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domingo, novembro 17, 2013

Evolução versus Deus



Veja abaixo o vídeo Evolução vs Deus, que traduzimos com autorização da Living Waters.
As legendas para o vídeo estão dentro do canal oficial deles no YouTube. Se a legenda não ativar automaticamente, é só escolher no ícone legenda (uma caixinha de texto ao lado de um reloginho).
Assisitimos hoje novamente o vídeo e vimos alguns pequenos erros. Estamos enviando para o webmaster a correção então acredito que em breve teremos uma versão melhor da tradução.

Estamos trabalhando para formar uma parceria com a Living Waters, que é o ministério que nós nos espelhamos, com o intuito de trazer para o português o vasto material de evangelismo que eles possuem.

Enquanto isso, espero que esse vídeo seja benção na sua vida e te anime a divulgar o evangelho de Jesus Cristo.

sábado, março 23, 2013

A existência de Deus independe da crença




Se todos os homens da terra ficassem cegos, isso não diminuiria a glória do sol, da lua e das estrelas.Se todos os homens se tornassem ateus, isso não diminuiria a Glória de Deus.

A. W. Tozer

sábado, março 02, 2013

Se Deus tudo vê... Ele deveria acabar comigo?



O texto diz assim:
Se Deus é Todo-Poderoso e tudo vê:
O que Ele faz quando vê uma pessoa abusando de uma criança em sua igreja?

Resposta:
Ele faz o mesmo quando vê uma mulher sendo estuprada. Ou o mesmo quando uma pessoa é agredida na rua. Ou quando um marido trai a esposa. Ou quando uma pessoa rouba, ou mente, ou nega que esse mesmo Deus exista. Todos estes estão acumulando ira para o dia do julgamento (Romanos 2:5). E todos esses crimes serão punidos, seja na pessoa de Cristo para aqueles que se arrependeram de seus pecados e colocaram sua fé nele como Messias ou na própria pessoa, através do justo juízo pelos seus pecados (inferno).
Se Deus fosse acabar com o pecador que abusa da criança na igreja, ele também teria que acabar com o estuprador, com o agressor, com o adúltero, com o mentiroso, o ladrão ou o ateu. Se Deus fosse acabar com todo mundo que comete algum pecado, Deus teria que literalmente acabar com todo mundo. Incluindo nós mesmos.

domingo, dezembro 16, 2012

Sem Deus, não existe o bem ou o mal


Ataque em Newton, Connecticut

Sobre o atentado em Newton, Connecticut, na última sexta-feira.
É impossível construir uma sociedade ao redor da negação de um padrão dado por Deus e então, arbitrariamente, reintroduzir esse padrão conforme for conveniente, sempre que você precisar de uma palavra como “mal” para descrever o que acaba de acontecer. Essas palavras não podem apenas ser assopradas. Se nós as abolimos e também suas definições e todo fundamento possível para elas, precisamos reconhecer o fato que elas se foram. A descrença cultural, que leva inexoravelmente a um niilismo cultural e ao desespero, é completamente incapaz de responder apropriadamente a coisas como essa, enquanto é totalmente capaz de criar tais situações. Nas palavras proféticas de C. S. Lewis, “Em um tipo de simplicidade medonha nós removemos o órgão e exigimos a função. Nós criamos um homem sem peito e esperamos que eles tenham virtude e iniciativa. Nós rimos da honra e ficamos chocados ao encontrar traidores em nosso meio. Castramos e exigimos que o eunuco seja frutífero.”

sábado, dezembro 08, 2012

É possível uma vida sem Deus?



Essa semana morreu o arquiteto brasileiro Oscar Niemeyer. Eu entendo bem pouco de arquitetura, mas sei que ele foi uma pessoa que contribuiu imensamente para essa arte. Ele também era ateu. Era, porque agora ele não é mais. Tanto na visão cristã quanto na ateísta, Niemeyer deixou de ser ateu porque, na visão cristã, ele encontrou com o seu Criador e agora ele sabe que Deus existe e na visão ateísta, não existe vida após a morte, portanto, tudo o que sobrou do arquiteto é aquilo que já existia antes: um corpo físico, só que agora, morto.
Em comemoração à morte de Niemeyer (???) ou para homenageá-lo pela sua obra, a fan Page do Facebook ATEA nos presenteou com a imagem que você vê acima. “Na imagem, podemos ler: uma longa vida de realizações e sucesso, sem Deus”.
Essa frase está errada. O correto seria: “uma longa vida de realizações e sucesso, sem uma crença em Deus”. Pode parecer que ambas são a mesma coisa, mas não são. E já explico o porquê.
Antes, acho interessante notar que os novos ateus estão aprendendo alguma coisa de marketing com o movimento evangélico moderno, especialmente da teologia da prosperidade. Assim como muitas igrejas prometem sucesso na vida se você acreditar em Deus, os ateus estão prometendo uma vida feliz e próspera se você não acreditar em Deus. Dawkins já prometia isso no inicio de seu brilhante livro, “Deus um Delírio”. Parabéns ATEA! Se vocês conseguirem fazer com o movimento ateu aquilo que o evangelho da prosperidade fez com a igreja evangélica, o futuro do ateísmo caminha para um futuro sombrio.
Voltando ao tópico, uma vida sem Deus é diferente de uma vida sem crença em Deus. Niemeyer nunca teve uma vida sem Deus. Ele teve uma vida sem crença em Deus. Primeiro, a crença ou não na existência em Deus é irrelevante para a questão se Deus existe ou não. Se ele não acreditava em Deus, se ele negava a existência de uma divindade, essa divindade continuaria existindo independente de suas crenças. E mesmo sem essa crença, essa divindade continuaria exercendo influencia em sua vida, como exerce na de todos nós. O simples fato de Deus ter permitido que ele tivesse vivido por quase 105 anos mesmo negando a sua existência, apesar das comprovações mais óbvias de sua existência, mostra o quanto Deus é amoroso e agiu com graça para Niemeyer. Mas o segundo ponto para mim é ainda mais importante.
A frase “uma longa vida... sem Deus” é irracional. Para que a vida exista, Deus é necessário. Aliás, para que o universo exista, Deus é necessário. Se isso não fosse verdade, veja quantas crenças irracionais uma pessoa precisa aceitar para acreditar que uma vida sem Deus é possível:
  • Acreditar que coisas aparecem do nada sem causa.
  • Acreditar que a vida pode vir de algo sem vida.
  • Acreditar que informação pode ser gerada sem uma mente inteligente.
  • Acreditar que essa informação pode ser interpretada sem uma mente inteligente.
  • Acreditar que a primeira lei de Newton, da inércia, está errada.
  • Acreditar que padrões morais reais não existem.

E por aí vai. Todos esses conceitos acima contrariam as mais simples percepções de nosso universo. Todas elas são, para dizer o mínimo, irracionais. Portanto, uma vida sem Deus, é também uma frase irracional.
Se a ATEA quisesse parecer menos irracional, deveria mudar a frase sobre Niemeyer. Mas racionalidade nuca foi o forte por ali...

segunda-feira, agosto 06, 2012

Casamento bíblico: pode tudo? - Parte 2



Ontem apresentamos a primeira parte desse texto, quando analisamos os aspectos da argumentação dos novos ateus e como isso pode ser visto na imagem acima. Leia a primeira parte, pois esse texto aqui fará muito mais sentido com a introdução do primeiro.
Pronto?
Com tudo isso em mente, vamos analisar os oito tipos de casamentos que vemos na figura.

1 – Homem + mulher
Nada de errado aqui. Realmente a esposa é submissa ao marido, assim como a igreja é submissa à Cristo e este submisso a Deus. É uma questão do papel de cada um. E como pode ser visto no texto de Efésio 5 apresentado acima, essa submissão é baseada em amor, especialmente da parte do marido.
O único comentário adicional é que eles afirmam que todos os casamentos da Bíblia eram arranjados, como se isso fosse uma grande atrocidade. Na verdade, esse era o padrão de casamento da nossa sociedade até pouco tempo atrás e apenas recentemente isso mudou. Além disso, vários casamentos bíblicos foram baseados no amor, mesmo os arranjados. Um exemplo? Jacó e Raquel (Genesis 29:18).

2 – Homem + esposas + concubinas
Isso nunca foi um mandamento bíblico, nem foi definido como casamento pelas Escrituras. A Bíblia apenas relata os atos pecaminosos desses homens. Mesmo homens como Abraão, que para nós é um dos pais da fé, pecaram e não apenas uma vez. E muitas vezes viram o resultado de seus pecados.

3 – Homem + mulheres + mulheres
A Atea cita Gênesis 16 talvez na esperança que as pessoas não venham a ler o texto, já que aqui temos a história de como Sarai entregou sua serva para que Abrão dormisse com ela. Por tudo o que já lemos até aqui, vemos que não existe um mandamento de Deus para essa atitude. Na verdade, tudo isso é considerado como pecado e trouxe graves consequências para todos (leia o capítulo 21 de Gênesis). De qualquer forma, isso não é conceito de casamento, mas sim a descrição de um ato pecaminoso.

4 – Homem + mulher + mulher... (poligamia)
Já falamos sobre poligamia e como Deus deixou bem claro nas Escrituras que o casamento deveria ser entre um homem e uma mulher. Qualquer coisa que fosse além disso, seria considerado como fruto do coração pecaminoso do homem.

5 – Homem + viúva de seu irmão (casamento levirado)
Talvez por desconhecer em sua profundidade o texto bíblico (o que fica claro pela hermenêutica ruim da Atea), eles citaram Gênesis 38:6-10 para o casamento levirato (o correto é levirato), mas o melhor texto é Deuteronômio 25:5. Esse texto é um mandamento para uma situação específica: a viúva sem filhos. Se o marido morto possuía um irmão, então, ela deveria se casar com ele e não com alguém de fora. O objetivo dessa lei para Israel era proteger as viúvas, já que não existia uma seguridade social na época e uma mulher sem filhos poderia facilmente cair na prostituição para se sustentar. Era isso que a lei planejava: trazer proteção para a mulher. Lembre-se, aquela era outra sociedade, uma época muito mais dura e difícil.

6 – Estuprador + vítima
Se um homem se encontrar com uma moça sem compromisso de casamento e a violentar, e eles forem descobertos, ele pagará ao pai da moça cinqüenta peças de prata. Terá que casar-se com a moça, pois a violentou. Jamais poderá divorciar-se dela.
Deuteronômio 22:28-29 (NVI)

Veja esse mesmo texto na versão Almeida Corrigida Revisada e Fiel.
Quando um homem achar uma moça virgem, que não for desposada, e pegar nela, e se deitar com ela, e forem apanhados, então o homem que se deitou com ela dará ao pai da moça cinqüenta siclos de prata; e porquanto a humilhou, lhe será por mulher; não a poderá despedir em todos os seus dias.

Dois pontos a se observar: o primeiro, o texto não aprova o estupro. Em momento nenhum o estupro é incentivado ou é dito que o estuprador fez algo correto. O texto, se realmente estiver lidando com estupro, apenas faz uma provisão para uma situação ruim. Mas a bem da verdade, eu acho pouco provável que o texto se refira a estupro. Veja que na versão Almeida o texto fala de um homem que se deita com uma virgem. Não diz que foi a força. Na verdade, o original em hebraico usa as palavras taphas para pegar e shakab para deitar-se. Taphas pode ter o sentido de violência ou não, mas como o texto fala apenas de uma virgem (excluindo assim mulheres que já tiveram relação sexual), acho pouco provável que o foco seja o estupro, mas sim a perda a virgindade, que era algo muito valorizado em sociedades antigas. Como julgamos as sociedades do passado pelos nossos valores, achamos hoje em dia absurda a valorização da virgindade. Mas isso fala muito mais sobre a pecaminosidade dos nossos tempos do que de qualquer outra sociedade.

7 – Soldado masculino + prisioneiras de guerra
Mais uma vez, a Atea torce para que aqueles que se encontrem com a figura, não venham a ler os dois textos apresentados: Número 31:1-18 e Deuteronômio 21:11-14. Ambos os textos mostram situações em uma sociedade que estava em guerra, mas de forma diferente. O primeiro é um ajuste pela desobediência dos soldados israelitas. Eles deveriam matar todos os midianitas, mas deixaram algumas mulheres vivas. Muito do pecado desses povos era sexual e envolvia mulheres, homens, animais e crianças. Já que os soldados desobedeceram ao comando de Moisés, foi feito um acerto para que pelo menos as virgens fosse poupadas, já que pelo menos elas dificilmente haviam se contaminado com os pecados sexuais de seu próprio povo. Tudo isso parece muito severo nos dias de hoje, mas lembre-se que Deus ordenava a morte desses povos como condenação de atrocidades que eles já faziam há muito tempo (veja o caso dos amoreus em Gênesis 15:16 e que somente foram punidos em Números 21). O segundo texto apresenta uma regulação para o caso de um soldado desejar tomar uma mulher de um campo inimigo como esposa. Ele deve trazê-la para Israel, deixá-la passar pelo luto da família por um mês e depois poderá tomá-la como esposa. Não como escrava sexual: como uma esposa digna. Em um período que mulheres eram propriedades e as mulheres de um campo inimigo deveriam se estupradas, a regulamentação bíblica sobre o assunto foi um enorme avanço.

8 – Homem escravo + mulher escravo
Leia Êxodo 21:1-4 e vejo os senhores eram horríveis com os servos, arrumando esposas para eles...

Ufa, que texto longo. Por isso dividi-lo em duas partes. Tentei cobrir o assunto de forma mais abrangente, mas muito mais ainda podia ser dito. Após analisar todos os argumentos da Atea para dizer que a Bíblia nunca possuiu uma única definição sobre casamento, podemos facilmente concluir que na verdade a Atea simplesmente desconhece o texto bíblico, ou desconhece os princípios mais básico da lógica, ou simplesmente possui um grande ódio por Deus e tudo o que se refere a Ele. Claro que nenhuma dessas opções é autoexcludente e possivelmente a melhor resposta seja uma combinação das três.
O mais importante é perceber que mesmo nos casos apresentados pela Atea o casamento sempre se caracterizou pela união entre homem e mulher. Mas quando o ódio é a força motriz por trás de sua argumentação, mesmo a coisa mais óbvia fica difícil de ser vista.

É por isso que eu sempre digo: LEIA A SUA BÍBLIA! Se você tiver um mínimo de conhecimento geral das Escrituras, irá tirar de letra esse tipo de argumentação falaciosa.

domingo, agosto 05, 2012

Casamento bíblico: pode tudo? - Parte 1



A ATEA –Associação Brasileira de Ateus e Agnósticos é uma grande representante do movimento conhecido como Novos Ateus. E a grande novidade em relação a esses ateus não é uma nova argumentação, um raciocínio mais apurado sobre a religião ou sobre a existência de Deus. A grande novidade dos Novos Ateus é o ódio pela religião, por aqueles que são religiosos de alguma uma forma e especialmente um ódio mortal contra Deus, que apesar dele não existir, eles ainda assim o odeiam. Outra grande novidade é a forma de argumentação falaciosa (ad hominem, homem de palha e raciocínio circular são os favoritos) e quando se trata da Bíblia, esse aspecto se torna ainda mais forte.
No final de Julho um amigo do Facebook compartilhou a imagem acima, que mostra que a Bíblia possui várias definições de casamento. Assim, os cristãos que usam a Bíblia contra o casamento entre pessoas do mesmo sexo estão na verdade errados, já que a própria Bíblia possui várias definições de casamento. Esse argumento ganha ainda mais força com uma linguagem gráfica como na ilustração. Como ontem eu publiquei um texto sobre a reação à declaração do presidente da Chick-Fil-Asobre o casamento bíblico entre homem e mulher, achei que seria bom responder ao argumento acima.
Antes de abordarmos as particularidades apresentadas na imagem, eu gostaria de falar um pouco sobre o modus operandi das argumentações contra a Bíblia da ATEA e dos novos ateus por tabela. Em sua grande maioria, quando um novo ateu faz uma apresentação contra algum ponto bíblico, seja ele qual for, ele se utiliza de alguns passos. O primeiro é isolar o texto de seu contexto. Ele trata um versículo bíblico como se esse estivesse solto no espaço e então passam para o segundo passo, o apresentam, via de regra, de forma distorcida, o que é fácil fazer quando o texto está fora de seu contexto. O terceiro e mais contraditório passo é quando esse texto é do Velho Testamento e o julgam a partir de padrões cristãos que eles mesmos adotam, mas que jamais teriam coragem de afirmá-los como tal. Ou seja, eles julgam sociedades antigas como se essas fossem exatamente a mesma coisa do que a nossa sociedade atual. Isso é muito comum quando julgam as atrocidades do Velho Testamento, mas tem dificuldade de chamar de errado as atrocidades da nossa era, como o aborto. Apesar de acharem que a moralidade é algo relativo, eles se tornam absolutistas na hora de julgar sociedades bíblicas.
Quarto e último passo para uma completa argumentação neo-ateísta: achar que tudo o que é descrito na Bíblia é um mandamento de Deus. O neo-ateu interpreta toda a Bíblia como se tudo aquilo que está ali fosse como ordenança ou exemplo de comportamento para a humanidade. O que eles falham em entender é que existem várias literaturas dentro da Bíblia. Não apenas isso, mas a Bíblia apresenta o homem como ele realmente é, com todas as suas falhas e defeitos. Ela não esconde a pecaminosidade do homem, muito pelo contrário, ela o mostra em toda a sua atrocidade, fazendo uma comparação com o amor de Deus, que se torna imenso perto da nossa transgressão. Se você seguir esses quatro passos, terá o padrão perfeito para a argumentação falaciosa do novo ateu.
Isso dito, qual é a definição bíblica de casamento? Não vamos encontrar nas Escrituras uma frase que siga exatamente assim: a definição correta de casamento é a união entre um homem e uma mulher. Não vamos encontrar essa frase porque a Bíblia não é um dicionário, mas apesar de não encontrarmos essa frase colocada dessa exata maneira, vamos encontrar esse conceito por toda a Escritura. Começando por Genesis, podemos ver que Deus criou uma ajudadora para Adão (Gn 2:18-24) e tudo culmina no versículo 24 que diz: “Portanto deixará o homem o seu pai e a sua mãe, e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne”. Veja aqui um padrão que será seguido por toda a Bíblia: o casamento entre um homem e uma mulher. Deus não criou dois homens ou não criou duas mulheres (até porque se tivesse feito isso, não existiriam mais seres humanos), não criou um homem e várias mulheres ou uma mulher e vários homens. Desde o começo o padrão de Deus para o homem era um homem e uma mulher. Jesus afirma isso quando fala sobre divórcio:

Então chegaram ao pé dele os fariseus, tentando-o, e dizendo-lhe: É lícito ao homem repudiar sua mulher por qualquer motivo?
Ele, porém, respondendo, disse-lhes: Não tendes lido que aquele que os fez no princípio macho e fêmea os fez, e disse: Portanto, deixará o homem pai e mãe, e se unirá a sua mulher, e serão dois numa só carne?
Assim não são mais dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem.
Disseram-lhe eles: Então, por que mandou Moisés dar-lhe carta de divórcio, e repudiá-la?
Disse-lhes ele: Moisés, por causa da dureza dos vossos corações, vos permitiu repudiar vossas mulheres; mas ao princípio não foi assim.
Mateus 19:3-8

Três coisas interessantes a se notar no texto acima: que desde o princípio o padrão é macho e fêmea, um homem e uma mulher; e depois, que Deus algumas vezes permite (e não ordena) certos comportamentos humanos divergentes de seus mandamentos por causa da dureza do coração humano. Lembre-se disso: se Deus fosse lidar com a pecaminosidade humana da forma como deveria, nós já estaríamos extintos há séculos. É apenas pela graça de Deus que o homem ainda caminha na terra. Mas Deus não tem feito vista grossa para nada disso e apesar de ele ser paciente e tardio em se irar (Joel 2:13), ele fará cumprir a sua justiça, seja na pessoa de Cristo para aqueles que se arrependeram, seja na própria pessoa que se rebelou contra Ele. Nada será esquecido. E o terceiro ponto: Cristo fez essa afirmação em uma sociedade poligâmica. Apesar disso, Cristo não disse que desde o princípio Deus criou um homem para várias mulheres, mas sim um homem e uma mulher. Mesmo em uma sociedade polígama, a definição de casamento continuava a mesma.
O casamento para o cristão também possui um forte contexto teológico, já que Cristo é apresentado como o noivo e a igreja como a noiva (veja Efésios 5:27-32). Os líderes da igreja deveriam ser casados com apenas uma esposa (1 Timóteo 3:2, 12). Mesmo os reis do Velho Testamento eram instruídos a não possuírem múltiplas esposas (Dt 17:17). Davi e Salomão desobedeceram a Deus quando tiveram muitas esposas e esse pecado não veio sem a justa punição:

E tinha setecentas mulheres, princesas, e trezentas concubinas; e suas mulheres lhe perverteram o coração.
Porque sucedeu que, no tempo da velhice de Salomão, suas mulheres lhe perverteram o coração para seguir outros deuses; e o seu coração não era perfeito para com o SENHOR seu Deus, como o coração de Davi, seu pai,
1 Reis 11:3-4

Portanto, por toda a Bíblia, podemos ver que o conceito bíblico de casamento é entre um homem e uma mulher e isso é consistente entre o Velho e o Novo Testamento.
Um último ponto antes de analisarmos a imagem em si: muito do que é ensinado na Bíblia é uma regulação para o povo de Israel e não mandamentos para a Igreja. Deus fechou um acordo com o povo de Israel, uma constituição, uma legislação que deveria guiá-los, especialmente enquanto estes deveriam viver em terras estrangeiras, próxima de povos que muitas vezes eram muito mais depravados que os próprios Israelitas (sacrifício de bebês era comum nessas sociedades, assim como nos dias de hoje, só que antigamente eles esperavam o bebê sair da barriga para isso). Lembre-se que estamos falando de uma sociedade separada por mais de três mil anos até hoje, outros valores e uma sociedade que não havia sido influenciada pelos valores cristãos, como é o caso da nossa. Muito do que Deus regulou para Israel parece duro e rígido para nós que somos uma sociedade formada com uma base de princípios cristãos (amor, caridade, respeito ao próximo, igualdade, respeito), mas que quando comparado com as sociedades contemporâneas em sua volta, essa regulamentação se apresenta como um enorme avanço moral e humanístico.
Com tudo isso em mente, vamos analisar os oito tipos de casamentos que vemos na figura acima, mas apenas amanhã, pois o texto já está enorme para um blog.

quarta-feira, junho 20, 2012

Um ateu ganha uma Bíblia



Penn Jillette, a metade alta e barulhenta da peça de comédia/mágica “Penn and Teller”, é um ateu muito conhecido. Ele é tão comprometido com o ateísmo que ele afirma, “eu risco a palavra Deus de cada nota de dólar que cai na minha mão”.
No entanto, em 2008, Penn disse que após um de seus shows, um homem de negócios o abordou e lhe deu um Novo Testamento dos Gideões. Penn comentou, “Foi maravilhoso. Eu acho que ele sabia que eu era um ateu, mas ele não estava na defensiva e ele me olhou diretamente nos olhos... e me deu essa Bíblia. Eu sempre disse que não respeito as pessoas que não fazem proselitismo. Eu não as respeito de jeito nenhum. Se você acredita que existe um céu e um inferno e que as pessoas poderiam ir para o inferno, ou não conseguir a vida eterna ou qualquer coisa do tipo, e você achasse que ‘bem, não vale a pena contar isso pras pessoas porque isso pode causar um desconforto social’... quanto você precisaria odiar uma pessoa para acreditar que a vida eterna é possível e não contar para as pessoas? Se eu acreditasse sem sombras de dúvidas que um caminhão estava vindo na sua direção e você não acreditasse, e o caminhão estivesse chegando cada vez mais perto de você, chegaria um ponto que eu ia puxar você – e isso é mais importante do que ser atropelado por um caminhão. Ele se importou o bastante comigo para falar comigo e me dar uma Bíblia”.

Fonte: The Atheist Bible, pagína xiv.

domingo, maio 20, 2012

Comece sua busca pelo Cristianismo!




Uma vez eu ouvi Craig Hazen, professor de religião comparada da Biola University,  no programa Stand to Reason (um programa de rádio americano sobre apologética e cristianismo) no qual Hazen apresentava um argumento interessante: se alguém resolvesse fazer uma busca espiritual para descobrir qual religião deveria se associar, ela deveria começar pelo cristianismo. E ele apresenta 5 razões para isso:

O cristianismo é testável.
O cristianismo possui um teste que pode ser aplicado a ele para saber se é verdadeiro ou não: a ressurreição de Cristo.

Ora, se se prega que Cristo ressuscitou dentre os mortos, como dizem alguns dentre vós que não há ressurreição de mortos? E, se não há ressurreição de mortos, também Cristo não ressuscitou. E, se Cristo não ressuscitou, logo é vã a nossa pregação, e também é vã a vossa fé. E assim somos também considerados como falsas testemunhas de Deus, pois testificamos de Deus, que ressuscitou a Cristo, ao qual, porém, não ressuscitou, se, na verdade, os mortos não ressuscitam. Porque, se os mortos não ressuscitam, também Cristo não ressuscitou. E, se Cristo não ressuscitou, é vã a vossa fé, e ainda permaneceis nos vossos pecados. E também os que dormiram em Cristo estão perdidos. Se esperamos em Cristo só nesta vida, somos os mais miseráveis de todos os homens.
1 Coríntios 15:12-19

O cristianismo é uma religião baseada em conhecimento, evidências e fé. A fé é resultado do conhecimento e das evidências. E para conhecer as evidências em favor da ressurreição de Cristo você pode ler o post Artigos sobre aressurreição de Cristo, ou você pode digitar a palavra ressurreição na caixa de busca do blog para pesquisar os vários artigos sobre a ressurreição de Cristo. Como temos rico material sobre o assunto, não vou me repetir aqui, mas só quero afirmar que a ressurreição corpórea de Cristo é um dos eventos mais bem documentados e atestados da história. Posso afirmar isso porque a grande maioria dos historiadores concorda com as premissas que levam à conclusão que Cristo ressuscitou. Só não concordam com a conclusão. Coloque o cristianismo à prova, analisando as evidências e verificando se Cristo ressuscitou mesmo ou não. Mas lembre-se: é necessário estar aberto à possibilidade de que Cristo realmente ressuscitou. Começar a investigar a ressurreição de Cristo com a idéia pré-definida de que ele não ressuscitou, é já definir o resultado antes de conhecer o resultado.

O cristianismo é de graça.
Enquanto outras religiões vão exigir de você trabalhos e obras para tentar ser salvo, o cristianismo tem a salvação baseada no trabalho de outra pessoa: Jesus Cristo. A salvação é uma dádiva gratuita de Deus para o homem. Toda obra feita pelo cristão após a sua salvação é apenas reflexo dessa mesma salvação. Se for para começar a pesquisar uma religião, por que não começar por aquela que é gratuita?

A visão de mundo cristã oferece uma perspectiva que se encaixa no mundo como ele realmente é.
Veja que o cristianismo se encaixa bem com o mundo como ele é. Por exemplo, religiões orientais dizem que o sofrimento é uma ilusão. O ateísmo não consegue fundamentar a existência da moralidade (se somos apenas matéria e átomos em movimento, então, não existe certo ou errado, bem ou mal, existem apenas átomos em movimento). Como você poderia explicar para um sobrevivente do Holocausto que as atrocidades dos nazistas foram apenas átomos em movimento? Ou por exemplo o pensamento pós-moderno, que diz não existir certo ou errado, que é impossível sabermos se algo é verdadeiro ou não. Mas se isso for verdade, então, também é falso, já que é uma declaração de conhecimento sobre algo que não podemos conhecer. Se trouxéssemos esse tipo de pensamento para o nosso cotidiano, não sobreviveríamos nem mesmo um dia.
O cristianismo consegue fundamentar bem a existência do mal e lida diretamente com ele, sem negá-lo, mas apresentando uma solução para o mesmo.
Se você vai começar sua busca por uma religião, deveria começar por uma que reflete o mundo como ele realmente é.

No cristianismo você vive uma vida não compartimentada.
O cristianismo diz que devemos usar nossas mentes no nosso ato de adoração à Deus. Tudo o que somos deve ser engajado na vida cristã. Diferentemente de outras religiões que negam o uso da razão ou pedem para que você esvazie sua mente, o cristianismo nos faz viver como um todo.

O cristianismo tem Jesus como figura central.
Todo mundo quer um pedaço de Jesus. Todo mundo. Todas as religiões que vieram depois do cristianismo fazem alguma menção à ele. Até Richard Dawkins, o famoso militante do ateísmo, tentou trazer Jesus para o seu lado, dizendo que, se Jesus soubesse o que sabemos hoje, ele também seria ateu. O islamismo fala sobre Jesus. Muitos budistas hoje afirmam que Jesus estudou budismo. O espiritismo apresenta Jesus como “um espírito evoluído”. Enfim, qualquer religião sempre irá se beneficiar da figura de Cristo. Então, porque não começar com aquela que tem Jesus Cristo como sua figura principal? De uma forma ou de outra você vai esbarrar na figura de Cristo enquanto estiver em sua busca espiritual. É melhor ir direto ao ponto.

sábado, janeiro 07, 2012

Dia da Liberdade de Culto


A Primeira Missa no Brasil, quadro de Victor Meireles, 1860.


Hoje, dia 7 de Janeiro, comemora-se o Dia da Liberdade de Culto (eu sei disso porque comprei uma agenda nova para 2012 que vem com todas as datas comemorativas). Esse não é um dia muito lembrado, não temos também como lembrar de todas as datas, já que temos comemoração praticamente todos os dias do ano. Alguns dias temos mais de uma. Mas eu quero chamar a nossa atenção nessa data para dois ponto esquecidos mas importantes. Pelo menos, gostaria que fizéssemos uma reflexão sobre eles.
O primeiro ponto é que nós não valorizamos a liberdade de culto. Já temos isso como algo garantido, como algo que não pode ser abalado e que, como tudo aquilo que vem fácil (para nossa geração, já que gerações anteriores sofreram mais ou menos por causa disso) não damos o devido valor a essa conquista. Muitos dos nossos irmãos são perseguidos ao redor do mundo, especialmente em países islâmicos e nos poucos de governos ateus, como a Coreia do Norte. Para informações mais detalhadas sobre a perseguição que a igreja sofre ao redor do mundo, veja o site do Portas Abertas.
Valorize a sua liberdade de culto, se você a tiver. Pense em quantas Bíblias talvez você tenha em casa, mas nunca leu nenhuma delas? Quantos de nossos irmãos não dariam tudo o que tem para ter uma Bíblia inteira em suas mãos e nós temos várias? Posso ver cinco na estante em minha frente, fora as outras que estão nos outros cômodos.
Podemos nos reunir em cultos de adoração a Deus de forma pública e aberta, sem nos preocuparmos com uma invasão por parte da polícia prendendo todo mundo por uma reunião ilegal. Essa não é a realidade para muita gente.
Deus presenteou o nosso país com essa liberdade de culto. Não devemos desperdiçá-lo.
O segundo ponto, tão importante quanto o primeiro, é que nossa liberdade de culto encontra-se sim ameaçada, mas de uma forma muito sutil. Indiretamente, temos um movimento trabalhando pelos cantos para impor seu estilo de vida, com aprovação do governo e para alterar nossas crenças, com aprovação do governo, em relação à questões morais. Estou falando sobre as novas leis ditas “homofóbicas”.
Uma regulação do governo sobre até onde pode ir nossa liberdade de culto é normal. Por exemplo, se uma religião diz que adora Baal e quer sacrificar crianças de colo em adoração ao seu deus (como faziam os cananeus), o governo irá intervir e não permitirá tal coisa. Isso não é limitar a liberdade de culto, mas sim proteger a vida. Mas esse caso não pode ser análogo com a crença cristã em relação à homossexualidade. De acordo com as Escrituras, tanto no Velho quanto no Novo Testamento, o homossexualismo é pecado (Levítico 18:22, 20:13; Romanos 1:25-27; 1 Coríntios 6:9-10), um grande desvio do padrão natural estabelecido por Deus para o relacionamento sexual do ser humano, uma ofensa direta contra a criação. Assim como outros comportamentos humanos (mentir, roubar, matar, adulterar, desonrar os pais), o homossexualismo é pecado, uma comportamento pecaminoso, que deve ser abandonado por todos aqueles que se tornarem salvos em Jesus Cristo (assim como os outros comportamentos pecaminosos). Estamos falando sobre comportamentos. A igreja, como qualquer outro grupo, tem o direito de estabelecer quais comportamentos são ou não aceitáveis entre os seus seguidores. Um grupo de vegetarianos pode estabelecer que só aceitará em seu grupo aqueles que não comem carne. Isso não é descriminação. Assim como a igreja declarar que o homossexualismo é pecado e um comportamento desviante, também não é descriminação. Não estamos limitando ninguém baseado em suas origens (judeus, gentios), nacionalidade (você pode ser de qualquer país), cor da pele (todas as tonalidades são bem vindas) ou sexo (homens e mulheres). Estamos falando sobre comportamentos.
Mas alguns grupos de defesa da causa homossexual não enxergam a coisa assim. Eles estão em uma cruzada para impor seu estilo de vida como aceitável para a sociedade, toda a sociedade e estão dispostos a criminalizar aqueles que não concordarem com eles. Um novo tipo de ditadura se aproxima no horizonte, uma ditadura das ideias. E um dos principais alvos dessa ditadura é a igreja de Cristo.
Enfim, vamos valorizar a nossa liberdade de culto e lutar por ela. Eu sei que muitos de nós achamos que uma boa perseguição faz bem para a igreja, já que sob perseguição severa a igreja costuma prosperar e crescer. Se a perseguição vier, que venha, mas que não seja por nossas mãos ou por nossas falhas. E enquanto tivermos a liberdade de culto, devemos usá-la, assim como a perseguição, para a glória de Deus.
Feliz Dia da Liberdade de Culto!

sábado, dezembro 17, 2011

Blaise Pascal sobre os ateus





[diz o Ateu:] "Não sei quem me pôs no mundo nem o que é o mundo, nem mesmo o que sou. Estou numa
ignorância terrível de todas as coisas. Não sei o que é o meu corpo, nem o que são os meus sentidos,
nem o que é a minha alma, e até esta parte do meu ser que pensa o que eu digo, refletindo sobre tudo e
sobre si própria, não se conhece melhor do que o resto. Vejo-me encerrado nestes medonhos espaços
do universo e me sinto ligado a um canto da vasta extensão, sem saber porque fui colocado aqui e não
em outra parte, nem porque o pouco tempo que me é dado para viver me foi conferido neste período de
preferência a outro de toda a eternidade que me precedeu e de toda a que me segue.

"Só vejo o infinito em toda parte, encerrando-me como um átomo e como uma sombra que dura
apenas um instante que não volta.

"Tudo o que sei é que devo morrer breve. O que mais ignoro, porém, é essa morte que não
posso evitar.

"Assim como não sei de onde venho, também não sei para onde vou. Sei, apenas, que, ao sair
deste mundo, cairei para sempre no nada ou nas mãos de um Deus irritado, sem saber em qual dessas
duas situações deverei ficar eternamente. Eis a minha condição, cheia de miséria, de fraqueza, de
obscuridade. Concluo, de tudo isso, que devo passar todos os dias da minha vida sem pensar em
descobrir o que me deve acontecer. Talvez pudesse encontrar algum esclarecimento nas minhas
dúvidas, mas não quero dar-me a esse trabalho, nem dar um passo nesse sentido. Tratando com
desprezo os que com isso se preocupam, quero experimentar esse grande acontecimento sem
previdência e sem temor, deixando-me passivamente conduzir à morte, na incerteza da eternidade da
minha condição futura".

Quem desejaria ter como amigo um homem que assim falasse? Quem o escolheria para lhe
comunicar as suas intimidades? Quem recorreria a ele em suas aflições?
Finalmente, a que utilidade, na vida, se poderia destiná-lo?

Na verdade, é glorioso, para a religião, ter como inimigos homens tão insensatos, pois a sua
oposição lhe é tão pouco perigosa que serve, ao contrário, para o estabelecimento de suas principais
verdades. Com efeito; a fé cristã não visa, principalmente, senão a estabelecer estas duas coisas: a
corrupção da natureza e a redenção de Jesus Cristo. Ora, se eles não servem para mostrar a verdade da
redenção pela santidade dos seus costumes, servem ao menos, admiravelmente, para mostrar a
corrupção da natureza com sentimentos tão desnaturados.

Nada é tão importante para o homem como a sua condição, e nada lhe é tão temível como a
eternidade. Por conseguinte, se se acham homens indiferentes à perda do próprio ser e ao perigo, de
uma eternidade de miséria, isso não é natural. Procedem de modo inteiramente diverso em relação a
todas as outras coisas: temem até as mais insignificantes, e as prevêem, e as sentem. O mesmo homem
que passa tantos dias e tantas noites cheio de cólera e de desespero por ter perdido um cargo, ou por
alguma ofensa imaginária à sua honra, sabe também que vai perder tudo com a morte, sem que por isso
se inquiete ou se comova. É uma coisa monstruosa ver, num mesmo coração e ao mesmo tempo, essa
sensibilidade pelas menores coisas e essa estranha insensibilidade pelas maiores.

Trecho do livro "Pensamentos" (Pensées) de Blaise Pascal

sexta-feira, dezembro 16, 2011

Morre Christopher Hitchens, o ateu (não mais)


13 Abril 1949 – 15 Dezembro 2011


Acabamos de saber da morte do jornalista Christopher Hitchens, famoso, entre outras coisas, pelo seu trabalho como um dos grandes expoentes do ateísmo, mais especificamente do neo-ateísmo. Hitchens morreu pelas complicações de um câncer em seu esôfago.
Essa é uma notícia triste. Não ficamos felizes ao saber de sua morte. Não existe alegria pela morte de um ímpio. Hitchens verbalizou ferozmente sua postura ateísta, atacando, rejeitando, denegrindo, ridicularizando, insultando Deus e todos associados a Ele ou à idéia de uma deidade. Seu livro “Deus não é grande” o lançou ao estrelato popular pela postulação e reclamação (não argumentos) contra Deus. Mas apesar de tudo isso, Hitchens nunca foi o inimigo. Ele sempre foi mais uma alma perdida, que como tantas outras rejeitava a Deus. A diferença é que pelo menos ele verbalizava isso.
Parte do meu respeito por Hitchens é que ele tinha a coragem de dar mais a cara para bater do que Richard Dawkins. Enquanto Dawkins foge a qualquer encontro com o filósofo cristão William Lane Craig, Hitchens aceitou debater com ele. Mesmo tendo, nas palavras de um ateu que assistiu ao debate, “apanhado igual um garotinho”, Hitchens ao menos deu as caras para defender suas idéias.
A propósito, Dawkins postou a seguinte nota em seu Twitter:
“Christopher Hitchens, grande orador de nosso tempo, companheiro cavaleiro, valente guerreiro contra todos os tiranos incluindo Deus.”
Belas palavras de Dawkins. Mas se o ateísmo de Dawkins e Hitchens for verdadeiro, todas essas palavras não fazem o menor sentido. Todas elas se baseiam na idéia de um padrão moral superior que deve ser seguido, pelo qual Hitchens está sendo comparado. Mas esse padrão moral só pode existir se for transcendente à nós mesmo. Tiranos só podem existir se houver uma bondade de ações pela qual eles devem ser julgados. Sem Deus como legislador moral, esse padrão não existe. O que existe é gosto pessoal. Jamais poderíamos chamar alguém realmente de tirano, já que não existe um padrão moral transcendente pelo qual fazer comparação. Se Dawkins estiver certo, suas palavras não fazem o menor sentido.
Eu não sei qual é o destino de Hitchens. Talvez ele esteja no inferno. Talvez não. Não sabemos como foram os últimos momentos dele e na face da morte, o mais teimoso dos homens pode finalmente dobrar sua vontade quando percebe que vai se apresentar ao seu Criador. Podemos ter esperança. Só teremos certeza quando chegarmos no céu. Mas há algo que temos certeza absoluta.
Christopher Hitchens, que morreu hoje no dia 15 de Dezembro de 2011, não é mais um ateu. Ele agora acredita que Deus existe.
Só esperamos que ele não tenha chegado a essa conclusão tarde demais.

terça-feira, dezembro 06, 2011

Se eu visse um milagre, eu acreditaria.






Se você é uma pessoa que diz isso sobre o cristianismo, me perdoe por ser cético.
Deus fez milagres através de Moisés e ainda assim o Faraó não acreditou.
Deus fez milagres através de Elias e ainda assim Jezabel não acreditou.
Jesus fez muitos milagres que confirmaram seu poder sobre as doenças, o tempo e mesmo sobre a morte. No final das contas ele ressuscitou dos mortos. E ainda assim alguns que viram esses milagres não acreditaram.
Deus providenciou muitas evidências que Jesus é o Filho de Deus e que voltou da morte. Se você é uma pessoa que ouviu e entendeu a mensagem do evangelho, mas continua exigindo mais evidências na forma de milagres, pergunte a si mesmo se o problema não é outro.
É possível que você simplesmente não quer acreditar? É possível que não importe quanta evidência lhe seja mostrada, não importa quantas vezes Deus se revele pra você, você simplesmente não irá acreditar?
Se esse é o caso, avalie seu próprio coração e descubra por que você não quer acreditar. De onde essa barreira para a crença está vindo? Podemos responder suas perguntas sobre cristianismo, mas enquanto você não lidar com a sua vontade, nossas respostas vão continuar não convincentes.

domingo, outubro 30, 2011

Deus em Questão + Apresentação

Estou escrevendo isso aqui às 21:31, então, boa noite!

Sou novo aqui no blog, sou amigo do Maurilo e da Vivian e eles me convidaram para postar aqui de vez em quando. Espero que o que eu venha a postar por aqui nao estrague esse ótimo blog, haha! Aliás, meu nome é Lucas.

Sou um grande admirador de C. S. Lewis e de Freud, e deixo aqui um link para um ótimo documentário comparando o trabalho e vida dos dois, colocando "Deus em Questão". Vale a pena assistir, o documentário é baseado em um curso de Harvard ministrado pelo Dr. Armand Nicholi - ele também escreveu um livro sobre o mesmo assunto, eu li e recomendo!



Continuação:
Parte 2
Parte 3
Parte 4

sexta-feira, junho 17, 2011

Se eu fosse um ateu



A base do cristianismo se sustenta na ressurreição de Jesus. De fato, Paulo afirma "nós apóstolos estaríamos todos mentindo sobre Deus – porque temos dito que Deus ressuscitou Cristo do túmulo. Mas isso não pode ser verdade ser não existe ressurreição dos mortos. E se não existe ressurreição dos mortos, então Cristo não foi ressuscitado" (1 Corintios 15:15-16). Paulo diz que, sem a ressurreição de Jesus, eles (os apóstolos) são um grupo de mentirosos.

Um dos maiores evangelistas de todos os tempos, o apóstolo Paulo, presenteia os ateus com um diagrama para a destruição do Cristianismo. Se eu fosse um ateu, eu não perderia meu tempo dizendo que o cristianismo é falso porque acredito que seja um conto de fadas, eu iria direto para a jugular – a ressurreição. Se eu fosse um ateu, eu não gastaria meu tempo com “a evolução como melhor explicação”, eu tentaria destruir a história de Jesus. Se pudesse ser mostrado que a ressurreição corpórea não é verdade, então o cristianismo está queimado. Se eu fosse um ateu, usaria o diagrama de Paulo para explodir com a religião cristã.

Mas existe um problema para o ateu – a ressurreição corpórea se encaixa com as evidências. Através dos séculos, várias histórias têm sido apresentadas para contradizer a ressurreição corpórea de Jesus, mas todas chegaram no nada. Se eu fosse um ateu honesto e de mente aberta, talvez devesse reconsiderar as evidências, mas para onde isso iria me levar?

domingo, junho 05, 2011

segunda-feira, abril 25, 2011

Mateus 10:34 – O texto inspirador de Adolf Hitler?


Alguns dias atrás postamos um texto mostrando que existem muitas evidências históricas que mostram que Adolf Hitler na verdade não era cristão. Quanto que muito, foi um católico por conveniência, pois seria impossível para ele ganhar popularidade entre os alemães se esses realmente soubessem o que o Führer pensava realmente sobre o cristianismo. Apesar da vasta documentação, um ateu, fregues habitual de nosso blog, não concordou e apresentou outras fontes afirmando que Hitler não somente era católico como também um cristão fervoroso. Recomendo a leitura da postagem e também dos comentários em Hitler era cristão?
Durante a troca de ideias, em um momento eu questionei meu amigo ateu sobre qual texto do Novo Testamento, qual ideia de Jesus Cristo, o fundador do cristianismo, teria sido o fomentador de toda a atrocidade cometida por Hitler durante o governo nazista. Eu não sei se fruto do desespero ou do despreparo, meu amigo ateu me presenteou com o texto de Mateus 10:34, que diz assim:
“Não penseis que vim trazer paz à terra; não vim trazer paz, mas espada”.
Simples assim. Mateus 10:34, assim como as suras do Alcorão que incentivam a morte dos infiéis, é um texto de ódio que, se seguido por todos os cristãos, justificaria uma onda de atrocidades. Será? Vamos dar uma boa olhada nesse texto e ver se a tentativa do meu amigo ateu tem algum fundamento ou foi mais uma medida desesperada para defender suas crenças.

segunda-feira, abril 18, 2011

Ateísmo: Fuga da realidade?


Calvin, o muito esperto e articulado garotinho dos quadrinhos de Bill Watterson, consegue, junto ao seu sempre fiel tigre de pelúcia Haroldo, uma maneira de fugir de suas obrigações de estudar matemática. Ele declara que o seu livro texto de matemática é um livro religioso, que suas declarações só podem ser aceitas pela fé, pois elas não fazem sentido. E ele, como ateu da matemática, exigia o direito de ser poupado disso tudo. Muito engraçado. Mas não é tão engraçado quando vemos isso acontecendo na vida real.
Deus existe. Ponto final. As obras de suas mãos estão claras no universo. Constantes físicas, tão bem afinadas que a menor alteração em qualquer uma delas tornaria a vida impossível. Códigos digitais dentro de células, informações que poderiam preencher milhares de volumes de uma enciclopédia. A existência da lógica, matemática, padrões morais objetivos. Todas essas coisas e muitas outras apontam para a existência de uma divindade. Para alguem escapar de tamanha evidência em favor da existência de Deus, tal pessoa terá que fazer um malabarismo tamanho que no final das contas, só lhe resta afirmações irracionais como as de Calvin. Ou então partir para o ataque mostrando que a religião é ruim. Como se isso fosse prova da não existência de Deus.
Por que alguém agiria assim? Por que alguém se daria a tal trabalho infrutífero na tentativa de negar o que é óbvio? Pelos mesmos motivos que Calvin nega suas crenças na matemática: para fugir de suas obrigações. Calvin quer fugir de fazer sua lição de casa. O ateu quer fugir daquilo que um outro Calvin (João Calvino, que foi a inspiração para o Calvin dos quadrinhos) chamava de sensus divinitatis, ou uma consciência sobre Deus, uma sensação que Deus existe. Quando o ateu se nega a pesar as evidências ele está suprimindo essa sensação até o ponto que ela praticamente não é mais percebido. Aí, não é mais necessário fazer a lição de casa. Ou reconhecer a existência de Deus.
De Calvin a Calvin, o ateísmo é na verdade uma fuga da realidade. Não deve ter dado muito certo para Calvin e sua lição de matemática. Tampouco dará certo para o ateu.

sábado, março 19, 2011

A impossibilidade filosófica da Teoria do Multiverso


Ontem eu estava pensando sobre a Teoria Multiverso a caminho do meu trabalho (eu moro em São Paulo, duas horas pra ir, duas horas pra voltar, tempo o bastante para isso). Eu estava pensando sobre a impossibilidade filosófica de tal teoria. Existem várias teoria e níveis dentro da idéia de um multiverso, variando principalmente em relação a como o físico aborda o universo. A teoria do multiverso específico que estou pensando aqui é aquela que normalmente é usada para se descartar a necessidade de um Designer para o universo. Todos concordam que o nosso universo é finamente afinado em seus detalhes para receber a vida. A menor mudança nas constantes do universo e adeus vida! Como a quantidade de constantes perfeitamente afinadas para a vida faz uma defesa muito forte pela existência de uma inteligência por trás de tudo isso, uma teoria é utilizada ad hoc, no caso, a teoria do multiverso. Uma simples definição é a que diz que, dado um número infinito de universos existentes, um deles acabaria tendo as constantes físicas corretas para o suporte da vida. No final das contas, nós demos sorte de estar no universo onde as constantes permitem a vida. Mas existe um número infinito de outros universos que possuem valores diferentes.
O que me fez chegar a conclusão que essa teoria não é possível pelo ponto de vista filosófico (além de outros problemas, como a total falta de evidências) é que não é possível que exista um número infinito de objetos físicos. Infinito só é possível para entidades não físicas (como números ou mesmo Deus). Não é possível que um objeto físico seja infinito, seja em sua constituição unitária, seja em um agrupamento. Mesmo as estrelas no céu não são infinitas. Em teoria elas poderiam ser contadas. Só ia levar muito tempo para isso.
O truque do multiverso para descartar a existência de um Criador se vale de um número muito grande (infinito) e assim, matematicamente, ele tenta diluir a evidência a favor de um Designer. Apesar do infinito ser possível matematicamente, não é possível em relação a objetos físicos.
Portanto, a teoria do multiverso ad hoc não é possível filosoficamente. É uma mistura de apologética ateísta com ficção científica. E uma pitada de números grandes.
Nas escrituras, tirar os sapatos tem um significado muito especial. Quando Moisés teve seu primeiro confronto com Deus, Ele disse para que ele tirasse seus sapatos porque ele estava em terra santa. Jesus caminhou descalço para o Calvário. Na cultura daquele tempo, estar descalço era o sinal que você era um escravo. Um escravo não tinha direitos. Jesus nos deu o exemplo supremo de renunciar tudo por um grande objetivo.
Loren Cunningham Making Jesus Lord / Marc 8:34,35

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