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sábado, agosto 06, 2011

Como a verdade é conhecida?


Do livro Não Tenho Fé Suficiente para Ser Ateu

Vamos recapitular aquilo que vimos até aqui: a verdade existe e ela é absoluta e inegável. Dizer que "a verdade não pode ser conhecida" é uma afirmação falsa em si mesma porque a própria afirmação afirma ser uma verdade conhecida e absoluta. De fato, todas as vezes que dizemos qualquer coisa estamos deixando implícito que conhecemos pelo menos alguma verdade, porque qualquer posição ou qualquer assunto implica algum grau de conhecimento. Se você disser que a posição de alguém está errada, então você deve saber o que é certo para poder dizer isso (você não pode saber o que está errado a não ser que saiba o que está certo). Até mesmo ao dizer "eu não sei", você está admitindo que sabe alguma coisa, ou seja, que você sabe que não sabe alguma coisa a mais sobre o tópico em questão, mas não que você não saiba nada sobre nada.
Como alguém pode conhecer a verdade? Em outras palavras, qual é o processo pelo qual descobrimos a verdade sobre o mundo? O processo de descoberta da verdade começa com as leis auto-evidentes da lógica chamadas primeiros princípios. São chamados de primeiros princípios porque não existe nada por trás deles. Eles não são aprovados por outros princípios; são simplesmente inerentes à natureza da realidade e, assim, são auto-evidentes. Portanto, você não aprende esses primeiros princípios: simplesmente sabe que existem. Qualquer pessoa conhece intuitivamente esses princípios, mesmo que não tenha parado para pensar explicitamente sobre eles.
Dois desses princípios são a lei da não-contradição e a lei da exclusão do meio-termo. Já vimos a realidade e o valor da lei da não-contradição. A lei da exclusão do meio-termo nos diz que uma coisa é ou não é. Exemplo: Deus existe ou não existe. Jesus ressuscitou dos mortos ou não ressuscitou. Não há uma terceira alternativa para cada uma dessas afirmações.
Esses primeiros princípios são as ferramentas que usamos para descobrir todas as outras verdades. De fato, sem eles você não poderia aprender nenhuma outra coisa. Os primeiros princípios são para o aprendizado aquilo que os nossos olhos são para a visão. Assim como os nossos olhos devem estar presentes em nosso corpo para que possamos ver, os primeiros princípios devem estar em nossa mente para que possamos aprender alguma coisa. Da concepção desses primeiros princípios é que podemos aprender sobre a realidade e, por fim, encontrar a tampa da caixa do quebra-cabeça que chamamos de vida.
Embora usemos esses primeiros princípios para nos ajudar a descobrir a verdade, sozinhos não podem nos dizer se uma proposição em particular é verdadeira. Para entender o que estamos dizendo, considere o seguinte argumento lógico:

1.Todos os homens são mortais.
2.João é um homem.
3.Portanto, João é mortal.

As leis auto-evidentes da lógica nos dizem que a conclusão — João é mortal — é uma conclusão válida. Em outras palavras, a conclusão necessariamente segue as premissas. Se todos os homens são mortais e se João é um homem, então João é mortal. No entanto, as leis da lógica não nos dizem se aquelas premissas e, portanto, a conclusão, são verdadeiras. Talvez nem todos os homens sejam mortais; talvez João não seja um homem. A lógica por si só não pode dizer nada disso.
Esse ponto é mais facilmente entendido ao olharmos para um argumento válido que não é verdadeiro. Considere o seguinte:

1.Todos os homens são répteis de quatro patas.
2.Antônio é um homem.
3.Portanto, Antônio é um réptil de quatro patas.

No aspecto lógico, esse argumento é válido, mas todos nós sabemos que ele não é verdadeiro. O argumento é válido porque a conclusão segue as premissas. Mas a conclusão é falsa porque a primeira premissa é falsa. Em outras palavras, um argumento pode ser logicamente correto, mas ainda assim ser falso, porque as premissas do argumento não correspondem à realidade. Assim, a lógica nos leva apenas até aqui. A lógica pode nos dizer que o argumento é falso, mas não pode dizer por si só quais premissas são verdadeiras. Como sabemos que João é um homem? Como sabemos que os homens são répteis de quatro patas? Precisamos de mais informação para descobrir essas verdades.
Obtemos as informações com base na observação do mundo ao nosso redor e, então, tiramos conclusões gerais dessas observações. Ao observar alguma coisa repetidas vezes, você pode concluir que algum princípio geral é verdadeiro. Por exemplo: quando você deixa cair um objeto da mesa repetidas vezes, naturalmente observa que o objeto sempre cai no chão. Se fizer isso uma quantidade suficiente de vezes, finalmente perceberá que existe algum princípio geral em ação, conhecido como gravidade.
Esse método de chegar a conclusões gerais a partir de observações específicas é chamado de indução (que é comumente equiparado ao método científico). Para sermos bem claros, precisamos distinguir a indução da dedução. O processo de dispor-se premissas em um argumento e chegar a uma conclusão válida é chamado dedução. Foi isso que fizemos nos argumentos acima. Mas o processo de descobrir se uma premissa em um argumento é válida geralmente exige a indução.
Muito daquilo que sabemos, o sabemos por meio da indução. De fato, você já usou indução intuitivamente para investigar a verdade das premissas nos argumentos acima, a saber: determinou que, uma vez que todo homem que você observou é um mamífero de duas pernas, então o homem Antônio não pode ser um réptil de quatro patas. Você fez a mesma coisa com a pergunta sobre a mortalidade de João. Uma vez que todos os homens que você viu ultimamente morrem, você adotou a conclusão geral de que todos os homens são mortais, incluindo um indivíduo específico chamado João. Essas conclusões — homens de duas pernas, gravidade e mortalidade humana — são conclusões indutivas.
A maioria das conclusões baseadas na indução não pode ser considerada absolutamente certa, mas apenas altamente provável. Por exemplo: você está absolutamente certo, tem 100% de certeza, de que a gravidade faz todos os objetos caírem? Não, porque você não observou todos os objetos caindo. Do mesmo modo, você está absolutamente certo de que todos os homens são mortais? Não, porque você não observou a morte de todos os homens. Talvez exista alguém em algum lugar que não tenha morri do ou que não vai morrer no futuro.
Desse modo, se as conclusões indutivas não são seguras, podemos confiar nelas? Sim, mas com graus variáveis de certeza. Como dissemos, uma vez que nenhum ser humano possui conhecimento infinito, a maioria das nossas conclusões indutivas pode estar errada (existe uma importante exceção. Ela é chamada de "indução perfeita”, na qual todos os particulares são conhecidos. Por exemplo: "todas as letras desta página são pretas". Essa indução perfeita dá certeza sobre a conclusão porque você pode observar e verificar que todas as letras desta página realmente são pretas).
Mas mesmo quando não se tem informação completa ou perfeita é possível ter suficiente informação para chegar a algumas conclusões justificáveis na maioria das questões da vida. Por exemplo: uma vez que praticamente já se observou que todos morrem, sua conclusão de que todos os homens são mortais é considerada verdadeira ainda que passível de dúvida. Existe mais de 99% de certeza, mas ela não é absoluta. É preciso ter certo grau de fé mesmo que pouca — para acreditar nisso.1 O mesmo pode ser dito em relação à conclusão de que a gravidade afeta todos os objetos, e não apenas alguns. A conclusão é praticamente correta, mas não é absolutamente certa. Em outras palavras, podemos ter certeza com uma dúvida justificável, mas não certeza absoluta.  

quarta-feira, junho 15, 2011

O verdadeiro cristianismo fala a todo os aspectos da vida

“Se no final das contas o cristianismo for mesmo verdadeiro, ou seja, se o seu Deus for o Deus real do universo, então defendê-lo pode significar falar sobre qualquer coisa e todas as coisas. Algumas coisas podem ser irrelevantes para a proposição do cristianismo falso, mas nada será irrelevante para a proposição que o cristianismo é verdadeiro.”
G. K. Chesterton

domingo, fevereiro 13, 2011

Folheto: investigando as Testemunhas de Jeová



Navegando pela web, dei uma passadinha no site Índice TJ, com link para mais de 800 artigos sobre as Testemunhas de Jeová e a Torre de Vigia.
Um folheto que está publicado no site é o Investigando as Testemunhas de Jeová. Um rápido estudo sobre as variações nas crenças dos adeptos da Torre de Vigia que mostra o quanto os ensinos do "Escravo fiel e discreto" estão longe de ser os mesmos de Jeová.
Eu baixei o documento e estou postando abaixo para sua leitura. Acredito que você vai quere imprimir, porque a letra é bem pequena. Mas tá valendo.

Investigando as Testemunhas de Jeová - Folheto

sábado, janeiro 22, 2011

O naufrágio da Evolução



A evolução Darwiniana com sua tese do relojoeiro cego me faz pensar em um grande navio de batalha no oceano da realidade. Seus lados estão fortemente armados com barreiras filosóficas às críticas, e o seu convés está empilhado com grandes armas retóricas para intimidar qualquer possível atacante. Em aparência, é tão inconquistável quanto a antiga União Soviética parecia ser alguns anos atrás. Mas fendeu-se no navio um vazamento e os oficiais mais perceptivos do navio começaram a sentir que todo o poder de fogo do navio não poderá salvá-lo se o vazamento não for fechado. Haverá esforços heróicos para salvar o navio, é claro, e talvez alguns socorristas convidarão os oficiais a encontrar refúgio em botes salva vidas eletrônicos equipados com equipamento de alta tecnologia como séries autocatalíticas e modelos de computador de sistemas auto-organizáveis. O espetáculo será fascinante e a batalha continuará por um bom tempo. Mas no final, a realidade irá vencer.

Phillip E. Johnson – Darwin no Banco dos Réus

segunda-feira, novembro 15, 2010

O Cristianismo é verdadeiro!


Já está disponível em nosso blog toda a série de ensaios que buscam mostrar como o cristianismo é verdadeiro. Hoje publicamos o últimos texto. São 23 textos que analisam a fé cristã e apresentam uma defesa racional e biblica para nossa fé.
Acesse no linke "O Cristianismo é Verdadeiro?" e lá você verá o índice com os ensaios e links.
E em dezembro, vamos publicar os ensaios em formato de e-book.

O Cristianismo é Verdadeiro? - Mostrando que o Cristianismo é verdadeiro


Mostrando que o Cristianismo é verdadeiro por Matthew Flannagan

(Áudio em MP3 aqui em breve)

"Você pode mostrar que o cristianismo é verdadeiro?" Para nos ajudar a concentrar o nosso pensamento quanto à forma como se deve responder a essa pergunta, vou colocar algumas outras questões a seguir. Você pode mostrar que existem outras pessoas ou que existe um mundo que permanece independente de nossos sentidos, que continua a existir quando nós já não mais o percebemos? Pode a minha crença de que é errado infligir dor em outra pessoa por razão nenhuma ser mostrado como verdadeiro? E a minha crença na hipótese cética de Russell de que todo o universo veio à existência seis segundo atrás, incluindo todas as aparentes memórias e sinais da idade - isso é falso ou verdadeiro?

Espero que o ponto destes exemplos esteja claro. Se não queremos cair em um ceticismo global que desafia o bom senso, temos de reconhecer que existem algumas crenças que mantemos de forma racional e sabemos que são verdade e que, no entanto, não podem ser mostradas ou provadas como verdadeiras a partir de premissas que todas as pessoas inteligentes são obrigadas a aceitar. Na verdade, ironicamente, a alegação de que alguém só é racional quando acredita em algo a menos que isso possa ser demonstrado a partir de premissas verdadeiras, as quais todas as pessoas sãs são obrigados a aceitar, é auto-refutante, afinal, muitas pessoas sãs rejeitam essa hipótese e ela ainda tem de ser demonstrada como verdade a partir de premissas que todas as pessoas sãs devem aceitar.

No entanto, uma pessoal é racional em aceitar algumas crenças independente de qualquer argumento que mostre a verdade dessas crenças; os filósofos chamam essas crenças de crenças propriamente básicas. Essas crenças funcionam normalmente como crenças fundamentais, uma pessoa raciocina a partir delas como premissas para a verdade de outras proposições que a pessoa tem. Da mesma forma, elas funcionam como os dados básicos contra os quais se avalia hipóteses propostas para aceitação. Elas surgem porque os apelos contínuos de premissas para provar premissas para provar premissas têm que terminar em algum lugar. Crenças fundamentais corretas constituem as crenças nas quais se é racional que os apelos por provas cessem.

É preciso observar que crenças fundamentais básicas não são infundadas. Enquanto não acreditamos em uma crença básica baseada em uma inferência, as crenças básicas são muitas vezes baseadas em alguma forma de experiência. Alvin Plantinga compreende dois tipos de experiências, a "evidência dos sentidos", coisas que podemos ver, ouvir ou sentir em um determinado objeto e "evidência doxástica", que ele se refere como "a crença que parece correta, aceitável e natural."1 Crenças doxásticas parecem ser auto-evidentes. Um exemplo de tal crença é a condição correspondente do modus ponens. Quando uma pessoa cumpre as condições do modus ponens, isso simplesmente parece ser correto. Modus ponens parece auto-evidente de uma forma que uma inferência abertamente falaciosa não. É esse tipo de experiência que dá base às crenças básicas.

Muitos filósofos e teólogos como Calvino, Pascal, Alston e Plantinga sustentam que certas crenças teológicas são por si mesmas básicas. A crença na existência de Deus é, do ponto de vista do crente, apropriadamente básica e fundamentada diretamente em alguma forma de experiência religiosa, pelo que é justificado e racional acreditar nessas doutrinas, independentemente de qualquer argumento em favor delas. Embora eu não possa elaborá-lo em um pequeno artigo, estou fundamentalmente de acordo com essa posição. A requisição, então, que os cristãos mostrem ou demonstrem que o cristianismo é verdadeiro, muitas vezes se baseia em uma premissa que eu acho que está enganada, este pressuposto é que a crença racional cristã requer que os argumentos ou provas sejam fornecidas para o Cristianismo e não fornecê-las faz do crente um ser irracional.

Há uma outra questão mais moderada que se esconde em volta. Se alguém aceitar que o crente é racional em aceitar a fé cristã de uma maneira propriamente básica, então que motivos o crente pode dar para aqueles que não possuem as mesmas crenças básicas para aceitar a fé cristã? Talvez algumas pessoas, com base em algum tipo de experiência religiosa, tenham de imediato crenças propriamente básicas, mas muitas pessoas não venham a ter esse tipo de experiência - que motivo pode ser dado a elas para a aceitação da fé cristã? Este problema exasperasse pelo fato de que é extremamente difícil demonstrar a verdade das crenças fundamentais, precisamente porque são crenças fundamentais. Para provar alguma coisa é preciso apelar para premissas e toda a questão neste caso é sobre quais premissas básicas aceitar. Como, então, mostrar para essas pessoas que o cristianismo é verdadeiro?

Eu acho que várias estratégias estão disponíveis, mas por falta de espaço vou apenas esboça-las brevemente aqui.

Primeiro, em muitos casos, pode-se mostrar que o cristianismo é verdade refutando-se objeções à fé cristã. Crenças propriamente básicas são crenças que se é racional acreditar independentemente de qualquer argumento para elas na ausência de boas razões que as afirmem. Isso não significa, porém, que essas crenças não podem ser derrotadas por razões oferecidas contra elas. Se eu vejo o João cerrando o rosto e agarrando sua perna, eu poderia formar a convicção de que João está com dor. No entanto, se depois ele me diz que não estava com dor, mas ensaiando sua cena de morte em uma peça que ele está atuando, eu poderia mudar a minha crença para acreditar que ele não estava com dor. A crença inicial de que ele estava com dor era propriamente básica, no entanto, por causa do que eu descobri mais tarde, sua posição racional foi derrotada.

Acredito que muitas pessoas estão em uma posição análoga à várias crenças cristãs, eles as rejeitam não porque não achem que elas sejam verdadeiras, mas porque aceitam várias objeções a essas crenças. Considere a seguinte frase de Richard Dawkins “apesar das aparências em contrário, o único relojoeiro na natureza são as forças cegas da física, ainda que organizadas de uma forma muito especial... é um relojoeiro cego." O que é interessante aqui é a frase "apesar das aparências em contrário", Dawkins admite que, prima facie, o mundo aparece e parece que foi projetado e na ausência de qualquer razão para negar tal coisa, então a observação natural é dizer que ele o é. Dawkins sugere, no entanto, que as aparências enganam porque a ciência tem alegadamente fornecido refutações para essa crença. Mostrar em tal contexto que os argumentos de Dawkins são errados permite que as pessoas aceitem essas aparências.

A segunda linha de argumento é mostrar que várias alternativas ao cristianismo são falsas. Muitas vezes as pessoas não conseguem ver a verdade do cristianismo porque aceitam as visões equivocadas do mundo e equivocadas normas epistêmicas tais como aquelas associadas com o naturalismo. Eles podem experimentar a presença de Deus na natureza, mas acreditam que isso é uma ilusão, porque eles estão convencidos de que nada existe além da natureza. Eles podem pensar que somente as coisas que podem ser demonstradas empiricamente podem ser racionalmente cridas e essas experiências são uma ilusão fomentadas pela evolução para assegurar a cooperação social. Mostrar que essas imagens da realidade são falsas os ajuda a reexaminar a natureza dessas experiências verídicas. Refutar alternativas ao cristianismo oferece uma outra dinâmica para ver a verdade do cristianismo.

As pessoas têm que viver de acordo com alguma visão de mundo. Por questões práticas, não se pode permanecer agnóstico em relação a muitas questões existenciais. Se todas as alternativas viáveis para o cristianismo podem ser mostradas como implausíveis, então, o cristianismo tem de ser levado a sério por pessoas que não podem, na prática, viver uma vida de suspensão de julgamento sobre questões importantes.

Terceiro, mesmo que uma pessoa não aceite uma dada proposição ela ainda pode raciocinar sobre tais crenças. Alguém pode raciocinar "condicionalmente",2 se tal pessoa aceite certas premissas ou proposições como as crenças propriamente básicas. Então outras posições, hipóteses e teorias são igualadas e as pessoas de todos os lados da disputa podem avaliar e debater se o raciocínio é consistente. Plantinga afirma:

As conclusões da ciência teísta podem não ser aceitas pelos não-teístas, mas o método - tentar ver a melhor forma de explicar os fenômenos relevantes do ponto de vista teísta - é realmente aberto para todos.3

Pode-se mostrar que quando se raciocina pelo ponto de vista teísta algumas questões existenciais e teóricas podem receber respostas coerentes. Alguém pode explicar coisas como a origem do universo, a existência de entidades contingentes, a existência e a natureza da obrigação moral, a existência de leis da natureza, questões existenciais sobre culpa, perdão e assim por diante. Plantinga observa que a existência de Deus importa “uma grande unidade para o empreendimento filosófico e a idéia de Deus ajuda com uma variedade surpreendentemente larga de casos: epistemológicos, ontológicos, éticos, que têm a ver com significado, e coisas do tipo".4 Mostrar que se alguem aceita o teísmo, então respostas plausíveis, fundamentadas, abrangentes e unificadas estão disponíveis para o que seriam perguntas intratáveis, fornece uma maneira de mostrar aos outros por que eles deveriam aceitar a crença em Deus como uma crença propriamente básica.

A quarta e última maneira é colocar a pessoa em uma posição em que ela provavelmente terá uma experiência necessária que fundamenta crenças teológicas propriamente básicas. Suponha que eu veja uma árvore no parque e minha esposa me pede para mostrar-lhe que esta árvore existe. A maneira mais óbvia de fazer isso não é construir uma prova para a existência de uma árvore, mas levá-la ao parque e mostrar-lhe a árvore. Da mesma forma, muitas pessoas não conseguem absorver os axiomas auto-evidentes da lógica porque elas não conseguem entendê-los, mas quando estes são explicados, se tornam auto-evidente. O mesmo acontece com a crença cristã. Uma forma de mostrar para os agnósticos a verdade do cristianismo é colocá-los em circunstâncias nas quais, se estivermos atentos, é provável que eles comecem a ver a verdade.

Pode-se explicar as Escrituras para eles, incentivá-los a buscar Deus em oração - isso é semelhante à forma como uma pessoa perdida no mato pode chamar por salvamento, mesmo se ele ou ela não tem certeza se alguém o estava procurando. Pode-se incentivá-los a participar no estudo das Escrituras enquanto levem a sério a possibilidade de que elas são a palavra de Deus. A pessoa poderia se envolver em uma comunidade de crentes onde Deus habita e trabalha, onde a pessoa pode ser encorajada a viver de acordo com a lei moral e honestamente confessar suas falhas e buscar o perdão por seus erros morais. Pascal apresentou este ponto em sua famosa aposta, enquanto um agnóstico não pode simplesmente optar por acreditar em algo que ele não acredita, ele pode optar por olhar, por procurar e por entender. Quando o agnóstico sinceramente faz isso, é provável que ele virá a experimentar Deus. Assim como uma pessoa que tenta entender a lógica vai ver porque seus axiomas são auto-evidentes ou uma pessoa que realmente procura pelo parque verá que há uma árvore ali.

Concluindo, as doutrinas básicas do cristianismo, se forem verdade, constituem crenças fundamentais básicas corretas. Não se acredita nelas com base em argumentos ou provas já que elas se baseiam diretamente na experiência. Normalmente é muito difícil provar, com argumentos, que uma crença fundamental é verdade, mas sua verdade pode ser mostrada de outras formas indiretas. Pode-se argumentar que os argumentos contra tais crenças são falsos, pode-se argumentar que as alternativas para aceitá-las são falsas ou problemáticas, e pode-se mostrar que se alguém aceita o Cristianismo, então essas crenças fazem sentido de forma coerente com o mundo, elas fornecem respostas abrangentes a muitas questões teóricas e existenciais. Finalmente, no contexto de tudo que foi colocado acima, pode-se ajudar o cético a adotar a postura de um buscador sincero, para levá-lo a um tipo de posicionamento em que ele pode vir a ter o requisitado encontro com Deus, a fim de ver que o cristianismo é verdade. Esta é, no final das contas, como alguém pode mostrar que o cristianismo é verdade.

1 Alvin Plantinga Warranted Christian Belief (New York: Oxford University Press, 2000) 110-111.
2 See Alvin Plantinga “Creation and Evolution: A Modest Proposal” in Darwinism Design and Public Education ed John Angus Campbell & Stephen C Meyer (East Lansing: Michigan State University Press, 2004) 521-232; “Reason and Scripture Scholarship” in Behind the Text: History and Biblical Interpretation ed C Bartholomew, C Stephen. Evans, Mary Healy & Murray Rae (Grand Rapids, MI: Zondervan, 2003) 98-100.
3 Alvin Plantinga “On Rejecting The Theory of Common Ancestry: A Reply to Hasker” Perspectives on Science and Christian Faith 44 (December 1992): 258-263.
4 Alvin Plantinga “Two Dozen or so Theistic Arguments” accessed 7 March 2010.

quarta-feira, novembro 10, 2010

Verdade para você, mas não para mim


Todo mês recebemos um email de Jim Wallace, do ministério Please Convince Me, com alguma informação interessante sobre a fé cristã. Esse mês, o email é sobre verdades objetivas, a nossa capacidade de reconhecê-las e a influência que isso tem sobre a existência de Deus.
Como é sempre um assunto interessante, traduzimos o email para vocês.

Olá

Uau, já é novembro. Sou só eu, ou os anos voam mais rápido do que nunca? Em Outubro tive o prazer de treinar alguns homens do Retiro de Homens Hume Lake e nós conversamos sobre dois pré-requisitos para o cristianismo (a existência da verdade objetiva e a existência da alma). Alguma vez você já se deparou com frases como "Isso pode ser verdade para você, mas isso não é verdade para mim"? Bem, este mês, gostaria de oferecer uma breve resposta a dois erros que as pessoas frequentemente fazem relacionados com a natureza da verdade:

OPOSIÇÃO: A verdade está nos olhos de quem vê. Toda a verdade depende da sua perspectiva. O que pode ser verdade para você não é necessariamente verdadeiro para mim. Além disso, a verdade é ilusória. Ninguém pode realmente ter certeza de que sabe a verdade, porque ninguém sabe tudo o que pode ser conhecido sobre um determinado assunto. É arrogante a alegação de que você sabe que algo é objetivamente verdade!

RESPOSTA: Algumas verdades são claramente pessoais e pertencem aos sujeitos que as detêm. Se você e eu estivéssemos em um museu olhando para uma escultura, cada um de nós poderia reagir de forma diferente. Você pode dizer que a escultura faz você se sentir ansioso, eu poderia dizer que me faz sentir calmo. Mas a verdade sobre a existência ou não da escultura em primeiro lugar, não reside em qualquer um de nós como indivíduos. A verdade sobre a existência da escultura está no objeto em si (a escultura). Nossa negação subjetiva da escultura não mudaria o fato de que a escultura existe. Não é uma questão de opinião subjetiva ou perspectiva, é uma questão de verdade objetiva. A cultura que nos rodeia, no entanto, muitas vezes, faz duas afirmações ilógicas sobre a verdade:

"A verdade objetiva não existe"
Quando as pessoas fazem uma afirmação como esta, basta fazer a pergunta: "Será isso verdade? Você está me dizendo que é objetivamente verdade que não há tal coisa como verdade objetiva?" O cético que faz esta afirmação sobre a verdade espera que aceitemos a sua afirmação como se fosse objetivamente verdadeira para todos e não simplesmente como uma questão de opinião subjetiva. Em essência, eles estão afirmando (como fundamento) a mesma coisa que eles estão negando. Eles estão fazendo uma afirmação "auto-refutante" que falha em seus próprios critérios

"A verdade objetiva não pode ser conhecida"
Quando as pessoas fazem uma afirmação como esta, basta fazer a pergunta, "Você tem certeza? Você está me dizendo que você sabe com certeza que nada pode ser conhecido com certeza?" O cético que faz esta afirmação sustenta que ele está em uma posição para saber definitivamente que nada pode ser conhecido em definitivo. Eles estão novamente fazendo uma declaração "auto-refutável" que tropeça em si mesma antes mesmo de poder sair da linha de partida.

Enquanto você e eu podemos ter opiniões subjetivas sobre a forma como a existência de Deus nos faz sentir, a verdade sobre a existência de Deus em primeiro lugar (como a verdade sobre a existência da escultura) não está na nossa perspectiva subjetiva, mas no próprio objeto. Deus existe ou não existe. Deus também tem uma natureza específica ou Ele não tem. Nossas opiniões e as perspectivas não criam a verdade sobre Deus. Ou nós temos opiniões que são objetivamente verdadeiras (elas reconhecem as verdades objetivas pré-existentes sobre Deus) ou não. E sim, isso significa que alguns de nós temos convicções precisas e alguns de nós não. A realidade da verdade objetiva exige que levemos a questão da existência de Deus a sério. Não é uma questão de perspectiva pessoal. A verdade sobre Deus é objetiva e está para ser descoberta por aqueles de nós que vão reconhecer a natureza da verdade em primeiro lugar.

João 8:31-32
"Então Jesus disse aos judeus que haviam crido nele: Se vós permanecerdes na minha palavra, sois verdadeiramente meus discípulos, e conhecereis a verdade e a verdade vos libertará."

Muito mais poderia ser dito sobre a questão da verdade objetiva, mas esperamos que essa resposta curta ajude você a fazer sua defesa!

Jim Wallace

terça-feira, setembro 14, 2010

O Cristianismo é Verdadeiro? A Cosmovisao Cristã é a Melhor Explicação


A cosmovisão cristã é a melhor explicação por Jim Wallace

(Áudio MP3 aqui em breve)

Como um detetive, eu tenho um trabalho interessante. Eu tenho que entrar na cena do crime e avaliar as provas na minha frente: é uma morte natural ou homicídio? Se é um homicídio, que suspeito melhor se encaixa nas provas na cena do crime? Embora possa haver um número de suspeitos potenciais que respondem por algumas ou a maioria das provas que vemos, um suspeito normalmente emerge como o "melhor" em que ele ou ela mais completamente (e mais razoavelmente) explicam as provas. Este suspeito simplesmente faz mais sentido dentro do que eu estou vendo. Eu, então, "infiro", a partir do fato de que este suspeito fornece a melhor explicação (dada a prova) que o suspeito é, de fato, o verdadeiro assassino. Este processo de "inferência para a melhor explicação" é às vezes chamado de "abdução”. Eu entendo a importância de analisar um conjunto de soluções potenciais (suspeitos) e avaliar cuidadosamente quais dessas soluções melhor explica as evidências. Quando eu utilizo o processo de abdução, eu acabo com uma explicação que é simples e coerente e explica adequadamente a prova em questão. É "possível" que eu possa ter o suspeito errado? Claro, especialmente se eu admitir que tudo e qualquer coisa é possível. Mas será que é "razoável" acreditar que alguma outra pessoa cometeu esse crime, quando meu suspeito final responde por todas as provas na cena do crime? Não. E essa é a beleza de utilizar a abdução desta maneira. Eu chego a um lugar de "suficiência de prova" e eu sou capaz de dar sentido ao que estou vendo.

Os detetives não são as únicas pessoas que empregam o raciocínio abdutivo para dar sentido ao seu ambiente. Todos nós queremos que esse mundo faça o sentido. Como resultado, cada um de nós tem uma visão de mundo (algo que chamamos de “cosmovisão”) que tenta explicar a situação em que nos encontramos. Isso é justo, todos nós observamos o mundo ao nosso redor e começamos a pensar sobre possíveis explicações para o que estamos vendo. Nós então passamos a oferecer a explicação mais razoável que, se verdadeira, explica as evidências que temos diante de nós. Nós estamos "inferindo a melhor explicação", empregando o processo de "abdução".

Quanto mais vivemos, mais reconhecemos as "grandes questões" da vida. Estas perguntas imploram por ser respondidas e tem motivado os teólogos, filósofos e cientistas para explorar e investigar o seu mundo. Cada um de nós desenvolve uma visão de mundo particular, a fim de explicar a realidade de nossas vidas e responder as questões mais importantes da vida. Ao longo do caminho tomamos uma decisão entre duas realidades possíveis: um mundo em que apenas forças naturais estão em ação (ponto de vista ateu conhecido como naturalismo filosófico) ou um mundo no qual as forças sobrenaturais estão em ação, além das forças naturais (representadas pela visão de mundo teísta). Dadas estas duas possibilidades, o "raciocínio abdutivo" pode nos ajudar a decidir qual visão melhor explica a realidade em que vivemos. Tenho uma visão de mundo teísta porque acredito que melhor explica o mundo ao meu redor, e faz isso de uma forma que simplesmente não pode ser igualada pelo naturalismo filosófico inerente ao ateísmo. Nas dez perguntas mais intrigantes e importantes que podem ser feitas por seres humanos, o teísmo cristão continua a oferecer a melhor explicação, especialmente quando comparado com o naturalismo filosófico:

  • Como o universo surgiu?
  • Por que parece haver design (ajuste fino) no Universo?
  • Como se originou a vida?
  • Por que parece haver evidências de inteligência na Biologia?
  • Como surgiu a consciência humana?
  • De onde vem o livre arbítrio?
  • Por que os humanos são tão contraditórios em sua natureza?
  • Por que existe uma verdade moral transcendente?
  • Por que acreditamos que a vida humana é preciosa?
  • Por que a dor, o mal e a injustiça existem em nosso mundo?

  • As dez "grandes questões" da vida agem como dez peças de evidências "na cena". Como um detetive, eu olho para as provas, ofereço hipóteses que poderiam explicar o que estou vendo, em seguida, avalio as hipóteses para ver qual é a melhor explicação. O processo de "abdução" me obriga a avaliar uma determinada hipótese para me certificar de que é viável (possui "a viabilidade explicativa"), que é simples (tem mais "poder explicativo"), que é exaustiva (tem mais “alcance explicativo"), que é lógica (que tem mais “consistência explicativa") e que é superior (possui "superioridade explicativa"). Ao olhar para estas dez peças de evidências, eu reconheço muito rapidamente o problema do naturalismo filosófico ao tentar explicá-los. Ao mesmo tempo, é evidente que o teísmo cristão oferece explicações que são viáveis, simples e completas, lógicas e superiores, se não rejeitarmos simplesmente a existência de Deus antes mesmo de começarmos o exame. Afinal, temos que começar cada investigação oferecendo as soluções mais amplas possíveis, e então deixar as provas nos dizerem qual dessas “possibilidades” é realmente a “inferência mais razoável".

    Finalmente, é importante reconhecermos que não existe nenhuma solução que vai explicar a prova completamente (sem deixar algum número limitado de perguntas sem resposta). Eu nunca trabalhei em um caso de homicídio, ou apresentei um caso na frente de um júri, que não tivesse alguma pergunta sem resposta. Mas isso não pode nos impedir de avançar em direção a uma decisão, e isso nunca impediu um júri de chegar a um veredicto. Temos que entender que “certeza” pode racionalmente emergir do que eu chamo de "suficiência de prova". Em algum ponto, a evidência é suficiente para nos fazer crer que a nossa hipótese é a verdadeira explicação para a evidência em consideração. Não podemos esperar que todas as perguntas serão respondidas, mas a hipótese que explica a evidência mais poderosa, a mais exaustiva e a mais consistente deve suficientemente satisfazer nossa necessidade de certeza. Este é o caso com a cosmovisão cristã à luz das dez peças evidenciais "na cena". A cosmovisão cristã é a melhor explicação.

    terça-feira, junho 08, 2010

    A verdade importa?


    A verdade importa? A grande maioria das pessoas diria que sim. Ninguém gosta de mentiras. Quando você vai ao banco e acessa sua conta bancária, você quer que aquilo que esteja mostrando no monitor seja uma exata representação da verdade. Por mais difícil que ela seja. Quando você vai ao médico, quer que ele lhe diga a verdade.
    Mas estou pensando não somente nas verdades do dia a dia, mas estou pensando em algo mais transcendente, a verdade em si. Sendo mais preciso, verdade religiosa. Ela importa?
    Estou perguntando isso porque vejo hoje na igreja cristã uma apatia em relação à verdade, como se ela não importasse muito. Assuntos como a existência de Deus, ressurreição, veracidade das Escrituras e outras coisas parecem pouco importar. Não somente por serem assuntos complexos, mas em sentido mais amplo, como se não fizesse diferença se esses assuntos são objetivamente verdades ou não.
    Por exemplo, é verdade ou não que existe um inferno? Se sim, quem vai para lá? É verdade ou não que aqueles que morrerem em seus pecados sem o perdão de Cristo irão para o inferno? Se for verdade, então isso importa muito, pois muitos que estão à nossa volta irão para lá e isso exige uma ação de nossa parte. Se não for verdade, então todo o trabalho evangelístico é uma enorme perda de tempo. Não exista justiça divina, não existe ira vindoura.
    Jesus Cristo ressuscitou ou não ressuscitou. Não existe uma terceira opção. Dizer “é verdade para mim” não ajuda porque se Ele não ressuscitou, então nossa fé é em vão (1 Cor 15:17). Agora, se ele ressuscitou, então Jesus Cristo realmente é quem Ele disse que era, está vivo e não pode ser ignorado.
    Como a maioria dos cristãos lidam com a questão da verdade? Infelizmente, a grande maioria simplesmente reage com apatia. E é fácil descobrir porque. É uma postura defensiva, mas extremamente perigosa, irracional e contrária às Escrituras.
    A apatia funciona defensivamente de duas formas. Em primeiro lugar, ela impede que a pessoa talvez venha a descobrir que aquilo que ela acredita não é verdade. Talvez entrar em uma busca para descobrir se Deus existe ou não pode revelar que Ele não existe! Talvez Jesus não ressuscitou! Talvez a Bíblia não seja a Palavra de Deus no final das contas. As pessoas não gostam de descobrir que suas crenças são falsas. Então, é melhor cercar com uma bolha de isolamento as nossas crenças e nunca testá-las para saber se são verdade ou não. A verdade pode ser dolorosa.
    A outra forma defensiva que a apatia pode operar é para mim mais cruel, mas um grande motivador para seu uso. Descobrir que aquilo que eu acredito realmente é uma verdade objetiva provavelmente irá exigir algo de mim. Se o inferno existe, é real e destino para o perdido, não me resta mais nenhuma opção se não pregar o evangelho para meu próximo. Se biblicamente o aborto é errado, eu não posso me calar diante disso. A vida de seres humanos está em risco aqui. Tanto nessa vida quanto na próxima.
    Para evitar ter que tomar qualquer ação, eu consciente ou inconscientemente trato a verdade das Escrituras de forma apática. Assim eu não perco a minha fé, mas também não preciso fazer nada em relação a isso.
    Mas não é isso que diz as Escrituras: conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará (João 8:32).
    Podemos ser livres sem a verdade? Não. Podemos ter a verdade sem conhecê-la? Não. É necessário conhecê-la para que possamos ser livres.
    O mais triste de tudo, é que a fé cristã é verdadeira e totalmente sustentada pelas evidências e fatos históricos. E tudo está ai para que possamos aprender. Mas poucos de nós saem da sua zona de conforto para isso.
    Mas nós nos esquecemos que “bem sabemos que o juízo de Deus é segundo a verdade, contra os que tais coisas praticam" (Rom 22:).
    Paulo nos dá duas orientações valiosas, que faremos bem em nos lembrar:
    “Estai, pois, firmes, tendo cingidos os vossos lombos com a verdade, e vestida a couraça da justiça” (Efésios 6:14).
    “E não vos conformeis a este mundo, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus” (Rom 12:2).
    Alguém disposto a encarar a tarefa?

    segunda-feira, julho 13, 2009

    O primeiro Natal de Michael Jackson

    Ontem o Fantástico transmitiu uma reportagem com vídeos inéditos sobre a intimidade do Michael Jackson, como por exemplo sua visita a Gary, Indiana e também seu primeiro Natal.
    Foi bom ver umas partes de Gary e pensar "eu acho que já passei por ali" ou "eu, eu conheço esse prédio". Seja como for, para nós a parte mais importante foi aquela que fala sobre o primeiro Natal de Michael, já adulto em Neverland, pois como Testemunha de Jeová, ele jamais comemorou o Natal. Interessante notar que depois de toda a festa, ele foi chorar em seu quarto
    , pois para ele tinha cometido uma grande delito contra jeová, mesmo estando longe da organização desde 1987 (o processo de lavagem cerebral é sempre muito forte). Veja abaixo a última parte da reportagem.


    Por que as Testemunhas de Jeová não comemoram o Natal?
    Na verdade, nem sempre foi assim. Durante um bom tempo as Testemunhas de Jeová comeravam alegremente o Natal. Em uma edição da Watchtower de 15/12/26, página 371 lemos "O evento é tão que é sempre apropriado a trazê-lo à mente do povo, não importa a data". É até possível ver como esse evento era importante na foto abaixo, de um belo Natal na sede das Testemunhas de Jeová no Brooklyn, NY.


    Mas pouco tempo depois tudo mudou e agora as Testemunhas de Jeová não devem mais celebrar o Natal. Vamos citar suas próprias palavras para mostrar porque acreditam nisso:
    "Os primitivos cristãos resistiam à tentação de participar nas festividades pagãs dos seus contemporâneos. Mas, a Bíblia predizia que, com o tempo, se desenvolveria entre os cristãos uma grande apostasia. (Atos 20:29, 30; 2 Tessalonicenses 2:3; 1 Timóteo 4:1-3; 2 Pedro 2:1, 2)... a original e pura congregação cristã foi corrompida. Indo de mal a pior, os cristãos apóstatas justificaram seu proceder por dar às celebrações pagãs um nome 'cristão'. Conforme admite o livro Natal (em inglês): 'A Igreja Cristã . . . achou conveniente, no quarto século, adotar o sagrado dia pagão de 25 de dezembro, o solstício de inverno . . . A data do nascimento do sol tornou-se a data do nascimento do Filho de Deus'... Contudo, o perigo mais sério de se celebrar o Natal é que poderia levar à perda do favor de Deus. Por quê? Há diversos motivos. Por exemplo, o Natal promove a idolatria, algo proibido pela Bíblia... a celebração do Natal tem promovido a adoração de Jesus em lugar do Pai dele, Jeová Deus. Isto constitui outra forma de idolatria, visto que o glorificado Senhor Jesus Cristo é 'o princípio da criação de Deus'... O fato é que Jesus nunca afirmou ser o Deus Todo-poderoso". A Sentinela 15/12/1984, páginas 6 e 7.

    E é por isso que as Testemunhas de Jeová não comemoram o Natal. A princípio, para alguém um pouco mais ignorante, essa linha de raciocínio pode até parecer válida, mas com um poquinho de bom senso e conhecimento da Bíblia é possível refutar com uma certa facilidade esse argumento.
    Primeiro, os cristão primitivos comemoravam o Natal, normalmente no dia 6 de Janeiro, essa data só mudou para 25 de Dezembro em 354 AD por decisão do imperador Justiniano. Mas a igreja Ortodoxa ainda celebra 6 de Janeiro. A escolha da data foi uma questão política para um evento que já ocorria (o Natal). Se por algum acaso, o governo brasileiro mudar a data da Páscoa para o dia 31 de Outubro (Halloween), então a Páscoa passaria a ser uma festa pagá? Claro que não. Portanto, tão pouco o Natal.
    Segundo, o Natal não promove idolatria quando é celebrado da maneira correta, adorando-se a Jesus porque ele é Deus. Um pequeno texto em nosso blog que demonstra como Jesus é Deus pode ser lido aqui.
    Portanto, os dois principais motivos para as Testemunhas de Jeová não celebrarem o Natal não fazem sentido, nem historicamente, nem biblicamente. Mas isso já é um padrão na organização.

    Portanto, Michael Jackson não possuía motivo algum para chorar depois do seu primeiro Natal, a não ser claro, os resquicios de sua lavagem cerebral. Ele deveria era se alegrar por estar livre de uma religião falsa. Espero que ele tenha realmente percebido isso.

    terça-feira, junho 30, 2009

    Michael Jackson era uma Testemunha de Jeová, diz Torre de Vigia

    Entre os vários comentários feitos no post Morre Michael Jackson, a mais famosa das Testemunhas de Jeová, estava o questionamento sobre ele ter feito ou não parte da organização.
    Muitos diziam que ele nunca foi oficialmente uma Testemunha de Jeová.
    Essa útlima semana foi bastante rica em tudo o que se relaciona com a vida de Michael Jackson e entre elas algumas sobre sua experiência como Testemunha de Jeová, entrevista para a Time, para a Despertai e até uma comunicação interna da Torre de Vigia falando sobre a dissociação de Michael. Veja abaixo o comunicado e a tradução do texto.


    Tradução não-oficial (por: Fabi)
    8 de Junho de 1987
    COMITÊS DOS CONGRESSOS DE DISTRITO NOS ESTADOS UNIDOS
    Prezados irmãos:
    Tem havido uma certa publicidade recentemente a respeito de Michael Jackson. A essência dessas notícias tem a ver com sua própria dissociação da organização das Testemunhas de Jeová. Alguns telefonemas foram também recebidos sobre uma carta da Sociedade, cópias que aparentemente foram disponibilizadas para a mídia de notícias, assim como outras, com o propósito de que ele não mais se considera uma Testemunha de Jeová e que a Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados não mais considera Michael Jackson uma Testemunha de Jeová.
    Não há necessidade de o departamento de serviço de notícias ou outros fazer nenhum comentário em relação à personalidades fora das que estão no programa do congresso e os oradores serem citados no lançamento de notícias que vocês têm como parte do Kit de Serviço de Noticias.
    Na eventualidade de representantes da mídia de notícias ou outros abordarem seu departamento de notícias do congresso e questionarem sobre Michael Jackson e sua posição, seria melhor para os irmãos responsáveis não comentarem. Deveriam apenas dizer que eles ouviram ou sabem sobre a informação e não têm mais nenhum comentário. Sobre a carta, os comitês de congresso de distrito ou pessoal não escreveram a carta e assim não estão em posição de comentá-la. Diretrizes já foram providenciadas sobre como o departamento de serviço de notícias pode tratar do assunto com respeito a programar o material que desejamos ter publicado.
    Que as ricas bençãos de Jeová estejam sobre o programa do congresso e que tudo ocorra para fazer conhecidas as boas novas do Reino.
    Estejam certos de nosso amor e saudações cordiais.
    Seus irmãos.

    Agradecimentos aos amigos do blog Ex Testemunhas de Jeová pela imagem e pelo texto.
    Pelo documento acima, fica claro que, não importando o que estejam dizendo hoje em dia, a Torre de Vigia considerava Michael Jackson uma Testemunha de Jeová e aceitou sua dissociação.
    Com pessoas racionais esse documento seria suficiente para colocar um fim na questão. Mas tenho a sensação que isso não será suficiente....

    sexta-feira, junho 26, 2009

    Resposta a uma Testemunha de Jeová


    É sempre uma alegria ver que um post tem uma certa repercussão e jamais imaginamos que um sobre Michael Jackson fosse chamar tanta atenção. E que traria respostas tão inflamadas por parte das Testemunhas de Jeová. Normalmente nas ruas não encontramos essa coragem quando as confrontamos.
    Vários comentários foram feitos e amanhã vou publicar uma reposta geral a todos eles, já que a grande maioria é a mesma coisa, mas o nível dos comentários (e da educação, por assim dizer) variou bastante.
    O que vou publicar agora serve como uma pré-resposta, pois foi uma resposta a um email que recebemos hoje de uma pessoa com alguma importância hierarquica dentro da organização. Não vou divulgar seu nome nem seu cargo por não ter autorização de sua parte para fazê-lo, mas caso ele venha a permitir, terei prazer em colocá-lo aqui.
    Seja como for, essa é uma resposta a um email específico. Não é uma resposta aos comentários aqui postados. Essa resposta será publicada amanhã para deleite de todos.
    Abaixo segue o email enviado pelo nosso amigo Testemunha de Jeová e a resposta.

    ----- Original Message -----
    From: --------------------------------
    Sent: Friday, June 26, 2009 2:33 PM
    Subject: SEPARAR A VERDADE DA MENTIRA !!!!!!!

    E a sociedade Torre de Vigia, o braço formal das Testemunhas de Jeová, perde o seu mais ilustre membro. 1(FALSO: MICHAEL NUNCA FOI TESTEMUNHA DE JEOVÁ BATIZADO)
    Na verdade, ele já não era uma testemunha a muito tempo, pois foi convidado a se retirar da organização depois de Thriller. Ele já estava tendo problemas com a organização pois possuíam problemas óbvios relativos ao trabalho de proselitismo. Suas roupas e linguagem estavam desagradando ao Corpo Governante, e traziam mais mau do que bem para a imagem da instituição. Após Thriller e suas óbvias referências ao ocultismo, ele redigiu uma carta solicitando sua desassociação das Testemunhas de Jeová. Ao invés de ser expulso, ele se desligou. Segundo informações da época, foi um acordo para evitar a sua expulsão. 2(FALSO: COMO NÃO ERA TESTEMUNHA DE JEOVÁ BATIZADA NÃO SERIA DESSASOCIADO)
    Para uma Testemunha de Jeová (falo com conhecimento de causa, fui uma Testemunha de Jeová militante até me converter ao cristianismo? AS 3TESTEMUNHAS DE JEOVÁ NÃO SÃO CRISTÃS???), sair por conta própria é menos desonroso do que ser expulso, mas o efeito é o mesmo. A partir do momento que ele é desassociado, nenhuma Testemunha de Jeová poderá falar novamente com ele. Mesmo sua mãe, suas irmãs, que são praticantes poderiam falar com ele, a não ser em caso de extrema necessidade. 4(FALSO: A FAMILIA PODERÁ FALAR COM A PESSOA DESDE QUE ESTEJA A VIVER EM CASA EM CONJUNTO)
    E acredito que isso de alguma forma o afetou, pois em um artigo sobre religião, Michael escreveu: “Domingo era meu dia de 'pioneiro', o termo usado para o trabalho missionário que as Testemunhas de Jeová fazem. 5(FALSO: SERVIR COMO PIONEIRO SIGNIFICA DIVULGAR AS BOAS NOVAS DE CASA EM CASA REGULARMENTE TODOS OS DIAS)
    Nós passávamos o dia nos subúrbios da Carolina do Sul, indo de porta em porta ou dando voltas no shopping, distribuindo nossas revistas Sentinela. Eu continuei meu trabalho por anos e anos após o início da minha carreira”.
    Nos anos 80, Michael tinha de se disfarçar para poder fazer seu prazeroso trabalho de pioneiro. Mas após Thriller, tudo acabou.

    Nos últimos anos, corria entre as Testemunhas de Jeová a informação que ele estava visitando alguns Salões do Reino perto de sua casa. Mas, ninguém deveria lhe dirigir a palavra! 6(FALSO: COMO NÃO ERA BATIZADO PODIA FALAR COM TODOS.)
    Por ter passado um tempo no Bahrein a convite do xeique Abdullah, Michael pagou pela construção de uma mesquita, o que levou muitos a postular sua conversão ao islamismo. Mas aparentemente, foi por uma questão de gratidão, não de conversão.
    Não sabemos muito sobre as circunstancias da morte de Michael Jackson, esperamos sinceramente que ele tenha se arrependido e colocado sua fé em Jesus Cristo; que tenha abandonado suas crenças como Testemunha de Jeová, e tenha se voltado para o único e verdadeiro Deus. 7(ATENÇÃO: O UNICO E VERDADEIRO DEUS É JEOVÁ E NÃO JESUS CRISTO, A BIBLIA É BEM CLARA EM EXPLICAR ISSO)
    As Testemunhas acreditam que não existe o inferno, que somos aniquilados assim que morremos. 8(FALSO: QUANDO MORREMOS FICAMOS NA MEMÓRIA DE JEOVÁ PARA O DIA DA RESSUREIÇÃO) Crêem que Jesus Cristo não é Deus, mas um deus inferior, criado por Jeová. Pregam que ele e o arcanjo Miguel são a mesma pessoa. Que Cristo não é nosso mediador, 9(FALSO: JESUS CRISTO É O NOSSO MEDIADOR OS 144 MIL SÃO APENAS SARCEDOTES QUE REINARÃO COM JESUS) mas somente dos 144 mil. Não morreu na cruz, mas em uma estaca.
    Se Michael Jackson ainda manteve algumas dessas crenças, agora ele sabe o quanto elas são falsas. (FALSO: A PESSOA QUANDO MORRE VOLTA AO PÓ)
    Esperamos que esse não seja o caso. Mas independente disso, devemos continuar pregando o evangelho a todas as pessoas, inclusive as Testemunhas de Jeová. 10(FALSO: AS TESTEMUNHAS DE JEOVÁ SÃO RECONHECIDAS MUNDIALMENTE COMO AS ÚNICAS QUE DIVULGAM O REINO DE DEUS, EVAGÉLICOS E MORMONS SÃO APENAS 1%) Elas estão presas a uma seita terrível, que controla cada aspecto da sua vida e da sua forma de pensar. 11(FALSO: AS TESTEMUNHAS DE JEOVÁ SÃO UM POVO QUE TEM LIBERDADE PRÓPRIA E APEGAM-SE AS NORMAS MORAIS DA BIBLIA) Precisam ser libertas desse engano.
    Sou grato a Deus por ele ter me libertado desse engano.
    O DEUS DESTE SISTEMA É SATANÁS O DIABO, TENHAMOS CUIDADO QUANDO ESTAMOS CONVENSIDOS QUE ESTAMOS ADORAR O VERDADEIRO DEUS E ADORAMOS O DEUS QUE CONTROLA AS RELIGIÕES FALSAS QUE NÃO SE APEGAM À BIBLIA
    Assim ao colocar artigos como este, por favor seja mais correcto nas noticias. Se desejar referências biblias, e comprovativos das afirmações apresentadas basta solicitar.
    Cumprimentos,
    Lxxx (Xxxxxxxxxxxxxxx Pxxxxxxxx das Testemunhas de Jeová)

    Resposta:
    Olá Lxxx. Ficamos felizes em receber seu email. Não é sempre que recebemos o email de um Sxxxxxxxxxxxxxx Xxxxxxxxxx das Testemunhas de Jeová. Mas levando em consideração sua posição na organização esperava um pouco mais do email.
    Acho sempre uma ótima oportunidade essa de separar a verdade da mentira. Infelizmente, não acredito que você chegou perto de alcançar isso em seu email. Você apresentou sua opnião e gostaria muito que tivesse mandado versículos bíblicos, apesar de já saber de cor quais são. Pelo menos teria tentando dar algum tipo de fundamentação aos seus argumentos.
    Gostaria no entanto de mostrar onde você está errado em seus comentários. Por uma questão de praticidade, enumerei seus comentários em ordem crescente e apresento a refutação na mesma ordem, assim economizamos espaço e repetição. Então vamos lá:

    1 - Pode ser que Michael Jackson não tenha sido batizado, talvez tenha. Vou me lembrar da próxima vez que estiver em Gary de visitar o Salão do Reino da qual ele participava para perguntar sobre seu batismo, apesar de já saber qual vai ser a resposta. Mas de qualquer forma, isso é irrelevante ao assunto, por vários motivos. Primeiro, ele alegava ser uma Testemunha de Jeová. Não temos motivo algum para duvidar sobre suas alegações nesse sentido. Segundo, em várias reportagem ele era apresentado assim. Em uma grande reportagem sobre ele na revista Time de 1984, um reporter acompanha Michael em seu trabalho de distribuição de literatura. Terceiro, em momento algum a Torre de Vigia fez qualquer declaração dizendo que ele era um mentiroso, que não participava da organização. Quarto, em uma entrevista a revista Despertai de 22 de Maio de 1984, Michael fala sobre seu trabalho, especialmente de Thriller, dizendo que jamais faria esse video novamente. Em momento algum da entrevista somos informados que ele não é uma Testemunha de Jeová. E por ultimo, sua desassociação do grupo, que só poderia acontecer se ele fizesse parte da organização. Esse fato é largamente documentado.
    Pelo que se apresenta, é bem provável que ele tenha sido batizado. Mas mais importante que isso, é a constatação de que ele era uma Testemunha de Jeová bastante ativa e por um tempo bem aceita em sua comunidade.

    2 - Esse tópico já foi aboradado acima. A desassociação de Michael é uma fato bem documentado e aceito pela própria organização.

    3 - Não, não são. Acreditam em um outro Jesus, diferente daquele apresentado pelas Escrituras. A organização é uma seita, pois se afasta dos ensinos da Bíblia, utilizando-se para isso de uma versão deturpada e contaminada das Escrituras (Novo Mundo) além de se utilizar de péssimos métodos de hêrmeneutica.

    4 - Mas a comunicação deve se manter a mínima possível. A revista Sentinela de 15/12/1981, página 21, responde da seguinte forma à pergunta "Deve-se falar com o desassociado ou dissociado"? "Um simples 'oi' dito a alguém pode ser o primeiro passo para uma conversa ou mesmo uma amizade. Queremos dar este primeiro passo com alguém desassociado'? É claro que essa é uma pergunta retórica. Além do mais, depois de um tempo, Michael saiu de casa, indo morar sozinho, o que o colocaria na condição para ser isolado.

    5 - Eu somente citei algo que o próprio Michael escreveu. Você pode ver que a citação está entre aspas. Não estou qualificando o trabalho de pioneiro, somente citando o que o próprio Michael escreveu. Mas pelo o que eu me lembro, cada tipo de pioneiro possui uma carga horária mínima, por exemplo auxiliar 60 horas mensais, regular 90 e especial mais de 120 horas mensais. A única coisa que podemos inferir do texto é que Michael fazia todo o seu trabalho aos domingos, ou pelo menos o considerava assim.

    6 - Ambas coisas já foram tratadas acima.

    7 - É verdade, Jeová é o único Deus. E Jesus Cristo é Jeová! Nunca negamos que Jesus não é Jeová. Veja por favor os seguintes textos das Escrituras:
    Isaias 44:8. Deus diz que não há outra rocha. 1 Corintios 10:4. Jesus é a rocha.
    Isaias 44:6. Jeová é o primeiro e o último. Revelação 1:17. Jesus é o primeiro e o último.
    Levítico 19:2. Jeová é Santo. Atos 4:27. Jesus é Santo.
    Deuteronomio 6:4. Jeová é Deus. Tito 2:13. Jesus é Deus (leia o texto como ele foi escrito, sem a palavra 'do' que foi inserida.
    Posso te apresentar textos após textos, além de outros não comparativos, onde Jesus faz afirmações que só Deus poderia fazer. O Pai é Deus. Jesus é Deus. O Espírio Santo é Deus. Um único Deus, três pessoas.

    8 - Não, não ficamos na memória de Jeová quando morremos. Nossa alma sobrevive à morte. Veja Felipenses 1:23. Paulo não fala sobre a esperança pela inconsciencia, mas sim de estar com Cristo. Veja também 2 Corintios 5:1-2, 6, 8. Mesma coisa. Mateus 22:31-32. Deus é Deus de Abraão, Isaque e Jacó. E diz que não é Deus de mortos, mas de vivos. Se Abraão, Isaque e Jacó não mais existem, então ele é também Deus de mortos. Deus estaria entrando em contradição. João 17:24, Jesus pede ao Pai para que seus discipulos estejam com ele, onde ele estiver. Essa promessa não faz sentido se a alma não sobrevive ao corpo. Nenhum discípulo estaria com Jesus. Mateus 10:28. Se o corpo e a alma são a mesma coisa, como poderia essa passagem fazer sentido? Jesus está falando sobre os que matam o corpo e não podem matar a alma, para não se preocupar com esses.
    Sei que você vai citar Eclesiastes para tentar sustentar sua possição. Mas não se esqueça que Eclesiastes já se qualifica em relação ao que aborda "em relação a tudo o que se tem feito debaixo do sol" Eclesiates 1:13. Não é um livro sobre o sobrenatural, mas sim sobre o mundo natural. E nessa realidade, dessa perspectiva, os mortos realmente estão inconscientes.

    9 - Você está mal representando a crença da sua própria organização. Ou então vocês mudaram totalmente suas crenças, o que não é difícil de ter acontecido, já que isso sempre foi comum nas doutrinas das Testemunhas. De qualquer forma, existem duas classes de Testemunhas. Uma que vai para o céu, mediada por Cristo, os 144 mil e outra que não é de Cristo, não é mediada por ele e que vai viver eternamente na Terra. Acho que isso não mudou. A própria revista Sentinela diz que Cristo é o mediador somente dos 144 mil. Na edição de 15/09/79, na seção "Perguntas dos leitores", respondendo à pergunta "Será que Jesus é mediador só dos cristãos ungidos (144 mil)"? o artigo afirma "De modo que em estrito sentido bíblico, Jesus é o mediador apenas dos cristãos ungidos". Por acaso essa revista Sentinela está errada? Dando uma olhada no livro Poderá Viver para sempre no Paraíso na Terra, que eu ainda guardo em minha biblioteca, na página 172 existe a seguinte afirmação "Os que pertencem a Cristo são os 144 mil discipulos fiéis escolhidos para dominarem com ele no Reino". Pelas afirmações da própria Torre de Vigia, tenho todo o direito de afirmar que Cristo não é o mediador da grande multidão. Em nada fiz uma mal representação das suas crenças.

    10 - Eu não entendi absolutamente nada dessa afirmação. Evangélicos e mórmons são 1% do que? Da população mundial? Dos que fazem trabalho de proselitismo? Seja o que for, não tenho como fazer qualquer afirmação até entender melhor sua colocação. Por favor, queira me explicar melhor sua colocação.

    11 - Não, as Testemunhas de Jeová não tem liberdade própria para raciocinar sobre suas crenças. Elas são informadas pelo Corpo Governante, que é quem decide o que é ou não doutrina. Só pode interpretar as Escrituras através da organização, como está na Sentinela 01/06/68, pg 327. E uma outra edição, de 15/07/83, na página 22 tem como subtítulo de um texto a seguinte frase "Evite idéias independentes". A própria Sentinela contradiz suas afirmações.

    Como visto acima, fui bastante correto nas minhas notícias, fundamentando cada ponto para o qual você apresentou objeções.
    Mas o que mais me preocupa meu amigo é que se você estiver certo e eu errado, o máximo que vai acontecer comigo é ser aniquilado, a inexistência após a morte. Nada tão ruim no final das contas. Agora, se eu estiver certo e você errado, você será julgado por Deus por seus pecados e não terá a obra salvífica de Cristo para te remir, pois você acredita em um outro Jesus (2 Cor 11:4), não aquele revelado pelas Escrituras. E para todos aqueles que morrerm em seus pecados, está destinado o lago de fogo (Rev 20:15). Se você estiver certo, nada a temer. Se eu estiver certo, grande perigo para você.
    Meu amigo, olhe para sua consciencia. Perceba que você pecou contra um Deus infinito (Rom 3:23), que é bom mas também justo (Exo 9:27), que não toma o culpado por inocente (Exo 34:7). Ele julgará toda a Terra (Salm 96:13) e não importa quantas boas obras (Isaias 64:6) fazemos nessa vida, jamais vamos poder pagar por nossos pecados (Efesios 2:8,9). Mas Deus eu seu imenso amor providenciou para nós salvação, se fazendo carne na pessoa de Jesus Cristo (Joao 1:1). Viveu uma vida perfeita (Heb 4:15), morreu na cruz em nosso lugar (Rom 5:8) e ressucitou corporeamente ao terceiro dia (1 Cor 15:4). A ira de Deus, que deveria cair sobre nós caiu sobre ele (Isaias 53:5). E para todos aqueles que se arrependerem (Atos 17:30) e colocarem sua fé em Jesus Cristo como seu único e verdadeiro salvador (Gal 2:16), não em suas obras, não em uma organização, mas em Cristo, a todos esse Deus oferece salvação e os torna filhos de Deus (Fil 2:15) e promete vida eterna (1 Joao 5:13). A todos, sem distinção, porque Deus não faz acepção de pessoas (Deut 10:17).
    Esse é o evangelho. Essa é a verdade como se apresenta nas Escrituras. E essa mensgem é diferente da pregada pelas Testemunhas de Jeová.
    Pense sobre tudo isso. Deus pode te libertar das garras dessa seita.

    Cordialmente,
    Maurilo e Vivian
    Ministério Pés Descalços.

    quinta-feira, junho 25, 2009

    Morre Michael Jackson, a mais famosa das Testemunhas de Jeová

    morre michael jackson testemunha de jeova famosa
    Aos 50 anos, morre um dos maiores ícones da música pop, Michael Jackson. É estranho saber de sua morte. Ele fazia parte daquelas pessoas que você nunca pensa que vai morrer. Talvez porque dá para contar um pouco da história de nossas vidas através de suas músicas, ou no mínimo usá-las para contar a passagem do tempo. Talvez dançando Thriller, ou Bad, ou jogando Moonwalker. Pelo menos até a primeira metade da década de 90, Micahel Jackson e sua música possuíam uma grande influência em todos nós. E para aqueles que cresceram ouvindo suas músicas, puxa vida, como estamos ficando velhos!
    E a sociedade Torre de Vigia, o braço formal das Testemunhas de Jeová, perde o seu mais ilustre membro. Na verdade, ele já não era uma testemunha há muito tempo, pois foi convidado a se retirar da organização depois de Thriller. Ele já estava tendo problemas com a organização pois possuíam problemas óbvios relativos ao trabalho de proselitismo. Suas roupas e linguagem estavam desagradando ao Corpo Governante, e traziam mais mau do que bem para a imagem da instituição. Após Thriller e suas óbvias referências ao ocultismo, ele redigiu uma carta solicitando sua desassociação das Testemunhas de Jeová. Ao invés de ser expulso, ele se desligou. Segundo informações da época, foi um acordo para evitar a sua expulsão. Para uma Testemunha de Jeová (falo com conhecimento de causa, fui uma Testemunha de Jeová militante até me converter ao cristianismo), sair por conta própria é menos desonroso do que ser expulso, mas o efeito é o mesmo. A partir do momento que ele é desassociado, nenhuma Testemunha de Jeová poderá falar novamente com ele. Mesmo sua mãe, suas irmãs, que são praticantes poderiam falar com ele, a não ser em caso de extrema necessidade. E acredito que isso de alguma forma o afetou, pois em um artigo sobre religião, Michael escreveu: “Domingo era meu dia de 'pioneiro', o termo usado para o trabalho missionário que as Testemunhas de Jeová fazem. Nós passávamos o dia nos subúrbios da Carolina do Sul, indo de porta em porta ou dando voltas no shopping, distribuindo nossas revistas Sentinela. Eu continuei meu trabalho por anos e anos após o início da minha carreira”.
    Nos anos 80, Michael tinha de se disfarçar para poder fazer seu prazeroso trabalho de pioneiro. Mas após Thriller, tudo acabou.


    Nos últimos anos, corria entre as Testemunhas de Jeová a informação que ele estava visitando alguns Salões do Reino perto de sua casa. Mas, ninguém deveria lhe dirigir a palavra!
    Por ter passado um tempo no Bahrein a convite do xeique Abdullah, Michael pagou pela construção de uma mesquita, o que levou muitos a postular sua conversão ao islamismo. Mas aparentemente, foi por uma questão de gratidão, não de conversão.
    Não sabemos muito sobre as circunstancias da morte de Michael Jackson, esperamos sinceramente que ele tenha se arrependido e colocado sua fé em Jesus Cristo; que tenha abandonado suas crenças como Testemunha de Jeová, e tenha se voltado para o único e verdadeiro Deus.
    As Testemunhas acreditam que não existe o inferno, que somos aniquilados assim que morremos. Crêem que Jesus Cristo não é Deus, mas um deus inferior, criado por Jeová. Pregam que ele e o arcanjo Miguel são a mesma pessoa. Que Cristo não é nosso mediador, mas somente dos 144 mil. Não morreu na cruz, mas em uma estaca.
    Se Michael Jackson ainda manteve algumas dessas crenças, agora ele sabe o quanto elas são falsas.
    Esperamos que esse não seja o caso. Mas independente disso, devemos continuar pregando o evangelho a todas as pessoas, inclusive as Testemunhas de Jeová. Elas estão presas a uma seita terrível, que controla cada aspecto da sua vida e da sua forma de pensar. Precisam ser libertas desse engano.
    Sou grato a Deus por ele ter me libertado desse engano.
    Nas escrituras, tirar os sapatos tem um significado muito especial. Quando Moisés teve seu primeiro confronto com Deus, Ele disse para que ele tirasse seus sapatos porque ele estava em terra santa. Jesus caminhou descalço para o Calvário. Na cultura daquele tempo, estar descalço era o sinal que você era um escravo. Um escravo não tinha direitos. Jesus nos deu o exemplo supremo de renunciar tudo por um grande objetivo.
    Loren Cunningham Making Jesus Lord / Marc 8:34,35

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