Mostrando postagens com marcador crença. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador crença. Mostrar todas as postagens

sábado, dezembro 08, 2012

É possível uma vida sem Deus?



Essa semana morreu o arquiteto brasileiro Oscar Niemeyer. Eu entendo bem pouco de arquitetura, mas sei que ele foi uma pessoa que contribuiu imensamente para essa arte. Ele também era ateu. Era, porque agora ele não é mais. Tanto na visão cristã quanto na ateísta, Niemeyer deixou de ser ateu porque, na visão cristã, ele encontrou com o seu Criador e agora ele sabe que Deus existe e na visão ateísta, não existe vida após a morte, portanto, tudo o que sobrou do arquiteto é aquilo que já existia antes: um corpo físico, só que agora, morto.
Em comemoração à morte de Niemeyer (???) ou para homenageá-lo pela sua obra, a fan Page do Facebook ATEA nos presenteou com a imagem que você vê acima. “Na imagem, podemos ler: uma longa vida de realizações e sucesso, sem Deus”.
Essa frase está errada. O correto seria: “uma longa vida de realizações e sucesso, sem uma crença em Deus”. Pode parecer que ambas são a mesma coisa, mas não são. E já explico o porquê.
Antes, acho interessante notar que os novos ateus estão aprendendo alguma coisa de marketing com o movimento evangélico moderno, especialmente da teologia da prosperidade. Assim como muitas igrejas prometem sucesso na vida se você acreditar em Deus, os ateus estão prometendo uma vida feliz e próspera se você não acreditar em Deus. Dawkins já prometia isso no inicio de seu brilhante livro, “Deus um Delírio”. Parabéns ATEA! Se vocês conseguirem fazer com o movimento ateu aquilo que o evangelho da prosperidade fez com a igreja evangélica, o futuro do ateísmo caminha para um futuro sombrio.
Voltando ao tópico, uma vida sem Deus é diferente de uma vida sem crença em Deus. Niemeyer nunca teve uma vida sem Deus. Ele teve uma vida sem crença em Deus. Primeiro, a crença ou não na existência em Deus é irrelevante para a questão se Deus existe ou não. Se ele não acreditava em Deus, se ele negava a existência de uma divindade, essa divindade continuaria existindo independente de suas crenças. E mesmo sem essa crença, essa divindade continuaria exercendo influencia em sua vida, como exerce na de todos nós. O simples fato de Deus ter permitido que ele tivesse vivido por quase 105 anos mesmo negando a sua existência, apesar das comprovações mais óbvias de sua existência, mostra o quanto Deus é amoroso e agiu com graça para Niemeyer. Mas o segundo ponto para mim é ainda mais importante.
A frase “uma longa vida... sem Deus” é irracional. Para que a vida exista, Deus é necessário. Aliás, para que o universo exista, Deus é necessário. Se isso não fosse verdade, veja quantas crenças irracionais uma pessoa precisa aceitar para acreditar que uma vida sem Deus é possível:
  • Acreditar que coisas aparecem do nada sem causa.
  • Acreditar que a vida pode vir de algo sem vida.
  • Acreditar que informação pode ser gerada sem uma mente inteligente.
  • Acreditar que essa informação pode ser interpretada sem uma mente inteligente.
  • Acreditar que a primeira lei de Newton, da inércia, está errada.
  • Acreditar que padrões morais reais não existem.

E por aí vai. Todos esses conceitos acima contrariam as mais simples percepções de nosso universo. Todas elas são, para dizer o mínimo, irracionais. Portanto, uma vida sem Deus, é também uma frase irracional.
Se a ATEA quisesse parecer menos irracional, deveria mudar a frase sobre Niemeyer. Mas racionalidade nuca foi o forte por ali...

segunda-feira, abril 09, 2012

A falácia do homem de palha



Quando visões diferentes de mundo se encontram em um debate, muita coisa acontece. Na tentativa de mostrar que “o meu lado está certo e o seu está errado” os debatedores se utilizam das mais variadas ferramentas. Algumas são válidas. Outras não. A estas últimas, chamamos de falácias.
Um amigo no Facebook postou a imagem acima e eu achei interessante colocar aqui como blog como um claro exemplo da falácia conhecida como “homem de palha” ou também chamada de “espantalho”. Essa falácia é definida da seguinte forma pela Wikipédia (e se está na Wikipédia, só pode ser verdade...) “a falácia do homem de palha (também falácia do espantalho) é um argumento informal baseado na representação enganosa das posições defendidas por um oponente.” Ou seja, é uma tática muito comum de se apresentar uma versão distorcida (e via de regra mais facilmente ridicularizável) da posição de um oponente. Na maioria das vezes, a distorção é tão grande que em nada se assemelha ao que o oponente acredita. E ataca-se e defende-se uma posição alheia à realidade. A imagem acima é um exemplo clássico de homem de palha em relação ao cristianismo (ou cristandade no caso).
Por quê alguém se utiliza desse subterfúgio? Simples, é mais fácil você atacar uma visão falsa do que a verdadeira. É mais fácil você ir atrás daquilo que você acha que é, não gastando um tempo estudando a crença do outro, do que se empenhar em ser generoso e aprender realmente aquilo que a pessoa acredita. Quando você faz isso, gasta esse tempo de estudo, passa a entender melhor a posição do outro e tende a usar menos o homem de palha. Mas às vezes também é um problema de caráter e contra isso pouco pode ser feito.
Vamos ver quais foram as distorções apresentadas pelo texto acima?
  • Zumbi cósmico: um zumbi seria um ser morto que é reanimado, em estado de putrefação e que volta à vida, mas de forma catatônica. Ele não é inteiramente vivo, nem inteiramente morto. Em nada essa figura se assemelha ao Cristo ressurreto. Crito voltou à vida, em um novo corpo ressuscitado e glorificado, em suas completas faculdades mentais e foi visto por mais de 500 pessoas. Nenhum relato bíblico mostra Cristo saindo da tumba pronto para participar Thriller, de Michael Jackson.
  • Que foi seu próprio pai: aqui é um entendimento errado sobre a doutrina da Trindade. Jesus nunca foi o Pai, que nunca foi o Espírito Santo, que nunca foi o Filho. São três pessoas diferentes, mas uma única divindade. O Pai, o Filho e o Espírito Santo referem-se à personalidade. Deus, refere-se à essência do que são. Apenas uma divindade. Não é fácil, eu sei disso. Temos alguns textos sobre Trindade, é só jogar na busca ao lado. Mas o cristianismo não ensina que o Pai e o Filho são a mesma pessoa. Essa é uma heresia antiga, repudiada no Concílio de Niceia, conhecida como Sabelianismo ou Modalismo.
  • Telepaticamente o aceite como seu mestre: a Bíblia nunca disse nada sobre aceitar Jesus como seu mestre, seja telepaticamente ou não. Eu não entendi bem o que o telepaticamente quer dizer aqui. Telepatia, resumidamente, é a capacidade de ler a mente dos outros e aceitar a Jesus como seu mestre é uma questão de vontade. Eu não preciso ler a mente de outra pessoa para fazer isso. Só preciso consentir voluntariamente à isso. Enfim, mas mesmo isso não é ensinado nas Escrituras. A Bíblia diz que para alguém ser salvo, ela deve se arrepender de seus pecados e colocar sua fé em Jesus Cristo como seu Salvador. O telepaticamente deve ter aqui um apelo retórico.
  • Retirará uma força do mal da sua alma: o texto deve estar se referindo ao novo nascimento do cristão, mas a Bíblia não faz menção à retirar algo maléfico da alma. O que a Bíblia diz é que o cristão se torna uma nova criatura em Cristo. Você morre para o pecado e renasce para Deus. Mas infelizmente a pecaminosidade, que é nossa companheira desde o nosso nascimento, continua em nós. Quem me dera ela fosse totalmente retirada. Ela somente será lançada para longe de nós quando recebermos o corpo glorificado, na ressurreição. O que acontece com o cristão no novo nascimento é a capacitação, pelo Espírito Santo, de lutar contra nossa carne. Não somos mais escravos do pecado, mas ainda somos seduzidos por ele.
  • Mulher nascida de uma costela: a mulher não nasceu de uma costela. A costela não estava grávida e depois de nove meses deu à luz uma mulher. A mulher foi moldada, formada da costela de Adão. Mesmo tomando-se o texto de forma literal, não vejo qual seria o problema com isso. O Criador de todo o universo não teria o poder de forma a partir de um material genético já pronto um novo ser da mesma espécie? O que é mais fácil acreditar? A origem da mulher pela costela de Adão ou a origem da vida a partir daquilo que não possui vida? A abiogênese já foi refutada por Pasteur em 1862.
  • Comer o fruto de uma árvore mágica: a árvore não era mágica. O texto não diz isso, não informa tal coisa. Vamos ler o que Deus disse: “Ordenou o Senhor Deus ao homem, dizendo: De toda árvore do jardim podes comer livremente, mas da árvore do conhecimento do bem e do mal, dessa não comerás; porque no dia em que dela comeres, certamente morrerás.” Gen. 2:16-17. Veja que a palavra mágica não existe no texto. O pecado de Adão e Eva (os dois, diferentemente do que fala a imagem) foi desobedecer a Deus. Ele deu uma ordem bem clara. Comam do que quiser, menos da árvore que está no meio do Jardim. No dia que comeram, eles morreram espiritualmente, porque pecaram contra Deus, desobedecendo-O. Ao menos, eu fiquei feliz que a imagem não falou que foi uma maça...


Pronto. Essas foram as distorções apresentadas no texto. Veja que eu gastei mais tempo mostrando que essa não é a nossa crença. Quando isso é feito, o ataque perde o sentido e mostra como o nosso oponente no mínimo não conhece direito aquilo que ele mesmo ataca. No mínimo.
O homem de palha é um recurso desonesto, que fala mais sobre a idoneidade de seu articulador do que do objeto que ele ataca. Precisamos ficar atentos para o seu uso. Não apenas contra nós, mas em nossos discursos. É muito fácil fazer isso. É o caminho mais rápido e retórico de deixar o oponente de “calças curtas”. Mas não precisamos nos utilizar desse recurso. Se conhecemos a verdade, devemos apresentá-la como ela é, como bons embaixadores de Cristo, lembrando-se do que Pedro nos diz:
“antes santificai em vossos corações a Cristo como Senhor; e estai sempre preparados para responder com mansidão e temor a todo aquele que vos pedir a razão da esperança que há em vós”. 1 Pedro 3:15.

segunda-feira, janeiro 02, 2012

Segundas Terminológicas: ateísmo

segundas com termos da teologia hoje agostinho



Ateísmo:



Sistema de crenças cuja afirmação categórica é a inexistência de Deus. O ateísmo também afirma em geral que a única forma de existência é o universo material, sendo ainda mero produto do acaso ou do destino.

Fonte: Dicionário de Teologia, edição de bolso. Ed. Vida.

quinta-feira, agosto 12, 2010

Martinho Lutero: duas coisas que o homem deve fazer por si mesmo


"Todo homem deve fazer duas coisas sozinho; ele deve ter sua própria crença e ele também deve ter sua própria morte".

Martinho Lutero

domingo, junho 06, 2010

Nao tenho fé suficiente para ser ateu: livro


Eu estou lendo “Não tenho fé suficiente para ser ateu”, de Norman Geisler e Frank Turek. Não li mais do que 10% do livro até agora (eu sei disso porque meu Kindle em informa a porcentagem do livro lido) e já posso recomendar esse livro para qualquer um. Na verdade, para todo o cristão deveria ser uma leitura obrigatória.
A premissa do livro é simples: fé é sinônimo de crença e todos nós (teístas e ateus) temos nossas crenças, temos nossa fé. A fé do teísta é que existe um Deus. A fé (crença) do ateu é que Deus não existe e que tudo o que existe é o mundo físico observável. Eu sei que qualquer ateu vai negar, mas isso é uma crença. A pessoa acredita nisso. Portanto, ateísmo é um sistema de crenças, quer gostem quer não.
Os autores estão se lançam ao desafio de verificar as evidências sobre a existência de Deus (e que Deus é esse) para entender qual das duas crenças tem suficientes fundamentos para ser considerada verdadeira. Só pelo desafio, o livro é válido.
Geisler e Turek tentam partir de uma posição neutra (não que exista, em ambos os lados) e através da análise das evidências, montam a defesa da fé cristão como verdadeira e como melhor explicação para o mundo que observamos.
Ainda tenho 90% do livro pra ler e ver (ou rever) os argumentos dos autores. Mas não preciso chegar ao final do livro para recomendá-lo.
O livro pode ser comprado no Submarino (ou onde você quiser...)

Como as pessoas chegam às suas crenças


"Quase que invariavelmente, as pessoas chegam até suas crenças não com base em provas, mas com base naquilo que elas acham atrativo".
Blaise Pascal

terça-feira, setembro 22, 2009

A ignorância é necessária para preservar a fé?


Está a fé em oposição ao conhecimento? Os cristãos são ignorantes, por definição, ou há um lugar para a razão e a fé?

Por: Gregory Koukl

Materialistas - pessoas que não acreditam em Deus e nas almas e em demônios e em anjos e no céu e no inferno e na vida após a morte e em tudo isso - acredite no que você pode experimentar com os cinco sentidos, e esse é o reino físico. Essa é a visão metafísica que possuem. Visões metafísicas são pontos de vista sobre o que você acredita que é real, e um materialista acredita que a única coisa que é real é matéria em movimento. Richard Dawkins e Christopher Hitchens, por exemplo, se prendem a essa visão. “Materialismo” é a visão de que, pelo menos metodologicamente, dirige a ciência moderna. É a visão de mundo dos “novos ateus” que estão argumentando muito agressivamente que a religião é irracional e perigosa.
Eles dizem que você pode acreditar em Deus, se quiser, mas quando se trata de fazer ciência, você não pode fazer referência à agentes fora do reino natural. Materialistas possuem uma enorme quantidade de confiança que a ciência vai responder a todas as questões relevantes, porque todas as questões relevantes apenas implicam coisas que são físicas, pois só as coisas físicas existem. Não há necessidade, em outras palavras, para colocar Deus nas chamadas lacunas.

Eu acho que os cristãos são, em parte, responsáveis pela confiança que os materialistas têm que a ciência vai preencher as lacunas, porque muitos cristãos cometem um erro consistente sobre a relação entre fé e razão. O erro em si é evidenciado nesta pergunta que eu ouço de variadas formas o tempo todo: “Se há tantas evidências de Deus, então qual é a necessidade da fé”? Se nossa evidência para o cristianismo é tão grande que permite dar-nos conhecimento de fatos que nós podemos saber ao certo, então ela espreme a fé diretamente para fora da equação.

Perceba algo que é muito importante sobre essa perspectiva que muitos cristãos sustentam. Ela coloca a fé em oposição ao conhecimento. Há uma relação inversa entre os dois, de tal forma que quando você aumenta um, você diminui o outro. Você aumenta o conhecimento, diminui a fé, porque você não pode ter fé no que você conhece. Fé é o que você exercita quando você não conhece. Isto lança a fé como uma espécie de pensamento positivo religioso porque pensamento positivo é tudo o que está disponível para você quando você não sabe algo.

O conhecimento é o que você conhece, portanto a fé é reservada para a ignorância. Isto é o que algumas pessoas pensam que Paulo queria dizer quando disse: “Nós caminhamos pela fé e não pela visão”. Caminhamos pelo acreditar – fé, não pelo conhecimento – visão. E se sabemos, não é mais fé. O conhecimento, nessa equação, é o inimigo da fé, e os cristãos são orientados a ter fé.

Esta visão é claramente falsa quando fazemos uma reflexão e um exame das Escrituras. O oposto do conhecimento não é fé, é ignorância. E o oposto da fé não é conhecimento, é incredulidade.

Também não é o que a Bíblia ensina sobre a fé, e este é um ponto a se salientar. Há muitos cristãos que têm uma visão de fé que não é bíblica. Na verdade, é contrária à Bíblia. E esta visão de fé, que é contrária à Bíblia acaba por ajudar e facilitar as coisas para o materialismo, o principal rival da visão de mundo teísta em nosso tempo.

A Bíblia ensina que a fé é confiar no que você sabe que é verdade, porque você tem razão para acreditar que é verdade. Desenvolvo este ponto em profundidade em um artigo intitulado "A fé não é desejar”, então eu não vou me aprofundar nos detalhes aqui, exceto para dar-lhe alguns exemplos.

Jesus disse em Marcos 2, “Para que saibais que o Filho do Homem tem o poder para perdoar pecados”, porque Ele tinha acabado de dizer ao paralítico: “Seus pecados estão perdoados”. Isso irritou o povo. Naturalmente, ninguém podia ver se os pecados foram realmente perdoados, então Ele disse: “Para que saibais que eu tenho o poder de perdoar pecados, eu vos digo, toma o teu leito e vai para casa”. O ato de curar era algo que podiam ver para garantir a realidade, o conhecimento, a certeza, o fato de algo que não podiam ver – o perdão dos pecados. E foi isso que inspirou os seus atos de confiança. Eles tinham conhecimento de que o pecado podia ser perdoado, e é precisamente por isso que eles foram capazes de exercitar confiança.

Atos 2, domingo de Pentecostes. Pedro deu a sua mensagem sobre a ressurreição de Cristo e os efeitos visíveis do Espírito Santo em suas vidas, as manifestações de falar em muitas línguas e línguas de fogo que o povo viu e ouviu. Pedro disse: “Nós não estamos bêbados. Este é o Espírito Santo”. Este é um cumprimento da profecia, uma outra prova. Ele explica as evidências das manifestações que pudessem ver e ouvir, a prova da profecia cumprida, e Jesus ressuscitou dos mortos. “Este homem que vós crucificastes, Deus o ressuscitou dentre os mortos”. Isso é outra proclamação de uma prova – o sepulcro vazio, a ressurreição de Cristo – e isso também foi profetizado. Davi, o salmista falou sobre isso – outra evidência. Ele dá evidências após evidências após evidências e em seguida, conclui, vamos todos da casa de Israel dar um grande salto de fé, porque você não pode saber nada disso. Não, claro que não. Ele diz: “Que toda a casa de Israel tenha certeza de que Deus o levou a ser o Senhor e Messias, esse Jesus, a quem vocês crucificaram”. Não há nenhum salto de fé. Não existe fé baseada na ignorância, mas sim um ato de confiança que se baseia no conhecimento e o conhecimento é baseada na evidência.

O ateu olha para a equação mal montada sobre fé e conhecimento exatamente da mesma maneira como muitos cristãos erroneamente o fazem. Existem coisas que você pode saber, e portanto não há necessidade de fé. A fé é o que você usa quando você é ignorante.

Como a ciência e outros campos do conhecimento estão avançado, somos ignorantes sobre menos coisas. Portanto, nesta definição errônea da fé, as coisas que nós podemos realmente exercer fé diminuíram porque a ciência já explicou isso. Então, essas coisas que poderíamos ter, na ignorância, atribuídas a Deus, já foram explicadas pela ciência, ou serão brevemente explicadas. A ciência tem explicado muitas coisas que pareciam precisar de Deus para dar conta delas, e há agora menos necessidade de Deus, nesse ponto de vista particular sobre a fé. Como resultado, a hipótese de Deus, então, tem cada vez menos e menos poder explicativo, porque os mistérios estão dando lugar ao conhecimento e à ciência.

Materialistas, ateus, são animados. Eles são exuberantes. E eu sou completamente simpático, pelo menos em princípio, pelo ponto dos ateus se essa é a forma como são as coisas entre fé e conhecimento. As lacunas, pelo menos em princípio, serão todas preenchidas pelo conhecimento científico e a religião será, finalmente, vista como pensamento positivo e superstição. Isso é o que nós estamos enfrentando neste ponto de vista do conhecimento e da fé, como pólos opostos.

Pelo contrário, a fé não é oposta ou contrária ao conhecimento. A expansão do conhecimento pela ciência, ou por qualquer outro meio, não é uma ameaça para a fé e o cristianismo. Se a fé envolve confiança no que sabemos, então quanto mais sabemos, mais oportunidade temos de confiar. Fé e conhecimento são companheiros que nos ajudam a colocar a nossa confiança em Deus.

No entendimento bíblico do conhecimento e da fé, à medida que aumenta o conhecimento, aumenta a capacidade de confiança - a capacidade de exercer a fé bíblica, que é um ato de confiança. Quanto mais se sabe sobre o complexo design do universo, a realidade de Jesus, o Nazareno, o fato histórico da ressurreição, bem como todas as crenças verdadeiramente justificadas, mais podemos colocar nossa confiança no Deus que se fez homem em Jesus , ressuscitou dos mortos para resgatar-nos da debilitante e ultimamente mortal doença do pecado.

Não há nenhum pensamento positivo aqui. Nenhum salto de fé. Nenhuma fé cega. Apenas um passo razoável de confiança, confiando em algo que temos boas razões para acreditar que é verdade. Essa é a visão bíblica. E isso não ajuda e não estimula o ateu.


Gregory Koukl é presidente da Stand to Reason, uma organização voltada para a defesa da fé cristã e para o treinamento de cristãos para que possam pensar de forma mais clara sobre sua fé.

sexta-feira, julho 17, 2009

Ateismo é isso minha gente...

E olha que eu tirei isso de um site de ateus! Achei muito engraçado! Cai bem com a nossa definição de ateísmo:
"A crença que no início não havia nada e nada aconteceu a esse nada e o nada de uma forma mágica explodiu por nenhuma razão, criando tudo e então um bando de tudo de uma forma mágica se rearranjou por nenhuma razão em seres que se reproduzem e daí se tornaram dinossauros".
Faz todo sentido...

sábado, maio 16, 2009

Craig e o delirio de Dawkins

Já foi dito e muitas e muitas vezes que Dawkins pode ser um ótimo showman, mas é um péssimo filósofo. Veja uma explicação bastante sólida sobre as falácias de Dawkins em seu best-seller.
Com vocês, Dr. William Lane Craig:



quarta-feira, abril 08, 2009

Richard Dawkins e a arte do raciocinio circular


Mais uma vez, com a chegada de datas religiosas, revistas como SuperInteressante ou Galileu se lançam a desvendar artigos da fé. Nessa empreitada, a Super lançou uma revista especial sobre Deus, sendo esse aliás o título.

Em um artigo intitulado “Ele está acima de nós?”, uma citação de Richard Dawkins (The Alien Man, para quem viu Expelled) chamou minha atenção, por ser um primor do pensamento circular.

Quando falava sobre a impossibilidade da existência de Deus, ele diz que Deus não poderia existir porque a evolução do cérebro humano levou milhões de anos para acontecer e para que o universo tivesse um arquiteto, ele teria de ter um cérebro tão desenvolvimento ou mais quanto o humano, sendo assim, não teria tido tempo para desenvolver esse cérebro e criar o universo. Não sei se retiraram essa citação de alguma entrevista ou de Deus, um Delírio, onde ele repete essa pérola da lógica.

Dawkins acredita piamente que a única grande verdade do universo é o processo evolutivo conforme descrito por Darwin. Para ele, absolutamente tudo o que existe só veio a existência por esse processo, que é um fato em si e que nenhuma outra explicação cabe. Portanto, para ele, se um Deus existir, ele só pode existir por um processo Darwiniano.

Ora, isso é raciocínio circular. Eu fundamento minha conclusão na própria conclusão em si. Em momento algum os cristãos (principal alvo de Dawkins, declarado por ele mesmo) alegam que Deus foi criado, ou que é dependente desse universo. A crença clássica do cristianismo sobre Deus é que ele é transcendente ao universo. Ele criou o universo. Já existia antes mesmo desse último existir. Portanto, mesmo que um processo evolutivo tenha desenvolvido a vida em nosso planeta, nada, absolutamente nada obriga Deus a se limitar por essa regra. É como dizer que o autor de um livro só pode existir se ele tiver vindo a existência pelo mesmo processo que seus personagens em seu livro. Não faz sentido.

É interessante notar que Dawkins diz que a chance de Deus existir é “tão improvável quanto uma rocha se transformar em uma pessoa”. Mas não é exatamente isso que ele acredita? Que através de bilhões de anos, a vida se formou do nada (abiogênese, alguém poderia chamar Pasteur por favor???) e através de algum ato mágico (mas não sobrenatural) a primeira célula se formou. O resto é história, como conta a música de abertura do “The Big Bang Theory”. Fechando o raciocínio, Dawkins acredita na possibilidade da existência de Deus, já que ele acredita que uma pedra (sem vida) se transformou no ser humano (ser vivente). A única diferença é que ele acrescenta um montão de tempo para disfarçar.

Dawkins é um péssimo filósofo, isso já é notório. Mas mesmo sabendo disso, ele não para de me surpreender com suas pérolas. E pensar que ele é o considerado o mais brilhante dos ateus… também, depois que perderam Anthony Flew, o que sobrou?

domingo, novembro 23, 2008

Richard Dawkins usando terminologia evangélica.


Estou lendo "Deus, um delírio" de Richard Dawkins e me deparei com uma frase importante. Ele diz algo mais ou menos assim (me perdoem se a frase não está exatamente como a versão em português, mas estou lendo em inglês, já que consegui o livro por um dólar em Miami): “é possível ser um ateu feliz, equilibrado, ético e intelectualmente realizado” e daí ele continua na sua tentativa de conscientizar seus leitores sobre os enormes benefícios da ateísmo. Essa frase se encontra logo no início do prefácio.
O que me chamou a atenção é que ele está usando a boa e velha terminologia evangélica para converter pessoas de outros credo para sua religião. A grande isca do evangelismo moderno é “venha para Jesus, Ele vai te dar paz, alegria, vai te fazer feliz e você vai se sentir realizado”. Não é basicamente isso que Dawkins está prometendo no prefácio de seu livro? Venha para o ateísmo, ele vai te dar paz, alegria, felicidade e realização. Isso mostra o quanto o ateísmo não é a negação da religião, mas somente mais uma religião. Ela só transfere sua fé de uma deidade para a a humanidade. Ainda assim é uma questão de fé, como diz um pouco antes “eu acredito no homem...”.
Pretendo em breve escrever um post sobre fé e quais as bases para a fé, pois muitos ateus dizem que fé é uma crença sem fundamentos, o que não é verdade, por nenhuma definição, nem mesmo a bíblica. Mas isso é assunto de um outro post. A questão aqui é outra.
Ateísmo é uma religião e a cada dia tem se organizado e estruturado como uma. Eles já possuem um livro sagrado (Origem das Espécies, Darwin), um líder que define seus dogmas (Richard Dawkins), possuem seus profetas (Sam Harris, Christopher Hitchens) e uma visão de mundo (evolucionismo e humanismo). Em pouco tempo teremos templos totalmente dedicados a seus cultos, que não ficarão restritos às matérias em artigos científicos ou as universidades.
Uma das grandes desgraças do evangelismo moderno é o decisionismo, tudo é uma pequena questão de se decidir, de dar uma chance. Podemos falar disso em outro post (estou prometendo muitos posts...) mas com certeza funciona, no sentido de conseguir um grande número de associados. E Dawkins se entrega a esse pragmatismo religioso. Não somente o ateísmo possui todas as características de uma religião, ele está rapidamente adotando práticas que levamos séculos para adotar.
Estão copiando não somente o que existe de bom no cristianismo, mas também o que existe de ruim.
Ao menos algo de bom. Se a próxima geração de ateus se voltarem para o ateísmo pelas promessas de felicidade e realização sem fim, vamos ter um belo grupo de “desviados” do ateísmo, assim como temos do cristianismo.
Nas escrituras, tirar os sapatos tem um significado muito especial. Quando Moisés teve seu primeiro confronto com Deus, Ele disse para que ele tirasse seus sapatos porque ele estava em terra santa. Jesus caminhou descalço para o Calvário. Na cultura daquele tempo, estar descalço era o sinal que você era um escravo. Um escravo não tinha direitos. Jesus nos deu o exemplo supremo de renunciar tudo por um grande objetivo.
Loren Cunningham Making Jesus Lord / Marc 8:34,35

LinkWithin

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...