terça-feira, novembro 29, 2011

É justo alguém ir para o inferno só porque nunca ouviu falar em Jesus Cristo? Parte 2


Na primeira parte do texto, partindo de uma ilustração da série TheWalking Dead, vimos que as pessoas vão para o inferno por causa de seus próprios pecados. Vimos que as boas obras em nada podem ajudar nessa questão e que podemos ir para o céu por causa da dupla obra de Cristo, morrendo na cruz por nós e vivendo uma vida perfeita em nosso lugar. A bondade de Cristo é colocada em nós e a nossa maldade colocada sobre ele. A melhor de todas as trocas!
Mas vamos à segunda pergunta de Eugene, o personagem da série. Ela se resume no seguinte: “e todos aqueles que nunca ouviram falar em Jesus Cristo? Os Astecas, os sumérios, os nativos de Papua Nova Guiné? E as pessoas boas que existiram nessas civilizações, mas foram para o inferno simplesmente porque nunca souberam sobre Jesus? É justo alguém passar a eternidade no inferno só porque não tinham consciência da existência do cristianismo?”

A primeira coisa que alguém deve ter em mente é o seguinte: por que as pessoas vão para o inferno? Como vimos na primeira parte, o que leva alguém à condenação eterna no inferno são seus próprios atos. Uma pessoa vai para o inferno como resultado de sua rebelião contra Deus. Não é o fato em si de não conhecer ou não acreditar em Jesus como seu salvador pessoal que condena a pessoa. Apesar da descrença ser um pecado em si mesmo, não temos temos pessoas perfeitas andando por aí que nunca cometeram um único pecado contra Deus, mas que por uma pequena questão geográfica ou histórica não foram avisadas sobre o caminho da salvação e acabaram infelizmente no inferno. Todos pecaram (Rom 3:23), todos! Lembre-se disso. Aquele que vai para o inferno vai pelas suas próprias ações. A imagem de um Deus sádico que fica brincando de uni-duni-tê com seres humanos, lançando esse para o inferno e aquele para o céu não é uma caracterização bíblica. Muito pelo contrário. A imagem que a Bíblia nos passa é de um Deus amaroso, que apesar de ter dado toda a criação para o ser humano desfrutar, recebeu nada mais do que rebelião e desprezo daqueles que deveriam amá-lo totalmente. Por muito menos nós seres humanos teríamos lançado nossa própria raça no inferno por toda a eternidade e sem menor chance de escapar. Não é isso o que acontece nas Escrituras. “Deus retribuirá a cada um conforme o seu procedimento” Romanos 2:6.
O asteca que morreu e foi para o inferno o fez por conta de suas próprias ações. Assim também como os sumérios ou os nativos de Papua Nova Guiné. Alguém poderia dizer: “mas eles não conheciam Deus!” Isso não é verdade. Veja o que diz Romanos 1:20-23:
“Pois desde a criação do mundo os atributos invisíveis de Deus, seu eterno poder e sua natureza divina, têm sido vistos claramente, sendo compreendidos por meio das coisas criadas, de forma que tais homens são indesculpáveis; porque, tendo conhecido a Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe renderam graças, mas os seus pensamentos tornaram-se fúteis e os seus corações insensatos se obscureceram.
Dizendo-se sábios, tornaram-se loucos e trocaram a glória do Deus imortal por imagens feitas segundo a semelhança do homem mortal, bem como de pássaros, quadrúpedes e répteis.”
A criação de Deus aponta para Ele. Aponta para a existência de um criador. “Os céus declaram a glória de Deus; o firmamento proclama a obra das suas mãos” Salmos 19:1. Nenhum ser humano poderá chegar perante Deus e dizer: eu não sabia que você existia. Eu não tinha evidências para isso. Deus nos deu todo o universo como evidência para sua existência. Existe uma enorme luta por parte de muitos para tentar negar essa verdade. Todo tipo de teoria ou idéia é levantada. As coisas mais absurdas estão sendo ditas e aceitas como verdade, veja o caso de Stephen Hawking. Mas por mais que se corra pra lá, corra pra cá, a conclusão final sempre será a mesma: ex-nihilo, nihil fit (do nada, nada se cria). Para mais informações sobre isso, leia a postagem Argumento Cosmológico.
Isso também é conhecido como Teologia Natural, ou seja, o que podemos aprender sobre Deus a partir da observação da natureza. E podemos aprender muita coisa sobre Deus e quem Ele é. Apesar de não termos na Teologia Natural o suficiente para desenvolvermos uma fé salvífica, existe o suficiente para que não possamos ser considerados inocentes. Um dia ainda vou escrever uma postagem sobre Teologia Natural e como inferir tanto a existência quanto quem é esse Deus.
Um outro ponto importante também é que nem todos serão julgados da mesma forma. Existem diferentes punições e também julgamentos diferentes: “Todo aquele que pecar sem a lei, sem a lei também perecerá, e todo aquele que pecar sob a lei, pela lei será julgado” Romanos 2:12.
Talvez, ainda assim parece um pouco injusto que existam pessoas que nunca ouviram falar de Cristo. Eu concordo. Mas a culpa disso não é de Deus. É nossa. A igreja possui uma grande ordenança para ir e pregar o evangelho.
O mais incrível de tudo isso pra mim é que Paulo afirma em Gálatas 4:4 que “Mas, vindo a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei”. Hoje estamos à beira de 7 bilhões de pessoas no planeta. Quando Cristo veio, a população mundial era de cerca de 200 milhões de pessoas! Praticamente toda a população atual do Brasil! De todas as pessoas que já viveram no planeta, a esmagadora maioria viveu e vive sob a época da Graça do cristianismo. E se o mundo todo ainda não ouviu sob o cristianismo, a culpa é nossa. A culpa é apenas dos cristãos.
Temos também ouvido relatos sobre eventos incríveis que acontecem nos países mais fechados, como por exemplo nas nações islâmicas, onde muitos tem ouvido falar sobre Cristo das maneiras mais diferentes possíveis, desde cópias esquecidas do filme Jesus até sonhos daqueles que leram no Alcorão sobre Jesus (Issa). Essas histórias nos trazem esperança e alegria (além de muito temor) sobre as ações de Deus na salvação daqueles que Ele deseja salvar.
O último ponto que eu gostaria de abordar é exatamente o último comentário de Eugene. Ele diz assim para o Padre Gabriel:
“Porque ele simplesmente não pode aparecer um dia no céu e dizer 'me idolatrem'? Isso eu poderia aceitar”.
A aparição de Deus nos céus traria dois problemas para os céticos. Primeiro, eles não teriam escolha, já que negar a existência de Deus em uma situação como essa seria uma tremenda burrice. Eles simplesmente não teriam escolha. E por não terem escolha, poderiam muito bem acusar Deus de ser tirano e forçar toda a humanidade a aceitá-lo e adorá-lo. Se já chamam Deus de tirano por muito menos...
Também é bem possível que a aparição de Deus nos céus gerasse todo tipo de explicação que negasse que o evento realmente aconteceu. Esse é o caminho natural de muitos homens que tentam negar todas as outras evidências para a existência desse Deus. Fazemos isso com a criação, com as verdades morais que apontam um legislador moral, com o design que vemos na criação, com a ressurreição de Cristo como evento histórico. Se Deus aparecer nos céus clamando por adoração, teremos logo em seguida uma turba de cientistas explicando como esse evento sobrenatural poderá ser explicado de forma natural.
Mas vamos supor que ninguém negue o evento. Vamos supor que todos aceitem que aquele que está aparecendo no céu é realmente Deus. Ainda assim, não tenho certeza que as pessoas irão se submeter a Ele, por um simples motivo: a negação da existência de Deus não é uma questão de evidências, mas sim uma questão de vontade. A Bíblia reconhece isso. No livro de Apocalipse, muitas coisas incríveis estão acontecendo. Morte, guerra, fogo, coisas que o homem nunca tinha visto, não naquela intensidade. Ainda assim, o texto diz: “E não se arrependeram dos seus homicídios, nem das suas feitiçarias, nem da sua prostituição, nem dos seus furtos” Apocalipse 9:21.
O ceticismo de Eugene dificilmente teria acabado com uma aparição sobrenatural no céu. Se o universo não é suficiente, nada mais seria.
Enfim, se o Padre Gabriel tivesse estudado um pouco mais de teologia e tivesse algumas ferramentas de apologética em seu cinto de utilidades, teria feito um trabalho bem melhor em responder às perguntas do cético Eugene. Muitos cristãos se encontram nessa situação.
Como você se sairia se estivesse no lugar do Padre Gabriel? Você está “sempre preparado para responder com mansidão e temor a qualquer que lhe pedir a razão da esperança que há em você?” (1 Pedro 3:15).

2 comentários:

diego campos disse...

Aff

diego campos disse...

Vc usa seu conhecimento bíblico p desinformar.a salvação vem de Jesus Cristo. Se os astecas não tiveram oportunidade de Cristo perdoar os seus pecados de jeito nenhum Deus os mandará pro inferno.

Nas escrituras, tirar os sapatos tem um significado muito especial. Quando Moisés teve seu primeiro confronto com Deus, Ele disse para que ele tirasse seus sapatos porque ele estava em terra santa. Jesus caminhou descalço para o Calvário. Na cultura daquele tempo, estar descalço era o sinal que você era um escravo. Um escravo não tinha direitos. Jesus nos deu o exemplo supremo de renunciar tudo por um grande objetivo.
Loren Cunningham Making Jesus Lord / Marc 8:34,35

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