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domingo, março 01, 2015

Palestra: Deus Como saber se ele existe?



Olá pessoal. Muito tempo que não colocamos nada aqui. A vida está bem corrida pra gente (bem corrida mesmo) mas esperamos em breve que tudo melhore.
Ontem falamos na igreja que congregamos (Igreja Batista Redenção) sobre a existência de Deus.
Nós filmamos a palestra e em breve quero colocar o vídeo aqui.
Mas vou aproveitar e colocar as minhas notas para a palestra, caso alguém que tenha assistido queira se utilizar dela.
Vou dar uma olhada no vídeo e ver se ele está bom para postar.
Abaixo seguem as notas:

1 – Revisão da Tática Columbo
            2 Perguntas:
a)      O que você quer dizer com isso?
b)      Como você chegou a essa conclusão?

2 – A Existência de Deus

a)      As crenças referentes a Deus:
Teísmo: crença na existência de Deus ou deuses;
Agnosticismo: não é possível saber se Deus existe ou não. Tanto pode existir quanto pode não existir;
Ateísmo: Afirmação da inexistência de Deus.
Por que alguém não crê, mesmo em frente a bons argumentos? Ignorância ou vontade.

b)      Natureza do argumento:
Métodos dedutivos: conclusão que se segue as premissas. Premissas são paredes e a conclusão é o teto.

c)       O argumento cosmológico Kalam

1 – Tudo o que começa a existir tem uma causa.
Não deveria haver muita disputa aqui, mas existe. Alguns propõem que o universo não possui uma causa. Apenas apareceu do nada. Mas isso não faz sentido. Por que não vemos tal coisa acontecendo, se isso fosse realmente possível? Ex Nihilo, nihil fit!

2 – O universo começou a existir.
Duas linhas de evidência: filosófica e científica.
Filosófica: infinito real não existe. Não é possível que exista um número infinito de eventos passados que chegam  até hoje. Caso houvesse um número infinito de eventos, nunca chegaríamos até hoje. É impossível atravessar o infinito. Órbitas de Júpiter (12 anos) e Saturno (24 anos. Na verdade é 30). O Hotel de Hilbert.
Científica:
- Segunda Lei da Termodinâmica. A quantidade de energia utilizável no universo está acabando.
- Descobertas de Einstein em 1915 (TGR), depois Alexander Friedmann e Georges Lemaître trabalhando com as equações de Einstein, chegaram à mesma conclusão que o universo está em expansão. Edwin Hubble em 1929 com a descoberta do desvio para o vermelho da luz das galáxias distantes provou que o universo estava em expansão.
Arvind Borde, Alan Guth, e Alexander Vilenkin: provarão que “qualquer universo que está, na média, se expandindo através da história não pode ser eterno no passado, mas precisa ter um início absoluto”.

3 – Portanto, o universo tem uma causa.


d)      O argumento teleológico

1 – O ajuste preciso do universo se deve ou a uma necessidade física, ou a um acaso ou a um design.
Nenhuma discussão aqui. Essas são as três possibilidades. Todos basicamente concordam com esses pontos.

Algumas constantes fundamentais:
Constante gravitacional: 1060 (corpo humano possui 1014 células, ou algo em torno de 10 trilhões de células). Move um único ponto, ou o universo se expandiria e ficaria ralo ou entraria em colapso e nenhum planeta ou vida existiria.
Constante cosmológica: 10120 variação em apenas uma parte levaria o universo a se expandir muito rápido ou muito lentamente.
Temos muitas outras constantes.

2 – Ele não se deve à necessidade física nem ao acaso.
Necessidade física: É impossível que um universo sem esses ajustes finos exista? Não, na verdade é ainda mais provável que um universo assim exista. Não há nada que mostre que o universo só poderia ser da forma que é.
Acaso: tivemos sorte? A probabilidade de que todas as constantes universais que permitem a existência da vida se alinhassem precisamente da maneira que se alinham é tão pequena, que está além da impossibilidade. Uma Ferrari que aparece do nada na garagem à noite.
Multiverso não resolve o problema aqui. Primeiro, por não haver nenhuma evidência em seu favor, segundo, o “gerador de universos” teria que ter ele mesmo um ajuste preciso.

3 – Portanto, ele se deve ao design.


e)      O argumento moral

1 – Se Deus não existe, não existem valores morais e deveres morais objetivos.
Aqui, estamos falamos sobre certo e errado, não algo bom ou ruim. Estamos falando de algo que gera obrigação. Por exemplo, seria bom que eu fosse bombeiro, mas não sou obrigado a ser bombeiro.
E por objetivo, queremos dizer algo que não depende do que as pessoas pensam ou percebem.
Sem um ponto de referência, não é possível dizer que algo está pra cima ou para baixo. Por exemplo, onde fica o “acima e o abaixo” no universo?
Sem Deus, não existe nenhum valor ou dever moral (referência) que seja realmente objetivo, que englobe todos os seres humanos.
Estupro e assassinato acontecem o tempo todo no reino animal. Mas isso não gera nenhum valor ou dever moral. Não é errado nem certo para os animais. Se Deus não existir, isso também se aplica ao ser humano.

2 – Valores e deveres morais de fato existem.
O ser humano tem capacidade de perceber o certo e o errado. Ex: nazismo seria errado, mesmo que eles tivessem ganhado a guerra e convertido o planeta inteiro ao nazismo? Estuprar um bebê é sempre errado, mesmo que outras pessoas não vejam?
Evolução: mesmo que fosse verdade que evoluímos nossa percepção de valores morais, no máximo isso explica como passamos a perceber esses valores, mas nada diz em relação a eles. É uma falácia genética. Além disso, para a evolução, o homem é apenas um animal mais evoluído, mas ainda assim um animal. E animais não possuem obrigações morais.
Toda vez que alguém diz que algo está errado, está afirmando a segunda premissa. Quando um ateu acusa Deus de comandar atrocidades morais no AT, está afirmando a segunda premissa.

3 – Portanto, Deus existe.

3 – Podemos inferir algumas coisas sobre esse criador:

a)      Todo poderoso – criou o tempo e o espaço;
b)      Eterno – Existe causalmente anterior ao universo;
c)       Pessoal – o universo teve começo em um momento no tempo. Ele teve vontade que levou a uma ação (forças impessoais não possuem vontade. Assim que entram no recinto sente-se a sua força).
d)      Inteligente – Ajustou o universo em constantes absurdamente precisas;
e)      Bom – é o ponto de referência para definirmos o que é certo e o que é errado.

As qualidades acima costumam ser atribuídas a aquilo que normalmente se chama de Deus.

sábado, março 30, 2013

Os discípulos mentiram sobre a ressurreição de Jesus?




A páscoa chegou e tenho certeza que algum jornal, revista, documentário, etc. tentará desacreditar a ressurreição de Cristo ou deduzir que os discípulos de Jesus “inventaram” a ressurreição. Como podemos responder? Como devemos responder? Os discípulos de Jesus conspiraram para dizer que Jesus se levantou dos mortos, quando na verdade ele não ressuscitou?
O detetive Jim Warner Wallace tem investigado e resolvido homicídios que já “esfriaram” na Califórnia por mais de 25 anos. Como em uma de suas aparições no programa americano Dateline NBC mostrou, Jim resolve homicídios no qual o rastro de evidências já esfriou. Ele sabe algumas coisinhas sobre crimes e conspiração. De acordo com o detetive Wallace, uma conspiração de sucesso possui cinco características em comum:

  • Pequeno número de conspiradores
  • Comunicação meticulosa e imediata
  • Curto período de tempo
  • Conexão relacional significativa
  • Pouca ou nenhuma pressão para quebrar a conspiração


(1) Pequeno número de conspiradores – de forma simples, quanto menor o número de conspiradores, maiores as chances de sucesso com a mentira. Havia 11 testemunhas oculares da ressurreição (sem contar com as mulheres e outros que viram Jesus ressurreto), mais outros 500. Tipicamente isso é muito grande para garantir uma conspiração de sucesso.
(2) Comunicação meticulosa e imediata – sem comunicação imediata, os conspiradores não conseguem manter a sua mentira ou mentiras menores do que é verdade. Os apóstolos estavam separados por milhares de quilômetros e não possuíam comunicação imediata. Se eles estivessem mentindo, algum deles teria se retratado sob pressão e exporia a conspiração.
(3) Curto período de tempo – se uma mentira tiver que funcionar, então ela deve ser contada por um curto período de tempo. É muito difícil manter uma mentira por um longo período. Os autores do Novo Testamento viveram até sessenta anos após a ressurreição – tempo demais para manter uma mentira, especialmente sob constante pressão para se retratar da mentira.
(4) Conexão relacional significativa – conspirações de sucesso possuem conspiradores que são familiares ou bem próximos de alguma forma. Membros da mesma família estão menos propensos a entregar outro membro da família. Mas a maioria das testemunhas oculares da ressurreição não possuía parentesco e possuía experiências sociopolíticas variadas.
(5) Pouca ou nenhuma pressão para quebrar a conspiração – uma mentira ou conspiração só poderia ser mantida se existisse pouca ou nenhuma pressão externa para que os conspiradores mudassem de ideia. E ainda assim, todas as testemunhas oculares da ressurreição experimentaram tremenda perseguição e mesmo morte por afirmarem que testemunharam a ressurreição corpórea de Cristo.

Não apenas faltava a eles os elementos necessários para uma conspiração de sucesso, os discípulos não possuíam nenhum motivo para conduzi-la. O que os discípulos tinham a ganhar inventando o relato da ressurreição? De acordo com o detetive Wallace, existem três razões pelas quais uma pessoa se envolveria em uma conspiração (uma mentira): (1) Ganho financeiro, (2) Paixão (muitas vezes sexual), (3) Ganhar poder.

Nenhum destes pontos foram motivos para os apóstolos. Primeiramente, nenhum deles ganhou qualquer fortuna significativa por pregar que Cristo ressuscitou. A maioria deles precisava depender do suporte de outros e viviam “na estrada”. Depois, a relação de Cristo e seus discípulos era a de um líder e seus seguidores e não de paixão sexual ou algo do tipo. E finalmente, nenhum dos discípulos ganhou qualquer posição de poder afirmando que Cristo ressuscitou. De fato, a maioria deles fazia uma oposição diametral tanto à autoridade política e religiosa da época, e eles sofreram muito por isso.

Por todas estas razões e outras, nenhum estudioso sério nos dias de hoje acredita que a história da ressurreição seja uma mentira – o resultado de uma conspiração entre os apóstolos. Seria necessária muita fé para se acreditar em algo assim.

sábado, março 02, 2013

Se Deus tudo vê... Ele deveria acabar comigo?



O texto diz assim:
Se Deus é Todo-Poderoso e tudo vê:
O que Ele faz quando vê uma pessoa abusando de uma criança em sua igreja?

Resposta:
Ele faz o mesmo quando vê uma mulher sendo estuprada. Ou o mesmo quando uma pessoa é agredida na rua. Ou quando um marido trai a esposa. Ou quando uma pessoa rouba, ou mente, ou nega que esse mesmo Deus exista. Todos estes estão acumulando ira para o dia do julgamento (Romanos 2:5). E todos esses crimes serão punidos, seja na pessoa de Cristo para aqueles que se arrependeram de seus pecados e colocaram sua fé nele como Messias ou na própria pessoa, através do justo juízo pelos seus pecados (inferno).
Se Deus fosse acabar com o pecador que abusa da criança na igreja, ele também teria que acabar com o estuprador, com o agressor, com o adúltero, com o mentiroso, o ladrão ou o ateu. Se Deus fosse acabar com todo mundo que comete algum pecado, Deus teria que literalmente acabar com todo mundo. Incluindo nós mesmos.

quinta-feira, agosto 30, 2012

A marca de Caim: a cor negra?



De um só fez ele todos os povos, para que povoassem toda a terra, tendo determinado os tempos anteriormente estabelecidos e os lugares exatos em que deveriam habitar.
Atos 17:26

Os mórmons crêem que Deus amaldiçoou Caim com a pele negra e com o nariz achatado. Entretanto, a “marca” foi colocada sobre Caim antes do dilúvio. Durante o dilúvio, toda a carne pereceu, à exceção de Noé, sua esposa, seus três filhos e as esposas deles. Se a maldição que fora lançada sobre Caim fosse a pele negra, a única maneira de tal aspecto físico ter sobrevivido seria se Noé fosse um descendente direto de Caim. Todavia, de acordo com sua genealogia, ele descende de Sete (Gn 5:3, 6-32).

Bíblia Evangelismo em Ação, Editora Vida, página 1102

domingo, agosto 19, 2012

O que é apologética




A apologética é como um campo. No centro desse campo existe um jardim. O jardim possui uma porta e essa porta é Jesus. Existe um único caminho que leva até essa porta. Dentro do jardim existe vida eterna na presença de Deus. Fora do campo, no entanto, existem pedras, pedregulhos, espinhos, cardos, depressões, montes e vários falsos caminhos que não levam a lugar algum.
O apologista vive nesse campo e aponta as pessoas para o verdadeiro caminho para que eles possam achar o jardim. O apologista busca remover os espinhos intelectuais e as pedras emocionais que impedem as pessoas de encontrar o verdadeiro caminho para Deus. Também existem muitas pessoas que estão caminhando por falsos caminhos (cultos, filosofias, etc.) que nunca irão atingir o jardim. O apologista gentilmente guia essa pessoa, remove os obstáculos e aponta na direção do jardim. Quando a pessoa atinge o jardim, é entre ela e Deus se a pessoa vai entrar ou não.
Imagine-se como um trabalhador no campo. Não é o seu trabalho salvar ninguém. O seu trabalho é apontar para o caminho. Você não é único no campo. Não é seu trabalho levá-los até o jardim. Eles mesmos chegam lá. Você simplesmente deve ajudá-los.

domingo, junho 03, 2012

Defenda o cristianismo explicando-o



“A melhor defesa do cristianismo é a sua explicação. Em outras palavras, se você quiser defender ou recomendar o cristianismo, é melhor começar contando para as pessoas o que o cristianismo realmente é.”

Alister McGrath
Mere Apologetics (Kindle Locations 2326-2328). Baker Book Group. Kindle Edition

domingo, abril 08, 2012

A ressurreição de Cristo: William Lane Craig

Um presente de Páscoa para todos vocês!

Mas o anjo disse às mulheres: Não temais vós; pois eu sei que buscais a Jesus, que foi crucificado. Não está aqui, porque ressurgiu, como ele disse. Vinde, vede o lugar onde jazia. Mateus 28:5, 6.

quinta-feira, janeiro 12, 2012

Dica de livros cristãos para 2012



Ano novo, novas metas. Já falamos semana passada sobre boas resoluções cristãs para esse novo ano que ainda está em seu começo. Gostaria também de recomendar uma lista de livros para esse ano. Alguns deles com certeza estarão na minha lista. Eu copiei essa lista de KennethSamples, do Reasons to Believe. São seis clássicos cristãos que devem fazer parte da sua biblioteca, especialmente se você deseja ir mais fundo na teologia, filosofia e apologética cristã.

“Confissões” por Santo Agostinho. Uma obra autobiográfica. Agostinho confessa seus pecados, fala de sua nova fé e a grandeza de Deus.

“A Encarnação do Verbo” por Santo Atanásio. É uma excelente obra sobre a pessoa e a natureza de Cristo, escrita por uma das mais sábias e heroicas figuras da história do cristianismo.

“Cur Deus Homo” (Latim: Por que Deus se fez homem?) por Santo Anselmo. Essa poderosa obra teológica explica porque Jesus Cristo precisava ser tanto Deus quanto homem para poder redimir os pecados da humanidade.

“A Escravidão da Vontade” por Martinho Lutero. Esse é um dos mais importante trabalhos da Reforma.

“Pensamentos” por Blaise Pascal. Escrita por um dos fundadores da ciência moderna, esse livro é considerado uma obra prima do pensamento cristão.

“Cristianismo Puro e Simples” por C.S. Lewis. Uma clara e poderosa apresentação apologética das doutrinas cristãs. Um livro básico para todo apologista.

E você? Quais são os seus livros recomendados para 2012? Ou mesmo qual você leu em 2011 que lhe foi útil em seu crescimento cristão? Lembre-se que a Bíblia é o mais básico de todos e nenhum crescimento verdadeiro haverá se você se negar o alimento principal.

segunda-feira, janeiro 02, 2012

Segundas Terminológicas: ateísmo

segundas com termos da teologia hoje agostinho



Ateísmo:



Sistema de crenças cuja afirmação categórica é a inexistência de Deus. O ateísmo também afirma em geral que a única forma de existência é o universo material, sendo ainda mero produto do acaso ou do destino.

Fonte: Dicionário de Teologia, edição de bolso. Ed. Vida.

quarta-feira, dezembro 28, 2011

Fogo amigo ou, como fazemos propaganda ruim de nós mesmos



Uma das coisas legais de se envelhecer é ver todo o processo de crescimento que tanto nós quanto aqueles ao nosso redor passam. Houve a época do namoro, depois do noivado e enfim o casamento. A Vivian e eu fomos uns dos primeiros entre os nossos amigos de igreja a casar, cinco anos atrás e depois disso, vários deles foram noivando e casando, garantindo para nós alguns casamentos a cada ano para ir. E no último que fomos, passei um bom tempo conversando com um irmão e amigo sobre a atual situação da igreja. Entre os vários tópicos que tratamos no tempo que tivemos, falamos sobre um que me pareceu interessante: como nós cristãos representamos a nós mesmos.
Uma das coisas que meu amigo disse é que na internet, existe muita coisa boa. Muitos blogs e sites bons com material legal e que têm feito um bom trabalho de admoestação. Mas às vezes, a admoestação se torna pura e simples maledicência e o motivo e razão para existência de certos ministérios é falar mal. Concordando com ele, eu disse que nós estamos entre os primeiros a falar mal e fazer propagando ruim sobre nós. Esse é uma prática comum no meio cristão e tem se tornado ainda mais intensa com o advento da internet.
Não me entendam mal, eu acho que devemos ser os primeiros a notar e reportar os erros dentro de nossa própria comunidade. Várias vezes aqui em nosso blog já falamos sobre os erros que se tem cometido no meio cristão. Não acho que a prática em si seja ruim. O problema aparece quando nosso ministério como um todo possui apenas essa enfase, somente falar mal sem apresentar o que deveria ser a verdade pelos padrões bíblicos, falar mal pelo falar mal. É como me amigo disse: ministério da maledicência.
Engraçado que estávamos conversando sobre isso na mesma semana que estava lendo um livro chamado “Christians are hate-filled hypocrites... and otherslies you've been told” (Os cristão são hipócritas cheios de ódio... e outras mentiras que te contaram), do sociologista Bradley R. E. Wright. Nesse livro, o autor trabalha a questão de como estatísticas publicadas em livros e artigos cristãos mostrando que a igreja cristã está em um estado deplorável muitas vezes apenas servem para aumentar a venda de livros e de ministérios que querem vender conferências. Wright, que é um sociologista com especialidade em pesquisas estatísticas, nos apresenta um quadro interessante de como nós cristãos somos os primeiros a fazer propaganda ruim sobre a nossa fé. Um dos casos apresentados por Wright é de uma pesquisa famosa nos EUA que dizia que a taxa de divórcios entre os evangélicos era igual à taxa dos não evangélicos. Essa é uma notícia muito ruim; se fosse verdadeira. O que muita gente não sabe é que o estudo fazia uma diferenciação entre aqueles que se diziam evangélicos mas nunca iam à igreja, conhecidos como nominais e aqueles que realmente frequentavam as igrejas. Os evangélicos nominais tinham a mesma taxa de divórcio dos não evangélicos. Entre os evangélicos que frequentavam a igreja, a taxa de divórcios era substancialmente menor, cerca de um terço da média. Esse ainda é um número alto dentro da igreja, mas apresenta um cenário muito mais positivo do que o que temos ouvido por ai.
Resumidamente, precisamos tomar um pouco de cuidado, especialmente nós que trabalhamos no mundo virtual, para não apresentarmos um cenário da igreja pior do que ele é. O Evangelho de Cristo já é ofensivo por si mesmo (Romanos 9:33), não precisamos aumentar as ofensas que ele já possui. Não devemos também esquecer nossa história como igreja, das grandes contribuições que o cristianismo trouxe e ainda traz ao mundo (universidades, hospitais, liberdade, caridade, melhor tratamento das mulheres e tantas e tantas outras coisas). Temos um passado incrível pelo qual nos orgulhar.
Claro, ainda está pela nossa frente muito trabalho para ser feito. Muitos lobos estão se infiltrando no meio do rebanho e esses devem ser denunciados. Mas não devemos tornar nossa vida uma eterna reclamação sobre o estado da igreja, vendo defeitos onde não existem ou simplesmente dizendo que o céu vai cair sobre a nossa cabeça, como faziam os gauleses. Devemos denunciar os erros, mas estar sempre prontos para oferecer a verdade e o conforto que existem na pregação do evangelho. Esse é o poder de Deus para a salvação do homem (Romanos 1:16).

segunda-feira, dezembro 26, 2011

Segundas Terminológicas: Atanásio

segundas com termos da teologia hoje agostinho



Atanásio (296-373):



Apologista e teólogo da igreja primitiva, tendo sido bispo de Alexandria. A maior contribuição de Atanásio para a teologia cristã foi sua posição inabalável contra o ensino ariano, muito popular em sua época.

Fonte: Dicionário de Teologia, edição de bolso. Ed. Vida.

terça-feira, novembro 29, 2011

É justo alguém ir para o inferno só porque nunca ouviu falar em Jesus Cristo? Parte 2


Na primeira parte do texto, partindo de uma ilustração da série TheWalking Dead, vimos que as pessoas vão para o inferno por causa de seus próprios pecados. Vimos que as boas obras em nada podem ajudar nessa questão e que podemos ir para o céu por causa da dupla obra de Cristo, morrendo na cruz por nós e vivendo uma vida perfeita em nosso lugar. A bondade de Cristo é colocada em nós e a nossa maldade colocada sobre ele. A melhor de todas as trocas!
Mas vamos à segunda pergunta de Eugene, o personagem da série. Ela se resume no seguinte: “e todos aqueles que nunca ouviram falar em Jesus Cristo? Os Astecas, os sumérios, os nativos de Papua Nova Guiné? E as pessoas boas que existiram nessas civilizações, mas foram para o inferno simplesmente porque nunca souberam sobre Jesus? É justo alguém passar a eternidade no inferno só porque não tinham consciência da existência do cristianismo?”

domingo, novembro 27, 2011

É justo alguém ir para o inferno só porque nunca ouviu falar em Jesus Cristo? Parte 1

Eu gosto da série The Walking Dead. Conheci os quadrinhos por causa da adaptação da série para a televisão, que está sendo feita pela AMC e aqui no Brasil passa no canal Fox. Eu sei que é uma série de horror sobre zumbis, mas eu gosto de acompanhar histórias sobre pessoas tentando sobreviver. Semana passada saiu o episódio 91 nos Estados Unidos. E pelo jeito tem reviravolta chegando em Alexandria (essa última frase foi só para aqueles que estão acompanhando os quadrinhos).
Como tudo pode virar assunto teológico em um blog sobre cristianismo, leiam abaixo uma página do quadrinho. Acho que podemos aprender algo aqui. Mas antes, vamos ambientar a cena. Temos dois sobreviventes conversando. Um é Eugene, que se apresenta como cientista. É o cético nessa discussão. O outro personagem é o Padre Gabriel, um ministro religioso (não dá pra saber se católico ou anglicano) e em teoria deveria representar a visão cristã de mundo. Os dois estão caminhando pela floresta, procurando por comida ou madeira e começam a conversar.

Essa é uma conversa fictícia mas eu tenho certeza que muitas pessoas já tiveram essa conversa ou já pensaram sobre essas coisas. Talvez esse seja um tipo de empecilho para que alguns se cheguem até a fé cristã. Como disse Eugene, se essas questões fossem resolvidas ou então por que Deus “não pode aparecer um dia no céu e dizer “me idolatrem? Isso eu poderia aceitar”. Vamos responder a tudo isso (incluindo esse último comentário sobre “aparições no céu”).

quarta-feira, novembro 23, 2011

Os Homossexuais nascem assim?


Por Alan Shlemon – Stand To Reason

Existe um “gene gay” e isso deveria mudar nossa forma de ver o comportamento homossexual, se existir?

Para muitas pessoas, dizer que os homossexuais nascem dessa forma é tão axiomático quanto dizer que a Terra gira em torno do sol. Nenhuma razão racional existe para rejeitar essa afirmação. Os únicos que discordam, dizem, são aqueles que ou são ignorantes dos fatos científicos ou homofóbicos ou intolerantes (lê-se: cristãos). Mas essa afirmação está cheia de problemas. Mas antes de considerá-los, vamos fazer uma sugestão tática.

Muitos cristãos ficam na defensiva quando alguém diz que a homossexualidade é congênita. Eles tentam responder com razões pelas quais a afirmação é falsa. Mas isso é um erro. Não existe nenhuma necessidade de se responder a esse desafio já que a afirmação é apenas isso: uma afirmação. E uma afirmação sem evidências é apenas uma opinião. Não existe nenhuma razão para achar que isso é verdade.

Ao invés de defender as suas convicções, faça com que eles defendam a deles. Já que são eles que estão fazendo uma afirmação, a responsabilidade de prová-la é deles. Pergunte: “quais evidências você tem que os homossexuais nascem dessa forma?” Muitas vezes eles não tem uma resposta. Eles estão repetindo o que eles ouviram de outros, mas não possuem evidências para dar suporte a isso.

Ao invés disso, pessoas algumas vezes irão apelar para experiência. Dirão que homossexuais muitas vezes dizem se sentirem diferentes de seus colegas desde muito cedo, sugerindo que nasceram assim. Mas as experiências pessoais raramente são um indicativo de verdade científica e não podem contar como evidências que a homossexualidade é biologicamente determinada. Portanto, antes de discutir os méritos da afirmação, lembre-se que eles possuem a responsabilidade de prover as evidências para sua opinião.

Com essa tática em mente, vamos olhar para três problemas com essa afirmação. A primeira é a mais escandalosa. Uma simples checagem de fatos científicos demonstra que não existe nenhum estudo que prove que a homossexualidade é biologicamente determinada.

Décadas de pesquisa para descobrir o “gene gay” resultaram no nada. De fato, não é comum entre pesquisadores achar que genes determinam comportamentos. E pesquisas que correlacionam a anatomia cerebral e fisiologia com o comportamento homossexual não provam relação causal. Em outras palavras, mesmo que parte do cérebro homossexual seja diferente do cérebro heterossexual, isso pode sugerir que o comportamento alterou o cérebro, não necessariamente o contrário. Isso é possível dado a neuroplasticidade – a habilidade duradoura do cérebro de mudar em resposta ao ambiente, lesão cerebral, comportamento ou simplesmente pela aquisição de conhecimento. Um cego, por exemplo, usa seu dedo para ler braille e consequentemente tem uma morfologia cerebral diferente simplesmente porque seu comportamento difere das pessoas com visão.

O mais surpreendente é que isso é reconhecido pelas organizações e pesquisadores pró-gays. A Associação Psicológica Americana (APA), por exemplo, uma vez manteve a posição em 1998 que “existe considerável evidencia recente que sugere que a biologia, incluindo genética ou fatores hormonais inatos, exercem um papel na sexualidade da pessoa.” No entanto, uma década de pesquisa científica desacreditou essa ideia e levou a APA a revisar sua posição em 2009: “Apesar de muitas pesquisas terem examinado a possível influência genética, hormonal, social e cultural na orientação sexual, nenhum achado emergiu que permitisse aos cientistas concluir que a orientação sexual é determinada por qualquer fator ou fatores particulares”. Um grupo pró-gay como a APA somente revisaria sua posição se houvesse enorme evidência que necessitasse que tal posição fosse mudada.

Um segundo problema com a afirmação que a homossexualidade é biologicamente determinada é que mesmo que seja verdade, não provaria que o comportamento é moral. Considere pesquisadores que descobriram genes que acreditam contribuir para o alcoolismo, infidelidade e violência. Devemos acreditar então que, porque existe uma contribuição genética para esses comportamentos (ou mesmo que sejam geneticamente determinados) estes comportamentos devem ser considerados como moralmente apropriados? Claro que não. Portanto, provar que o comportamento homossexual é apropriado apelando-se para um determinante genético é igualmente falso.

Na verdade, encontrar uma causa genética para a homossexualidade preocupa muitos defensores dos direitos gays. Por que? Porque nem toda característica geneticamente induzida é normal ou saudável. Anormalidade no DNA de um indivíduo, seja por mutação ou adição/subtração de um cromossomo, leva a desordem genéticas como fibrose cística, síndrome de Down ou câncer. Se uma origem genética para o homossexualismo for descoberta, a próxima questão óbvia que se levanta é se isso é anormal, uma mutação ou representa o processo de uma doença.

Mais ainda, se uma causa pode ser identificada, também pode ser alvejada por uma terapia genética ou outro método para “cura” dessa condição. E poderemos ter também testes para detectar a homossexualidade ainda no útero que poderiam levar ao aborto de “fetos gays”. Como resultado, muitos pesquisadores pró-gays estão diminuindo suas tentativas para descobrir a causa biológica.

Um terceiro problema que emerge pela simples existência de uma comunidade de “ex-gays”. Se a homossexualidade é, como muitos defensores pró-gays afirmam, inevitável como a cor dos olhos, então como eles explicam os que deixaram de ser homossexuais? A cor dos olhos é genética, algo com o que alguém nasce e não pode mudar. Mas a orientação sexual é fluida, como evidenciado pelas mudanças de vida de milhares de homens e mulheres.

Existem mulheres que passam anos comprometidas em relações com outras mulheres e então mudam e ficam atraídas por homens. Existe também homens que são sexualmente atraídos por outros homens desde a puberdade, passam uma década em um relacionamento gay e então desenvolvem uma atração pelo sexo oposto. Muitas dessas pessoas passaram por alguma forma de terapia ou aconselhamento, mas alguns espontaneamente mudaram sem intervenção profissional.

O fato de apenas uma pessoa ter mudado é evidencia que a homossexualidade não é embutida. Mas a existência de milhares de indivíduos que mudaram é uma contra-evidencia significativa para a teoria do “nascido assim”. Eu conheço muitos deles. Não tem como todos estarem mentindo.

Parece que a resistência dos cristãos está certa. Os homossexuais não nascem assim. Mas agora que temos essa verdade com maior convicção, precisamos – mais do que nunca – alcançar com compaixão as pessoas que não nasceram dessa maneira.

terça-feira, novembro 22, 2011

Porque exigir "evidências extraordinárias" faz pouco sentido

"Afirmações extraordinárias requerem evidências extraordinárias."



Muitos céticos abordam “as evidências” para o cristianismo com a mente fechada. Entravado por um número de pressuposições, eles tipicamente terminam onde começam: convencidos que Deus simplesmente jamais faria a si mesmo tão difícil de ser detectado. Muitos irão fundamentar suas posições com um desafio – já que as afirmações do cristianismo são tão “extraordinárias”, dizem, somente “evidências extraordinárias” seriam suficientes para persuadi-los

Pensando melhor, no entanto, deve-se perceber rapidamente que isso é uma maneira estranha – e auto-refutável – de fazer a tarefa de adquirir conhecimento. Estranho porque demonstra um desconhecimento sobre como evidências funcionam. Auto-refutável porque rever as evidências supostamente deveria ser feito de um jeito que alguém possa chegar à “verdade” sobre o que aconteceu e quando uma opção – um Deus criador – já é definido como “fora dos limites aceitáveis” desde o princípio, só existe um resultado que pode ser obtido. Isso pode trazer algum conforto para o ateu – sua opinião continua sem ser desafiada – mas é difícil descrever isso como uma busca significativa pela verdade.

Considere: "evidência" pode significar uma variedade de coisas, mas no que se relaciona com eventos históricos – o que, no final das contas é a base da crença cristã – se refere à existência de certos fatos que diretamente ou indiretamente tendem a provar que o evento em questão aconteceu. Seja a vida de Cristo – era ele real ou uma ficção? – sua morte – ela ocorreu na cruz? – e, acima de tudo, sua ressurreição física dos mortos, o processo de discernimento requer uma consideração de todas as evidências para determinar se alguém pode concluir com confiança que o evento de fato aconteceu. Consequentemente, ao abordar o peso e a persuasão da evidência, pode parecer que certas partes da evidência se alinham como provativas ou não provativas, relevantes ou irrelevantes, fortes ou fracas. Mas recusar a considerar as evidências a não ser que ela primeiramente atenda aos padrões de “extraordinário” reflete um preconceito contra algum dia se chegar à conclusão. Longe de ser uma posição racional, é na verdade um abandono da razão, pois a razão não impõe sobre si mesmo tal restrição artificial.

Essa demanda por evidências “extraordinárias” é, quando refletimos bem, também bastante irônica. O cristianismo é de fato baseado em evidências “extraordinárias”. É fora do “ordinário” e “excepcional” e “fora do lugar comum” que:

  • 66 livros escritos em mais de uma dúzia de séculos por uma variedade de autores não relacionados pudessem ser juntados em um todo coerente, um todo que nos conta uma mensagem primordial do homem, seu problema e a solução que Deus colocou em ação. Os livros do Velho Testamento prenunciam e predizem Cristo e os livros do Novo Testamento demonstram o cumprimento das profecias do Velho Testamento;
  • as preocupações e crenças de uma cultura separada de nós por milhares de anos ainda ressoam como relevante hoje e unem, através de uma sistema comum de crenças culturais ao redor de todo o globo e tem alcançado cada era desde a caminhada de Cristo na terra;
  • os primeiros seguidores estariam tão convencidos da veracidade dos acontecimentos que eles estavam dispostos a encarar a morte ao invés de negar aquilo que eles saberiam ser falso, se tivessem criado a história toda;
  • uma variedade de predições – centenas por alguns cálculos – poderiam se cumprir em uma pessoa histórica;
  • a arqueologia moderna repetidamente confirma muito do que está escrito nos textos;
  • itens de interesse científico relacionados com astronomia e física (por exemplo, veja os trabalhos de pesquisadores no site www.reasons.org, em inglês) parecem estar embutidos em livros como Jó;
  • a afirmação de milagres que foram testemunhados por um grande número de pessoas;
  • e provavelmente mais significativo, um homem que pregou uma mensagem radical de irmandade universal para um povo subjugado que estavam esperando um rei conquistador, mudou o mundo e ainda é considerado e – abraçado – como relevante hoje em dia.

Essa é apenas uma lista parcial. Na verdade, livros e ministérios inteiros foram devotados para defender essa causa. Enquanto o cético pode desafiar várias evidências em separado, é difícil contradizer tanto a quantidade quanto a qualidade das evidências nas quais os cristãos baseiam a sua fé.

Isso não quer dizer que o cristianismo não tem nada a ver com fé – tem sim. Como está escrito em Hebreus, "a fé é a segurança das coisas que se espera, a convicção das coisas que não se vê" (Hebreus 11:1-2) Ninguém viu o céu ou previu como a eternidade com Deus seria. A fé provê a segurança que aquilo que Jesus prometeu é verdade; podemos descansar confiantemente no conhecimento que coisas que não são vistas serão como prometidas. Mas nós não temos “fé cega” que ele um dia viveu ou que ele tem autoridade para cumprir aquilo que ele prometeu. O conhecimento é baseado nas evidências providenciadas por aqueles que testemunharam os eventos.

Esses homens e mulheres viveram em épocas extraordinárias e testemunharam coisas extraordinárias; infelizmente, muitos sofreram extraordinariamente por suas convicções. Mas o que eles deixaram para a posteridade, as evidências do que viram e ouviram e experimentara – sejam elas ou não no nível de “extraordinário” – foi certamente suficiente. E se mantém assim até hoje.

segunda-feira, setembro 26, 2011

Segundas terminológicas: argumento teleológico

segundas com termos da teologia hoje agostinho



Argumento Teleológico:



Argumento a favor da existência de Deus baseado na ordem aparentemente significativa do universo, a qual leva a crer que o mundo é obra de um "Mestre Arquiteto" e não resultado do acaso. Entre os importantes defensores do argumento teleológico na era medieval estão Tomás de Aquino e o apologista do iluminismo William Paley (1743 - 1805).

Fonte: Dicionário de Teologia, edição de bolso. Ed. Vida.

domingo, agosto 21, 2011

Fundamentos bíblicos da Trindade



Algumas pessoas desafiam a ideia que a Bíblia ensina a natureza trinitária de Deus. No entanto, seis simples afirmações mostram como essa doutrina na verdade é derivada das Escrituras:

Existe apenas um Deus verdadeira (Deuteronômio 6:4; Isaías 43:10; João 17:3; Gálatas 3:20).
O Pai é chamado ou referido como Deus (Samo 89:26; Efésios 4:6; Colossenses 1:2–3; 2 Pedro 1:17).
O Filho (Jesus Cristo) é chamado ou referido como Deus (João 1:1; Filipenses 2:6; Colossenses 2:9; Tito 2:13).
O Espírito Santo é chamado ou referido (ou recebe o status) como Deus (Gênesis 1:2; João 14:26; Atos 13:2, 4; Romanos 8:11).
O Pai, Filho e Espírito Santo são pessoas distintas e podem ser distinguidas uma da outra (O Pai não é o Filho, o Pai não é o Espírito Santo; e o Filho não é o Espírito Santo) (Mateus 28:19; Lucas 3:22; João 15:26; 16:13–15; 2 Corintios 13:14).
As três pessoas (Pai ou Deus; o Filho ou Cristo ou Senhor; e o Espírito Santo ou Espírito) são frenquentemente listados juntos em padrões triádicos de unidade e igualdade (Romanos 15:16, 30; 1 Corintios 12:4-6; 2 Corintios 1:21–22; Gálatas 4:6).

Meu amigo e colega Robert M. Bowman Jr. provê mais de 1000 referências bíblicas para a doutrina da trindade em www.irr.org/trinity-outline.html (atualmente em processo de tradução).

Livros que mudam o mundo


“Nós podemos fazer as pessoas (muitas vezes) aderirem ao ponto de vista cristão por meia hora ou um pouco mais; mas do momento que elas vão embora de nossa palestra ou terminam de ler nosso artigo, eles estão de volta para um mundo onde a posição oposta é previamente aceita. Enquanto essa situação existir, um sucesso largo é simplesmente impossível. Devemos atacar as linhas de comunicação do inimigo. O que queremos não são mais alguns livrinhos sobre o cristianismo, mas mais livrinhos de cristãos sobre outros assuntos – com sua latência cristã. Você pode perceber isso de forma mais fácil se olhar para isso de uma maneira diferente. Nossa fé dificilmente será abalada por qualquer livro sobre o Hinduísmo. Mas quando lemos qualquer livro elementar sobre geologia, botânica, política ou astronomia, e sabemos que tal livro tem implicações hindus, isso nos abalaria. Não são os livros escritos em defesa direta do materialismo que fazem do homem moderno um materialista; mas sim a presunção materialista em todos os outros livros. Da mesma forma, não são os livros sobre o cristianismo que irão abalá-lo. Mas ele seria abalado se, quando quisesse alguma introdução rápida para qualquer ciência, a melhor obra no mercados fosse sempre escrita por um cristão.”
C. S. Lewis - God in the Dock

quarta-feira, agosto 17, 2011

Quem dizeis que eu sou?


“Tendo Jesus chegado às regiões de Cesaréia de Felipe, interrogou os seus discípulos, dizendo: Quem dizem os homens ser o Filho do homem?
Responderam eles: Uns dizem que é João, o Batista; outros, Elias; outros, Jeremias, ou algum dos profetas.
Mas vós, perguntou-lhes Jesus, quem dizeis que eu sou?
Respondeu-lhe Simão Pedro: Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo."
Mateus 16:13-16.

Jesus perguntou aos seus discípulos quem eles diziam que ele era. Mas hoje em dia, parece que as pessoas querem que a pergunta de Jesus seja: quem vocês querem que eu seja?
É comum as pessoas rejeitarem o cristianismo, dizendo que é falso, preconceituoso ou uma religião enfeitada. Também querem de qualquer jeito negar a divindade de Jesus (já que se ele realmente for Deus, então o cristianismo é verdadeiro) mas ainda assim, querem recrutar Jesus para o seu lado. Ele é o Jesus vegetariano para os vegetariano. O Jesus universalista para os universalistas. Um grande profeta para os muçulmanos. Até os ateus acham que Jesus (para aqueles que são intelectualmente honesto para reconhecerem a enorme evidência histórica em favor de sua existência) foi um bom mestre, com alguns pensamentos interessantes. O mundo quer rejeitar o cristianismo, mas quer Jesus do seu lado, seja ele qual for.
Pra mim, isso é uma grande prova que Jesus não foi uma figura qualquer. Não foi uma simples invenção da igreja. Para alguém que nunca liderou um exército, nunca escreveu um livro, nunca participou de uma revolta política, nunca viajou mais que duzentos quilômetros de sua cidade natal e morreu como um simples ladrao, Jesus Cristo realmente mudou o planeta.
“Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo”.
Qualquer outra resposta é historica, biblíca e evidencialmente errada.

sábado, agosto 13, 2011

Demolindo o argumento “Quem projetou o Projetista (Designer)?” em três passos simples.



Passo 1 – Vamos supor que Craig Venter seja bem sucedido em criar vida artificial e a solte na natureza.

Passo 2 – Vamos supor que um pesquisador (vamos chamá-lo de João) muito tempo depois venha a encontrar uma das formas de vida criadas por Venter, a examine e conclua que foi projetada por um designer inteligente.

Passo 3 – A inferência do design de João está obviamente correta. Perceba que a inferência de João não está menos errada se (a) ele não sabe quem Craig Venter é, e (b) ele não consegue responder quem projetou Craig Venter.

Bem, isso foi fácil. Por acaso isso revela algo importante sobre a fraqueza ou insuficiência do argumento de nossos “oponentes” que pensam que esse é o seu melhor argumento?
Nas escrituras, tirar os sapatos tem um significado muito especial. Quando Moisés teve seu primeiro confronto com Deus, Ele disse para que ele tirasse seus sapatos porque ele estava em terra santa. Jesus caminhou descalço para o Calvário. Na cultura daquele tempo, estar descalço era o sinal que você era um escravo. Um escravo não tinha direitos. Jesus nos deu o exemplo supremo de renunciar tudo por um grande objetivo.
Loren Cunningham Making Jesus Lord / Marc 8:34,35

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