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segunda-feira, junho 01, 2015

Uma incrível história de conversão

Um dos motivos que ridicularizavam George Whitefield era que ele era bastante vesgo.
Hoje eu me deparei com uma incrível história de conversão.


No período inicial do ministério de (George) Whitefield, muitas das tabernas se tornaram lugares onde sua doutrina e seu zelo eram falados e ridicularizados. Um tal Sr. Thorpe e vários outros homens jovens  em Yorkshire, se juntaram a uma destas festas para imitar a pregação do Sr. Whitefield. A proposta, recebida com aplausos: um após o outro subiu em cima da mesa para representar sua parte e coube ao Sr. Thorpe finalizar essa cena irreverente. Muito exultante e confiante de seu sucesso, ele exclamou enquanto subia na mesa “eu vou ganhar de todos vocês.” Quem poderia supor que a misericórdia de Deus estava agora para ser estendida para esse transgressor da lei? Uma Bíblia foi dada para ele e pela orientação da providência infalível, foi aberta em Lucas 13.3: “se não vos arrependerdes, todos de igual modo perecereis.” No momento em que ele leu o texto sua mente foi impressionada de uma maneira muito extraordinária; ele viu claramente a natureza e importância do assunto e, como ele depois disse, se ele havia pregado alguma vez com auxílio do Espírito Santo, essa foi a vez. Seu discurso produziu um sentimento de desânimo em seus ouvintes, e quando terminou, ele instantaneamente se retirou para chorar por causa de seus pecados. Ele pouco depois se associou com o povo de Deus e morreu como um bem sucedido ministro de Cristo em Masborough, em Yorkshire, em 1776, cerca de seis anos após a morte do Sr. Whitefield. Ele foi o pai do distinto Rev. William Thorpe, de Bristol.

quinta-feira, abril 28, 2011

A primeira páscoa a gente nunca esquece...

domingo, março 13, 2011

Deus opera milagres nos dias de hoje


“Se Deus fizesse um milagre na minha frente, aqui e agora, eu com certeza acreditaria que Deus existe”.
Esse é um desafio muito comum feito por ateus. A idéia por trás desse desafio é que, se Deus realmente existe, Ele deveria realizar algo miraculoso ali na frente da pessoa. Como nada acontece logo após o lançamento do desafio, então, temos uma prova irrefutável que Deus não existe.
Mas existe algo que escapa ao nosso amigo desafiante. Além da questão de vontade (que obrigação moral teria Deus de fazer um evento miraculoso?), o ateu esquece que Deus realiza milagres incríveis diariamente na frente de todo mundo. Esse milagre é ainda maior do que a criação de todo o universo (que também já é um milagre suficiente para provar sua existência), Deus realiza o milagre da transformação de seres humanos pecadores, inimigos de Deus, em seus Filhos. Não estou falando apenas de uma simples mudança de comportamento: eu agia assim, agora estou agindo diferente. Não. Estou falando sobre o processo de conversão, quando nascemos de novo em Cristo, somos regenerados, nossas atitudes, afeições, objetivos, enfim, todo o nosso ser é completamente transformados. De miseráveis pecadores, que odiavam a própria idéia da existência do Deus bíblico, passamos a tê-lo como principal motivo da nossa existência, através da obra do Espírito Santo. Esse, é o maior de todos os milagres.
Se um milagre dessa magnitude, não pode ser contado como evidência para a existência de Deus, então, nenhum outro pode. Nenhum. E assim, a negação da existência de Deus continua sendo uma questão de vontade, não de evidências.

sexta-feira, setembro 25, 2009

O(s) Evangelho(s) segundo a Daslu


Normalmente a vida dos famosos (ou coisas do tipo) pouco nos interessa. Suas estripulias, falas, casos, realizações, via de regram não vão gerar em nós qualquer reação digna de nota. Com uma única exceção: quando o assunto em pauta de tal pessoa envolve religião. Aí sim, nosso interesse é acionado.
Em uma pequena reportagem sobre as visitas (quatro no total) a uma igreja evangélica feitas nos últimos meses pela dona da Daslu, Eliana Tranchesi, católica de carteirinha segundo a revista, pode-se ler a reposta a uma pergunta relativamente direta, “a senhora virou evangélica”? “Sempre tive fé no Evangelho”, ela respondeu, “então não precisaria me converter. Acredito nas religiões do cristianismo, sem preconceito”.
Seria possível alguém dizer tudo sem falar nada?
Vamos observar dois pontos interessantes nesta resposta, que demonstra o que ela tem aprendido (ou não) na Igreja Evangélica de Jesus Cristo, localizada na casa da pastora (????) Vera Domingues, que conta com cerca de 30 pessoas por reunião. Os caracteres totais do nome da igreja são 33 (diga trinta e três) e superam o número médio de participantes. Seja como for, não existe dificuldade em se discipular alguém em um igreja que possui um número de membros menor do que a quantidade de letras de seu nome.
Eliana disse “sempre tive fé no Evangelho, então não precisaria me converter”. O que será que ela quis dizer com isso? Ela sempre teve fé no Evangelho? Em qual evangelho? Existe uma diferença bem grande na visão que os católicos e os protestantes possuem do evangelho e seus resultados. Um acredita na infusão da retidão de Cristo e daí em frente podemos trabalhar nossa salvação. Se no final da vida, morrermos sem pecados, vamos para o céu. Ao contrário, se morrermos em pecado, podemos ir para o purgatório, desde que não seja um pecado capital, se não para o inferno vamos nós!
O outro entende que somos pecadores miseráveis (I'm the wretch, the song refers to...), que merecem receber a ira de Deus mas pela obra de Cristo na cruz temos todos os nossos pecados perdoados (passados, presentes e futuros) e a retidão de Cristo é creditada em nossa conta. Nada do que podemos fazer irá nos tornar mais salvos. Mas pela fé podemos ter confiança em nossa salvação única e exclusivamente por causa de Cristo.
Em qual evangelho ela já acredita para não precisar se converter?
Além do mais, para nós protestantes (e evangélicos até onde eu sei) a conversão é necessária para a salvação, pois a conversão é o nascer de novo (João 3:5). Conversão não é mudar de religião. É a ação de nos arrependermos de nossos pecados e colocar nossa fé em Cristo. Graça, fé e arrependimento. Nesse momento o Espírito Santo age em nossa vida e nos dá uma nova natureza. Nascemos de novo, nos convertemos. Sem isso, sem salvação. Ela não precisa ser salva?
Segunda frase que nos chamou a atenção; “Acredito nas religiões do cristianismo, sem preconceito”. O que isso quer dizer exatamente? Ela acredita em todas as variações que existem dentro do cristianismo? Mesmo quando elas discordam totalmente?
O catolicismo vê a salvação de uma forma diferente do protestantismo. Também entendem a importância das Escrituras de forma diferente. Para a igreja católica, os dogmas são desenvolvidos pela interpretação das Escrituras pelo magistério (igreja) somado às tradições. Os protestantes, somente as Escrituras (sola scriptura) com liberdade de leitura e interpretação para cada cristão. Para as Testemunhas de Jeová (faz um tempinho que não escrevemos nada sobre elas...) Jesus Cristo não é Deus, para os protestantes e católicos, com certeza o é. Mormons acham que Jeová é o pai de toda a humanidade, teve muitos filhos com uma mãe cósmica e que todos somos irmãos, inclusive de Jesus e do diabo. A igreja Ortodoxa rejeita a “Imaculada Concepção de Maria”, assim como os protestantes, mas é uma doutrina de grande importância para os católicos.
Podemos enumerar várias e várias outras diferenças no que ela chama de “religiões do cristianismo”. Como é possível para ela acreditar em todas essas “religiões” se elas não concordam entre si?
Ela só foi até o momento a quatro reuniões na igreja de nome grande. Mas não seria o suficiente para saber que o cristianismo bíblico é totalmente diferente de qualquer outra religião? Não seria o suficiente para saber que você pode aceitar ou negar a mensagem do Evangelho, mas não tem como agir de forma indiferente, se aquilo que ela prega é verdadeiro? Não seria o suficiente para ela saber que aqueles que já se converteram, que nasceram de novo, dão frutos de sua salvação e acreditam que Cristo é o único e verdadeiro caminho e difere daqueles que o representam de forma errada?
Quatro reuniões são mais do que suficiente para isso. Quando estamos fazendo evangelismo na rua, o evangelizado entende tudo isso em menos de 15 minutos e pedimos para que ele repita para nós o que acabou de ouvir. Se a pessoa vai se converter ou não é outra história, já que esse é um trabalho para o Espírito Santo. Mas ela sai dali com uma mensagem muito clara do evangelho.
A pregação somente da graça de Deus sem a lei tem a tendência de criar pseudocristãos. É por isso que Tiago disse “Deus resiste ao orgulhoso” (não preciso me converter), “mas dá graça ao humilde” (Tiago 4:6)

sábado, maio 16, 2009

Craig e o delirio de Dawkins

Já foi dito e muitas e muitas vezes que Dawkins pode ser um ótimo showman, mas é um péssimo filósofo. Veja uma explicação bastante sólida sobre as falácias de Dawkins em seu best-seller.
Com vocês, Dr. William Lane Craig:



quarta-feira, abril 08, 2009

Richard Dawkins e a arte do raciocinio circular


Mais uma vez, com a chegada de datas religiosas, revistas como SuperInteressante ou Galileu se lançam a desvendar artigos da fé. Nessa empreitada, a Super lançou uma revista especial sobre Deus, sendo esse aliás o título.

Em um artigo intitulado “Ele está acima de nós?”, uma citação de Richard Dawkins (The Alien Man, para quem viu Expelled) chamou minha atenção, por ser um primor do pensamento circular.

Quando falava sobre a impossibilidade da existência de Deus, ele diz que Deus não poderia existir porque a evolução do cérebro humano levou milhões de anos para acontecer e para que o universo tivesse um arquiteto, ele teria de ter um cérebro tão desenvolvimento ou mais quanto o humano, sendo assim, não teria tido tempo para desenvolver esse cérebro e criar o universo. Não sei se retiraram essa citação de alguma entrevista ou de Deus, um Delírio, onde ele repete essa pérola da lógica.

Dawkins acredita piamente que a única grande verdade do universo é o processo evolutivo conforme descrito por Darwin. Para ele, absolutamente tudo o que existe só veio a existência por esse processo, que é um fato em si e que nenhuma outra explicação cabe. Portanto, para ele, se um Deus existir, ele só pode existir por um processo Darwiniano.

Ora, isso é raciocínio circular. Eu fundamento minha conclusão na própria conclusão em si. Em momento algum os cristãos (principal alvo de Dawkins, declarado por ele mesmo) alegam que Deus foi criado, ou que é dependente desse universo. A crença clássica do cristianismo sobre Deus é que ele é transcendente ao universo. Ele criou o universo. Já existia antes mesmo desse último existir. Portanto, mesmo que um processo evolutivo tenha desenvolvido a vida em nosso planeta, nada, absolutamente nada obriga Deus a se limitar por essa regra. É como dizer que o autor de um livro só pode existir se ele tiver vindo a existência pelo mesmo processo que seus personagens em seu livro. Não faz sentido.

É interessante notar que Dawkins diz que a chance de Deus existir é “tão improvável quanto uma rocha se transformar em uma pessoa”. Mas não é exatamente isso que ele acredita? Que através de bilhões de anos, a vida se formou do nada (abiogênese, alguém poderia chamar Pasteur por favor???) e através de algum ato mágico (mas não sobrenatural) a primeira célula se formou. O resto é história, como conta a música de abertura do “The Big Bang Theory”. Fechando o raciocínio, Dawkins acredita na possibilidade da existência de Deus, já que ele acredita que uma pedra (sem vida) se transformou no ser humano (ser vivente). A única diferença é que ele acrescenta um montão de tempo para disfarçar.

Dawkins é um péssimo filósofo, isso já é notório. Mas mesmo sabendo disso, ele não para de me surpreender com suas pérolas. E pensar que ele é o considerado o mais brilhante dos ateus… também, depois que perderam Anthony Flew, o que sobrou?

domingo, novembro 23, 2008

Richard Dawkins usando terminologia evangélica.


Estou lendo "Deus, um delírio" de Richard Dawkins e me deparei com uma frase importante. Ele diz algo mais ou menos assim (me perdoem se a frase não está exatamente como a versão em português, mas estou lendo em inglês, já que consegui o livro por um dólar em Miami): “é possível ser um ateu feliz, equilibrado, ético e intelectualmente realizado” e daí ele continua na sua tentativa de conscientizar seus leitores sobre os enormes benefícios da ateísmo. Essa frase se encontra logo no início do prefácio.
O que me chamou a atenção é que ele está usando a boa e velha terminologia evangélica para converter pessoas de outros credo para sua religião. A grande isca do evangelismo moderno é “venha para Jesus, Ele vai te dar paz, alegria, vai te fazer feliz e você vai se sentir realizado”. Não é basicamente isso que Dawkins está prometendo no prefácio de seu livro? Venha para o ateísmo, ele vai te dar paz, alegria, felicidade e realização. Isso mostra o quanto o ateísmo não é a negação da religião, mas somente mais uma religião. Ela só transfere sua fé de uma deidade para a a humanidade. Ainda assim é uma questão de fé, como diz um pouco antes “eu acredito no homem...”.
Pretendo em breve escrever um post sobre fé e quais as bases para a fé, pois muitos ateus dizem que fé é uma crença sem fundamentos, o que não é verdade, por nenhuma definição, nem mesmo a bíblica. Mas isso é assunto de um outro post. A questão aqui é outra.
Ateísmo é uma religião e a cada dia tem se organizado e estruturado como uma. Eles já possuem um livro sagrado (Origem das Espécies, Darwin), um líder que define seus dogmas (Richard Dawkins), possuem seus profetas (Sam Harris, Christopher Hitchens) e uma visão de mundo (evolucionismo e humanismo). Em pouco tempo teremos templos totalmente dedicados a seus cultos, que não ficarão restritos às matérias em artigos científicos ou as universidades.
Uma das grandes desgraças do evangelismo moderno é o decisionismo, tudo é uma pequena questão de se decidir, de dar uma chance. Podemos falar disso em outro post (estou prometendo muitos posts...) mas com certeza funciona, no sentido de conseguir um grande número de associados. E Dawkins se entrega a esse pragmatismo religioso. Não somente o ateísmo possui todas as características de uma religião, ele está rapidamente adotando práticas que levamos séculos para adotar.
Estão copiando não somente o que existe de bom no cristianismo, mas também o que existe de ruim.
Ao menos algo de bom. Se a próxima geração de ateus se voltarem para o ateísmo pelas promessas de felicidade e realização sem fim, vamos ter um belo grupo de “desviados” do ateísmo, assim como temos do cristianismo.
Nas escrituras, tirar os sapatos tem um significado muito especial. Quando Moisés teve seu primeiro confronto com Deus, Ele disse para que ele tirasse seus sapatos porque ele estava em terra santa. Jesus caminhou descalço para o Calvário. Na cultura daquele tempo, estar descalço era o sinal que você era um escravo. Um escravo não tinha direitos. Jesus nos deu o exemplo supremo de renunciar tudo por um grande objetivo.
Loren Cunningham Making Jesus Lord / Marc 8:34,35

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