sexta-feira, abril 10, 2009

Rick Warren - eu não sou contra casamento gay

Ou como ele diz, "eu não sou ativista contra o casamento gay". Sabia que um dia desses ele ia soltar uma dessas. Depois de dizer "experimente Jesus por 60 dias", depois o quê, o seu dinheiro de volta? E está só começando...
Dá pra ficar mais em cima do muro do que isso? Seeker sensitives...

10 comentários:

A Bereana disse...

Não ser contra o homossexualismo é ser cúmplice do diabo, o qual tem cauterizado o entendimento de muitos para introduzir suas doutrinas perversas que destroem o homem, o qual é a coroa da criação de Deus.

Amados, a Palavra afirma que Deus criou HOMEM E MULHER para formarem uma família, sendo estes UMA SÓ CARNE e que por causa do pecado, homens e mulheres se inflamaram cometendo torpeza e deixaram de ter contato sexual com ser do sexo diferente.

E, Deus sendo justo retribuirá a estes, que mudaram a sua natureza para se inflamar com as obras do maligno, com a morte eterna, todos os que praticam o homossexualismo e os que aprovam tais coisas serão condenados a morte e viveram no inferno sobre o governo de satanás.

(Apocalipse 22:15) - Ficarão de fora os cães e os feiticeiros, e os que se prostituem, e os homicidas, e os idólatras, e qualquer que ama e comete a mentira.

OBS.: cães nos originais quer dizer homossexuais ou aqueles que praticam outros pecados de ordem sexuais.

(Romanos 1:27) - E, semelhantemente, também os homens, deixando o uso natural da mulher, se inflamaram em sua sensualidade uns para com os outros, homens com homens, cometendo torpeza e recebendo em si mesmos a recompensa que convinha ao seu erro.

(Romanos 1:32) - Os quais, conhecendo a justiça de Deus (que são dignos de morte os que tais coisas praticam), não somente as fazem, mas também consentem aos que as fazem.

A nossa luta não é contra as pessoas que são homossexuais, mas sim contra o pecado e quem o introduz na vida do ser humano, a saber, o diabo e seu exercito maligno.

ATT,

Darius disse...

Cara Bereana

Como tenho dificuldade em compreender aqueles que teimam em promover o preconceito gostaria que me explicasse aonde está a diferença entre 2 pessoas (do mesmo sexo, dois ou duas colegas) que desempenham as mesmas funções profissionais, auferem remunerações iguais, descontam o mesmo valor de impostos e procuram ambas ser felizes á sua maneira:

- um(a) optando por manter relações sexuais com indivíduos do mesmo sexo sem prejudicar ninguém nem tentar impor o que quer que seja

- e o(a) outro(a) optando por acreditar em superstições e venerar divindades ilusórias, teimando em impô-las como verdades absolutas ,sem qualquer prova empírica.

Será que diferença está no “tabu” (ou pudor) de falar abertamente em sexo ou está no preconceito narrado num “manual de intenções” escrito na antiguidade?

Será que assumirmos o preconceito dos outros não é prostituirmos a consciência?

Saudações

Maurilo & Vivian disse...

Olá Darius.
Talvez para ajudá-lo a compreender melhor sua própria colocação, vamos ver qual a diferença entre duas pessoas, nas mesmas condições que você colocou, desempenham a mesma função, recebem remuneração igual (não vejo no que essas coisas são relevantes, já que ninguém está falando sobre trabalho ou impostos ou profissão), descontam o mesmo valor de impostos e procuram ambas ser felizes à sua maneira:

Um(a), se entregando aos seus desejos sexuais, mantêm relações sexuais de forma contrária à sua natureza e sua criação, com pessoas do mesmo sexo e por conseqüência, desejoso para que suas vontades sejam aceitadas por todos, procura obstinadamente alterar conceitos e direitos básicos do ser humano, especialmente o da liberdade de expressão, e angariar mais direitos para si mesmo, pois acredita que todos devem ser tolerantes em relação a seus desejos e sua promiscuidade, mas ele em si não tolera a opinião de outros.
E o(a) outro(a), seguindo suas convicções, baseadas em uma revelação divina, provada e testada pela humanidade por mais de dois mil anos, que contribuiu profundamente para a criação de uma sociedade mais justa e igualitária, motivado(a) por amor, está disposto(a) a alertar as pessoas do grande perigo que correm, do julgamento que está por vir e da Salvação que esse mesmo Deus providenciou a todos, sem discriminação. Essa pessoa não quer mais direitos para si, mas simplesmente garantir com que todos sejam tratados de forma igual, sem privilégios especiais para um grupo pequeno.

Viu a diferença? A diferença não está no tabu, isso é bobagem. A diferença está na forma como montamos a frase. Podemos colocar o primeiro como uma vítima ou como um criminoso. Podemos colocar o segundo como fanático religioso ou alguém que é motivado por amor.
A diferença está na construção da frase. Até porque a Bíblia não é um manual de intenções, mas sim a Revelação de Deus para a humanidade. Você pode aceitá-la ou você pode negá-la, mas ela ainda assim vai continuar sendo aquilo que declara ser.
Nós prostituímos nossa consciência quando vamos contra ela, não quando assumimos uma posição. Não existe preconceito quando falamos que alguém está fazendo algo errado, especialmente se para isso temos com base a Palavra de Deus. Por acaso é preconceito dizer que alguém está errado usando a Constituição como base? Também é prostituição da consciência?
Vou lhe dar um exemplo de prostituição da consciência; você se acha uma pessoa boa? Pense um momento sobre sua vida e responda para você mesmo: quantas mentiras você já contou em sua vida? Quantas vezes você já desobedeceu seus pais? Quantas vezes você já desejou coisas que não eram suas? Quantas vezes você já desejou alguém sexualmente em seu coração? Todas as vezes que você erra sua consciência deve berrar como uma sirene, te mostrando que essas coisas são erradas. Mas você pode estar dizendo que não as considera erradas, porque todo mundo faz. Quando você suprime sua consciência para continuar vivendo em seus erros, você prostitui sua consciência. E isso é algo muito perigoso, porque todos vamos nos apresentar perante Deus no dia do julgamento. Se isso for verdade, como você vai se sair?
Espero que você seja ao menos aberto para essa possibilidade e de uma lida na “Pergunta de um Milhão de dólares”, que se encontra na nossa página principal.
Aproveitando uma frase que vi em um blog:
"SE A LIBERDADE SIGNIFICA ALGUMA COISA SERÁ SOBRETUDO O DIREITO DE DIZER ÁS OUTRAS PESSOAS O QUE NÃO QUEREM OUVIR." GEORGE ORWELL
Até a próxima.

Darius disse...

Caro Maurilo

Você continua surpreendente, pela negativa, mas surpreendente.
Deveria ler Orwell, e outros mais, e não apenas citá-los (de outros blogs).

Como introdução permita-me uma pequena revelação.
A escolha para “nickname” do “demónio ASMODEU” – o protector dos segredos e dos tesouros escondidos –, terá sido (apenas) uma opção interpretada como afronta e intimidação por algum extremismo, ou fundamentalismo (ou falta de inteligência). Optei então pelo meu nome próprio, DARIUS. Como vê, já nos conhecemos.

Quanto ao dito “manual de intenções” – sobre o qual já argumentei
sem refutação alguma
, sobre sua historicidade–, testemunha dos primeiros textos até hoje, a afirmação de um “deus” único, violento, invejoso e intolerante que gerou mais ódio, brutalidade, sangue e mortos do que paz.

Antes de iniciar “o debate”, propriamente dito, apenas uma sugestão.
Deixe de viver com a mente acorrentada pelo medo de punição em outro mundo porque quando você morrer, se não for cremado ou desintegrar-se, você será sepultado com metro e meio de terra por cima. Isto é a realidade, são factos, tudo o resto é folclore (assim como a treta do milhão de dólares).
Listar convicções pessoais não é mais do que especular. É conjugar o verbo num tempo indefinido. Quando eu afirmo (com toda a certeza) que “é sepultado com metro e meio de terra por cima”, refiro-me a factos concretos enquanto que você procura pressupostos que permitam justificar o bloqueio ao pensamento livre, isento e racional imposto pela sua religião.

Há quem seja incapaz de pensar com o mínimo de autonomia porque se lhes ensinaram que tudo é a preto e branco, por mais que tenham cores á frente do nariz, recusam-se a vê-las.
O segundo parágrafo do seu comentário além de confuso e preconceituoso revela, acima de tudo, desonestidade intelectual.
Desde quando, desejos, opções, fantasia, disfunções, o que quer que seja, é “… forma contrária á natureza e criação humana …”? Existirá uma regra específica? Ou devemos considerar apenas o papel reprodutor? Ou existirá um manual de “práticas recomendáveis”?

Todos nós como cidadãos temos “direitos e deveres” que nos garantem o direito á liberdade e á igualdade. Porque razão, a uns deve ser garantido o direito á liberdade de promover a “superstição e/ou ilusão divina” e a outros, interdito o direito á liberdade de escolha do parceiro sexual e ao direito de opção a uma prática sexual?
E depois admiram-se que Dawkins faça referências aos “escravos da superstição” como “inimigos da razão”.

PROSTITUIR A CONSCIÊNCIA é ser obrigado a aceitar cegamente, até mesmo o que é absurdo, apenas porque foi revelado por “deus”. PROSTITUIR A CONSCIÊNCIA é teimar em ignorar que a irracionalidade religiosa tem colocado obstáculos para o melhoramento da humanidade, pretendendo apenas a transformação da sociedade em estado submisso, porque a verdade e a compreensão nunca foram sentimentos religiosos. PROSTITUIR A CONSCIÊNCIA é aceitar apedrejar o filho, o pai ,a mãe, o irmão [Deuteronômio] por ordem de “deus”. É oferecer a virgindade das filhas [Lot] pela protecção dos enviados de “deus”.

Saudações

Igor Goulart disse...

Senhor Darius,

Desde já respeito muito sua opinião e ponto de vista. Quero apenas fazer alguns comentários.

PROSTITUIR A CONSCIÊNCIA é ser obrigado a aceitar cegamente, até mesmo o que é absurdo, apenas porque foi revelado por “deus”.

Ninguém é obrigado a aceitar cegamente algo revelado por Deus. Quando uma pessoa [não crente] visita uma igreja evangélica a pergunta feita a ela, no final do culto é: “Você deseja aceitar o Senhor Jesus como seu Salvador?”. Não é por força ou por violência que convencemos a pessoa. Ela toma sua própria decisão.

Mas, vejo que a sua idéia-base é: não acreditar em Deus. Logo, você se torna um evolucionista, acreditando apenas na razão [será?!], alimentando opiniões como essas expostas nos comentários acima.

Só uma pequena recordação que tive agora: Porque os livros de ciência, biologia não expõe a Teoria Criacionista junto com a Evolucionista? Simples, o evolucionismo obriga a pessoa aceitar cegamente, até mesmo o absurdo, apenas porque foi revelado por homens.

Mas leva a pessoa aceitar cegamente que Deus não existe? Claro que sim, nunca vi o evolucionista fazendo uma comparação com o criacionista.

Se você tem uma opinião, uma teoria, você deve fazer comparações e ver quais dessas opiniões e teorias é mais verídicas. Nunca vi um ateu relacionando suas crenças [ou como deseja chamar] com um católico, protestante e outras religiões que acredita em Deus.

Quando você diz que “a existência de deus é uma questão de fé e não de razão”, a existência de uma teoria sua, não é baseada na fé? Porque continua sendo uma TEORIA, não uma verdade.

PROSTITUIR A CONSCIÊNCIA é teimar em ignorar que a irracionalidade religiosa tem colocado obstáculos para o melhoramento da humanidade, pretendendo apenas a transformação da sociedade em estado submisso, porque a verdade e a compreensão nunca foram sentimentos religiosos.Sinceramente, está difícil de me convencer isso... Minha igreja trabalha com ex-drogados, ex-homosexuais, ex-presos. Meu amigo comece olhar para a outra face da moeda.

PROSTITUIR A CONSCIÊNCIA é aceitar apedrejar o filho, o pai ,a mãe, o irmão [Deuteronômio] por ordem de “deus”. É oferecer a virgindade das filhas [Lot] pela protecção dos enviados de “deus”.(1) “...apedrejar o filho, o pai ,a mãe, o irmão [Deuteronômio] por ordem de ‘deus’.”

Gostaria que especificasse melhor essa passagem, pois pode haver certo contexto. Privo-me de responder, devido, até mesmo, do seu erro logo em seguida [na parte (2)].

(2) “...oferecer a virgindade das filhas [Lot] pela protecção dos enviados de ‘deus’”.

A Bíblia não fala que Ló ofereceu a suas filhas aos pervertidos de Sodoma, leia atentamente o Gênesis 19. Creio que o senhor está equivocado, porque diz no versículo 14 que Ló pediu aos seus genros para levar as suas filhas embora, porque o SENHOR iria destruir a cidade.

Em Cristo,

ILGB

Darius disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Darius disse...

Igor

“Todas as religiões dogmáticas formais são falaciosas e nunca devem ser aceites como palavra final por pessoas que se respeitem a si mesmas.” Hipácia de Alexandria (370-415)
Efectivamente não sou crente e até acredito que, só num mundo sem “deus” o Homem pode ser livre. A nossa convicção deve alicerçar-se naquilo que conhecemos e compreendemos e não na fé ou crença cega porque, o pensamento único e óbvio esconde falta de reflexão.
As religiões sobrevivem alicerçadas em dogmas porque lhes falta a justificação epistémica que o conhecimento exige.

A definição de fé concebida por Santo Agostinho apesar de intrigante reflecte o conceito: “… a fé consiste em acreditar no que não se vê; a recompensa da fé consiste em ver aquilo em que se acredita. …” (sic)

Mas, vejo que a sua idéia-base é: não acreditar em Deus. Logo, você se torna um evolucionista, acreditando apenas na razão…
Existe a ideia errada de “associar” os não-crentes a determinadas linhas de pensamento, mas isto acontece apenas como forma de intimidação para tornar inócua a liberdade da discussão.
Qual o problema em ser apenas, “não-crente”? Afinal, até acredito que o oposto á crença religiosa não será o ateísmo, o secularismo ou o humanismo. Mas sim, a Independência da Mente.

O evolucionismo constitui uma aquisição científica da humanidade, é um contributo da ciência para o discurso teológico O evolucionismo deve levar a teologia cristã a um repensamento profundo do seu discurso sobre a origem da vida e até mesmo sobre a concepção de “deus”.

Dizer que os seres vivos evoluíram implica necessariamente aceitar a ideia que algo que evolui é porque não é perfeito. Assim sendo, não restam dúvidas que a perfeição do responsável pela “criação” é posta em causa. O que cria um estado de alta ansiedade em muitos crentes.

Os fundamentalismos correspondem objectivamente a altos estados de ansiedade em quem acredita que todas as proposições religiosas são intocáveis, e em quem se vê de súbito confrontado com a necessidade de introduzir modificações nessas proposições.
Promover a regressão, como o criacionismo, são formas inadequadas de lidar com altos estados de ansiedade


Porque os livros de ciência, biologia não expõe a Teoria Criacionista junto com a Evolucionista?
” A ciência pode purificar a religião do erro e da superstição.”João Paulo II

Como pode alguém, de uma forma intelectualmente honesta, pretender que se coloque em pé de igualdade a ciência e o criacionismo? Ciência é conhecimento justificado e criacionismo é a tentativa de imposição de um estado submisso.

Você confunde o que são pressupostos com factos e teorias. Por isso confunde evolucionismo com fé. E criacionismo com ciência.
As religiões e a ciência estão separadas por uma fronteira que as distingue quanto ao valor do conhecimento conseguido por cada uma delas.

A ciência é movida pela dúvida e pela razão, assenta em verificação experimental e não reconhece verdades absolutas. Um modelo ou teoria é aceite enquanto explicar satisfatoriamente os factos, ou enquanto não se “arranja” outra melhor.

O criacionismo, apenas e só, tenta disfarçar os seus propósitos religiosos sob uma capa de pseudo-ciência. Apontando falhas nas teorias existentes, propõem “deus” como alternativa. Chama-se a isso “deus-das-lacunas”, cujo poder diminui com o aumento do conhecimento humano. Em religião o conhecimento tem apenas origem especulativa e subjectiva.

Um erro recorrente na argumentação criacionista é sugerir a existência de “deus” por considerar insuficiente a explicação das teorias científicas. O problema é que as teorias mudam (para não dizer que evoluem!) A ciência evolui com o surgir de novos dados e a religião mantém-se como um fóssil cognitivo.

Em ciência, "porque tenho fé" não justifica nada. E quando se tenta justificar qualquer religião com base numa análise objectiva e imparcial dos factos nota-se que, essa religião fica sem fundamento.


PROSTITUIR A CONSCIÊNCIA é ser obrigado a aceitar cegamente, até mesmo o que é absurdo, apenas porque foi revelado por “deus”.
”A crença em deus é um produto das fraquezas humanas.”Einstein
È exactamente assim. Por conveniência você pretende a interpretação literal do “Génesis”, e por conveniência, também, a interpretação de outros textos [Deuteronômio] deverá ser feita de forma metafórica ou contextualizado. Se isto não é aceitar “cegamente” a autoridade do testemunho alheio, então é hipocrisia.

Como o “Levítico” sugere que a escravidão é aceitável, de que forma deveremos proceder á sua interpretação? Convenientemente ou por conveniência?

A experiência religiosa não se deve fundamentar em qualquer demonstração da existência de “deus” porque as convicções religiosas não constituem qualquer prova da existência de Deus.

Saudações
Dárius

Darius disse...

E você Maurilo quais são os argumentos que o levam a ser contra o casamento gay?
Eu discordo que os preconceitos de uma minoria sejam as regras que governam tudo o resto.
E você? Acredita em humanos de primeira e humanos de segunda? E de leis por medida e conveniência?

Falando a vossa linguagem, explique-me lá, porque razão o seu "deus", sendo todo amor, não permite que duas pessoas desfrutem a companhia um do outro e se amem livremente?
Ainda por cima tendo sido "ele" o responsável (criador e omnipotente) por tal situação!
[Esta última frase é a interpretação da vossa prepotência, da qual eu obviamente discordo.]

Saudações
Darius

Darius disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Maurilo & Vivian disse...

Olá Darius.
Fico feliz que você tenha voltado. Estava sentindo sua falta nos comentários do blog.
Melhor assim com seu nome próprio. Mas Asmodeu não era ruim não. Apesar de não achar essa palavra como afronta ou intimidação de nenhuma forma, é sempre melhor falar com as pessoas sabendo seu nome real. De qualquer forma, é sempre bom a volta de um velho amigo.
É muito bom saber que ainda te surpreendo. Mas eu gostaria de saber como você chegou à conclusão que eu nunca li Orwell? Seria por acaso algum preconceito por ser eu cristão e você achar que somos suicidas intelectuais? Olha só como o preconceito funciona, mas só o achamos errados quando acontece conosco.
Eu já li Orwell e muitos outros. E aceito indicações de livros, caso você queira indicar algum. Mas não existe leitura que vá mudar minhas convicções em relação à Deus e por um motivo muito simples. Você acha que eu acredito em Deus. E na verdade não é isso. Eu não acredito em Deus. Eu sei que Ele existe. Tive uma experiência pessoal com Ele. Isso é muito diferente.
Meu amigo, você foi refutado sim em seus cometário no post indicado. Não ter aceitado as respostas como verdade não quer dizer que você não foi refutado. Se assim o fosse, eu poderia dizer que você em nada refutou meu post, pois para mim nenhum dos seus argumentos foram válidos.
Quando você fala sobre o “manual de intenções” eu acho que você está falando então de algum outro livro e não da Bíblia, porque ela não é testemunha do “deus” que você descreve, mais parecido com as ilustrações de Dawkins e Hitchens, em nada lembra o Deus que se revelou nas Escrituras. Posso fazer uma lista enorme das coisas fantásticas que a humanidade desenvolveu a partir de uma cosmovisão cristã (direitos humanos, cuidado com os pobres, caridade, hospitais, sistema de ensino, respeito por instituições e tantos outros) mas no final das contas isso vai fazer pouca diferença pra você. Como você mostrou no final de seu comentário, você vai escolher somente aquilo das Escrituras que pode talvez dar alguma sustentação ao seu argumento. Ou seja, você ignora todos os outros textos que falam sobre cuidado com as viúvas, com os pobres, com os estrangeiros, respeito ao trabalho, à terra, à propriedade e outras coisas. Você ignora (ou quer ignorar) que muitas dessas leis foram constituídas para Israel como sociedade e não se aplicam aos cristãos. Ignora que a Bíblia relata muitas coisas que as pessoas fizeram por elas mesmas, sem dizer que elas estavam certas ou erradas. Ignora que a Lei já se cumpriu em Cristo. Mas isso é algo que você não tem mesmo como entender. Até porque não vai te servir para continuar negando aquilo que você sabe que é verdade. Temos uma única interpretação para as Escrituras, nós a interpretamos como um todo, não por partes, como você gosta de fazer. Um bom curso de hermenêutica te faria maravilhas.
É interessante você mencionar Ló (como escrevemos aqui no Brasil) e suas filhas. A Bíblia não diz que ele estava certo e não diz que devemos fazer o mesmo. E ainda mais interessante que Ló tentou dar suas filhas para proteger seus hóspedes porque os homens de Sodoma queriam ter relações homossexuais com eles, o que nos leva de volta a nosso debate.
Eu não estava me referindo a desejos e paixões no geral. Não mesmo. Eu estava me referindo a desejos e paixões homossexuais e sua prática, que são contrários à natureza e criação humana (e me pergunto se você usou esse termo porque acredito na criação... acho que não). Deus criou o homem para a mulher e a mulher para o homem. Alguém perverter isso só para satisfazer seus desejos homossexuais é contrário à criação e perigoso para a sociedade. Claro que o sexo não tem somente um papel reprodutor. Mas só porque vai além da reprodução não nos dá o direito de pervertê-lo. E acima de tudo, a Bíblia condena a prática homossexual. Não houve nenhuma desonestidade intelectual. Acho que talvez você deve definir melhor o que quer dizer com isso, pois eu não menti para você nem roubei nada. Não vejo como pode ter havido desonestidade intelectual. Por favor, esclareça o que você quer dizer com isso. Ah, eu também não fui confuso. Só usei sua mesma linha de raciocínio, ou a falta dela, para mostrar como era uma pura questão de montar uma frase. Como segui seus passos no comentário, se você acha que fui confuso, também vai ter de se considerar confuso, sob o risco de desonestidade intelectual. Acho que entendi o que você quer dizer.
Concordo plenamente com você que “há quem seja incapaz de pensar com o mínimo de autonomia porque se lhes ensinaram que tudo é a preto e branco, por mais que tenham cores á frente do nariz, recusam-se a vê-las”. Existem pessoas que não conseguem enxergar um palmo a frente do nariz. Alguns chegam até a negar sua própria consciência, dizendo que Deus não existe ou que não existe evidências para acreditar nele. Mas no final das contas estão tentando suprimir sua própria consciência, ou usando um de seus termos, prostituindo sua consciência, pois negam aquilo que sabem que é verdade porque amam demais seus estilo de vida e não querem prestar contas a Deus por seus atos. Concordo plenamente com você.
Você me entendeu errado. Eu não vivo atormentado pelo medo da punição em um outro mundo porque eu não vou ser punido em um outro mundo. Eu recebi minha salvação através da obra de Jesus Cristo na cruz. Fique tranqüilo, eu não vou ser punido, mesmo sabendo que eu mereceria ser punido. Eu sei que você não pode falar isso, então até que isso aconteça, você deveria viver atormentado, se prestasse mais atenção à sua consciência. Negando que você vai ser julgado por Deus, você está prostituindo sua consciência. Mas já falamos sobre isso.
Eu jamais disse que não iria para a cova quando morresse. Quando foi que eu disse isso? Espero ter uma cova decente como a maioria das pessoas quando morrer. Não estou falando sobre o que vai acontecer com meu corpo, não sei como você entendeu isso. O que estou afirmando, sobre o Juízo vindouro, é um fato tão concreto quanto à nossa cova. Se você desse mais ouvido à sua própria consciência (não á minha, ou da minha “religião), perceberia essa realidade, que está bem à frente de seu nariz.
Quando você afirma (com toda a certeza) também está listando convicções pessoais (ou você não acredita na cova e no metro e meio de terra?), mas eu já percebi que a mesma forma de argumentação usada por ambos muda de nome quando é você que usa ou quando sou eu quem a usa. E depois eu sou o prepotente. Ateus, não conseguem enxergar um palmo à frente do nariz. Opa, eu já disse isso!
Gostaria que você me definisse o que é “bloqueio ao pensamento livre, isento e racional” e me mostrasse também quando eu pratiquei qualquer forma de bloqueio com você. Eu deixo os comentários livres nesse blog. Isso por si mesmo já é um convite ao diálogo. Tento responder aos comentários dentro do possível. Qual bloqueio existe aqui?
Acho bastante impossível alguém ter um pensamento isento. Você já leu algum livro em sua vida? De alguma forma ou de outra, esse livro te influenciou, seja pela aceitação, seja pela negação. Você já teve algum professor? Já teve algum amigo? Família? Muitas coisas influenciam sua visão de mundo e todas elas vão influenciar seu pensamento. Portanto, ninguém possui um pensamento isento no sentido pleno da palavra. Qual é sua cosmovisão? Talvez naturalista-darwiniano? Como nunca falamos sobre isso, não posso afirmar com certeza. Mas como vejo muito dos já batidos argumentos de Dawkins, Hitchens e Harris em você, penso que essa seja sua cosmovisão. Se assim for, ela já não é isenta.
Além do mais, o que você considera racional? Aquilo que se pode ver? Ser experimentado em laboratório? Aquilo que a ciência lhe diz? Se assim for, espero que você não acredite na teoria da evolução, pois é maior fraude da história da humanidade, um verdadeiro conto de fadas para adultos. Não pode ser visto, não pode ser experimentado em laboratório e a cada nova semana a ciência apresenta uma nova informação sobre evolução que contradiz a informação anterior. Não uma evolução da informação, nova informação construída sobre a antiga, mas sim uma contradizendo a outra. O que a gente mais vê nos jornais é “nova informação dos cientistas muda totalmente nossa forma de ver a evolução”.
A grande quantidade de universidades cristãs ao redor do mundo desmente sua teoria que minha religião bloqueia o pensamento livre. Na verdade, ela é a única que o estimula.
E por último, já afirmei anteriormente que não estamos negando nenhum direito a ninguém. Um homossexual possui os mesmo direitos que eu. O problema é que agora um grupo quer mais direito que outras pessoas e principalmente, querem negar o direito a livre expressão de um outro grupo. Partindo do princípio que a uns é garantido o direito de promover a superstição e/ou ilusão darwiniana e muitas vezes financiada pelo estado, não vejo porque não podemos continuar pregando uma verdade que é factual a todos, mesmo que alguns neguem. Não estamos tentado tirar o direito de ninguém. Só queremos garantir um direito básico ao ser humano, a liberdade de expressão e de pensamento, o que está em grave perigo por parte daqueles que negam sua consciência.
Respondendo ao seu último comentário, então você acha que uma minoria deve definir os direitos de todos, então você acredita em um governo de uma minoria para uma minoria. Faz sentido. O movimento pela “homofobia” (termo que para mim não faz sentido) quer silenciar o direito à expressão e ao pensamento e vejo que você é a favor dessa censura.
Se você acredita que alguns possuem mais direitos que os outros, você acredita em humanos de primeira classe e humanos de segunda classe. Eu acredito que todos possuem o mesmo direito e os homossexuais possuem os mesmo direitos que eu. O que esse movimento quer é mais direitos, direitos que outros cidadãos não possuem.
Darius, fico maravilhado (mas não surpreso) com sua incapacidade de apresentar os fatos como eles o são e sempre se esforça para mostrar nossa fé de forma distorcida e ridícula, utilizando assim a falácia “apelo ao ridículo”. Com um velho e ineficiente método dawkiniano, você não percebe que isso demonstra que você é praticante daquilo que você mesmo chama de desonestidade intelectual? O meu Deus não impede que “duas pessoas desfrutem a companhia um do outro e se amem livremente”, o que ele condena é a prática do homossexualismo. E ele a proíbe porque é imoral. Deus criou o homem para a mulher e a mulher para o homem. Deus proíbe relações sexuais com animais, porque é imoral. Você vai lutar também pelo direito do ser humano para se casar com cachorros ou macacos (bom, talvez deveria, quem sabe assim os evolucionistas consigam finalmente alguma forma transicional entre espécies...) pois se amam? Creio que daqui a alguns anos alguém vai começar a lutar pelos direitos dos pedófilos para que possam ter relações sexuais com crianças, desde que a criança esteja de acordo.
O homem sabe sobre moralidade através de sua consciência, colocada em nós por Deus. E mesmo quando ele prostitui sua consciência agindo de forma imoral e dizendo para si mesmo que aquilo que faz é correto, isso não torna seus atos moralmente corretos.
Não se esqueça Darius, Deus é todo amor, mas também é todo justiça. E todos aqueles que praticarem atos imorais (e podem saber sobre isso através de sua consciência) serão julgados por Ele. Não gostaria de estar no lugar deles, ou no seu nesse dia.
Ainda há tempo para você meu amigo. Analise os fatos, uso seu intelecto para perceber a óbvia existência de Deus e ouça sua consciência. Se arrependa de seus pecados e coloque sua fé em Jesus Cristo como seu Salvador. Esse é o único caminho para a salvação e para a liberdade, incluindo a de pensamento.

Mais uma vez, fico no aguardo de seus comentários e feliz por tê-lo de volta como nosso colaborador.
Até a próxima.

Ps: Estou alterando a política sobre comentários de nosso blog. Agora sim você pode falar sobre bloqueio. Todos os comentários com palavrões, blasfêmia e que não coloquem o nome Deus e Jesus em maiúscula serão deletados.

Nas escrituras, tirar os sapatos tem um significado muito especial. Quando Moisés teve seu primeiro confronto com Deus, Ele disse para que ele tirasse seus sapatos porque ele estava em terra santa. Jesus caminhou descalço para o Calvário. Na cultura daquele tempo, estar descalço era o sinal que você era um escravo. Um escravo não tinha direitos. Jesus nos deu o exemplo supremo de renunciar tudo por um grande objetivo.
Loren Cunningham Making Jesus Lord / Marc 8:34,35

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