domingo, março 01, 2015

Palestra: Deus Como saber se ele existe?



Olá pessoal. Muito tempo que não colocamos nada aqui. A vida está bem corrida pra gente (bem corrida mesmo) mas esperamos em breve que tudo melhore.
Ontem falamos na igreja que congregamos (Igreja Batista Redenção) sobre a existência de Deus.
Nós filmamos a palestra e em breve quero colocar o vídeo aqui.
Mas vou aproveitar e colocar as minhas notas para a palestra, caso alguém que tenha assistido queira se utilizar dela.
Vou dar uma olhada no vídeo e ver se ele está bom para postar.
Abaixo seguem as notas:

1 – Revisão da Tática Columbo
            2 Perguntas:
a)      O que você quer dizer com isso?
b)      Como você chegou a essa conclusão?

2 – A Existência de Deus

a)      As crenças referentes a Deus:
Teísmo: crença na existência de Deus ou deuses;
Agnosticismo: não é possível saber se Deus existe ou não. Tanto pode existir quanto pode não existir;
Ateísmo: Afirmação da inexistência de Deus.
Por que alguém não crê, mesmo em frente a bons argumentos? Ignorância ou vontade.

b)      Natureza do argumento:
Métodos dedutivos: conclusão que se segue as premissas. Premissas são paredes e a conclusão é o teto.

c)       O argumento cosmológico Kalam

1 – Tudo o que começa a existir tem uma causa.
Não deveria haver muita disputa aqui, mas existe. Alguns propõem que o universo não possui uma causa. Apenas apareceu do nada. Mas isso não faz sentido. Por que não vemos tal coisa acontecendo, se isso fosse realmente possível? Ex Nihilo, nihil fit!

2 – O universo começou a existir.
Duas linhas de evidência: filosófica e científica.
Filosófica: infinito real não existe. Não é possível que exista um número infinito de eventos passados que chegam  até hoje. Caso houvesse um número infinito de eventos, nunca chegaríamos até hoje. É impossível atravessar o infinito. Órbitas de Júpiter (12 anos) e Saturno (24 anos. Na verdade é 30). O Hotel de Hilbert.
Científica:
- Segunda Lei da Termodinâmica. A quantidade de energia utilizável no universo está acabando.
- Descobertas de Einstein em 1915 (TGR), depois Alexander Friedmann e Georges Lemaître trabalhando com as equações de Einstein, chegaram à mesma conclusão que o universo está em expansão. Edwin Hubble em 1929 com a descoberta do desvio para o vermelho da luz das galáxias distantes provou que o universo estava em expansão.
Arvind Borde, Alan Guth, e Alexander Vilenkin: provarão que “qualquer universo que está, na média, se expandindo através da história não pode ser eterno no passado, mas precisa ter um início absoluto”.

3 – Portanto, o universo tem uma causa.


d)      O argumento teleológico

1 – O ajuste preciso do universo se deve ou a uma necessidade física, ou a um acaso ou a um design.
Nenhuma discussão aqui. Essas são as três possibilidades. Todos basicamente concordam com esses pontos.

Algumas constantes fundamentais:
Constante gravitacional: 1060 (corpo humano possui 1014 células, ou algo em torno de 10 trilhões de células). Move um único ponto, ou o universo se expandiria e ficaria ralo ou entraria em colapso e nenhum planeta ou vida existiria.
Constante cosmológica: 10120 variação em apenas uma parte levaria o universo a se expandir muito rápido ou muito lentamente.
Temos muitas outras constantes.

2 – Ele não se deve à necessidade física nem ao acaso.
Necessidade física: É impossível que um universo sem esses ajustes finos exista? Não, na verdade é ainda mais provável que um universo assim exista. Não há nada que mostre que o universo só poderia ser da forma que é.
Acaso: tivemos sorte? A probabilidade de que todas as constantes universais que permitem a existência da vida se alinhassem precisamente da maneira que se alinham é tão pequena, que está além da impossibilidade. Uma Ferrari que aparece do nada na garagem à noite.
Multiverso não resolve o problema aqui. Primeiro, por não haver nenhuma evidência em seu favor, segundo, o “gerador de universos” teria que ter ele mesmo um ajuste preciso.

3 – Portanto, ele se deve ao design.


e)      O argumento moral

1 – Se Deus não existe, não existem valores morais e deveres morais objetivos.
Aqui, estamos falamos sobre certo e errado, não algo bom ou ruim. Estamos falando de algo que gera obrigação. Por exemplo, seria bom que eu fosse bombeiro, mas não sou obrigado a ser bombeiro.
E por objetivo, queremos dizer algo que não depende do que as pessoas pensam ou percebem.
Sem um ponto de referência, não é possível dizer que algo está pra cima ou para baixo. Por exemplo, onde fica o “acima e o abaixo” no universo?
Sem Deus, não existe nenhum valor ou dever moral (referência) que seja realmente objetivo, que englobe todos os seres humanos.
Estupro e assassinato acontecem o tempo todo no reino animal. Mas isso não gera nenhum valor ou dever moral. Não é errado nem certo para os animais. Se Deus não existir, isso também se aplica ao ser humano.

2 – Valores e deveres morais de fato existem.
O ser humano tem capacidade de perceber o certo e o errado. Ex: nazismo seria errado, mesmo que eles tivessem ganhado a guerra e convertido o planeta inteiro ao nazismo? Estuprar um bebê é sempre errado, mesmo que outras pessoas não vejam?
Evolução: mesmo que fosse verdade que evoluímos nossa percepção de valores morais, no máximo isso explica como passamos a perceber esses valores, mas nada diz em relação a eles. É uma falácia genética. Além disso, para a evolução, o homem é apenas um animal mais evoluído, mas ainda assim um animal. E animais não possuem obrigações morais.
Toda vez que alguém diz que algo está errado, está afirmando a segunda premissa. Quando um ateu acusa Deus de comandar atrocidades morais no AT, está afirmando a segunda premissa.

3 – Portanto, Deus existe.

3 – Podemos inferir algumas coisas sobre esse criador:

a)      Todo poderoso – criou o tempo e o espaço;
b)      Eterno – Existe causalmente anterior ao universo;
c)       Pessoal – o universo teve começo em um momento no tempo. Ele teve vontade que levou a uma ação (forças impessoais não possuem vontade. Assim que entram no recinto sente-se a sua força).
d)      Inteligente – Ajustou o universo em constantes absurdamente precisas;
e)      Bom – é o ponto de referência para definirmos o que é certo e o que é errado.

As qualidades acima costumam ser atribuídas a aquilo que normalmente se chama de Deus.

Um comentário:

Elis Moura disse...

Posta logo o vídeo... quero muito assistir.
:)

Nas escrituras, tirar os sapatos tem um significado muito especial. Quando Moisés teve seu primeiro confronto com Deus, Ele disse para que ele tirasse seus sapatos porque ele estava em terra santa. Jesus caminhou descalço para o Calvário. Na cultura daquele tempo, estar descalço era o sinal que você era um escravo. Um escravo não tinha direitos. Jesus nos deu o exemplo supremo de renunciar tudo por um grande objetivo.
Loren Cunningham Making Jesus Lord / Marc 8:34,35

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