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domingo, janeiro 08, 2012

Os Evangelhos do Novo Testamento São Confiáveis? - Podemos Saber o que os Manuscritos Originais dos Evangelhos diziam?




Parte 2 – Podemos Saber o que os Manuscritos Originais dos Evangelhos diziam?

Quando nós abrimos uma Bíblia e procuramos pelos evangelhos, nós os encontramos traduzidos para o português, ordenadamente ajuntados no início do Novo Testamento, completos com nome do livro, número dos capítulos e versículos, pontuação, parágrafos e hoje em dia, normalmente com título nos capítulos e notas de referência. Nada disso estava presente nos manuscritos originais dos escritos que conhecemos como Mateus, Marcos, Lucas e João (sim, mesmo a pontuação não estava presente nos documentos originais). O que encontramos em nossas Bíblias é o resultado do processo de preservação, tradução e publicação. Faz sentido perguntarmos se o que lemos carrega qualquer semelhança com o que os autores dos evangelhos redigiram quase 2000 anos atrás. Podemos saber o que os manuscritos originais dos evangelhos diziam?

Não é incomum atualmente para algumas pessoas responderem “não” para essa pergunta, apesar de quase inevitavelmente, esses céticos não terem a menor ideia do que estão falando. Os críticos do cristianismo muita vezes alegam que os evangelhos como os conhecemos carregam pouca semelhança com os originais. Esse criticismo aparece nos lábios de Sir Leigh Teabing, um historiador fictício em O Código Da Vinci, de Dan Brown. Teabing "revela" a verdade sobre Jesus e o cristianismo primitivo para Sophie, uma ingênua e disposta aprendiz no romance e seu “aprendizado” também reflete o aprendizado dos leitores. Dessa forma tipicamente condescendente, Teabing começa a iluminar Sophie sobre a verdadeira natureza da seguinte forma:

segunda-feira, julho 26, 2010

Desinformado, mal informado, ilogico e incompleto


Mortimer J. Adler e Charles Van Doren, em seu clássico livro How to read a Book (Como ler um livro, p.156-161), discute o tema de concordar ou discordar de um autor. Há uma seção especial que se destaca para aqueles que estão buscando se tornar bons leitores críticos, bem como bons pensadores críticos. Os autores mencionam, “quatro maneiras em que um livro pode ser criticado negativamente.” E eles esperam que "se um leitor limitar-se a focar nestes pontos, ele terá menos chances de ceder a expressões de emoção ou detrimento." Estes quatro pontos se aplicam para além do que apenas a leitura.
Como Van Doren Adler e colocam:

Os quatro pontos podem ser resumidos quando o leitor se imagina como em uma conversa com o autor, com ele respondendo de volta. Depois que o leitor disser, "Eu entendo mas eu discordo", ele pode fazer as seguintes observações para o autor:
"Você está desinformado"
"Você está mal informado"
"Você é ilógico - o seu raciocínio não é persuasivo"
"Sua análise está incompleta"

Observe que a ênfase de Adler e Van Doren primeiramente é sobre a compreensão da posição do outro antes de se lançar às críticas. Então, quando houver entendimento, as críticas são específicas e recaem dentro das quatro categorias acima. Os autores explicam ainda que:

Estas (categorias) podem não ser exaustivas, mas nós acreditamos que eles o são. De qualquer maneira, elas são certamente os principais pontos que um leitor que discorda pode fazer. Eles são de certa forma independentes. Fazer uma dessas observações não o impede de fazer outra. Cada uma e todas podem ser feitas, porque os defeitos a que se referem não são mutuamente exclusivos.

Eles cuidadosamente demonstram essa forma de discordar corretamente. É claro que isto aplica-se a leitura crítica, mas certamente isso se aplica ao pensamento crítico sobre todos os tipos de questões sérias sobre as quais se encontra discordâncias. Adler e Van Doren enfatizam precisão nas críticas e fundamentação ao criticar:

Mas, devemos acrescentar, o leitor não pode fazer qualquer uma dessas observações, sem ser definitivo e preciso em relação ao que o autor está desinformado ou mal informado ou está sendo ilógico. Um livro não pode estar desinformado ou mal informado sobre tudo. Ele não pode ser totalmente ilógico. Além disso, o leitor que faz qualquer um destes comentários não deve apenas fazê-lo de forma definitiva, especificando a questão, mas ele também deve sustentar o seu ponto. Ele deve dar motivos para dizer o que ele diz.

Adler e Van Doren também oferecem algumas definições úteis das quatro formas que um autor pode estar errado:

Dizer que um autor é desinformado é dizer que ele não tem alguma parte do conhecimento que é relevante para a questão que ele está tentando resolver.
Dizer que um autor é mal informado é dizer que ele afirma algo que não verdadeiro.
Dizer que um autor é ilógico é dizer que ele cometeu uma falácia no raciocínio.
Dizer que a análise de um autor é incompleta é dizer que ele não tenha resolvido todas as questões que ele abordou, ou que ele não fez um bom uso dos materiais disponíveis, que ele não viu todas as suas implicações e ramificações, ou que ele não foi capaz de fazer distinções que são relevantes para sua empreitada.

Bem, você concorda com Adler e Van Doren?


Nota do tradutor: eu comprei esse livro pela Amazon e devo lê-lo assim que o pegar em Miami. Acredito que nós cristãos devemos melhorar nossa forma de escrever, pensar, criticar e raciocinar. Especialmente aqueles que trabalham com apologética, devem ser estudantes do seu ofício e buscar melhorar sempre.
Nas escrituras, tirar os sapatos tem um significado muito especial. Quando Moisés teve seu primeiro confronto com Deus, Ele disse para que ele tirasse seus sapatos porque ele estava em terra santa. Jesus caminhou descalço para o Calvário. Na cultura daquele tempo, estar descalço era o sinal que você era um escravo. Um escravo não tinha direitos. Jesus nos deu o exemplo supremo de renunciar tudo por um grande objetivo.
Loren Cunningham Making Jesus Lord / Marc 8:34,35

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