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segunda-feira, dezembro 12, 2011

Segundas terminológicas: assensus

segundas com termos da teologia hoje agostinho



Assensus:



Termo latino referente ao assentimento intelectual de uma verdade teológica ou à aceitação dessa verdade. Embora o conceito bíblico de fé inclua a idéia de assensus, este não pode ser comparado à fé salvadora. O indivíduo que exercita a fé bíblica assente à verdade de que Jesus é humano e divino; entretanto, o assensus não garante que a fé bíblica esteja presente, pois, como Tiago observa, "os demônios também crêem" (2:19), ou seja, dão assentimento intelectual à existência de Cristo, embora não exercitem a fé salvadora nele.

Fonte: Dicionário de Teologia, edição de bolso. Ed. Vida.

segunda-feira, agosto 22, 2011

Segundas terminológicas: apropriação

segundas com termos da teologia hoje agostinho



Apropriação:



Termo geral utilizado em teologia com respeito à integração ou aplicação de um aspecto da fé na prática cristã. Assim, não é suficiente ter um conceito intelectual da fé e da confiança em Cristo sem de fato exercitar a fé e confiar em Cristo. O ato do crente de exercitar a fé, então, é chamado apropiação da fé.

Fonte: Dicionário de Teologia, edição de bolso. Ed. Vida.

sábado, maio 07, 2011

Duvidar é bom?



Cristão de verdade não duvida. Ou pelo menos essa é a mensagem não falada que você vai encontrar na maioria das igrejas. Bem, se isso é verdade, então eu acho que eu não sou um cristão de verdade porque eu já tive (e ainda tenho) meu quinhão de dúvidas. A propósito, seus pais e seus pastores também tem! Como humanos, todos temos limitações. Todos experimentamos dúvidas simplesmente porque não podemos saber tudo sobre todas as coisas. Então, fique encorajado, você não está sozinho. Mas para poder viver com nossas dúvidas de uma forma espiritualmente saudável e que vai construindo a nossa fé, precisamos ser claros sobre o que é e o que não é dúvida.

Primeiro, como J. P. Moreland e Klaus Issler nos mostram, existe diferença entre descrença, dúvida e falta de crença.
  1. Descrença – alguém que voluntariamente se coloca contra um ensino bíblico(ex. Jesus não é o Filho de Deus).
  2. Dúvida – alguém tem uma barreira intelectual, emocional ou psicológica para uma confiança mais segura em algum ensino bíblico ou mesmo em Deus (ex. Eu acredito que Deus sempre está cuidando de mim, mas quando coisas ruins acontecem, eu tenho dificuldades em acreditar nisso).
  3. Falta de crença – alguém que não acredita em um ensino bíblico ou idéia, mas gostaria de acreditar (ex. eu preciso de ajuda para acreditar).


Além disso, nem todas as dúvidas são iguais: elas possuem sabores diferentes. As duas mais comuns são a intelectual e a emocional. Já que o entendimento cristão de fé é “confiança ou crença naquilo que temos razões para acreditar que é verdade” – diferentemente de “fé cega” ou pensamento positivo – a receita para superar as suas dúvidas não é de alguma forma se afundar e arrumar do nada mais fé prendendo a respiração e se concentrando com força.
O que você precisa fazer é ter coragem de “duvidar das duas dúvidas”. Busque a verdade. Aqui está um lugar para se começar: (1) seja específico sobre quais são as suas dúvidas – escreva-as e liste razões a favor e contra (2) comece sua investigação lendo os artigos nessa Bíblia de estudos* (3) lembre-se que você não é o único que já questionou sobre isso e que 99,9% do tempo uma resposta razoável existe.
Algumas vezes as dúvidas emocionais se parecem com as intelectuais. Mas a raiz do problema no final das contas não são as questões não respondidas. Algumas fontes de dúvidas emocionais: (1) experiência de desapontamento, falha, dor ou perda (2) ter conflitos não resolvidos ou feridas do nosso passado que precisam ser abordadas (3) deixar emoções descontroladas nos levar sem uma boa razão (4) ser espiritualmente seco (5) medo de realmente se cometer com alguém.
Emoções são boas e normais mas nem sempre elas estão certas. Precisam ser examinadas. Eu posso estar emocionalmente para baixo, mas isso pode não ter nada a ver com a minha confiança que o Novo Testamento é confiável ou que Deus existe.
Se você se encontrar com dúvidas, você está em boa companhia (Marcos 9:24). Mas ter a coragem de duvidar das suas dúvidas e investigar a raiz desses assuntos, com tempo, irá levá-lo a grande confiança como um seguidor de Jesus. Essa é a essência da jornada da fé.

*Esse artigo apareceu pela primeira vez na Apologetics Study Bible for Students (Bíblia de Estudos Apologéticos para Estudantes) publicado pela Holman Bible Publishers, Nashville, TN. Para mais informações, em inglês, clique aqui.

sábado, fevereiro 19, 2011

Como o pensamento crítico salva a fé



“Pensamento crítico?” irrompeu o apresentador de rádio. “A maioria das pessoas na Direita Cristã conservadora diria que esse é um dos maiores perigos que temos – essa idéia sem sentido de pensamento crítico.”

Eu estava falando com o super-liberal Barry Lynn, diretor executivo da Americans United for the Separation of Church and State / Americanos Unidos pela Separação entre Igreja e Estado /. Ele havia me convidado para seu programa de rádio “Choque de Culturas” para falar sobre meu recém-publicado livro Saving Leonardo / Salvando Leonardo /. Ainda assim, quando eu expliquei que o livro dissecava visões de mundo seculares para ajudar as pessoas a desenvolver o pensamento crítico, Lynn pareceu incrédulo. Cristão conservadores desencorajam qualquer questionamento de sua fé, ele afirmou.

Ele estava mostrando um quadro geral, mas devemos admitir que existe um fundamento para um esteriótipo tão negativo. De fato, esse tem sido um dos principais motivos pelo quais os jovens estão deixando a igreja.

Drew Dyck em seu recente artigo na revista Christianity Today intitulado “Abandonadores” diz que quando falam com uma pessoa que deixou a fé (ou está pensando em fazer isso), os cristãos raramente engajam as razões para as dúvidas da pessoa. Tipicamente eles “apresentam uma de duas reações opostas e igualmente prejudiciais”: alguns “congelam em uma posição defensiva e falham em responder ao problema.” Outros “vão para a ofensiva, passando um sermão de julgamento rude.”

Meus alunos dizem que encontram ambas reações. Uma adolescente que está lutando para decidir no que ela acreditava estava se sentindo desencorajada porque a primeira reação de seus pais foi “por que você simplesmente não tem fé, como nós?”

Um outro adolescente que está explorando visões de mundo alternativas disse que a resposta de seus pais foi condená-las: “você não pode provar isso! Você não tem evidências!” Como ele me diz, “eu preciso que meus pais pensem sobre essas coisas comigo, não somente as julgue”.

Quando os pais ou líderes reagem com vergonha ou condenação, eles podem muito bem afastar seus adolescentes. Ambos alunos recentemente anunciaram que não se consideram mais como cristãos.

Eles se tornaram “abandonadores” da igreja.

Eu também deixei a igreja com dezesseis anos. Eu não estava revoltada. Nem estava tentando construir uma cortina de fumaça moral de escolhas ruins. Eu simplesmente estava perguntando “como eu sei que o cristianismo é verdadeiro?” Nenhum dos adultos que eu consultei me ofereceu qualquer resposta.

Eventualmente eu decidi que a única opção intelectualmente honesta era rejeitar meu berço religioso e examina-lo objetivamente junto com outras religiões e filosofias. No final das contas, se eu não tivesse bons motivos para minhas convicções, como eu poderia dizer com integridade que eu afirmava o cristianismo – ou qualquer outra coisa?

O Seminário Fuller recentemente conduziu um estudo sobre adolescentes que deixam a igreja quando entram na faculdade. Os pesquisadores descobriram o fator que sozinho é o mais importante em relação à firmeza dos jovens em relação a suas convicções cristãs ou para deixá-las. E não é o que a maioria de nós pensaria ser.

Participar de um ministério universitário? Estudo bíblico? Apesar de serem coisas importantes, o fator mais decisivo é se os jovens tem ou não um lugar seguro para trabalhar suas dúvidas e questões antes de saírem de casa.

Os pesquisadores concluíram, “quanto mais os estudantes sentem que tem a oportunidade de expressar suas dúvidas enquanto estão no ensino médio, maior o nível de maturidade na fé e maturidade espiritual.”

O estudo indica que os alunos na verdade crescem mais confiantes em seu comprometimento cristão quando os adultos em sua vida – pais, pastores, professores – os guiam na abordagem dos desafios apresentados pelas visões de mundo seculares prevalentes. Em resumo, a única forma que os adolescente se tornam verdadeiramente “preparados para dar a razão para qualquer um que pergunte” (1 Pedro 3:15) é lutando honestamente e pessoalmente com suas dúvidas.

Como os pesquisadores colocam, “os alunos que tiveram a oportunidade de lutar com suas questões e dores durante o ensino médio parecem ter uma transição mais saudável para a vida universitária.”

Infelizmente, muitas igrejas e escolas cristãs não encorajam “perguntas difíceis”. Na entrevista de Dyck com os que estavam abandonando a igreja, a maioria reportou que “eles eram regularmente silenciados quando expressavam dúvidas.” Eles eram ridicularizados, repreendidos ou levados a sentir que havia algo de imoral em simplesmente questionar.

Ao invés de abordar as questões dos adolescentes, a maioria dos grupos de jovens das igrejas focam em divertimento ou comida. O objetivo parece ser criar um laço emocional usando música alta, peças de teatro tolas, jogos, palhaçadas – e pizzas. Mas a força de puras experiências emocionais não irá equipar os jovens para abordarem as idéias que eles vão encontrar quando deixarem suas casas e encararem o mundo por conta própria.

Um estudo britânico descobriu que pais não religiosos tem uma chance de quase 100% de passar suas visões de mundo para seus filhos, enquanto os pais religiosos tem apenas cerca de 50% de passar suas visões.

Claramente, ensinar aos jovens a engajar criticamente com as visões de mundo seculares não é mais um opção. É uma habilidade necessária para a sobrevivência.

O apresentador de rádio hostil pode não entender, mas as Escrituras encorajam o ser humano a usar sua mente para examinar as afirmações sobre verdade. Como Paulo escreveu, “teste todas as coisas, retenha o que é bom” (1 Tess. 5:21). Acontece que você precisa praticar a primeira parte do versículo – testar e questionar – para construir a sabedoria para reconhecer, escolher e manter aquilo que é bom.
Adaptando uma frase de Wordsworth, a criança questionadora é o pai de um homem verdadeiramente comprometido.

sexta-feira, fevereiro 18, 2011

Quem leva o cristianismo a sério?



O mundo não leva a nossa fé a sério. Muitos de nós somos ridicularizados porque acreditamos no cristianismo. Isso fica claro até nos comentários que vemos em nosso blog. A sociedade como um todo não olha para a fé cristã e a vê como algo sério, como aquilo que ela realmente é: uma fé evidencialista e histórica. Mas por que? Falta algo em nossa fé? Faltam evidências para que possamos mostrar para o mundo, na verdade, apresentar para o mundo a fé cristã como uma visão de mundo válida e competitiva no mercado de idéias? Como uma visão de mundo válida e positiva que pode orientar a sociedade como um todo para o bem geral? Nada falta em relação à fé em si. O que falta, na verdade, está fora dela. Está em nós.
O mundo não leva a nossa fé a sério. Mas o grande problema, é que a grande maioria de nós também não leva nossa própria fé a sério. Nós somos os primeiros a apresentar para o mundo uma fé irrelevante e que deve ser somente considerada como uma curiosidade sociológica, uma crença esdrúxula de algumas pessoas estranhas, que devem ficar à margem das tomadas de decisões na sociedade. Nós somos os principais culpados de como o mundo nos vê. E eu quero apresentar três atitudes da maioria dos cristãos que fundamentam minhas reclamações (achou que eu ia ficar reclamando seu apresentar fundamentos, não é...).

1 – Abandono da teologia em favor dos sentimentos.
Não temos mais a preocupação com aquilo que acreditamos. O mais importante é como nos sentimos. Se estamos nos sentido bem, só pode ser verdade. Se não estamos, então é falso. A verdade é validada pelos nossos sentimentos. Mas os sentimentos podem ser manipulados e assim toda sorte de ensinos ruins (mas que me fazem sentir bem) invade a igreja. Como o mais importante é eu me sentir bem, em abandono a busca pela verdade. O cristianismo é verdadeiro? Tanto faz. Eu sinto que sim e está bom. Jesus ressuscitou? Pouco importa. Ele ressuscitou em meu coração. Só que quando a situação muda, quando algum desastre acontece, quando meus sentimentos me traem, eu não tenho gravado em meu coração os ensinos das Escrituras, que em momentos difíceis vão informar meus sentimentos e meu intelecto. Teologia importa. Tanto para nos proteger externamente (contra falsos ensinos) quanto internamente (contra nossas dúvidas).

2 – Foco em nós ao invés do foco em Deus.
Quando muitos de nós vamos para a igreja, ou nos reunimos publicamente, o que geralmente pensamos é: como eu posso me beneficiar dessa situação? Como isso pode ser bom pra mim? Muitas vezes não nos expressamos nesses termos, mas na prática é assim que a coisa funciona. Isso se reflete na nossa escolha de qual igreja freqüentar, muitas vezes baseado muito mais em nosso gosto pessoal do que em padrões bíblicos de escolha (ensino da palavra, ortodoxia, etc). Além disso, nós nos relacionamos com Deus como se o principal objetivo dessa relação fosse a nossa felicidade, ao invés da glória de Deus. Existe a busca pela vontade de Deus, como se fosse algo escondido. Aquele que encontrar a vontade escondida de Deus, terá felicidade nesse mundo. Aquele que não a encontrar, terá sua passagem por essa terra como por um vale de lágrimas. Enquanto isso, ignoramos e somos incapazes de cumprir a vontade de Deus revelada nas Escrituras. Queremos descobrir a vontade secreta de Deus, enquanto ignoramos a vontade revelada de Deus.

3 – A enorme lacuna entre o que acreditamos e como agimos.
Em uma única palavra: hipocrisia. Infelizmente, agimos como hipócritas quando a oportunidade bate a nossa porta. O cristão deve agir com o mais alto padrão moral. Nós somos filhos de um Deus justo e devemos representar nesse mundo essa mesma justiça. Devemos ser honestos, trabalhadores, justos e misericordiosos. Mas quantos vezes não somos vistos (porque assim agimos) como desonestos, preguiçosos, injustos e gananciosos. Afirmamos uma coisa, agimos de outra maneira. O mundo vê essa hipocrisia e nos rotula a todos dessa maneira.

Isso vai se resolver em breve? Não. Mas eu gostaria de sugerir uma mudança de atitude, além das apontadas acima. Se a igreja se mostrasse mais como ela realmente é, uma assembléia de pecadores imundos, que foram salvos não porque são bons, mas por causa de um Deus bom, pessoas que não merecem nada a não ser a ira de Deus, alguns eram adúlteros, outros ladrões, outros mentirosos, outros pornógrafos, outros orgulhosos e por ai vai. Mas todos, todos pecadores imundos. Em sua graça maravilhosa, Deus nos salvou. Sem nada de bom em nós, sem nenhum merecimento, sem nada que pudesse ser usado a nosso favor, Deus nos salvou. Se nos lembrássemos disso todos os dias e se fosse essa a imagem que o mundo percebesse, as coisas seriam diferentes. Pelo menos, o mundo poderia nos desprezar pelo mesmos motivos que desprezou Jesus e não pelos novos motivos que nós criamos. Precisamos nos levar a sério.
Por último, esse texto serve como alerta para mim também. Todos devemos ficar atentos para nossas ações e escrever esse texto é um pouco de mea culpa. Espero que você também receba esse texto nesse mesmo espírito.

“Não sabeis que os injustos não herdarão o reino de Deus? Não vos enganeis: nem os devassos, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os sodomitas, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbedos, nem os maldizentes, nem os roubadores herdarão o reino de Deus.
E tais fostes alguns de vós; mas fostes lavados, mas fostes santificados, mas fostes justificados em nome do Senhor Jesus Cristo e no Espírito do nosso Deus”. 1 Coríntios 6:9-11

“Vós sois o sal da terra; mas se o sal se tornar insípido, com que se há de restaurar-lhe o sabor? para nada mais presta, senão para ser lançado fora, e ser pisado pelos homens.
Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder uma cidade situada sobre um monte; nem os que acendem uma candeia a colocam debaixo do alqueire, mas no velador, e assim ilumina a todos que estão na casa. Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras, e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus”. Mateus 5:13-16

quarta-feira, janeiro 12, 2011

Fé cega? Isso não existe na Bíblia

fé cega não é bíblica
Um dos principais ataques dos céticos à fé cristã é pintá-la de “cega”. A fé é cega, dizem. Você pode argumentar a vontade, mas para eles, o simples fato de ser fé, é o bastante para ser cega.
Isso é incoerente já que todos temos fé. Fé é crença. Simples assim. Exercemos fé ao andar de avião, quando pagamos um conta. Toda vez que acreditamos em algo, estamos colocando nossa fé no objeto de nossa crença. Até a crença na ciência é baseada em fé, já que muitas coisas nós (e as vezes nem os cientistas) conseguem experimentar.
Uma das coisas que atrapalha muito a defesa da idéia de fé é que muitos cristãos agem em relação à fé como se ela tivesse mesmo que ser cega. Mas isso é resultado da má instrução bíblica por parte de muitos e não depõe contra a fé cristã. No máximo, depõe contra os mestres e pastores cristãos que não estão ensinando o povo direito.
O texto abaixo coloca o último prego no caixão de uma visão sobre fé distorcida. Ele analisa o que a Bíblia diz sobre fé e nos mostra que esse conceito de fé cega é totalmente estranho ao conceito bíblico de fé.
À luz do texto, qualquer um que continuar defendendo uma idéia de fé cega (seja cristão ou cético) estará simplesmente fazendo uma má representação da fé e portanto, precisa corrigir sua visão.
Leiam, releiam, divulguem e aproveitem. Vamos apresentar uma verdadeira fé bíblica para o mundo.

sábado, janeiro 01, 2011

Credo do Embaixador de Cristo


Um embaixador é…

ProntoUm embaixador está alerta para oportunidades de representar Cristo e não vai se retirar de uma desafio ou de uma oportunidade.
PacienteUm embaixador não irá contender, mas irá ouvir com o objetivo de entender, e então gentilmente buscará envolver aqueles com quem discorda.
RacionalUm embaixador tem convicções bem informadas (não somente sentimentos), dá razões, busca agressivamente por respostas e não tropeçara no mesmo desafio duas vezes.
TáticoUm embaixador se adapta para ensinar pessoas em situações únicas, manobrando com sabedoria e desafiando raciocínios ruins, apresentando a verdade de uma maneira entendível e convincente.
ClaroUm embaixador é cuidadoso com a linguagem e não irá se apoiar em jargões cristãos ou ganhará vantagem apelando para retórica vazia.
JustoUm embaixador é simpático e compreensível com os outros e reconhecerá os méritos de uma visão contrária.
HonestoUm embaixador é cuidadoso com os fatos e não irá representar de forma errada o ponto de vista de outros, não irá exagerar seu caso nem minimizar as exigências do Evangelho.
HumildeUm embaixador é provisional em suas afirmações, sabendo que seu entendimento sobre a verdade é falível. Ele não irá pressionar seu ponto de vista além do que permitido pelas evidências.
Atrativo Um embaixador irá agir com graça, gentileza e bons modos. Ele não irá desonrar Cristo em sua conduta.
DependenteUm embaixador sabe que a efetividade requer juntar seus melhores esforços com o poder de Deus.

domingo, novembro 14, 2010

O ateu que passou a acreditar em Deus. Veja o porque.



Agora acredito que o universo foi criado por uma Inteligência infinita. Acredito que as intrincadas leis deste universo manifes­tam o que os cientistas têm chamado de a Mente de Deus. Acredito que a vida e a reprodução têm sua origem em uma Fonte divina.
Por que acredito nisso, se ensinei e defendi o ateísmo por mais de meio século? A resposta é curta: esse é o retra­to do mundo, como eu o vejo, e que emergiu da ciência moderna. A ciência mostra três dimensões da natureza que apontam para Deus. A primeira é o fato de que a natureza obedece a leis. A segunda é a dimensão da vida, de seres movidos por propósitos e inteligentemente organizados que surgiram da matéria. A terceira é a própria existên­cia da natureza. Mas não é apenas a ciência que tem me guiado. O fato de eu ter retomado o estudo dos argu­mentos filosóficos clássicos também tem me ajudado.
Não foi nenhum novo fenômeno ou argumento que me motivou a abandonar o ateísmo. Nessas últimas duas décadas, toda minha estrutura de pensamento tem per­manecido em estado de migração, e isso foi conseqüên­cia de uma contínua avaliação das manifestações da na­tureza. Quando finalmente cheguei a reconhecer a existência de um Deus, isso não foi uma mudança de pa­radigma, porque meu paradigma permanece aquele que Platão escreveu em A República, atribuindo-o a Sócrates: "Devemos seguir o argumento até onde ele nos levar".

Antony Flew, Deus Existe.

domingo, outubro 17, 2010

O Cristianismo é Verdadeiro? - O Cristianismo é Objetivamente Verdadeiro


O cristianismo é objetivamente verdadeiro por Marcus McElhaney

(Áudio em MP3 aqui em breve)

Creio que o cristianismo é objetivamente verdadeiro. O que quero dizer é que o cristianismo bíblico é verdade não importa se você ou eu acreditemos ou não. Três motivos principais levaram-me a esta conclusão:

1. O argumento teleológico diz que o design observável no mundo sugere que deve haver um projetista inteligente – Deus.
2. A Bíblia tem resistido ao teste do tempo - histórico, científico e arqueológico.
3. Jesus realmente viveu, foi verdadeiramente crucificado, e só a sua ressurreição corporal é a melhor explicação para os dados históricos.

Esses argumentos não são novos - nem são os únicos argumentos que confirmam a minha tese – mas eu os acho atraentes. Começando com o argumento teleológico: ele vai muito além do aparente design observado em todos os seres vivos no ambiente em que vivemos. Ele vai além do puro espanto de como funciona o mundo físico. Não é apenas o argumento da complexidade irredutível. O ponto que eu quero fazer é que vivemos em um planeta que está perfeitamente situado na nossa galáxia, então podemos ver, medir e estudar o universo. Nós desenvolvemos tecnologia para que pudéssemos aprender muito, e nós descobrimos que vivemos em um momento único na história do universo. Se tivéssemos chegado aqui alguns milhões de anos no futuro, grande parte das evidências para a estrutura do universo teria ido embora, assim como as evidências para o Big Bang.

Mas o mais atraente para mim é que as constantes físicas foram ajustadas precisamente para que existíssemos – e que estamos na melhor localização possível para observá-las! É como um artista / músico nos tivesse colocado nas cadeiras com a melhor acústica e visão do palco. Isso se encaixa com o Deus descrito na Bíblia, colocando-nos a todos no melhor lugar possível para ter um relacionamento com Ele (Atos 17). (Lawrence Krauss não concorda com a conclusão de que Deus estabeleceu um universo, mas ele admite /em inglês/ que estas são as condições em que vivemos.)

Quanto à Bíblia, muitas pessoas tentaram provar que estava errada através da ciência, história e arqueologia. Mas acho que tem resistido ao teste do tempo. Em vez de ser provada como errada, tenho visto que foi confirmada através das descobertas na história, ciência e arqueologia. Por exemplo, a Bíblia descreve uma nação chamada de filisteus. Se os filisteus nunca existissem e nenhuma evidência jamais fosse encontrada então isso colocaria as escrituras em questão. Entretanto, a evidência arqueológica confirma isso e inúmeros outros fatos históricos. A Bíblia passa o teste do tempo uma e outra vez. Você pode encontrar mais evidências em muitos lugares, mas você pode começar com este link (em inglês).

Temos mais de 200 citações extra-bíblicas de Jesus Cristo – sabemos que havia um homem chamado Jesus de Nazaré, que pregou em toda a Palestina durante o início do primeiro século d.C. Ele foi crucificado sob Pôncio Pilatos, e três dias depois de sua morte seu túmulo estava vazio. Seus seguidores proclamaram que Jesus estava vivo e ressuscitado dentre os mortos. Isso mudou todo o mundo para sempre. Mesmo os estudiosos mais liberais concordarão com estas verdades fundamentais. As reais objeções de estudiosos para a ressurreição nunca se centraram sobre a existência de Jesus, mas se ele realizou ou não milagres e se ele realmente ressuscitou dos mortos.

Ao estudar as teorias alternativas para a ressurreição, nenhuma delas parece se encaixar ou responder a todos as informações. Os discípulos estavam dispostos a ir para a morte ao invés de negar que viram e interagiram com o Cristo ressuscitado – um fato que eles estavam em posição de saber em primeira mão. Alguns eruditos como Bart Ehrman favorecem a idéia de que Pedro e os outros 10 discípulos que estavam com Jesus por todo o seu ministério tiveram uma alucinação coletiva ou realmente acreditavam que viram Jesus, porque queriam vê-lo e não queriam deixar morrer o movimento que Jesus que havia começado. O problema é que duas ou mais pessoas não podem compartilhar a mesma alucinação! Elas podem ter alucinações simultaneamente, mas elas não podem experimentar a mesma alucinação. Também isso não explica o irmão de Jesus, Tiago, nem Saulo – que se tornou o apóstolo Paulo. Nenhum deles acreditava em Jesus ou tinham um motivo para se tornar seu seguidores. Eles foram hostis até que algo aconteceu com eles.

Além disso, se o túmulo de Jesus não estava vazio, porque os líderes judeus não calaram Pedro e os demais, apresentando o corpo? Se os apóstolos tinham roubado o corpo, como conseguiram passar pelo túmulo selado e pelo guardas? Acho que a resposta é simples. Deus ressuscitou Jesus exatamente como Ele disse. Por que isso é o argumento mais decisivo para mim? Os Apóstolos reconheceram isso dois mil anos atrás. Cristianismo se levanta ou cai por uma coisa – A Ressurreição de Cristo. É o pivô. Sem ele, o cristianismo é inútil. Essa era a sua crença central e o centro do Evangelho. Olhe para 2 Pedro 1: 3-11 e 1 Coríntios 15: 1-11. Use este link (em inglês) para conhecer mais sobre a ressurreição de Jesus.

sábado, outubro 02, 2010

Uma definição da verdadeira fé cristã


Uma ótima definição do que é a verdadeira fé cristã:

"Verdadeira fé cristã = uma confiança bem considerada, reflexiva no que não se vê, pela segurança daquilo que se vê. É uma confiança bem considerada, reflexiva naquilo que não é conhecível, que se origina de e é sustentada por aquilo que é conhecível".

Muito bom. Eu encontrei esse definição sobre cristianismo no site Faith Interface.

quinta-feira, setembro 30, 2010

O Cristianismo é Verdadeiro? A Fé Impossível


A Fé Impossível por James Patrick Holding

(Áudio em MP3 aqui em breve)

Sem dúvida, você vai ler aqui uma série de argumentos que o Cristianismo é verdadeiro, porque Jesus ressuscitou dos mortos, historicamente. Concordo com esses sentimentos, e também conheço muitas das respostas críticas padrões (por exemplo, "o corpo de Jesus foi roubado", "os apóstolos alucinaram", "pessoas de fora fraudaram a ressurreição") e as respostas para elas.

Mas aqui eu quero oferecer a minha perspectiva única sobre por que o cristianismo é verdade: Eu acredito que o mundo social do primeiro século foi, conforme um grande número de registros, ideologicamente em oposição ao cristianismo. As resposta às afirmações cristãs teriam sido tão esmagadoramente negativas que a única maneira de alguém de fora do núcleo original dedicado dos seguidores de Jesus ter se tornado cristão teria sido se eles tivessem sido capazes de apresentar evidências suficientes para convencer os outros de que a ressurreição realmente aconteceu. Que tipo de evidências? Eu poderia discutir isso em mais palavras, mas já que meu espaço é limitado, só vou registrar brevemente alguns exemplos: O túmulo vazio, os milagres operados por Jesus e os Apóstolos, os milagres da natureza no momento da crucificação, o testemunho daqueles que guardavam o túmulo, o testemunho inabalável sob pressão daqueles que viram Jesus vivo após a morte.

Nosso assunto principal no entanto é: Por que eles precisavam deste testemunho seguro para que as pessoas acreditassem?

O mundo social da Bíblia era muito diferente da nossa. Valores que são praticamente desconhecidos ou pouco importantes na América eram considerados muito importantes no mundo bíblico (e também em boa parte do resto do mundo, até hoje). O principal desses valores era a honra pessoal, ou dito de outra forma, a sua reputação com os outros. Uma razão pela qual os cristãos precisavam de um testemunho seguro da ressurreição de Jesus para convencer as pessoas é que Jesus foi crucificado. Hoje olhamos para uma imagem de Jesus na cruz e sentimos pena dele, mas no mundo bíblico, as pessoas teriam olhado para Jesus com desprezo. Ser crucificado danificava sua honra pessoal, da forma mais completa e brutal que se possa imaginar. Críticos pagãos do Cristianismo disseram que se Jesus fosse realmente divino, ele nunca se permitiria ser crucificado. Assim, os cristãos teriam a necessidade de convencer os outros de que Jesus ressuscitou e que a mancha de desonra causada pela crucificação havia sido invertida.

Outro valor importante é descendência de uma pessoa. Pessoas do mundo bíblico julgavam os outros com base de onde eles eram. Neste sentido, Jesus teve três ataques contra ele: Ele era judeu (e naquele tempo, o anti-semitismo era muito prevalente), ele era da Galiléia (que era um lugar associado a rebelião), e ele era de Nazaré (uma cidade muito pequena – e sendo de uma pequena cidade significava que você tinha muito pouca honra pessoal). Por esta razão, seria impossível convencer alguém de que Jesus tinha sido honrado por Deus por ter ressuscitado, a menos que você tivesse evidências suficientes de que ele tinha sido.

No entanto, um outro fator: o processo de ressurreição. Afirmar que Jesus fisicamente ressuscitou dos mortos teria sido contrário a tudo o que se acreditava sobre a ressurreição. Os judeus acreditavam que ninguém iria ser ressuscitado até o fim dos tempos atuais – e então, seriam todos ressuscitados, não apenas uma pessoa. Os pagãos não acreditavam que a ressurreição era possível - e mesmo se tivesse sido, teria sido considerado como algo indesejável, permitir-se ser aprisionado num corpo miserável.

Há muitos outros exemplos que eu poderia dar: o uso de mulheres como testemunhas do túmulo vazio, o fato de que o Cristianismo era uma religião "nova"; a intolerância cristã a outras religiões, por um lado, e o desdém cristão para o sistema de classes em sua sociedade por outro, a natureza ofensiva de muitos dos ensinamentos de Jesus – havia tantos que os povos antigos teriam achado o cristianismo tão ofensivo que qualquer coisa de bom do cristianismo teria sido substancialmente substituído por gritos de protesto. Você pode ver uma descrição mais completa aqui (em inglês).

Para finalizar, devo lembrar que sim, existem críticas para esses argumentos – um ateu até pagou outro ateu mais de cinco mil dólares por uma refutação a elas! Mas sim - eu as respondi todas. Eu também tenho aplicado o mesmo testes em outras religiões - islamismo, mormonismo, e a antiga religião do Mitraísmo - e nenhuma delas passou no teste, nem mesmo uma vez.

A defesa em resumo: O fato da ressurreição é a única explicação adequadamente histórica pela qual o cristianismo ganhou mesmo que um único novo convertido para além do círculo original dos discípulos de Jesus.

Veja também o livro The Impossible Faith (A Fé Impossível) de J. P. Holding

quarta-feira, agosto 18, 2010

Anti-intelectualismo na igreja


Quero compartilhar dois textos do livro que estou lendo “Smart Faith: Loving Your God with All Your Mind”. Depois disso quero compartilhar algo mais.

Nós hoje vivemos em uma cultura cristã tão profundamente comprometida com uma forma não-intelectual de entender a fé cristã que esta perspectiva está embutida dentro de nós em um nível subconsciente. Você não leu errado. Nossas idéias subjacentes sobre o cristianismo afetam a forma como pensamos que a igreja deve ser, o que é um bom sermão, para o que vale a pena dar nosso dinheiro, como devemos educar as nossas famílias, onde vamos fazer nossa faculdade, o que devemos estudar e uma série de outros tópicos em nossas vidas. Mas, se a nossa fé é central para o modo como vivemos e o que acreditamos é falho, então a forma como vivemos o nosso cristianismo será preenchido com falhas também. Nossa compreensão do cristianismo moderno nesta área é inconsistente com a Bíblia e com a maior parte da história cristã.

...para aqueles que não têm coragem, o anti-intelectualismo criou um contexto no qual muitas vezes saímos tão superficiais, defensivos e reacionários, em vez de pensativos, confiantes e articulados. Na escola, no trabalho, e às vezes em casa, identificar-se como cristão é muitas vezes considerado o mesmo que usar uma placa que diz, "Idiota da Vila". A maneira como os intelectuais do nosso país reagem às nossas reivindicações de fé é o suficiente para nos enviar correndo para nos escondermos de vergonha. Mas se nós desenvolvermos nossas mentes, vamos aceitar o desafio com coragem e inteligência.

Temos falado muitas vezes aqui no blog sobre o anti-intelectualismo na igreja. A igreja, que deu origem a tantos teólogos, filósofos, cientistas, artistas, escritores e tantos outros, hoje vê o declínio e o ridículo de seus membros na arena pública.
O mundo vê isso. Fé hoje em dia é igualada a irracionalidade e o pior de tudo, é que muitos dentro da nossa fé concordam com isso. Muitos alimentam isso. Não querem pensar sobre a sua fé. Não querem investigar porque têm medo que possam abandoná-la. Mas se possuem uma fé que não pode ser verificada por uma investigação cuidadosa, o que possuem não é uma fé bíblica, mas sim um pensamento positivo religioso. Fé tem fundamento.
O antônimo de fé é descrença. O antônimo de racional é irracional.
Ontem estavamos assistindo um desenho animado que mostrava os cristão de forma muito pejorativa. Os cristão estavam jogando livros que representavam perigo para a fé em uma fogueira. Entre esses livros estavam “A Origem das Espécies” de Charles Darwin, “Uma nova história do tempo”, de Stephen Hawking e também um chamado “Lógica para o ensino fundamental”. Apesar do exagero do desenho, em parte é assim que o mundo nos vê. Os intelectuais são os ateus, dos quais os pobres cristãos morrem de medo. Ao invés de sermos vistos nos caminhos pavimentados pelo grandes pensadores cristãos do passado, somos vistos como ovelhinhas ingênuas dos mega pregadores, mega construtores de templos, mega arrecadadores de dinheiro.
A situação não é boa. Mas existe uma luz no fim do túnel. E aos poucos essa luz está alcançando (timidamente, devo dizer) as massas. Nos últimos 30 anos uma grande leva de filósofos cristãos estão chegando no meio acadêmico e eles estão criando um vigoroso corpo literário muito útil para a fé cristã. Entre eles, J. P. Moreland, Alvin Platinga, Gary Habermas e ultimamente William Lane Craig. Norman Geisler, Greg Koukl e outros estão liderando o movimento pela defesa racional da fé e estão fazendo muitos ateus recuarem em seus argumentos. Ainda vai levar muito tempo para que esse movimento ganhe mais corpo, especialmente aqui no Brasil. Mas estamos trabalhando por isso, pois todo cristão deve estar “sempre preparado para responder com mansidão e temor a todo aquele que vos pedir a razão da esperança que há em você” 1 Pedro 3:15. Ou seja, defesa da fé é para todos os cristãos. Todos.
William Lane Craig uma vez convidou o famoso Richard Dawkins para um debate, já que o Dr. Craig estaria na Europa. Isso aconteceu ano passado eu acho. A resposta de Dawkins foi interessante. Ele disse que não tinha interesse em debater com alguém que não fosse famoso ou que não fosse pelo menos bispo (ou equivalente) em alguma religião. Dawkins disse que não conhecia William Lane Craig e que, enquanto esse debate faria bem para o currículo do Dr. Craig, não traria nenhum benefício para o currículo de Dawkins.
Das duas uma: se Dawkins realmente não sabe quem William Lane Craig é, nada daquilo que Dawkins fala sobre a existência de Deus pode ser levado à sério porque isso prova que ele simplesmente não fez seu trabalho de casa direito. Ele não pesquisou seriamente o assunto, pois se tivesse pesquisado, teria chegado até os trabalhos do Dr. Craig sobre a existência de Deus.
Mas se ele sabe quem o Dr. Craig é, ele preparou um estratagema para evitar um confronto direto com ele, pois sabia que iria tomar uma surra tão grande ou maior do que a levada por Christopher Hitchens em um debate ano passado na Biola University.
O cristianismo é um caminho de fé. Mas também é um caminho intelectual. O cristão que não exercita a sua intelectualidade, que não exercita o seu cérebro dado por Deus, vive um sub-cristianismo, falhando em cumprir aquilo que nos diz as Escrituras:
“Aproximou-se dele um dos escribas que os ouvira discutir e, percebendo que lhes havia respondido bem, perguntou-lhe: Qual é o primeiro de todos os mandamentos?
Respondeu Jesus: O primeiro é: Ouve, Israel, o Senhor nosso Deus é o único Senhor. Amarás, pois, ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu entendimento e de todas as tuas forças”. Marcos 12:28-30

domingo, junho 06, 2010

Nao tenho fé suficiente para ser ateu: livro


Eu estou lendo “Não tenho fé suficiente para ser ateu”, de Norman Geisler e Frank Turek. Não li mais do que 10% do livro até agora (eu sei disso porque meu Kindle em informa a porcentagem do livro lido) e já posso recomendar esse livro para qualquer um. Na verdade, para todo o cristão deveria ser uma leitura obrigatória.
A premissa do livro é simples: fé é sinônimo de crença e todos nós (teístas e ateus) temos nossas crenças, temos nossa fé. A fé do teísta é que existe um Deus. A fé (crença) do ateu é que Deus não existe e que tudo o que existe é o mundo físico observável. Eu sei que qualquer ateu vai negar, mas isso é uma crença. A pessoa acredita nisso. Portanto, ateísmo é um sistema de crenças, quer gostem quer não.
Os autores estão se lançam ao desafio de verificar as evidências sobre a existência de Deus (e que Deus é esse) para entender qual das duas crenças tem suficientes fundamentos para ser considerada verdadeira. Só pelo desafio, o livro é válido.
Geisler e Turek tentam partir de uma posição neutra (não que exista, em ambos os lados) e através da análise das evidências, montam a defesa da fé cristão como verdadeira e como melhor explicação para o mundo que observamos.
Ainda tenho 90% do livro pra ler e ver (ou rever) os argumentos dos autores. Mas não preciso chegar ao final do livro para recomendá-lo.
O livro pode ser comprado no Submarino (ou onde você quiser...)

terça-feira, setembro 22, 2009

A ignorância é necessária para preservar a fé?


Está a fé em oposição ao conhecimento? Os cristãos são ignorantes, por definição, ou há um lugar para a razão e a fé?

Por: Gregory Koukl

Materialistas - pessoas que não acreditam em Deus e nas almas e em demônios e em anjos e no céu e no inferno e na vida após a morte e em tudo isso - acredite no que você pode experimentar com os cinco sentidos, e esse é o reino físico. Essa é a visão metafísica que possuem. Visões metafísicas são pontos de vista sobre o que você acredita que é real, e um materialista acredita que a única coisa que é real é matéria em movimento. Richard Dawkins e Christopher Hitchens, por exemplo, se prendem a essa visão. “Materialismo” é a visão de que, pelo menos metodologicamente, dirige a ciência moderna. É a visão de mundo dos “novos ateus” que estão argumentando muito agressivamente que a religião é irracional e perigosa.
Eles dizem que você pode acreditar em Deus, se quiser, mas quando se trata de fazer ciência, você não pode fazer referência à agentes fora do reino natural. Materialistas possuem uma enorme quantidade de confiança que a ciência vai responder a todas as questões relevantes, porque todas as questões relevantes apenas implicam coisas que são físicas, pois só as coisas físicas existem. Não há necessidade, em outras palavras, para colocar Deus nas chamadas lacunas.

Eu acho que os cristãos são, em parte, responsáveis pela confiança que os materialistas têm que a ciência vai preencher as lacunas, porque muitos cristãos cometem um erro consistente sobre a relação entre fé e razão. O erro em si é evidenciado nesta pergunta que eu ouço de variadas formas o tempo todo: “Se há tantas evidências de Deus, então qual é a necessidade da fé”? Se nossa evidência para o cristianismo é tão grande que permite dar-nos conhecimento de fatos que nós podemos saber ao certo, então ela espreme a fé diretamente para fora da equação.

Perceba algo que é muito importante sobre essa perspectiva que muitos cristãos sustentam. Ela coloca a fé em oposição ao conhecimento. Há uma relação inversa entre os dois, de tal forma que quando você aumenta um, você diminui o outro. Você aumenta o conhecimento, diminui a fé, porque você não pode ter fé no que você conhece. Fé é o que você exercita quando você não conhece. Isto lança a fé como uma espécie de pensamento positivo religioso porque pensamento positivo é tudo o que está disponível para você quando você não sabe algo.

O conhecimento é o que você conhece, portanto a fé é reservada para a ignorância. Isto é o que algumas pessoas pensam que Paulo queria dizer quando disse: “Nós caminhamos pela fé e não pela visão”. Caminhamos pelo acreditar – fé, não pelo conhecimento – visão. E se sabemos, não é mais fé. O conhecimento, nessa equação, é o inimigo da fé, e os cristãos são orientados a ter fé.

Esta visão é claramente falsa quando fazemos uma reflexão e um exame das Escrituras. O oposto do conhecimento não é fé, é ignorância. E o oposto da fé não é conhecimento, é incredulidade.

Também não é o que a Bíblia ensina sobre a fé, e este é um ponto a se salientar. Há muitos cristãos que têm uma visão de fé que não é bíblica. Na verdade, é contrária à Bíblia. E esta visão de fé, que é contrária à Bíblia acaba por ajudar e facilitar as coisas para o materialismo, o principal rival da visão de mundo teísta em nosso tempo.

A Bíblia ensina que a fé é confiar no que você sabe que é verdade, porque você tem razão para acreditar que é verdade. Desenvolvo este ponto em profundidade em um artigo intitulado "A fé não é desejar”, então eu não vou me aprofundar nos detalhes aqui, exceto para dar-lhe alguns exemplos.

Jesus disse em Marcos 2, “Para que saibais que o Filho do Homem tem o poder para perdoar pecados”, porque Ele tinha acabado de dizer ao paralítico: “Seus pecados estão perdoados”. Isso irritou o povo. Naturalmente, ninguém podia ver se os pecados foram realmente perdoados, então Ele disse: “Para que saibais que eu tenho o poder de perdoar pecados, eu vos digo, toma o teu leito e vai para casa”. O ato de curar era algo que podiam ver para garantir a realidade, o conhecimento, a certeza, o fato de algo que não podiam ver – o perdão dos pecados. E foi isso que inspirou os seus atos de confiança. Eles tinham conhecimento de que o pecado podia ser perdoado, e é precisamente por isso que eles foram capazes de exercitar confiança.

Atos 2, domingo de Pentecostes. Pedro deu a sua mensagem sobre a ressurreição de Cristo e os efeitos visíveis do Espírito Santo em suas vidas, as manifestações de falar em muitas línguas e línguas de fogo que o povo viu e ouviu. Pedro disse: “Nós não estamos bêbados. Este é o Espírito Santo”. Este é um cumprimento da profecia, uma outra prova. Ele explica as evidências das manifestações que pudessem ver e ouvir, a prova da profecia cumprida, e Jesus ressuscitou dos mortos. “Este homem que vós crucificastes, Deus o ressuscitou dentre os mortos”. Isso é outra proclamação de uma prova – o sepulcro vazio, a ressurreição de Cristo – e isso também foi profetizado. Davi, o salmista falou sobre isso – outra evidência. Ele dá evidências após evidências após evidências e em seguida, conclui, vamos todos da casa de Israel dar um grande salto de fé, porque você não pode saber nada disso. Não, claro que não. Ele diz: “Que toda a casa de Israel tenha certeza de que Deus o levou a ser o Senhor e Messias, esse Jesus, a quem vocês crucificaram”. Não há nenhum salto de fé. Não existe fé baseada na ignorância, mas sim um ato de confiança que se baseia no conhecimento e o conhecimento é baseada na evidência.

O ateu olha para a equação mal montada sobre fé e conhecimento exatamente da mesma maneira como muitos cristãos erroneamente o fazem. Existem coisas que você pode saber, e portanto não há necessidade de fé. A fé é o que você usa quando você é ignorante.

Como a ciência e outros campos do conhecimento estão avançado, somos ignorantes sobre menos coisas. Portanto, nesta definição errônea da fé, as coisas que nós podemos realmente exercer fé diminuíram porque a ciência já explicou isso. Então, essas coisas que poderíamos ter, na ignorância, atribuídas a Deus, já foram explicadas pela ciência, ou serão brevemente explicadas. A ciência tem explicado muitas coisas que pareciam precisar de Deus para dar conta delas, e há agora menos necessidade de Deus, nesse ponto de vista particular sobre a fé. Como resultado, a hipótese de Deus, então, tem cada vez menos e menos poder explicativo, porque os mistérios estão dando lugar ao conhecimento e à ciência.

Materialistas, ateus, são animados. Eles são exuberantes. E eu sou completamente simpático, pelo menos em princípio, pelo ponto dos ateus se essa é a forma como são as coisas entre fé e conhecimento. As lacunas, pelo menos em princípio, serão todas preenchidas pelo conhecimento científico e a religião será, finalmente, vista como pensamento positivo e superstição. Isso é o que nós estamos enfrentando neste ponto de vista do conhecimento e da fé, como pólos opostos.

Pelo contrário, a fé não é oposta ou contrária ao conhecimento. A expansão do conhecimento pela ciência, ou por qualquer outro meio, não é uma ameaça para a fé e o cristianismo. Se a fé envolve confiança no que sabemos, então quanto mais sabemos, mais oportunidade temos de confiar. Fé e conhecimento são companheiros que nos ajudam a colocar a nossa confiança em Deus.

No entendimento bíblico do conhecimento e da fé, à medida que aumenta o conhecimento, aumenta a capacidade de confiança - a capacidade de exercer a fé bíblica, que é um ato de confiança. Quanto mais se sabe sobre o complexo design do universo, a realidade de Jesus, o Nazareno, o fato histórico da ressurreição, bem como todas as crenças verdadeiramente justificadas, mais podemos colocar nossa confiança no Deus que se fez homem em Jesus , ressuscitou dos mortos para resgatar-nos da debilitante e ultimamente mortal doença do pecado.

Não há nenhum pensamento positivo aqui. Nenhum salto de fé. Nenhuma fé cega. Apenas um passo razoável de confiança, confiando em algo que temos boas razões para acreditar que é verdade. Essa é a visão bíblica. E isso não ajuda e não estimula o ateu.


Gregory Koukl é presidente da Stand to Reason, uma organização voltada para a defesa da fé cristã e para o treinamento de cristãos para que possam pensar de forma mais clara sobre sua fé.

sábado, maio 16, 2009

Craig e o delirio de Dawkins

Já foi dito e muitas e muitas vezes que Dawkins pode ser um ótimo showman, mas é um péssimo filósofo. Veja uma explicação bastante sólida sobre as falácias de Dawkins em seu best-seller.
Com vocês, Dr. William Lane Craig:



quarta-feira, abril 08, 2009

Richard Dawkins e a arte do raciocinio circular


Mais uma vez, com a chegada de datas religiosas, revistas como SuperInteressante ou Galileu se lançam a desvendar artigos da fé. Nessa empreitada, a Super lançou uma revista especial sobre Deus, sendo esse aliás o título.

Em um artigo intitulado “Ele está acima de nós?”, uma citação de Richard Dawkins (The Alien Man, para quem viu Expelled) chamou minha atenção, por ser um primor do pensamento circular.

Quando falava sobre a impossibilidade da existência de Deus, ele diz que Deus não poderia existir porque a evolução do cérebro humano levou milhões de anos para acontecer e para que o universo tivesse um arquiteto, ele teria de ter um cérebro tão desenvolvimento ou mais quanto o humano, sendo assim, não teria tido tempo para desenvolver esse cérebro e criar o universo. Não sei se retiraram essa citação de alguma entrevista ou de Deus, um Delírio, onde ele repete essa pérola da lógica.

Dawkins acredita piamente que a única grande verdade do universo é o processo evolutivo conforme descrito por Darwin. Para ele, absolutamente tudo o que existe só veio a existência por esse processo, que é um fato em si e que nenhuma outra explicação cabe. Portanto, para ele, se um Deus existir, ele só pode existir por um processo Darwiniano.

Ora, isso é raciocínio circular. Eu fundamento minha conclusão na própria conclusão em si. Em momento algum os cristãos (principal alvo de Dawkins, declarado por ele mesmo) alegam que Deus foi criado, ou que é dependente desse universo. A crença clássica do cristianismo sobre Deus é que ele é transcendente ao universo. Ele criou o universo. Já existia antes mesmo desse último existir. Portanto, mesmo que um processo evolutivo tenha desenvolvido a vida em nosso planeta, nada, absolutamente nada obriga Deus a se limitar por essa regra. É como dizer que o autor de um livro só pode existir se ele tiver vindo a existência pelo mesmo processo que seus personagens em seu livro. Não faz sentido.

É interessante notar que Dawkins diz que a chance de Deus existir é “tão improvável quanto uma rocha se transformar em uma pessoa”. Mas não é exatamente isso que ele acredita? Que através de bilhões de anos, a vida se formou do nada (abiogênese, alguém poderia chamar Pasteur por favor???) e através de algum ato mágico (mas não sobrenatural) a primeira célula se formou. O resto é história, como conta a música de abertura do “The Big Bang Theory”. Fechando o raciocínio, Dawkins acredita na possibilidade da existência de Deus, já que ele acredita que uma pedra (sem vida) se transformou no ser humano (ser vivente). A única diferença é que ele acrescenta um montão de tempo para disfarçar.

Dawkins é um péssimo filósofo, isso já é notório. Mas mesmo sabendo disso, ele não para de me surpreender com suas pérolas. E pensar que ele é o considerado o mais brilhante dos ateus… também, depois que perderam Anthony Flew, o que sobrou?

domingo, novembro 23, 2008

Richard Dawkins usando terminologia evangélica.


Estou lendo "Deus, um delírio" de Richard Dawkins e me deparei com uma frase importante. Ele diz algo mais ou menos assim (me perdoem se a frase não está exatamente como a versão em português, mas estou lendo em inglês, já que consegui o livro por um dólar em Miami): “é possível ser um ateu feliz, equilibrado, ético e intelectualmente realizado” e daí ele continua na sua tentativa de conscientizar seus leitores sobre os enormes benefícios da ateísmo. Essa frase se encontra logo no início do prefácio.
O que me chamou a atenção é que ele está usando a boa e velha terminologia evangélica para converter pessoas de outros credo para sua religião. A grande isca do evangelismo moderno é “venha para Jesus, Ele vai te dar paz, alegria, vai te fazer feliz e você vai se sentir realizado”. Não é basicamente isso que Dawkins está prometendo no prefácio de seu livro? Venha para o ateísmo, ele vai te dar paz, alegria, felicidade e realização. Isso mostra o quanto o ateísmo não é a negação da religião, mas somente mais uma religião. Ela só transfere sua fé de uma deidade para a a humanidade. Ainda assim é uma questão de fé, como diz um pouco antes “eu acredito no homem...”.
Pretendo em breve escrever um post sobre fé e quais as bases para a fé, pois muitos ateus dizem que fé é uma crença sem fundamentos, o que não é verdade, por nenhuma definição, nem mesmo a bíblica. Mas isso é assunto de um outro post. A questão aqui é outra.
Ateísmo é uma religião e a cada dia tem se organizado e estruturado como uma. Eles já possuem um livro sagrado (Origem das Espécies, Darwin), um líder que define seus dogmas (Richard Dawkins), possuem seus profetas (Sam Harris, Christopher Hitchens) e uma visão de mundo (evolucionismo e humanismo). Em pouco tempo teremos templos totalmente dedicados a seus cultos, que não ficarão restritos às matérias em artigos científicos ou as universidades.
Uma das grandes desgraças do evangelismo moderno é o decisionismo, tudo é uma pequena questão de se decidir, de dar uma chance. Podemos falar disso em outro post (estou prometendo muitos posts...) mas com certeza funciona, no sentido de conseguir um grande número de associados. E Dawkins se entrega a esse pragmatismo religioso. Não somente o ateísmo possui todas as características de uma religião, ele está rapidamente adotando práticas que levamos séculos para adotar.
Estão copiando não somente o que existe de bom no cristianismo, mas também o que existe de ruim.
Ao menos algo de bom. Se a próxima geração de ateus se voltarem para o ateísmo pelas promessas de felicidade e realização sem fim, vamos ter um belo grupo de “desviados” do ateísmo, assim como temos do cristianismo.

segunda-feira, novembro 10, 2008

As Características da Fé Genuína

Eu encontrei essa tabelinha na minha “The MacArthur Study Bible” sobre as características da fé daquele que é verdadeiramente salvo. Eu achei interessante, ainda mais em um mundo como o de hoje onde o grande jargão é “não devemos julgar”.
Nós não julgamos, quem julga é a Bíblia, mas podemos conhecer os que são verdadeiramente salvos pelos seus frutos. Engraçado, todo mundo vai até o parte de não julgar no capítulo 7 de Mateus, mas ignoram a parte dos frutos. Porque será...
Mas enfim, já que eu tenho o privilégio de ter essa Bíblia (a melhor que eu jamais comprei ou comprarei) vou compartilhar com a meia dúzia de pessoas que lêem nosso blog (Deus as abençoe) essa tabelinha tão interessante.

2 Coríntios 13:5

I – Evidencias que não provam nem desaprovam a fé de uma pessoa.
A – Moral visível Mat 19:16-21; 23:27
B – Conhecimento intelectual Rom 1:21; 2:17
C – Envolvimento religioso Mat 25:1-10
D – Ministério ativo Mat 7:21-24
E – Convicção do pecado Atos 24:25
F – Segurança Mat 23
G – Tempo de conversão Lucas 8:13,14

II – Os frutos/provas de um cristianismo autêntico/verdadeiro
A – Amor por Deus Sal 42:1; 73:25; Lucas 10:27; Rom 8:7
B – Arrependimento dos pecados Sal 32:5; Pro 8:13; Rom 7:14; 2Cor 7:10; 1João 1:8-10
C – Humildade genuína Sal 51:17; Mat 5:1-12; Tiago 4:6,9
D – Devoção a glória de Deus Sal 105:3; 115:1; Isaias 43:7; 48:10; Jer 9:23,24; 1Cor 10:31
E – Oração contínua Lucas 18:1; Efe 6:18; Fil 4:6; 1Tim 2:1-4; Tiago 5:16-18
F – Amor altruísta 1 João 2:9; 3:14; 4:7
G – Separação do mundo 1 Cor 2:12; Tia 4:4; 1 João 2:15-17; 5:5
H – Crescimento espiritual Lucas 8:15; Joao 15:1-5; Efe 4:12-16
I – Vida de obediência Mat 7:21; João 15:14; Rom 16:26; 1 Pedro 1:2,22; 1 João 2:3-5
J – Fome pela Palava de Deus 1 Pedro 2:1-3
K – Transformação de vida 2 Cor 5:17

Se a lista I é verdade sobre uma pessoa e a lista II não, existe aí um motivo para questionar a validade da profissão de fé dessa pessoa. No entanto, se a lista II for verdadeira para uma pessoa, a lista I também será.

III – A condução do Evangelho
A – Proclamá-lo Mat 4:23
B – Defendê-lo Judas 3
C – Demonstrá-lo Fil 1:27
D – Compartilha-lo Fil 1:5
E – Sofrer por ele 2 Tim 1:8
F – Não impedí-lo 1 Cor 9:12
G – Não se envergonhar Rom 1:16
H – Pregá-lo 1 Cor 9:16
I – Empoderar-se dele 1 Tess 1:5
J – Guardá-lo Gal 1:6-8

sexta-feira, abril 13, 2007

Guerra Espitirual: como vencê-la?

Artigo da Revista Comunhão - Janeiro de 2003

Um dos maiores desafios do homem moderno tem sido caminhar em santidade. Nascemos pecadores e os meios que o mundo nos oferece para nos desviarmos da presença de Deus são incontáveis. Muitos Teólogos, pastores e fiéis atribuem a esses "desvios" ou "facilidades" do mundo, há uma guerra espiritual, travada entre anjos e demônios, a qual não podemos assistir, mas a que somos largamente influenciados. Dando prosseguimento à série FUNDAMENTOS CRISTÃOS, vista-se da Armadura de Deus enfrente o mal.
A iminência de guerras abalam países e sua concretização muda a vida de milhares de pessoas. Há países tão habituados a viver em pé de guerra que a vida parece não ter mais sentido quando há repentina paz. Mas a guerra que vamos tratar é contra um inimigo invisível para muitos: satanás.
A Palavra de Deus nos diz que "Ele nos tirou do império das trevas e nos transportou para o Reino do Filho do Seu amor... Fomos arrancados das trevas para a Sua maravilhosa luz"(Col.1; 2Pe2). Mas isso não quer dizer que estamos livres dos ataques do inimigo, ele não sossegará enquanto não destruir o povo de Deus: essa é a batalha espiritual.
Segundo o Pr. Alcione Emerich, autor de dois livros, entre eles, "Saindo do Cativeiro", editora Danprewan, esta é a batalha na qual todo cristão acha-se envolvido, consciente ou não disto. Esta guerra entre a igreja e o inferno foi declarada em Gn.2:15, quando Deus disse: "Porei inimizade entre ti (serpente) e a mulher (igreja)".
"Desde o episódio da queda, o povo de Deus encontra-se numa batalha acirrada contra as forças do mal. Guerra espiritual é um a luta entre reinos: o de Deus e o do diabo. É por isso que Cristo anunciou: "É chegado sobre vós o reino de Deus. Interiormente, o reino satânico já estava em operação, pois este alcançou legalidade devido a queda adâmica. Agora, Cristo vem inaugurar um novo reino: o de Deus! Nos evangelhos vemos as constantes oposições entre Jesus e os demônios", falou.
Ainda segundo o pastor, que é um estudioso no tema, "A vitória de Cristo deu-se na cruz, onde” Os principados e potestades foram despojados e envergonhados" (Col.2:14,15). Embora já sentenciado, a execução do diabo (ou administração da pena) se dará no porvir, quando ele, a besta, o falso profeta e todos que não foram achados no livro da vida, serão lançados no lago que arde com fogo, o inferno". (Ap.20:10,15)
Estamos em guerra espiritual. Isto está declarado por Paulo em Ef.6:12:"Porque nossa luta não é contra o sangue e a carne, e, sim contra os principados e potestades". Interessante que a palavra 'LUTA 'no grego é PALE, o que quer dizer: uma luta corpo a corpo. Não é uma luta a distância como querem muitos, mas face a face. Mas graças a Deus, a vitória já é nossa! Estamos com Cristo a direita do Pai, acima dos principados e potestades(EF.2:5,6)",falou Emerich.
Muitas pessoas, antes de fazerem um pacto com Jesus, já chegam alcançadas pelas trevas, trazendo consigo vários tipos de marcas herdadas dos seus antepassados; principalmente na cultura dos povos pagãos. Para essas pessoas saírem dessas amarras, teremos que entrar numa guerra sem proporções, dependendo do nível de comprometimento de cada indivíduo. Outras não banem o pecado de suas vidas e por isso o diabo sempre tem direito legal de atormentá-las.
O questionamento é: será que devemos atribuir tudo de mal que nos acontece à influência malignas do inimigo? Até que ponto estaremos sendo crentes ou supersticiosos? A Bíblia diz que temos livre-arbítrio, logo, podemos escolher nosso caminho, onde ir, se tomaremos tal atitude ou não. Será que em todo momento existe um demônio sussurrando em nossos ouvidos o que fazer?
O Pr. Alcione fala que o mal pode ser proveniente do diabo, pois ele veio para "matar,roubar e destruir" (Jo.10:10). Mas não só o diabo pode provocar o mal:o coração do homem pode estar cheio de malignidades. Jesus esclareceu que não é o entrar pela boca que contamina o homem, mais o que sai, "porque do coração procedem maus designos, homicídios, adultérios, prostituição, furtos, falsos testemunhos, blasfêmias"(MT15:19).
"Deus também pode julgar o homem e os seus filhos. O apocalipse está repleto dos relatos das sentenças divinas sobre diversos povos. Lemos também em Apocalipse, e vemos onde Deus diz que se os cristão sem Éfeso não voltassem ao primeiro amor, ele mesmo, o Senhor, removeria o candeeiro (a luz) da igreja. Já pensou nisto? O problema desta igreja, a partir daí, não seria com o diabo, mas com o próprio Deus! Só o arrependimento solucionaria seu estado espiritual. Outro caso interessante é o de Jonas. Este profeta foi convocado por Deus para pregar em Nínive, no entanto tomou caminho oposto e para "fugir da presença do SENHOR"(1:3), partiu para Tarsis. Você deve se lembrar do que aconteceu naquele navio onde Jonas esteve. A embarcação quase veio a pique, por causa da tempestade. Quem estava resistindo aquele navio não era o diabo, mas Deus! O problema ali não seria solucionado "amarrando o demônio da tempestade", mas com o arrependimento genuíno por parte do profeta. Aliás, pior do que o diabo, é um profeta em desobediência! Se estivermos for a do lugar onde Deus quer, ao invés de bênção, seremos uma maldição!', revela.
Emerich deixa claro ainda que não é o envolvimento na batalha espiritual que trás retaliações, mas é quando estamos com brechas em nossas vidas.O Apóstolo nos alertou: "Não deis lugar ao diabo" (Ef.4:27). O pecado é a única coisa neste mundo que pode destruir o cristão e uma igreja.
"Nossa maior arma contra o mal é o nome de Jesus (Mc.16:16-18;Fl.2:9-1)",diz o pastor."Mas temos percebido que em algumas situações, Deus nos orientará a utilizarmos uma estratégia específica. Ted Haggard no seu livro,"Propósito principal", fala da guerra espiritual sendo vencida também com atitudes. As vezes um pedido de perdão pode colocar fim a um ataque do inimigo. Outras vezes, é a atitude de desligar a televisão em certos horários. Alimentar-se da Palavra, oração, jejum são também vitais para qualquer cristão vencedor.
A santidade é uma outra grande arma. Quando estamos bem com Deus, diante dele, esse elo é uma ameaça suficiente para que o inimigo não permaneça diante de nós e bata em retirada. Sem santidade ninguém verá a Deus, logo, com santidade todos verão a Deus. O que observamos é que algumas pessoas não têm velado por esta comunhão e facilmente "negociam com o inimigo". O preço da nossa santidade já foi pago na cruz. Agora, abdicar dos desejos da carne para vivermos na presença dele é uma guerra constante.
Existe uma promessa do pai que devemos nos apropriar dela: "Sedes santos assim como eu sou santo,diz o Senhor". Deus quer que sejamos segundo a imagem que ele nos criou. Essa imagem nos fala de uma restauração de princípios na nossa vida. Quando a pessoa vem para Jesus, vem com auto imagem dilacerada, com os conceitos éticos morais invertidos e vão precisar de uma vida nova, a qual a Bíblia chama "Novo Nascimento" ou "Novidade de vida".
Porém, se não entrarmos nessa guerra seremos apenas religiosos e não discípulos. Para arrancar as imagens distorcidas e plantar a santidade, temos que gastar tempo, aprender a ser discípulo. Para mantermos a nossa santidade, vamos estar em uma constante guerra. E nós, como filhos, para preservarmos isso não podemos deixar de lado o que o senhor tem nos entregado: a unção para vencermos demônios, principados, potestades e soltarmos as vidas que estão ainda nas mãos do inimigo(Mat.18:15-18).
Uma única vida tem um valor profundo para Deus.E deve ter para nós também. O relacionamento é uma dádiva dos céus e quando falamos em relacionamento e unidade, nenhuma vida ficará nas mãos do inimigo(Atos 4:32-36).
A humanidade permitiu a iniqüidade no seu coração (Ez.28). Este é um dos fatores porque o homem está precisando urgentemente de ajuda. O homem moderno tem absorvido conceitos profanos e heranças malignas por intermédio dos meios de comunicação mais diversos e devassos possíveis, e se aliou a um império de trevas.
O que nós podemos fazer nesse processo? Desatar as vidas que estão amarradas e perderam a mobilidade. O que notamos é que a Bíblia declara que essa geração seria cheia de conflitos e argumentos espirituais e que essa geração só seria conquistada por orações e jejuns. Até que o Messias Jesus volte, devemos nos empenhar nisso (Mat.9:15). Muitos pais preocupam-se com o "mundo" em que seus filhos viverão. Mas o que eles têm feito em prol desse mundo? O que você tem feito para que influências malignas entrem em sua casa por intermédio da televisão, por exemplo?
Essa geração perdeu toda a referência de relacionamento e entretenimento. Nós temos a alternativa para este mundo: Jesus é o amigo melhor: "Tenho-vos chamados amigos, porque tudo quanto ouvi de meu Pai vos tenho feito conhecer"(Jo.15:15).
A arma do diabo é o engano. O apóstolo Paulo nos diz: E não é de admirar: porque o próprio satanás se transforma em um anjo de luz" (IICor.11:14). Ele também foi chamado por Jesus de "o pai da mentira"(Jo.8:44). Foi com a mentira que ele enganou os nossos primeiros pais, fazendo-os cair do seu estado de perfeição (Gn.3:4,5). O diabo também enganou Davi, o homem segundo o coração de Deus, fazendo-o pensar que aquele minuto de prazer com BateSeba, poderia ser ocultado e que não lhe traria sérios danos à sua vida espiritual. Ele também é denominado no Apocalipse como o "sedutor das nações"(19:20;20:8)...

QUEBRANDO AS CADEIAS - Artigo da Revista Comunhão Junho de 2002
Ajudando as pessoas a quebrar cadeias e prisões espirituais há oito anos, esta tem sido a missão do Pastor Alcione Emerich ele não entra nas carceragens públicas para dar fuga a presos condenados pela justiça e nem ainda tem como meta trabalhar com pessoas fora dos arraiais evangélicos.
No seu ministério, dedica-se exclusivamente ao ministério de libertação voltado para igrejas e cristãos que podem ainda estar carregando pesos advindos do seu passado.
Presidente-fundador do Serviço Cristão de Aconselhamento Integral (SECRAI),o pastor tem atuado no treinamento de equipes e lideranças nas áreas de libertação e cura interior. Mas nada acontece como num passe de mágica. O trabalho é árduo, já que o ministro embora ainda jovem (ele tem 27 anos), se dedica integralmente a dar cursos, seminários e a escrever livros sobre o assunto.
Em sua obra mais recente,"Saindo do Cativeiro: Como Ajudar Pessoas a se Libertarem de Alianças do Passado", com Prefácio de Russel P.Shedd (Editora DANPREWAN), ele fala porque cristãos podem carregar cativeiros em suas vidas, mesmo que teoricamente tenham sido libertos do pecado na conversão."Trabalhei muito com o conceito de "aliança", como sendo uma prisão a coisas passadas que o cristão não consegue se desfazer. Estas alianças podem ter sido feitas no ocultismo ou através de um envolvimento sexual fora do casamento e ainda por meio de outros tipos de relacionamento. Mostro , no livro os detalhes de como ocorrem estes pactos e como podem ficar livre deles", detalha.
Falando ainda de sua obra, o autor acrescenta: "Uma notícia muito boa que tive, é que a Igreja Batista Da Lagoinha, está usando "Saindo do Cativeiro" como livro-texto na sua escola de obreiros".
O início do ministério, segundo o próprio aconteceu depois que muitos membros da Igreja a qual pertencia começaram a procurá-lo para serem auxiliadas espiritualmente. "Fui conduzido por Deus a este ministério. É algo maravilhoso conduzir pessoas e igrejas a um processo de libertação", salienta ele.
Por meio da ministração na área, Emerich tem levado a Palavra de conforto a centenas de pessoas. Somente no curso anual, já foram quase quinhentos alunos formados em libertação e cura interior, incluindo vários pastores e membros de diversos lugares do Estado e denominações. Juntamente com sua equipe, tem também ministrado a diversas igrejas em outros estados do Brasil.
Para avançar cada dia mais no ministério de ajuda ao povo de Deus, Alcione Emerich não dispensa atualização. Além de ser bacharel em Teologia pelo Seminário Teológico Evangélico Batista do Espírito Santo e formado em Psicoterapia pelo Instituto KOHLER PSICOLOGIA, ele atualmente estuda Filosofia na Universidade Federal do Espírito Santo.
Em seu currículo ainda consta o livro "Maldições: O que a Bíblia diz a Respeito" (publicado pela IFC-SP). Para o segundo semestre deste ano, a Editora DANPREWAN deve lançar "Físico Psicológico ou Espiritual? Discernindo os Limites de Cada Esfera", sua terceira obra.
Nas escrituras, tirar os sapatos tem um significado muito especial. Quando Moisés teve seu primeiro confronto com Deus, Ele disse para que ele tirasse seus sapatos porque ele estava em terra santa. Jesus caminhou descalço para o Calvário. Na cultura daquele tempo, estar descalço era o sinal que você era um escravo. Um escravo não tinha direitos. Jesus nos deu o exemplo supremo de renunciar tudo por um grande objetivo.
Loren Cunningham Making Jesus Lord / Marc 8:34,35

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