem levar a drásticas mudanças na experiência consciente e no comportamento. A ciência tem-nos dado apenas uma compreensão maior de como esses estados físicos e mentais interagem.

A experiência consciente é totalmente misteriosa num quadro materialista. Mas no âmbito teísta, uma consciência de Deus é o componente mais fundamental da realidade, por isso a existência da mente é compreensível, e até mesmo de se esperar. A própria existência de nossa própria mente consciente, portanto, fornece uma forte razão para acreditar em um Deus pessoal.

Se estas três evidências provam a existência de Deus, então o caso pelo cristianismo foi reforçado significativamente. No entanto, o verdadeiro coração da fé cristã encontra-se na pessoa e na obra de Jesus Cristo, a quem nos voltamos a seguir.

ii). Jesus Cristo ressuscitou dos mortos

"E, se Cristo não ressuscitou, logo é vã a nossa pregação, e também é vã a vossa fé." - Paulo
(1 Cor.15: 14)

O cristianismo é uma religião verdadeiramente notável, apostando a sua credibilidade inteiramente em um evento histórico singular que parece, à primeira vista, risível. Na verdade, o próprio fato de que a mensagem cristã sobreviveu e prosperou, apesar de muitas desvantagens, é um forte testemunho da sua verdade. Se Cristo não ressuscitou e não providenciou um forte testemunho desse fato, ele teria morrido como uma nota de rodapé da história. Eu gostaria de considerar três fortes desvantagens que a mensagem cristã teve de superar para sobreviver no mundo antigo:

1.) Jesus foi um homem de pouca reputação.

Como um carpinteiro judeu da pequena cidade de Nazaré, Jesus tinha desvantagens na etnia, na ocupação e na localização que danificariam seriamente sua credibilidade.

2.) Jesus teve uma morte vergonhosa.

Crucificação, "a mais miserável das mortes",8 foi um método de execução elaborada pelos romanos intencionalmente para envergonhar a vítima. A encenação da flagelação, carregando a cruz, e pregado nu na cruz não eram simplesmente métodos para maximizar a dor, eles tinham a intenção de destruir a credibilidade da vítima. Críticos do cristianismo se aproveitaram deste fato, insultando os cristãos como adoradores do "deus que morreu em desilusões ... executado no verdor dos anos pela pior das mortes."9

3.) Jesus pregou uma mensagem impopular.

O conceito de uma ressurreição física era implausível para os judeus e repugnante para os romanos. Os judeus esperavam que a ressurreição ocorresse no fim do mundo para todas as pessoas.10 Os romanos, que tinham pouco respeito pelo corpo físico e prefeririam a alma etérea, acreditavam que a ressurreição física era uma vergonha - de acordo com Celso os corpos "deveriam ser jogados fora como pior do que esterco."11

Apesar das dificuldades, o centro da mensagem cristã abraçou desde o início este obscura Jesus de Nazaré, pregando a sua morte na cruz e sua ressurreição milagrosa. Como é que a mensagem cristã superou todos esses obstáculos e surgiu como a religião do mundo de maior sucesso de todos os tempos? Como o historiador de Cambridge C.F.D. Moule observou:

Se a vinda à existência dos nazarenos, um fenômeno inegavelmente atestado pelo Novo Testamento, rasga um grande buraco na história, um buraco do tamanho e da forma da ressurreição, com o que o historiador secular propõe para pará-lo? ... O nascimento e rápido crescimento da igreja cristã ... permanecem um enigma insolúvel para qualquer historiador que se recusa a levar a sério a única explicação oferecida pela própria Igreja.12

Conclusão
Vimos que as reivindicações centrais da fé cristã - a existência de Deus e a ressurreição de Cristo - gozam de apoio científico e histórico considerável. Embora essas evidências não entreguem 100% de certeza, elas fornecem uma força extra para a mais importante das questões, apresentadas por Jesus de Nazaré há 2.000 anos atrás: "Quem vocês dizem que eu sou"?


NOTAS:
1.) G.W. Leibniz, "The Principles of Nature and of Grace, Based on Reason," in Leibniz Selections, ed. Philip P. Wiener, The Modern Student's Library (New York: Charles Scribner's Sons, 1951), p. 527.

2.) This is based on Leibniz's Principle of Sufficient Reason (PSR), which basically states "for every entity x, if x exists, there is a sufficient explanation why x exists."

3.) See Craig, William Lane. The Kalam Cosmological Argument. Eugene: Wipf & Stock Publishers, 2000. Print. pp 130-140

4.) Vilenkin, A. (2007). Many Worlds in One: The Search for Other Universes. New York: Hill And Wang.

5.) Fred Hoyle, "The Universe: Past and Present Reflections." Engineering and Science, November, 1981. pp. 8–12
6.) Manson, N. (2007). God And Design: The Teleological Argument and Modern Science. Washington, DC: Taylor & Francis.

7.) For a great exposition of this concept, see Nagel, T. (1974). What Is It Like to Be a Bat? 'The Philosophical Review', Vol. 83, No. 4, pp. 435-450

8.) From Jewish historian Josephus, Jewish War 7. 203

9.) Oracle of Apollo preserved by St. Augustine; Civitas Dei 19.23; p. 690 CC

10.) Craig, William Lane, Contemporary Scholarship and the Historical Evidence for the Resurrection of Jesus Christ," Truth 1 (1985): 89-95

11.) Origen, Contra Celsus 5.14

12.) C.F.D. Moule, Phenomenon of the N.T. (1967) p. 3

segunda-feira, novembro 01, 2010

Segundas terminológicas: adoção


Adoção:
Ato de Deus pelo qual transforma seres humanos antes estranhos em participantes de sua família espiritual, incluindo-os como herdeiros das riquezas da glória divina. Essa adoção ocorre quando pela fé recebemos a obra de Jesus Cristo, o Filho (João 3:16), somos regenerados no Espírito (João 3:5,6) e recebemos o Espírito de adoção (Rom 8:15,16).

Fonte: Dicionário de Teologia, edição de bolso. Ed. Vida.

sábado, outubro 30, 2010

Se Charlie Brown for pedir "Doces ou Travessuras" na casa de um evangelista...

"É a Grande Abóbora Charlie Brown"

Erros de pensamento que devemos evitar: 12 Falácias comuns


Entre nossas leituras diárias, passamos pelo site do Reasons to Believe e vimos algumas coisas interessantes.
Entre elas, uma lista de 12 falácias que devemos evitar em nossos argumentos. É algo importante não somente para saber quando alguém está usando um argumento falacioso, falho, mas principalmente, para evitarmos usar de tais argumentos. O que me chamou atenção nessa lista é que ela aponta as falácias mais comuns. Além disso, temos ouvido o podcast do Reasons to Believe, Straight Thinking (algo como Pensamento Correto), com o filósofo Kenneth Samples.
Veja abaixo a lista das 12 falácias que devemos evitar:

Argumentum ad baculum: Utilização de algum tipo de privilégio, força, poder ou ameaça para impor a conclusão.
Ex: "Acredite no que eu digo; não se esqueça de quem é que paga o seu salário"

Argmentum ad misericordium: “Apelo à Piedade” Pede-se a aprovação do auditório na base do estado lastimoso do autor.
Ex: “Eu não assassinei meus pais com um machado! Por favor, não me acuse; você não vê que já estou sofrendo o bastante por ter me tornado um órfão?”

Falácia genética. Erro de pensamento em que mostrar como algo que se desenvolveu é mostrar o que é. Tenta-se diminuir a posição de alguém mostrando sua origem.
Ex: as Testemunhas de Jeová se recusam a festejar aniversários natalícios ou outras festividades por terem origem pagã, sem terem em conta a evolução destas práticas, incorrem na falácia genética.
Um outro exemplo, quando alguém diz “você é cristão somente porque você nasceu em um pais cristão”, tentando diminuir a validade do cristianismo por causa disso. Existem cristão que nasceram em países islâmicos, por exemplo, e vieram a fé cristã mais tarde em suas vidas.

Otimismo exagerado: significa tomar os desejos por realidades e tomar decisões, ou seguir raciocínios, baseados nesses desejos em vez de em fatos ou na racionalidade.
Ex: Paul Wolfowitz predisse que "uma explosão de alegria irá saudar os nossos soldados" nas vésperas da Guerra do Iraque de 2003.

Post hoc ergo propter hoc, “Depois disso, por causa disso”: Consiste em dizer que, pelo simples fato de um evento ter ocorrido logo após o outro, eles têm uma relação de causa e efeito. Também conhecida como "Correlação não implica causa". (Correlation does not imply causation).
Ex: "O Japão rendeu-se logo após a utilização das bombas atômicas por parte dos EUA. Portanto, a paz foi alcançada devido à utilização das armas nucleares."

Argumentum ad ignorantiam, “Apelo à Ignorância”: Os argumentos desta classe concluem que algo é verdadeiro por não se ter provado que é falso. Argumento muito comum entre os ateus, que dizem que já que o ateísmo não pode ser provado como falso (não se pode provar uma negativa) o ateísmo é verdadeiro.
Ex: “Como não provaram que fantasmas não existem, então eles devem existir.”

Derrapagem, também conhecida como “Falácia do dominó”: assume-se uma pequena movimentação como um gatilho para que tudo siga para aquele sentido.
Ex: “Sou contra a eutanásia, porque daqui a pouco estaremos aprovando assassinatos e até genocídio generalizado.”

Generalização Precipitada, essa falácia aparece em todos os lugares: É o julgamento precipitado sobre uma amostra que é pequena demais em relação à população ou dado que ela quer apoiar, que acaba tendo uma generalização tendenciosa.
Ex: Fred, o australiano, roubou a minha carteira. Portanto, os Australianos são ladrões.

Argumentum ad hominem, “Ataque ao argumentador”: em vez de o argumentador provar a falsidade do enunciado, ele ataca a pessoa que fez o enunciado.
Abusivo: em vez de atacar uma afirmação, o argumento ataca pessoa que a proferiu.
Circunstancial: em vez de atacar uma afirmação, o autor aponta para as circunstâncias em que a pessoa que a fez e as suas circunstâncias.
Tu quoque (“Você Também”), Falácia do "mas você também": ocorre quando uma ação se torna aceitável pois outra pessoa também a cometeu. Uma forma de ad hominem.

Falácia do homem de palha: É mais fácil atacar um homem de palha do que um homem de verdade. Consiste em criar idéias reprováveis ou fracas, atribuindo-as à posição oposta.
Ex: Quem acredita na Bíblia acredita que Jonas foi engolido por uma baleia.

Omissão de dados: O autor escolhe quais dados compartilhar e quais dados ignorar. Dados importantes, que arruinariam um argumento indutivo, são excluídos.
Ex: Muito provavelmente o Corinthians vai ganhar este jogo porque ganhou nove dos últimos dez jogos (esquecendo de informar que oito desses jogos foram contra times da segunda divisão e seu adversário atual é da primeira divisão).

Humor dispersivo e ridicularização: Todo mundo gosta de uma boa piada, mas em um debate por vezes o humor pode ser mal usado para evitar o assunto de verdade ou para ridicularizar o oponente de forma desleal.

Como podemos saber a diferença entre ciência de verdade e pseudo-ciência?


Por Bill Pratt
Tradução Pés Descalços

Uma das acusações mais comuns que os adversários do Design Inteligente (DI) atiram contra os teóricos do DI é que DI não é ciência de verdade. Eles vão dizer que uma verdadeira teoria científica deve ser testável contra o mundo empírico, deve fazer previsões, deve ser falsificável, deve ser explicativa em referência à lei natural, e assim por diante. Eles apontam para o DI e dizem que não cumpre todos esses critérios e, portanto, o DI não deve ser ciência.
Mas isso é verdade? Existe realmente critérios que definem se uma coisa é ou não ciência? Bem, se você perguntar para os filósofos da ciência (os especialistas acadêmicos sobre essa questão), eles lhe dirão que nenhum desses critérios existe. Toda tentativa de formular um conjunto de critérios rígidos acabou acidentalmente excluindo o que cientistas consideram campos científicos legítimos. Não há um conjunto de critérios acordados para separar a ciência da pseudo-ciência; isso simplesmente não existe entre os filósofos da ciência.
Segundo o filósofo da ciência Stephen Meyer, importantes filósofos da ciência, como Larry Laudan, Philip Quinn e Philip Kitcher têm argumentado que a questão se algo é ciência ou não é ao mesmo tempo "intratável e desinteressante". Meyer explica que "eles e a maioria dos outros filósofos da ciência têm cada vez mais percebido que a verdadeira questão não é se uma teoria é 'científica' de acordo com uma definição abstrata, mas se uma teoria é verdadeira, ou apoiada pelas evidências."
Essa é a chave. As teorias não devem ser rejeitadas ou aceitas pelas definições do que é ou não é ciência, mas pela evidência que apóia a teoria. Este conceito parece tão simples e óbvio, mas a tentativa de demarcação entre a ciência e a não-ciência é uma técnica favorita dos adversários do DI. Ao chamar DI de não-científica, os adversários nunca têm que olhar para as provas. Que conveniente! Chame isso de pseudo-ciência e siga em frente, sem nunca parar para examinar as provas ou avaliar os argumentos apresentados pelos proponentes de DI.
Meyer cita um filósofo da ciência, Martin Eger, que conclui: "Os argumentos de demarcação entraram em colapso. Os filósofos da ciência não se prendem mais a eles. Eles ainda podem desfrutar de aceitação no mundo popular, mas esse é um mundo diferente." De fato o é.
Para ler mais sobre este assunto, consulte este artigo de Stephen Meyer (em inglês).

A CIÊNCIA ESTÁ MORTA! ... Sem a filosofia


Tradução Pés Descalços

Na primeira página do capítulo 1 do mais recente livro de Stephen Hawking e Leonard Mlodinow, The Grand Design, o seguinte é declarado para questões sobre a origem do universo:

"Tradicionalmente, essas são questões para a filosofia, mas a filosofia está morta. A filosofia não tem acompanhado a evolução da ciência moderna, particularmente a física. Cientistas tornaram-se os portadores da tocha da descoberta, em nossa busca pelo conhecimento."

Esta declaração reflete a atitude de muitos para com a filosofia. Eu, pessoalmente, tenho encontrado esse tipo de "soberba científica" em conversas e interações com os céticos.

Afirmações do tipo
"Prefiro perguntar para um físico do que um filósofo em qualquer situação.”
ou
"Os filósofos estão cheios de mentiras e só gostam ouvir a si mesmos falando, eu vou aceitar a palavra de um físico quântico ao invés da deles em qualquer situação."
não são totalmente incomuns na blogosfera ou no jornal local.

Dentro destas declarações, como a feita no novo livro de Hawking, existe um óbvio equívoco que precisa ser tratado. Simplificando, a ciência é construída sobre a filosofia. De fato, como os autores Dr. Norman Geisler e Dr. Frank Turek apontam, a ciência é escrava da filosofia. Por quê? Porque:

Não se pode fazer ciência sem filosofia. Pressupostos filosóficos são utilizados na busca pelas causas e, portanto, não podem ser o resultado delas. Por exemplo: os cientistas presumem "pela fé" que a razão e o método científico permitem que compreendamos com precisão o mundo ao nosso redor. Isso não pode ser provado pela própria ciência. Você não pode provar as ferramentas da ciência — a lei da lógica, a lei da causalidade, o princípio da uniformidade ou a confiabilidade da observação — executando algum tipo de experimento. Você precisa pressupor que aquelas coisas são verdadeiras para poder realizar o experimento! Desse modo, a ciência está construída em cima da filosofia. Infelizmente muitos assim chamados cientistas são na verdade filósofos muito ruins. [1]

De fato. Mesmo a declaração, "A ciência é a única fonte de verdade objetiva" não é em si uma verdade científica, mas ele afirma ser verdade! Portanto, a declaração se autodestrói.
A ciência é uma ferramenta extremamente valiosa e as contribuições para a humanidade têm sido grandes. Mas não nos deixemos enganar: a ciência deve a sua existência à filosofia.

Coragem e Boa sorte,
Chade

Recursos:
1. Dr. Norman Geisler e Turek Dr. Frank, Não tenho fé suficiente para ser ateu, p. 127-128 (em inglês). Nota: Geisler e Turek oferecem duas outras formas pelas quais a ciência é construída sobre a filosofia em seu livro.

O Cristianismo é Verdadeiro? - Ateísmo: uma hipótese falsificada


Ateísmo: Uma Hipótese falsificada por Brian Colón

(Áudio em MP3 aqui em breve)

Vários ateus gostam de reclamar que o teísmo, ao contrário do ateísmo não é falsificável. Se isso for verdade, então isso significa que o ateísmo pode ser provado falso. Teísmo não pode. Muitos ateus consideram que este é um ponto forte para o ateísmo e um ponto fraco para o teísmo. O problema é que, uma vez que o ateísmo PODE ser provado falso, SE FOR provado falso, então Teísmo (sua negação) seria, necessariamente, provado verdadeiro. Quando existem apenas duas respostas possíveis para uma proposição, e uma deles for provada falsa, então a outra é necessariamente verdadeira. Considere a pergunta "Deus existe?" Há apenas duas respostas possíveis: "sim" e "não". Se a resposta "não" foi provada falsa, então a única resposta alternativa restante é "sim".

O caminho que eu escolhi para mostrar que o ateísmo é falso é mostrando as próprias contradições dentro da cosmovisão ateísta. Logicamente falando, se uma proposição contém conseqüências necessárias que são elas próprias auto-contraditórias, então a proposição não pode ser verdade. Por exemplo, não existem cadáveres vivos, não há trabalhadores desempregados, e não há água desidratada.

De acordo com alguns ateus famosos, aqui estão algumas conseqüências necessárias do ateísmo: “Deus não existe, não existe nada além do mundo físico” (Dan Barker - Protest sign at the Washington State Capital / Sinal de protesto na capital do Estado de Washington). “Os seres humanos não são nada, mas máquinas que geram DNA” (Richard Dawkins – Deus, uma ilusão). “A moralidade está baseada no consenso entre seres humanos” (Gordon Stein - “The Great Debate: Does God Exist?” / "O grande debate: Será que Deus existe?"). Se isso for verdade, seria impossível explicar coisas como absolutos morais, as leis da lógica, ou a dignidade humana; três coisas que todos nós entendemos que são indiscutíveis.

Absolutos Morais
Todo ateu que eu já conheci acredita que assassinato e estupro é mau. Mas qual é o mau? Eu pensei que tudo o que existe é a matéria. Existe alguma coisa má sobre a matéria? Por acaso a faca se importa que alguém a use para matar alguém? Claro que não. Talvez o mal seja apenas algo que nós experimentamos que diminuí a nossa felicidade. Isso não quer dizer que, já que o estuprador aumenta a sua felicidade por estuprar pessoas, então estuprar pessoas seria considerado bom para ele? Quem vai dizer que os juízos morais do estuprador são falhos e os nossos não são?

Uma vez uma mulher atéia me disse que ela soube que seu colega estava traindo sua esposa com outra mulher do escritório. Ela me disse que estava indignada com quão imoral ele era e como ela perdeu todo o respeito por ele. Eu perguntei "O que estava tão errado com o que ele fez?" Por que o fato de que ele era casado torna o ato de sexo com outra mulher imoral? Ela simplesmente disse: "É simplesmente errado!" Eu concordo, mas eu gostaria de saber por que ele no final das contas está errado dado a cosmovisão do ateísmo.

Leis da Lógica
Considere a lei de "meio excluído" que diz que uma proposição é verdadeira ou falsa, não existe uma terceira opção. Qual é o fundamento ontológico dessa lei? Essa lei é apenas resultado das funções químicas no nosso cérebro? Se sim, então como é que é universal? A lei é material? Claro que não! As leis da lógica são entidades imateriais abstratas, coisa que não pode existir se a única coisa que existe é a matéria.

Dan Barker, em um debate com o Dr. James White, tentou refutar esse argumento, dizendo que "a lógica não é uma coisa." Bem, se por coisa ele quer dizer um objeto físico, então eu concordo com ele. O problema é que ele já disse que o físico é tudo o que existe. Assim, de acordo com Dan Barker, não há lógica.

Dignidade Humana
Por que as pessoas vestem um jaleco e argumentam que as pessoas são simplesmente animais evoluídos, e depois dizem que não devemos tratar as pessoas como animais? Se tudo o que existe é a matéria, então isso significaria que nós não somos nada a não ser matéria também. Se isso for verdade, então porque acreditamos que os seres humanos são dignos de respeito? Em um debate com Paul Manata, Dan Barker afirma que os seres humanos não são mais importantes do que de brócolis. Acho muito interessante que o pedaço de brócolis conhecido como Dan Barker acha que outros pedaços de brócolis são dignos de amor e respeito, como se fossem algo mais do que de brócolis. Cada dia todos nós tratamos uns aos outros com respeito e dignidade, e todos nós sabemos que aqueles que desrespeitam as pessoas não deveriam fazer isso. Isso é verdadeiro para teísta e para o ateu. Os seres humanos são realmente dignos de respeito. Isso é inexplicável na cosmovisão ateísta.

Conclusão
O ateu é capaz de reconhecer os absolutos morais, leis da lógica e da dignidade dos seres humanos, três coisas que não podem existir, dada a visão de mundo do ateu. Então a pergunta é, porque o ateu está contradizendo sua cosmovisão? A resposta é óbvia, porque, como vimos, a proposição "Deus não existe" acarreta conseqüências impossíveis.

Há, no entanto, uma outra visão de mundo que é capaz de explicar as coisas que o ateu não pode explicar, ou seja, o teísmo cristão. No teísmo cristão, absolutos morais fazem sentido porque Deus é apresentado como o padrão moral absoluto. Entidades imateriais, atemporais, transcendentes, tais como as leis da lógica fazem sentido porque elas podem ser fundamentadas em um Deus imaterial, atemporal, transcendente. A dignidade humana faz sentido, porque os seres humanos são criados à imagem do único ser digno de honra e louvor: Deus.

O ateísmo é insuficiente e incapaz de explicar a nossa experiência do mundo que nos rodeia. O ateísmo, portanto, não pode ser verdade. É por isso que eu concluo que a melhor prova da existência de Deus é a impossibilidade do contrário.

terça-feira, outubro 26, 2010

segunda-feira, outubro 25, 2010

Segundas terminológicas: adiáforo


Adiáforo:
Elemento de crença não-essencial à salvação. No pensamento luterano, os adiáforos eram definidos como práticas da igreja não exigidas nem proibidas pelas Escrituras. Hoje, adiáforos são elementos não mencionados com clareza na Bíblia, os quais os cristãos podem praticar livremente ou nos quais podem crer de consciência limpa diante de Deus, uma vez que não influem na salvação.

Fonte: Dicionário de Teologia, edição de bolso. Ed. Vida.
Nas escrituras, tirar os sapatos tem um significado muito especial. Quando Moisés teve seu primeiro confronto com Deus, Ele disse para que ele tirasse seus sapatos porque ele estava em terra santa. Jesus caminhou descalço para o Calvário. Na cultura daquele tempo, estar descalço era o sinal que você era um escravo. Um escravo não tinha direitos. Jesus nos deu o exemplo supremo de renunciar tudo por um grande objetivo.
Loren Cunningham Making Jesus Lord / Marc 8:34,35

LinkWithin

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...