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quarta-feira, maio 08, 2013

Por que os evangélicos são tão obcecados com o homossexualismo?



Eu estava lendo um texto na internet que falava sobre isso. Por que somos tão obcecados com homossexualismo (escolhi essa palavra porque não fui convencido pelo argumento ruim que –ismo denota doença. Essa é uma das opções, mas não a única, portanto, não existe aqui motivo para mudança). Você pode ler o artigo todo em inglês aqui.
Mas resumidamente, o autor, que possui um trabalho importante dentro de universidades, sempre é perguntado sobre homossexualismo, não importa o tem que ele estiver falando. Apenas pelo fato de ser cristão ele sempre é instigado para dar sua opinião sobre o assunto. E via de regra ouve a pergunta: por que vocês são tão obcecados com o homossexualismo?
Bom, na verdade, o evangélicos não são obcecados com o homossexualismo. A sociedade em geral, e os ativistas gays especificamente, são obcecados com esse tema. A igreja apenas está tendo que responder a esta questão que está sempre vindo à tona.
Todo debate que envolve os evangélicos acaba sendo arrastado para uma discussão sobre o homossexualismo. Como o pecado do momento é ser homofóbico (definido pelo ativismo gay como todo aquele que discordar do movimento homossexual) fazer com que o evangélico vocalize uma opinião “homofóbica” se torna um trunfo em si mesmo. Uma opção retórica que está ganhando terreno, mesmo que seja em si falaciosa.
Isso tudo me lembrou uma conversa que tive com um amigo na Nova Zelândia que dizia que nós cristãos somos conhecidos por só falar sobre aborto e homossexualismo. Eu reforcei que nós somos conhecidos assim não porque apenas falamos sobre isso, mas porque a mídia quer nos caracterizar assim. A única coisa que a mídia quer ouvir dos evangélicos é como eles odeiam os homossexuais. O resto é bobagem.
Veja o caso do Marcos Feliciano. Ninguém fala sobre sua teologia ruim, como ele representa o que existe de pior no meio evangélico. Nada disso. Apenas um ponto é destacado: sua homofobia. Aliás, parece que ele é acusado disso. Interessante que ter uma opinião diferente está se tornando crime. Estamos vendo o levantar da ditadura gay. Enfim, mesmo o suposto racismo da parte de Feliciano (fruto de sua teologia ruim) é praticamente ignorado. O que realmente interessa é reforçar que ele acha que homossexualismo é pecado. A mesma opinião da maioria dos cristãos ao redor do mundo. A mesma opinião expressada pela Bíblia.
Enfim, os evangélicos não são obcecados com o homossexualismo. Eu tenho certeza que a maioria dos evangélicos talvez nunca tocaria no assunto. Não ficamos gritando dos nossos púlpitos o tempo todo que o homossexualismo é o pior de todos os pecados, que os homossexuais são sujos e devemos manter distância deles. Muito pelo contrário. A mensagem de salvação do cristianismo inclui tanto homossexuais quanto heterossexuais. Todos precisam de salvação. Mas na guerra das ideias, caracterizar o “inimigo” como um monstro é sempre a preferência na falta de bons argumentos.

terça-feira, dezembro 18, 2012

A verdadeira questão sobre o casamento gay



A questão (do casamento gay) não é sobre controlar “o que as pessoas fazem em seus quartos”, ou “quem eles podem amar”. A questão é sobre que tipo de união o Estado irá reconhecer como “casamento” e lhe dar todos os benefícios adjacentes. O Estado não nos diz com quem podemos ser amigos ou com quem podemos viver. Você pode ter um amigo, três amigos ou uma centena de amigos. Você pode morar com sua irmã, com sua mãe, seu cachorro ou seu colega do trabalho. Você pode celebrar seu relacionamento com a sua avó ou o seu colega de quarto o quanto quiser. Mas nenhum desses relacionamentos – não importa o quão especial sejam – são casamentos. A recusa do estado em reconhecer esses relacionamentos como “casamento” não nos impede de persegui-los, aproveitá-los ou considerá-los significantes.
O debate é muitas vezes caracterizado como liberdade (aqueles que apoiam qualquer um casar com qualquer um) contra opressão (aqueles que querem lhe dizer com quem você deve se casar). Os conversadores estão perdendo o debate porque essa é a história contada em milhares de episódios de televisão, em milhares de músicas e por um número crescente de políticos e educadores. Mas no longo prazo, o triunfo do casamento gay (caso triunfe como uma realidade cultural e legal) irá significar a restrição da liberdade de milhões de americanos.
Isso vai acontecer primeiro de uma forma bem óbvia – por condenar ao ostracismo aqueles que discordam, pelo bullying através do politicamente correto e pisando na liberdade religiosa. É claro que os cristãos precisam entender que não importa quantas ressalvas emitimos, não importa quantas nuances tenhamos em nossas posições, não importa o quanto alentamos ou mostremos compaixão para com os homossexuais, nada disso será suficiente para repelir as acusações de ódio e homofobia. Nós teremos muitas oportunidades para andar como Jesus que, quando injuriado, não cometeu injuria como resposta e quando ele sofreu, não lançou ameaças, mas continuou confiando naquele que pode julgar de forma justa (1 Pedro 2:23).
Mas o casamento gay irá desafiar nossa liberdade de outras maneiras também. Não apenas evangélicos, assim como católicos tradicionais e mórmons serão ameaçados. Assim que o governo ganha novos poderes, ele raramente abre mão deles. Haverá uma leve tirania que irá crescer enquanto o poder do Estado aumentar, um crescimento que é intrínseco à própria noção de casamento gay

Kevin DeYoung; "A Few Things to Consider BeforeSupporting Gay Marriage"; DeYoung, Restless, and Reformed

segunda-feira, agosto 06, 2012

Casamento bíblico: pode tudo? - Parte 2



Ontem apresentamos a primeira parte desse texto, quando analisamos os aspectos da argumentação dos novos ateus e como isso pode ser visto na imagem acima. Leia a primeira parte, pois esse texto aqui fará muito mais sentido com a introdução do primeiro.
Pronto?
Com tudo isso em mente, vamos analisar os oito tipos de casamentos que vemos na figura.

1 – Homem + mulher
Nada de errado aqui. Realmente a esposa é submissa ao marido, assim como a igreja é submissa à Cristo e este submisso a Deus. É uma questão do papel de cada um. E como pode ser visto no texto de Efésio 5 apresentado acima, essa submissão é baseada em amor, especialmente da parte do marido.
O único comentário adicional é que eles afirmam que todos os casamentos da Bíblia eram arranjados, como se isso fosse uma grande atrocidade. Na verdade, esse era o padrão de casamento da nossa sociedade até pouco tempo atrás e apenas recentemente isso mudou. Além disso, vários casamentos bíblicos foram baseados no amor, mesmo os arranjados. Um exemplo? Jacó e Raquel (Genesis 29:18).

2 – Homem + esposas + concubinas
Isso nunca foi um mandamento bíblico, nem foi definido como casamento pelas Escrituras. A Bíblia apenas relata os atos pecaminosos desses homens. Mesmo homens como Abraão, que para nós é um dos pais da fé, pecaram e não apenas uma vez. E muitas vezes viram o resultado de seus pecados.

3 – Homem + mulheres + mulheres
A Atea cita Gênesis 16 talvez na esperança que as pessoas não venham a ler o texto, já que aqui temos a história de como Sarai entregou sua serva para que Abrão dormisse com ela. Por tudo o que já lemos até aqui, vemos que não existe um mandamento de Deus para essa atitude. Na verdade, tudo isso é considerado como pecado e trouxe graves consequências para todos (leia o capítulo 21 de Gênesis). De qualquer forma, isso não é conceito de casamento, mas sim a descrição de um ato pecaminoso.

4 – Homem + mulher + mulher... (poligamia)
Já falamos sobre poligamia e como Deus deixou bem claro nas Escrituras que o casamento deveria ser entre um homem e uma mulher. Qualquer coisa que fosse além disso, seria considerado como fruto do coração pecaminoso do homem.

5 – Homem + viúva de seu irmão (casamento levirado)
Talvez por desconhecer em sua profundidade o texto bíblico (o que fica claro pela hermenêutica ruim da Atea), eles citaram Gênesis 38:6-10 para o casamento levirato (o correto é levirato), mas o melhor texto é Deuteronômio 25:5. Esse texto é um mandamento para uma situação específica: a viúva sem filhos. Se o marido morto possuía um irmão, então, ela deveria se casar com ele e não com alguém de fora. O objetivo dessa lei para Israel era proteger as viúvas, já que não existia uma seguridade social na época e uma mulher sem filhos poderia facilmente cair na prostituição para se sustentar. Era isso que a lei planejava: trazer proteção para a mulher. Lembre-se, aquela era outra sociedade, uma época muito mais dura e difícil.

6 – Estuprador + vítima
Se um homem se encontrar com uma moça sem compromisso de casamento e a violentar, e eles forem descobertos, ele pagará ao pai da moça cinqüenta peças de prata. Terá que casar-se com a moça, pois a violentou. Jamais poderá divorciar-se dela.
Deuteronômio 22:28-29 (NVI)

Veja esse mesmo texto na versão Almeida Corrigida Revisada e Fiel.
Quando um homem achar uma moça virgem, que não for desposada, e pegar nela, e se deitar com ela, e forem apanhados, então o homem que se deitou com ela dará ao pai da moça cinqüenta siclos de prata; e porquanto a humilhou, lhe será por mulher; não a poderá despedir em todos os seus dias.

Dois pontos a se observar: o primeiro, o texto não aprova o estupro. Em momento nenhum o estupro é incentivado ou é dito que o estuprador fez algo correto. O texto, se realmente estiver lidando com estupro, apenas faz uma provisão para uma situação ruim. Mas a bem da verdade, eu acho pouco provável que o texto se refira a estupro. Veja que na versão Almeida o texto fala de um homem que se deita com uma virgem. Não diz que foi a força. Na verdade, o original em hebraico usa as palavras taphas para pegar e shakab para deitar-se. Taphas pode ter o sentido de violência ou não, mas como o texto fala apenas de uma virgem (excluindo assim mulheres que já tiveram relação sexual), acho pouco provável que o foco seja o estupro, mas sim a perda a virgindade, que era algo muito valorizado em sociedades antigas. Como julgamos as sociedades do passado pelos nossos valores, achamos hoje em dia absurda a valorização da virgindade. Mas isso fala muito mais sobre a pecaminosidade dos nossos tempos do que de qualquer outra sociedade.

7 – Soldado masculino + prisioneiras de guerra
Mais uma vez, a Atea torce para que aqueles que se encontrem com a figura, não venham a ler os dois textos apresentados: Número 31:1-18 e Deuteronômio 21:11-14. Ambos os textos mostram situações em uma sociedade que estava em guerra, mas de forma diferente. O primeiro é um ajuste pela desobediência dos soldados israelitas. Eles deveriam matar todos os midianitas, mas deixaram algumas mulheres vivas. Muito do pecado desses povos era sexual e envolvia mulheres, homens, animais e crianças. Já que os soldados desobedeceram ao comando de Moisés, foi feito um acerto para que pelo menos as virgens fosse poupadas, já que pelo menos elas dificilmente haviam se contaminado com os pecados sexuais de seu próprio povo. Tudo isso parece muito severo nos dias de hoje, mas lembre-se que Deus ordenava a morte desses povos como condenação de atrocidades que eles já faziam há muito tempo (veja o caso dos amoreus em Gênesis 15:16 e que somente foram punidos em Números 21). O segundo texto apresenta uma regulação para o caso de um soldado desejar tomar uma mulher de um campo inimigo como esposa. Ele deve trazê-la para Israel, deixá-la passar pelo luto da família por um mês e depois poderá tomá-la como esposa. Não como escrava sexual: como uma esposa digna. Em um período que mulheres eram propriedades e as mulheres de um campo inimigo deveriam se estupradas, a regulamentação bíblica sobre o assunto foi um enorme avanço.

8 – Homem escravo + mulher escravo
Leia Êxodo 21:1-4 e vejo os senhores eram horríveis com os servos, arrumando esposas para eles...

Ufa, que texto longo. Por isso dividi-lo em duas partes. Tentei cobrir o assunto de forma mais abrangente, mas muito mais ainda podia ser dito. Após analisar todos os argumentos da Atea para dizer que a Bíblia nunca possuiu uma única definição sobre casamento, podemos facilmente concluir que na verdade a Atea simplesmente desconhece o texto bíblico, ou desconhece os princípios mais básico da lógica, ou simplesmente possui um grande ódio por Deus e tudo o que se refere a Ele. Claro que nenhuma dessas opções é autoexcludente e possivelmente a melhor resposta seja uma combinação das três.
O mais importante é perceber que mesmo nos casos apresentados pela Atea o casamento sempre se caracterizou pela união entre homem e mulher. Mas quando o ódio é a força motriz por trás de sua argumentação, mesmo a coisa mais óbvia fica difícil de ser vista.

É por isso que eu sempre digo: LEIA A SUA BÍBLIA! Se você tiver um mínimo de conhecimento geral das Escrituras, irá tirar de letra esse tipo de argumentação falaciosa.

domingo, agosto 05, 2012

Casamento bíblico: pode tudo? - Parte 1



A ATEA –Associação Brasileira de Ateus e Agnósticos é uma grande representante do movimento conhecido como Novos Ateus. E a grande novidade em relação a esses ateus não é uma nova argumentação, um raciocínio mais apurado sobre a religião ou sobre a existência de Deus. A grande novidade dos Novos Ateus é o ódio pela religião, por aqueles que são religiosos de alguma uma forma e especialmente um ódio mortal contra Deus, que apesar dele não existir, eles ainda assim o odeiam. Outra grande novidade é a forma de argumentação falaciosa (ad hominem, homem de palha e raciocínio circular são os favoritos) e quando se trata da Bíblia, esse aspecto se torna ainda mais forte.
No final de Julho um amigo do Facebook compartilhou a imagem acima, que mostra que a Bíblia possui várias definições de casamento. Assim, os cristãos que usam a Bíblia contra o casamento entre pessoas do mesmo sexo estão na verdade errados, já que a própria Bíblia possui várias definições de casamento. Esse argumento ganha ainda mais força com uma linguagem gráfica como na ilustração. Como ontem eu publiquei um texto sobre a reação à declaração do presidente da Chick-Fil-Asobre o casamento bíblico entre homem e mulher, achei que seria bom responder ao argumento acima.
Antes de abordarmos as particularidades apresentadas na imagem, eu gostaria de falar um pouco sobre o modus operandi das argumentações contra a Bíblia da ATEA e dos novos ateus por tabela. Em sua grande maioria, quando um novo ateu faz uma apresentação contra algum ponto bíblico, seja ele qual for, ele se utiliza de alguns passos. O primeiro é isolar o texto de seu contexto. Ele trata um versículo bíblico como se esse estivesse solto no espaço e então passam para o segundo passo, o apresentam, via de regra, de forma distorcida, o que é fácil fazer quando o texto está fora de seu contexto. O terceiro e mais contraditório passo é quando esse texto é do Velho Testamento e o julgam a partir de padrões cristãos que eles mesmos adotam, mas que jamais teriam coragem de afirmá-los como tal. Ou seja, eles julgam sociedades antigas como se essas fossem exatamente a mesma coisa do que a nossa sociedade atual. Isso é muito comum quando julgam as atrocidades do Velho Testamento, mas tem dificuldade de chamar de errado as atrocidades da nossa era, como o aborto. Apesar de acharem que a moralidade é algo relativo, eles se tornam absolutistas na hora de julgar sociedades bíblicas.
Quarto e último passo para uma completa argumentação neo-ateísta: achar que tudo o que é descrito na Bíblia é um mandamento de Deus. O neo-ateu interpreta toda a Bíblia como se tudo aquilo que está ali fosse como ordenança ou exemplo de comportamento para a humanidade. O que eles falham em entender é que existem várias literaturas dentro da Bíblia. Não apenas isso, mas a Bíblia apresenta o homem como ele realmente é, com todas as suas falhas e defeitos. Ela não esconde a pecaminosidade do homem, muito pelo contrário, ela o mostra em toda a sua atrocidade, fazendo uma comparação com o amor de Deus, que se torna imenso perto da nossa transgressão. Se você seguir esses quatro passos, terá o padrão perfeito para a argumentação falaciosa do novo ateu.
Isso dito, qual é a definição bíblica de casamento? Não vamos encontrar nas Escrituras uma frase que siga exatamente assim: a definição correta de casamento é a união entre um homem e uma mulher. Não vamos encontrar essa frase porque a Bíblia não é um dicionário, mas apesar de não encontrarmos essa frase colocada dessa exata maneira, vamos encontrar esse conceito por toda a Escritura. Começando por Genesis, podemos ver que Deus criou uma ajudadora para Adão (Gn 2:18-24) e tudo culmina no versículo 24 que diz: “Portanto deixará o homem o seu pai e a sua mãe, e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne”. Veja aqui um padrão que será seguido por toda a Bíblia: o casamento entre um homem e uma mulher. Deus não criou dois homens ou não criou duas mulheres (até porque se tivesse feito isso, não existiriam mais seres humanos), não criou um homem e várias mulheres ou uma mulher e vários homens. Desde o começo o padrão de Deus para o homem era um homem e uma mulher. Jesus afirma isso quando fala sobre divórcio:

Então chegaram ao pé dele os fariseus, tentando-o, e dizendo-lhe: É lícito ao homem repudiar sua mulher por qualquer motivo?
Ele, porém, respondendo, disse-lhes: Não tendes lido que aquele que os fez no princípio macho e fêmea os fez, e disse: Portanto, deixará o homem pai e mãe, e se unirá a sua mulher, e serão dois numa só carne?
Assim não são mais dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem.
Disseram-lhe eles: Então, por que mandou Moisés dar-lhe carta de divórcio, e repudiá-la?
Disse-lhes ele: Moisés, por causa da dureza dos vossos corações, vos permitiu repudiar vossas mulheres; mas ao princípio não foi assim.
Mateus 19:3-8

Três coisas interessantes a se notar no texto acima: que desde o princípio o padrão é macho e fêmea, um homem e uma mulher; e depois, que Deus algumas vezes permite (e não ordena) certos comportamentos humanos divergentes de seus mandamentos por causa da dureza do coração humano. Lembre-se disso: se Deus fosse lidar com a pecaminosidade humana da forma como deveria, nós já estaríamos extintos há séculos. É apenas pela graça de Deus que o homem ainda caminha na terra. Mas Deus não tem feito vista grossa para nada disso e apesar de ele ser paciente e tardio em se irar (Joel 2:13), ele fará cumprir a sua justiça, seja na pessoa de Cristo para aqueles que se arrependeram, seja na própria pessoa que se rebelou contra Ele. Nada será esquecido. E o terceiro ponto: Cristo fez essa afirmação em uma sociedade poligâmica. Apesar disso, Cristo não disse que desde o princípio Deus criou um homem para várias mulheres, mas sim um homem e uma mulher. Mesmo em uma sociedade polígama, a definição de casamento continuava a mesma.
O casamento para o cristão também possui um forte contexto teológico, já que Cristo é apresentado como o noivo e a igreja como a noiva (veja Efésios 5:27-32). Os líderes da igreja deveriam ser casados com apenas uma esposa (1 Timóteo 3:2, 12). Mesmo os reis do Velho Testamento eram instruídos a não possuírem múltiplas esposas (Dt 17:17). Davi e Salomão desobedeceram a Deus quando tiveram muitas esposas e esse pecado não veio sem a justa punição:

E tinha setecentas mulheres, princesas, e trezentas concubinas; e suas mulheres lhe perverteram o coração.
Porque sucedeu que, no tempo da velhice de Salomão, suas mulheres lhe perverteram o coração para seguir outros deuses; e o seu coração não era perfeito para com o SENHOR seu Deus, como o coração de Davi, seu pai,
1 Reis 11:3-4

Portanto, por toda a Bíblia, podemos ver que o conceito bíblico de casamento é entre um homem e uma mulher e isso é consistente entre o Velho e o Novo Testamento.
Um último ponto antes de analisarmos a imagem em si: muito do que é ensinado na Bíblia é uma regulação para o povo de Israel e não mandamentos para a Igreja. Deus fechou um acordo com o povo de Israel, uma constituição, uma legislação que deveria guiá-los, especialmente enquanto estes deveriam viver em terras estrangeiras, próxima de povos que muitas vezes eram muito mais depravados que os próprios Israelitas (sacrifício de bebês era comum nessas sociedades, assim como nos dias de hoje, só que antigamente eles esperavam o bebê sair da barriga para isso). Lembre-se que estamos falando de uma sociedade separada por mais de três mil anos até hoje, outros valores e uma sociedade que não havia sido influenciada pelos valores cristãos, como é o caso da nossa. Muito do que Deus regulou para Israel parece duro e rígido para nós que somos uma sociedade formada com uma base de princípios cristãos (amor, caridade, respeito ao próximo, igualdade, respeito), mas que quando comparado com as sociedades contemporâneas em sua volta, essa regulamentação se apresenta como um enorme avanço moral e humanístico.
Com tudo isso em mente, vamos analisar os oito tipos de casamentos que vemos na figura acima, mas apenas amanhã, pois o texto já está enorme para um blog.

domingo, abril 01, 2012

Facebook, Bíblia, homossexualismo e uma conversa entre amigos


Quem lê o blog regularmente, sabe que de vez em quando eu posto aqui algumas conversas que tive pela internet com os amigos. É importante colocar nossa fé em prática e ver como ela funciona fora do ambiente hermeticamente fechado de nossas igrejas ou mesmo do blog.
Em fevereiro tive um diálogo com um rapaz que me adicionou no Facebook. Nós continuamos uma conversa que se iniciou por causa da imagem abaixo.


O meu amigo estava advocando que a Bíblia endossava a escravidão e condenava a homossexualismo. Esse assunto rende outras postagens, mas resumidamente, eu afirmei que a Bíblia na verdade condenava as duas coisas. A escravidão, ou servidão que a Bíblia regulamentava em nada era parecido com a escravidão que aconteceu nas Américas, que é representada na figura abaixo. E esse tipo de escravidão, condenada pelas regras de servidão bíblica, encontrou o seu fim exatamente pelas mãos de cristãos que lutaram pelo fim desse sistema horrendo. Mas o papo que segue abaixo lida com várias questões, como o homossexualismo, a naturalidade da coisa, a existência de padrões morais realistas, Bíblia, enfim, muitas coisas.
O nome do meu amigo, como de costume, foi substituído por questões de privacidade.

Maurilo Borges Junior
Olá Amigo, obrigado por me adicionar. Percebi que temos vários amigos em comum no Facebook. O mundo é pequeno.
Enfim, gostaria de continuar o papo do seu link por aqui. Acho que fica mais fácil quando somos apenas nós na conversa. Você disse que é cristão e acredita em Deus. Gostaria de saber o que isso significa pra você e como você vê a Bíblia.
Não quero discutir com você, apenas conversar. Se você não estiver disposto, tudo bem, continuamos alegremente com as nossas vidas.
Abraços.

Amigo
Oi Maurilo. Desculpe se soei arrogante ou qualquer outra coisa no post. Admito que estou mesmo criando polemica quase a toa, pois não tenho mais uma opinião 100% formada a respeito. Sou cristão desde que me conheço por gente. Nasci num lar evangélico, e meus pais são bem esclarecidos, nem um pouco fundamentalistas radicais. Freqüentei escola dominical minha vida toda e sempre fui o cara mais caxias que você pode imaginar. Mas de alguns anos pra cá tenho tido vários questionamentos. Não digo nem com relação a fé ou existência de Deus, mas principalmente sobre questões bíblicas, sua veracidade, sua confiabilidade, etc. Existem vários temas na bíblia que por anos me convenci a fazer vista grossa porque aquela é a palavra de Deus, indiscutível. Mas hoje tenho visto de forma muito diferente, impossível de casar com o Deus que conheço. A bíblia pra mim, cada vez mais, tem passado a ser um amontoado de relatos de lunáticos somado com textos forjados com interesses políticos. Tenho tido muitos questionamentos e a homossexualidade que é um tema em voga hoje é um dos que mais me intriga. Sou heterossexual, casado, e não tenho nem nunca tive problemas com minha sexualidade, mas conheço e sou amigo de muitos gays e simplesmente não consigo enxergar como pode o Deus que eu conheço ser condizente com o que a bíblia diz sobre homossexualidade e principalmente a homofobia que impera no meio cristão

sábado, janeiro 07, 2012

Dia da Liberdade de Culto


A Primeira Missa no Brasil, quadro de Victor Meireles, 1860.


Hoje, dia 7 de Janeiro, comemora-se o Dia da Liberdade de Culto (eu sei disso porque comprei uma agenda nova para 2012 que vem com todas as datas comemorativas). Esse não é um dia muito lembrado, não temos também como lembrar de todas as datas, já que temos comemoração praticamente todos os dias do ano. Alguns dias temos mais de uma. Mas eu quero chamar a nossa atenção nessa data para dois ponto esquecidos mas importantes. Pelo menos, gostaria que fizéssemos uma reflexão sobre eles.
O primeiro ponto é que nós não valorizamos a liberdade de culto. Já temos isso como algo garantido, como algo que não pode ser abalado e que, como tudo aquilo que vem fácil (para nossa geração, já que gerações anteriores sofreram mais ou menos por causa disso) não damos o devido valor a essa conquista. Muitos dos nossos irmãos são perseguidos ao redor do mundo, especialmente em países islâmicos e nos poucos de governos ateus, como a Coreia do Norte. Para informações mais detalhadas sobre a perseguição que a igreja sofre ao redor do mundo, veja o site do Portas Abertas.
Valorize a sua liberdade de culto, se você a tiver. Pense em quantas Bíblias talvez você tenha em casa, mas nunca leu nenhuma delas? Quantos de nossos irmãos não dariam tudo o que tem para ter uma Bíblia inteira em suas mãos e nós temos várias? Posso ver cinco na estante em minha frente, fora as outras que estão nos outros cômodos.
Podemos nos reunir em cultos de adoração a Deus de forma pública e aberta, sem nos preocuparmos com uma invasão por parte da polícia prendendo todo mundo por uma reunião ilegal. Essa não é a realidade para muita gente.
Deus presenteou o nosso país com essa liberdade de culto. Não devemos desperdiçá-lo.
O segundo ponto, tão importante quanto o primeiro, é que nossa liberdade de culto encontra-se sim ameaçada, mas de uma forma muito sutil. Indiretamente, temos um movimento trabalhando pelos cantos para impor seu estilo de vida, com aprovação do governo e para alterar nossas crenças, com aprovação do governo, em relação à questões morais. Estou falando sobre as novas leis ditas “homofóbicas”.
Uma regulação do governo sobre até onde pode ir nossa liberdade de culto é normal. Por exemplo, se uma religião diz que adora Baal e quer sacrificar crianças de colo em adoração ao seu deus (como faziam os cananeus), o governo irá intervir e não permitirá tal coisa. Isso não é limitar a liberdade de culto, mas sim proteger a vida. Mas esse caso não pode ser análogo com a crença cristã em relação à homossexualidade. De acordo com as Escrituras, tanto no Velho quanto no Novo Testamento, o homossexualismo é pecado (Levítico 18:22, 20:13; Romanos 1:25-27; 1 Coríntios 6:9-10), um grande desvio do padrão natural estabelecido por Deus para o relacionamento sexual do ser humano, uma ofensa direta contra a criação. Assim como outros comportamentos humanos (mentir, roubar, matar, adulterar, desonrar os pais), o homossexualismo é pecado, uma comportamento pecaminoso, que deve ser abandonado por todos aqueles que se tornarem salvos em Jesus Cristo (assim como os outros comportamentos pecaminosos). Estamos falando sobre comportamentos. A igreja, como qualquer outro grupo, tem o direito de estabelecer quais comportamentos são ou não aceitáveis entre os seus seguidores. Um grupo de vegetarianos pode estabelecer que só aceitará em seu grupo aqueles que não comem carne. Isso não é descriminação. Assim como a igreja declarar que o homossexualismo é pecado e um comportamento desviante, também não é descriminação. Não estamos limitando ninguém baseado em suas origens (judeus, gentios), nacionalidade (você pode ser de qualquer país), cor da pele (todas as tonalidades são bem vindas) ou sexo (homens e mulheres). Estamos falando sobre comportamentos.
Mas alguns grupos de defesa da causa homossexual não enxergam a coisa assim. Eles estão em uma cruzada para impor seu estilo de vida como aceitável para a sociedade, toda a sociedade e estão dispostos a criminalizar aqueles que não concordarem com eles. Um novo tipo de ditadura se aproxima no horizonte, uma ditadura das ideias. E um dos principais alvos dessa ditadura é a igreja de Cristo.
Enfim, vamos valorizar a nossa liberdade de culto e lutar por ela. Eu sei que muitos de nós achamos que uma boa perseguição faz bem para a igreja, já que sob perseguição severa a igreja costuma prosperar e crescer. Se a perseguição vier, que venha, mas que não seja por nossas mãos ou por nossas falhas. E enquanto tivermos a liberdade de culto, devemos usá-la, assim como a perseguição, para a glória de Deus.
Feliz Dia da Liberdade de Culto!

quarta-feira, novembro 23, 2011

Os Homossexuais nascem assim?


Por Alan Shlemon – Stand To Reason

Existe um “gene gay” e isso deveria mudar nossa forma de ver o comportamento homossexual, se existir?

Para muitas pessoas, dizer que os homossexuais nascem dessa forma é tão axiomático quanto dizer que a Terra gira em torno do sol. Nenhuma razão racional existe para rejeitar essa afirmação. Os únicos que discordam, dizem, são aqueles que ou são ignorantes dos fatos científicos ou homofóbicos ou intolerantes (lê-se: cristãos). Mas essa afirmação está cheia de problemas. Mas antes de considerá-los, vamos fazer uma sugestão tática.

Muitos cristãos ficam na defensiva quando alguém diz que a homossexualidade é congênita. Eles tentam responder com razões pelas quais a afirmação é falsa. Mas isso é um erro. Não existe nenhuma necessidade de se responder a esse desafio já que a afirmação é apenas isso: uma afirmação. E uma afirmação sem evidências é apenas uma opinião. Não existe nenhuma razão para achar que isso é verdade.

Ao invés de defender as suas convicções, faça com que eles defendam a deles. Já que são eles que estão fazendo uma afirmação, a responsabilidade de prová-la é deles. Pergunte: “quais evidências você tem que os homossexuais nascem dessa forma?” Muitas vezes eles não tem uma resposta. Eles estão repetindo o que eles ouviram de outros, mas não possuem evidências para dar suporte a isso.

Ao invés disso, pessoas algumas vezes irão apelar para experiência. Dirão que homossexuais muitas vezes dizem se sentirem diferentes de seus colegas desde muito cedo, sugerindo que nasceram assim. Mas as experiências pessoais raramente são um indicativo de verdade científica e não podem contar como evidências que a homossexualidade é biologicamente determinada. Portanto, antes de discutir os méritos da afirmação, lembre-se que eles possuem a responsabilidade de prover as evidências para sua opinião.

Com essa tática em mente, vamos olhar para três problemas com essa afirmação. A primeira é a mais escandalosa. Uma simples checagem de fatos científicos demonstra que não existe nenhum estudo que prove que a homossexualidade é biologicamente determinada.

Décadas de pesquisa para descobrir o “gene gay” resultaram no nada. De fato, não é comum entre pesquisadores achar que genes determinam comportamentos. E pesquisas que correlacionam a anatomia cerebral e fisiologia com o comportamento homossexual não provam relação causal. Em outras palavras, mesmo que parte do cérebro homossexual seja diferente do cérebro heterossexual, isso pode sugerir que o comportamento alterou o cérebro, não necessariamente o contrário. Isso é possível dado a neuroplasticidade – a habilidade duradoura do cérebro de mudar em resposta ao ambiente, lesão cerebral, comportamento ou simplesmente pela aquisição de conhecimento. Um cego, por exemplo, usa seu dedo para ler braille e consequentemente tem uma morfologia cerebral diferente simplesmente porque seu comportamento difere das pessoas com visão.

O mais surpreendente é que isso é reconhecido pelas organizações e pesquisadores pró-gays. A Associação Psicológica Americana (APA), por exemplo, uma vez manteve a posição em 1998 que “existe considerável evidencia recente que sugere que a biologia, incluindo genética ou fatores hormonais inatos, exercem um papel na sexualidade da pessoa.” No entanto, uma década de pesquisa científica desacreditou essa ideia e levou a APA a revisar sua posição em 2009: “Apesar de muitas pesquisas terem examinado a possível influência genética, hormonal, social e cultural na orientação sexual, nenhum achado emergiu que permitisse aos cientistas concluir que a orientação sexual é determinada por qualquer fator ou fatores particulares”. Um grupo pró-gay como a APA somente revisaria sua posição se houvesse enorme evidência que necessitasse que tal posição fosse mudada.

Um segundo problema com a afirmação que a homossexualidade é biologicamente determinada é que mesmo que seja verdade, não provaria que o comportamento é moral. Considere pesquisadores que descobriram genes que acreditam contribuir para o alcoolismo, infidelidade e violência. Devemos acreditar então que, porque existe uma contribuição genética para esses comportamentos (ou mesmo que sejam geneticamente determinados) estes comportamentos devem ser considerados como moralmente apropriados? Claro que não. Portanto, provar que o comportamento homossexual é apropriado apelando-se para um determinante genético é igualmente falso.

Na verdade, encontrar uma causa genética para a homossexualidade preocupa muitos defensores dos direitos gays. Por que? Porque nem toda característica geneticamente induzida é normal ou saudável. Anormalidade no DNA de um indivíduo, seja por mutação ou adição/subtração de um cromossomo, leva a desordem genéticas como fibrose cística, síndrome de Down ou câncer. Se uma origem genética para o homossexualismo for descoberta, a próxima questão óbvia que se levanta é se isso é anormal, uma mutação ou representa o processo de uma doença.

Mais ainda, se uma causa pode ser identificada, também pode ser alvejada por uma terapia genética ou outro método para “cura” dessa condição. E poderemos ter também testes para detectar a homossexualidade ainda no útero que poderiam levar ao aborto de “fetos gays”. Como resultado, muitos pesquisadores pró-gays estão diminuindo suas tentativas para descobrir a causa biológica.

Um terceiro problema que emerge pela simples existência de uma comunidade de “ex-gays”. Se a homossexualidade é, como muitos defensores pró-gays afirmam, inevitável como a cor dos olhos, então como eles explicam os que deixaram de ser homossexuais? A cor dos olhos é genética, algo com o que alguém nasce e não pode mudar. Mas a orientação sexual é fluida, como evidenciado pelas mudanças de vida de milhares de homens e mulheres.

Existem mulheres que passam anos comprometidas em relações com outras mulheres e então mudam e ficam atraídas por homens. Existe também homens que são sexualmente atraídos por outros homens desde a puberdade, passam uma década em um relacionamento gay e então desenvolvem uma atração pelo sexo oposto. Muitas dessas pessoas passaram por alguma forma de terapia ou aconselhamento, mas alguns espontaneamente mudaram sem intervenção profissional.

O fato de apenas uma pessoa ter mudado é evidencia que a homossexualidade não é embutida. Mas a existência de milhares de indivíduos que mudaram é uma contra-evidencia significativa para a teoria do “nascido assim”. Eu conheço muitos deles. Não tem como todos estarem mentindo.

Parece que a resistência dos cristãos está certa. Os homossexuais não nascem assim. Mas agora que temos essa verdade com maior convicção, precisamos – mais do que nunca – alcançar com compaixão as pessoas que não nasceram dessa maneira.

quinta-feira, agosto 04, 2011

Direitos iguais?


Vai ter gente achando que nosso blog é homofóbico, mas fazer o que né? O momento em que uma ditadura está se levantando é o melhor momento para se posicionar contra ela, antes que ganhe forças e seja mais difícil derrubá-la.
Essa semana a câmara de vereadores de São Paulo aprovou a criação do Dia do Orgulho Heterossexual, projeto do vereador Carlos Apolinário (que é evangélico). O projeto do vereador ainda precisa ser sancionado pelo prefeito Gilberto Kassab.
Mas isso é algo que os grupos defensores do movimento homossexual torcem para que não aconteça. Apesar de parecer estranho, os grupos que lutam por “direitos iguais” entre os homens não querem que exista igualdade aqui.
Em uma nota de repúdio ao projeto da ABGLT (Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais) afirma-se “É descabido propor a celebração, respaldada em lei, do ‘orgulho heterossexual’ a fim de simplesmente desmerecer a luta social justa da população LGBT. Os heterossexuais não são discriminados pelo simples fato de serem heterossexuais, ao contrário dos homossexuais, a exemplo dos casos recentes de violência homofóbica na avenida Paulista”.
Muitas coisas interessantes podem ser tiradas só dessas duas frases. Entre elas, por que uma data de orgulho heterossexual desmerece a luta dos homossexuais, se essa é realmente justa? Também é importante notar que, se o movimento homossexual conseguir realmente impor sua agenda em nossa sociedade, os heterossexuais serão sim descriminados simplesmente por serem heterossexuais, já que a lei irá proteger e dar mais direitos aos homossexuais do que aos heterossexuais.
Enfim, uma outra coisa muito interessante nessa história é que todos os argumentos em favor do Dia do Orgulho Gay também são válidos para se instituir um Dia do Orgulho Heterossexual. Até mesmo a questão da agressão, que deve ser tratada como caso de polícia, não como motivação para se instituir dias celebrativos. Os defensores do movimento homossexual contam todas as agressões sofridas por homossexuais como de motivação homofóbica, tenha isso fundamento ou não. Se usarmos esse mesmo critério para com os heterossexuais, teríamos um número ainda maior de agressões sofridas por esse grupo, tornando então a instituição do Dia do Orgulho Heterossexual algo ainda mais importante na luta pelos direitos dos heterossexuais.
Se a ABGLT tivesse um real interesse pela igualdade de direitos (uma das premissas do movimento), eles seriam totalmente a favor do Dia do Orgulho Heterossexual. Mas como a questão não é igualdade, esses grupos irão reclamar a plenos pulmões, pois outros estão usando a mesma tática que eles usaram para impor seus valores. Pimenta nos olhos dos outros...
Como o momento politicamente correto tem sido o grande orientador das decisões de nossos políticos (mais do que fazer aquilo que é correto), eu acho que o prefeito Kassab vai acabar vetando o projeto, já que muita gente vai reclamar. Mas seja qual for a decisão dele, isso será bom. Se ele vetar, prova que não é uma questão de igualdade, mas de um grupo se impondo sobre o outro, com auxílio do poder executivo. Se ele aprovar, pela própria afirmação da ABGLT, a sua luta terá sido desmerecida, já que não possui méritos em si mesma. Ser prefeito não é fácil.
Alguém aí está a fim de lutar pela instituição do Dia do Orgulho Gordo? Deve um monte de gordinhos sofrendo algum tipo de discriminação por ai...

PS1: Eu estava ouvindo na rádio sobre esse projeto do vereador Apolinário e o locutor disse que achava isso uma perda de tempo. Com tantas coisas para se resolver na cidade de São Paulo, o vereador fica perdendo tempo com esse tipo de coisa, afirmou o radialista. Eu concordo plenamente. É mesmo uma perda de tempo. Mas se o projeto do Dia do Orgulho Heterossexual é uma perda de tempo, também o é o Dia do Orgulho Homossexual. Se existe motivo para a existência de um, existe motivo para a existência do outro. E o contrário também é verdade. Tem muita coisa pra ser resolvida na cidade para ficarem perdendo tempo com datas.

PS2: E se o Dia do Orgulho Heterossexual for aprovado pelo prefeito? E se uma parada for instituída nesse dia? Sabe o que iríamos fazer? O mesmo que na Parada Gay: evangelismo. Só porque a parada é de heterossexuais não quer dizer que sejam salvos. A bem da verdade, mesmo quando vamos na Parada Gay não vamos com o objetivo de evangelizar homossexuais. Vamos evangelizar pessoas. Sejam quem for. Onde tem um aglomerado de gente tem uma boa oportunidade para o evangelismo.

Isso me lembra que não escrevi ainda sobre o evangelismo na Parada Gay desse ano.

domingo, julho 31, 2011

Homossexualismo e intolerância: o nascer de uma ditadura


Quinta-feira passada (28 de Julho) eu estava assistindo a um jornal no canal Globo News e vi a chamada para a notícia que diz que a maior parte dos brasileiros não aceitam a união entre pessoas do mesmo sexo.
Na linha de texto da chamada estava escrito: Homofobia: brasileiros não aceitam união entre pessoas do mesmo sexo.
Eu já escrevi bastante sobre homofobia aqui no blog. Temos visto muito essa palavra recentemente. Infelizmente, ela tem sido usada como um jargão propagandista e pejorativo, que tem por objetivo silenciar o diálogo sobre mudanças importantes na sociedade, que, para que possam ser implantadas, não podem ser submetidas a um diálogo público. A única opção é aceitar, por imposição.
Por que não aceitar a união entre pessoas do mesmo sexo é homofobia? Pelo o que sei, o intuito dos projetos contra homofobia é colocar atrás das grades aqueles que agridem homossexuais. Deixando o mérito da questão de lado (não temos leis suficientes que lidam com agressão física? Por que agredir um homossexual deve ser legislado de forma diferente da agressão contra um heterossexual?), também queremos incluir dentro da homofobia a discordância nos campos das ideias? Queremos calar o diálogo sobre a validade para a sociedade da união entre pessoas do mesmo sexo? Se assim for, teremos que colocar atrás das grades a maior parte da população brasileiro. E sabe por que? Por que a agenda homossexual não está sendo propagada através do diálogo com a sociedade. Ela está na verdade avançando através de uma estratégica agressiva, que rotula de forma pejorativa todo aquele que tenta raciocinar sobre o assunto. A nós só resta uma opção: ficar quieto e deixar que a ditadura homossexual se imponha em nossa sociedade. Quem pensa o contrário é um criminoso homofóbico agressor de pessoas, fanático que merece a cadeia. É essa a sociedade que queremos?
Não existe nenhum motivo plausível para que o nosso país venha a reconhecer legalmente a união entre pessoas do mesmo sexo no mesmo patamar que a união heterossexual. Elas não possuem a mesma natureza. Não são a mesma coisa. O casamento como o conhecemos, entre um homem e uma mulher, é garantido pela nossa legislação porque ele possui um papel único na formação e continuação de nossa sociedade. A união homossexual não tem como desempenhar esse papel em sua natureza. Por sua própria natureza, o casamento é anterior à própria sociedade e portanto, já existia quando essa veio a existir. Assim, não é possível que o casamento seja uma criação da sociedade. E sendo anterior à própria sociedade, o casamento não é definido por essa, mas sim protegido. E se, o casamento fosse uma definição da nossa sociedade, então, pela própria pesquisa, nossa sociedade não quer que a união entre pessoas do mesmo sexo seja reconhecido legalmente. De um jeito ou de outro, não existe razão para isso.
Como é sempre necessário dizer em todos os textos que falam sobre esse assunto, eu não sou contra homossexuais. Trabalho diretamente com muitos e alguns são amigos próximos. Eu acredito que cada um pode fazer o que quiser da sua vida. O que eu não acho é que as pessoas têm p direito de, por causa da vontade de uma minoria, alterar valores fundamentais da nossa sociedade para uma maioria. E principalmente, sou contra a imposição e a mordaça por parte de um grupo em sua busca pela aceitação de seu estilo de vida.
Tolerância não é ficar calado. Tolerância é dizer que alguém está errado, mas ainda assim continuar o diálogo. Quando eu não posso dizer que alguém está errado, estou sofrendo de intolerância. E o movimento homossexual tem sido o mais intolerante de todos os movimentos que já vi por aí.
Eles negam à sociedade a exata coisa que pedem de volta.

sábado, julho 09, 2011

Hillary Clinton e a ditadura gay


Muito gente acha que não existe essa coisa de tentarem forçar a aceitação do estilo de vida homossexual por parte de governos junto a população. Tem gente achando que isso é invenção.
Mas podemos ver a cada dia como governos têm se empenhado de forma muito intensa na propagação e aceitação da agenda homossexual (e especialmente da união civil entre pessoas do mesmo sexo). Uma das várias provas disso é a atuação da secretária de Estado americana, Hillary Clinton que muito se empenhou para que um grande problema mundial fosse resolvido: a participação de Lady Gaga na parada do orgulho gay em Roma. Leia o texto abaixo:

A Secretária de Estado Hillary Clinton fala na celebração do Mês do Orgulho GLBT no Departamento de Estado. (CNSNews.com/Penny Starr)
(CNSNews.com) – A Secretária de Estado Hillary Clinton disse na segunda que o Departamento de Estado teve um papel importante para “fechar o acordo” para a performance da estrela do pop-rock Lady Gaga na parada do orgulho gay em Roma, Itália
Clinton apontou especificamente uma carta que David Thorne, embaixador americano para a Itália, enviou para Lady Gaga persuadindo-a para participar do evento.
“E tem também o trabalho que nossa equipe da embaixada tem feito,” disse Clinton. “Duas semanas atrás eles tiveram um papel importante para trazer Lady Gaga para a Itália para um concerto Euro Pride.”

Uma das principais funções da Secretária de Estado é cuidar dos assuntos relacionados ao governo e aos interesses dos Estados Unidos junto a outros países. O mais interessante é que pelo jeito um dos grandes interesses do governo americano atual é a propagação da ditadura homossexual. Pelo jeito o governo americano não tem mais questões internacionais para se preocupar como terrorismo, crescimento da influência da Irmandade Muçulmana nos países islâmicos, guerras, fome, pobreza, AIDS, crise econômica no mundo que afeta os Estados Unidos...
Não, nada disso existe ou é importante. O mais importante no momento é garantir que o homossexualismo seja aceito por todos e qualquer pessoa que ousar questionar esse estilo de vida seja tratado como um vil criminoso.
Parabéns à Secretária de Estado Hillary Clinton e ao presidente Barack Obama pelo belo trabalho que têm feito ao redor do mundo. E parabéns a todos os cristãos (muitos no Brasil) que achavam que Barack Obama seria o máximo.

Ps: já que falar qualquer coisa que possa parecer contrário à aceitação do homossexualismo já é logo taxado como homofóbico (uma forma muito eficaz de calar o diálogo e impor sua moral), gostaríamos de deixar claro que não odiamos os homossexuais. Eu mesmo trabalho com vários deles e alguns são colegas bem próximos e queridos. Mas isso não quer dizer que eu seja obrigado a achar que o estilo de vida deles é correto, especialmente quando esse estilo de vida é condenado biblicamente. Sou contra a agressão injustificada a qualquer ser humano, seja homossexual, seja heterossexual. Como eu não vejo motivo para que a constituição faça diferenciação entre homossexuais e heterossexuais (o que não faz até o momento) não somos a favor de uma lei específica para defesa a agressões contra homossexuais, até porque com certeza tal lei será usada para calar judicialmente aqueles que pregam que o homossexualismo é pecado. Somos a favor da preservação do casamento da forma como ele realmente é, união entre um homem e uma mulher e protegido pelo Estado porque essa é a única forma viável de se manter a continuidade de uma nação. Todos temos direitos iguais perante a lei. Um heterossexual não tem mais direitos que um homossexual. Mas quando essa história toda chegar ao seu ápice, será verdade que um homossexual terá mais direitos que um heterossexual. Seja Bem vindo a ditadura gay.

terça-feira, junho 14, 2011

A falta de lógica na defesa de Ricardo Godim do "direito" homossexual


Vamos fazer uma análise sobre como uma falha em uma racíonío pode simplesmente descaracterizar e deturpar um assunto em debate. Para essa análise, veja a notícia a seguir:

Ricardo Gondim é dispensado da Ultimato por suas declarações sobre união entre homossexuais
Ricardo Gondim informou em seu blog que os diretores da Revista Ultimato se reuniram com ele nesta semana para avisá-lo que sua participação como colaborador da revista seria descontinuada.
O líder da Igreja Betesda escreveu para a publicação por quase 20 anos e, de acordo com ele, essa decisão foi tomada por causa de suas declarações polêmicas dadas à Revista Caros Amigos apoiando a união civil entre pessoas do mesmo sexo.
“Respeito o corpo editorial da Ultimato por não se sentir confortável com a minha posição sobre os direitos civis dos homossexuais. Todavia, reafirmo minhas palavras: em um estado laico, a lei não pode marginalizar, excluir ou distinguir como devassos, promíscuos ou pecadores, homens e mulheres que se declaram homoafetivos e buscam constituir relacionamentos estáveis”, escreveu.
Além dessa declaração outras manifestações do pastor trouxeram certo desconforto para a redação da revista, diante da tragédia causada por um terremoto do Japão, Gondim postou mensagens no Twitter dizendo que Deus não teria o controle do mundo. Sobre esse aspecto o pastor escreveu: “Jamais escondi minha fé no Deus que é amor e nos corolários que faço: amor e controle se contradizem.”
Há tempos que Gondim se mostra mais a favor do humanismo do que do estilo “calvinista” que predomina as igrejas evangélicas do Brasil e esse foi outro ponto apresentado por uma das editoras da revista.
Fonte: Notícias Gospel

Uma das estratégias do movimento homossexual é caracterizar a questão da aceitação de seu estilo de vida como um direito. A outra, é caracterizar os que discordam de seu estilo de vida como homofóbicos. As duas estratégias, que nada mais são do que defesa (somos minoria) e ataque (xingar os outros) têm sido estremamente efetivas. Até mesmo as mais altas instâncias jurídicas foram iludidas por essa argumentação. Mas o mais triste é quando um pastor cristão se deixa enganar de forma tão vergonhosa. Não somente porque, para se deixar enganar, lhe é necessário ir contra o mesmo texto sagrado que ele diz acreditar, mas também quando abandona o bom uso do raciocínio para ser preso em uma falácia.
A questão do uso da homofobia já foi discutida aqui. Havia uma necessidade de se posicionar como grande vítima e nada como o uso de termos pejorativos para intimidar qualquer um que lhe seja contra. Por exemplo, sempre que alguém discorda de você em uma debate, você pode puxar a “carta nazista” e chamar seu interlocutor de “nazista” e identificar seu posicionamento com algo que o governo nazista fazia ou faria. Isso tem se tornado um hábito tão comum que já existe até uma terminologia dentro da lógica para isso, é o chamado “Reductio ad Hitlerum”. Essa foi uma das grandes sacadas do movimento homossexual. Você é contra o homossexualismo? Você é um homofóbico. Mas essa palavra não faz sentido. Leia aqui o porque.
Acredito que deveríamos talvez seguir esse exemplo. Criar também um termo perojativo para aqueles que são contra as nossas crenças. Poderia por exemplo ser cristofobia ou bibliofobia. E talvez deveríamos também seguir o exemplo da segunda estratégia e brigar pelo nossos direito de ninguém nos dizer que estamos errados. Mas seria isso um direito?
É nessa segunda estratégia que Ricardo Godim acabou tropeçando. A caracterização jurídica da coisa. O movimento homossexual diz que um direito lhes é negado, o de ter a sua união com outra pessoa do mesmo sexo reconhecida, da mesma forma que a união heterossexual é reconhecida pela sociedade. Tudo isso parece uma revindicação justa, mas uma análise cuidadosa nos fará perceber que não é bem assim.
Alguns questionamentos devem ser feitos. Primeiro, quando pedem que a união homossexual seja reconhecida pela sociedade da mesma forma que a união heterossexual, os ativista deste movimento realmente querem nos fazer acreditar que não existe nenhuma diferença entre uma união e a outra? As duas são exatamente iguais em sua natureza? E em sua função dentro da sociedade? Biologicamente, elas são a mesma coisa?
Um outro ponto importante é que os ativistas pelos “direitos” dos homossexuais não estão pedindo um direito que é garantido a outros e negado aqueles que são homossexuais. Não existe na consituição nenhuma diferenciação de direitos que são exclusivos dos heterossexuais e que são negados aos homossexuais. O direito que eles exigem, que não é exatamente um direito, é o reconhecimento e a possibilidade de se casar com uma pessoa do mesmo sexo. Mas esse é um direito que eu como heterossexual também não tenho. Eu não posso me casar com alguém do mesmo sexo. Eu só posso me casar com alguém do sexo oposto, assim como o homossexual pode muito bem se casar, desde que seja com alguém do sexo oposto. Vontade aqui é uma questão irrelevante. A lei não deve ser feita para satisfazer a vontade das pessoas. Ela está aí para nos proteger e proteger a sociedade como um todo. A forma de união que deve ser reconhecida pela governo e pela sociedade deve ser aquele que permite a proteção e continuação da sociedade. E a única relação que permite tal coisa é a união heterossexual. Reconhecer qualquer outra forma de união se torna uma grande deturpação do nosso sistema jurídico e também da noção de direito. O direito passa a ser baseado na vontade das pessoas. Se assim for, eu tenho muitas outras vontades que eu acho que devem ser reconhecidas por lei. E quando não as reconhecem, um direito me está sendo negado. Isso é ridículo, para se dizer o mínimo.
Para ilustrar bem isso, já que esse é um assunto carregado e dificilmente alguém consegue ver a validade do argumento quando os exemplos são dentro do próprio assunto, veja o seguinte cenário. Eu nasci no Brasil. Sou cidadão brasileiro, com RG, CPF e passaporte do nosso querido país. Mas estou sempre indo para os Estados Unidos e gosto muito de lá. Imagine se eu resolver que, apesar de ter nascido no Brasil, eu deveria ser americano e quero ser reconhecido como americano. E exijo que o governo dos Estados Unidos me reconheça como tal. Não só isso, mas a negação de tal coisa se constitui uma violação de um direito meu. Isso não faz sentido. Eu não tenho esse direito. Eu posso até me tornar cidadão americano, através dos poucos processos que levam a isso (é aqui que a analogia se quebra), mas esse não é um direito inato meu. Não é o mesmo que o direito a vida, a liberdade e tantos outros.
Da mesma forma, o movimento homossexual (e Ricardo Godim também) estão brigando por um direito que será exclusivos dos homossexuais e que acaba criando algo ridículo dentro das nossas leis: diferenciação entre homossexuais e heterossexuais. Isso sim é preconceito.
Quando chegamos nesse ponto, alguém provavelmente vai levantar a questão do amor, dizendo que estamos negando aos homossexuais o direito de se amarem. Isso é uma bobagem tremenda. Ninguém tem como legislar o amor de uma pessoa por outra. As pessoas são livres para se amar como quiserem. Até pra viverem juntas como quiserem. O problema é quando elas querem que a sua forma de amar seja reconhecida por lei. Eu amo minha mãe. Mas eu não posso me casar com ela. Estão aqui me negando um direito? Eu amo minha cachorra. Mas não posso me casar com ela. Devo então chamar aqueles que são contra de cachorrofóbicas? E os adultos que amam as crianças sexualmente? Devemos permitir que esse amor seja reconhecido pela lei? E quem é contra é pedofiolfóbicos? Veja que esse tipo de pensamento levado ao extremo demonstra o seu ridículo.
Infelizmente Ricado Godim falha em perceber o absurdo do movimento pró-homossexualismo. Não só pelas falhas no raciocínio, mas também porque biblicamente, o homossexualismo é pecado. E quando ele é a favor do reconhecimento por parte do governo de algo que é pecado, não somente fere os nossos direitos como cidadãos (no estado laico que ele cita) quanto fere as crenças da comunidade cristã (que é a igreja que ele se diz parte). Ele pode parecer popular para o mundo, mas deixa cada dia mais claro que não é mais nosso irmão. Fico imaginando se isso o incomoda ou o faz feliz. Eu não acho que ele gostaria de se identificar como meu irmão.

Ps: um outro erro teológico de Godim é quando ele diz que “amor e controle se contradizem”. Isso não é verdade. Um pai exerce controle sobre o seu filho e isso é resultado de seu amor por ele. Além disso, é necessário qualificar aquilo que Godim chama de controle e nós chamamos de Graça Soberana. Mas isso é assunto para outro post. Uma heresia por vez.

domingo, maio 08, 2011

Tradando iguais de forma igual



A chave para se responder as alegações dos defensores do casamento entre pessoas do mesmo sexo é entender uma regra básica da justiça: trate iguais de forma igual. Se os lados não são iguais de forma relevante, então não existe nenhuma obrigação da justiça de tratá-los da mesma forma.

Quando alguém exigir o mesmo reconhecimento das uniões heterossexuais para a uniões homossexuais, lembre-o da regra básica da justiça. Depois, pergunte se os relacionamentos homossexuais são realmente iguais às relações heterossexuais. Ele realmente acredita que não existe nenhuma diferença essencial entre os dois? Se existem diferenças essenciais, então os dois não são iguais e não existe obrigação moral de tratá-los como se fossem iguais.

Além do mais, já que o casamento legal não é nada mais do que respeito público garantido oficialmente e a aprovação da união de dois indivíduos, e você como membro do público não aprova nada de fato, então você não tem obrigação de apoiar o “casamento” homossexual e pode até mesmo se opor a isso.

sábado, fevereiro 19, 2011

Passeata pela defesa da Lei da Homofobia


Hoje está tendo uma passeata na avenida Paulista, aqui em São Paulo, pela defesa da Lei da Homofobia. O lugar é apropriado para a passeata, já que recentemente tivemos agressões feitas por pessoas idiotas que aparentemente estavam direcionando sua raiva contra os homossexuais. Eu acho que não é necessário ressaltar o quanto essa ação é idiota e esses rapazes devem receber toda a força da justiça em sua condenação. Esse tipo de agressão é crime.
Mas o que eu questiono é o por que de uma lei que torna a agressão gratuita contra os homossexuais mais ilegal do que a agressão gratuita contra qualquer outra pessoa. Por que a agressão contra os homossexuais é pior do que a agressão contra um heterossexual? Não são ambas agressões? Não são ambos seres humanos que já são protegidos contra agressões gratuitas pela lei? Ou que ao menos possuem o direito de ter seus agressores julgados? Eu fico me perguntando por que algumas pessoas passam a ter mais direito do que outras. Se ambos somos protegidos pela lei, mas eu exijo mais leis que me protejam e não protejam outros, eu estou sendo beneficiado pelo estado em detrimento de outras pessoas.
Acredito que ao invés de pedir uma lei que puna a homofobia, deveríamos exigir que as leis já existentes fossem cumpridas. Assim, todos somos mantidos como iguais perante a lei, já que temos a liberdade de escolher como queremos viver.
Quando analisado mais de perto, parece que a questão de homofobia é mais uma questão de forçar uma aceitação por parte da sociedade do que um desejo de mais proteção.
Enfim, precisamos estar atentos para toda a repercussão que essa lei terá em nossas liberdades individuais. De qualquer forma, agredir pessoas é uma liberdade (ou libertinagem) que nenhum de nós realmente tem perante a lei.

sexta-feira, janeiro 28, 2011

Casamento entre pessoas do mesmo sexo





Ou existe uma teologia natural do casamento ou não existe.

“Quem é você para dizer isso?” Esse desafio funciona nas duas direções. Primeiro, se a minha desaprovação não é legítima, então porque a minha aprovação é legítima? Se eu não tenho o direito de julgar algo como errado (quem é você para dizer isso?), certamente eu não tenho o direito de julgar algo como correto (quem sou eu para dizer isso?). Segundo, por que eu não posso fazer um julgamento moral aqui, mas aparentemente você pode?

terça-feira, novembro 18, 2008

Homofobia

Alguns assuntos são delicados pela sua natureza, não importando o tempo. Outros, são delicados por um tempo, ou pela visibilidade que ganham, mas depois se tornam algo comum. Mas existem assuntos que além de serem delicados por natureza, ganham uma enorme visibilidade, o que os torna ainda mais difíceis de serem abordados. Homossexualismo é um desses assuntos e acredito que o mais proeminente de todos.

E para nós cristão é ainda mais complicado porque temos a Bíblia (ou deveríamos) como nossa palavra definitiva sobre os assuntos tangíveis ao homem 2 Tim 3:16,17.

Acrescente a isso o trabalho de evangelismo nas ruas, abordando homossexuais, como aconteceu conosco na parada gay ou mesmo pessoas que defendem o homossexualismo, sendo ou não.

O grande tema do momento é o da homofobia, especialmente leis que pretendem proteger aqueles que sofrem de discriminação por serem homossexuais.

Antes de continuar sobre o assunto, quero deixar claro uma coisa. A discriminação é algo horrível que deve ser combatida. Se alguém é privado de um emprego por uma questão de etnia (lembre-se que não existem raças entre os seres humanos, só etnias), religião, sexo ou qualquer outra característica que não seja competência, temos aí um caso de preconceito, discriminação. E isso não deve acontecer. Já trabalhei com pessoas que eram homossexuais e eram extremamente competentes. Também já trabalhei com homossexuais que eram péssimo funcionários. Como em todos os grupos, temos os mais diferentes tipos de pessoas. É importante ressaltar que eu imagino o quanto é difícil passar anos de sua vida escondendo algo, mentindo sobre si mesmo e em um momento, poder se livrar de tudo isso e se assumir. Eu entendo que tudo isso leva a uma busca apaixonada por aceitação. Mas isso tudo esconde um grande perigo, o qual o movimento da criminalização da homofobia está caindo.

Preconceito é errado e todos concordamos. Por isso já existem leis contra o preconceito (incluindo aí o homossexualismo), que devem ser cumpridas e seus infratores punidos. Se já existe uma lei, que abrange a todos e todos são responsáveis por cumpri-la, por que devemos ter uma nova lei? É justo que uma nova lei defenda apenas um grupo da sociedade em detrimento de outro? Não seria isso preconceito, discriminação, a mesma coisa que queremos combater?

Por que “em detrimento de outro”? Porque se essa lei realmente for aprovada, ela vai impedir a expressão da opinião de qualquer um que não concorde com os homossexuais. Se eu digo para um homossexual que a Bíblia diz que homossexualismo é pecado, eu estou exercendo minha opinião. Se por conta dessa opinião eu privo essa pessoa de conseguir um emprego, de estudar, de andar por ai, de receber atendimento médico, aí sim estou sendo preconceituoso. Mas se eu simplesmente expresso o que minhas crenças religiosas afirmam, eu não estou sendo preconceituoso, estou sendo coerente com minhas crenças. Além do mais, se a Bíblia é verdadeira e 1 Cor 6:9,10 está correto, nada mais amoroso do que dizer a essa pessoa que ela deve se arrepender de todos os seus pecados. Sendo essa pessoa homossexual ou não, já que esse alerta é para todos.

Sendo assim, expressar uma opinião é bem diferente de ser preconceituoso.

Se alguém me diz: “não, você não pode dizer isso, não pode dizer que eu estou errado, isso é preconceito, você está me julgando e isso é errado”, ora, essa pessoa está fazendo a mesma coisa que me acusa de fazer. Ela está me julgando, dizendo que eu estou errado e ela está sendo preconceituoso, agora em relação à minha religião.

Nesse caso, a lei que defende o homossexual da homofobia ataca o cristão com perseguição religiosa, já que na verdade eu já não posso mais crer ou declarar aquilo que minha fé estabelece, mas sim aquilo que o Estado acha conveniente. E se o Estado entender que a cruz é ofensiva, pois algum grupo religioso se sente ofendido quando houve que não podemos nos salvar por nós mesmos, mas sim pela cruz? O Estado vai a favor desse grupo e nos impedirá de pregar a cruz de Cristo? Tudo é muito sutil, mas extremamente perigoso.

E para completar meu raciocínio, a própria palavra homofobia me parece descabida. Vamos pensar na etimologia da palavra, especificamente da parte “fobia”. Fobia é definida por um medo persistente, anormal e irracional de uma coisa em específico ou de uma situação, apesar dos avisos e garantias que é seguro. Assim sendo, fobia é um quadro clínico, uma condição médica.

Em toda a minha vida, nunca vi ninguém sofrer de um quadro de homofobia. Já vi agorafobia, aracnofobia e tantas e tantas fobias, mas nunca homofobia. E eu já fiz estágio no Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo na época de faculdade. Eu nunca vi ou ouvi falar de ninguém que apresentasse suor exagerado quando chegava perto de um homossexual, ou tremedeira, ou paralisia ou disritmia cardíaca. Nunca.

Tudo isso parece ridículo e é, exatamente porque o termo homofobia denota uma condição como essa. Ou seja, o termo está errado. Não existe homofobia, ninguém apresenta esse quadro. E caso apresentasse, fobias são tratadas de forma clínica, não criminal. Ou seja, se existisse tal coisa como a homofobia, ela seria discutida em um hospital, não em um tribunal ou no legislativo.

Se é para aceitar o termo “homofobia” da forma como tem sido apresentado, eu sugiro também a criação de um novo termo “bibliofobia”, preconceito e discriminação das crenças descritas na Bíblia. Existe um enorme preconceito contra as pessoas que acreditam totalmente na Bíblia. E é bem maior do que enfrentado pelos homossexuais. Quantas vezes eu já não ouvi “nossa, você é tão inteligente e acredita na Bíblia”? Ou quantas vezes temos de suportar humilhações contra nosso Deus, contra Jesus, contra a Bíblia? Piadas de mau gosto, zombaria na televisão. Tudo porque decidimos sair do armário e assumir que a Bíblia é verdadeiramente a Palavra de Deus.

Se um grupo tem direito de ser protegido por uma lei contra a homofobia, eu acredito que tenho o direito de ser protegido por uma lei contra a bibliofobia, mesmo quando a Bíblia diz que homossexualismo é pecado.

O meu direito é maior do que o direito de outro?

2 Pedro 3:3 me vem à cabeça...

Nas escrituras, tirar os sapatos tem um significado muito especial. Quando Moisés teve seu primeiro confronto com Deus, Ele disse para que ele tirasse seus sapatos porque ele estava em terra santa. Jesus caminhou descalço para o Calvário. Na cultura daquele tempo, estar descalço era o sinal que você era um escravo. Um escravo não tinha direitos. Jesus nos deu o exemplo supremo de renunciar tudo por um grande objetivo.
Loren Cunningham Making Jesus Lord / Marc 8:34,35

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