domingo, agosto 01, 2010

D. e J: amigos missionários



Sexta-feira tivemos a despedida de nossos amigos D. e J. que estão indo para o campo missionário pregar o evangelho.
É sempre uma alegria quando nossos irmão se prontificam a pregar a palavra de Deus, especialmente quando isso envolve outras culturas.
Eles estão com um projeto interessante. Eles vão primeiro para Guiné Bissau, na África, onde vão passar um ano trabalhando na Casa Emanuel, com o trabalho de assistência humanitária e com crianças. Um dos principais objetivos desse tempo, além de pregar o evangelho, é aprender a conviver em um contexto religioso muçulmano.
Depois desse tempo eles devem passar por um treinamento na Bolívia, por cerca de 5 meses e daí serão enviados para trabalhar em alguma nação muçulmana.
Vocês podem ler mais sobre seus projetos, planos e como se envolver com esses irmãos em seu blog.
Quero convidar a todos os cristãos que acompanham este blog a se envolverem com essa obra, nas várias formas possíveis. Esse irmãos estarão cumprindo a grande comissão dada por Nosso Senhor Jesus Cristo e nós podemos fazer parte disso de uma forma muito efetiva.
Orem por eles. Temos certeza que eles vão precisar de todo o apoio possível. E essa é a hora da igreja de Jesus Cristo se levantar para anunciar as boas novas do evangelho.

(Esse post foi editado porque nossos amigos agora em Fevereiro de 2012 estão indo para um país onde a pregação do evangelho é bem mais complicado. Como não queremos dificultar a vida deles, estamos tirando os nomes, foto e o blog deles).

Ministerio para surdos

Vamos falar sobre Cristo


Se temos alguma coisa para dizer para os outros sobre Cristo, vamos dizê-lo. Não vamos nos silenciar, se encontramos paz e descanso no Evangelho. Vamos falar com nossos conhecido, amigos, famílias e vizinhos, de acordo com as oportunidades e dizer o que o Senhor tem feito pelas nossas almas. Nem todos foram chamados para serem ministros. Nem todos devem pregar. Mas todos podem andar pelos passos daquele de quem temos lido e nos passos de André e Felipe e da mulher samaritana. (João 1:41, 45; 4:29) Feliz é aquele que não se envergonha de dizer para outros “Venha e ouça o que o Senhor tem feito pela minha alma” (Salmo 66:16)

J. C. Ryle,
Expository Thoughts on the Gospels: Mark, [Carlisle, PA: Banner of Truth, 1985], 97, 98.

Respondendo emails: Testemunhas de Jeová e a política, forças armadas e a sua tradução da Bíblia


Sempre recebemos algum email com perguntas sobre assuntos envolvendo cristianismo e apologética.
Os emails sobre as Testemunhas de Jeová também são freqüentes. Temos até uma intensa troca de emails com um superintendente presidente de um Salão do Reino que estou trabalhando e em breve devo disponibilizar como um e-book para download.
Recebemos o email abaixo de um irmão e acho que a resposta pode ser interessante também para ser postada aqui no blog.

On 25/07/2010 22:48, Irmão wrote:
> Paz sei que amado foi testemunha de Jeová por anos gostaria de sua opinião sobre uns assuntos que eles defendem sobre que pessoa não pode servir a nenhuma força armada como Exercito, policia Militar e Civil e só pode se batizar nessa seita quando se aposenta, outro que são totalmente contra a politica, diz que os Cristão devem se preocupar em pregar o reino de Deus na terra e sobre a Bíblia deles quem traduziu sei que eles diminuíram Jesus e o que e eles crêem sobre Jesus.
>
> obs:sei que poderia pesquisar no google mais vendo o blog do amado pode aprender mais sobre essa seita perigosa nada contra as pessoas de lá sei que tem muita gente boa pena que religiosa e vivem uma heresia desde de já agradecido irmão

Olá Irmão.

Desculpe-me pela demora em responder. Essas últimas semanas estão sendo bem corridas.
Respondendo as suas perguntas, os Testemunhas de Jeová realmente possuem restrições em relação ao envolvimento de seus membros com as forças armadas e de segurança e também com política.
Nenhum membro dessa seita pode ser militar ou policial e também não pode se envolver com a política, seja se candidatando, seja votando. Isso causa alguns problemas para as TJs porque muitos perdem seus direitos políticos por se negarem a prestar o serviço militar obrigatório em nosso país.
A base bíblica, de acordo com a interpretação da Torre de Vigia, é o texto de Isaías 2:4 que diz: "E ele julgará entre as nações, e repreenderá a muitos povos; e estes converterão as suas espadas em relhas de arado, e as suas lanças em foices; uma nação não levantará espada contra outra nação, nem aprenderão mais a guerra".
O que as TJs ignoram é que esse texto se refere a Israel, não a todo o mundo. Isso fica claro pelo primeiro versículo do livro de Isaías "A visão de Isaías, filho de Amoz, que ele teve a respeito de Judá e Jerusalém, nos dias de Uzias, Jotão, Acaz, e Ezequias, reis de Judá" 1:1. Portanto, muito do que está em Isaías deve ser analisado por essa perspectiva.
Uma coisa muito comum na forma de interpretação das Escrituras feita pela Torre de Vigia (a organização formal das Testemunhas de Jeová) é o que eu chamo de pinçamento de versículos. Pega-se versículos totalmente isolados de seu contexto e aplica-se um sentido contrário ao que seria o correto quando o contexto é levado em consideração. Também é importante que sejam ignorados outros versículos que possam contrariar a interpretação assumida. Vou dar um exemplo nesse mesmo caso.
João Batista, que foi profetizado como profeta do altíssimo e que dirigiria "os nossos pés no caminho da paz" (Lucas 1:79), disse o seguinte para os solados que o indagavam sobre o que deveriam fazer: "A ninguém queirais extorquir coisa alguma; nem deis denúncia falsa; e contentai-vos com o vosso soldo" (Lucas 3:14). Veja que João Batista não disse em momento algum que eles deveriam largar as forças armadas porque essa era a vontade de Deus. Não existe nada disse em sua resposta. João apenas instrui em relação serem justos com todos e contentar-se com seus ganhos.
Jesus elogiou a fé de um centurião (Mateus 8:10) e curou o empregado desse homem. Não o repreendeu o deu sinal que estava efetuando a cura por causa de sua fé, mas que repudiava a sua atividade como soldado.
É interessante ver uma contradição na forma que as Testemunhas de Jeová lidam com essa questão. Elas são contas seus membros prestarem serviço militar ou policial, servindo a sua pátria. Mas não possuem problema algum em se beneficiar desse serviço. Se alguma testemunha de Jeová for assaltada, ela vai abrir um boletim de ocorrência e pedir ajuda policial. Esperam proteção de suas fronteiras contra ataques de nações inimigas. Se essas atividades são contra a vontade de Jeová, deveriam também se negar a receber ajuda policial e deveriam estar dispostos a ter suas fronteiras invadidas por qualquer um.
Romanos 13 nos diz da importância de nos submetermos as autoridades governamentais que são instauradas por Deus. E isso inclui a política.
Mas as Testemunhas de Jeová não votam e não se elegem. Elas se baseiam em parte no texto de João 18:36 "Respondeu Jesus: O meu reino não é deste mundo; se o meu reino fosse deste mundo, pelejariam os meus servos, para que eu não fosse entregue aos judeus; entretanto o meu reino não é daqui".
A técnica de pinçamento de versículos é utilizada aqui novamente. Jesus está sendo julgado por Pilatos e a grande questão é: "És tú o rei dos judeus" (João 18:33), pois era com essa acusação que os judeus queriam que Jesus fosse julgado. E era a essa questão temporal que Jesus estava se referindo. Nenhum proibição ou condenação em relação à existência de governos e participação neles. É necessário retirar e isolar o texto de seu contexto imediato e já possuir uma pré-disposição doutrinária para acreditar que esse texto restrinja a atividade política.
Quero chamar a atenção novamente para mais uma contradição aqui. Apesar de não se envolverem com política pelo voto, as Testemunhas de Jeová são conhecidas por se envolverem com política através de processos judiciais, especialmente no sentido de alterarem leis que lhes são prejudiciais. Entre os anos 30 e 40 nos Estados Unidos, mais de 20 casos foram julgados na Suprema Corte americana, o mais famoso deles foi Minersville School District vs. Gobitis, sobre dois garotos testemunhas de Jeová que se negaram a saudar a bandeira dos Estados Unidos em uma escola americana durante a segunda Guerra.
Muitas das conquistas em relação a liberdade religiosa da Testemunhas de Jeová originaram da participação dessa organização na alteração de leis através de decisões judiciais. Essa é uma outra forma de se envolver ativamente na política. Ou seja, também uma contradição.
Por último, sobre a Tradução do Novo Mundo (TNM) das Escrituras Sagradas, sim, é verdade que eles diminuíram Jesus, o tornando menos que Deus, apenas um deus. Em sua crença, Jesus é o arcanjo Miguel. Ou seja, Jesus é um anjo. O primeiro e mais exaltado de todos, mas ainda assim um anjo.
É importante ressaltar que os tradutores da TNM não possuíam qualquer qualificação para o trabalho de tradução. Vou colocar abaixo um texto que escrevi em resposta a um email de uma Testemunha de Jeová:

A questão sobre a comissão de tradução é bastante interessante. A organização se nega totalmente a informar quais foram seus membros. Com toda certeza isso gera questionamento sobre as qualificações de seus membros, já que verdadeiros eruditos se negariam a ter seus nomes associados a uma versão tão tendenciosa. Se realmente fossem eruditos, seria fácil resolver essa questão, era só liberar o nome de seus tradutores. Mas a Torre de Vigia ainda mantêm essa questão em aberto. Acredito que em tudo isso, a dúvida é bem melhor do que a certeza. Mas vamos nos focar um pouco sobre aquele que era considerado erudito na organização e que se apresentava como tal, Frederick W. Franz, como está em sua autobiografia, publicada na Sentinela de 01/05/1987 “À continuação do meu estudo de latim acrescentei então o estudo do grego. Que bênção era estudar o grego bíblico com o Professor Arthur Kinsella! Com o Dr. Joseph Harry, autor de várias obras gregas, estudei também o grego clássico”.
Vejamos primeiro se essa declaração é verdadeira. Paul Blizard investigou o assunto. Segundo ele, o único curso de grego bíblico oferecido na Universidade de Cincinnati na época era “Novo Testamento – Um curso de gramática e introdução”, de duas horas. Isso pode ser conferido no catálogo de 1911, na página 119. De grego clássico, Franz teve 21 horas de aula, latim foram somente 15 horas e hebraico e siríaco não eram ensinados na Universidade de Cincinnati. Além disso, Arthur Kinsella não possuía PhD, portanto só podia lecionar aulas introdutórias.
Também é interessante notar que em um julgamento que aconteceu na Escócia, em 1954, no caso Walsh versus Clyde, Franz se apresentou ao tribunal. Veja à baixo uma tradução de porções da transcrição do julgamento (ao qual eu possuo um cópia):

Página 7 - 9
Terça-feira, 23 Novembro, 1954.
Pergunta: Você é familiarizado com o hebraico?
Resposta de Franz: Sim.
P: Você também conhece e fala espanhol, português e francês?
R: Espanhol, português e alemão, mas consigo ler em francês.
P: Então você possui um aparato lingüístico substancial ao seu favor.
R: Sim, para uso no trabalho bíblico.
P: Percebo então que você é capaz de ler a Bíblia e entendê-la em hebraico, grego, latim, espanhol, português, alemão e francês?
R: Sim.
P: E era sua responsabilidade em nome da Sociedade verificar a tradução para o inglês do hebraico original do primeiro volume das Escrituras do Velho Testamento?
R: Sim.
No dia seguinte;

Página 102-103
Quarta-feira, 24 Novembro, 1954.
P: Você, você mesmo, lê e fala hebraico?
R: Eu não falo hebraico.
P: Você não fala?
R: Não.
P: Você mesmo poderia traduzir isso aqui para o hebraico?
R: Qual?
P: O quarto versículo do segundo capítulo de Gênesis.
R: Você diz traduzir aqui?
P: Sim.
R: Eu não tentaria fazer isso.

Pelo jeito o aparato lingüístico de Franz desapareceu pela noite. Franz alegou que era familiarizado com hebraico e grego, mas falhou um teste simples em um tribunal. Se ele, que era considerado o maior erudito na organização falhou de uma forma tão vexatória, o que poderíamos dizer dos outros tradutores? Seja como for, essa questão vai continuar em aberto porque, como já foi dito, a dúvida nessa caso é bem melhor que a certeza.

Espero que essas informações tenham sido úteis. Mais tarde eu vou te responder sobre a Trindade e como podemos ter certeza absoluta que esse ensino tem suas raízes na Bíblia.
Que Deus te abençoe e não hesite em nos escrever.

Em Cristo.

Maurilo

segunda-feira, julho 26, 2010

Inveja santa da auréola do santo

"Exibido"

Desinformado, mal informado, ilogico e incompleto


Mortimer J. Adler e Charles Van Doren, em seu clássico livro How to read a Book (Como ler um livro, p.156-161), discute o tema de concordar ou discordar de um autor. Há uma seção especial que se destaca para aqueles que estão buscando se tornar bons leitores críticos, bem como bons pensadores críticos. Os autores mencionam, “quatro maneiras em que um livro pode ser criticado negativamente.” E eles esperam que "se um leitor limitar-se a focar nestes pontos, ele terá menos chances de ceder a expressões de emoção ou detrimento." Estes quatro pontos se aplicam para além do que apenas a leitura.
Como Van Doren Adler e colocam:

Os quatro pontos podem ser resumidos quando o leitor se imagina como em uma conversa com o autor, com ele respondendo de volta. Depois que o leitor disser, "Eu entendo mas eu discordo", ele pode fazer as seguintes observações para o autor:
"Você está desinformado"
"Você está mal informado"
"Você é ilógico - o seu raciocínio não é persuasivo"
"Sua análise está incompleta"

Observe que a ênfase de Adler e Van Doren primeiramente é sobre a compreensão da posição do outro antes de se lançar às críticas. Então, quando houver entendimento, as críticas são específicas e recaem dentro das quatro categorias acima. Os autores explicam ainda que:

Estas (categorias) podem não ser exaustivas, mas nós acreditamos que eles o são. De qualquer maneira, elas são certamente os principais pontos que um leitor que discorda pode fazer. Eles são de certa forma independentes. Fazer uma dessas observações não o impede de fazer outra. Cada uma e todas podem ser feitas, porque os defeitos a que se referem não são mutuamente exclusivos.

Eles cuidadosamente demonstram essa forma de discordar corretamente. É claro que isto aplica-se a leitura crítica, mas certamente isso se aplica ao pensamento crítico sobre todos os tipos de questões sérias sobre as quais se encontra discordâncias. Adler e Van Doren enfatizam precisão nas críticas e fundamentação ao criticar:

Mas, devemos acrescentar, o leitor não pode fazer qualquer uma dessas observações, sem ser definitivo e preciso em relação ao que o autor está desinformado ou mal informado ou está sendo ilógico. Um livro não pode estar desinformado ou mal informado sobre tudo. Ele não pode ser totalmente ilógico. Além disso, o leitor que faz qualquer um destes comentários não deve apenas fazê-lo de forma definitiva, especificando a questão, mas ele também deve sustentar o seu ponto. Ele deve dar motivos para dizer o que ele diz.

Adler e Van Doren também oferecem algumas definições úteis das quatro formas que um autor pode estar errado:

Dizer que um autor é desinformado é dizer que ele não tem alguma parte do conhecimento que é relevante para a questão que ele está tentando resolver.
Dizer que um autor é mal informado é dizer que ele afirma algo que não verdadeiro.
Dizer que um autor é ilógico é dizer que ele cometeu uma falácia no raciocínio.
Dizer que a análise de um autor é incompleta é dizer que ele não tenha resolvido todas as questões que ele abordou, ou que ele não fez um bom uso dos materiais disponíveis, que ele não viu todas as suas implicações e ramificações, ou que ele não foi capaz de fazer distinções que são relevantes para sua empreitada.

Bem, você concorda com Adler e Van Doren?


Nota do tradutor: eu comprei esse livro pela Amazon e devo lê-lo assim que o pegar em Miami. Acredito que nós cristãos devemos melhorar nossa forma de escrever, pensar, criticar e raciocinar. Especialmente aqueles que trabalham com apologética, devem ser estudantes do seu ofício e buscar melhorar sempre.

domingo, julho 25, 2010

Escuela de Evangelismo


Não, não escrevemos errado. É Escuela de Evangelismo mesmo. Esse é o site de alguns irmãos de Miami, que estão montado um bom material de evangelismo em espanhol e pediram autorização para traduzir para esse idioma nossa apresentação do Curso de Evangelismo, além de outros artigos e textos de nosso ministério. Acredito que em breve vocês poderão encontrar nossos textos em espanhol também.
Isso é resposta de Deus para nossas orações, pois sempre tivemos em nosso coração o desejo de ministrar para as nações latino-americanas e também para os de fala espanhola aqui no Brasil e nos Estados Unidos.
Creio que em breve iremos a Miami e pretendemos conhecer pessoalmente esse ministério.
Estejam orando por eles e também por essa parceria.

Evangelismo na Europra: como evangelizar um dinamarquês


"Um viking feliz"

Oprah Winfrey fez um programa especial sobre uma pesquisa do Gallup feita para a revista Forbes em 155 países, publicada dia 19 de Julho sobre os países considerados mais felizes do mundo. No topo da lista está a Dinamarca. Em seu programa especial, ela entrevistou pessoas de vários países, incluindo uma brasileira. O Brasil está em 12 lugar. Os outros 4 primeiros colocados foram Finlândia, Noruega, Suécia e Holanda. Todos países europeus.
Para verificar porque os dinamarqueses são tão felizes, Oprah foi até a Dinamarca para conhecer seu estilo de vida. Visitou casas, conheceu a comida, cultura, o jeito dinamarquês de ser. Depois se reuniu com um grupo de amigas em uma bar e conversaram sobre a felicidade dinamarquesa. Em um dado momento da conversa, uma das amigas fez um comentário interessante. Ela disse que, apesar de ser uma nação feliz, a Dinamarca não é um país religioso. Na verdade, todas as entrevistadas eram atéias e confessaram que a grande maioria de seus amigos também o eram. Conclusão: Deus não é necessário para ser feliz.
Aí vem a grande pergunta: qual mensagem podemos pregar para os dinamarqueses? Venha para Jesus e ele vai te trazer felicidade? Eles já tem isso. Pelo menos de acordo com as estatísticas. Venha para Jesus e você terá muitos amigos? Ora, pelo o que eu vi, amizade não falta aos dinamarqueses. Jesus te ama e tem um plano maravilhoso para sua vida? De acordo com eles, quem os ama de verdade é o governo da Dinamarca que tem um plano maravilhoso para eles. Sistema de saúde e educação gratuitos. O governo cuida de seu povo. Ele os ama.
Eu recebi um email com o convite abaixo para o culto de domingo de uma conhecida igreja em São Paulo. Leia o cartaz com atenção. Veja se esse convite para a igreja seria chamativo na Dinamarca.


“Princípios para uma vida feliz e amigos”. Essa mensagem jamais conseguiria alcançar o povo europeu, porque tudo isso que está sendo prometido para eles, eles já possuem. E sem as amarras da religião. Eles podem fazer tudo isso negando a existência de Deus e fazendo o que quiserem.
Mas essa mensagem foi feita pensando no Brasil e aqui a coisa é diferente. Será?
Os brasileiros também estão entre os mais felizes do mundo. Eles não buscam felicidade. Buscam melhoria de vida. Por isso a teologia da prosperidade crescem tanto em nossa nação. Mas isso não é tudo.
Essa mensagem é diferente da mensagem do evangelho apresentada nas Escrituras. Nunca o evangelho é proclamado como forma de melhoria de vida. Não, ele nos é apresentado como o único caminho para salvação do homem, para salvá-lo da ira vindoura. Leia o livro de Atos. Veja as pregações do evangelho feitas pelos apóstolos e veja se em algum momento eles clamam que as pessoas venham para Jesus para que suas vidas melhorem. Duvido que você vai achar algo assim.
Já enfatizamos isso várias vezes, mas nunca é demais: se o cristianismo tem algo a ver com melhoria de vida, Estevão, Paulo, Pedro e tantos outros são verdadeiros fracassos da fé. Hebreus 11 também deveria ser retirado de nossas Bíblias.
Existe um outro problema também. Você mantém as pessoas com aquilo com que você as ganha. Se você promete uma vida feliz, é bom que você providencie uma vida feliz. Pois quando essa pessoa descobrir que a vida cristã não é um caminho de rosas, mas que “a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós cada vez mais abundantemente um eterno peso de glória” (2 Cor 4:17).
Não, essa mensagem não funciona na Dinamarca, nem na Finlândia, nem na Europa como um todo. Também não funciona no Brasil, porque mesmo que as pessoas venham até a igreja, em pouco tempo 80% delas vão abandonar a igreja (conforme as estatísticas) porque perceberam que prometeram uma coisa e receberam outra. Leia Verdadeira e Falsa Conversão onde esse tema é mais bem explorado.
A Europa é hoje na minha opinião o maior campo missionário do mundo. E também o mais difícil. A Europa é uma sociedade pós-cristã, dominada por um secularismo humanista com raízes no ateísmo, que cresce vertiginosamente. De acordo com William Lane Craig, que estudo na Europa por vários anos e serviu como missionário, menos de 10% dos europeus são afiliados a alguma igreja, sendo menos da metade deles, evangélicos em sua teologia. Em comparação, cerca de 22% se dizem não religiosos (Reasonable Faith, página 16).
Se você quer ir evangelizar algum povo, considere a Europa. Mas se prepare. Aprenda a verdadeira mensagem bíblica do evangelho, aprenda a defender a nossa fé e ame essas pessoas com o mesmo amor que Paulo amava seu povo (Rom 9:3).
Por favor, mantenha esse continente em suas orações.

sábado, julho 24, 2010

Novo Manual de Evangelismo

Fizemos uma atualização no nosso Manual de Evangelismo.
Essa é a versão que estamos distribuindo pelo Orkut. Mais de 200 pessoas já receberam uma cópia gratuita do Manual.
Esse Manual é gratruito para distribuição.

terça-feira, julho 20, 2010

A (má) pregação do evangelho


Enquanto aguardava nosso delicioso jantar (no qual eu tenho pouca ou nenhum contribuição, devo dizer), resolvi colocar em um canal de TV aberta que aluga uma grande parte de seu horário para uma igreja que está crescendo rapidamente, tão rápido que chegou até perto de nós. Eles abriram um templo ao lado de nossa casa. Por tal proximidade, de vez em quando eu me interesso em ver um pouco da ministração de seu apóstolo principal. Também devo acrescentar uma situação que ocorreu quando estava conversando com alguns amigos sobre ministérios e expus minhas críticas em relação a esse. A principal é que eles não pregam o evangelho bíblico, mas sim prosperidade para essa vida. Meu amigo disse que não era verdade, que de vez em quando (???) eles pregavam sim o evangelho. Desse dia em diante, sempre me disponho a assistir um pouco das pregação para ver algum sinal do evangelho. Até o momento, em vão.
Mas quando coloquei no canal, percebi que o preletor da noite não era o famoso apóstolo, mas sim algum outro ministro. Não vi seu nome, mas pouco importa. Ele falava exatamente igual ao apóstolo e portanto, pude ter confiança que teria o mesmo tipo de mensagem. A tempo, o apóstolo estaria em Orlando, onde irá inaugurar um novo templo quinta-feira. Espero que ele tenha viajado de American Airlines.
Depois de um bom tempo de orações por doentes, libertação de pragas e maldições, macumbas, mau-olhados, mandingas e coisas do tipo, o preletor chegou na parte onde coordenava um tipo de ginástica bíblica, onde a pessoa colocava a mão na cabeça, depois no corpo, depois levantava para o ar e no fim jogava pra trás mandando todo as urucubacas pra longe. Isso tudo repetindo tudo o que o preletor dizia e repetindo “em nome de Jesus” como se fosse um mantra ou mesmo um frase de encantamento ou mágia que tornasse realidade o pedido feito simplesmente porque se usava essa frase.
Quando eu estava para desistir, o pastor finalmente chegou na parte da pregação. Finalmente eu poderia ver a mensagem do evangelho pregada nesse mega templo onde os desejos são realizados. Infelizmente, não o meu. Mas vamos por partes.
O texto chave (único na verdade) da mensagem foi João 15:5 “Eu sou a videira; vós sois os ramos. Quem permanece em mim e eu nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer”. O pregador começou a falar sobre a importância de estarmos em Cristo como nossa videira, de estarmos conectados com essa videira e que assim podemos dar frutos. Essa é a única forma de darmos frutos. Ele repetiu isso várias vezes, uma e outra vez, se certificando que as pessoas entendessem que era importante estar na videira para darmos frutos. E aí veio o momento crucial da mensagem, o momento que ele resolveu explicar o que eram esses frutos.
De acordo com o preletor, os frutos que vamos ver na nossa vida são saúde, dinheiro, resolução dos problemas familiares, sucesso, vitória. Por isso é importante estarmos na videira, para que possamos ter todas essas coisas materiais. Todas essas coisas pelas quais Cristo morreu. Opa, me desculpe, acrescentei essa última parte. A morte de Cristo na cruz não foi nem mencionada. Nem para validar os bens materiais.
Mas os que são os frutos que esse texto fala? São realmente as bençãos materiais anunciadas pelo pregador? Definitivamente não.
Jesus estava discursando para seus discípulos momentos antes daquele que seria o mais marcante de seu ministério. Poucos capítulos a frente, ele será preso e crucificado. Nas suas últimas palavras para seus discípulos, ele foca a importância de estarmos nele, estarmos ligados à videira, assim como um galho está ligado ao tronco. O galho não sobrevive sem o tronco. Também não dá frutos.
Esse texto nos diz sobre a perseverança dos santos. Aqueles que estão ligados à videira e produzem frutos são realmente salvos. Aqueles que não produzem frutos, não são genuinamente salvos e é lançado fora (João 15:7).
Os frutos são sinais de que aquele ramo realmente pertence à árvore. Um sinal de fé genuína. Veja abaixo alguns dos frutos que podemos esperar ver na vida de um cristão verdadeiro. Essa não é uma lista exaustiva, mas sim uma lista inicial:

Amor por Deus: Sal 42:1; 73:25; Lucas 10:27; Rom 8:7
Arrependimento dos pecados: Sal 32:5; Pro 8:13; Rom 7:14; 2Cor 7:10; 1João 1:8-10
Humildade genuína: Sal 51:17; Mat 5:1-12; Tiago 4:6,9
Devoção a glória de Deus: Sal 105:3; 115:1; Isaias 43:7; 48:10; Jer 9:23,24; 1Cor 10:31
Oração contínua: Lucas 18:1; Efe 6:18; Fil 4:6; 1Tim 2:1-4; Tiago 5:16-18
Amor altruísta: 1 João 2:9; 3:14; 4:7
Separação do mundo: 1 Cor 2:12; Tia 4:4; 1 João 2:15-17; 5:5
Crescimento espiritual: Lucas 8:15; Joao 15:1-5; Efe 4:12-16
Vida de obediência: Mat 7:21; João 15:14; Rom 16:26; 1 Pedro 1:2,22; 1 João 2:3-5
Fome pela Palava de Deus: 1 Pedro 2:1-3
Transformação de vida: 2 Cor 5:17

Veja que essa lista é bem diferente daquela apresentada pelo pastor. Se o que ele disse é verdade, então, devemos crer que Pedro, Estevão, Paulo e tantos e tantos cristãos pelos séculos deveriam ser considerados como filhos do Diabo e falsos convertidos, pois pelo padrão do pregador, eles falharam completamente. Assim como todos aqueles mencionados em Hebreus 11.
O que leva uma pessoa que se diz ministro do evangelho a pregar algo totalmente diferente daquilo que está nitidamente declarado nas Escrituras? Existem vários motivos. O maior acaba sendo sempre o financeiro. O que facilita isso é a ganância daqueles que buscam as bençãos vendidas e o analfabetismo bíblico do povo (e mesmo dos pastores) que aceitam toda e qualquer besteira dita nos púlpitos. Mas isso é assunto para outro post.
O ponto positivo de tudo isso (se é que podemos dizer isso) é que a mensagem durou apenas 10 minutos. Isso mesmo. Em um culto de mais de duas horas, o tempo destinado a Palavra de Deus durou apenas 10 minutos. Levando-se em consideração como ele tratou a Palavra, eu acho que foi tempo demais.

segunda-feira, julho 19, 2010

2 Pedro 2:22 vista pelas Testemunhas de Jeová


Para todos os meus amigos Testemunhas de Jeová que me compararam a um cachorro que volta para seu vômito (2Pedro 2:22), esse acima sou eu!
Até os apóstatas (e as variações que fui chamada) também tem seu senso de humor.

Repense seu amor por cristo - John MacArthur

Pessoal, estou dando uma pausa no momento nos posts, pois essas ultimas semanas estão muito corridas. Mas estamos preparando alguns textos e em breve iremos compartilhar com voces.
Por enquanto, fiquem com a mensagem abaixo de um dos meus pregadores favoritos, John MacArthur.

sexta-feira, julho 02, 2010

A Copa do Mundo de futebol acabou para o Brasil, mas...

É por frustrações como a de hoje que eu acho que algumas coisas são melhores do que outras.
Só espero não me decepicionar ano que vem na Nova Zelândia....


Se você não tem idéia do que eu estou falando, veja o vídeo abaixo:

quarta-feira, junho 30, 2010

José Saramago: de relativista a pregador em menos de 5 minutos


Estávamos vendo a entrevista que Marília Gabriela fez com o escritor português José Saramago em 1999. Essa entrevista foi reprisada devido a recente morte do escritor.
Como Saramago era um ateu convicto, uma das perguntas feitas foi sobre religião, ou melhor, sobre a implicância de Saramago com a religião e ele disse que não tinha implicância alguma, mas somente com a questão do poder que está ligado a religião. Interessante que Saramago não tinha problema algum quanto esse poder estava na mão de governos socialistas (e seu sonho era que Portugal se tornasse uma nação socialista), mas esse é um ponto a ser explorado posteriormente.
Como homem muito inteligente que era (apesar da irracionalidade do ateísmo), Saramago fez um movimento muito interessante durante a entrevista que é usado quando se quer defender um ponto religioso sem parecer que se está defendendo. Via de regra é um movimento perigoso que alguém mais esperto pode usar contra a própria pessoa. É o chamado movimento “Papa-léguas”, igual nos desenhos da Warner. O Papa-léguas está correndo, o coiote atrás. Aí quando chega em um desfiladeiro, o Papa-léguas para abruptamente e o coiote continua, sem perceber que não existe mais chão embaixo de seus pés. Quando percebeu que está com os pés no ar, ele cai uma longa e dolorosa queda que culmina com a pequena nuvem de fumaça no fim do desfiladeiro. Teria sido fácil mostrar para Saramago que seus pés estavam sendo sustentados pelo nada.
Voltando a resposta, Saramago começa a dizer que para ele Deus não existe. Existe para outras pessoas, mas para ele não existe. Talvez seja verdade para outras pessoas, mas não para ele. Ao ouvir uma resposta dessa, podemos pensar que o escritor português é um relativista, que não acredita que existe verdade, pelo menos no que se refere a religião. Também diz que na chegada dos portugueses ao Brasil, a celebração da primeira missa é uma forma de imposição, de dizer que as crenças dos índios estavam erradas e que não deveriam ter feito isso. Era uma forma de dizer que os deuses dos índios não existiam. Saramago dá uma conotação bastante negativa para essa atitude dos descobridores.
Mas aí, em uma atitude totalmente “coiote atrás do Papa-léguas”, Saramago passa a fazer exatamente aquilo que condenou os descobridores portugueses por fazer: ele passa a dizer que o Deus judaico-cristão não existe, que não existe alma, que a única coisa existente é o material, o que se pode observar e que tem a mais absoluta certeza que Deus não existe e que também não haverá julgamento vindouro.
Se foi errado da parte dos portugueses das caravelas negar os deuses indígenas, também não seria errado da parte do português da escrita negar o Deus judaico-cristão? O que os diferencia? 500 anos?
O único argumento, ou algo que se aproximasse disso, apresentado por Saramago para questionar a existência de Deus foi o tamanho do universo. Ele disse que existem corpos celestes a milhões de anos-luz daqui. O universo é enorme. Onde estaria Deus nesse universo? Em lugar nenhum, conclui ele.
Nos chamou a atenção que o tamanho do universo poderia muito bem ser usado como um argumento (fraco, na minha opinião) para a existência de Deus. Como o universo é tão absurdamente grande, é impossível que não exista um ser superior que poderíamos identificar como Deus em algum lugar por ai. Mas eu não penso assim. Na verdade, Deus jamais poderia ser encontrado no meio do universo, pois por definição, o Deus cristão é imaterial. Ele é espírito. Não pode ser visto.
É claro que Marília Gabriela não apontou essas inconsistências na resposta de Saramago, mas como poderia? Seja por não ter percebido, seja porque isso acabaria com a entrevista ali, o escritor pode continuar sua divagação sem maiores problemas.
Mas é importante notar que mesmo o mais culto entre nós é totalmente passível de ser pego em um movimento “Papa-léguas” e negar aquilo que afirmou duas frases antes.
Toda visão de mundo tem suas anomalias, suas dificuldades e pontos difíceis de explicar. Até mesmo o cristianismo. Mas quando comparados, o cristianismo vence o materialismos de Saramago de goleada (copa do mundo influencia até nosso linguajar).
Infelizmente, poucos de nós estamos prontos a apresentar desafios para essas visões de mundo concorrentes.
José Saramago morreu no último dia 18 de Junho. Todas essas questões foram agora resolvidas para ele. Para nós, cristão, isso traz um pesar. Mas confiança na soberania e graça de Deus. Somente Ele sabe realmente o destino final do homem. José Saramago agora sabe o seu próprio destino.

domingo, junho 27, 2010

Kant e a Bíblia

immanuel kant fala sobre a biblia
"A existência da Bíblia, como um livro para o povo, é o maior benefício que a raça humana já experimentou. Qualquer tentativa para menosprezá-la é um crime contra a humanidade"

sábado, junho 26, 2010

Dr. Craig ensina ateu a usar o pensamento Lógico-Racional

O Dr. William Lane Craig, filósofo cristão, e o Dr. Lewis Wolpert, biologista ateu, realizaram um debate sobre a existência de Deus.
O Dr. Craig apresentou o argumento cosmológico para a existência de Deus, o qual conclui que Deus é a causa para este universo existir. O Dr. Wolpert tentou refutar o argumento afirmando que a causa para o universo existir pode ser um computador. Assistam ao vídeo para ver o que aconteceu.


Michael Jackson e as Testemunhas de Jeová: um ano depois


No dia 25 de Junho de 2009, uma quinta-feira qualquer, eu estava em casa, me recuperando de uma inflamação na garganta. Quando liguei a televisão, vi que estavam passando em um canal vários clipes do Michael Jackson em seguida. Achei aquilo estranho. Uma pequena faixa informativa no canto inferior da tela dizia que “de acordo com o site TMZ, Michael Jackson acaba de falecer” ou alguma coisa assim.
Ficamos curiosos com essa informação e fomos verificar na internet. Apesar da confusão que foi usar o Google e outras ferramentas da web (veja essa reportagem sobre o assunto), tudo parecia confirmar que realmente ele havia morrido.
Algumas horas depois (e mais algumas confirmações) peguei o nosso laptop e comecei a escrever um texto sobre o passado de Michael Jackson como testemunhas de Jeová. Pouca pesquisa foi necessária para levantar alguns dados, já que a vida de Michael sempre foi amplamente documentada.
Escrevi o texto e fui dormir. Esse seria apenas mais um texto de nosso blog lido por um ou outro visitante que ali chegasse por acidente ou por nosso poucos mais queridos seguidores. Mas a coisa não foi bem assim.
No dia seguinte a publicação do texto, nosso blog bateu recordes de visitas. Milhares de pessoas acessaram e leram nosso texto. Centenas comentaram (a sua grande maioria, testemunhas de Jeová irritadas). Dezenas de emails, tanto de protesto quanto de apoio. Novos contatos foram feitos, novas pesquisas levantadas e parte do rumo de nosso ministério foi influenciado por esse dia. Vários blogs e sites publicaram o texto sobre Michael Jackson.
Fomos apresentados a várias ex-testemunhas de Jeová e aprendemos muito sobre essa seita, muito além do que imaginávamos. Foi uma grande jornada pela defesa da verdade e que não terminará tão breve. Além de um retorno ao início da minha adolescência como testemunha de Jeová.
Mas acima de tudo, o mais importante foi que pudemos compartilhar o evangelho com milhares de pessoas em um curto espaço de tempo e para minha alegria, uma boa maioria era de testemunhas de Jeová. Quantas se converteram ao verdadeiro cristianismo? Não sabemos. Quantas largaram essa seita? Também não sabemos. Mas isso é o menos importante para nós. O que realmente importa é ser fiel aquilo que o Senhor tem nos orientado. Ele sabe quem foi transformado pela Palavra. Ele conhece esses números. Pois são todos para Sua glória.
Além do texto principal que deu início a tudo isso, outros textos se seguiram.
Veja abaixo uma lista dos textos sobre as testemunhas de Jeová e a Torre de Vigia.
Queremos agradecer a todos as pessoas que nos ajudaram nesse último ano em nossa jornada pela propagação da verdade para aqueles que estão presos às garras do corpo governante. Continuem orando para que o verdadeiro evangelho possa alcançar as vidas das testemunhas de Jeová e elas possa verdadeiramente ser salvas.

O texto que deu origem a tudo:

E os que se seguiram:

















MICHAEL JACKSON: DEPOIS DE UM ANO, A POLÊMICA CONTINUA!


Há exatamente um ano morria Michael Joseph Jackson, ou apenas Michael Jackson, como preferirem, aos 50 anos de idade. Fiquei pensando muito nesta data, primeiro por perceber como o tempo passa rápido... e depois por ver que, talvez, o cantor tenha sido mais adorado em sua morte do que nos últimos anos de vida.
Porém, nessas breves linhas, quero refletir sobre uma polêmica que, 365 dias depois da passagem do artista “dessa para melhor” (tenho lá minhas dúvidas se foi para melhor mesmo), ainda alimenta os blogs de vários ex-Tj’s e a mente de testemunhas ativas:
Michael Jackson era ou não Testemunha de Jeová?
A coisa é mais complicada do que parece. Porém a resposta é mais simples do que imaginam.
Primeiramente, temos que lembrar que a Organização das Testemunhas de Jeová, cujo braço legal é a Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados, nos Estados Unidos, e a Associação das Testemunhas Cristãs de Jeová (ATCJ), no Brasil, caracteriza-se pela inconstância doutrinal, que eu chamo de “fluidez teocrática”: assim como a água toma a forma do objeto que a contém, da mesma maneira os ensinos das testemunhas se adaptam aos tempos e às conveniências sociais, culturais e, principalmente, econômicas. Em outro artigo prometo explicar essa minha teoria melhor, mas desde já quero dizer que, pela contagem de nosso irmão Fernando Galli, apologista de primeira (visitem: http://iacs33.blogspot.com), já mudaram de ensino 315 vezes até o começo de 2010.
Pois bem, até os fins da década de 1980, ser publicador (pessoa que vai à pregação, ao serviço de campo) era a coisa mais fácil que havia. Bastava estar estudando a Bíblia há algumas semanas, se arrumar bonitinho com sua melhor roupa domingueira, colocar uma bolsa ou pasta com a Bíblia dentro e alguns tratados (panfletos) ou revistas A Sentinela para distribuir, e aparecer na reunião de saída de serviço de campo. Aí você seria escalado para sair com alguém de sua família, se fossem TJ’s, ou com seu instrutor (pessoa que realiza o estudo da pessoa) ou mesmo um ancião (líder). Você seria contado como publicador não batizado quando entregasse à congregação o seu primeiro relatório de campo, ou seja, a compilação mensal de seu trabalho na pregação, em que se deve especificar a quantidade de horas gastas, os livros e revistas distribuídos e estudos realizados. A partir daí, seria aberto uma ficha em seu nome, que ficaria nos arquivos da congregação, com a sua “ficha corrida” de serviço, e você seria contado como membro efetivo. Para todos os efeitos, sua atividade seria enviada para “Betel” (o escritório nacional, em São Paulo), e nas estatísticas anuais você seria contado normalmente como uma das milhões de testemunhas ativas no mundo.
O fato de a pessoa sair ao serviço de campo, falar com as pessoas sobre Jeová de maneira oficial, possuindo o cartão de publicador, a identificavam, e até hoje é assim, como uma Testemunha de Jeová. A única coisa que mudou a partir do início dos anos 90 foi que, a partir de então, para ser contado como publicador não batizado, seria necessária uma reunião com alguns anciãos para formalizar sua entrada no rol dos pregadores. Lembro-me que, em 1994, quando me tornei publicador não batizado, a norma já havia mudado, e os anciãos foram em minha casa com meu instrutor fazer uma pequena sabatina para saber se eu me habilitava para ir ao serviço de campo. No final da palestra, eles enfatizaram isto: apesar de eu não ser batizado ainda, mesmo assim, aos olhos da comunidade, eu seria uma Testemunha de Jeová.
Que dizer então de Michael Jackson? Ele pregava com sua família lá na década de 70, antes de os procedimentos de aceitação como publicador mudarem. Por isso, fato incontestável é que ele saía ao serviço de campo com a mãe e os irmãos. Quem o via na rua sabia que eram TJ’s. Ele foi contado como publicador não batizado, com certeza, fato que ele mesmo admitiu em algumas entrevistas. Por exemplo, certa vez escreveu:
“Domingo era meu dia de 'pioneiro', o termo usado para o trabalho missionário que as Testemunhas de Jeová fazem. Nós passávamos o dia nos subúrbios da Carolina do Sul, indo de porta em porta ou dando voltas no shopping, distribuindo nossas revistas A Sentinela. Eu continuei meu trabalho por anos e anos após o início da minha carreira”.
Tomando-se isso como evidência, aos olhos da comunidade, ele era uma Testemunha de Jeová, afinal, não dava testemunho de suas crenças?
Porém, vale lembrar que, internamente, só são considerados Testemunhas de Jeová os crentes batizados. Conforme o livro “Conhecimento” cap. 18, p. 178, par. 17: “é importante lembrar-se de que o batismo não é o fim do seu progresso espiritual. Ele marca o começo de um serviço vitalício a Deus como ministro ordenado e Testemunha de Jeová (grifo meu). Assim, será que MJ era batizado?
Honestamente, não sabemos. Não há nada explícito sobre o assunto. A Sociedade Torre de Vigia não se pronuncia, e nem mesmo a família do cantor. Porém, temos evidências que, ao meu ver, ajudam a dizer que sim.
Em uma carta circular às Comissões de Congressos de Distrito dos Estados Unidos (disponível em: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgTB3StN13JRAYHzVjp1NWeXSV6RHaw01ka_AO2uINIvMvtDnsghFHYutatdRBbzWRYTz29A9R_Okl8YaQ7O3CSzT1fXvoN0hWGmX_hcpwO7J9Hvzwm-wX87yy3b3LXIYcdX1fX/s1600-h/michaeljackson.jpg), datada de 08 de junho de 1987, em inglês, a Sociedade Torre de Vigia falava aos anciãos responsáveis que se calassem caso fossem argüidos sobre uma notícia que estava naquele tempo sendo muito veiculada, na qual MJ dizia não mais fazer parte das Testemunhas de Jeová. Uma tradução livre de um trecho da carta diz:
Tem havido uma certa publicidade recentemente a respeito de Michael Jackson. A essência dessas notícias tem a ver com sua própria dissociação da organização das Testemunhas de Jeová. Alguns telefonemas foram também recebidos sobre uma carta da Sociedade, cópias que aparentemente foram disponibilizadas para a mídia de notícias, assim como outras, afirmando que ele não mais se considera uma Testemunha de Jeová e que a Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados não mais considera Michael Jackson uma Testemunha de Jeová (grifos meus).
Em outra parte:
Na eventualidade de representantes da mídia de notícias ou outros abordarem seu departamento de notícias do congresso e questionarem sobre Michael Jackson e sua posição, seria melhor para os irmãos responsáveis não comentarem. Deveriam apenas dizer que eles ouviram ou sabem sobre as novas informações e não têm mais nenhum comentário (grifos meus).
As notícias da época afirmavam que MJ havia se dissociado da organização. Mas o que é a dissociação? A Sentinela de 1º de abril de 1985, p. 32 diz:
[...] vez por outra uma Testemunha decide de sua livre vontade deixar o caminho da verdade. Talvez até mesmo torne conhecida sua decisão depois de a comissão começar a investigar sua transgressão. A pessoa talvez os informe por escrito ou declare perante testemunhas que deseja dissociar-se da congregação e não mais ser reconhecida como Testemunha. Neste caso, não mais será necessário que os anciãos continuem a investigação. Contudo, os anciãos farão então um breve anúncio da dissociação, a fim de que a congregação saiba que tal pessoa ‘saiu do nosso meio’. (1 João 2:19) A congregação aderirá então à injunção inspirada de ‘não receber a tal nos seus lares, nem o cumprimentar, para que não se torne partícipe das suas obras iníquas’. — 2 João 10, 11.
Agora observem: só se dissocia quem é Testemunha de Jeová. Para ser Testemunha de Jeová, contada e considerada como tal segundo a norma interna, deve-se ser batizado. Logo, se MJ se dissociou, ele era contado como TJ, e não apenas como publicador não batizado.
Além disso, na carta citada, a posição da Sociedade não é de negar nada. Os anciãos deviam apenas dizer que já estavam informados das notícias e que não tinham nenhum comentário para a imprensa.
Eu creio que, em muitas vezes, o silêncio é uma grande resposta.
Portanto, a evidência lógica era de que Michael Jackson, pelo menos até 1987, era uma Testemunha de Jeová batizada, sim, ia ao serviço de campo, relatava direitinho todos os meses (ou não, pois podia estar “inativo”), e mesmo depois de se dissociar ainda manteve muitas das crenças na mente, entre elas a não comemoração do Natal, festa essa que só realizou muitos anos depois, conforme mostrado no programa Fantástico, tendo ido para o quarto chorar assim que terminou porque se sentia culpado.
Portanto, esta polêmica, que pode facilmente ser elucidada, conforme vimos aqui, é uma pedra no sapato de muitas TJ’s, que não admitem que MJ tivesse sido batizado e, portanto, um legítimo membro da seita. Dizem que ele apenas ia ao serviço de campo com a mãe e os irmãos. Não sei o porque dessa querela toda, mas lamento desiludi-los, pois Michael Jackson era Testemunha de Jeová, devidamente batizado, pois dissociou-se, e agora, no Hades há um ano, deve estar refletindo bem em suas atitudes e em todos os erros que cometeu em sua vida e em ter perdido a oportunidade de reconhecer a Cristo como Único Senhor e Salvador de sua alma. E que reflexão demorada será... por toda a eternidade!
E que a Graça de Deus esteja com todos nós!
Abraços,

Cleber Tourinho
João Pessoa, 25 de junho de 2010

Carta às Testemunhas de Jeová: desassociação - Cleber Tourinho


Abaixo um texto de nosso querido amigo e irmão em Cristo, Cleber Tourinho.

Caro Leitor,

Infelizmente, faltou à Associação Torre de Vigia (ATV) esclarecer às pessoas que o instituto da desassociação não vem de Jeová, mas do Corpo Governante. Se você conjugar todos os paralelos bíblicos em relação ao assunto verá que Jeová está sempre de braços abertos para acolher IMEDIATAMENTE um pecador genuinamente arrependido. Não há nas Escrituras qualquer paralelo que mostre que Ele deu seis meses ou um ano ou vários anos de prova, com a boquinha calada, sentado no banco, sendo ignorada pela família e pelos “amigos”, até que a pessoa fosse JULGADA por um corpo de anciãos como digna de fazer parte de seu povo novamente.
Ao contrário, uma leitura básica da Bíblia te mostrará que PRIMEIRO Jeová acolhe o pecador DEPOIS ele é ajudado a abandonar seu estado lastimável. Basta a pessoa arrependida se voltar para Deus. Sem provas. Sem chibatadas sociais. Sem vergonha ou humilhação. É tão simples!
Vejamos um exemplo: uma jovem tem relações sexuais com seu namorado, contudo, não vê nada demais nisso. Os anciãos a chamam em uma comissão judicativa e a desassociam. Logo após ela se arrepende, pois vê que estava errada. O que fazer?
Bom, Jeová, por meio de Jesus, proveu a resposta. Veja sua reação na parábola do filho pródigo:
“Enquanto [o filho] ainda estava longe, seu pai o avistou e teve pena, e correu e lançou-se-lhe ao pescoço e o beijou ternamente” (Lucas 15:20).
Mesmo com esse paralelo claríssimo, os anciãos dizem que a pessoa deve passar um tempo no banco, sendo ignorado, apontado como pecador, evitado até pela família... que deve se casar, ou então dissolver esse namoro... que não poderá comentar na reunião, ir no ônibus da congregação para a Assembleia de Circuito, não poderá pegar uma carona no carro de um irmão, muito menos que se deve orar por essa pessoa. Prá não falar que durante esse tempo, a pessoa que “se lixe”, se ela precisar de uma ajuda qualquer, seja em relação a um trabalho, dificuldade na família, doença, emprego, e tantas outras que apenas temos em associação íntima com alguém ou em uma comunidade unida, que ela fique por si só, dê seu jeito... foi ela quem escolheu o caminho da desassociação, não foi? Que amor é esse, hein? Que não pode acolher uma pessoa que está querendo voltar ao seu meio? Que não pode dar um abraço a uma pessoa que precisa? Que não pode perguntar nem mesmo “como vai, como foi seu fim de semana”? Isso é disciplina? Lamento, mas se você é um bom leitor da Bíblia, verá que isso é heresia...
Quanto aos “fundamentos bíblicos” para tal ação da ATV, são todos fraquíssimos e não se sustentam ante o peso da evidência. A Associação usa o texto de 2 João 10, 11 como base de seu tratamento em relação aos desassociados e dissociados. Contudo, empregam tal passagem TOTALMENTE FORA DE SEU CONTEXTO ORIGINAL. Convido-o a ler o texto integralmente, a carta inteira de 2 João. No versículo 7, o apóstolo diz: “Pois, muitos enganadores saíram pelo mundo afora, pessoas que não confessam Jesus Cristo vindo na carne. Este é o enganador e o anticristo".
Depois, do versículo 8 ao 11, o apóstolo dá um conselho aos leitores em relação à situação de perigo espiritual quanto a esses tipos de pessoas que rejeitam a Cristo e pregam o engano, dizendo que Cristo não veio na carne. Contra esse tipo de pessoa é que os cristãos devem se guardar, “nem o recebendo em seus lares, nem os cumprimentando”, pessoas que “se adiantaram”, “não permaneceram no ensino de Cristo” e agora defendem outro ensino diabólico. Ou seja, anticristos ativos e atuantes. Não se fala em lugar algum de crentes que pecaram. Nem em desassociação, palavra que nem na Bíblia está.
Veja a situação delicada que o Corpo Governante põe sobre seus ombros: julgam mais do que Jeová. Aquele que o verdadeiro Deus vê como pessoa aflita e perdida, que precisa de consolo e cuidado, como uma ovelha entre as cem, machucada e desesperada, os CG pede para que vejamos como ANTICRISTOS EMPEDERNIDOS!
Agora, caro leitor, em momento nenhum dizemos ser contra a exclusão ou afastamento de um membro que seja um pecador empedernido do meio da congregação, ou de uma igreja. Isso aí é coisa que se faz até no mundo, nas esferas seculares. Caso você faça parte de uma associação qualquer, um conselho, um clube, uma escola, etc., ou mesmo no trabalho normal, há normas internas que devem ser respeitadas sob pena de (a) repreensão verbal ou escrita, (b) afastamento temporário ou (c) desligamento total.
Isso é diferente das organizações religiosas? Não, de forma alguma.
Ao contrário do que pregam as Testemunhas de Jeová em várias publicações, existem expulsões e desligamentos nas igrejas evangélicas, mas sempre depois de um longo processo de ajuda espiritual à pessoa, antes de serem tomadas as providências cabíveis.
Quando você aceita se tornar membro de uma igreja qualquer, ou de associações filosóficas ou políticas, deve ter em mente suas normas, seus estatutos, entre eles os que podem demandar sua exclusão como membro. Nesse caso, o texto citado pelas Testemunhas, 1 Coríntios 5:9-13, está devidamente aplicado. Paulo escrevia aos crentes em Corinto que não faziam nada para que aquele homem imoral se consertasse, logo, havia negligência espiritual por parte deles. Contudo, lendo com atenção os versículos circundantes (coisa que raramente as Testemunhas fazem), vemos que a grande preocupação era com a ação da própria congregação ante o pecado, não necessariamente com o pecador em si. Não se esqueça de que esta carta que Paulo escreveu tinha objetivos claros: exortar toda a congregação coríntia a um reavivamento espiritual, o que é claramente visível na quantidade enorme de problemas que o apóstolo discute ao longo de sua epístola.
Prova de que está errada a metodologia da desassociação conforme o Corpo Governante das Testemunhas de Jeová prega pode ser vista no modo como a aplicação deste texto é feita na segunda carta de Paulo aos Coríntios. Conforme uma publicação da própria ATV, o Estudo Perspicaz, volume l, p. 563 e 564, “Paulo escreveu esta primeira carta à congregação cristã em Corinto, por volta de 55 EC [...] Paulo escreveu a sua segunda carta aos coríntios provavelmente durante o fim do verão ou começo do outono setentrionais de 55 EC”. Assim, no intervalo de meses, não de anos, nem de décadas, mais em poucos meses, de acordo com o arrependimento daquele “homem iníquo”, “Paulo respondeu na sua segunda carta elogiando-os por sua aceitação favorável e aplicação do conselho, exortando-os a ‘perdoar bondosamente e a consolar’ o homem arrependido, ao qual evidentemente haviam expulsado da congregação” (Perspicaz, v. 1, p. 564).
Quanto ao texto de 2 Tessalonicenses 3:13-15, eu aconselho a seguir o mesmo sistema de leitura exegética, ou seja, a ler o contexto inteiro: “Mas, se alguém não for obediente à nossa palavra por intermédio desta carta, tomai nota de tal, parai de associar-vos com ele, para que fique envergonhado. Contudo, não o considereis como inimigo, mas continuai a admoestá-lo como irmão”.
Nesse caso, não se trata de desassociação, de expulsão, mas dos casos em que um membro da congregação age de forma desobediente. É quase uma “repreensão” como as Testemunhas usam o termo, caso este em que a pessoa não será mais bem vinda a nenhuma reunião social, isto é, a eventos associativos. Se levássemos ao pé da letra, a pessoa realmente deveria ficar “envergonhada”, desde que fosse exposto a partir da tribuna, para todos saberem, que ele ou ela estaria “sob nota”. Mas nem isso as TJ’s fazem direito, pois o processo, na maioria das vezes (ou seja, salvo raras exceções) corre todo em segredo pelo corpo de anciãos...

O que Pascoal, Sebastião, eu e outros questionamos não é a prática da exclusão dos membros em si mesma, que é legítima em qualquer tipo de associação, como disse anteriormente, mas A FORMA COMO ESTE ESTATUTO ESTÁ REDIGIDO E É APLICADO. Trata-se de um flagrante desrespeito aos direitos humanos e uma ofensa a Deus.
Entre os abusos que são feitos está a aplicação hedionda e mal direcionada do que Davi disse no Salmos 139:21-22. A Sentinela 15 de março de 1996, p. 16 par. 6, no artigo “Como passar na prova da lealdade”, coloca os desassociados no mesmo pacote dos piores inimigos de Jeová, de pessoas do mundo, desviados e incorrigíveis, ao dizer:
“Queremos ter a lealdade que o Rei Davi evidenciou ao dizer: “Acaso não odeio os que te odeiam intensamente, ó Jeová, e não tenho aversão aos que se revoltam contra ti? Odeio-os com ódio consumado. Tornaram-se para mim verdadeiros inimigos.” (Salmo 139:21, 22) Não queremos confraternizar com pecadores deliberados, porque não temos nada em comum com eles. Não deve a lealdade a Deus impedir que mantenhamos contatos sociais com tais inimigos de Jeová, quer em pessoa, quer por meio da televisão?”(grifo meu)
Detestável. Ao invés de buscar fazer como o Pastor em Lucas, capítulo 15:1-7, que deixa as 99 ovelhas para correr em busca da perdida, o Corpo Governante manda que pessoas, seres humanos, muitas vezes sem forças nem para retornar para os braços de Deus, para a comunhão com Ele, sejam ignoradas e tratadas com ódio! Imagine! Tudo isso em oposição ao que Deus diz, que devemos ter amor ao perdido, acolhê-lo, aconchegá-lo, para ver se ele retorna de seus maus caminhos (Isa. 55:6, 7; Eze. 33:11; Mal. 3:7).
Conheço casos de pessoas que estão há anos fora das Testemunhas de Jeová e querem até retornar, mas se sentem fracos, sem energia para isso. Algumas me contaram que gostariam que houvesse um programa oficial de ajuda a essas pessoas, mas, ao contrário, as congregações as ignoram. Se ao menos tivessem apoio de suas famílias...! Mas nem isso! Membros das famílias imediatas, que moram na mesma casa, devem apenas conversar o mínimo com essas pessoas, e os que não moram com eles, nem isso! Como uma pessoa se sente nessa situação? Não conheço pessoalmente, mas já li a respeito de casos de depressão, síndrome do pânico e até alguns suicídios de pessoas que não conseguiam mais retornar depois de desassociadas e desistiram de tudo.
De fato, as implicações da prática nefasta da desassociação, através da franca distorção de textos bíblicos e do argumento humano tem feito com que pessoas fiquem aprisionadas a um sistema opressor, sem poderem sair dele. Há casos de TJ’s ativas que não creem mais na Torre de Vigia mas não saem da organização temendo o que pode vir a lhe acontecer: ostracismo exacerbado, perda de laços familiares e de amizades de longos anos, exclusão de uma história de vida inteira, além dos casos mais sérios dos que acreditam sinceramente no Corpo Governante e nutrem sensações terríveis de que, caso pequem e sejam expulsos, deixarão de ser amados por Deus, ficarão sem rumo, sem direção, perdidos de si mesmos, afinal, a identidade das Testemunhas não é delas, é eminentemente vinda das orientações da associação Torre de Vigia.
Cristo nos chamou à LIBERDADE. “E Jesus prosseguiu assim a dizer aos judeus que acreditavam nele: ‘Se permanecerdes na minha palavra, sois realmente meus discípulos, e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará’”. (João 8:31-32). Se estamos em um sistema em que nos sentimos presos, jungidos, sem poder nos mover, está na hora de refletir melhor sobre o assunto.
Cristo nos chamou para AMAR O PRÓXIMO: “[...] eu vos digo: Continuai a amar os vossos inimigos e a orar pelos que vos perseguem; para que mostreis ser filhos de vosso Pai, que está nos céus, visto que ele faz o seu sol levantar-se sobre iníquos e sobre bons, e faz chover sobre justos e sobre injustos. Pois, se amardes aos que vos amam, que recompensa tendes? Não fazem também a mesma coisa os cobradores de impostos? E, se cumprimentardes somente os vossos irmãos, que fazeis de extraordinário? Não fazem também a mesma coisa as pessoas das nações? Concordemente, tendes de ser perfeitos, assim como o vosso Pai celestial é perfeito” (Mateus 5:44-48).
Notem o versículo 47 desta passagem... Se temos que cumprimentar nossos inimigos, imagine os que se desviaram da fé por conta de um pecado que não seja a renúncia ao nome de Jesus! Deus não iria enviar seu Único Filho à toa, muito menos conceder a Graça (benignidade imerecida) e a Salvação se Ele não estivesse interessado em nós do jeito que somos. Somos todos propensos a falhas, e, da mesma forma, indignos de perdão, mas Jeová quer que nos amemos! É tão simples! Lendo os Evangelhos, você não vê, nem em uma única vez, Jesus evitando alguém por esse ser pecador. Ao contrário, ele ia ao encontro deles! Cristo os amava, os queria ao seu lado, se importava com cada mínimo detalhe de suas vidas, suas lutas, suas angústias, seus medos e fracassos. Isso seria diferente hoje em dia? De maneira nenhuma! Hebreus 13:8 diz: “Jesus Cristo é o mesmo, ontem, hoje e para sempre”.

Portanto, caro leitor, a nossa bandeira não é contra a religião das Testemunhas de Jeová. É contra abusos relacionados aos direitos humanos básicos e constitucionais. É contra as famílias que são despedaçadas por práticas religiosas desnecessárias e antibíblicas.
Apesar de sabermos que há erros flagrantes de interpretação bíblica e de modo de vida entre as Testemunhas, eu, pessoalmente, sei que não há como parar de forma séria e comedida sua organização. Porém, há um ditado que meu pai me dizia em vida: “O mal por si se destrói”. Creio sinceramente que um dia, de alguma forma, os males internos da organização da Torre de Vigia serão expostos de forma muito ampla, e, de dentro para fora, as coisas começarão a mudar. Há muito gente lá dentro que não deveria realmente estar, e precisam sair e se encontrar de fato com Cristo Jesus, como eu me encontrei um dia (2 Timóteo 2: 19; Atos 18:7-11).
Espero que você tenha lido com atenção este longo texto construído por mim, que faz parte do livro que tenho planos de concluir, falando sobre a desassociação. Qualquer dúvida, pode escrever diretamente para mim, ao meu e-mail.
Grandes abraços e Paz!

Cleber Tourinho
Professor, Linguista,
Mestrando em Letras e Linguística - Universidade Federal da Bahia - CNPq.
Revisor de textos e orientador em Metodologia da Pesquisa Científica.
ctsantana@gmail.com

(Nota: todos os textos são retirados da Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas, Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados, edição de 1986).

terça-feira, junho 08, 2010

A verdade importa?


A verdade importa? A grande maioria das pessoas diria que sim. Ninguém gosta de mentiras. Quando você vai ao banco e acessa sua conta bancária, você quer que aquilo que esteja mostrando no monitor seja uma exata representação da verdade. Por mais difícil que ela seja. Quando você vai ao médico, quer que ele lhe diga a verdade.
Mas estou pensando não somente nas verdades do dia a dia, mas estou pensando em algo mais transcendente, a verdade em si. Sendo mais preciso, verdade religiosa. Ela importa?
Estou perguntando isso porque vejo hoje na igreja cristã uma apatia em relação à verdade, como se ela não importasse muito. Assuntos como a existência de Deus, ressurreição, veracidade das Escrituras e outras coisas parecem pouco importar. Não somente por serem assuntos complexos, mas em sentido mais amplo, como se não fizesse diferença se esses assuntos são objetivamente verdades ou não.
Por exemplo, é verdade ou não que existe um inferno? Se sim, quem vai para lá? É verdade ou não que aqueles que morrerem em seus pecados sem o perdão de Cristo irão para o inferno? Se for verdade, então isso importa muito, pois muitos que estão à nossa volta irão para lá e isso exige uma ação de nossa parte. Se não for verdade, então todo o trabalho evangelístico é uma enorme perda de tempo. Não exista justiça divina, não existe ira vindoura.
Jesus Cristo ressuscitou ou não ressuscitou. Não existe uma terceira opção. Dizer “é verdade para mim” não ajuda porque se Ele não ressuscitou, então nossa fé é em vão (1 Cor 15:17). Agora, se ele ressuscitou, então Jesus Cristo realmente é quem Ele disse que era, está vivo e não pode ser ignorado.
Como a maioria dos cristãos lidam com a questão da verdade? Infelizmente, a grande maioria simplesmente reage com apatia. E é fácil descobrir porque. É uma postura defensiva, mas extremamente perigosa, irracional e contrária às Escrituras.
A apatia funciona defensivamente de duas formas. Em primeiro lugar, ela impede que a pessoa talvez venha a descobrir que aquilo que ela acredita não é verdade. Talvez entrar em uma busca para descobrir se Deus existe ou não pode revelar que Ele não existe! Talvez Jesus não ressuscitou! Talvez a Bíblia não seja a Palavra de Deus no final das contas. As pessoas não gostam de descobrir que suas crenças são falsas. Então, é melhor cercar com uma bolha de isolamento as nossas crenças e nunca testá-las para saber se são verdade ou não. A verdade pode ser dolorosa.
A outra forma defensiva que a apatia pode operar é para mim mais cruel, mas um grande motivador para seu uso. Descobrir que aquilo que eu acredito realmente é uma verdade objetiva provavelmente irá exigir algo de mim. Se o inferno existe, é real e destino para o perdido, não me resta mais nenhuma opção se não pregar o evangelho para meu próximo. Se biblicamente o aborto é errado, eu não posso me calar diante disso. A vida de seres humanos está em risco aqui. Tanto nessa vida quanto na próxima.
Para evitar ter que tomar qualquer ação, eu consciente ou inconscientemente trato a verdade das Escrituras de forma apática. Assim eu não perco a minha fé, mas também não preciso fazer nada em relação a isso.
Mas não é isso que diz as Escrituras: conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará (João 8:32).
Podemos ser livres sem a verdade? Não. Podemos ter a verdade sem conhecê-la? Não. É necessário conhecê-la para que possamos ser livres.
O mais triste de tudo, é que a fé cristã é verdadeira e totalmente sustentada pelas evidências e fatos históricos. E tudo está ai para que possamos aprender. Mas poucos de nós saem da sua zona de conforto para isso.
Mas nós nos esquecemos que “bem sabemos que o juízo de Deus é segundo a verdade, contra os que tais coisas praticam" (Rom 22:).
Paulo nos dá duas orientações valiosas, que faremos bem em nos lembrar:
“Estai, pois, firmes, tendo cingidos os vossos lombos com a verdade, e vestida a couraça da justiça” (Efésios 6:14).
“E não vos conformeis a este mundo, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus” (Rom 12:2).
Alguém disposto a encarar a tarefa?

domingo, junho 06, 2010

Sobre arte de debater: William Lane Craig

Antes navegando pela internet e "tropecei" nesse artigo de William Lane Craig sobre a arte de debater. Na verdade, são respostas do Dr. Craig a perguntas feitas sobre debates.
Acho digno de leitura, especialmente vindo de quem vem.
Parabéns ao tradutor pela iniciativa.

Nao tenho fé suficiente para ser ateu: livro


Eu estou lendo “Não tenho fé suficiente para ser ateu”, de Norman Geisler e Frank Turek. Não li mais do que 10% do livro até agora (eu sei disso porque meu Kindle em informa a porcentagem do livro lido) e já posso recomendar esse livro para qualquer um. Na verdade, para todo o cristão deveria ser uma leitura obrigatória.
A premissa do livro é simples: fé é sinônimo de crença e todos nós (teístas e ateus) temos nossas crenças, temos nossa fé. A fé do teísta é que existe um Deus. A fé (crença) do ateu é que Deus não existe e que tudo o que existe é o mundo físico observável. Eu sei que qualquer ateu vai negar, mas isso é uma crença. A pessoa acredita nisso. Portanto, ateísmo é um sistema de crenças, quer gostem quer não.
Os autores estão se lançam ao desafio de verificar as evidências sobre a existência de Deus (e que Deus é esse) para entender qual das duas crenças tem suficientes fundamentos para ser considerada verdadeira. Só pelo desafio, o livro é válido.
Geisler e Turek tentam partir de uma posição neutra (não que exista, em ambos os lados) e através da análise das evidências, montam a defesa da fé cristão como verdadeira e como melhor explicação para o mundo que observamos.
Ainda tenho 90% do livro pra ler e ver (ou rever) os argumentos dos autores. Mas não preciso chegar ao final do livro para recomendá-lo.
O livro pode ser comprado no Submarino (ou onde você quiser...)

Como as pessoas chegam às suas crenças


"Quase que invariavelmente, as pessoas chegam até suas crenças não com base em provas, mas com base naquilo que elas acham atrativo".
Blaise Pascal

quinta-feira, junho 03, 2010

Querem tirar a Cruz de nossas Bíblias


Existem algumas palavras que se tornaram quase um palavrão na movimento evangélico. Ortodoxia é uma delas. Teologia é outra. Teologia correta é uma expressão que dá medo nos novos gurus do evangelicalismo.
É engraçado que pessoas como Ricardo Gondim fazem uma caricatura horrendo daqueles que acreditam nas doutrinas clássicas do cristianismo, na maioria das vezes utilizando-se de uma má representação de nossas posturas embalada em frases de efeito.
Não acredito que haveria outra forma de fazer isso porque jamais conseguiriam utilizando-se das Sagradas Escrituras para o mesmo.
É uma pena.
Querer apagar o cristianismo (a cruz) de suas Bíblias para substituílo por puro humanismo.
É como disse Tim Challies: eles até amam Jesus, mas odeiam Deus.

Nas escrituras, tirar os sapatos tem um significado muito especial. Quando Moisés teve seu primeiro confronto com Deus, Ele disse para que ele tirasse seus sapatos porque ele estava em terra santa. Jesus caminhou descalço para o Calvário. Na cultura daquele tempo, estar descalço era o sinal que você era um escravo. Um escravo não tinha direitos. Jesus nos deu o exemplo supremo de renunciar tudo por um grande objetivo.
Loren Cunningham Making Jesus Lord / Marc 8:34,35

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