Mostrando postagens com marcador filosofia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador filosofia. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, maio 09, 2013

A genética de uma falácia



Você está em uma conversa sobre aborto (por exemplo) e aí, em reposta a algum argumento seu, a outra pessoa diz: “é, mas você pensa assim porque é religioso”. Isso já aconteceu comigo várias vezes, tanto aqui no blog, quanto no Facebook, quanto na vida real. O intuito da pessoa é invalidar o argumento mostrando a sua origem. No caso, se um pensamento tem origem religiosa, ele é automaticamente falso.
Esse tipo de resposta é um erro de pensamento, conhecido como falácia genética. Na falta de uma resposta melhor, uma manobra retórica leva o interlocutor para essa falácia. Antes de mostrar porque esse pensamento é falacioso, eu quero reforçar que todo tipo de pensamento tem algum origem. Todo mundo tem uma lente pela qual enxerga o mundo. O ateu, por exemplo, interpreta o mundo através da negação da existência de uma divindade e da negação do sobrenatural, em sua maioria. O religioso interpreta o mundo através de suas crenças religiosas, assim como o ateu. Se você acredita que o ser humano é basicamente bom, é assim que você vai guiar suas decisões e escolhas, especialmente em relação à sociedade. Se você acredita que o ser humano é basicamente mau, é assim que você vai guiar suas decisões. Todas as pessoas (TODAS) usam suas crenças para interpretar o mundo e expressar suas opiniões. A origem de uma ideia por si mesma não é suficiente para desqualificá-la, já que todas as ideias possuem uma origem na crença daquele que a expressa. Se não fosse assim, todas as ideias já estariam desqualificadas automaticamente.
Mas o que torna a falácia genética uma falácia de verdade é que a origem de uma ideia pouco ou nada tem a ver com a sua veracidade. Esta precisa ser determinada por seus próprios méritos. Se eu afirmar que “o estado de Minas Gerais é o maior produtor de queijos artesanais do Brasil” e você respondesse, “você fala isso só porque é mineiro”, você estará fazendo um uso clássico da falácia genética. Ou Minas Gerais é o maior produtor brasileiro de queijos artesanais ou não é. Se eu sou mineiro ou paulista ou gaúcho nada tem a ver com a questão. A afirmação tem que ser verificada por seus próprios méritos.
É assim quando alguém diz que suas afirmações não são válidas porque tem origem religiosa. Ele está usando da falácia genética para tentar silenciar a conversa. Agora que você conhece esse truque, não se deixe enganar.

segunda-feira, agosto 20, 2012

Segundas terminológicas: Rudolf Bultmann

segundas com termos da teologia hoje agostinho



Bultmann, Rudolf (1884 - 1976):

Catedrático da Universidade de Marburg, na Alemanha, Bultmann foi um dos mais importantes estudiosos do NT do século XX. Foi o pioneiro em estudar os evangelhos valendo-se da crítica da forma (Formgeschichte), que buscava descobrir pronunciamentos e fatos da igreja primitiva subjacentes à forma definitiva do texto dos evangelhos. Também é conhecido pela demitização, i.e., a tentativa de identificar os antigos "mitos" pressupostos pelos autores bíblicos e traduzi-los em termos modernos. Para Bultmann, isso significa interpretar o NT utilizando as categorias desenvolvidas pelo filósofo existencialista Martin Heidegger. Por exemplo, Bultmann redefiniu as "idéias primitivas" de pecado como "existência inautêntica" e salvação como "existência autêntica".

Fonte: Dicionário de Teologia, edição de bolso. Ed. Vida.

domingo, junho 17, 2012

Dando um tiro no próprio pé: Por que a evolução ateísta é auto-refutável




Eu ainda fico atônita que tantos ateus falham em perceber a falência intelectual de suas próprias crenças – quando as mesmas são levadas às suas conclusões lógicas. Isso é um problema particularmente evidente naqueles que fizeram carreira espalhando o “evangelho” da evolução naturalista – a visão que todas as coisas são o resultado de um processo natural cego e leis agindo sobre a matéria.

Dr. Alvin Plantinga

Em 1994, Dr. Alvin Plantinga da Universidade de Notre Dame escreveu um trabalho intitulado "Naturalism Defeated" (Naturalismo Derrotado). Seu argumento (e eu estou simplificando e parafraseando aqui) era que se as nossas mentes humanas são o produto de uma evolução naturalista, então não podemos confiar em nossas mentes para produzir verdades confiáveis a respeito do mundo exterior. O máximo que poderíamos esperar, Plantinga afirma, é que nossas mentes são confiáveis o bastante para promover sobrevivência e reprodução. Portanto, a afirmação que o naturalismo é verdade está sendo feita por uma mente que não é confiável.

Plantinga não foi o primeiro pensador a apontar esse enigma do ateísmo. Em um artigo intitulado “Religion Without Dogma?” (Religião sem dogma?) o falecido C.S. Lewis disse:

C.S. (vulgo Jack) Lewis
Seria impossível aceitar o naturalismo em si mesmo se realmente e consistentemente acreditássemos nele. Pois o naturalismo é um sistema de crenças. …se o naturalismo fosse verdadeiro então todo pensamento seria o completo resultado de causas irracionais. Assim, todo pensamento seria igualmente sem valor. Portanto, o naturalismo seria sem valor. Se for verdadeiro, então não podemos conenhecer nenhuma verdade. É como se o naturalismo cortasse a própria gartanta.

Lewis continua:
Eu me lembro de uma vez me mostraram um tipo de nó que era feito de uma forma que se você adicionasse um embaraço extra para garantir o nó, você de repente descobriria que a coisa toda se desfez em suas mãos e tudo o que você tem é um pedaço de fio. É o mesmo com o naturalismo. Ele continua reclamando território após território: primeiro o inorgânico, então os organismos menores, então o corpo do homem e então suas emoções. Mas quando dá o passo final e tenta uma explicação naturalista para o pensamento em si, de repente a coisa toda se desmancha.

Bem dito, Jack, bem dito!
A natureza auto-refutável do naturalismo é uma inconsistência séria para a visão de mundo ateísta. Apenas pela direção com um propósito de um agente inteligente, responsável pela mente do homem, podemos ter confiança nas verdades que averiguamos sobre nós mesmos ou sobre o mundo. A verdadeira racionalidade não pode vir de um processo natural irracional. A inteligência não pode vir daquilo que não é inteligente. O efeito não pode ser maior do que a sua causa.

segunda-feira, abril 09, 2012

A falácia do homem de palha



Quando visões diferentes de mundo se encontram em um debate, muita coisa acontece. Na tentativa de mostrar que “o meu lado está certo e o seu está errado” os debatedores se utilizam das mais variadas ferramentas. Algumas são válidas. Outras não. A estas últimas, chamamos de falácias.
Um amigo no Facebook postou a imagem acima e eu achei interessante colocar aqui como blog como um claro exemplo da falácia conhecida como “homem de palha” ou também chamada de “espantalho”. Essa falácia é definida da seguinte forma pela Wikipédia (e se está na Wikipédia, só pode ser verdade...) “a falácia do homem de palha (também falácia do espantalho) é um argumento informal baseado na representação enganosa das posições defendidas por um oponente.” Ou seja, é uma tática muito comum de se apresentar uma versão distorcida (e via de regra mais facilmente ridicularizável) da posição de um oponente. Na maioria das vezes, a distorção é tão grande que em nada se assemelha ao que o oponente acredita. E ataca-se e defende-se uma posição alheia à realidade. A imagem acima é um exemplo clássico de homem de palha em relação ao cristianismo (ou cristandade no caso).
Por quê alguém se utiliza desse subterfúgio? Simples, é mais fácil você atacar uma visão falsa do que a verdadeira. É mais fácil você ir atrás daquilo que você acha que é, não gastando um tempo estudando a crença do outro, do que se empenhar em ser generoso e aprender realmente aquilo que a pessoa acredita. Quando você faz isso, gasta esse tempo de estudo, passa a entender melhor a posição do outro e tende a usar menos o homem de palha. Mas às vezes também é um problema de caráter e contra isso pouco pode ser feito.
Vamos ver quais foram as distorções apresentadas pelo texto acima?
  • Zumbi cósmico: um zumbi seria um ser morto que é reanimado, em estado de putrefação e que volta à vida, mas de forma catatônica. Ele não é inteiramente vivo, nem inteiramente morto. Em nada essa figura se assemelha ao Cristo ressurreto. Crito voltou à vida, em um novo corpo ressuscitado e glorificado, em suas completas faculdades mentais e foi visto por mais de 500 pessoas. Nenhum relato bíblico mostra Cristo saindo da tumba pronto para participar Thriller, de Michael Jackson.
  • Que foi seu próprio pai: aqui é um entendimento errado sobre a doutrina da Trindade. Jesus nunca foi o Pai, que nunca foi o Espírito Santo, que nunca foi o Filho. São três pessoas diferentes, mas uma única divindade. O Pai, o Filho e o Espírito Santo referem-se à personalidade. Deus, refere-se à essência do que são. Apenas uma divindade. Não é fácil, eu sei disso. Temos alguns textos sobre Trindade, é só jogar na busca ao lado. Mas o cristianismo não ensina que o Pai e o Filho são a mesma pessoa. Essa é uma heresia antiga, repudiada no Concílio de Niceia, conhecida como Sabelianismo ou Modalismo.
  • Telepaticamente o aceite como seu mestre: a Bíblia nunca disse nada sobre aceitar Jesus como seu mestre, seja telepaticamente ou não. Eu não entendi bem o que o telepaticamente quer dizer aqui. Telepatia, resumidamente, é a capacidade de ler a mente dos outros e aceitar a Jesus como seu mestre é uma questão de vontade. Eu não preciso ler a mente de outra pessoa para fazer isso. Só preciso consentir voluntariamente à isso. Enfim, mas mesmo isso não é ensinado nas Escrituras. A Bíblia diz que para alguém ser salvo, ela deve se arrepender de seus pecados e colocar sua fé em Jesus Cristo como seu Salvador. O telepaticamente deve ter aqui um apelo retórico.
  • Retirará uma força do mal da sua alma: o texto deve estar se referindo ao novo nascimento do cristão, mas a Bíblia não faz menção à retirar algo maléfico da alma. O que a Bíblia diz é que o cristão se torna uma nova criatura em Cristo. Você morre para o pecado e renasce para Deus. Mas infelizmente a pecaminosidade, que é nossa companheira desde o nosso nascimento, continua em nós. Quem me dera ela fosse totalmente retirada. Ela somente será lançada para longe de nós quando recebermos o corpo glorificado, na ressurreição. O que acontece com o cristão no novo nascimento é a capacitação, pelo Espírito Santo, de lutar contra nossa carne. Não somos mais escravos do pecado, mas ainda somos seduzidos por ele.
  • Mulher nascida de uma costela: a mulher não nasceu de uma costela. A costela não estava grávida e depois de nove meses deu à luz uma mulher. A mulher foi moldada, formada da costela de Adão. Mesmo tomando-se o texto de forma literal, não vejo qual seria o problema com isso. O Criador de todo o universo não teria o poder de forma a partir de um material genético já pronto um novo ser da mesma espécie? O que é mais fácil acreditar? A origem da mulher pela costela de Adão ou a origem da vida a partir daquilo que não possui vida? A abiogênese já foi refutada por Pasteur em 1862.
  • Comer o fruto de uma árvore mágica: a árvore não era mágica. O texto não diz isso, não informa tal coisa. Vamos ler o que Deus disse: “Ordenou o Senhor Deus ao homem, dizendo: De toda árvore do jardim podes comer livremente, mas da árvore do conhecimento do bem e do mal, dessa não comerás; porque no dia em que dela comeres, certamente morrerás.” Gen. 2:16-17. Veja que a palavra mágica não existe no texto. O pecado de Adão e Eva (os dois, diferentemente do que fala a imagem) foi desobedecer a Deus. Ele deu uma ordem bem clara. Comam do que quiser, menos da árvore que está no meio do Jardim. No dia que comeram, eles morreram espiritualmente, porque pecaram contra Deus, desobedecendo-O. Ao menos, eu fiquei feliz que a imagem não falou que foi uma maça...


Pronto. Essas foram as distorções apresentadas no texto. Veja que eu gastei mais tempo mostrando que essa não é a nossa crença. Quando isso é feito, o ataque perde o sentido e mostra como o nosso oponente no mínimo não conhece direito aquilo que ele mesmo ataca. No mínimo.
O homem de palha é um recurso desonesto, que fala mais sobre a idoneidade de seu articulador do que do objeto que ele ataca. Precisamos ficar atentos para o seu uso. Não apenas contra nós, mas em nossos discursos. É muito fácil fazer isso. É o caminho mais rápido e retórico de deixar o oponente de “calças curtas”. Mas não precisamos nos utilizar desse recurso. Se conhecemos a verdade, devemos apresentá-la como ela é, como bons embaixadores de Cristo, lembrando-se do que Pedro nos diz:
“antes santificai em vossos corações a Cristo como Senhor; e estai sempre preparados para responder com mansidão e temor a todo aquele que vos pedir a razão da esperança que há em vós”. 1 Pedro 3:15.

domingo, abril 01, 2012

Facebook, Bíblia, homossexualismo e uma conversa entre amigos


Quem lê o blog regularmente, sabe que de vez em quando eu posto aqui algumas conversas que tive pela internet com os amigos. É importante colocar nossa fé em prática e ver como ela funciona fora do ambiente hermeticamente fechado de nossas igrejas ou mesmo do blog.
Em fevereiro tive um diálogo com um rapaz que me adicionou no Facebook. Nós continuamos uma conversa que se iniciou por causa da imagem abaixo.


O meu amigo estava advocando que a Bíblia endossava a escravidão e condenava a homossexualismo. Esse assunto rende outras postagens, mas resumidamente, eu afirmei que a Bíblia na verdade condenava as duas coisas. A escravidão, ou servidão que a Bíblia regulamentava em nada era parecido com a escravidão que aconteceu nas Américas, que é representada na figura abaixo. E esse tipo de escravidão, condenada pelas regras de servidão bíblica, encontrou o seu fim exatamente pelas mãos de cristãos que lutaram pelo fim desse sistema horrendo. Mas o papo que segue abaixo lida com várias questões, como o homossexualismo, a naturalidade da coisa, a existência de padrões morais realistas, Bíblia, enfim, muitas coisas.
O nome do meu amigo, como de costume, foi substituído por questões de privacidade.

Maurilo Borges Junior
Olá Amigo, obrigado por me adicionar. Percebi que temos vários amigos em comum no Facebook. O mundo é pequeno.
Enfim, gostaria de continuar o papo do seu link por aqui. Acho que fica mais fácil quando somos apenas nós na conversa. Você disse que é cristão e acredita em Deus. Gostaria de saber o que isso significa pra você e como você vê a Bíblia.
Não quero discutir com você, apenas conversar. Se você não estiver disposto, tudo bem, continuamos alegremente com as nossas vidas.
Abraços.

Amigo
Oi Maurilo. Desculpe se soei arrogante ou qualquer outra coisa no post. Admito que estou mesmo criando polemica quase a toa, pois não tenho mais uma opinião 100% formada a respeito. Sou cristão desde que me conheço por gente. Nasci num lar evangélico, e meus pais são bem esclarecidos, nem um pouco fundamentalistas radicais. Freqüentei escola dominical minha vida toda e sempre fui o cara mais caxias que você pode imaginar. Mas de alguns anos pra cá tenho tido vários questionamentos. Não digo nem com relação a fé ou existência de Deus, mas principalmente sobre questões bíblicas, sua veracidade, sua confiabilidade, etc. Existem vários temas na bíblia que por anos me convenci a fazer vista grossa porque aquela é a palavra de Deus, indiscutível. Mas hoje tenho visto de forma muito diferente, impossível de casar com o Deus que conheço. A bíblia pra mim, cada vez mais, tem passado a ser um amontoado de relatos de lunáticos somado com textos forjados com interesses políticos. Tenho tido muitos questionamentos e a homossexualidade que é um tema em voga hoje é um dos que mais me intriga. Sou heterossexual, casado, e não tenho nem nunca tive problemas com minha sexualidade, mas conheço e sou amigo de muitos gays e simplesmente não consigo enxergar como pode o Deus que eu conheço ser condizente com o que a bíblia diz sobre homossexualidade e principalmente a homofobia que impera no meio cristão

sábado, março 31, 2012

Um silogismo simples sobre o aborto



P1 - Tirar a vida de um ser humano inocente é errado.
P2 - O aborto tira a vida de um ser humano inocente.
Conclusão - Portanto, o aborto é errado.

Esse silogismo é correto. A conclusão se segue às premissas. Se as premissas forem verdadeiras, a conclusão também é. A primeira premissa é pouco discutida. Eu não conheço ninguém que ache que é certo tirar a vida de um ser humano inocente. A discussão é sempre sobre a segunda premissa. Mas a própria ciência nos mostra que o feto é um ser humano desde a sua concepção. Qualquer tentativa de desqualificar o feto como parte da raça humana também serve para desqualificar outros membros da raça humana que estão fora do útero. Assim sendo, a conclusão é correta.
Lembrem-se que é a partir desse ponto que argumentamos contra o aborto. Não é uma questão de direitos reprodutivos, não é uma questão de liberdade das mulheres, não é uma questão social ou econômica. A questão toda é a seguinte: o aborto tira a vida de seres humanos inocentes. E isso é errado, seja fora do útero, seja dentro do útero.

quinta-feira, janeiro 12, 2012

Dica de livros cristãos para 2012



Ano novo, novas metas. Já falamos semana passada sobre boas resoluções cristãs para esse novo ano que ainda está em seu começo. Gostaria também de recomendar uma lista de livros para esse ano. Alguns deles com certeza estarão na minha lista. Eu copiei essa lista de KennethSamples, do Reasons to Believe. São seis clássicos cristãos que devem fazer parte da sua biblioteca, especialmente se você deseja ir mais fundo na teologia, filosofia e apologética cristã.

“Confissões” por Santo Agostinho. Uma obra autobiográfica. Agostinho confessa seus pecados, fala de sua nova fé e a grandeza de Deus.

“A Encarnação do Verbo” por Santo Atanásio. É uma excelente obra sobre a pessoa e a natureza de Cristo, escrita por uma das mais sábias e heroicas figuras da história do cristianismo.

“Cur Deus Homo” (Latim: Por que Deus se fez homem?) por Santo Anselmo. Essa poderosa obra teológica explica porque Jesus Cristo precisava ser tanto Deus quanto homem para poder redimir os pecados da humanidade.

“A Escravidão da Vontade” por Martinho Lutero. Esse é um dos mais importante trabalhos da Reforma.

“Pensamentos” por Blaise Pascal. Escrita por um dos fundadores da ciência moderna, esse livro é considerado uma obra prima do pensamento cristão.

“Cristianismo Puro e Simples” por C.S. Lewis. Uma clara e poderosa apresentação apologética das doutrinas cristãs. Um livro básico para todo apologista.

E você? Quais são os seus livros recomendados para 2012? Ou mesmo qual você leu em 2011 que lhe foi útil em seu crescimento cristão? Lembre-se que a Bíblia é o mais básico de todos e nenhum crescimento verdadeiro haverá se você se negar o alimento principal.

terça-feira, dezembro 27, 2011

Poderia um universo causar a si mesmo?




Eu esbocei o texto que se segue a pedido da Christian Apologetics Alliance (Aliança Cristã Apologética) que está compilando uma série de artigos de respostas a objeções ao teísmo. Apesar de existir aqui uma sobreposição da minha revisão do livro de coautoria de Stephen Hawking “The Grand Design”, o presente artigo é mais adequado como uma resposta mais sucinta e específica para qualquer um que argumente contra a criação divina.

Objeção: “Tem sido mostrado nos dias de hoje que o universo causou a si mesmo ao invés de ter vindo à existência por qualquer outra coisa.”

Chaves de referência no final do artigo.

A objeção é necessariamente falsa já que o máximo que a ciência poderia dizer a respeito disso é que “o universo talvez tenha causado a si mesmo...”. Se isso aconteceu ou não, não está aberto ao questionamento científico. No entanto, mesmo esse “talvez tenha” afirmado permanece totalmente sem embasamento e é logicamente incoerente, como eu vou tentar demonstrar abaixo. Mas antes, vamos ser claros em relação aos fatos.

Até o início do século 20 a maioria dos cientistas acreditava que o universo sempre existiu. Mas essa visão foi destruída por duas descobertas, uma teórica e outra experimental. O desenvolvimento experimental foi a teoria geral da relatividade de Einstein que implicava que apenas um universo que estivesse em expansão (ou encolhimento) poderia ser estável. Einstein, de fato, inseriu um “fator lorota” arbitrário em sua equação para permitir um universo estático, mas mais tarde se retratou [WMG p.100]. A descoberta experimental foi que o universo de fato estava se expandindo, evidenciado pela desvio gravitacional para o vermelho nos espectros de galáxias distantes [WMG pp. 101-102]. Isso então implicou que o universo tinha de fato um começo que pode ser representado como uma singularidade (uma situação na qual certas grandezas físicas se tornam infinitas – nesse caso temperatura e densidade). Esse singularidade implicada ficou conhecida como a origem quente “Big Bang” do universo e hoje é geralmente aceita pelos cosmologistas. Observações mais recentes da toda presente “radiação cósmica micro-ondas de fundo” provê evidências confirmatórias desse modelo da origem cósmica (ou cosmogênesis) [WMG pp. 102-103].

Desde essa época, alguns cientistas tem avançado teorias engenhosas (estritamente hipotéticas) na tentativa de evitar a implicação teológica de uma criação como a do big bang – mais recentemente Victor Stenger nos EUA e Stephen Hawking no Reino Unido. Basicamente, eles afirmam que os modelos científicos/matemáticos podem explicar como o universo pode ter surgido espontaneamente do nada (ex-nihilo) pela operação de leis naturais sem a intervenção de um criador natural [Stenger, Hawking]. No entanto, seu raciocínio é seriamente falho nos seguintes pontos:

1. É importante entender que a ciência não pode explicar nada que não seja em termos de leis da natureza. A ciência funciona primeiro pela descoberta (pela observação) de leis que descrevem as ações da natureza e então usa esse conhecimento para buscar mais explicações – começando com hipóteses e então confirmando essas hipóteses através de vários testes, o principal deles sempre sendo um experimento de verificação repetível. Para se oferecer uma explicação científica de qualquer coisa é sempre necessário apelar à leis já existentes (ou ao menos para uma hipótese plausível). Sem lei, sem ciência; simples assim.

2. Para explicar a origem do universo cientificamente, portanto, requer-se um apelo as leis da natureza (estabelecidas ou hipotéticas) que existiam anteriormente ao universo. Mas as leis da natureza não são nada mais do que descrições de como a natureza opera. Ninguém nunca propôs uma lei da natureza que não envolvesse a existência de entidades naturais, sejam elas matéria, energia, tempo-espaço ou sistemas matemáticos (Veja que a matemática é indiscutivelmente filosófica ao invés de científica e é apenas cientificamente relevante quando aplicada às realidades naturais – ou seja, ao mundo como ele existe).

3. Isso cria um dilema; as leis da natureza não podem existir sem a própria natureza existir mas a origem da natureza não pode ser explicada cientificamente sem leis pré-existentes. A conclusão lógica é que a ciência não pode, por sua própria natureza, explicar a origem do universo.

4. A única alternativa é que as leis da natureza pré-existiam em relação ao universo como um tipo de diagrama em um algum tipo de meio não material como a “mente de Deus”.

5. Stephen Hawking falha nesse dilema ao afirmar que o universo foi criado como resultado de flutuações mecânicas quânticas (em um vácuo) que se estabilizou pelas forças gravitacionais [Hawking pp. 131-135; Hawking review]. Ele então requer que as leis da mecânica quântica e da gravidade pré-existissem em relação ao universo (mais para frente ele parece fazer as mesmas afirmações em relação à chamada Teoria-M). Mas o que é a lei da gravidade se não uma descrição da forma como os corpos materiais interagem – seja um com o outro ou com o continuum espaço-tempo? Afirmar que tal lei existia na ausência de matéria, energia, espaço ou tempo é forçar a credulidade e é impossível de ser demonstrada. Apenas argumentos do tipo “a mente de Deus” e “diagramas não materiais” sobram no final das contas e esses são argumentos teológicos, não científicos.

6. Victor Stenger parece reconhecer esse problema e tenta superá-lo propondo que as leis da natureza primeiro criaram a si mesmas do nada e então estavam disponíveis para criar o cosmos. Suas exatas palavras são: “Então de onde as leis da natureza vieram? Elas vieram do nada!... [elas] se seguiram das simetrias vazias das quais o universo espontaneamente apareceu” [Stenger p.131]. No entanto, “simetrias” são propriedades atribuídas pelos cientistas às leis e/ou fenômenos de ordem natural; elas não existem a parte do cosmos que descrevem. Qualquer vazio que possui simetria, portanto, deve por definição estar dentro do universo e não pode dar origem a ele. Por exemplo, pode-se discutir que o espaço-tempo possui simetria para que um vácuo dentro do cosmos também exibisse simetria. Mas qualquer vazio que estivesse fora do espaço-tempo não poderia ter simetria ou qualquer outra propriedade física – e não poderia ser conhecida por fazer tal coisa

7. Conclusão: tentativas para explicar a origem do universo como um evento espontâneo ocorrido em um “vazio” pré-existente falha tanto o teste da ciência quanto da lógica.

Referências
  • ‘Stenger’; Victor J. Stenger, God, the failed hypothesis (New York, Prometheus Books, 2007)
  • ‘Hawking’; Stephen Hawking and Leonard Mlodinow, The grand design; new answers to the ultimate questions of life (London, Bantam Press, 2010)
  • ‘WMG’; Edgar Andrews, Who made God? Searching for a theory of everything (Darlington, 2009)
  • ‘Hawking review’; Edgar Andrews, God, black holes and Stephen Hawking (review of The grand design on www.whomadegod.org)  

sábado, dezembro 17, 2011

Blaise Pascal sobre os ateus





[diz o Ateu:] "Não sei quem me pôs no mundo nem o que é o mundo, nem mesmo o que sou. Estou numa
ignorância terrível de todas as coisas. Não sei o que é o meu corpo, nem o que são os meus sentidos,
nem o que é a minha alma, e até esta parte do meu ser que pensa o que eu digo, refletindo sobre tudo e
sobre si própria, não se conhece melhor do que o resto. Vejo-me encerrado nestes medonhos espaços
do universo e me sinto ligado a um canto da vasta extensão, sem saber porque fui colocado aqui e não
em outra parte, nem porque o pouco tempo que me é dado para viver me foi conferido neste período de
preferência a outro de toda a eternidade que me precedeu e de toda a que me segue.

"Só vejo o infinito em toda parte, encerrando-me como um átomo e como uma sombra que dura
apenas um instante que não volta.

"Tudo o que sei é que devo morrer breve. O que mais ignoro, porém, é essa morte que não
posso evitar.

"Assim como não sei de onde venho, também não sei para onde vou. Sei, apenas, que, ao sair
deste mundo, cairei para sempre no nada ou nas mãos de um Deus irritado, sem saber em qual dessas
duas situações deverei ficar eternamente. Eis a minha condição, cheia de miséria, de fraqueza, de
obscuridade. Concluo, de tudo isso, que devo passar todos os dias da minha vida sem pensar em
descobrir o que me deve acontecer. Talvez pudesse encontrar algum esclarecimento nas minhas
dúvidas, mas não quero dar-me a esse trabalho, nem dar um passo nesse sentido. Tratando com
desprezo os que com isso se preocupam, quero experimentar esse grande acontecimento sem
previdência e sem temor, deixando-me passivamente conduzir à morte, na incerteza da eternidade da
minha condição futura".

Quem desejaria ter como amigo um homem que assim falasse? Quem o escolheria para lhe
comunicar as suas intimidades? Quem recorreria a ele em suas aflições?
Finalmente, a que utilidade, na vida, se poderia destiná-lo?

Na verdade, é glorioso, para a religião, ter como inimigos homens tão insensatos, pois a sua
oposição lhe é tão pouco perigosa que serve, ao contrário, para o estabelecimento de suas principais
verdades. Com efeito; a fé cristã não visa, principalmente, senão a estabelecer estas duas coisas: a
corrupção da natureza e a redenção de Jesus Cristo. Ora, se eles não servem para mostrar a verdade da
redenção pela santidade dos seus costumes, servem ao menos, admiravelmente, para mostrar a
corrupção da natureza com sentimentos tão desnaturados.

Nada é tão importante para o homem como a sua condição, e nada lhe é tão temível como a
eternidade. Por conseguinte, se se acham homens indiferentes à perda do próprio ser e ao perigo, de
uma eternidade de miséria, isso não é natural. Procedem de modo inteiramente diverso em relação a
todas as outras coisas: temem até as mais insignificantes, e as prevêem, e as sentem. O mesmo homem
que passa tantos dias e tantas noites cheio de cólera e de desespero por ter perdido um cargo, ou por
alguma ofensa imaginária à sua honra, sabe também que vai perder tudo com a morte, sem que por isso
se inquiete ou se comova. É uma coisa monstruosa ver, num mesmo coração e ao mesmo tempo, essa
sensibilidade pelas menores coisas e essa estranha insensibilidade pelas maiores.

Trecho do livro "Pensamentos" (Pensées) de Blaise Pascal

terça-feira, dezembro 13, 2011

Sete Coisas que Você Não Pode Fazer se for um Relativista Moral




Então você decidiu se tornar um relativista moral. Bom pra você! O que poderia ser melhor do que fazer aquilo que acharmos melhor? O que seria pior do que deixar alguém nos dizer o que e o que não devemos fazer? Mais ainda, é uma das visões de mundo mais fáceis de se adotar: deixe todo mundo em paz e exija que outros façam o mesmo com você e você jamais terá que se preocupar novamente se os seus atos são corretos ou errados. Na verdade, só existem sete coisas que você não pode fazer como um relativista moral. Simplesmente siga as regras abaixo e você estará livre dos absolutos para sempre!

Regra #1: Relativistas Não Podem Acusar os Outros por Ações Erradas
O relativismo torna impossível criticar o comportamento de outros, porque o relativismo no final das contas nega que exista algo como uma infração, uma ação errada. Em outras palavras, se você acredita que a moralidade é uma questão de definição pessoal, então você jamais poderá julgar as ações de outras pessoas. Relativistas não podem nem se opor moralmente ao racismo. Não obstante, que sentido podemos dar para o julgamento “apartheid é errado” quando dito por alguém que não acredita em certo ou errado? Qual justifica existe ali para a se intrometer? Certamente não os direitos humanos, porque não existe tal coisa como o direito. Relativismo é a definitiva posição pró-escolha porque ela aceita toda escolha pessoal – mesmo que a escolha seja ser racista.

Regra #2: Relativistas Não Podem Reclamar do Problema do Mal
A realidade do problema do mal no mundo é um dos primeiros levantados contra a existência de Deus. O argumento diz que se Deus fosse absolutamente poderoso e bom, então ele iria acabar com o mal. Mas já que o mal existe, um dos três argumentos seguintes deve ser verdade: Deus é muito fraco para se opor ao mal, Deus é muito sinistro para lidar de vez com o mal ou Deus simplesmente não existe. É claro que, ao adotar qualquer um desses argumentos, você está afirmando que acredita no mal, coisa que os relativistas não podem fazer. Na verdade, nada pode ser chamado de mal – nem mesmo o holocausto – porque fazer isso seria afirmar alguem tipo de padrão moral.

Regra #3: Relativistas Não Podem Culpar ou Receber Elogios
O conceito de elogio e culpa é completamente sem sentido dentro do relativismo porque não existe nenhum padrão moral pelo qual julgar se algo deve ser aplaudido ou condenado. Sem absolutos, nada é realmente mal, deplorável, trágico, ou digno de culpa. Nem é também realmente bom, honrável, nobre ou digno de elogios. Fica tudo perdido em uma zona penumbra do nada moral. Aqueles que se dizem relativistas são praticamente sempre inconsistentes aqui (eles tentam evitar a culpa mas estão sempre prontos para aceitar elogios), então seja cuidadoso!

Regra #4: Relativistas Não Podem Dizer que Alguma Coisa é Desonesta ou Injusta
Sob o relativismo, justiça e eqüidade são dois conceitos que não fazem absolutamente nenhum sentido. Primeiro, as palavras em si não possuem sentido; ambas sugerem que as pessoas merecem igual tratamento baseado em um padrão externo daquilo que é certo e, como já disse várias vezes, relativistas não podem acreditar em certo ou errado. Segundo, não existe tal coisa como culpa. Justiça implica punir aqueles que são culpados e culpa depende de responsabilidade, que, como eu já mostrei, não existe.

Regra #5: Relativistas Não Podem Melhorar sua Moralidade
Com o relativismo, a melhora moral é impossível. Claro, relativistas podem mudar sua ética pessoal, mas eles nunca podem se tornar pessoas morais. A reforma moral implica algum tipo de regra objetiva de conduta como um padrão de partida. Mas essa regra é exatamente o que os relativistas negam. Se não existe caminho melhor, não pode haver melhora. Não só isso, mas não existe motivação para a melhora. O relativismo destrói o impulso moral que faz as pessoas se erguerem porque não existe essa medida pela qual se levantar. Por que mudar seu ponto de vista se o atual serve os seus próprios interesses e te parece bom no momento?

Regra #6: Relativistas Não Podem Sustentar uma Discussão Moral Significativa
O relativismo torna impossível discutir moralidade. Do que vão falar? Uma discussão ética envolve comparar os méritos de uma visão com outra para se encontrar qual é a melhor. Mas se a moral é inteiramente relativa e todas as visões são igualmente válidas, então nenhuma forma de pensar é melhor que a outra. Nenhuma posição moral pode ser julgada como adequada ou deficiente, irracional, inaceitável, ou mesmo selvagem. De fato, se as disputas éticas só fazem sentido quando a moral é objetiva, então o relativismo só pode ser vivido consistentemente no silêncio. Você não pode nem dizer: “é errado você impor sua moralidade sobre outros”.

Regra #7: Relativistas Não Podem Promover a Obrigação da Tolerância
Finalmente, não existe tolerância no relativismo, porque a obrigação moral de ser tolerante viola as suas próprias regras. O princípio da tolerância é muitas vezes considerado uma das virtudes chaves do relativismo. A moral é individual, portanto devemos tolerar o ponto de vista de outros não julgando suas atitudes e comportamentos. Mas é óbvio que esse princípio falha pela contradição. Se não existem regras morais, não pode existir uma regra que requer tolerância como um princípio moral. De fato, se não existem absolutos morais, por que ser tolerante no final das contas? Por que não forçar a sua moralidade sobre outras pessoas se isso for para seu próprio interesse e a sua ética pessoal permitir tal coisa? Só tenha certeza que não esteja alardeando isso enquanto o estiver fazendo.

domingo, outubro 30, 2011

Deus em Questão + Apresentação

Estou escrevendo isso aqui às 21:31, então, boa noite!

Sou novo aqui no blog, sou amigo do Maurilo e da Vivian e eles me convidaram para postar aqui de vez em quando. Espero que o que eu venha a postar por aqui nao estrague esse ótimo blog, haha! Aliás, meu nome é Lucas.

Sou um grande admirador de C. S. Lewis e de Freud, e deixo aqui um link para um ótimo documentário comparando o trabalho e vida dos dois, colocando "Deus em Questão". Vale a pena assistir, o documentário é baseado em um curso de Harvard ministrado pelo Dr. Armand Nicholi - ele também escreveu um livro sobre o mesmo assunto, eu li e recomendo!



Continuação:
Parte 2
Parte 3
Parte 4

domingo, outubro 02, 2011

quinta-feira, setembro 29, 2011

domingo, setembro 25, 2011

quarta-feira, setembro 21, 2011

segunda-feira, setembro 19, 2011

Perguntas filosóficas 35


Perguntas para refletir. Uma por dia.

Se uma pessoas estiver se afogando, e você se recusar a ajudar, você é responsável pela morte dessa pessoa?

Por Critical Thinking

segunda-feira, agosto 29, 2011

Segundas terminológicas: Aquino, Tomás de

segundas com termos da teologia hoje agostinho



Aquino, Tomás de:



Teólogo e monge italiano da Era Medieval, cuja obra o papa Leão XIII declarou em 1879 ser o ensino oficial da Igreja Católica Romana. A maior influência de Aquino encontra-se em sua obra SUMMA THEOLÓGICA, apresentação sistemática da teologia cristã baseada no sistema filosófico de Aristóteles. Uma de suas contribuições mais famosas foi o debate exaustivo das CINCO MANEIRAS (provas) de comprovar a existência de Deus.

Fonte: Dicionário de Teologia, edição de bolso. Ed. Vida.

sábado, agosto 13, 2011

Demolindo o argumento “Quem projetou o Projetista (Designer)?” em três passos simples.



Passo 1 – Vamos supor que Craig Venter seja bem sucedido em criar vida artificial e a solte na natureza.

Passo 2 – Vamos supor que um pesquisador (vamos chamá-lo de João) muito tempo depois venha a encontrar uma das formas de vida criadas por Venter, a examine e conclua que foi projetada por um designer inteligente.

Passo 3 – A inferência do design de João está obviamente correta. Perceba que a inferência de João não está menos errada se (a) ele não sabe quem Craig Venter é, e (b) ele não consegue responder quem projetou Craig Venter.

Bem, isso foi fácil. Por acaso isso revela algo importante sobre a fraqueza ou insuficiência do argumento de nossos “oponentes” que pensam que esse é o seu melhor argumento?

quarta-feira, agosto 10, 2011

Frases auto-refutáveis



Abaixo segue uma lista de frases auto-refutáveis que são comumente repetidas na nossa cultura hoje em dia. O objetivo triplo aqui é: (1) reconhecer frases auto-refutáveis, (2) expô-las por aquilo que elas são, e (3) evitar ser pego de surpresa por elas.

Após cada frase auto-refutável segue uma explicação porque essa frase comente suicídio junto com uma sugestão de como responder. Se essa é a primeira vez que você lida com frases auto-refutáveis você talvez precisará lê-las mais de uma vez. Pare e reflita naquilo que a frase está realmente dizendo e então veja se você consegue identificar a sua natureza auto-refutável.

Recomendo também a leitura do post sobre a Tática Papa-léguas, muito útil quando somos presenteados com frases auto-refutáveis.

Fique a vontade para deixar comentários com suas frases auto-refutáveis favoritas e eu as adiciono aqui. Aproveite!

1. Não existe verdade.
Se não existe verdade essa esse frase em si mesma não pode ser verdade. Portanto, a verdade existe. Você não pode negar a verdade afirmando-a. Você pode responder “isso é verdade?” ou então “como pode ser verdade que não existe verdade?”

2. Você não pode conhecer a verdade.
Se você não pode conhecer a verdade então você não poderia nunca saber que “você não pode conhecer a verdade”. Essa pessoa está afirmando conhecer a verdade que não se pode conhecer a verdade. Você pode responder “então, como você sabe disso?”

3. Ninguém possui a verdade.
Essa pessoa está afirmando possuir a verdade que diz que ninguém possui a verdade. Se ninguém possui a verdade então a frase “ninguém possui a verdade” é falsa! Você pode responder “então como você sabe que isso é verdade?”

4. Toda verdade é relativa.
Também conhecida por “tudo é relativo.” Se toda a verdade é relativa então essa frase por si mesma também seria relativa e não uma verdade objetiva. Em outras palavras, a pessoa está afirmando que é uma verdade objetiva que toda verdade é relativa. Você pode responder “isso é uma verdade relativa?”

5. É verdade para você mas não para mim.
Essa frase é auto-refutável porque ela afirma que a verdade é relativa ao indivíduo e ao mesmo tempo implica que é objetivamente verdade que algo pode ser “verdade pra você mas não pra mim.” Você pode responder “isso é verdade pra você ou é verdade para todo mundo?”

6. Não existem absolutos.
Essa frase é uma declaração absoluta sobre a realidade que afirma que não existem absolutos. Você pode responder “você tem certeza absoluta disso?”

7. Ninguém pode conhecer qualquer verdade sobre religião.
Essa pessoa afirma ter um conhecimento da verdade sobre religião que é a seguinte: você não pode conhecer a verdade sobre a religião. Você pode responder “então como você chegou a esse conhecimento sobre a religião.”

8. Você não pode saber de nada com certeza.
Se você não pode saber de nada com certeza você nunca chegaria a saber disso! Essa pessoa afirma saber com certeza que você não pode saber nada com certeza. Você pode responder “então, como você sabe disso com certeza?”

9. Você deve duvidar de tudo.
Se você deve duvidar de tudo então você também deve duvidar a verdade sobre a frase “você deve duvidar de tudo”. Você pode responder “Eu deveria duvidar disso?” E lembre-se: sempre duvide de suas dúvidas!

10. Somente a ciência pode nos mostrar a verdade.
Se somente a ciência pode nos mostrar a verdade nós nunca poderíamos saber que “somente a ciência pode nos mostrar a verdade” porque isso não é algo que a ciência nos mostraria! Isso porque essa afirmação é de natureza filosófica e não científica. Você pode responder “qual experimento científico que mostrou isso?” ou “qual é a sua evidência científica que mostra que somente a ciência pode nos mostrar a verdade?”

11. Você só pode conhecer a verdade através da experiência.
Se você só pode conhecer a verdade através da experiência você jamais conheceria a verdade sobre a frase “você só pode conhecer a verdade através da experiência” porque isso não é algo que pode ser conhecido através da experiência. Você pode responder “você pode conhecer essa verdade através da experiência?” ou “qual experiência te ensinou essa verdade?”

12. Toda verdade depende da sua perspectiva.
Se toda verdade depende da sua perspectiva então mesmo a verdade “toda verdade depende da sua perspectiva” depende da sua perspectiva. Essa é outra frase objetiva que afirma que o relativismo é verdadeiro. Você pode responder “essa verdade depende da sua perspectiva?”

13. Você não deve julgar.
A pessoa que está dizendo isso está fazendo um julgamento, que diz que é errado julgar! Você pode responder “se é errado julgar, então por que você está me julgando?”

14. Você não deve forçar a sua moralidade sobre outras pessoas.
Essa pessoa está forçando o seu ponto de visto moral que diz que é errado forçar um ponto de vista moral. Você pode responder “então, por favor, não force a sua moralidade que diz que é errado forçar moralidade.”

15. Você deve viver e deixar viver.
Essa pessoa que diz “viva e deixe viver” não está deixando você viver do jeito que você quer! Ela está prescrevendo um comportamento para você ao invés de seguir seu próprio conselho. Você pode responder “se essa é a sua filosofia, por que você está me dizendo como eu devo viver?”

16. Deus não toma partidos.
Se Deus não toma partidos, então ele está sendo partidário do lado que não toma partidos. Você pode responder “Deus toma esse partido?”

17. Você não deveria tentar converter as pessoas.
Essa pessoa está tentando converter você para a posição dela que diz que é errado converter as pessoas. Você pode responder “se é errado tentar converter as pessoas, por que você está tentando me converter?”

18. Essa é apenas a sua opinião.
Essa frase é auto-refutável se ela trata uma afirmação objetiva como se fosse subjetiva. A suposição escondida aqui é que todas as afirmações são relativas e uma questão de escolha pessoa. Se esse for o caso ela é por si mesma relativa e uma questão de escolha pessoal. Você pode responder “bem, essa é apenas a sua opinião que essa é a minha opinião”.

19. Você deveria ser tolerante com outras opiniões.
A maioria das frases referentes a tolerância são auto-refutáveis se por “tolerância” querem dizer “aceitar todas as opiniões como igualmente verdadeiras e válidas.” Se esse for o caso, a pessoa que diz “você deveria ser mais tolerante com outras opiniões” não está sendo tolerante com a sua opinião! Você pode responder “então, por que você não tolera a minha opinião?”(*)

20. É arrogante afirmar que se tem a verdade.
Essa pessoa afirma ter a verdade que diz “é arrogante afirmar que se tem a verdade.” Portanto, por seu próprio padrão, essa é uma pessoa arrogante! Você pode responder: “Nossa, isso é tão arrogante da sua parte!”

* tolerância de verdade significa “boa disposição dos que ouvem com paciência opiniões opostas às suas” e carrega a ideia de respeito e valor em relação às pessoas. Isso está em rota de colisão com a definição pós-moderna de tolerância que diz que devemos ter todas as verdade como iguais e válidas.
Nas escrituras, tirar os sapatos tem um significado muito especial. Quando Moisés teve seu primeiro confronto com Deus, Ele disse para que ele tirasse seus sapatos porque ele estava em terra santa. Jesus caminhou descalço para o Calvário. Na cultura daquele tempo, estar descalço era o sinal que você era um escravo. Um escravo não tinha direitos. Jesus nos deu o exemplo supremo de renunciar tudo por um grande objetivo.
Loren Cunningham Making Jesus Lord / Marc 8:34,35

LinkWithin

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...