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domingo, junho 17, 2012

Dando um tiro no próprio pé: Por que a evolução ateísta é auto-refutável




Eu ainda fico atônita que tantos ateus falham em perceber a falência intelectual de suas próprias crenças – quando as mesmas são levadas às suas conclusões lógicas. Isso é um problema particularmente evidente naqueles que fizeram carreira espalhando o “evangelho” da evolução naturalista – a visão que todas as coisas são o resultado de um processo natural cego e leis agindo sobre a matéria.

Dr. Alvin Plantinga

Em 1994, Dr. Alvin Plantinga da Universidade de Notre Dame escreveu um trabalho intitulado "Naturalism Defeated" (Naturalismo Derrotado). Seu argumento (e eu estou simplificando e parafraseando aqui) era que se as nossas mentes humanas são o produto de uma evolução naturalista, então não podemos confiar em nossas mentes para produzir verdades confiáveis a respeito do mundo exterior. O máximo que poderíamos esperar, Plantinga afirma, é que nossas mentes são confiáveis o bastante para promover sobrevivência e reprodução. Portanto, a afirmação que o naturalismo é verdade está sendo feita por uma mente que não é confiável.

Plantinga não foi o primeiro pensador a apontar esse enigma do ateísmo. Em um artigo intitulado “Religion Without Dogma?” (Religião sem dogma?) o falecido C.S. Lewis disse:

C.S. (vulgo Jack) Lewis
Seria impossível aceitar o naturalismo em si mesmo se realmente e consistentemente acreditássemos nele. Pois o naturalismo é um sistema de crenças. …se o naturalismo fosse verdadeiro então todo pensamento seria o completo resultado de causas irracionais. Assim, todo pensamento seria igualmente sem valor. Portanto, o naturalismo seria sem valor. Se for verdadeiro, então não podemos conenhecer nenhuma verdade. É como se o naturalismo cortasse a própria gartanta.

Lewis continua:
Eu me lembro de uma vez me mostraram um tipo de nó que era feito de uma forma que se você adicionasse um embaraço extra para garantir o nó, você de repente descobriria que a coisa toda se desfez em suas mãos e tudo o que você tem é um pedaço de fio. É o mesmo com o naturalismo. Ele continua reclamando território após território: primeiro o inorgânico, então os organismos menores, então o corpo do homem e então suas emoções. Mas quando dá o passo final e tenta uma explicação naturalista para o pensamento em si, de repente a coisa toda se desmancha.

Bem dito, Jack, bem dito!
A natureza auto-refutável do naturalismo é uma inconsistência séria para a visão de mundo ateísta. Apenas pela direção com um propósito de um agente inteligente, responsável pela mente do homem, podemos ter confiança nas verdades que averiguamos sobre nós mesmos ou sobre o mundo. A verdadeira racionalidade não pode vir de um processo natural irracional. A inteligência não pode vir daquilo que não é inteligente. O efeito não pode ser maior do que a sua causa.

terça-feira, maio 29, 2012

Questões evolucionárias!


Qual darwinista muito conhecido tem tanta crença na evolução que ele está feliz em acreditar mesmo sem evidências?
               
                (A)   Richard Dawkins.
                (B)   Charles Darwin.
                (C)   Dr. Gary Parker.

terça-feira, dezembro 27, 2011

Poderia um universo causar a si mesmo?




Eu esbocei o texto que se segue a pedido da Christian Apologetics Alliance (Aliança Cristã Apologética) que está compilando uma série de artigos de respostas a objeções ao teísmo. Apesar de existir aqui uma sobreposição da minha revisão do livro de coautoria de Stephen Hawking “The Grand Design”, o presente artigo é mais adequado como uma resposta mais sucinta e específica para qualquer um que argumente contra a criação divina.

Objeção: “Tem sido mostrado nos dias de hoje que o universo causou a si mesmo ao invés de ter vindo à existência por qualquer outra coisa.”

Chaves de referência no final do artigo.

A objeção é necessariamente falsa já que o máximo que a ciência poderia dizer a respeito disso é que “o universo talvez tenha causado a si mesmo...”. Se isso aconteceu ou não, não está aberto ao questionamento científico. No entanto, mesmo esse “talvez tenha” afirmado permanece totalmente sem embasamento e é logicamente incoerente, como eu vou tentar demonstrar abaixo. Mas antes, vamos ser claros em relação aos fatos.

Até o início do século 20 a maioria dos cientistas acreditava que o universo sempre existiu. Mas essa visão foi destruída por duas descobertas, uma teórica e outra experimental. O desenvolvimento experimental foi a teoria geral da relatividade de Einstein que implicava que apenas um universo que estivesse em expansão (ou encolhimento) poderia ser estável. Einstein, de fato, inseriu um “fator lorota” arbitrário em sua equação para permitir um universo estático, mas mais tarde se retratou [WMG p.100]. A descoberta experimental foi que o universo de fato estava se expandindo, evidenciado pela desvio gravitacional para o vermelho nos espectros de galáxias distantes [WMG pp. 101-102]. Isso então implicou que o universo tinha de fato um começo que pode ser representado como uma singularidade (uma situação na qual certas grandezas físicas se tornam infinitas – nesse caso temperatura e densidade). Esse singularidade implicada ficou conhecida como a origem quente “Big Bang” do universo e hoje é geralmente aceita pelos cosmologistas. Observações mais recentes da toda presente “radiação cósmica micro-ondas de fundo” provê evidências confirmatórias desse modelo da origem cósmica (ou cosmogênesis) [WMG pp. 102-103].

Desde essa época, alguns cientistas tem avançado teorias engenhosas (estritamente hipotéticas) na tentativa de evitar a implicação teológica de uma criação como a do big bang – mais recentemente Victor Stenger nos EUA e Stephen Hawking no Reino Unido. Basicamente, eles afirmam que os modelos científicos/matemáticos podem explicar como o universo pode ter surgido espontaneamente do nada (ex-nihilo) pela operação de leis naturais sem a intervenção de um criador natural [Stenger, Hawking]. No entanto, seu raciocínio é seriamente falho nos seguintes pontos:

1. É importante entender que a ciência não pode explicar nada que não seja em termos de leis da natureza. A ciência funciona primeiro pela descoberta (pela observação) de leis que descrevem as ações da natureza e então usa esse conhecimento para buscar mais explicações – começando com hipóteses e então confirmando essas hipóteses através de vários testes, o principal deles sempre sendo um experimento de verificação repetível. Para se oferecer uma explicação científica de qualquer coisa é sempre necessário apelar à leis já existentes (ou ao menos para uma hipótese plausível). Sem lei, sem ciência; simples assim.

2. Para explicar a origem do universo cientificamente, portanto, requer-se um apelo as leis da natureza (estabelecidas ou hipotéticas) que existiam anteriormente ao universo. Mas as leis da natureza não são nada mais do que descrições de como a natureza opera. Ninguém nunca propôs uma lei da natureza que não envolvesse a existência de entidades naturais, sejam elas matéria, energia, tempo-espaço ou sistemas matemáticos (Veja que a matemática é indiscutivelmente filosófica ao invés de científica e é apenas cientificamente relevante quando aplicada às realidades naturais – ou seja, ao mundo como ele existe).

3. Isso cria um dilema; as leis da natureza não podem existir sem a própria natureza existir mas a origem da natureza não pode ser explicada cientificamente sem leis pré-existentes. A conclusão lógica é que a ciência não pode, por sua própria natureza, explicar a origem do universo.

4. A única alternativa é que as leis da natureza pré-existiam em relação ao universo como um tipo de diagrama em um algum tipo de meio não material como a “mente de Deus”.

5. Stephen Hawking falha nesse dilema ao afirmar que o universo foi criado como resultado de flutuações mecânicas quânticas (em um vácuo) que se estabilizou pelas forças gravitacionais [Hawking pp. 131-135; Hawking review]. Ele então requer que as leis da mecânica quântica e da gravidade pré-existissem em relação ao universo (mais para frente ele parece fazer as mesmas afirmações em relação à chamada Teoria-M). Mas o que é a lei da gravidade se não uma descrição da forma como os corpos materiais interagem – seja um com o outro ou com o continuum espaço-tempo? Afirmar que tal lei existia na ausência de matéria, energia, espaço ou tempo é forçar a credulidade e é impossível de ser demonstrada. Apenas argumentos do tipo “a mente de Deus” e “diagramas não materiais” sobram no final das contas e esses são argumentos teológicos, não científicos.

6. Victor Stenger parece reconhecer esse problema e tenta superá-lo propondo que as leis da natureza primeiro criaram a si mesmas do nada e então estavam disponíveis para criar o cosmos. Suas exatas palavras são: “Então de onde as leis da natureza vieram? Elas vieram do nada!... [elas] se seguiram das simetrias vazias das quais o universo espontaneamente apareceu” [Stenger p.131]. No entanto, “simetrias” são propriedades atribuídas pelos cientistas às leis e/ou fenômenos de ordem natural; elas não existem a parte do cosmos que descrevem. Qualquer vazio que possui simetria, portanto, deve por definição estar dentro do universo e não pode dar origem a ele. Por exemplo, pode-se discutir que o espaço-tempo possui simetria para que um vácuo dentro do cosmos também exibisse simetria. Mas qualquer vazio que estivesse fora do espaço-tempo não poderia ter simetria ou qualquer outra propriedade física – e não poderia ser conhecida por fazer tal coisa

7. Conclusão: tentativas para explicar a origem do universo como um evento espontâneo ocorrido em um “vazio” pré-existente falha tanto o teste da ciência quanto da lógica.

Referências
  • ‘Stenger’; Victor J. Stenger, God, the failed hypothesis (New York, Prometheus Books, 2007)
  • ‘Hawking’; Stephen Hawking and Leonard Mlodinow, The grand design; new answers to the ultimate questions of life (London, Bantam Press, 2010)
  • ‘WMG’; Edgar Andrews, Who made God? Searching for a theory of everything (Darlington, 2009)
  • ‘Hawking review’; Edgar Andrews, God, black holes and Stephen Hawking (review of The grand design on www.whomadegod.org)  

quarta-feira, novembro 23, 2011

Os Homossexuais nascem assim?


Por Alan Shlemon – Stand To Reason

Existe um “gene gay” e isso deveria mudar nossa forma de ver o comportamento homossexual, se existir?

Para muitas pessoas, dizer que os homossexuais nascem dessa forma é tão axiomático quanto dizer que a Terra gira em torno do sol. Nenhuma razão racional existe para rejeitar essa afirmação. Os únicos que discordam, dizem, são aqueles que ou são ignorantes dos fatos científicos ou homofóbicos ou intolerantes (lê-se: cristãos). Mas essa afirmação está cheia de problemas. Mas antes de considerá-los, vamos fazer uma sugestão tática.

Muitos cristãos ficam na defensiva quando alguém diz que a homossexualidade é congênita. Eles tentam responder com razões pelas quais a afirmação é falsa. Mas isso é um erro. Não existe nenhuma necessidade de se responder a esse desafio já que a afirmação é apenas isso: uma afirmação. E uma afirmação sem evidências é apenas uma opinião. Não existe nenhuma razão para achar que isso é verdade.

Ao invés de defender as suas convicções, faça com que eles defendam a deles. Já que são eles que estão fazendo uma afirmação, a responsabilidade de prová-la é deles. Pergunte: “quais evidências você tem que os homossexuais nascem dessa forma?” Muitas vezes eles não tem uma resposta. Eles estão repetindo o que eles ouviram de outros, mas não possuem evidências para dar suporte a isso.

Ao invés disso, pessoas algumas vezes irão apelar para experiência. Dirão que homossexuais muitas vezes dizem se sentirem diferentes de seus colegas desde muito cedo, sugerindo que nasceram assim. Mas as experiências pessoais raramente são um indicativo de verdade científica e não podem contar como evidências que a homossexualidade é biologicamente determinada. Portanto, antes de discutir os méritos da afirmação, lembre-se que eles possuem a responsabilidade de prover as evidências para sua opinião.

Com essa tática em mente, vamos olhar para três problemas com essa afirmação. A primeira é a mais escandalosa. Uma simples checagem de fatos científicos demonstra que não existe nenhum estudo que prove que a homossexualidade é biologicamente determinada.

Décadas de pesquisa para descobrir o “gene gay” resultaram no nada. De fato, não é comum entre pesquisadores achar que genes determinam comportamentos. E pesquisas que correlacionam a anatomia cerebral e fisiologia com o comportamento homossexual não provam relação causal. Em outras palavras, mesmo que parte do cérebro homossexual seja diferente do cérebro heterossexual, isso pode sugerir que o comportamento alterou o cérebro, não necessariamente o contrário. Isso é possível dado a neuroplasticidade – a habilidade duradoura do cérebro de mudar em resposta ao ambiente, lesão cerebral, comportamento ou simplesmente pela aquisição de conhecimento. Um cego, por exemplo, usa seu dedo para ler braille e consequentemente tem uma morfologia cerebral diferente simplesmente porque seu comportamento difere das pessoas com visão.

O mais surpreendente é que isso é reconhecido pelas organizações e pesquisadores pró-gays. A Associação Psicológica Americana (APA), por exemplo, uma vez manteve a posição em 1998 que “existe considerável evidencia recente que sugere que a biologia, incluindo genética ou fatores hormonais inatos, exercem um papel na sexualidade da pessoa.” No entanto, uma década de pesquisa científica desacreditou essa ideia e levou a APA a revisar sua posição em 2009: “Apesar de muitas pesquisas terem examinado a possível influência genética, hormonal, social e cultural na orientação sexual, nenhum achado emergiu que permitisse aos cientistas concluir que a orientação sexual é determinada por qualquer fator ou fatores particulares”. Um grupo pró-gay como a APA somente revisaria sua posição se houvesse enorme evidência que necessitasse que tal posição fosse mudada.

Um segundo problema com a afirmação que a homossexualidade é biologicamente determinada é que mesmo que seja verdade, não provaria que o comportamento é moral. Considere pesquisadores que descobriram genes que acreditam contribuir para o alcoolismo, infidelidade e violência. Devemos acreditar então que, porque existe uma contribuição genética para esses comportamentos (ou mesmo que sejam geneticamente determinados) estes comportamentos devem ser considerados como moralmente apropriados? Claro que não. Portanto, provar que o comportamento homossexual é apropriado apelando-se para um determinante genético é igualmente falso.

Na verdade, encontrar uma causa genética para a homossexualidade preocupa muitos defensores dos direitos gays. Por que? Porque nem toda característica geneticamente induzida é normal ou saudável. Anormalidade no DNA de um indivíduo, seja por mutação ou adição/subtração de um cromossomo, leva a desordem genéticas como fibrose cística, síndrome de Down ou câncer. Se uma origem genética para o homossexualismo for descoberta, a próxima questão óbvia que se levanta é se isso é anormal, uma mutação ou representa o processo de uma doença.

Mais ainda, se uma causa pode ser identificada, também pode ser alvejada por uma terapia genética ou outro método para “cura” dessa condição. E poderemos ter também testes para detectar a homossexualidade ainda no útero que poderiam levar ao aborto de “fetos gays”. Como resultado, muitos pesquisadores pró-gays estão diminuindo suas tentativas para descobrir a causa biológica.

Um terceiro problema que emerge pela simples existência de uma comunidade de “ex-gays”. Se a homossexualidade é, como muitos defensores pró-gays afirmam, inevitável como a cor dos olhos, então como eles explicam os que deixaram de ser homossexuais? A cor dos olhos é genética, algo com o que alguém nasce e não pode mudar. Mas a orientação sexual é fluida, como evidenciado pelas mudanças de vida de milhares de homens e mulheres.

Existem mulheres que passam anos comprometidas em relações com outras mulheres e então mudam e ficam atraídas por homens. Existe também homens que são sexualmente atraídos por outros homens desde a puberdade, passam uma década em um relacionamento gay e então desenvolvem uma atração pelo sexo oposto. Muitas dessas pessoas passaram por alguma forma de terapia ou aconselhamento, mas alguns espontaneamente mudaram sem intervenção profissional.

O fato de apenas uma pessoa ter mudado é evidencia que a homossexualidade não é embutida. Mas a existência de milhares de indivíduos que mudaram é uma contra-evidencia significativa para a teoria do “nascido assim”. Eu conheço muitos deles. Não tem como todos estarem mentindo.

Parece que a resistência dos cristãos está certa. Os homossexuais não nascem assim. Mas agora que temos essa verdade com maior convicção, precisamos – mais do que nunca – alcançar com compaixão as pessoas que não nasceram dessa maneira.

domingo, novembro 20, 2011

Criacionistas combatem a ciência com argumentos científicos?


O Espaço Aberto a Ciência e Tecnologia conversa sobre evolucionismo e até a autodestruição da raça humana com um dos maiores especialistas do Museu de História Natural de Washington. Não perca, nesta segunda-feira (21), às 21h30.

Mais de 200 anos depois do nascimento de Darwin, o pai da teoria da evolução continua provocando discussões ferozes. No Espaço Aberto Ciência e Tecnologia desta semana, você vai ver que, em pleno século XXI, os criacionistas - aqueles que acreditam que todas as formas de vida foram criadas exclusivamente por Deus - estão cada vez mais fortes. Hoje, eles chegam a combater a ciência com argumentos científicos. Vamos conversar sobre evolucionismo e até a autodestruição da raça humana com um dos maiores especialistas do Museu de História Natural de Washington.
(...)

Fonte: Site Globo News

O programa acima irá ao ar amanhã (21 de Novembro) na Globo News. Eu estou curioso para ver a reportagem, apesar de imaginar mais ou menos o que virá. Provavelmente, irão chamar o criacionismo de pseudo-ciência, que não encontra revisão de suas premissas em revistas científicas e coisas do tipo. Também acho que não vão chamar um criacionista para apresentar sua posição, mas provavelmente um evolucionista. Mas enfim, já estamos acostumados com esse tipo de tratamento da mídia.
Mas o que me chamou a atenção foi o título da chamada, que já deixa bem claro duas coisas: os criacionistas são contrários à ciência e,para que algo possa ser considerado científico deve estar submisso à evolução darwiniana. Ou seja, o prumo para a empreitada científica é a própria evolução darwiniana e não o contrário.
Eu conheço vários criacionistas e nunca encontrei um único que diz que combate a ciência. Muito pelo contrário. Todos afirmam que não possuem problema nenhum com a ciência. O que eles combatem é a evolução darwiniana, que é uma teoria científica sobre a diversificação das espécies como as vemos hoje. Mais especificamente a neo-síntese darwiniana, que afirma que, através de mutações no DNA de seres primitivos que existiram milhões de anos atrás, atingimos toda a diversidade de vida que vemos no planeta.
É engraçado que esse comprometimento filosófico ao darwinismo demonstra um total desconhecimento sobre o que é ciência. A ciência está acima do darwinismo, não o contrário.
A teoria da evolução de Darwin, assim como toda e qualquer teoria sobre como as coisas aconteceram, deve ser testada e sabatinada. O método científico pode nos dizer se a teoria de Darwin é plausível ou não. Existem evidências para ela ou não? Ela pode ser testada, reproduzida em seus detalhes ou não? Ela pode ser observada? Ou ela é um ponto de partida para tentar explicar a si mesma? Quanto de raciocínio circular existe em tudo isso? Recomendo que o leitor pesquise sobre o método científico.
Mas tem muita gente que quer transformá-la em dogma, na teoria que não deve ser questionada ou testada. Ela deve ser aceita com fé cega. É a partir dela que todos determinamos aquilo que é ciência, aquilo que é científico. Ou seja, é uma determinação do que é ciência a partir de um dogma quase religioso.
Muita gente que tem debatido a teoria da neo-síntese darwiniana discorda de suas premissas baseado única e exclusivamente em questões científicas. A teoria de Darwin falha em explicar como a vida se originou na terra, falha em explicar como as primeiras mutações ocorreram, falha em explicar como essas mutações “decidiram” o que era benéfico ou não. Ou seja, dois pilares do darwinismo (abiogéneses e transição de formas mais simples para mais complicadas) simplesmente não foram comprovados ainda. Some-se ainda o fato que toda a vida, em seus menores detalhes parece projetada e que existe informação digital nas células, que pode ser lida, como um livro e a conclusão mais lógica e científica é que existe uma inteligência por trás de tudo isso.
É triste ver um canal de televisão, que diz fazer jornalismo sério, ser tão preconceituoso e partidário na hora de apresentar um tópico. Já esperamos isso. Mas eu acho que, a maneira mais respeitosa de apresentar o assunto seria dizer: “criacionistas combatem a teoria da evolução usando a ciência”. Mas aí já seria demais. Isso poderia mostrar que existe uma possibilidade da teoria evolucionista de Darwin não ser científica. Mesmo uma pequena possibilidade como essa não pode ser aceita. Não deve ser mencionada. Vai contra o dogma. Vai contra a crença. Coloca a fé evolucionista em dúvida. Podemos aceitar todas as conclusões, menos a que existe um Criador. Não, isso é demais. Isso é anti-cientifico.

quarta-feira, novembro 16, 2011

Confissão de um ex-ateu: a cosmologia aponta para Deus


"Quando eu comecei a minha carreira como cosmologista uns 20 anos atrás, eu era um ateu concencido. Eu nunca, nem mesmo nos meus sonhos mais loucos imaginei que um dia eu estaria escrevendo um livro que se propoe a mostrar que as afirmações centrais da teologia judaico-cristã são de fato verdade, que essas afirmações são deduções diretas das leis da física como agora as entendemos. Eu fui forçado para essa conclusão pela lógica inexorável do meu ramos específico da física.”

- Frank Tipler
The Physics of Immortality, Doubleday, New York, 1994, Prefácio.

domingo, julho 31, 2011

A mancada de Einstein



Quando Albert Einstein propôs pela primeira vez a sua Teoria Geral da Relatividade em 1916, ele descobriu um fato de certa forma irritante. Por séculos os cientistas viam o universo como eterno e não causado, no entanto a teoria de Einstein insistia em discordar. De acordo com a sua teoria, todo o universo – incluindo todo o espaço, tempo, matéria e energia – não era eterno mas teve um início real no passado finito. Essa implicação foi um tapa na cara em sua crença em um universo estático e abalou Einstein profundamente, tanto que ele na verdade introduziu um “fator lorota” (conhecido como constante cosmológica) a sua equação para que, ao invés de implicar um universo finito, sua teoria iria mostrar um universo estático. No entanto, sua insistência em evitar um início absoluto não duraria muito tempo. Apenas alguns anos mais tarde, em 1919, foi confirmado pelo cosmologista britânico Arthur Eddington (também para seu desânimo) que a teoria de Einstein era na verdade correta, que o universo teve na verdade um início. E, adicionando injúria ao insulto, em 1922, o matemático russo Alexander Friedman oficialmente expôs o fator lorota de Einstein como um erro (bem óbvio para se dizer a verdade). Muitas e muitas evidências foram descobertas que confirmariam a teoria de Einstein pelos próximos anos, alcançando o pináculo em 1929 quando Einstein finalmente observou a verdade (em seu caso, o efeito “red shift”) quando olhou com seus próprios olhos para o cosmos pelo telescópio de Edwin Hubble no observatório Mount Wilson na Califórnia. Após ver a evidência com seus próprios olhos, Einstein finalmente admitiu a verdadeira implicação de sua teoria, referindo-se à sua constante cosmológica como “a maior mancada da minha vida”. Desde então, a origem do universo em um passado distante mas finito, tem sido universalmente aceito pela maioria dos cientistas e continua servindo como uma das mais poderosas evidências para um Criador pessoal do cosmos.


sábado, junho 11, 2011

Dúvidas de cientistas sobre o darwinismo?


“Revistas científicas agora documentam muitos problemas científicos e cristicismo da teoria evolucionista e os alunos precisam saber sobre eles... muito do criticismo que eu me refiro aqui são bem conhecidos pelos cientistas em várias disciplinas, incluindo a disciplina da química e da bioquímica, nas quais eu tenho feito o meu trabalho.”
Philip S. Skell,

Membro da Academia Nacional de Ciência, Professor Emerito Evan Pugh da Pennsylvania State University

quinta-feira, junho 09, 2011

Cientistas (de verdade) discordam do darwinismo

Uma das afirmações mais comuns por aqueles que acreditam no darwinismo é que este é um fato científico tão bem estabelecido que nenhum cientista de verdade discorda de suas premissas básicas. Esse tipo de afirmação possui duas falhas. Primeira, não é verdade. Como mostra a lista abaixo, vários cientistas discordam do darwinismo. Segunda falha, é uma presunção assumida que qualifica quem é cientista e quem não é. Para aqueles que acreditam em tal afirmação, os cientistas de verdade acreditam no darwinismo, os que não acreditam não são cientistas de verdade. Como darwinismo é a questão em debate, esse tipo de pensamento é um exemplo clássico de raciocínio circular.
Eu acredito que o darwinismo será considerado no futuro um dos maiores erros científicos da história. Uma mudança de paradigma está a caminho.

Tradução do texto inicial da lista:

“Nós somos céticos sobre as declarações da habilidade da mutação aleatória e seleção natural em explicar a complexidade da vida. Uma averiguação cuidadosa das evidências pela teoria darwinista deve ser encorajada.”

Most Current Dissent Jan. 2010

sábado, junho 04, 2011

Prove!



Para provar algo, você precisa de evidências. Comumente, a prova evidencialista não precisa ser 100% a seu favor, porque isso é difícil em praticamente qualquer área. As leis da química e da física podem ser exceção quando a evidência pode ser vista se emparelhando com todas as situações conhecidas. Por exemplo, a velocidade da luz é uma constante a 300 mil quilômetros por segundo. Não temos evidências de variação da velocidade da luz. Devemos notar, no entanto, que a ciência não pode responder a todas as questões. De fato, a ciência tem limitações.

Provar seu ponto também pode vir na forma de evidência não empírica. Por exemplo, a lei da não contradição. A não pode ser igual a não-A ao mesmo tempo, ou um objeto não pode tanto um quadrado e um triângulo ao mesmo tempo. Quando falamos sobre evidências para provar um ponto, tanto a razão quanto a ciência podem ser usados para chegar a uma resposta que possui o melhor poder de explicação.

Recentemente, Stephen Hawking fez duas declarações bizarras. Um das declarações feitas era que o universo causou a si mesmo. A segunda declaração é que o céu não existe. O que é verdadeiramente interessante é que ambas declarações não são declarações baseadas no campo que Hawking manté de forma tão cara (ciência), mas são declarações de natureza filosóficas

Será que Hawking acredita que a ciência deveria atropelar todos os outros campos e, por que ele fez duas declarações não científicas? Esse sistema de crenças no qual a ciência é a regra de todo o conhecimento é conhecido como cientismo. Cientismo vem em algumas formas, mas basicamente afirma que a ciência é a única e a verdadeira visão de mundo que pode responder a todas as questões da vida. No entanto, quando você analisa as afirmações de Hawking, não existe nenhuma forma que ele possa provar ambas declarações pela ciência ou pelo método científico. Essa visão de mundo empírica acredita que somente aquilo que pode ser observado pode ser contado como conhecimento. Mas e nossa percepção consciente, como isso é explicado pela ciência? E a lei moral objetiva que existe, a ciência tem resposta para isso? As leis da lógica que nós sabemos que são verdade não podem de maneira alguma ser testadas no laboratório.

Para provar um argumentos, evidências devem ser dadas para colocar a balança a seu favor. Várias visões podem ser examinadas para determinar qual tem o melhor poder de explicação. Quando Hawking declarou que o céu não existe, um burburinho correu pela internet. Um questionador corretamente pediu para Hawking - Prove!

quarta-feira, maio 04, 2011

Uma simples explicação da Teoria do Design Inteligente

Mount Rushmore


A Teoria do Design Inteligente, como promovido por organizações como o Discovery Institute, é uma das teorias mais mal entendidas e mal caracterizadas na mídia de massa que você pode ver. Um típico jornal ou um repórter de TV irá dizer algo do tipo: “O Design Inteligente é uma teoria que diz que os organismo biológicos são tão complexos, que somente Deus pode tê-los criado.” Talvez você já tenha visto sendo reportado assim. Eu sei que já vi muitas, muitas vezes.
Bem, se essa não é exatamente a verdadeira definição, então qual é? Eu acredito que pode ser definido em duas frases simples:

  • Agentes inteligentes às vezes deixam para trás evidências empíricas detectáveis de sua atividade.
  • Existe, na vida biológica, evidências empíricas detectáveis de agência inteligente.


A primeira frase dificilmente seria controversa. Muitos campos científicos detectam sinais de inteligencia: criptografia, arqueologia, patologia forense, só para citar algumas. No nosso dia a dia, nós rotineiramente detectamos sinais de inteligencia. Quando vemos “Eu amo Coca!” escrito nos céus não acreditamos que é uma formação inusitada de nuvens. Nós acreditamos que um agente inteligente, por exemplo um piloto de avião, deixou essa mensagem. Quando olhamos para o Monte Rushmore, não pensamos que os rosto apareceram ali por causa do vento e da erosão. Sabemos que alguém esculpiu aqueles rostos – um ser inteligente.
A Teoria do Design Inteligente somente se utiliza das mesmas técnicas que são usadas em outros campos científicos que detectam inteligencia e as aplica a organismos biológicos. Quando olhamos para organismos biológicos, nós detectamos sinais de inteligencia. Existem numerosos exemplos destes sinais, um deles é a existência do DNA. O DNA é composto por um alfabeto biológico de quatro letras e é matematicamente equivalente a qualquer outra linguagem. Uma célula humana contém DNA que é equivalente a 5 milhões de páginas de informação, e o nosso corpo possuí trilhões de células!
De uma olhada nas duas fotos abaixo. A que está à direita é da vidraça de uma catedral e a que está à esquerda é uma visão de cima da dupla hélice do DNA. Se isso não te faz refletir, então, eu não sei mais o que poderia…


domingo, maio 01, 2011

Thomas Jefferson sobre Design


"Eu acredito (sem apelar para revelação) que quando damos uma olhada no universo, de forma geral ou em suas partes, é impossível para a mente humana não perceber e sentir uma convicção de design, habilidade consumada e poder indefinido em cada átomo de sua composição... Tão irresistíveis são essas evidências de um Agente inteligente e poderoso que, de todo o número infinito de homens que já existiu por toda a história, eles acreditarem, de forma majoritária, na hipótese de um criador eterno e pré-existente, ao invés de um universo auto-existente."

Thomas Jefferson
(carta de Jefferson para John Adams em 11 Abril, 1823)

sábado, março 19, 2011

A impossibilidade filosófica da Teoria do Multiverso


Ontem eu estava pensando sobre a Teoria Multiverso a caminho do meu trabalho (eu moro em São Paulo, duas horas pra ir, duas horas pra voltar, tempo o bastante para isso). Eu estava pensando sobre a impossibilidade filosófica de tal teoria. Existem várias teoria e níveis dentro da idéia de um multiverso, variando principalmente em relação a como o físico aborda o universo. A teoria do multiverso específico que estou pensando aqui é aquela que normalmente é usada para se descartar a necessidade de um Designer para o universo. Todos concordam que o nosso universo é finamente afinado em seus detalhes para receber a vida. A menor mudança nas constantes do universo e adeus vida! Como a quantidade de constantes perfeitamente afinadas para a vida faz uma defesa muito forte pela existência de uma inteligência por trás de tudo isso, uma teoria é utilizada ad hoc, no caso, a teoria do multiverso. Uma simples definição é a que diz que, dado um número infinito de universos existentes, um deles acabaria tendo as constantes físicas corretas para o suporte da vida. No final das contas, nós demos sorte de estar no universo onde as constantes permitem a vida. Mas existe um número infinito de outros universos que possuem valores diferentes.
O que me fez chegar a conclusão que essa teoria não é possível pelo ponto de vista filosófico (além de outros problemas, como a total falta de evidências) é que não é possível que exista um número infinito de objetos físicos. Infinito só é possível para entidades não físicas (como números ou mesmo Deus). Não é possível que um objeto físico seja infinito, seja em sua constituição unitária, seja em um agrupamento. Mesmo as estrelas no céu não são infinitas. Em teoria elas poderiam ser contadas. Só ia levar muito tempo para isso.
O truque do multiverso para descartar a existência de um Criador se vale de um número muito grande (infinito) e assim, matematicamente, ele tenta diluir a evidência a favor de um Designer. Apesar do infinito ser possível matematicamente, não é possível em relação a objetos físicos.
Portanto, a teoria do multiverso ad hoc não é possível filosoficamente. É uma mistura de apologética ateísta com ficção científica. E uma pitada de números grandes.

terça-feira, março 01, 2011

Os pressupostos da ciência


Muita gente tem uma visão distorcida sobre a ciência. Para muitos, especialmente para os naturalistas, a ciência é um empreendimento humano neutro e isento, que só se fundamenta naquilo que sabemos com 100% de certeza e que nunca é influenciada por pressupostos filosóficos. Na verdade, qualquer um que tiver o mínimo de treinamento em filosofia da ciência, poderá dizer o quão errado está essa visão.
Para que a ciência possa começar, é necessário uma série de pressupostos filosóficos que, a priori, não podem ser provados através da ciência. Ou seja, apesar de serem fundamentos para a prática da ciência, esses pressupostos não podem ser provados cientificamente. Ainda assim, não são considerados como falsos, uma boa dica que a ciência não é a única fonte de conhecimento para a humanidade.
Veja abaixo uma lista com esses pressupostos. Essa lista foi tirada do livro Philosophical Foundations for a Christian Worldview, de William Lane Craig & J.P. Moreland.

Aqui está uma lista das pressuposições da ciência: (1) a existência de um mundo externo independente de teoria; (2) a natureza ordeira do mundo exterior; (3) a cognoscibilidade do mundo exterior; (4) a existência da verdade; (5) as leis da lógica; (6) a confiabilidade em nossas faculdades cognitivas e sensoriais para servir como coletores da verdade e como uma fonte para crenças verdadeiras justificadas em nosso ambiente intelectual; (7) a adequação da linguagem para descrever o mundo; (8) a existência de valores usados na ciência (ex: “teste as teorias de forma justa e reporte os resultados de forma honesta”); (9) a uniformidade da natureza e indução; (10) a existência dos números.

segunda-feira, fevereiro 21, 2011

O perigo da metodologia naturalística



“Se a ciência está permanentemente comprometida com o naturalismo metodológico – a posição filosófica que restringe toda explicação na ciência para explicações naturalísticas – o que se conclúi é que o objetivo da ciência não é gerar teorias verdadeiras. Ao invés disso, o objetivo da ciência seria outra coisa: gerar a melhor teoria que pudesse ser formulada sob a restrição que a teoria fosse naturalista. Mais e mais evidências poderiam surgir que sugerissem que um ser sobrenatural existisse, mas as teorias científicas não teriam a permissão para reconhecer essa possibilidade.”

Bradley Monton autor de Seeking God in Science: An Atheist Defends Intelligent Design / Buscando Deus na Ciência: um Ateu Defende o Design Inteligente /

segunda-feira, fevereiro 14, 2011

Termos úteis na evolução?




Eu quero dar uma olhada em um par de termos que tem sido adicionados ao vocabulário evolucionista mas que tem sido ardentemente contestados:

Microevolução – mudanças evolucionárias que resultam em diferenças dentro de uma espécie ou gênero.

Macroevolução – série de mudanças microevolutivas que resultam em um novo gênero, família, ordem, etc...

Outro dia, um naturalista afirmou que essa distinção não é necessária. O argumento é que existe uma longa linha de mudanças microevolutivas de espécies para espécies, de gênero para gênero, família para família, etc... assim, mudanças macroveolutivas são na verdade a mesma coisa que mudanças microevolutivas ao longo de um período de tempo. Já que no final das contas são a mesma coisa, não existe necessidade de se distinguir entre os dois termos. Essa pessoa mais tarde afirmou que mesmo que se permitisse a distinção em termos, o fato que as pequenas mudanças ao longo do tempo são incontestadas, isso significa que grandes mudanças ao longo do tempo estaria provado; microevolução é incontestada, portanto muita microevolução (macroevolução) está provada.

Esse argumento parece sólido. Cada premissa é verdade, e a lógica é válida. Mas existe uma premissa não declarada. As mudanças macroevolutivas são uma junção de muitas mudanças microevolutivas, mas elas estão em uma série específica que seguem um caminho específico. A premissa faltante nesse argumento é que o caminho do antecessor para a chamada descendência (muitas gerações depois) é claramente um obstáculo.

Em seu livro, "The Edge of Evolution" / O limite da Evolução / Michael Behe mostra que os cientistas tem observado tal obstáculo no laboratório. O obstáculo não é o tempo, mas é o caminho genético que deve ser cruzado para que as mudanças macroevolutivas possam acontecer na realidade. Já que um obstáculo foi observado, nós temos agora uma premissa falsa no argumento. Existe uma diferença entre micro e macroevolução. Muitas mudanças microevolutivas são necessárias para a macroevolução, mas não são suficientes. A outra condição necessária (um caminho genético claro) ainda precisa ser satisfeita. Já que ambas as condições necessárias para macroevolução não foram satisfeitas, estas também não foram ainda demonstradas. E já que mudanças ao longo do tempo foram demonstradas, existe uma necessidade de se distinguir entre os dois. Para prevenir o que confusão entre o que sabemos e o que não sabemos, essa distinção deve ser feita.

Só existe uma maneira que isso pode ser superado pelos naturalistas: encontrar um caminho que seria claro por padrão na natureza. Perceba que eu adicionei adicionei mais uma peça para a premissa faltante: “...claro por padrão na natureza”. Eu tive que adicionar essa última qualificação porque enquanto os cientistas estão procurando por maneiras de superar esse obstáculo, eles estão introduzindo seu próprio processo inteligente de ajuste fino, e então “permitindo que a natureza siga se curso”. Sua conclusão da macroevolução naturalística vai depender em uma premissa que é fundamentada na inteligência. Isso iria minar todo o argumento por uma (macro)evolução naturalística. Mesmo que os cientistas encontrem essa caminho “claro por natureza” no laboratório, vai sempre estar infectado com inteligência. Eu acredito que essa última afirmação será mais bem investigada no contexto de vida artificial pelo próximo livro do bioquímico Dr. Fazale Rana "Creating Life in the Lab: How New Discoveries in Synthetic Biology Make a Case for the Creator" / Criando Vida no Laboratório: Como Novas Descobertas em Biologia Sintética são um Defesa do Criador /.

A questão é que mesmo que os cientistas afirmem ter encontrado um caminho claro natural (superando o obstáculo), devemos investigar essa afirmação mais atenciosamente. Quanto mais os cientistas estão envolvidos em evitar o obstáculo, mais inteligência é necessária para se evitar o obstáculo. Quanto mais inteligência estiver envolvida em evitar o obstáculo, menos os processos naturais estão envolvidos no obstáculo. Quanto menos os processos naturais estiverem envolvidos em evitar o obstáculo, mais o obstáculo se mantem naturalmente. Se o obstáculo se mantém naturalmente, a macroevolução vai continuar sem ser observada e deve continuar a ser distinguida da microevolução.

terça-feira, fevereiro 01, 2011

O cozinheiro cósmico



A ajuste fino para suporte da vida no universo é uma constatação científica sem contestação. Ninguém discute isso. A dúvida é se esse ajuste fino é resultado do mero acaso ou se um ser inteligente está envolvido nisso.
Quando cada constante é analisada individualmente, pode-se sentir tentado a encontrar alguma desculpa naturalista para isso. Mas quando todas são somadas, o peso acumulativo em favor de um designer é esmagador.

Veja uma simples (mas não simplista) explicação disso no texto abaixo em uma analogia de um chef de cozinha do universo.

Se você fosse um chef cósmico, a sua receita para cozinhar um planeta habitável teria muitos ingredientes. Você precisaria de um planeta rochoso grande o bastante para segurar uma atmosfera substancial e oceanos de água e também para manter calor interno por bilhões de anos. Você iria precisar do tipo correto de atmosfera. Precisaria de uma grande lua para estabilizar a inclinação da rotação do planeta em seu eixo. Você precisaria que o planeta tivesse uma órbita quase circular em volta de uma grande estrela como o sol. Você precisaria dar ao planeta o tipo correto de vizinhos planetários dentro de seu sistema solar. E você precisaria colocar esse sistema longe do centro, das bordas e dos braços espirais de uma galáxia como a Via Láctea. Você precisaria cozinhá-lo por um curto período de tempo na história do universo. E por aí em diante. Essa é uma lista parcial. Mas você entendeu a idéia.

Evidence for God: 50 Arguments for Faith from the Bible, History, Philosophy, and Science / Evidência para Deus: 50 Argumentos para a fé da Bíblia, História, Filosofia e Ciência / por Michael Licona, William A. Dembski

E tem gente que prefere acreditar em contos de fadas...

terça-feira, janeiro 11, 2011

De acordo, com a ciência, a primeira causa deve ser...

50 evidências para existência de Deus
Já que a evidência científica nos mostra que a matéria e o tempo vieram a existência quando o universo veio a existir, a primeira causa deve ser imaterial e atemporal (ambos são atributos de Deus). A primeira causa também deve ser extremamente poderosa e livre para criar. Esses atributos se encaixam perfeitamente com o teísmo: não fazem o menor sentido no ateísmo.


Do livro Evidence for God: 50 Arguments for Faith from the Bible, History, Philosophy, and Science / Evidência para Deus: 50 Argumentos para a Fé da Bíblia, História, Filosofia e Ciência /
Posição 177 no Kindle

segunda-feira, janeiro 10, 2011

Frases de Cientistas sobre Design - 3

Deus criando universo autor do design

Paul Davies (Astrofísico Britânico): “Existe para mim um poderosa evidência que existe algo acontecendo por trás disso tudo... Parece que alguém afinou os números da natureza para criar o Universo.. A impressão do design é esmagadora”. (4)

Paul Davies: “As leis [da física] ...parecem ser o produto de um design excessivamente engenhoso... O universo deve ter um propósito”. (5)

4 – Davies, P. 1988. The Cosmic Blueprint: New Discoveries in Nature's Creative Ability To Order the Universe. New York: Simon and Schuster, p.203.
5 – Davies, P. 1984. Superforce: The Search for a Grand Unified Theory of Nature. (New York: Simon & Schuster, 1984), p. 243.

domingo, janeiro 09, 2011

Três Coisas que os Cristãos Precisam Mudar – Dr J. P. Moreland


1. Os Cristãos precisam começar a usar linguagem cognitiva e não somente linguagem da fé.

Os Cristão precisam usar termos relativos ao conhecimento, evidência, razão e pensamento, em adição à linguagem relativa a um coração tenro e relativa à fé. A Bíblia usa mais a palavra “conhecimento” do que a palavra “fé”. Os Cristão devem se tornar confortáveis com a idéia de sermos uma comunidade de pessoas instruídas e pensativas. Um Cristão pode ser instruído sem ser pretensioso ou arrogante.

Se o conhecimento “estufa”, a solução não é IGNORÂNCIA. A solução é HUMILDADE.

2. Os cristãos precisam ser ensinados em como argumentar pela fé e defender sua fé. Os Cristão precisam ser ensinados porque eles acreditam no que eles acreditam.

3. Os Cristãos precisam restaurar uma visão de Jesus Cristo como um intelectual; como uma pessoa inteligente e pensativa com conhecimento da realidade – em adição à sua santidade. Os Cristãos devem restaurar o valor da vida da mente na comunidade cristã.

A separação com a sociedade contemporânea é fundamentalmente um choque de visões de mundo – entre aqueles que acreditam em um Deus transcendente e aqueles que acreditam que ciência é o único caminho para a realidade e o mundo físico é tudo o que existe

Nesse contexto, os Cristãos não podem arcar com a propagação de nossa religião baseada na afirmação que funciona, que fala ao coração e que você deve acreditar nela com um ato de fé cega. Os Cristãos devem restaurar a nossa mensagem como baseada no conhecimento da realidade. Uma pessoa pode saber que Deus existe – ela não precisa apenas acreditar que Ele existe.

Adaptado de uma mensagem entitulada Love Your God with All Your Mind /Ame o Seu Deus com toda a sua mente/

O Cristão espiritualmente maduro é uma pessoa sábia. E uma pessoa sábia tem a experiência e as habilidades necessárias para viver uma vida exemplar e para abordar os assuntos atuais de uma forma responsável, atrativa e que traz honra a Deus. A sabedoria é fruto de uma vida de estudo e desenvolvimento da mente. Sabedoria é a aplicação do conhecimento ganho através do estudo tanto da Sua Palavra quando da Sua verdade revelada na criação. Se vamos ser sábios, pessoas espirituais preparadas para ir de encontro com a crise de nossa era, devemos ser uma comunidade que estuda e aprende, que valoriza a vida da mente. Claramente, para se tornar espiritualmente formada em Cristo – uma pessoa sábia – requer que sigamos os ensinos de Cristo nessa área crítica – e foi Ele quem nos ensinou a amar o Senhor nosso Deus com toda nossa mente (conhecimento).

(Dr J.P. Moreland, Love Your God With All Your Mind, /Ame o Seu Deus com toda a sua mente/ 1997, p. 39)
Nas escrituras, tirar os sapatos tem um significado muito especial. Quando Moisés teve seu primeiro confronto com Deus, Ele disse para que ele tirasse seus sapatos porque ele estava em terra santa. Jesus caminhou descalço para o Calvário. Na cultura daquele tempo, estar descalço era o sinal que você era um escravo. Um escravo não tinha direitos. Jesus nos deu o exemplo supremo de renunciar tudo por um grande objetivo.
Loren Cunningham Making Jesus Lord / Marc 8:34,35

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