terça-feira, março 09, 2010

Hitchens encontra Deus. Peter Hitchens, pelo menos encontrou


“Eu incendiei minha Bíblia nos campos de jogos do meu internato em Cambridge em uma tarde brilhante com muitos ventos na primavera de 1967. Eu tinha 15 anos de idade. O livro, como eu esperava, não se incendiou violentamente e rapidamente”.

Assim começa a entrevista de Peter Hitchens, irmão de Christopher Hitchens, um dos famosos “novos ateus” junto com seus amigos Richard Dawkins e Sam Harris, onde Peter conta sua jornada de volta ao cristianismo. Hitchens (o ateu) escreveu o livro “Deus não é grande” e causa muito medo em alguns cristão menos preparados, mais pela sua retórica do que pela veracidade de seus argumentos. Só como nota, Hitchens tomou uma verdadeira surra de William Lane Craig em um debate em Biola ano passado. Mas isso é outra história.
Peter conta que, apesar de não ser uma Bíblia muita nova, esse ato de queimar o livro representou para ele o ano zero de sua rebelião. Mas sua rebelião não era apenas contra a igreja e o cristianismo, mas “contra tudo o que tinha sido criado para acreditar”.
Peter também tinha muitas brigas com seu irmão mais velho, tanto que seu pai fez com que ambos irmãos assinassem um tratado de paz e o pendurou na parede de casa em um quadro vermelho.
Depois de viver anos em sua aberta rebelião a suas crenças impostas, Peter lentamente iniciou seu retorno à fé em 1981, aos 30 anos. E algo que teve grande influência em seu retorno foi o quadro do pintor belga Rogier van der Weyden, intitulado o Último Julgamento, que Peter viu exposto na Borgonha durante suas férias. A imagem das figuras nuas em direção a boca do inferno tiveram grande impacto sobre ele e Peter tinha absoluta certeza que era uma das almas perdidas.


Nesse mesmo período, Peter redescobriu o Natal, algo que tinha desprezado por muitos anos. Isso tudo foi criando dentro dele um desejo inesperado (tanto para ele quanto para sua noiva) de se casar na igreja.
Aos poucos a noticia foi se espalhando entre seus colegas que Peter estava envolvido com as coisas da igreja.
Enquanto ele fazia seu retorno gradual e hesitante em direção ao altar, “a paixão do meu irmão Christopher contra Deus tornou-se mais virulenta e confiante”.
Na reportagem, Peter não comenta especificamente sobre seu momento de conversão, ou sobre qualquer coisa do tipo. A sensação que tive lendo o texto foi que ele foi aos poucos se envolvendo com a igreja e quando se percebeu, ele era cristão. Sabemos que ninguém se torna cristão simplesmente por estar envolvido com a igreja. Você pode ser o membro mais envolvido da sua congregação e passar a eternidade no inferno se você não for realmente salvo. Mas como é uma entrevista para um jornal secular, não sabemos o quanto foi editado. Assim sendo, vamos deixar isso em aberto. O foco da reportagem, que você pode ler aqui, em inglês, é o debate de Peter com Christopher e seus argumentos para a existência de Deus.
Sim, Peter debateu seu irmão em Abril de 2008, em Grand Rapids, Michiga sobre a existênia de Deus. Sempre achei o nome dessa cidade engraçado, desde quando eu fiz minha prova na American Airlines sobre as cidades para onde eles voam. Chatanooga é outra.
Estou fugindo do assunto.
Peter se tornou um bom apologista, trazendo para esse campo seu conhecimento como jornalista. O debate foi mais amigável do que se esperava e rendou até um jantar em família depois desse evento.
Um dos pontos interessantes que Peter levantou para seu irmão durante o debate foi a crueldade dos governos ateus. Em suas próprias palavras:
“Também estou perplexo e frustrado pela insistência estranha do meu irmão ateu em não entender como a crueldade dos regimes comunista anti-teístas refletem de forma negativa sobre os seus argumentos e em sua causa. É, sem dúvida o faz”.
Como já diz o nosso ditado: santo de casa não faz milagres. Os irmão de Jesus não criam nele. Então, não é de se surpreender que o irmão de Christopher Hitchens seja cristão. Mas o mais interessante é que ele está disposto a defender a fé, mesmo em um debate com seu irmão. Não que Hitchens seja um grande oponente (não é), mas ainda assim, exige-se coragem para se levantar publicamente contra alguém de sua família. Ainda mais alguém tão famoso.
Mas esses irmãos estão em caminhos bastante opostos. A única coisa que concordam, por assim dizer, é o direito de cada um de expressar de forma clara seus pensamentos. Pelo menos por enquanto, não estão tentando tirar isso da gente.
Peter termina com uma frase de T. S. Elliot “O fim de todas as nossas explorações será chegar onde começamos e conhecer verdadeiramente o lugar pela primeira vez”. Um bom resumo para a vida de Peter.

segunda-feira, março 08, 2010

Um simples arranhão de um alfinete


"Pois que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?"
Marcos 8:36

A perda da alma é a maior perda que pode ocorrer com um homem. A pior e mais dolorosa das doenças, a falência mais angustiante da fortuna, o naufrágio mais desastroso, tudo isso é um simples arranhão de um alfinete - em comparação com a perda de uma alma. Todas as outras perdas são suportáveis, ou duram um tempo curto, mas a perda da alma é para sempre! É perder a Deus, e a Cristo, e o céu, e a glória, e a felicidade - por toda a eternidade. É ser lançado para fora eternamente, desamparado e sem esperança no inferno!

J. C. Ryle

Avatar é chato - E o Oscar também

Como disse John Piper e você pode ver abaixo, Avatar é chato. O Oscar em si é um pouco chato. Um clube de pessoas se vangloriando como elas são boas.
E é interessante que é um clube bem anti-Deus, por assim dizer.
Ray Comfort fez um vídeo que mostra como nós todos somos bastante tolerantes com as blasfêmias que Hollywood nos vende. O vídeo abaixo está em inglês. Precisamos legendar.
Para terminar, isso não quer dizer que eu não gosto de filmes. Gosto e muito. Mas acho que como cristãos temos a tendência a ser muito permissivos com o cinema e como ele trata a nossa fé.
Pequena reflexão.

Paul Washer - Todos os homens nascem maus

Você se acha uma pessoa boa? Veja o que Paul Washer diz sobre nossa condição.
Toda bondade que pode existir em nós vem de Cristo.

domingo, março 07, 2010

Guerrear ou evangelizar?


"Você já percebeu que nós sempre estamos lutando contra os filisteus mas nunca gastamos tempo os evangelizando"?

sexta-feira, março 05, 2010

Jesus está à porta e bate. Mas em qual porta?


“Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta, entrarei em sua casa, e com ele cearei, e ele comigo”
Apocalipse 3:20

Esse texto é chave em qualquer treinamento de evangelismo.
Desde quando eu comecei a vivenciar de forma intensa a pregação do evangelho que esse versículo sempre me acompanhou. Em todos os evangelismo que fazíamos esse texto era lançado como um convite para o pecador abrir as portas de seu coração para Jesus. Em muitos manuais de evangelismo esse texto é usado como base para a famosa “oração do pecador”. Vários folhetos apresentam esse texto como um convite. Veja esse exemplo de um folheto da Editora Amem:
Em todo coração humano existe essa estranha porta. Jesus nunca entrará à força na vida de alguém; nós temos que abrir a porta.
Caro leitor, o Senhor Jesus agora mesmo está pacientemente à porta do seu coração. Você vai deixar que Ele bata em vão? A maçaneta do seu coração está do lado de dentro.

“Jesus está a porta do seu coração e está batendo”, “deixe Jesus entrar” e o famoso “aceite Jesus em seu coração”. Todas são frases comuns no vocabulário do evangelista moderno.
Durante muitos anos eu sempre tive a mais absoluta certeza sobre o significado desse texto. Tinha total certeza que era uma poderosa passagem evangelística. Não havia sombra de dúvidas de onde Jesus estava: à porta do coração do pecador. O que deveria este fazer em resposta? Convidar Jesus para entrar em seu coração. Tudo isso era muito certo, até o dia em que resolvi ler o texto de Apocalipse. E descobri que a história é bem diferente.
Primeiro, quero explicar uma regra que me é muito útil e eu aprendi com o pessoal do Stand to Reason: nunca leia um versículo bíblico. De uma forma mais explicada, nunca leia apenas UM versículo bíblico. Leia também os que estão próximos, pois 90% das vezes o contexto nos dirá qual a melhor interpretação da mensagem, vai nos dizer qual o significado do texto.
Vamos aplicar essa regra ao texto. Mas antes disso, um pouco de contextualização, um pouco de história.
João está escrevendo para a famosa igreja de Laodicéia, uma igreja rica em uma região comercial central. Essa cidade era tão rica que quando foi praticamente destruída por um terremoto em 60 d.C., os cidadãos de Laodicéia recusaram a ajuda do governo romano e reconstruíram a cidade eles mesmos. Apesar de ser rica, essa igreja é reprovada por João. Era uma igreja permissiva que se orgulhava com a cidade. João não faz nenhum elogio a essa igreja, de forma diferente do que fez com as outras igrejas. Tendo isso em mente, vamos ler os versículos que antecedem o texto em questão:

14 Ao anjo da igreja em Laodicéia escreve: Isto diz o Amém, a testemunha fiel e verdadeira, o principio da criação de Deus;
Ou seja, ao pastor (anjo) da igreja em Laodicéia, Jesus, o Amém, está falando.

15 Conheço as tuas obras, que nem és frio nem quente; oxalá foras frio ou quente!
Jesus sabe o que está acontecendo na igreja. Eles não são frios, como a igreja de Colossos, que possuía uma água fria e refrescante (ou seja, boa), nem quentes, como a igreja em Hierápolis, que possuía uma água medicinal quente e que fazia bem a saúde (ou seja, boa).

16 Assim, porque és morno, e não és quente nem frio, vomitar-te-ei da minha boca.
A água de Laodicéia era ruim, tinha de ser trazida de Colossos ou de Hierápolis. Era morna. E assim era a igreja. Morna, nauseante, como a água da cidade. E Jesus estava a ponto de vomitá-los de sua boca.

17 Porquanto dizes: Rico sou, e estou enriquecido, e de nada tenho falta; e não sabes que és um coitado, e miserável, e pobre, e cego, e nu;
Jesus está denunciando o orgulho da igreja, que estava na cidade rica, famosa pelo talco frígio, usado no tratamento de doenças dos olhos e na produção de fina lã negra. Essas características são contrastadas chamando a igreja de pobre, cega e nua.

18 aconselho-te que de mim compres ouro refinado no fogo, para que te enriqueças; e vestes brancas, para que te vistas, e não seja manifesta a vergonha da tua nudez; e colírio, a fim de ungires os teus olhos, para que vejas.
19 Eu repreendo e castigo a todos quantos amo: sê pois zeloso, e arrepende-te.
Jesus oferece à igreja a oportunidade de se arrepender, pois ele ama a sua igreja e está pronto para corrigi-la.

20 Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta, entrarei em sua casa, e com ele cearei, e ele comigo.
E aqui chegamos ao versículo principal.
Levando-se em consideração tudo o que foi visto até esse momento, observando os versículos que levam até essa frase, qual é a interpretação mais plausível? Ou melhor, vamos nos perguntar: onde está Jesus? Na porta de quem ele está batendo?
Jesus está falando com a igreja, que o havia expulsado. Jesus estava fora da sua própria igreja. Ele está batendo à porta da igreja e se ela ouvir a voz do Senhor e abrir a sua porta, ele vai entrar e cear com ela. Não é essa a interpretação mais plausível para esse texto? Não só essa é a mais plausível, como é a única interpretação que leva em consideração o significado real do texto e do contexto.

Mas vamos fazer de conta que o texto que antecede o versículo 20 não é importante. Vamos focar única e exclusivamente no versículo 20. Jesus está a porta batendo. Qual porta é essa? Do coração? Mas a palavra coração não aparece no versículo. Pode ser do rim, do pulmão ou mesmo do cérebro. Ele pode estar batendo à porta da nossa consciência. Ou mesmo do nosso lar? Podemos determinar qual é a porta apenas pela leitura desse versículo? Não. Por isso é importante buscarmos no contexto qual porta Jesus está batendo. E o texto é bem claro que é à porta da igreja de Laodicéia.
Nós só acreditamos que essa porta é a porta do coração porque isso virou parte da linguagem evangélica, da linguagem do evangelismo. É mais um mito evangélico. Mas ele não encontra sustentação bíblica.

E por último (e um dia eu vou abordar isso com calma), como a Bíblia diz que alguém é salvo? Convidando Jesus para entrar em seu coração? Qual versículo bíblico diz isso? (descarte Apocalipse 3:20). Na verdade, a Bíblia diz que “Mas Deus, não levando em conta os tempos da ignorância, manda agora que todos os homens em todo lugar se arrependam” (Atos 17:30) e somos salvos pela fé em Jesus (Efésios 2:8). Nenhum versículo nos fala sobre “convidar Jesus para entrar em nosso coração”. Você se arrepende, coloca sua fé em Jesus Cristo e Ele irá te convidar para entrar e se com ele em seu trono:

“Ao que vencer, eu lhe concederei que se assente comigo no meu trono”
Apocalipse 3:21

O depoimento das mulheres seguidoras de Jesus que foram testemunhas oculares apoia o túmulo vazio


Eu gostaria de ir além do que este artigo (em inglês) de William Lane Craig, que inclui uma discussão sobre o sepulcro vazio, junto com os outros fatos mínimos que apoiam a ressurreição. O documento inteiro foi também apresentada oralmente para os alunos e professores da Universidade Estadual da Califórnia, Fresno, em 2005, e uma gravação completa está disponível aqui (em inglês). O documento abrange todo o conjunto dos fatos mínimos preferidos de Craig, que ele usa nos debates.


A palavra ressurreição significa ressurreição corporal

O conceito de ressurreição em uso entre os primeiros convertidos ao cristianismo foi um conceito judaico de ressurreição. E esse conceito de ressurreição é inequívoca a favor de uma ressurreição corporal. O corpo (soma) que entrou no túmulo é o corpo (soma) que saiu.

Craig explica o que isso significa em relação ao rápido início da fé cristã:

Para um judeu do primeiro século a ideia de que um homem pode ser ressuscitado dentre os mortos, enquanto seu corpo permanece no túmulo era simplesmente uma contradição em termos. Nas palavras de E .E. Ellis, "É muito improvável que os primeiros cristãos palestinos poderia conceber qualquer distinção entre a ressurreição e a ressurreição física de 'esvaziamento do tumulo'. Para eles, um anastasis sem um túmulo vazio teria sido tão significativo quanto um círculo quadrado."
E:

Mesmo que os discípulos acreditassem na ressurreição de Jesus, é duvidoso que teriam gerado qualquer coisa que se seguisse. Enquanto o corpo estivesse enterrado no túmulo, um movimento cristão fundamentado sobre a crença na ressurreição do morto teria sido uma loucura impossível.

É significativo que a crença na ressurreição começou na cidade onde a tumba estava localizada. Qualquer pessoa, tal como os romanos ou os sacerdotes judeus, que quisesse cortar o movimento pela raiz poderia facilmente ter trazido o corpo para acabar com tudo. Eles não o fizeram, porque não poderiam fazê-lo, apesar de terem todos os motivos para o fazer.

Mais sobre isso com N.T. Wright aqui (em inglês).

Existem várias fontes antigas de testemunhas oculares para o túmulo vazio

O Credo antigo de Paulo em 1 Coríntios 15:3-7, datado de 5 anos dentro da crucificação, implica o túmulo vazio.
Craig escreve:

Na fórmula citada por Paulo, a expressão "foi levantado", após a frase "ele foi enterrado" implica o túmulo vazio. Um judeu do primeiro século não poderia pensar de outra forma. Como E.L. Bode observa, a noção de ocorrência de uma ressurreição espiritual enquanto o corpo permanece na tumba é uma peculiaridade da teologia moderna. Para os judeus eram os restos do homem no sepulcro que foram levantados, daí, eles preservarem cuidadosamente os ossos dos mortos em ossários, até a ressurreição escatológica. Não há dúvida de que tanto Paulo quanto a antiga fórmula cristã que ele cita pré-supõe a existência da tumba vazia.

A datação da ressurreição como tendo ocorrido "no terceiro dia" implica o túmulo vazio. A data prevista para a ressurreição teria sido a data em que o túmulo foi encontrado vazio.

A frase "no terceiro dia" provavelmente aponta para a descoberta do túmulo vazio. Muito resumidamente, o ponto é que uma vez que ninguém realmente testemunhou a ressurreição de Jesus, como os cristãos chegaram a data "no terceiro dia?" A resposta mais provável é que eles fizeram isso porque esse foi o dia da descoberta do túmulo vazio pelas mulheres seguidoras de Jesus. Assim, a própria ressurreição veio a ser datada no mesmo dia. Assim, na antiga fórmula cristã citada por Paulo, temos evidências muito recentes da existência do túmulo vazio de Jesus.

As narrativas pré-Marcos do enterro mencionam o túmulo vazio. Estas fontes pré-datam Marcos, o evangelho mais antigo. A fonte foi datada por alguns estudiosos para a década de 40.

A história do túmulo vazio é parte da história da paixão pré-Marcos e por isso é muito velha. A história do túmulo vazio foi provavelmente o fim da fonte de Marcos para a paixão. Como Marco é o mais antigo dos evangelhos, esta fonte é, portanto, em si bastante antiga. De fato, o comentarista R. Pesch alega que é uma fonte extremamente precoce. Ele produz duas linhas de evidência para essa conclusão:
(a) a narrativa de Paulo da Última Ceia, em 1 Coríntios 11:23-5 pressupõe o relato de Marcos. Dado que as tradições de Paulo são por si mesmas muito antigas, a origem de Marcos deve ser ainda mais antiga.

(b) Nunca a história da paixão pré-Marcos refere-se ao sumo sacerdote por nome. É como quando eu digo "O presidente está oferecendo um jantar na Casa Branca" e todos sabem sobre eu quem estou falando porque é o homem atualmente no cargo. Da mesma forma a história da paixão pré-Marcos se refere ao "sumo sacerdote" como se ainda estivesse no poder. Desde que Caifás tomou posse em 18-37 AD, isso significa que o mais tardar para a fonte pré-Marcos deve ser dentro de sete anos após a morte de Jesus. Esta fonte, portanto, volta para dentro dos primeiros anos na sociedade em Jerusalém e é, portanto, uma fonte antiga e confiável de informação histórica.


Falta de enfeites lendários

A narrativa do túmulo vazio nos evangelhos não tem enfeites lendários, ao contrário de falsificações do segundo século que se originaram fora de Jerusalém.

O testemunho ocular das mulheres

Esta é a prova de que tem sido a mais convincente para os céticos, e para mim também.

A tumba foi provavelmente descoberta vazia por mulheres. Para entender este ponto temos que nos lembrar de dois fatos sobre o papel da mulher na sociedade judaica.
(a) as mulheres ocupavam um degrau muito baixo na escada social judaica. Isto é evidente em expressões rabínicas como "É melhor que as palavras da lei sejam queimadas do que entregues a mulheres" e "Feliz é aquele cujas crianças são do sexo masculino, mas ai daquele cujas crianças são mulheres."

(b) O testemunho de mulheres era considerado tão inútil que não era permitido nem mesmo servirem como testemunhas legais em uma corte legal. À luz desses fatos, quão extraordinário deve parecer que são as mulheres que são as descobridoras do túmulo vazio de Jesus. Qualquer lenda posterior certamente teria feito com que os discípulos homens descobrissem o túmulo vazio. O fato de que as mulheres, cujo testemunho era inútil, ao invés dos homens, são as principais testemunhas do túmulo vazio é a mais plausível, explica-se pelo fato de que, gostemos ou não, elas foram os descobridoras do túmulo vazio e os evangelhos registraram isso com precisão.

As primeiros resposta do altos sacerdotes judeus presumem o túmulo vazio

Este relato de Mateus 28 preenche os critérios da “comprovação inimiga”, apesar de Mateus não ser a fonte mais antiga que temos. Hum, bem.

Em Mateus 28, encontramos a tentativa cristã de refutar a mais antiga polêmica judaica contra a ressurreição. Essa polêmica afirmava que os discípulos roubaram o corpo. Os cristãos responderam a isso recitando a história da guarda no túmulo, e da polêmica que foi acusada de ter adormecido. Agora, o aspecto mais notável dessa disputa não é a historicidade dos guardas, mas sim a pressuposição de ambas as partes que o corpo estava faltando. A resposta dos judeus mais antigos para a proclamação da ressurreição foi uma tentativa para explicar o túmulo vazio. Assim, as provas dos adversários dos discípulos criam uma evidência em apoio ao túmulo vazio.

Veja como Craig é cuidadoso em não dizer que a tradição da guarda é histórico, porque não podemos provar a guarda como um fato "mínimo", uma vez que não respeita os critérios históricos padrões.

Respostas dos céticos para o túmulo vazio

Richard Carrier tentou argumentar que o depoimento das mulheres foi aceito, em seu debate com Craig, mas Craig revelou que isso só seria possível em dois casos: 1) se elas estivessem testemunhando sobre sua condição de viúvas, ou 2) se testemunhas do sexo masculino não estivessem disponíveis, por exemplo, todos tivessem sido mortos. O áudio do debate está aqui (em inglês). A de derrota de Carrier está aqui (em inglês) em seu no blog. A resposta de Craig após o debate Carrier está aqui e aqui (ambos em inglês).


Estudos adicionais

Para ver um debate entre Craig e do conhecido cético Bart Ehrman, clique aqui para a lista de 12 parte. As duas primeiras partes estão postadas abaixo (em inglês), contendo todos os 20 minutos de discurso da abertura de Craig. A transcrição integral do debate está aqui (em inglês), então você pode seguir a o debate.






Para ouvir uma palestra de Craig relacionada ao tema chamada "Quem Jesus pensava ser?", clique aqui (em inglês). O vídeo está aqui. Esta palestra foi proferida em fevereiro de 2009 na Universidade de Columbia, provavelmente,a universidade mais secular de esquerda nos Estados Unidos. Sim, da mesma universidade que convidou Ahmadinejad para palestrar.

quarta-feira, março 03, 2010

Frase do ex-ateu Antony Flew - Apologética


“Apesar de antes ter sido tão crítico do argumento do design, desde então eu percebi que, quando formatado de forma correta, esse argumento consiste em uma defesa persuasiva para a existência de Deus”.
- Antony Flew, ex-ateu (There is a God, página 95).

O movimento homossexual e a resposta da igreja: comentário a um post do Genizah


Um dos blogs que eu sempre acompanho é o Genizah Virtual. Sempre leio artigos que são no mínimo interessantes e abrem espaço para algum diálogo. São vários autores e nem sempre eu concordo com as suas opiniões.
Foi o caso com o artigo a seguir. Ao terminar de lê-lo, tive um ímpeto imediato de resposta. Via de regra, não respondo aos artigos que não concordo porque sempre me falta tempo para desenvolver o argumento e eu não gosto de abordar qualquer assunto de uma forma muito superficial.
Mas nesse caso foi um pouco diferente. E acho que minha participação para o diálogo trouxe um ponto um pouco diferente do que todos estão abordando.
Abaixo estou postando o texto do Hermes e abaixo minha resposta a ele.

Silas e o Circo de Horrores do Ratinho
Hermes C. Fernandes
Assisti pelo Youtube à atuação do Pr. Silas Malafaia no programa do Ratinho recentemente. Como ele mesmo confessou, seu estilo é bem parecido com o do apresentador. Poderíamos até dizer que Silas é uma espécie de Ratinho Gospel.Não tem papa na língua e gosta de ver o circo pegar fogo.
O que achei? Sinceramente? Um desserviço à causa.
Primeiro: ali não era o lugar para se debater com seriedade um assunto tão complexo. A produção do Ratinho certamente escolheu Silas por saber de seu temperamento, ingrediente indispensável para um circo de horrores como o promovido pelo programa. Achei-o deselegante com sua oponente. Já tive a oportunidade de debater com ele várias vezes em duas emissoras no Rio de Janeiro. Ele não consegue se calar nem no intervalo. Sua fama foi construída em cima disso.
Apesar de polêmico (mais por seu temperamento do que por suas posições), Silas é extremamente conservador, e não consegue manter um diálogo em alto nível. Mas infelizmente é isso que o povão gosta.
Não consigo imaginar Jesus Se prestando a um papel desses. Jesus nunca bateu boca com ninguém. E Ele jamais participaria de uma campanha contra o direito de quem quer que fosse. O tipo de posicionamento defendido por Silas só faz aumentar o abismo entre a igreja evangélica e os homossexuais. Que vantagem há nisso? Como poderemos evangelizar um grupo contra o qual nos manifestamos? Em vez disso, deveríamos estar defendendo seus direitos, angariando sua simpatia e confiança, e assim, revelando-lhes o amor transformador do nosso Deus. Sem imposições, sem histeria, sem mania de perseguição, mas com mãos estendidas em vez de dedo à riste.
Quem, afinal, teria ganho aquele debate? É claro que a maioria do povo evangélico vai dizer que foi Slias. Mas sabe quem perdeu? Todos nós. Silas tornou-se numa referência caricata da igreja brasileira.
E o pior de tudo é que por trás de toda esta vociferação contra a PL 122 há uma não confessável intenção política. Os políticos evangélicos (que até agora não mostraram a que vieram!) precisam garantir a próxima eleição. Nada melhor do que tocar terror no povo, usando o tal projeto de lei como o carro abre-alas.
Essa estória de que as igrejas serão obrigadas a casar gays é conversa fiada. O mesmo projeto de lei é contrário a qualquer tipo de discriminação religiosa. Pode-se "condenar" a pobreza sem com isso discriminar o pobre. Pode-se "condenar" o alcoolismo sem discriminar o alcoólico. O mesmo se aplica aos homossexuais. Se um determinado credo reprova o comportamento homossexual, não quer dizer que seus seguidores discriminem homossexuais.
Que vergonha... deveríamos estar do lado deles, condenando a homofobia, e assim, escancarando a porta para que tivéssemos acesso aos seus corações. Em vez disso, colocamo-nos ao lado de seus algozes. A igreja cristã que produziu homens como Martin Luther King, Jr. que defendeu com o preço de sua própria vida os direitos civis, agora produz homens intolerantes que almejam, em nome de um projeto político, conduzir a igreja de volta à idade das trevas. Foi este tipo de posicionamento intolerante que provocou a morte das bruxas de Salém, a Inquisição, o Apartheid.
Infelizmente, nosso povo tem memória curta. Semanas atrás, todos repudiavam a teologia da prosperidade pregada por Silas ao lado de seu mentor Morris Cerullo. Agora, por uma causa com motivações duvidosas, Silas voltou a ser quase unanimidade entre os evangélicos.
Espero que o povo de bom-senso acorde para isso, reveja seus conceitos, e se posicione contrário a qualquer tipo de manipulação.

Minha resposta.
Vou começar pela parte que eu concordo depois vou para a parte que eu discordo.
Eu não assisti ao vídeo do Silas, mas existe realmente uma grande chance que ele realmente tenha feito um desserviço ao cristianismo, o que no final das contas não seria uma novidade vindo dele. Eu já vi alguns de seus debates e ele realmente apresenta mais um show do que um caso. Normalmente em um debate é sempre bom buscar a cortesia junto ao seu oponente, especialmente se você está com a verdade. Infelizmente, como é tão comum em vários debates, não importa o assunto, para o povo o ganhador é sempre quem tem a melhor retórica, não quem tem o melhor argumento.
Dito isso, eu acredito que como cristãos devemos nos opor sim a uma legislação que venha a legalizar o casamento homossexual. Isso não quer dizer que queremos com isso negar qualquer direito a qualquer cidadão, qualquer que seja sua orientação sexual, por um motivo muito simples. Não vejo a causa homossexual como uma questão de direito. Não consigo entender qual direito está sendo negado aos homossexuais. Eles podem casar-se com qualquer um que quiserem, desde que esse um seja do sexo oposto. Esse é o mesmo direito que eu tenho. Casar-se com alguém do mesmo sexo não é somente negado aos homossexuais mas para qualquer um. Eu não posso me casar com alguém do mesmo sexo. O mesmo direito é para todos. O que os homossexuais buscam é um direito além daquele que é estendido para todos. Se fosse uma questão de direitos, eles desejariam um direito a mais além daquele que qualquer cidadão quer. Mas não é essa a questão.
Pelo o que vejo, os homossexuais não buscam realmente um direito porque no final das contas, na prática, eles podem muito bem viver juntos. A lei não proíbe o homossexualismo. Eles são livres para viver com quem quiser. O que realmente me parece ser o objetivo do movimento homossexual é a busca de uma aceitação e aprovação por parte da sociedade de uma questão moral. Eles desejam que nós como sociedade (seja por escolha seja por força da lei) entreguemos um endosso para seu estilo de vida. Não acho que cabe à lei endossar estilos de vida. O que acredito que a lei deve fazer é assegurar o núcleo básico da sociedade, que permite a continuação dos povos e da sociedade. E essa forma é o casamento entre um homem e uma mulher.
Se formos endossar todos os estilos de vida e formas de expressar sexualidade, em breve teremos aqueles que querem se casar com múltiplos parceiros, depois os que querem se casar com crianças, ou os que querem se casar com animais e assim vai. Todos vão buscar legitimidade na lei de suas opções sexuais.
Também não é possível para o cristão comparar a empreitada homossexual com a luta pelos direitos civis dos anos 60 nos Estados Unidos. Enquanto o ser negro ou ser branco é algo intrínseco (com exceção do Michael Jackson), a opção sexual é uma coisa extrínseca. Um é uma questão de ser, a outra, uma questão de comportamento. Enquanto as Escrituras dizem que os negros foram criados à imagem e semelhança de Deus, ela nos diz que o homossexualismo é pecado.
Isso não é homofobia. Quando eu vejo um homossexual eu não sofro de sudorese, tremedeira, imobilidade, os quais são sinais de uma fobia. Na verdade, não conheço ninguém que sofra disso. Nós amamos os homossexuais, assim como amamos os mentirosos, ladrões, adúlteros e tantos outros, até porque assim eramos muitos de nós. O que fazemos é apresentar para eles a salvação que se encontra em Jesus Cristo. Cabe a eles responder em fé e arrependimento, assim como nós o fizemos.
Não vejo porque um homossexual deva ser tratado de forma diferente da que devemos tratar qualquer outro pecador. Pois todos nós o somos.
Eu sei que tem gente que não vai gostar de nada disso, mas ainda assim quero terminar com um abraço para todos.
Maurilo

terça-feira, março 02, 2010

Artigos especiais sobre a ressurreicao de Cristo


Como preparação para a Páscoa que está chegando, estamos publicando vários artigos sobre a ressurreição, especialmente no sentido de dar ferramentas para o cristão apresentar e defender a Ressurreição de Nosso Senhor para os não-cristãos.
Eu sempre achei que a ressurreição jamais poderia ser defendida de forma lógica e através de raciocíonio. Mas nos últimos anos temos aprendido que isso não é verdade.
Pelo contrário, a ressurreição é na verdade a melhor e mais plausível explicação para os eventos que aconteceram em torno de Jesus. E também é usado como um dos argumentos pela existência de Deus. Mas isso por William Lane Craig. E ele sabe fazer isso como ninguém.
O mais interessante é que muito do que estamos postando aqui nós ouvimos diretamente de alguns dos mestres em apologética com os quais estamos estudando. Especialmente a palestra de Gary Habermas que ouvimos em novembro do ano passado é fantástica.
Ainda temos muitos outros artigos sobre a ressurreição vindo. Continue acompanhando, estude, pergunte se você tiver dúvidas. Queremos equipá-lo para defender sua fé na ressurreição do Senhor.

Fontes antigas e independentes para o túmulo vazio


A “Pergunta da Semana” de Bill Craig apresentada em Reasonable Faith recentemente abordou o problema do número e das datas das primeiras fontes independentes para as histórias do enterro e do túmulo vazio de Jesus. Descobri que minhas próprias opiniões estavam um pouco equivocadas, então eu pensei que seria benéfico para todos se dessemos um olhada mais de perto.

Vamos dar uma olhada nas fontes independentes para a história do túmulo vazio.

1) A parte de Marcos que narra o enterro é uma fonte recente ao evento
Marcos é o evangelho mais antigo, mas mesmo ele depende de uma fonte mais recente para uma parte de seu evangelho.

A história do enterro é parte do material fonte de Marcos para a história da Paixão de Jesus. Esta é uma fonte muito recente o que provavelmente é baseada em depoimentos de testemunhas oculares e é datada para dentro de vários anos da crucificação de Jesus.
... A história do tumulo vazio é sintaticamente ligada à história do enterro, na verdade, eles são apenas uma única história.

Bill fala sobre a datação e importância desta fonte recente:
... Considerando que a maior parte do Evangelho de Marcos é composta por contos anedóticos como pérolas enfiadas em uma corda, quando chegamos à última semana da vida de Jesus, encontramos uma narrativa contínua de eventos da conspiração judaica durante a Festa dos Pães Ázimos através do sepultamento de Jesus e do túmulo vazio.
... De acordo com James D. G. Dunn, "A explicação mais óbvia desta característica é que o quadro foi logo no início fixado dentro do processo da tradição e assim permaneceu durante a transição para os Evangelhos escritos. Isso sugere, por sua vez uma tradição enraizada na memória dos participantes e colocada nesse formato por eles" (J. D. G Dunn, Jesus Remembered, 2003, pp. 765-6.)
A opinião dominante entre os estudiosos do NT é, portanto, que as narrativas da Paixão são precoces e com base em depoimentos de testemunhas oculares (Mark Allen Powell, JAAR 68 [2000]: 171). Com efeito, de acordo com Richard Bauckham, muitos eruditos datam a narrativa da Paixão de Marcos no mais tardar nos anos 40 (lembre-se que Jesus morreu em 30 AD) (Richard Bauckham, Jesus and the Eyewitnesses, 2006, p. 243)....

Uau, essa fonte independente é quase tão boa quanto 1 Coríntios 15:3-7! O que mais é uma boa fonte?

2) Mateus tem uma fonte independente para a história da tumba vazia
Craig escreve:
Quanto aos outros evangelhos, que Mateus tem uma tradição independente do túmulo vazio é evidente, não só do vocabulário não-Mateus (por exemplo, as palavras traduzidas "no dia seguinte", "dia da preparação", "enganador", " guarda [de soldados], "para tornar seguras", "selar"; a expressão "no terceiro dia" também é não-Mateus, porque ele usa em todos os outros lugares "após três dias;" a expressão "principais sacerdotes e os fariseus" nunca aparece em Marcos ou Lucas e também é incomum para Mateus), mas também de Mateus 28:15: "E essa história tem-se divulgado entre os judeus até o dia de hoje", indicativo de uma história de tradição da disputa com os judeus não-cristãos.

Isso foi uma novidade para mim.

3) A fonte usada por Lucas e João para a história da tumba vazia
A inspeção do túmulo vazio por Pedro implica o túmulo vazio. Craig escreve:
Lucas e João têm a história que não está em Marcos, sobre Pedro e outro discípulo inspecionando o túmulo, que dada a independência de João de Lucas, indica uma tradição separada por trás da história. Além disso, já vimos que a independência de João de Marcos mostra que ele tem uma fonte separada para o túmulo vazio.

Isso também foi uma novidade para mim.

4) Os primeiros sermões em Atos apóiam o túmulo vazio
Atos foi escrito por Lucas. Craig escreve:
Os primeiros sermões em Atos provavelmente não foram criados por Lucas do nada, mas representam pregações apostólicas antigas. Nós encontramos o túmulo vazio de forma implícita no contraste entre o túmulo de David e o de Jesus: "David morreu e foi sepultado e seu sepulcro está conosco até hoje." Mas "este Jesus Deus ressuscitou" (2:29-32; cf . 13.36-7).

Isso eu tinha ouvido falar antes, de Gary Habermas.

5) O credo recitado por Paulo em 1 Coríntios 15:3-7 é uma fonte recente
Esta passagem não menciona explicitamente o túmulo vazio, mas implica o túmulo vazio. Nós nos tempos modernos não estamos livres para reinventar o significado da palavra ressurreição. Teólogos judeus da antiguidade que acreditavam na ressurreição tinham uma definição definitiva da palavra: a palavra significa que o corpo desapareceu do túmulo.

Craig escreve:
... A velha tradição transmitida por Paulo à igreja de Corinto, que está entre as primeiras tradições identificáveis no NT, refere-se ao sepultamento de Jesus, na segunda linha do credo. Que este é o mesmo evento que o enterro descritos nos Evangelhos torna-se evidente, comparando a tradição de Paulo com as narrativas da Paixão de um lado e os sermões nos Atos dos Apóstolos, por outro. A quarta linha do credo transmitido por Paulo é um resumo dos acontecimentos centrais da crucificação de Jesus, o sepultamento por José de Arimatéia, a descoberta de seu túmulo vazio, e suas aparições aos discípulos.

Este credo foi datado em 5 anos dentro da crucificação, como mencionei antes.

Estudos adicionais
Um artigo de nível acadêmico (em inglês), onde Craig faz a defesa caso pelo túmulo vazio é encontrado aqui. Comentaristas ateus: certifique-se e leia este artigo antes de comentar.

Tradução Pés Descalços.

segunda-feira, março 01, 2010

Gary Habermas explica a fonte mais antiga de fatos ressurreição


Você simplesmente passa direto sobre 1 Coríntios 15:3-7 quando você lê a Bíblia? Você sabia que esta passagem é a melhor passagem em toda a Bíblia quando se trata de defender a ressurreição? Vamos dar uma olhada em uma palestra onde o historiador Gary Habermas explica a importância de 1 Coríntios 15:3-7 para defender a ressurreição corporal de Jesus como um evento histórico.
Lembre-se que existem alguns critérios para decidir quais as passagens dos escritos do Novo Testamento são historicamente confiáveis. Aqui (em inglês) está um ótimo artigo de Gary Habermas, que explica todos os critérios. Abaixo, vou listar alguns dos critérios do referido artigo.

Comprovação antiga
Fontes antigas incluem: 1) 7 dos 13 livros paulinos são unanimemente aceitos como sendo de autoria de Paulo, 2) as passagens "Q" que são partilhados por Mateus e Lucas, mas que não estão em Marcos, e 3) certos credos curtos em passagens do livro de Atos. As 7 Epístolas paulinas que são confiáveis Romanos, 1 Coríntios, 2 Coríntios, Filipenses, 1 Tessalonicenses, Gálatas e Filêmon.
Habermas escreve:
“No que se refere ao Jesus histórico, qualquer material entre 30 e 50 d.C. seria exemplar, um período altamente preferido pelos eruditos como os do Jesus Seminar.
Relatos de uma data tão antiga realmente antecedem os Evangelhos escritos. Um exemplo famoso é a lista das aparições de Jesus ressurreto fornecidos por Paulo em 1 Coríntios 15:3-8. A maioria dos críticos eruditos pensam que a recepção de Paulo de pelo menos o material sobre o qual esta declaração antiga no qual o credo se baseia é datada da década de 30 d.C. Outros exemplos são fornecidos pelas breves declarações de credo que muitos eruditos encontram incorporado no livro de Atos, que Gerald O'Collins data para os anos 30 d.C. A partir do chamado material "Q" no primeiro e terceiro evangelho, outro exemplo é a declaração de alta cristologia encontrada em Mateus 11:27 / Lucas 10:22. Além disso, as primeiras epístolas de Paulo datam a partir da década de 50 d.C.”

Depoimento de testemunha ocular
Habermas escreve:
“Sempre que estas fontes precoces também são derivadas de testemunhas oculares que realmente participaram de alguns dos eventos, isso proporciona uma das evidências mais fortes possíveis. O historiador David Hackett Fischer chamo isso de 'regra do imediatismo' e define isso como 'a melhor evidência relevante'. Quando os eruditos possuem fontes antigas que são ambas muito antigas e com base em depoimentos de testemunhas oculares, eles têm uma combinação que é muito difícil de dispensar.
Em nosso exemplo anterior, uma razão pela qual os eruditos críticos levam o depoimento de Paulo tão a sério é que seus escritos fornecem uma data muito precoce, bem como testemunhas oculares do que Paulo acreditava ser uma aparição do Jesus ressurreto. Isto é ainda aceito pelo estudioso ateu Michael Martin. Outros momentos cruciais que dizem respeito a qualquer outra testemunha ocular podem ser localizados nos textos do Evangelho.”

Múltiplas comprovações
Habermas escreve:
“Comprovações independentes de um relato por mais de uma fonte é outra grande indicação que uma afirmação em particular pode ser fatual. O historiador da antiguidade Paul Maier afirma que: 'Muitos fatos da antiguidade se baseiam em apenas uma fonte antiga, enquanto que duas ou três fontes que estejam de acordo geralmente tornam o fato incontestável.' O Jesus Seminar enfatiza itens atestados em duas ou mais fontes independentes.'
Vários exemplos importantes podem ser fornecidos. Das cinco fontes muitas vezes reconhecidas nos relatos dos Evangelhos, os milagres de Jesus são relatados em todos os cinco, com algumas ocorrências específicas relatadas em mais de um. As declarações cruciais de Jesus 'Filho do Homem' também são atestados em todas as cinco fontes dos Evangelhos. E o túmulo vazio é relatado em pelo menos três, se não quatro, destas fontes dos Evangelhos. Isso ajuda a entender por que esses itens são levadas tão a sério por eruditos críticos contemporâneos.”

Linha de tempo das fontes do Novo Testamento
Você só pode usar os dados que passarem por estes parâmetros quando você está construindo hipóteses históricas em um ambiente de debate. Mas a passagem de 1 Coríntios 15:3-7 é especial, porque tem as marcações em um credo antigo. Como explica Habermas, Paulo recebeu esse credo no prazo de cinco anos após a crucificação. Paulo verificou este credo duas vezes com testemunhas oculares, Pedro, João e Tiago, em Gálatas 1:11-24 e Gálatas 2:1-10.
Então, vamos definir a data da morte de Jesus como sendo 30 AD. Então a pergunta: quais as fontes mais próximas ao evento? Nós precisamos ter várias fontes antigas a fim de sermos capazes de atestar fatos mínimos que podem ser usados quando se está debatendo céticos e ateus. Aqui está o cronograma, utilizando as mais recentes e absolutas datas possíveis para as fontes:

30 A.D.: Jesus é crucificado. (+0)
31 AD: O antigo credo se origina em torno deste tempo.
35 AD: Paul recebe o antigo credo de Pedro, João e Tiago em Jerusalém.
55 A.D.: 1 Coríntios (+25).
70 A. D. Marco (+40).
80 A. D. Mateus (+50).
85 A. D. Lucas (+55).
95 A. D. João (+65).

As minhas datas preferenciais para os evangelhos são pelo menos 5 anos anteriores do que as datas dos céticos. Assim, sua fonte mais antiga para os fatos mínimos sobre a ressurreição é 1 Coríntios 15:3-7. Eu expliquei anteriormente como alavancar os fatos em 1 Coríntios 15, e outros fatos mínimos, para apresentar um caso em defesa pela ressurreição.

Aplicação pessoal
Você realmente precisa ser capaz de falar com seus amigos e colegas de trabalho sobre a ressurreição. Essa é a nossa obrigação como cristãos. Quando você conversa com os não-cristãos, você não pode usar toda a Bíblia pela fé. Seu oponente não vai permitir que você use todo o texto como fonte porque não vai assumir que é infalível. Você precisa argumentar a partir de fatos mínimos que passam os critérios históricos padrões.
Então, você precisa aprender a explicar como os eruditos chegaram aos fatos mínimos a partir das fontes bíblicas. Você precisa de listas de critérios e explicar por que eles são geralmente aceitos, e depois aplicá-las. Você precisa saber as datas e os autores dos escritos do Novo Testamento. Você precisa saber que passagens são consideradas fatos mínimos. E então você pode apresentar a defesa sobre esses fatos.
Acho que a estratégia mais promissora é discutir a partir de um criador e designer sobrenatural utilizando-se de algumas descobertas científicas recentes, e siga a partir daí para preocupações históricas uma vez que a existência de um Deus deísta foi firmemente estabelecida.

Estudos adicionais
Em primeiro lugar, ouça os 30 minutos de palestra (em inglês) proferida na Universidade Estadual Politécnica da Califórnia em 2008 por Gary Habermas, sobre 1 Coríntios 15:3-7. Então, confira o caso pela ressurreição (em inglês) de N.T. Wright. Então ouça esta palestra (inglês) proferida na Universidade Estadual da Califórnia em 2005 por William Lane Craig, argumentando a partir dos fatos mínimos.
E, finalmente, você pode verificar alguns debates (em inglês) sobre a ressurreição. Eu recomendo o debate (em inglês) entre William Lane Craig e Hoover Roy. Mas é importante ler primeiro o caso de N.T. Wright pela ressurreição! Há uma seção de testes no debate, por isso, se você está tão interessado nisso quanto eu, vai poder fazer suas correções ali.

Tradução Pés Descalços.

domingo, fevereiro 28, 2010

O Jesus histórico - um mínimo


Abaixo seguem algumas listas de fatos históricos incontestáveis sobre Jesus.

[Tirado de "Jesus as a figure in history", pp.21-22, 117.153 de Mark Allan Powell,]

Norman Perrin Uma lista de frases que são indubitavelmente autêntica:

1. Sobre o Reino
o reino chegou: Lucas 11:20
o reino está entre vós: Lucas 17:20-21
o reino sofre violência: Mateus 11:12

2. A Oração do Senhor: Lucas 11:2-4

3. Ditos proverbiais
a amarração do homem forte: Marcos 3:27
um reino dividido: Marcos 3:24-26
quem quiser salvar a sua vida: Marcos 8:35
uma mão no arado: Lucas 9:62
riqueza e o reino: Marcos 10:23 b, 25
deixe que os mortos enterrem os mortos: Lucas 9:60a
a porta estreita: Mateus: 7:13-14
os primeiros serão os últimos: Marcos 10:31
o que realmente contamina: Marcos 7:15
receber o reino como uma criança: Marcos 10:15
aqueles que exaltam a si mesmos: Lucas 14:11 (cp. 16:15)
dar a outra face: Mateus: 5:39 b-41
amai os vossos inimigos: Mateus: 5:44-48

4. Parábolas
tesouro escondido e pérola: Mateus 13:44-46
ovelha perdida, da moeda, filho: Lucas 15:3-32
grande ceia: Mateus 22:1-14, Lucas 14:16-24; Tomé 92:10-35
mordomo injusto: Lucas 16:1-9
trabalhadores na vinha: Mateus: 20:1-16
dois filhos: Mateus 21:28-32
crianças no mercado: Mateus 11 :16-19
Fariseu e o cobrador de impostos: Lucas 18:9-14
bom samaritano: Lucas 10:29-37
servo impiedoso: Mateus 18:23-35
construtor de torre e rei indo para a guerra: Lucas 14,28-32
amigo à meia-noite: Lucas 11:5-8
juiz injusto: Lucas 18:1-8
fermento: Lucas 13:20-21; Tomé 97:2-6
mostarda: Marcos 4:30-32; Tomé 85:15-19
semente que cresce por si só: Marcos 4:26-29; Tomé 85:15-19
semeador: Marcos 4:3-8; Tomé 82:3-13
inquilinos maus: Marcos 12:1-12; Tomé 93:1-18

NOTA: o livro de Perrin está disponível on-line em http://www.religion-online.org. Dê uma olhada nos ditos acima, e tente aplicar os critérios de autenticidade para eles. Veja se você consegue descobrir qual a base para Perrin considerar estes um "núcleo irredutível" de ditos autênticos.

E. P. Sanders Uma lista de "fatos quase incontestáveis" sobre Jesus

Jesus & Judaism (1985)
Jesus foi batizado por João Batista.
Jesus chamou discípulos e falou da existência de doze.
Jesus limita a sua atividade em Israel.
Jesus era um galileu que pregava e curava.
Jesus se envolveu em uma polêmica sobre o templo.
Jesus foi crucificado fora de Jerusalém pelas autoridades romanas.
Após sua morte, seus seguidores continuaram como um movimento identificável.
Pelo menos alguns judeus perseguiram pelo menos parte do novo movimento.

The Historical Figure of Jesus (1993)
Jesus nasceu cerca de4 aC, perto do tempo da morte de Herodes o Grande;
Ele passou a infância e início da idade adulta em Nazaré, uma aldeia da Galiléia;
Ele foi batizado por João Batista;
Ele chamou discípulos;
Ele ensinava nas cidades, aldeias e campos da Galiléia (aparentemente, não nas cidades);
Ele pregou "o reino de Deus";
Por volta do ano 30, ele foi a Jerusalém para a Páscoa;
Ele criou um distúrbio na área do templo;
Ele teve uma última refeição com os discípulos;
Ele foi detido e interrogado por autoridades judaicas, especificamente, o sumo sacerdote;
Ele foi executado por ordem do governador romano Pôncio Pilatos;
Seus discípulos primeiro fugiram;
Eles o viram (em que sentido é incerto), após sua morte;
Como conseqüência, eles acreditaram que ele iria retornar para fundar o reino;
Eles formaram uma comunidade para aguardar seu retorno e procuraram conquistar outros para a fé nele como o Messias de Deus.

Novamente, no caso de listas de Sanders acima, tente determinar por que ele considera que os eventos mencionados acima devem ser apontados como os mais confiáveis e certos.

NT Wright lista de fatos históricos sobre Jesus:
Nascido em 4 a. C.
Cresceu em Nazaré, na Galiléia
Falava aramaico, hebraico e grego, provavelmente.
Foi inicialmente associado com João Batista, mas surgiu como uma figura pública por si mesmo em torno de 28 a. C.
Chamou o povo para o arrependimento.
Usou parábolas para anunciar o reino do Deus de Israel.
Conduziu um ministério itinerante nas aldeias da Galiléia.
Efetuado curas notáveis, incluindo exorcismos, como representações de sua mensagem.
Compartilhou da comunhão na mesa com um grupo socioculturalmente diverso.
Chamou um grupo próximo dos doze discípulos e deu a eles um estatuto especial.
Realizou uma ação dramática no templo.
Provocou a ira de alguns elementos do judaísmo, especialmente entre a instituição sacerdotal.
Foi entregue por esse elemento poderoso judeu aos romanos para ser crucificado como um rebelde.
Foi relatado por seus seguidores como tendo ressuscitado dentre os mortos.

O princípio do funcionamento de Wright é a de "fazer justiça com o máximo do material e informações existentes quanto possível" e não, necessariamente, concentrando-se em hipóteses sobre o problema sinóptico e as primeiras exigências dos estratos da tradição. Você acha que isso faz de suas conclusões sobre os fatos do núcleo histórico algo significativamente diferente da de outros estudiosos?

Tradução Pés Descalços

sábado, fevereiro 27, 2010

Como todo o cristão pode aprender a explicar a ressurreição de Jesus para os outros


Basicamente, como cristãos, eu penso que nós, inclusive eu, todos devemos ser capazes de mostrar que há um caso para a ressurreição, por razões históricas. Mesmo que os cristãos saibam que a ressurreição é verdadeira pelo testemunho interior do Espírito Santo, você não pode usar isso quando for persuadir e defendê-la a outras pessoas. Então você tem que apresentar um caso utilizando os dados disponíveis e as regras normais de investigação histórica. Você não pode presumir que a Bíblia é inerrante com seus colegas de trabalho e você não pode se concentrar em questões de linguagem cristã ou questões periféricas também. Então, como você pode fazê-lo?

Parte A: métodos históricos

A maneira que eu normalmente começo é com as regras padrões usadas por todos os estudiosos que analisam biografias antigas. Basicamente, há uma lista de critérios que os estudiosos usam através do espectro para decidir que partes de antigas fontes literárias são mais susceptíveis de serem verdade. É surpreendente quando você vê os debates sobre isso, porque ambos os lados estão basicamente de acordo quanto à metodologia.

E, se você aplicar a metodologia cuidadosamente, ambos os lados realmente concordarão com quais os fatos nas biografias são autênticos. Estou falando em uma concordância sobre os fatos autênticos tanto pelos ateus e quanto pelos fundamentalistas!

Aqui estão algumas das regras utilizadas para a análise de biografias antigas:

1) múltiplas comprovações - se o fato sobre X é afirmado por dois ou mais fontes, então o fato é provavelmente autêntico.

2) dissimilaridade - se um ensino de X é diferente dos ensinamentos populares e os conceitos da época e local, é provavelmente autêntico.

3) constrangimento - se o fato é constrangedor a X ou para a comunidade X ou para os escritores da biografia de X, então é provavelmente autêntico.

4) comprovação inimiga - se um fato sobre X é corroborada pelos inimigos de X, ou da comunidade X, então é provável que o fato seja autêntico.

5) comprovação primitiva - se um fato sobre X é de uma fonte primitiva, então é provável que o fato seja autêntico.

E há outros.

Assim, se você quiser falar sobre a ressurreição no trabalho sem ser ridicularizado ou demitido, você pode usar esses critérios para identificar fatos históricos.

Parte B: fatos mínimos

Usando os métodos históricos acima, você NÃO será capaz de recuperar a maioria do que os escritos do Novo Testamento dizem sobre Jesus. Por exemplo, a guarda do túmulo está apenas em Mateus, portanto, você não pode usar isso como um fato mínimo. E João é um evangelho muito tardio, então grande parte disso não pode ser usado. Então, qual partes podem ser usadas?

Bem, aqui está a lista dos fatos de William Lane Craig:
1) O túmulo vazio
2) as aparições experimentadas por várias pessoas, incluindo Paulo
3) a crença antiga na ressurreição surgiu em Jerusalém

E, aqui está a lista dos fatos de Gary Habermas:
1) morte por crucificação
2) a crença antecipada na ressurreição
3) aparições experimentadas pelos discípulos
4) aparição para Paulo e sua mudança de coração
5) a mudança de coração de Tiago, irmão de Jesus
6) o túmulo vazio

Provavelmente o mais famoso defensor da ressurreição escrevendo nos dias de hoje é N. T. Wright. Ele apresenta o caso de uma forma um pouco diferente, onde ele pergunta que tipo de ocorrência histórica seria suficiente para explicar as mudanças na teologia e na prática, que ocorreram quando os judeus do século 1, em Jerusalém se tornaram cristãos. Seu argumento é que as mudanças ("mutações") exigem uma ressurreição histórica. Aqui está a lista de Wright:

1) O túmulo vazio
2) as aparições para várias pessoas
e 7 mutações (alterações) na forma com que os primeiros cristãos mudaram
seus pontos de vista do significado e centralidade das doutrinas judaicas no Messias, na ressurreição, em escatologia, etc

Você ficará surpreso ao saber que poucos desses fatos são contestados por historiadores ateus como Gerd Ludemann, Marcus Borg e John Dominic Crossan. O único que às vezes é contestado é o túmulo vazio, mas alguns caras vão abrir mão disso. Acabei de ler o debate de N.T. Wright contra John Dominic Crossan, que está na borda da extrema esquerda. Ela abriu mão até das aparições e disse que estava de acordo com o túmulo vazio.

Assim, uma vez que você aplicar os critérios históricos, e você construir sua lista de fatos, o que vem a seguir?

Parte C: Inferindo a melhor explicação

Depois de ter a lista de fatos, é preciso explicar porque a hipótese de que Deus ressuscitou Jesus dos mortos é a melhor explicação para os fatos. Isto é feito mostrando que a hipótese é consistente com todos os dados disponíveis.

O ateu provavelmente irá pular neste momento com alguma explicação alternativa dos fatos. Suas explicações não implicará qualquer milagres - em vez disso, eles tentam explicar os fatos propondo uma hipótese naturalista. Aqui está uma lista de algumas explicações naturalistas junto com minha defesa contra eles.

1) Jesus não estava realmente morto
- A crucificação é letal e você não pode fingir estar morto
- Isto não explica a crença no início da ressurreição, uma vez que um Jesus meio-morto não iria inspirar a crença na ressurreição

2) Os discípulos de Jesus retiraram o corpo e mentiram sobre isso
- Não explica a aparição para Paulo, etc
- Ela não explica por que a igreja primitiva estava disposta a ser perseguida

3) Os judeus retiraram o corpo e mentiram sobre isso
- Eles não tinham interesse em ajudar uma seita rival
- Não explica a aparição para Paulo, etc

4) Os romanos retiraram o corpo e mentiram sobre isso
- Eles não tinham interesse em ajudar uma seita criadora de problemas
- Não explica a aparição para Paulo, etc

5) Alguém retirou o corpo
- Não explica a aparição para Paulo, etc
- Não há nenhuma evidência para apoiar essa alegação

6) A igreja primitiva teve alucinações com as aparições
- Alucinações em grupo são impossíveis
- Não explica o túmulo vazio
- Ela não explica as mutações teológica sobre a "ressurreição", uma vez que vendo um fantasma, não implica uma ressurreição corporal
(Nota do tradutor: talvez faça sentido se você for testemunha de Jeová. Mas pra isso você tem que ignorar os textos que mostram que a ressurreição foi corpórea).

Etc.

Tenha em mente que quando estiver julgando as explicações, a explicação mais simples é geralmente a melhor. Se um cético tem de juntar várias hipóteses, isso enfraquece o apelo de sua explicação, porque é "ad-hoc".

Eu escrevi um outro post sobre a ressurreição aqui, com alguns links para debates (em inglês). Aqui está uma lista de fatos praticamente incontestáveis sobre Jesus, de eruditos céticos respeitados e não-cristãos como Norman Perrin e E. P. Sanders. Mais debates estão aqui (em inglês).

Tradução Pés Descalços.

sexta-feira, fevereiro 26, 2010

O privilégio dos homens e o canto dos anjos.

"Foi a respeito dessa salvação que os profetas que falaram da graça destinada a vocês investigaram e examinaram, procurando saber o tempo e as circunstâncias para os quais apontava o Espírito de Cristo que neles estava, quando lhes predisse os sofrimentos de Cristo e as glórias que se seguiriam àqueles sofrimentos. A eles foi revelado que estavam ministrando, não para si próprios, mas para vocês, quando falaram das coisas que agora lhes foram anunciadas por meio daqueles que lhes pregaram o evangelho pelo Espírito Santo enviado dos céus; coisas que até os anjos anseiam observar". 1 Pedro 1:10-12.

Um dia desses estava ouvindo Alistair Begg e ele estava lendo um hino de John Sweney e Johnson Oatman que se chama “Holy, holy is what the angels sing”. E algo que me chamou a atenção é uma parte do hino que diz o seguinte:

Holy, holy, is what the angels sing,
And I expect to help them make the courts of heaven ring;
But when I sing redemption’s story, they will fold their wings,
For angels never felt the joys that our salvation brings.

Santo, santo é o que cantam os anjos,
E eu espero ajuda-los no cortejo dos círculos celestiais;
Mas quando eu canto a história da redenção, eles fecham suas asas,
Porque os anjos nunca sentiram a alegria que a nossa salvação nos traz.
(traduçao mais literal).

Esse refrão me chamou a atenção por causa da sua veracidade. Os anjos nunca experimentaram a redenção. Eles não sabem o que é a alegria de ter Deus morrendo por seus pecados. Eles não sabem o que é esse amor, amor por seres tão desprezíveis como nós.
O texto de 1 Pedro acima mostra bem isso. Os anjos gostariam de ver, de atentar para essa salvação. Mas essa é uma experiência puramente humana. E os anjos anseiam por isso.
O que torna isso tudo ainda mais interessante é que os anjos experimentam algo que para nós é maravilhoso. Eles estão diante do trono de Deus, dia e noite, adorando e servindo ao Senhor. Não é pouca coisa. Ainda assim, eles jamais poderão experimentar a redenção de nossos pecados como nós podemos experimentar.
Isso me levou a refletir como nossas prioridades estão erradas. Quando olhamos para as congregações, um dos ministérios mais concorridos é o de louvor e adoração e um dos menos concorridos e menos incentivados é o de evangelismo. Tudo bem que ninguém leva em consideração que o ministério de louvor (ao contrário do evangelismo) não encontra paralelo no Novo Testamento, aparentemente ninguém precisava de ministro de louvor na igreja primitiva e sempre é necessário ir até o Velho Testamento para buscar algum paralelo no trabalho dos levitas (que estava totalmente ligado ao templo e a Lei). Desconsiderando tudo isso, temos dois pontos importantíssimos que deveriam mudar o quadro, fazendo do ministério de evangelismo o ministério que deveria ter maiior procura. E esses pontos são muito bem entendidos pelas seitas pseudo-cristãs.
Primeiro: Deus é mais glorificado quando Ele salva um pecador miserável.
Quando Deus salva, por sua Graça, um pecador que só merece a sua ira, Ele demonstra seu amor, seu poder, sua misericórdia. Existe alegria juntos aos anjos na presença de Deus por um pecador que se arrepende (Lucas 15:10). E a adoração elevada ao máximo. E sabe por que?
Porque quando adoramos a Deus cantando ou nos momentos de louvor coletivo, estamos de alguma forma exaltando a Deus pelos nossos esforços. Isso não é ruim por si mesmo porque no final das contas, nós adoramos a Deus por quem Ele é e porque Ele é digno.
Mas quando Deus é adorado através da salvação de um pecador, não existe nada em nós que possa levar o menor crédito nisso. É somente Ele. Ele agiu, Ele salvou, Ele demonstrou misericórdia. Nós sumimos totalmente nessa equação e tudo o que sobra é Deus. É o que eu chamo de adoração evangelística. Quer ser um ministro de adoração? Seja um evangelista.
Segundo: Nós vamos adorar a Deus eternamente na glória, mas evangelismo só vamos fazer aqui nesta vida.
Isso é uma coisa muito óbvia mas totalmente ignorada. Toda a glória que pode ser prestada a Deus pela salvação de pecadores será criada nessa vida. Evangelismo é algo que não vamos fazer no Céu. Por isso que existe um foco tão grande no Novo Testamento na pregação do evangelho. Um privilégio que até os anjos gostariam de ter. Mas eles não o em. Esse privilégio é reservado somente à nós. Um privilégio que é desvalorizado. Por leigos e pelo clero.
O que será de nós? Vamos continuar tentando copiar (porcamente) nessa vida algo que os anjos fazem muito melhor que nós e ignorando o privilégio que nos foi dado ou vamos ter um entendimento mais correto sobre tudo isso, colocando cada coisa em seu devido lugar e focando aquela que é nossa missão nessa vida, elevando a adoração à Deus ao máximo possível e passando a eternidade fazendo coro juntos aos anjos?

Eu achei o hino que me referi em português, mas apenas em um hinário adventista. Não achei em nossa língua em nenhum dos hinários das igrejas protestantes tradicionais. Se alguém souber de outra versão desse hino, me avise.
Abaixo seguem o a letra e o mp3 do hino. Não faz jus ao texto original, mas é sempre muito difícil fazer versão de música. É algo que eu não tento fazer. Não tenho dom para isso.

Anjos cantam no céu.
John Sweney e Johnson Oatman


1. Há tais cantos lá no Céu,
Que aqui ninguém jamais ouviu!
Sempre os anjos cantam glórias
Ao Cordeiro do Senhor.
Harpas sempre em harmonia,
Sempre a voz em claros tons.
Quem nos dera ser assim,
Servindo ao Rei e Salvador!

CORO: "Santo! Santo!"
É o canto de anjos bons.
Eu hei de um dia unir
A voz a tais aclamações!
Mas quando eu lhes contar a história
Desta redençao: Mudez!
Não podem compreender
Tão grande salvação!

2. Mesmo que eu não seja um anjo,
Lá no Céu hei de cantar.
Vou unir-me ao grande coro
Dos remidos do Senhor
Louvarei meu salvador
Que sobre a cruz por mim morreu,
Que pagou as minhas culpas
E libertação me deu.

3. Esse canto de vitória,
Sim, os anjos ouvirão.
É qual voz de muitas águas,
Voz de grande multidão.
O Universo inteiro pára,
Em espanto e admiração,
Ante o canto dos remidos
Ao Senhor da redenção!

quarta-feira, fevereiro 24, 2010

domingo, fevereiro 21, 2010

Não poderia ser mais verdadeiro

"Se Jesus tivesse pregado a mesma mensagem que os ministros pregam hoje, ele nunca teria sido crucificado."
Leonard Ravenhill

quarta-feira, fevereiro 17, 2010

O movimento do Bispo!


"Ah, faz aquele negócio do bispo, quando você se move diagonalmente".

Pecadores Nas Mãos De Um Deus Irado - Jonathan Edwards

Isso aqui é coisa boa.
Mensagem de Jonathan Edwards, um dos grande pregadores puritanos. Essa é a sua mensagem mais famosa.
Sobre o sermão mais famoso, baseou-se em Deuteronômio 32:35. Depois de explicar a passagem, acrescentou que nada evitava que os pecadores caíssem no inferno, a não ser a própria vontade de Deus. Afirmou que Deus estava mais encolerizado com alguns dos ouvintes do que com muitas pessoas que já estavam no inferno. Disse que o pecado era como um fogo encerrado dentro do pecador e pronto, com a permissão de Deus, a transformar-se em fornalhas de fogo e enxofre, e que somente a vontade de Deus indignado os guardava da morte instantânea.
Continuou, então, aplicando ao texto ao auditório: Aí está o inferno com a boca aberta. Não existe coisa alguma sobre a qual vós vos possais firmar e segurar... há, atualmente, nuvens negras da ira de Deus pairando sobre vossas cabeças, predizendo tempestades espantosas, com grandes trovões. Se não existisse a vontade soberana de Deus, que é a única coisa para evitar o ímpeto do vento até agora, seríeis destruídos e vos tornaríeis como a palha da eira... O Deus que vos segura na mão, sobre o abismo do inferno, mais ou menos como o homem segura uma aranha ou outro inseto nojento sobre o fogo, durante um momento, para deixa-lo cair depois, está sendo provocado ao extremo... Não há que admirar, se alguns de vós com saúde e calmamente sentados aí nos bancos, passarem para lá antes de amanhã...
O sermão foi interrompido pelos gemidos dos homens e os gritos das mulheres; quase todos ficaram de pé ou caídos no chão. Durante a noite inteira a cidade de Enfield ficou como uma fortaleza sitiada. Teve início um dos maiores avivamentos dos tempos modernos na Nova Inglaterra.





segunda-feira, fevereiro 08, 2010

Manifeste a vida de Cristo em nossa vida diária

A verdadeira religião se manifestará em cada fase da vida. Sentamo-nos calmamente para ler a nossa Bíblia - e começamos a nossa lição. Sabemos dessas coisas agora - mas ainda não trouxemos isso para nossa vida - que é aquilo que devemos realmente fazer.

Sabemos que devemos amar os nossos inimigos, mas esse não é o alvo - amar verdadeiramente os nossos inimigos é o nosso alvo.

Saber que devemos ser pacientes, não é tudo – devemos praticar a lição da paciência, até que ele se torne um hábito na nossa vida.

Muitos conhecem as funções principais da vida cristã – mas muitos ainda não aprenderam a vivê-las. É vivendo-as, no entanto, isso é a religião verdadeira.

Deve ser sempre o nosso objectivo, viver a nossa religião – trazer o amor de Cristo para nosso coração, criando um abençoado ministério de bondade para os outros. Cristo vive em nós, e é nosso para manifestar a vida de Cristo em nossa vida diária.

Nós adoramos a Deus no domingo - a fim de reunir força e graça para viver para Deus nos seis dias que se seguem. É evidente, portanto, que é nas experiências de vida de semana, muito mais do que no silêncio do culto de domingo e no armário, que os testes reais de religião acontecem.

É fácil estarmos confortáveis em nossa mente com os Mandamentos, quando nos sentamos na igreja, desfrutando dos cultos. Mas o parecer favorável para nossa própria vida pode ser obtido apenas quando estamos no meio da tentação e do dever, em contato com os outros. É ali, sozinho, que podemos obter os Mandamentos em formas de obediência, e em caráter. Este é o objetivo final de toda a doutrina e adoração cristã - a transformação da nossa vida para a beleza de Cristo!

J. R. Miller, "Strength and Beauty"

domingo, fevereiro 07, 2010

A ciência é onipotente?

E para terminar a noite de vídeos, um dos meus vídeos favoritos do Dr. Craig. Pobre Atkins, deu dó dele.
Tenho acompanhado a carreira do Dr. Craig e entendo perfeitamente por que Richard Dawkins se nega totalmente a debater com ele, por mais que já tenha sido convidado. Seria fim de carreira para ele, na verdade seria até injusto. Mas como eu gostaria de ver isso...

Existência de Deus - Argumento da Contingência

William Lane Craig é disparado meu filósofo favorito e tenho aprendido muito com ele, especialmente através de seu livro "Reasonable Faith". Veja abaixo um video com um dos argumentos (sim, existem mais de um, na verdade vários e todos muito bons) para a existência de Deus. O video está legendado, assita mais de uma vez. Tome notas se for necessário. Vale a pena.


Se você entrar no YouTube você vai encontrar outros videos do Dr Craig legendados ou mesmo no original. Sempre muito bom.
PS: Dr. Craig simplesmente acabou com o Hitchens em um debate ano passado na Biola. Deu dó do coitado. Até hoje ele está procurando a placa do caminhão que o atropelou. Tadinho...

John Piper - Como a incredulidade colabora para o meu desejo por pornografia

John Piper respondendo a perguntas. E uma muito interessante.


Agradecimentos ao Voltemos ao Evangelho. Link para o site ao lado.

Geoglifos e a prova da existência de seus criadores


Assistindo ao Fantástico (sim, eu assisto ao Fantástico), uma reportagem sobre os geoglifos da Amazônia (desenhos feitos no solo), um senhor entrevistado fez uma declaração com a qual todos os estudiosos do assunto concordam: “esses desenhos não foram feitos pela natureza”. Apesar de em sua maioria os geoglifos serem apenas formas geométricas simples, como quadrados e círculos, é totalmente claro que essas formas são produto de uma inteligência que o criou.
Meu pensamento mais óbvio não pode deixar de ser como as pessoas tentam negar a existência de Deus, mesmo quanto seus atributos são inegáveis através de toda a natureza (Romanos 1:20).
O DNA é um código digital. Quatro letras (A, C, G, T) são as bases para construção de proteínas para nosso corpo. É como se fosse um manual de instruções e pode muito bem ser comparado com um manual ou com um livro (ou livros, o código é enorme). Incrível como ninguém acredita que um livro, por mais simples que seja, tenha evoluído.
Se isso não fosse o suficiente, toda a mecânica dentro da célula, que pode muito bem ser representada por uma fábrica, nos mostra que tudo é muito bem planejado. Como pode planejamento milimétrico vir do caos?
A ingenuidade necessária para se negar a mão do criador só poderia ter vindo da época de Darwin, quando a visão sobre a célula era muito restrita e teorias como a da evolução darwiniana poderia ser aceita. Incrível como essa teoria ainda perdura nos dias de hoje, mesmo com tanto conhecimento sobre a célula. Só existe uma explicação: a necessidade de se negar Deus.
Se o problema fosse a falta de formas geométricas na natureza para demonstrar um padrão, bom, veja a figura abaixo e diga se não é de uma beleza incrível. Uma jóia esculpida com esse formato provavelmente seria cara e ninguém questionaria que é uma obra de um ser com inteligência o bastante para isso.


Como bem disso o autor do Salmo 14 “Diz o tolo no seu coração: Não há Deus”.
Não tem como se discordar disso.

Uma boa frase contra o aborto


Para refletir sobre o aborto. Eu aprendi sobre isso com o pessoal do Stand to Reason:

“Se aquilo que está dentro do útero da mulher não é um ser humano, então nenhuma justificativa é necessária para defender o aborto. Agora, se aquilo que está dentro do útero da mulher for um ser humano, nenhuma justificativa tornará o aborto um ato defensável”.

No final das contas, é nisso que se resume toda essa história.

sexta-feira, fevereiro 05, 2010

Para se apresentar nos tempos bíblicos...


Eu sou Begat, filho de Zodar, filho de Meekar, filho de Nuria, filho de Aum, filho de Noram, filho de Anoa, filho de Elium, filho de Arbum, filho de....
Nas escrituras, tirar os sapatos tem um significado muito especial. Quando Moisés teve seu primeiro confronto com Deus, Ele disse para que ele tirasse seus sapatos porque ele estava em terra santa. Jesus caminhou descalço para o Calvário. Na cultura daquele tempo, estar descalço era o sinal que você era um escravo. Um escravo não tinha direitos. Jesus nos deu o exemplo supremo de renunciar tudo por um grande objetivo.
Loren Cunningham Making Jesus Lord / Marc 8:34,35

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