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| Um dos motivos que ridicularizavam George Whitefield era que ele era bastante vesgo. |
segunda-feira, junho 01, 2015
Uma incrível história de conversão
quinta-feira, abril 28, 2011
domingo, março 13, 2011
Deus opera milagres nos dias de hoje
sexta-feira, setembro 25, 2009
O(s) Evangelho(s) segundo a Daslu

sábado, maio 16, 2009
Craig e o delirio de Dawkins
quarta-feira, abril 08, 2009
Richard Dawkins e a arte do raciocinio circular

Mais uma vez, com a chegada de datas religiosas, revistas como SuperInteressante ou Galileu se lançam a desvendar artigos da fé. Nessa empreitada, a Super lançou uma revista especial sobre Deus, sendo esse aliás o título.
Em um artigo intitulado “Ele está acima de nós?”, uma citação de Richard Dawkins (The Alien Man, para quem viu Expelled) chamou minha atenção, por ser um primor do pensamento circular.
Quando falava sobre a impossibilidade da existência de Deus, ele diz que Deus não poderia existir porque a evolução do cérebro humano levou milhões de anos para acontecer e para que o universo tivesse um arquiteto, ele teria de ter um cérebro tão desenvolvimento ou mais quanto o humano, sendo assim, não teria tido tempo para desenvolver esse cérebro e criar o universo. Não sei se retiraram essa citação de alguma entrevista ou de Deus, um Delírio, onde ele repete essa pérola da lógica.
Dawkins acredita piamente que a única grande verdade do universo é o processo evolutivo conforme descrito por Darwin. Para ele, absolutamente tudo o que existe só veio a existência por esse processo, que é um fato em si e que nenhuma outra explicação cabe. Portanto, para ele, se um Deus existir, ele só pode existir por um processo Darwiniano.
Ora, isso é raciocínio circular. Eu fundamento minha conclusão na própria conclusão em si. Em momento algum os cristãos (principal alvo de Dawkins, declarado por ele mesmo) alegam que Deus foi criado, ou que é dependente desse universo. A crença clássica do cristianismo sobre Deus é que ele é transcendente ao universo. Ele criou o universo. Já existia antes mesmo desse último existir. Portanto, mesmo que um processo evolutivo tenha desenvolvido a vida em nosso planeta, nada, absolutamente nada obriga Deus a se limitar por essa regra. É como dizer que o autor de um livro só pode existir se ele tiver vindo a existência pelo mesmo processo que seus personagens em seu livro. Não faz sentido.
É interessante notar que Dawkins diz que a chance de Deus existir é “tão improvável quanto uma rocha se transformar em uma pessoa”. Mas não é exatamente isso que ele acredita? Que através de bilhões de anos, a vida se formou do nada (abiogênese, alguém poderia chamar Pasteur por favor???) e através de algum ato mágico (mas não sobrenatural) a primeira célula se formou. O resto é história, como conta a música de abertura do “The Big Bang Theory”. Fechando o raciocínio, Dawkins acredita na possibilidade da existência de Deus, já que ele acredita que uma pedra (sem vida) se transformou no ser humano (ser vivente). A única diferença é que ele acrescenta um montão de tempo para disfarçar.
Dawkins é um péssimo filósofo, isso já é notório. Mas mesmo sabendo disso, ele não para de me surpreender com suas pérolas. E pensar que ele é o considerado o mais brilhante dos ateus… também, depois que perderam Anthony Flew, o que sobrou?
domingo, novembro 23, 2008
Richard Dawkins usando terminologia evangélica.

O que me chamou a atenção é que ele está usando a boa e velha terminologia evangélica para converter pessoas de outros credo para sua religião. A grande isca do evangelismo moderno é “venha para Jesus, Ele vai te dar paz, alegria, vai te fazer feliz e você vai se sentir realizado”. Não é basicamente isso que Dawkins está prometendo no prefácio de seu livro? Venha para o ateísmo, ele vai te dar paz, alegria, felicidade e realização. Isso mostra o quanto o ateísmo não é a negação da religião, mas somente mais uma religião. Ela só transfere sua fé de uma deidade para a a humanidade. Ainda assim é uma questão de fé, como diz um pouco antes “eu acredito no homem...”.
Pretendo em breve escrever um post sobre fé e quais as bases para a fé, pois muitos ateus dizem que fé é uma crença sem fundamentos, o que não é verdade, por nenhuma definição, nem mesmo a bíblica. Mas isso é assunto de um outro post. A questão aqui é outra.
Ateísmo é uma religião e a cada dia tem se organizado e estruturado como uma. Eles já possuem um livro sagrado (Origem das Espécies, Darwin), um líder que define seus dogmas (Richard Dawkins), possuem seus profetas (Sam Harris, Christopher Hitchens) e uma visão de mundo (evolucionismo e humanismo). Em pouco tempo teremos templos totalmente dedicados a seus cultos, que não ficarão restritos às matérias em artigos científicos ou as universidades.
Uma das grandes desgraças do evangelismo moderno é o decisionismo, tudo é uma pequena questão de se decidir, de dar uma chance. Podemos falar disso em outro post (estou prometendo muitos posts...) mas com certeza funciona, no sentido de conseguir um grande número de associados. E Dawkins se entrega a esse pragmatismo religioso. Não somente o ateísmo possui todas as características de uma religião, ele está rapidamente adotando práticas que levamos séculos para adotar.
Estão copiando não somente o que existe de bom no cristianismo, mas também o que existe de ruim.
Ao menos algo de bom. Se a próxima geração de ateus se voltarem para o ateísmo pelas promessas de felicidade e realização sem fim, vamos ter um belo grupo de “desviados” do ateísmo, assim como temos do cristianismo.


