sábado, março 30, 2013

Os discípulos mentiram sobre a ressurreição de Jesus?




A páscoa chegou e tenho certeza que algum jornal, revista, documentário, etc. tentará desacreditar a ressurreição de Cristo ou deduzir que os discípulos de Jesus “inventaram” a ressurreição. Como podemos responder? Como devemos responder? Os discípulos de Jesus conspiraram para dizer que Jesus se levantou dos mortos, quando na verdade ele não ressuscitou?
O detetive Jim Warner Wallace tem investigado e resolvido homicídios que já “esfriaram” na Califórnia por mais de 25 anos. Como em uma de suas aparições no programa americano Dateline NBC mostrou, Jim resolve homicídios no qual o rastro de evidências já esfriou. Ele sabe algumas coisinhas sobre crimes e conspiração. De acordo com o detetive Wallace, uma conspiração de sucesso possui cinco características em comum:

  • Pequeno número de conspiradores
  • Comunicação meticulosa e imediata
  • Curto período de tempo
  • Conexão relacional significativa
  • Pouca ou nenhuma pressão para quebrar a conspiração


(1) Pequeno número de conspiradores – de forma simples, quanto menor o número de conspiradores, maiores as chances de sucesso com a mentira. Havia 11 testemunhas oculares da ressurreição (sem contar com as mulheres e outros que viram Jesus ressurreto), mais outros 500. Tipicamente isso é muito grande para garantir uma conspiração de sucesso.
(2) Comunicação meticulosa e imediata – sem comunicação imediata, os conspiradores não conseguem manter a sua mentira ou mentiras menores do que é verdade. Os apóstolos estavam separados por milhares de quilômetros e não possuíam comunicação imediata. Se eles estivessem mentindo, algum deles teria se retratado sob pressão e exporia a conspiração.
(3) Curto período de tempo – se uma mentira tiver que funcionar, então ela deve ser contada por um curto período de tempo. É muito difícil manter uma mentira por um longo período. Os autores do Novo Testamento viveram até sessenta anos após a ressurreição – tempo demais para manter uma mentira, especialmente sob constante pressão para se retratar da mentira.
(4) Conexão relacional significativa – conspirações de sucesso possuem conspiradores que são familiares ou bem próximos de alguma forma. Membros da mesma família estão menos propensos a entregar outro membro da família. Mas a maioria das testemunhas oculares da ressurreição não possuía parentesco e possuía experiências sociopolíticas variadas.
(5) Pouca ou nenhuma pressão para quebrar a conspiração – uma mentira ou conspiração só poderia ser mantida se existisse pouca ou nenhuma pressão externa para que os conspiradores mudassem de ideia. E ainda assim, todas as testemunhas oculares da ressurreição experimentaram tremenda perseguição e mesmo morte por afirmarem que testemunharam a ressurreição corpórea de Cristo.

Não apenas faltava a eles os elementos necessários para uma conspiração de sucesso, os discípulos não possuíam nenhum motivo para conduzi-la. O que os discípulos tinham a ganhar inventando o relato da ressurreição? De acordo com o detetive Wallace, existem três razões pelas quais uma pessoa se envolveria em uma conspiração (uma mentira): (1) Ganho financeiro, (2) Paixão (muitas vezes sexual), (3) Ganhar poder.

Nenhum destes pontos foram motivos para os apóstolos. Primeiramente, nenhum deles ganhou qualquer fortuna significativa por pregar que Cristo ressuscitou. A maioria deles precisava depender do suporte de outros e viviam “na estrada”. Depois, a relação de Cristo e seus discípulos era a de um líder e seus seguidores e não de paixão sexual ou algo do tipo. E finalmente, nenhum dos discípulos ganhou qualquer posição de poder afirmando que Cristo ressuscitou. De fato, a maioria deles fazia uma oposição diametral tanto à autoridade política e religiosa da época, e eles sofreram muito por isso.

Por todas estas razões e outras, nenhum estudioso sério nos dias de hoje acredita que a história da ressurreição seja uma mentira – o resultado de uma conspiração entre os apóstolos. Seria necessária muita fé para se acreditar em algo assim.

sábado, março 23, 2013

A existência de Deus independe da crença




Se todos os homens da terra ficassem cegos, isso não diminuiria a glória do sol, da lua e das estrelas.Se todos os homens se tornassem ateus, isso não diminuiria a Glória de Deus.

A. W. Tozer

segunda-feira, março 11, 2013

Homossexualidade, senso (in)comum e a cosmovisão cristã


Por Cleber Tourinho

Escrevo este texto a pedido de alguns amigos e conhecidos, alguns que são homossexuais assumidos ou não, e outros que entregaram suas vidas a Cristo e lutam em um processo que chamamos de “restauração de identidade”, visando a restabelecerem a sexualidade pretendida por Deus. Esses às vezes me questionam sobre meu posicionamento quanto ao assunto, em geral, por acharem que sou muito diferente de “certos evangélicos” por aí que “julgam” e condenam as pessoas, que determinam que elas irão direto para o inferno, sem direito a perdão etc. Nada a ver... Pretendo neste ensaio expor o ponto de vista bíblico real, o qual, a despeito de opiniões pessoais e da militância que tenta desacreditar a Palavra de Deus (e o próprio Deus), mantenho como sendo o meu norte quanto a este assunto. Afinal, para mim, a Palavra de Deus, a Bíblia, é “A Verdade” (João 17:17), e qualquer indivíduo que realmente se identifique com o cristianismo a tem como inerrante proclamação da vontade divina para o homem.

Amados, primeiramente tenho percebido que as correntes que tentam colocar a homossexualidade sob uma luz mais favorável, despojando-a do caráter de “pecado”, biblicamente falando, em geral querem manobrar a população ignorante sobre assuntos bíblicos para que pensem que a perspectiva bíblica sobre o assunto se baseia apenas em duas passagens das Escrituras, encontradas em Levítico 18:22 e 20:13. Nada mais falso e falacioso. Antes de continuar a leitura, sugiro que leiam Mateus 19:4-6; Romanos 1:26-32; 1 Coríntios 6:9-11 e 1 Coríntios 6:18-20. Falaremos de todas essas passagens em seu tempo.

sábado, março 09, 2013

Plantão Médico (ER) e o pós-modernismo



Já faz um bom tempo que publicamos esse vídeo aqui no blog, uns cinco ou seis anos, talvez? Cara, como o tempo passa.
Eu não sei como esse texto passou pelo politicamente correto da televisão, mas ele é brilhante. Ele mostra um homem moribundo, que está sendo perturbado por sua consciência pelas mortes que cometeu como executar de condenados à morte. Ele sabe que vai morrer, que vai prestar contas de seus atos, incluindo a morte de um inocente e quer saber: o que faço para encontrar perdão. Mas tudo o que ele encontra no hospital é uma capelã pós-moderna que diz pra ele que nada disso importa, que o importante é acreditar em qualquer coisa e tudo passa. Mas como um homem à beira da morte, ele sabe que sua consciência diz a verdade, ele está preste a conhecer o seu criador. O que fazer?
Eu particularmente gosto muito desse vídeo. E fiquei feliz com as legendas que coloquei, mesmo sem entender nada sobre legendas.


sábado, março 02, 2013

Se Deus tudo vê... Ele deveria acabar comigo?



O texto diz assim:
Se Deus é Todo-Poderoso e tudo vê:
O que Ele faz quando vê uma pessoa abusando de uma criança em sua igreja?

Resposta:
Ele faz o mesmo quando vê uma mulher sendo estuprada. Ou o mesmo quando uma pessoa é agredida na rua. Ou quando um marido trai a esposa. Ou quando uma pessoa rouba, ou mente, ou nega que esse mesmo Deus exista. Todos estes estão acumulando ira para o dia do julgamento (Romanos 2:5). E todos esses crimes serão punidos, seja na pessoa de Cristo para aqueles que se arrependeram de seus pecados e colocaram sua fé nele como Messias ou na própria pessoa, através do justo juízo pelos seus pecados (inferno).
Se Deus fosse acabar com o pecador que abusa da criança na igreja, ele também teria que acabar com o estuprador, com o agressor, com o adúltero, com o mentiroso, o ladrão ou o ateu. Se Deus fosse acabar com todo mundo que comete algum pecado, Deus teria que literalmente acabar com todo mundo. Incluindo nós mesmos.

terça-feira, fevereiro 05, 2013

O evangelho e a entrevista de Malafaia



Eu não assisti à entrevista do Silas Malafaia que está causando no Facebook. Eu até ia assistir para postar algo aqui no blog, mas meu amigo e irmão em Cristo, além de colaborador desse blog escreveu em seu Facebook um texto tão bom que nada precisa ser acrescentado. Eles nos autorizou a reproduzi-lo aqui. Aproveite.

Lucas Fava
Assisti uma boa parte daquela entrevista com o Malafaia, deu bastante desgosto, mas os comentários que vi aqui no Facebook me deixaram ainda mais enojado.
O Malafaia nao prega o Evangelho, nao interessa se a mensagem dele pode ou nao pode ser tirada da bíblia, ela nao é o Evangelho: Queda, Depravaçao, Graça, Salvaçao, Santificaçao, Consumaçao; Encarnaçao, Morte e Ressurreiçao de Cristo. Ele nao prega, nao cita, nao liga pra nada disso... Ele só prega sobre como viver uma vida melhor de acordo com a bíblia, e qualquer um que entenda o Evangelho vê que isso é fútil, viver melhor pra quê? Viver é Cristo, morrer é lucro. Nao to afim de paz interior, to afim de cruz.
Mas aí vem a treta da homossexualidade. Acho muito daora que a galera tenta discutir se algo é MORAL ou nao de acordo com sendo NORMAL ou nao. Tipo, gente, todos os pecados sao normais, em todas as sociedades, rs. Sua mentirinha branca, sua olhada pras pernas daquela gata, sua invejinha da roupa da sua amiga, seu fanaticismo por seu timinho de futebol ou cantor, seu ódio de estimaçao por aquele colega, tudo isso sempre foi muito normal e é muito bem aceito na sociedade, só nao é aceito no Céu. Por que? Porque Deus é SANTO. Ele nao joga pelas nossas regras, Ele faz o que Ele quer.
Mas o que dá mais desgosto ainda sao os que defendem o movimento gay no nome de Cristo. Tipo, eu nao ligo pro movimento gay, de verdade, acho que pecadores pecam e é isso que se deve esperar, sem contar que biblicamente eu nao sou nem um pouco melhor que eles - também sou adúltero. Mas defender o pecado? Isso é desculpa para defender meu próprio pecado: Afinal, se o pecado do meu vizinho nao é tao mau assim, entao eu nao preciso me preocupar, já que eu também estou no mesmo barco.
Mas e se a gente considerasse aquilo que a bíblia realmente ensina? E se a gente levasse Jesus a sério, que a menos que nossa justiça supere a dos fariseus nós nao temos espaço no Reino? Que eu preciso morrer para mim mesmo? Que minha fé nao é acreditar que Ele existe, e sim que Ele é o Cristo, o Rei, o Messias - E Reis sao obedecidos. Que se eu realmente amo a Ele, vou obedecer seus mandamentos? Que se eu viver em pecado, o amor do Pai nao está em mim?
É olhar honestamente para a cruz e perceber que eu preciso me arrepender, porque Deus vai me julgar e eu vou ser condenado, e entao, por amor, eu vou avisar meu próximo e oferecer a mesma Graça que eu recebi, apontando para a mesma cruz. Graça traz arrependimento, novidade de vida, transformaçao - nao conformidade.
Paz aê, se pá ninguém vai ler, ou se ler nao vai ligar. Mas aí, por favor, pense: Se Jesus é realmente o Filho de Deus, e se realmente confirmou isso ao ressucitar dos mortos, entao nao interessa o que o Lucas, o que o Malafaia, o que a Gabi pensa. O que importa é o que Jesus disse: TUDO o que Ele disse, nao duas frases fora de contexto.

sábado, janeiro 19, 2013

Fundamentação pelos manuscritos para a fidedignidade da Bíblia




Evidência dos manuscritos para o Novo Testamento
Existem mais de 24 mil cópias manuscritas parciais e completas do Novo Testamento. Essas cópias são muito antigas e estão disponíveis para inspeção. Existem também mais 86 mil citações dos antigos pais da igreja e milhares de Lecionários (livros de culto da igreja que contêm citações das Escrituras usadas nos primeiros séculos do cristianismo).
No final das contas: o Novo Testamento tem uma quantidade esmagadora de evidências que apoiam a fidedignidade da Bíblia. As variações nos manuscritos do Novo Testamento são mínimas
Nas milhares de cópias manuscritas que temos do Novo Testamento, os estudiosos descobriram que existe algo em torno de 150 mil “variações”. Isso parece como um valor absurdo para a mente pouco informada. Mas para aquele que estudam o assunto, os números não são tão condenatórios quanto pareciam no começo. Na verdade, uma boa olhada para as evidências mostra que os manuscritos do Novo Testamento são incrivelmente precisos e confiáveis. Para começar, precisamos enfatizar que de todas as 150 mil variações, 99% possuem virtualmente nenhuma significância. Muitas dessas variações simplesmente envolvem uma letra faltando em uma palavra; algumas envolvem reverter a ordem de duas palavras (como “Cristo Jesus” e “Jesus Cristo”); algumas envolvem a falta de uma ou mais palavras insignificantes.
De verdade, quando todos os fatos são colocados na mesa, apenas 50 das variações possuem alguma significância real – e mesmo assim, nenhuma doutrina da fé cristã ou qualquer mandamento moral é afetado por elas. Mais de noventa e nove por cento dos casos o texto original pode ser reconstruído com segurança. Mesmo nos poucos casos onde alguma perplexidade se mantém isso ainda assim não altera o significado das Escrituras ao ponto de manchar um princípio da fé ou um mandamento para a vida.
Portanto, na Bíblia como a temos (e como foi transmitida para nós através de uma tradução fiel), para todos os efeitos práticos, é a verdadeira Palavra de Deus, enquanto os manuscritos transmitem para nós a completa verdade vital dos originais.
Pela prática da ciência da crítica textual – comparando todos os manuscritos disponíveis um com o outro – podemos ter segurança em relação ao que o documento original deve ter dito.
Vamos supor que tenhamos cinco cópias manuscritas do documento original que não mais existe. Cada uma das cópias manuscritas é diferente. Nosso objetivo é comparar as cópias manuscritas e determinar o que o original provavelmente dizia. Aqui estão as cinco cópias:
  • Manuscrito #1: Jesus Cristo é o Salvador de todo o mund.
  • Manuscrito #2: Cristo Jesus é o Salvador de todo o mundo.
  • Manuscrito #3: Jesus Cristo é o Salvador de todo o mundo.
  • Manuscrito #4: Jesus Cristo é Salvador de tod o mundo.
  • Manuscrito #5: Jesus Cristo é o Salvador de todo o mndo.

Você conseguiria, pela comparação das cópias manuscritas, determinar o que o documento original dizia com um alto grau de confiança que você está certo? É claro que sim.
Essa ilustração pode ser extremamente simplista, mas a grande maioria das 150 mil variações são resolvidas pelo método acima.
Comparando os vários manuscritos, os quais possuem diferenças bem pequenas como a mostrada acima, se torna bastante claro o que o texto original provavelmente dizia. A maioria das variações nos manuscritos se referem à ortografia, ordem das palavras, tempos verbais e coisas do tipo; nenhuma doutrina é afetada por elas de maneira alguma.
Também devemos enfatizar que o volume de manuscritos que temos, em muito estreita a margem de dúvida sobre o que os documentos bíblicos originais diziam. Se o número de manuscritos aumenta o número de erro dos escribas, também aumenta proporcionalmente os meios para se corrigir esses erros, para que a margem de dúvida deixada pelo processo de recuperação das palavras originais não é grande como se temia; na verdade, é incrivelmente pequena.

O Novo Testamento Versus Outros Livros Antigos
Quando comparamos a quantidade de manuscritos bíblicos com os manuscritos dos antigos documentos e livros, se torna fortemente claro que nenhuma outra peça literária da antiguidade pode se comparar com a Bíblia. A evidência manuscrita em favor da Bíblia não possui paralelos! Existem mais cópias de manuscritos do Novo Testamento com grande fidelidade e datação antiga do que de qualquer outro clássico secular da antiguidade.
Rene Pache acrescenta, "os livros históricos antigos da antiguidade possui uma documentação infinitamente menos sólida."
Dr. Benjamin Warfield conclui, "se comparamos o presente estado do texto do Novo Testamento com qualquer outra obra da antiguidade, nós devemos... declará-lo maravilhosamente exato."
Norman Geisler faz várias observações chaves para nossa consideração:
Nenhum outro livro está nem perto como segundo lugar com a Bíblia tanto em número quanto em datação antiga das cópias. A média das obras seculares da antiguidade sobrevive apenas em um punhado  de manuscritos; o Novo Testamento ostenta vários.
A lacuna média entre a composição original e a cópia mais antiga é de mais de mil anos para outros livros. O Novo Testamento, no entanto, tem um fragmento de apenas uma geração da composição original, livros inteiros em cem anos da data do autógrafo (manuscritos original), a maioria do Novo Testamento está dentro de 250 anos da data que foi completado. O grau de exatidão das cópias é maior no Novo Testamento do que de outros livros que podem ser comparados. Muitos livros não sobrevivem com cópias manuscritas suficientes que tornariam a comparação possível.
A partir dessa evidência dos manuscritos, fica claro que os escritos do Novo Testamento são superiores quando comparados com outros escritos antigos. "Os registros do Novo Testamento são vastamente mais abundantes, claramente mais antigos e consideravelmente mais precisos em seus textos."
Evidência para o Novo Testamento dos Pais da Igreja
Como dito no início desse texto, em adição aos milhares de manuscritos do Novo Testamento, existem mais de 86 mil citações do Novo Testamento nos antigos Pais da Igreja. Existe também citações do Novo Testamento em antigos Lecionários (livros de adoração) da igreja. Existem tantas citações dos Pais da Igreja que mesmo que não tivéssemos uma única cópia da Bíblia, os eruditos poderiam reconstruir todos os versículos do Novo Testamento, exceto por 11, com material escrito entre 150 e 200 anos do tempo de Cristo.

Evidência Manuscrita para o Velho Testamento
Os Manuscritos do Mar Morto provam a precisão da transmissão da Bíblia.
De fato, nestes rolos descobertos em 1947, temos manuscritos do Velho Testamento que foram datados em cerca de mil anos antes (150 A.C) que a cópia mais antiga do Velho Testamento que possuíamos na época (que datava de 900 D.C). A coisa realmente significativa é que quando comparamos os dois grupos de textos manuscritos, fica claro que eles são essencialmente o mesmo, com pouquíssimas alterações. O fato de manuscritos separados por mil anos são essencialmente o mesmo indica que incrível fidelidade da transmissão manuscritas do Velho Testamento.
Uma cópia inteira do livro de Isaías foi descoberta em Qumran.
Mesmo as duas cópias do livro de Isaías que foram descobertas na caverna 1 em Qumran próximo do Mar Morto em 1947 serem mil anos mais antigas que o manuscritos anteriormente conhecido, elas se provaram serem idênticas palavra por palavra com o nosso texto hebraico padrão em mais de 95% do texto. Os 5% de variação consistem em sua maioria de erros óbvios de escrita e variações na ortografia.
Das descobertas de manuscritos como o do Mar Morto, os cristãos possuem uma evidência inegável que as Escrituras do Velho Testamento que temos hoje, para todos os efeitos práticos, são exatamente o mesmo como era quando foi originalmente inspirado por Deus e registrado na Bíblia. Combine isso com a massiva quantidade de evidências manuscritas do Novo Testamento e fica claro que a Bíblia Cristã é um livro fidedigno e confiável.
Os Rolos do Mar Morte provam que os copistas dos manuscritos bíblicos tiveram grande cuidado ao fazerem o seu trabalho. Esses copistas sabiam que estavam duplicando a Palavra de Deus, então eles passaram por um processo incrível para prevenir que erros aparecessem em seu trabalho. Os escribas cuidadosamente contavam cada linha, palavra, sílaba e letra para garantir precisão.

A preservação da Bíblia por Deus
A Confissão de Westminster declara: "O Velho Testamento em Hebraico e o Novo Testamento em Grego, sendo inspirados imediatamente por Deus e pelo seu singular cuidado e providência conservados puros em todos os séculos, são por isso autênticos e assim em todas as controvérsias religiosas a Igreja deve apelar para eles."
A Confissão de Westminster declara um ponto muito importante aqui.
O fato é que Deus, que tem o poder e o soberano controle para inspirar as Escrituras no primeiro momento, certamentne irá continuar a exercer Seu poder e controle soberano na preservação das Escrituras. Na verdade, a obra de preservação de Deus está ilustrada no texto da Bíblia.
Ao examinar como Cristo via o Velho Testamento, podemos perceber que Ele possuía complete confiança que as Escrituras que Ele usava foram fielmente preservadas através dos séculos.
Como Cristo não levantou nenhum questionamento sobre a adequação das Escrituras da forma como os seus contemporâneas as conheciam, podemos seguramente assumir que o texto do primeiro século do Velho Testamento era totalmente adequado como representação das palavras divinas originalmente reveladas. Jesus considerava o corpo de cópias de Seus dias tão iguais aos originais que em suas mensagens Ele apelava para elas como autoridade.
O respeito que Jesus e Seus apóstolos possuíam pelos textos do Velho Testamento é, basicamente, uma expressão da confiança na preservação providencial de Deus das cópias e traduções como substancialmente idênticas com os originais inspirados.
Por isso, a própria Bíblia indica que as cópias podem refletir fielmente o texto original e assim funcionam com autoridade.

domingo, janeiro 13, 2013

Pense nestas coisas





Todos os dias do oprimido são infelizes, mas o coração bem disposto está sempre em festa. 
Provérbios 15:15

Nós praticamente vemos aquilo que queremos ver. Se a nossa mente foi treinada para procurar por problemas, dificuldades, e coisas tristes e sombrias, então vamos encontrar aquilo que procuramos. Pelo contrário, é bem fácil formar o hábito de sempre procurar por beleza, pelo bem, alegria, felicidade; e aqui também vamos encontrar aquilo que procuramos.
Já foi dito que o hábito de sempre ver o lado mais brilhante da vida é de grande lucro para o homem. Facilita enormemente a vida.
Nenhum de nós é naturalmente atraído para pessoas sombrias, que sempre encontram algo pelo qual reclamar, mas todos somos atraídos por aqueles que veem alguma beleza em tudo. Alegria é uma qualidade transformadora. E seu segredo é um coração feliz.

Finalmente, irmãos,
tudo o que for verdadeiro,
tudo o que for nobre,
tudo o que for correto,
tudo o que for puro,
tudo o que for amável,
tudo o que for de boa fama,
se houver algo de excelente ou digno de louvor,
pensem nessas coisas.     
Filipenses 4:8

domingo, janeiro 06, 2013

A imagem no Velho Testamento da graça de Deus





Algumas pessoas dizem que o Deus do Velho Testamento era um Deus de julgamento e vingativo, tanto com Israel quanto com as nações, enquanto que o Deus do Novo Testamento é um Deus de amor e graça. Essa dicotomia não é verdade, porque Deus é o mesmo em ambos os Testamentos. Deus foi amoroso e gracioso para com Seu povo Israel no Velho Testamento. Eu admito que ele foi sentencioso com as outras nações.  Mas ele tinha bons motivos para isso, já que eram idólatras e viviam em perversões sexuais como adoração aos seus deuses pagãos. É por isso que Deus disse para Israel retirar essas nações da terra, ou matá-los e certamente não se casar com eles.
O julgamento de Deus sobre Israel veio porque eles não seguiram o caminho de Deus e quando eles se arrependeram e se voltaram de seus caminhos maus, Deus graciosamente os perdoou, e os restaurou, tanto de volta para a terra quanto ao favor de Deus. O problema estava na inabilidade de Israel em manter a aliança que eles acordaram com Deus no Monte Sinai. Deus manteve a sua parte do acordo e a Lei em si era santa, justa e boa. Mas foi Israel quem falhou em viver aquilo que eles concordaram. Veja Êxodo 19-32 e Mateus 5:17.
Uma das razões pelas qual Deus fez uma aliança com Israel era para mostrar a inabilidade da raça humana em corresponder as exigências da Santidade de Deus. A falha da humanidade apenas magnífica a obra de Cristo em trazer uma nova aliança, “em meu sangue”, que era muito superior à antiga aliança e satisfaz a Santidade de Deus. Assim, a humanidade consegue corresponder quando aceita o que Cristo fez ao trazer uma nova aliança para com Deus. Hebreus 8-10 fala em relação à todo esse assunto mostrando o contraste entre o velho e o novo e a superioridade do novo.
As passagens seguintes, todas do Velho Testamento, mostram o fato que Deus era na verdade gracioso e misericordioso com Israel.

  • Gracioso: 2 Crônicas 30:9; Neemias 9:17,31; Salmos 86:15; 103:8; 111:4;112:4;116:5;145:8.
  • Compassivo: 2 Reis 13:23; 2 Crônicas 30:9; 36:15; Salmos 78:38; 86:15; 112:4;145:8; Jeremias 12:15.
  • Longânimo: Êxodo 34:6; Números 14:8; Salmos 86:15.
  • Clemente: Êxodo 15:13; 20:6; 34:7; Números 14:18,19; Deuteronômio 5:10; 7:9; 2 Samuel 22:51; 1 Reis 8:23; 1 Crônicas 16:34; 2 Crônicas 5:13; 7:3,6; Salmos 18:50;23:6; Oséias 1:7.
  • Misericordioso: Deuteronômio 4:31; 32:43; 2 Crônicas 30:9; Neemias 9:31; Jeremias 3:12.
  • Benigno: Salmos 17:7; 36:7; 103:4; Jeremias 9:24; 31:3; 32:18.

segunda-feira, dezembro 24, 2012

Postagens natalinas




Eu gosto muito do natal, muito mesmo. Fico esperando essa data o ano todo. Nem sempre eu consigo comemorar como eu quero, ou acabo comemorando do jeito que outras pessoas querem, mas eu gosto muito do natal. Mas eu sei que a data mais importante do cristianismo é a páscoa, não o natal. Por isso temos tantos posts sobre a páscoa, a ressurreição de Cristo e afins.
Ainda assim, temos alguns posts interessantes sobre o natal e listamos todos eles abaixo. Para mim, o mais interessante é o que apresenta uma boa explicação para como o 25 de dezembro se tornou o natal, diferente da teoria prevalente que a data foi apenas escolhida para casar com a data do solstício de verão, uma data festiva para os pagãos. Existe uma outra alternativa, baseada em escritos da época, que em nada tem a ver com as festividades pagãs e que apresenta a igreja celebrando o natal bem antes da formação da Igreja Católica Romana.
Uma boa leitura e um feliz natal!










Nossa gatinha Gracie, comemorando o natal (ou mais provável, olhando um ratinho pela janela).

domingo, dezembro 23, 2012

Como saber a vontade de Deus?



A Vivian estava conversando com uma amiga cristã sobre um assunto específico na qual a nossa amiga dizia que não queria agir porque ela acreditava que agir em relação a tal assunto seria o mesmo que afirmar que Deus não era poderoso para agir por ela. Não vou entrar nos detalhes da coisa, mas esse raciocínio possui uma falha porque ele acha que Deus apenas se preocupa com o fim das coisas, quando às vezes o foco maior de Deus é o processo como um todo, pois, mais do que receber aquilo que queremos, como chegamos ao recebimento (ou não) é o que realmente transforma o nosso caráter.
Isso me lembrou duma outra coisa: como saber qual é a vontade de Deus para minha vida? Como saber se devo fazer algo ou não? Como escolher entre A ou B? Isso tem sido tema de livros, palestras, pregações e conferências. Muita gente quer saber: como descobrir a vontade de Deus? Na verdade, isso é quase uma obsessão no meio evangélico.
Duas coisas me parecem motivar essa obsessão. A primeira, mais espiritual, é que as pessoas realmente estão dispostas, até certo nível, em descobrir e cumprir a vontade de Deus. Elas sabem que isso é importante, Deus possui uma vontade. A segunda, bem menos espiritual, é que o povo quer uma garantia que toda vez que fizerem a vontade de Deus, tudo dará certo. Tudo será um mar de rosas. Fazer a vontade de Deus é paz, alegria, tranquilidade. Não fazer a vontade de Deus, tudo dará errado. Quem nunca ouviu, “se você está no centro da vontade de Deus, coisas boas vão acontecer com você”. Se isso fosse verdade, o apóstolo Paulo jamais poderia ser considerado como estando no centro da vontade de Deus, já que a vida dele foi bem miserável (2 Cor 11:23-33) e ainda morreu decapitado.
Um lembrete importante: Deus é soberano. Completamente soberano. A vontade Dele sempre irá se cumprir na sua vida. Você não tem como enganar Deus. Ele não está lá, olhando através de uma televisão cósmica, torcendo para que você escolha fazer aquilo que Ele planejou que você venha a fazer. Mas, de repente, que puxa, você escolheu errado! E agora? Deus pega seus planos, rasga tudo e começa a trabalhar em um plano B. Enquanto isso, você paga pela sua burrice: como pode ter escolhido tão errado quando estava tão óbvio!
Nada disso. Deus, o soberano Senhor de todo o universo, sabe de todas as coisas, Ele sabe as suas decisões e Ele decreta tanto os fins quantos os meios. Não vou entrar em detalhes sobre a questão do calvinismo ou arminianismo (particularmente eu acredito na graça soberana de Deus), mas a soberania divina é declarada por toda a Bíblia (Salmo 103:19).
Ainda assim, somos responsáveis por nossas decisões porque elas são tomadas livremente por nós. Existe uma tensão aqui, que eu não me proponho a resolver, mas que pode ser simplificada da seguinte forma: Deus soberanamente decreta aquilo que nós livremente vamos escolher. Complicado? Se fosse fácil, não teria tanta gente errando nesse assunto.
Mas à parte de tudo isso, existe uma forma de “descobrir a vontade de Deus” que é simples, desde que você entenda ao menos que Deus é soberano e que você jamais irá engana-lo. São três passos simples que irão te ajudar a escolher de forma sábia entre qual carreira seguir, com qual pessoa devo me casar, compro uma casa ou faço uma viagem? É tão simples que parece inacreditável.
  • Leia a Bíblia: muita gente diz, “eu quero saber a vontade de Deus para minha vida” e elas se referem aquelas coisas secretas sobre o que vai acontecer que ninguém nunca sabe. Aí você pergunta, “você já leu toda a Bíblia?” e muitas vezes a resposta é não. A Bíblia é a vontade revelada de Deus. Se você não conhece a vontade revelada, então, dificilmente irá entender o resto. Muitos dos dilemas da vida cristã estão bem explicados na Bíblia. O livro de Provérbios é um tesouro de sabedoria que se os cristãos colocassem em prática, o mundo seria diferente. As cartas de Paulo não apenas nos ensinam teologia (o que ajuda também, especialmente se você conhece o caráter e os atributos de Deus), mas também nos mostram de forma prática como agir dentro e fora da igreja. Em resumo, quando você estiver se sentindo confortável em praticar a vontade revelada de Deus, aí eu acho que você pode se preocupar em tentar a vontade secreta. Leia a Bíblia.
  • Oração: uma mente informada pelas Escrituras passa a orar conforme as Escrituras e passa a buscar aquilo que realmente é importante, o Reino de Deus. Por mais que todos nós sabemos a importância da oração, ela ainda é subestimada. Ore, leve as suas petições à Deus, peça por sabedoria para tomar a melhor decisão e lembre-se que Deus é soberano. Agora, não fique esperando ouvir uma voz audível que irá te dizer exatamente o que fazer. Deus não lida conosco como simples robôs que recebem sua instrução e segue à risca os comandos. Somos filhos e Deus está mais interessado em nosso caráter do que nossas posses.
  • Peça conselhos para irmãos mais velhos e maduros na fé: vivemos em uma sociedade bastante individualista e temos a tendência de não envolver ninguém em nossas decisões. E isso também acontece na igreja. Na verdade, o crescimento de megas-igrejas e telepastores tem privilegiado a existência de um evento desconhecido nas Escrituras: o cristão solitário. Tal coisa não existe. A vida cristã deve ser vivida em comunidade. É um corpo, não um ser unicelular. Aqui eu tenho que fazer um mea culpa porque eu sofro desse mal também. Mas como cristãos, devemos buscar o conselho de irmãos cristãos mais maduros na fé, que nos conhecem e podem nos ajudar a ter uma visão geral e mais ampla sobre um assunto. Está na dúvida se deve seguir o pastorado? Ou se tornar missionário? Converse com seus irmãos mais maduros. Veja o que eles dizem sobre isso. Uma ressalva aqui: via de regra, o irmão mais maduro tem mais tempo de cristianismo, mas nem sempre é assim. Saiba diferenciar uma coisa da outra.

Aí estão. Três passos para saber qual é a vontade de Deus para você. Parece simples? E é. Não é nada mais complicado do que isso. Não tem glamour, mas funciona e é como a igreja sempre buscou a vontade de Deus. Por dois mil anos isso funcionou perfeitamente para a igreja, não tem porque não funcionar para você.
Tenho certeza que quase todas as suas decisões poderão ser tomadas com base nesses três passos. E você a cada dia, irá se tornar mais sábio.

terça-feira, dezembro 18, 2012

A verdadeira questão sobre o casamento gay



A questão (do casamento gay) não é sobre controlar “o que as pessoas fazem em seus quartos”, ou “quem eles podem amar”. A questão é sobre que tipo de união o Estado irá reconhecer como “casamento” e lhe dar todos os benefícios adjacentes. O Estado não nos diz com quem podemos ser amigos ou com quem podemos viver. Você pode ter um amigo, três amigos ou uma centena de amigos. Você pode morar com sua irmã, com sua mãe, seu cachorro ou seu colega do trabalho. Você pode celebrar seu relacionamento com a sua avó ou o seu colega de quarto o quanto quiser. Mas nenhum desses relacionamentos – não importa o quão especial sejam – são casamentos. A recusa do estado em reconhecer esses relacionamentos como “casamento” não nos impede de persegui-los, aproveitá-los ou considerá-los significantes.
O debate é muitas vezes caracterizado como liberdade (aqueles que apoiam qualquer um casar com qualquer um) contra opressão (aqueles que querem lhe dizer com quem você deve se casar). Os conversadores estão perdendo o debate porque essa é a história contada em milhares de episódios de televisão, em milhares de músicas e por um número crescente de políticos e educadores. Mas no longo prazo, o triunfo do casamento gay (caso triunfe como uma realidade cultural e legal) irá significar a restrição da liberdade de milhões de americanos.
Isso vai acontecer primeiro de uma forma bem óbvia – por condenar ao ostracismo aqueles que discordam, pelo bullying através do politicamente correto e pisando na liberdade religiosa. É claro que os cristãos precisam entender que não importa quantas ressalvas emitimos, não importa quantas nuances tenhamos em nossas posições, não importa o quanto alentamos ou mostremos compaixão para com os homossexuais, nada disso será suficiente para repelir as acusações de ódio e homofobia. Nós teremos muitas oportunidades para andar como Jesus que, quando injuriado, não cometeu injuria como resposta e quando ele sofreu, não lançou ameaças, mas continuou confiando naquele que pode julgar de forma justa (1 Pedro 2:23).
Mas o casamento gay irá desafiar nossa liberdade de outras maneiras também. Não apenas evangélicos, assim como católicos tradicionais e mórmons serão ameaçados. Assim que o governo ganha novos poderes, ele raramente abre mão deles. Haverá uma leve tirania que irá crescer enquanto o poder do Estado aumentar, um crescimento que é intrínseco à própria noção de casamento gay

Kevin DeYoung; "A Few Things to Consider BeforeSupporting Gay Marriage"; DeYoung, Restless, and Reformed

segunda-feira, dezembro 17, 2012

Uma festa inesperada (ou um versículo inesperado)



Eu estou brincando com o nome do título porque este não tem nada a ver com o assunto da postagem. Mas a citação bíblica que deu origem ao texto foi realmente inesperada, mas não surpreendente. Enfim, eu acho que só quis usar esse titulo por causa da estreia de O Hobbit. Na minha página do Facebook finalmente colocamos as fotos de nossa viagem para Hobbiton, em Matamata, na Nova Zelândia. Foi muito legal. Mas não estou escrevendo sobre O Hobbit.
Sábado passado a Vivian e eu fomos a uma festa de aniversário. Eu nunca me senti muito a vontade nesses eventos (especialmente quando somos praticamente obrigados a ir), talvez por causa da minha herança de Testemunha de Jeová, talvez porque eu ache que mesmo os aniversários cristãos são tão focados no aniversariante que beira a própria adoração. Já deve fazer pelo menos uns quatro anos que eu não faço nenhuma comemoração especial no meu aniversário. No máximo, usamos como uma boa desculpa para ir ao Outback, para encontrar uma costela divina.
No aniversário de ontem, foi um pastor neopentecostal bastante próximo da família do aniversariante. Eu já o vi várias vezes (na verdade, eu o conheço desde a minha adolescência) e como parte do evento, o pastor tomou a palavra. Ele agradeceu a presença dos amigos, engrandeceu o esforço de todos estarem lá (especialmente ele mesmo, já que no sábado estava chovendo muito) e fez duas citações, uma de algum poeta que ele não se preocupou de esclarecer e outra, supostamente bíblica, de acordo com o pastor, que ele também não se preocupou de dar a referência. Eu não estava prestando muita atenção, mas a Vivian percebeu algo errado. O dito pelo pastor foi o seguinte: “e a outra frase, essa bíblica, diz, ‘quem encontra um amigo, encontra um tesouro’”.
Na hora eu não percebi nada de errado porque o pastor começou a orar e em suas súplicas demandava que Deus estivesse presente na vida do aniversariante. Isso estava na verdade me deixando um pouco mais irritado porque não temos como pedir por algo que já temos. Deus é onipresente (Salmo 139:7-12), ou seja, ela já está em todos os lugares, mas para o Cristão, já somos morada do Espírito Santo (1 Coríntios 3:16), já estamos na presença de Deus por causa de Jesus Cristo (Hebreus 4:14-16). Ou seja, não faz sentido ficar pedindo a presença de Deus. Eu acho que quando um evangélico clama pela presença de Deus, ou ele não entende o que é estar na presença de Deus ou ele está pedindo outra coisa. Talvez uma mistura de ambos. Mas isso é assunto pra outro post.
Assim que a Vivian me chamou a atenção para o “texto bíblico”, começamos uma perseguição para encontrar a referência. Santo 3G do smartphone! Procuramos aqui, procuramos ali, nada de tal referencia. A festa terminou, e na volta pra casa a Vivian continuou procurando pelo texto perdido  (eu estava dirigindo e a lei e o bom senso ditam que não se deve procurar por textos bíblicos ou qualquer outro, ao volante de um carro). E ela encontrou a referência. Para nossa surpresa, o texto realmente está na Bíblia. O texto lê-se assim:
Um amigo fiel é uma poderosa proteção: quem o achou, descobriu um tesouro.
O texto pode ser encontrado na sua Bíblia no livro de Eclesiástico, capítulo 6, versículo 14.
Você deve estar se perguntando se eu não errei o nome do livro, pois o correto é Eclesiastes. Não, eu não errei. É no livro de Eclesiástico, que fica logo depois de Sabedoria e antes de Isaías. Pode procurar na sua Bíblia. Eu espero...
Encontrou? Não? Eu encontrei. Mas na minha Bíblia das Edições Paulinas. Você pode encontrar também na Bíblia Ave Maria. Se você estiver usando uma Bíblia comum, logo após Cantares você terá Isaías. Mas a Igreja Católica, no Concílio de Trento, entre 1545 e 1563, promulgou como canônicos vários livros que até aquela data só haviam sido considerados por concílios menores e nunca foram incluídos na lista de livros sagrados do judaísmo. Um dos principais motivos para inclusão desses livros pela Igreja Católica é que alguma das praticas católicas podem ser fundamentadas nessas passagens. Antes, apenas constavam com a autoridade eclesiástica e com o magistério como fonte de autoridade. Engraçado que a Igreja Católica não entende que as Escrituras sejam a única autoridade sobre a revelação de Deus (o Sola Scriptura protestante), mas tem uma lista de “autoridades”, como a tradição, o próprio Papa, mas ainda assim buscou colocar livros dentro da Bíblia para legitimar suas crenças.
Portanto, o querido pastor evangélico citou um texto de um livro deuterocanônico. Será que ele sabia disso? Será que ele sabia que a citação estava no livro de Eclesiástico? Se ele sabia disso, por que ele disse que estava na Bíblia? Será que ele sabe que existe uma diferença no número de livros entre uma Bíblia protestante e uma Bíblia Católica? Será que ele sabe que Eclesiástico é um livro deuterocanônico? Será que ele sabe o que é um livro deuterocanônico? E se sabe, será que ele os considera inspirado?
Todas essas são boas perguntas a serem feitas em nosso próximo encontro com o pastor, o que vai acontecer, já que as festas de aniversário em que ele está presente são muitas ao longo do ano. Seria interessante ouvir suas respostas. Mas eu também conheço a igreja onde ele se tornou pastor e sei que os pastores que são formados lá não apresentam nenhum treinamento teológico ou mesmo bíblico e o que os torna elegíveis para o pastorado são o carisma e a capacidade de liderança. Bíblia e teologia são detalhes. Quando for pregar, pegue um texto qualquer, de preferência motivacional ou moralizante e construa uma mensagem com alguma chamada para ação ao final. É assim que funciona. É assim que as ovelhas são alimentadas. Uma mensagem motivacional após a outra. Manejar bem a Palavra não é um foco daquela igreja (2 Timóteo 2:15). Quando eu vejo esse cenário, me pergunto se vale a pena questioná-lo sobre a citação deuterocanônica. Vai depender do meu humor no nosso próximo encontro.
Quando os ateus nos acusam de não conhecermos a Bíblia, muitas vezes eles estão certos. Não conhecemos. A maioria dos cristãos nunca leu toda a Bíblia. Gente com 5, 10, 20 anos de cristianismo. A maioria conhece um punhado de textos batidos, repetidos à exaustão, desprovidos de seu contexto, o que leva muitas vezes ao uso e ao abuso. Uma boa maioria não sabe nem ao menos se um livro está no Velho ou no Novo Testamento. Tem gente que acha que Maria Madalena foi uma prostituta ou uma mulher adúltera. Todo tipo de mitologia e superstição se adiciona à Bíblia pela falta de conhecimento daqueles que deveriam manejá-la bem.
Se esse já é um sintoma preocupante entre os leigos, imagine o horror quanto se torna sintomático entre pastores.
“Estas coisas vos escrevi a vós, os que credes no nome do Filho de Deus, para que saibais que tendes a vida eterna, e para que creiais no nome do Filho de Deus” (1 João 5:13).
Pena que o povo não está lendo o que foi escrito. Pena que os pastores não estão lendo o que foi escrito.

domingo, dezembro 16, 2012

Duzentos seguidores no blog Pés Descalços!!



Essa semana chegamos ao números de 200 seguidores no blog! Gostaríamos de agradecer a todos o carinho e paciência conosco. Esperamos sinceramente que esse blog esteja ajudando a todos que passam por aqui, de uma forma ou de outra, a entender que o Cristianismo é a melhor explicação para a realidade como ela é.
Mais uma vez, obrigado!

Sem Deus, não existe o bem ou o mal


Ataque em Newton, Connecticut

Sobre o atentado em Newton, Connecticut, na última sexta-feira.
É impossível construir uma sociedade ao redor da negação de um padrão dado por Deus e então, arbitrariamente, reintroduzir esse padrão conforme for conveniente, sempre que você precisar de uma palavra como “mal” para descrever o que acaba de acontecer. Essas palavras não podem apenas ser assopradas. Se nós as abolimos e também suas definições e todo fundamento possível para elas, precisamos reconhecer o fato que elas se foram. A descrença cultural, que leva inexoravelmente a um niilismo cultural e ao desespero, é completamente incapaz de responder apropriadamente a coisas como essa, enquanto é totalmente capaz de criar tais situações. Nas palavras proféticas de C. S. Lewis, “Em um tipo de simplicidade medonha nós removemos o órgão e exigimos a função. Nós criamos um homem sem peito e esperamos que eles tenham virtude e iniciativa. Nós rimos da honra e ficamos chocados ao encontrar traidores em nosso meio. Castramos e exigimos que o eunuco seja frutífero.”

sábado, dezembro 08, 2012

É possível uma vida sem Deus?



Essa semana morreu o arquiteto brasileiro Oscar Niemeyer. Eu entendo bem pouco de arquitetura, mas sei que ele foi uma pessoa que contribuiu imensamente para essa arte. Ele também era ateu. Era, porque agora ele não é mais. Tanto na visão cristã quanto na ateísta, Niemeyer deixou de ser ateu porque, na visão cristã, ele encontrou com o seu Criador e agora ele sabe que Deus existe e na visão ateísta, não existe vida após a morte, portanto, tudo o que sobrou do arquiteto é aquilo que já existia antes: um corpo físico, só que agora, morto.
Em comemoração à morte de Niemeyer (???) ou para homenageá-lo pela sua obra, a fan Page do Facebook ATEA nos presenteou com a imagem que você vê acima. “Na imagem, podemos ler: uma longa vida de realizações e sucesso, sem Deus”.
Essa frase está errada. O correto seria: “uma longa vida de realizações e sucesso, sem uma crença em Deus”. Pode parecer que ambas são a mesma coisa, mas não são. E já explico o porquê.
Antes, acho interessante notar que os novos ateus estão aprendendo alguma coisa de marketing com o movimento evangélico moderno, especialmente da teologia da prosperidade. Assim como muitas igrejas prometem sucesso na vida se você acreditar em Deus, os ateus estão prometendo uma vida feliz e próspera se você não acreditar em Deus. Dawkins já prometia isso no inicio de seu brilhante livro, “Deus um Delírio”. Parabéns ATEA! Se vocês conseguirem fazer com o movimento ateu aquilo que o evangelho da prosperidade fez com a igreja evangélica, o futuro do ateísmo caminha para um futuro sombrio.
Voltando ao tópico, uma vida sem Deus é diferente de uma vida sem crença em Deus. Niemeyer nunca teve uma vida sem Deus. Ele teve uma vida sem crença em Deus. Primeiro, a crença ou não na existência em Deus é irrelevante para a questão se Deus existe ou não. Se ele não acreditava em Deus, se ele negava a existência de uma divindade, essa divindade continuaria existindo independente de suas crenças. E mesmo sem essa crença, essa divindade continuaria exercendo influencia em sua vida, como exerce na de todos nós. O simples fato de Deus ter permitido que ele tivesse vivido por quase 105 anos mesmo negando a sua existência, apesar das comprovações mais óbvias de sua existência, mostra o quanto Deus é amoroso e agiu com graça para Niemeyer. Mas o segundo ponto para mim é ainda mais importante.
A frase “uma longa vida... sem Deus” é irracional. Para que a vida exista, Deus é necessário. Aliás, para que o universo exista, Deus é necessário. Se isso não fosse verdade, veja quantas crenças irracionais uma pessoa precisa aceitar para acreditar que uma vida sem Deus é possível:
  • Acreditar que coisas aparecem do nada sem causa.
  • Acreditar que a vida pode vir de algo sem vida.
  • Acreditar que informação pode ser gerada sem uma mente inteligente.
  • Acreditar que essa informação pode ser interpretada sem uma mente inteligente.
  • Acreditar que a primeira lei de Newton, da inércia, está errada.
  • Acreditar que padrões morais reais não existem.

E por aí vai. Todos esses conceitos acima contrariam as mais simples percepções de nosso universo. Todas elas são, para dizer o mínimo, irracionais. Portanto, uma vida sem Deus, é também uma frase irracional.
Se a ATEA quisesse parecer menos irracional, deveria mudar a frase sobre Niemeyer. Mas racionalidade nuca foi o forte por ali...

quarta-feira, outubro 31, 2012

Feliz dia da Reforma!


Olá. Estamos sumidos nas últimas semanas. Muitas coisas acontecendo, incluindo um possivel mudança de cidade e não estamos conseguindo postar nada no blog. Mas não abandonamos esse lugar aqui, apenas tiramos umas férias mais longas que o normal.
Mas não poderíamos deixar passar um dia tão importante quanto hoje! Não, não estou falando de halloween, estou falando da celebração do Dia da Reforma Protestante, o famoso dia em 1517 quando Martinho Lutero pregou as 95 teses na porta Wittenberg. Depois disso, o mundo nunca mais foi o mesmo.
Para meus amigos irmãos luteranos (devo ter uns dois ou três...) parabéns! Para meus irmãos protestantes de todas as outras denominações, especialmente as históricas, vamos nos lembrar do legado que nós hoje continuamos, de levar o evangelho da salvação pela graça somente para todos os povos, livrando-os do peso e do julgo de tentar se salvar pelas obras.

"Hier stehe ich. Ich kann nicht anders. Gott helfe mir. Amen"



Nas escrituras, tirar os sapatos tem um significado muito especial. Quando Moisés teve seu primeiro confronto com Deus, Ele disse para que ele tirasse seus sapatos porque ele estava em terra santa. Jesus caminhou descalço para o Calvário. Na cultura daquele tempo, estar descalço era o sinal que você era um escravo. Um escravo não tinha direitos. Jesus nos deu o exemplo supremo de renunciar tudo por um grande objetivo.
Loren Cunningham Making Jesus Lord / Marc 8:34,35

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