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terça-feira, dezembro 18, 2012

A verdadeira questão sobre o casamento gay



A questão (do casamento gay) não é sobre controlar “o que as pessoas fazem em seus quartos”, ou “quem eles podem amar”. A questão é sobre que tipo de união o Estado irá reconhecer como “casamento” e lhe dar todos os benefícios adjacentes. O Estado não nos diz com quem podemos ser amigos ou com quem podemos viver. Você pode ter um amigo, três amigos ou uma centena de amigos. Você pode morar com sua irmã, com sua mãe, seu cachorro ou seu colega do trabalho. Você pode celebrar seu relacionamento com a sua avó ou o seu colega de quarto o quanto quiser. Mas nenhum desses relacionamentos – não importa o quão especial sejam – são casamentos. A recusa do estado em reconhecer esses relacionamentos como “casamento” não nos impede de persegui-los, aproveitá-los ou considerá-los significantes.
O debate é muitas vezes caracterizado como liberdade (aqueles que apoiam qualquer um casar com qualquer um) contra opressão (aqueles que querem lhe dizer com quem você deve se casar). Os conversadores estão perdendo o debate porque essa é a história contada em milhares de episódios de televisão, em milhares de músicas e por um número crescente de políticos e educadores. Mas no longo prazo, o triunfo do casamento gay (caso triunfe como uma realidade cultural e legal) irá significar a restrição da liberdade de milhões de americanos.
Isso vai acontecer primeiro de uma forma bem óbvia – por condenar ao ostracismo aqueles que discordam, pelo bullying através do politicamente correto e pisando na liberdade religiosa. É claro que os cristãos precisam entender que não importa quantas ressalvas emitimos, não importa quantas nuances tenhamos em nossas posições, não importa o quanto alentamos ou mostremos compaixão para com os homossexuais, nada disso será suficiente para repelir as acusações de ódio e homofobia. Nós teremos muitas oportunidades para andar como Jesus que, quando injuriado, não cometeu injuria como resposta e quando ele sofreu, não lançou ameaças, mas continuou confiando naquele que pode julgar de forma justa (1 Pedro 2:23).
Mas o casamento gay irá desafiar nossa liberdade de outras maneiras também. Não apenas evangélicos, assim como católicos tradicionais e mórmons serão ameaçados. Assim que o governo ganha novos poderes, ele raramente abre mão deles. Haverá uma leve tirania que irá crescer enquanto o poder do Estado aumentar, um crescimento que é intrínseco à própria noção de casamento gay

Kevin DeYoung; "A Few Things to Consider BeforeSupporting Gay Marriage"; DeYoung, Restless, and Reformed

domingo, agosto 05, 2012

Casamento bíblico: pode tudo? - Parte 1



A ATEA –Associação Brasileira de Ateus e Agnósticos é uma grande representante do movimento conhecido como Novos Ateus. E a grande novidade em relação a esses ateus não é uma nova argumentação, um raciocínio mais apurado sobre a religião ou sobre a existência de Deus. A grande novidade dos Novos Ateus é o ódio pela religião, por aqueles que são religiosos de alguma uma forma e especialmente um ódio mortal contra Deus, que apesar dele não existir, eles ainda assim o odeiam. Outra grande novidade é a forma de argumentação falaciosa (ad hominem, homem de palha e raciocínio circular são os favoritos) e quando se trata da Bíblia, esse aspecto se torna ainda mais forte.
No final de Julho um amigo do Facebook compartilhou a imagem acima, que mostra que a Bíblia possui várias definições de casamento. Assim, os cristãos que usam a Bíblia contra o casamento entre pessoas do mesmo sexo estão na verdade errados, já que a própria Bíblia possui várias definições de casamento. Esse argumento ganha ainda mais força com uma linguagem gráfica como na ilustração. Como ontem eu publiquei um texto sobre a reação à declaração do presidente da Chick-Fil-Asobre o casamento bíblico entre homem e mulher, achei que seria bom responder ao argumento acima.
Antes de abordarmos as particularidades apresentadas na imagem, eu gostaria de falar um pouco sobre o modus operandi das argumentações contra a Bíblia da ATEA e dos novos ateus por tabela. Em sua grande maioria, quando um novo ateu faz uma apresentação contra algum ponto bíblico, seja ele qual for, ele se utiliza de alguns passos. O primeiro é isolar o texto de seu contexto. Ele trata um versículo bíblico como se esse estivesse solto no espaço e então passam para o segundo passo, o apresentam, via de regra, de forma distorcida, o que é fácil fazer quando o texto está fora de seu contexto. O terceiro e mais contraditório passo é quando esse texto é do Velho Testamento e o julgam a partir de padrões cristãos que eles mesmos adotam, mas que jamais teriam coragem de afirmá-los como tal. Ou seja, eles julgam sociedades antigas como se essas fossem exatamente a mesma coisa do que a nossa sociedade atual. Isso é muito comum quando julgam as atrocidades do Velho Testamento, mas tem dificuldade de chamar de errado as atrocidades da nossa era, como o aborto. Apesar de acharem que a moralidade é algo relativo, eles se tornam absolutistas na hora de julgar sociedades bíblicas.
Quarto e último passo para uma completa argumentação neo-ateísta: achar que tudo o que é descrito na Bíblia é um mandamento de Deus. O neo-ateu interpreta toda a Bíblia como se tudo aquilo que está ali fosse como ordenança ou exemplo de comportamento para a humanidade. O que eles falham em entender é que existem várias literaturas dentro da Bíblia. Não apenas isso, mas a Bíblia apresenta o homem como ele realmente é, com todas as suas falhas e defeitos. Ela não esconde a pecaminosidade do homem, muito pelo contrário, ela o mostra em toda a sua atrocidade, fazendo uma comparação com o amor de Deus, que se torna imenso perto da nossa transgressão. Se você seguir esses quatro passos, terá o padrão perfeito para a argumentação falaciosa do novo ateu.
Isso dito, qual é a definição bíblica de casamento? Não vamos encontrar nas Escrituras uma frase que siga exatamente assim: a definição correta de casamento é a união entre um homem e uma mulher. Não vamos encontrar essa frase porque a Bíblia não é um dicionário, mas apesar de não encontrarmos essa frase colocada dessa exata maneira, vamos encontrar esse conceito por toda a Escritura. Começando por Genesis, podemos ver que Deus criou uma ajudadora para Adão (Gn 2:18-24) e tudo culmina no versículo 24 que diz: “Portanto deixará o homem o seu pai e a sua mãe, e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne”. Veja aqui um padrão que será seguido por toda a Bíblia: o casamento entre um homem e uma mulher. Deus não criou dois homens ou não criou duas mulheres (até porque se tivesse feito isso, não existiriam mais seres humanos), não criou um homem e várias mulheres ou uma mulher e vários homens. Desde o começo o padrão de Deus para o homem era um homem e uma mulher. Jesus afirma isso quando fala sobre divórcio:

Então chegaram ao pé dele os fariseus, tentando-o, e dizendo-lhe: É lícito ao homem repudiar sua mulher por qualquer motivo?
Ele, porém, respondendo, disse-lhes: Não tendes lido que aquele que os fez no princípio macho e fêmea os fez, e disse: Portanto, deixará o homem pai e mãe, e se unirá a sua mulher, e serão dois numa só carne?
Assim não são mais dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem.
Disseram-lhe eles: Então, por que mandou Moisés dar-lhe carta de divórcio, e repudiá-la?
Disse-lhes ele: Moisés, por causa da dureza dos vossos corações, vos permitiu repudiar vossas mulheres; mas ao princípio não foi assim.
Mateus 19:3-8

Três coisas interessantes a se notar no texto acima: que desde o princípio o padrão é macho e fêmea, um homem e uma mulher; e depois, que Deus algumas vezes permite (e não ordena) certos comportamentos humanos divergentes de seus mandamentos por causa da dureza do coração humano. Lembre-se disso: se Deus fosse lidar com a pecaminosidade humana da forma como deveria, nós já estaríamos extintos há séculos. É apenas pela graça de Deus que o homem ainda caminha na terra. Mas Deus não tem feito vista grossa para nada disso e apesar de ele ser paciente e tardio em se irar (Joel 2:13), ele fará cumprir a sua justiça, seja na pessoa de Cristo para aqueles que se arrependeram, seja na própria pessoa que se rebelou contra Ele. Nada será esquecido. E o terceiro ponto: Cristo fez essa afirmação em uma sociedade poligâmica. Apesar disso, Cristo não disse que desde o princípio Deus criou um homem para várias mulheres, mas sim um homem e uma mulher. Mesmo em uma sociedade polígama, a definição de casamento continuava a mesma.
O casamento para o cristão também possui um forte contexto teológico, já que Cristo é apresentado como o noivo e a igreja como a noiva (veja Efésios 5:27-32). Os líderes da igreja deveriam ser casados com apenas uma esposa (1 Timóteo 3:2, 12). Mesmo os reis do Velho Testamento eram instruídos a não possuírem múltiplas esposas (Dt 17:17). Davi e Salomão desobedeceram a Deus quando tiveram muitas esposas e esse pecado não veio sem a justa punição:

E tinha setecentas mulheres, princesas, e trezentas concubinas; e suas mulheres lhe perverteram o coração.
Porque sucedeu que, no tempo da velhice de Salomão, suas mulheres lhe perverteram o coração para seguir outros deuses; e o seu coração não era perfeito para com o SENHOR seu Deus, como o coração de Davi, seu pai,
1 Reis 11:3-4

Portanto, por toda a Bíblia, podemos ver que o conceito bíblico de casamento é entre um homem e uma mulher e isso é consistente entre o Velho e o Novo Testamento.
Um último ponto antes de analisarmos a imagem em si: muito do que é ensinado na Bíblia é uma regulação para o povo de Israel e não mandamentos para a Igreja. Deus fechou um acordo com o povo de Israel, uma constituição, uma legislação que deveria guiá-los, especialmente enquanto estes deveriam viver em terras estrangeiras, próxima de povos que muitas vezes eram muito mais depravados que os próprios Israelitas (sacrifício de bebês era comum nessas sociedades, assim como nos dias de hoje, só que antigamente eles esperavam o bebê sair da barriga para isso). Lembre-se que estamos falando de uma sociedade separada por mais de três mil anos até hoje, outros valores e uma sociedade que não havia sido influenciada pelos valores cristãos, como é o caso da nossa. Muito do que Deus regulou para Israel parece duro e rígido para nós que somos uma sociedade formada com uma base de princípios cristãos (amor, caridade, respeito ao próximo, igualdade, respeito), mas que quando comparado com as sociedades contemporâneas em sua volta, essa regulamentação se apresenta como um enorme avanço moral e humanístico.
Com tudo isso em mente, vamos analisar os oito tipos de casamentos que vemos na figura acima, mas apenas amanhã, pois o texto já está enorme para um blog.

quarta-feira, dezembro 07, 2011

Justiça Autoriza Casamento com Boneca Inflável


O Site G17 postou uma notícia bizarra, a Justiça da Califórnia, nos EUA (não podia ser de outro lugar mesmo) autorizou um norte americano a oficializar seu casamento com uma boneca inflável, isso mesmo, esse homem vai se casar e assinar um contrato nupcial a favor de uma boneca de borracha.

O que pode soar cômico é na verdade muito preocupante. Psicoses sendo naturalizadas pelo poder Judiciário, bizarrices recebendo cobertura jurídica para se concretizarem? A sensação que eu tenho é de estarem rindo da Criação e do Criador. A idéia original de Deus, a família e os relacionamentos interpessoais sendo distorcidos e pervertidos de todas as formas possíveis. E sutilmente a noção de estrutura familiar vai se tornando obsoleta, sendo esquecida e substituida pelo que os defensores de coisas como essa costumam chamar de tolerância e respeito pela diversidade.

Respeito é diferente de aprovar e racionalmente entender como bom e natural. Creio que o que estamos vendo acontecer no mundo atual, coisas como essa notícia, de um homem chegar ao ponto de se casar com um objeto e isso ser entendido como normal pela justiça, deixa claro o peso do egoísmo pós-moderno em nossa sociedade e da perversão daquilo que é natural e bom. Definitivamente essa não é uma notícia engraçada, é triste, muito triste. Ainda sou daquelas que acreditam no amor entre um homem e uma mulher, visto pelo sábio Salomão como uma das coisas mais misteriosas e belas que existem e acredito no fruto desse amor: a família na sua forma original, como foi idealizada por Deus, como algo poderoso que pode ser a solução pra muitas das mazelas do mundo. Que Deus nos desperte a lutar por sua melhor idéia. Sua Sempre.

"Disse mais o Senhor Deus: não é bom que o homem esteja só, far-lhe-ei uma auxiliadora que lhe seja idônea" Gênesis 2:18

"Tomai mulheres e gerai filhos e filhas, e tomai mulheres para vossos filhos, e dai vossas filhas a maridos, para que tenham filhos e filhas; e multiplicai-vos ali, e não vos diminuais." Jeremias 29:6

fonte: http://www.g17.com.br/noticia.php?id=562

domingo, maio 08, 2011

Tradando iguais de forma igual



A chave para se responder as alegações dos defensores do casamento entre pessoas do mesmo sexo é entender uma regra básica da justiça: trate iguais de forma igual. Se os lados não são iguais de forma relevante, então não existe nenhuma obrigação da justiça de tratá-los da mesma forma.

Quando alguém exigir o mesmo reconhecimento das uniões heterossexuais para a uniões homossexuais, lembre-o da regra básica da justiça. Depois, pergunte se os relacionamentos homossexuais são realmente iguais às relações heterossexuais. Ele realmente acredita que não existe nenhuma diferença essencial entre os dois? Se existem diferenças essenciais, então os dois não são iguais e não existe obrigação moral de tratá-los como se fossem iguais.

Além do mais, já que o casamento legal não é nada mais do que respeito público garantido oficialmente e a aprovação da união de dois indivíduos, e você como membro do público não aprova nada de fato, então você não tem obrigação de apoiar o “casamento” homossexual e pode até mesmo se opor a isso.

sábado, abril 30, 2011

A adoração a Deus no casamento real


Na quinta-feira, várias pessoas no trabalho estavam comentado que acordariam bem cedo para assistir ao casamento do príncipe William of Wales com Catherine Middleton. Eu estava achando que tudo seria uma perda de tempo e não tinha a menor intenção de fazê-lo. Mas como nós tínhamos que acordar cedo de qualquer jeito para trabalhar, aproveitamos para assistir partes do casamento enquanto nos arrumávamos para o trabalho. Foi uma grata surpresa, que me inspirou a escrever sobre a cerimônia. Eu vou focar na questão espiritual e nas mensagens pregadas tanto pelo Arcebispo da Cantuária Rowan Williams quanto pelo Bispo de Londres Richard Chartres.

Eu acredito que a Vivian possa depois trazer outras perspectivas também sobre o casamento, especialmente por ela ser não somente fotógrafa quanto também estilista. Na verdade, foi a própria Vivian quem desenhou e acompanhou a confecção do seu vestido de noiva. Ainda assim, tudo o que vamos escrever aqui foi conversado entre nós ontem entre uma refeição e outra.

sexta-feira, janeiro 28, 2011

Casamento entre pessoas do mesmo sexo





Ou existe uma teologia natural do casamento ou não existe.

“Quem é você para dizer isso?” Esse desafio funciona nas duas direções. Primeiro, se a minha desaprovação não é legítima, então porque a minha aprovação é legítima? Se eu não tenho o direito de julgar algo como errado (quem é você para dizer isso?), certamente eu não tenho o direito de julgar algo como correto (quem sou eu para dizer isso?). Segundo, por que eu não posso fazer um julgamento moral aqui, mas aparentemente você pode?

sábado, janeiro 22, 2011

Nosso vídeo comemorativo de 2 anos de casados

Quando fizemos dois anos de casados, a Vivian fez a montagem do vídeo abaixo.
Ontem fizemos o upload do vídeo para o YouTube e aqui está o resultado!
Esse ano vamos fazer 5 anos de casado e já está na hora de um novo vídeo.

sexta-feira, abril 10, 2009

Rick Warren - eu não sou contra casamento gay

Ou como ele diz, "eu não sou ativista contra o casamento gay". Sabia que um dia desses ele ia soltar uma dessas. Depois de dizer "experimente Jesus por 60 dias", depois o quê, o seu dinheiro de volta? E está só começando...
Dá pra ficar mais em cima do muro do que isso? Seeker sensitives...

sábado, julho 21, 2007

Divórcio e Novo casamento

Deus odeia o divórcio. Ele odeia porque sempre envolve infidelidade à aliança solene do casamento que duas partes entraram na Sua presença e porque isso causa conseqüências danosas para essas partes e seus filhos (Mal 2:14-16). O divórcio nas Escrituras é permitido somente por causa do pecado do homem. Sendo então o divórcio apenas uma concessão ao pecado do homem e não é parte do plano original de Deus para o casamento, todos os que crêem devem odiar o divórcio como Deus odeia e buscá-lo somente quando não há outro recurso. Com a ajuda de Deus um casamento pode sobreviver o pior dos pecados.
Em Mateus 19:3-9, Cristo ensina claramente que o divórcio é uma acomodação para o pecado do homem que viola o plano original de Deus para a unidade íntima e permanente do laço do casamento (Gen 2:24). Ele ensinou que a lei de Deus permitia o divórcio somente por causa da “dureza de coração” (Mat 19:8). Divórcio legal foi uma concessão para o parceiro fiel por causa do pecado sexual ou abandono do parceiro em pecado, para que o parceiro fiel não fosse mais preso ao matrimonio (Mat 5:32; 19:9; 1 Cor 7:12-15).
Apesar de Jesus ter dito que o divorcio era permitido em algumas situações, devemos nos lembrar que seu ponto primário nesse discurso era corrigir a idéia dos judeus que eles poderiam se divorciar-se “por qualquer razão” (Mat 19:3), e para mostrar-lhes a gravidade em buscar um divorcio pecaminoso. Portanto, aquele que crê jamais deveria considerar o divorcio exceto em circunstancias específicas (veja a próxima seção) e mesmo nestas circunstâncias devesse buscá-lo de forma relutante quando não há outro recurso.

As bases para o divorcio
As únicas bases neo-testamentárias para o divórcio são pecados sexuais ou abandono por um não crente. A primeira é encontrada no uso que Jesus fez da palavra grega porneia (Mat 5:32; 19:9). Esse é um termo geral que compreende pecados sexuais como adultério, homossexualidade, bestialidade e incesto. Quando um parceiro viola a unidade e intimidade do casamento por pecado sexual – e abandona sua obrigação com a aliança – o parceiro fiel é colocado em uma situação extremamente difícil. Depois que todos os meios para trazer o parceiro pecador para o arrependimento se exauriram, a Bíblia permite que se liberte o parceiro fiel pelo divórcio (Mat 5:32; 1 Cor 7:15).
A segunda razão para se permitir o divórcio é quando um parceiro não crente não deseja mais viver com seu parceiro crente (1 Cor 7:12-15). Porque “Deus tem nos chamado para a paz” (v.15), o divórcio é permitido e até preferido em uma situação assim. Quando um não crente deseja ir embora, tentar mantê-lo no casamento vai criar somente uma tensão maior e mais conflito. Também, se o não crente deixa o relacionamento marital permanentemente, mas não está desejoso de cumprir com o divórcio, talvez por causa do estilo de vida, irresponsabilidade, ou para evitar obrigações monetárias, então o crente esta em na impossível situação de ter obrigações legais e morais que não pode cumprir. Pelo fato que “o irmão ou irmã não está em preso em tal situação” (1 Cor 7:15) e portanto não esta mais obrigado a continuar casado, o crente pode buscar o divórcio sem temer o aborrecimento de Deus.

A possibilidade do novo casamento
O novo casamento é permitido ao parceiro fiel somente quando o divórcio foi em bases bíblicas. De fato, o objetivo para um divórcio bíblico é tornar claro que o parceiro fiel está livre para casar, mas somente no Senhor (Rom 7:1-3; 1 Cor 7:39).
Aqueles que se divorciaram em qualquer outra base, pecaram contra Deus e seus parceiros e para eles casar-se com outro é um de “adultério” (Marcos 10:11-12). É por isso que Paulo diz que uma mulher cristã que pecaminosamente se divorcia deveria “permanecer sem se casar, ou então se reconciliar com seu marido” (1 Cor 7:10-11). Se ela se arrepender de seu pecado de divórcio não bíblico, os verdadeiros frutos desse arrependimento seriam buscar a reconciliação com seu antigo marido (Mat 5:23-24). O mesmo é verdade para um homem que se divorcia de forma não bíblica (1 Cor 7:11). O único momento que tal pessoa pode se casar novamente com outra pessoa é quando o antigo companheiro se casou com outra pessoa, prova-se ser um não cristão, ou morre, casos nos quais a reconciliação não é mais possível.
A Bíblia também dá uma palavra de cautela a todos que estão considerando casar-se com um divorciado. Se o divórcio não foi de forma bíblica e ainda existe uma responsabilidade para a reconciliação, a pessoa que esta casando com o divorciado é considerada adúltera (Marcos 10:12).

O papel da Igreja
Crentes que buscam o divórcio sem bases bíblicas estão sujeitos à disciplina da igreja porque eles abertamente rejeitaram a Palavra de Deus. Aquele que um divórcio anti-bíblico e se casa novamente é culpado de adultério, pois Deus não permitiu originalmente o divórcio (Mat 5:32); Marcos 10:11-12). Essa pessoa esta sujeita aos passos da disciplina da igreja como delineado em Mateus 18:15-17. Se um cristão professo viola a aliança do casamento e se nega a arrepender-se durante o processo de disciplina da igreja, as Escrituras instruem que ele ou ela devem ser colocados para fora da igreja e tratados como não crentes (v. 17). Quando a disciplina resulta em tal reclassificação do parceiro desobediente como expulso ou não crente, o parceiro fiel estará livre para o divórcio de acordo com o provisão do divórcio como no caso de abandono de um não crente, como afirmado em 1 Coríntios 7:15. Antes desse divórcio, no entanto, deve-se permitir um tempo razoável para a possibilidade do parceiro infiel retorne por causa da disciplina.
A liderança na igreja local deve também ajudar crentes solteiros que se divorciaram a entender sua situação biblicamente, especialmente em casos nos quais a aplicação apropriada do ensino bíblica não está clara. Por exemplo, a liderança da igreja talvez precise algumas vezes decidir se um ou ambos os parceiros poderiam ser legitimamente considerados “crentes” no momento de seu divórcio passado, porque isso vai afetar a aplicação de princípios bíblicos a sua situação atual (1 Cor 7:17-24). Também, porque muitos se transferem para ou de uma igreja e muitas desses igrejas não praticam disciplina bíblica, pode ser necessário para a liderança decidir quando o membro abandonado ou o antigo parceiro devem ser considerados atualmente cristãos ou tratados como não crentes por causa da desobediência contínua. Novamente, em alguns casos isso pode afetar a aplicação do princípio bíblico (1 Cor 7:15; 2 Cor 6:14).

Divórcio pré-conversão
De acordo com 1 Coríntios 7:20-27, não existe nada na salvação que exige um status social ou marital em particular. O apóstolo Paulo, no entanto, instruí os crentes a reconhecer que Deus providencialmente permite a circunstancia que eles se encontram quando vêem a Cristo. Se eles foram chamados casados, então não se exige que busquem divórcio (mesmo que o divórcio possa ser permitido em bases bíblicas). Se eles foram chamados enquanto divorciados e não podem se reconciliar com o antigo parceiro porque tal parceiro é um não crente ou se casou, então eles estão livres para ou permanecer solteiros ou se casar com outro crente (1 Cor 7:39; 2 Cor 6:14).

Arrependimento e perdão
Em casos que o divórcio não foi baseado em princípios bíblicos e o parceiro culpado mais tarde vem a se arrepender, a graça de Deus se opera no ponto do arrependimento. Um sinal de verdadeiro arrependimento é um desejo de implementar Coríntios 7:10-11, que envolve um desejo por buscar reconciliação com seu antigo parceiro, se isso for possível. Se a reconciliação não for possível, no entanto, pelo antigo parceiro não ser crente ou ter se casado, então o parceiro perdoado pode buscar um novo relacionamento sob a cuidadosa direção e conselho da liderança da igreja.
Em casos que um crente obtém um divórcio sem princípios bíblicos e se casa novamente, ele ou ela é culpado de adultério até que esse pecado seja confessado (Marcos 10:11-12). Deus perdoa esse pecado imediatamente quando arrependimento acontece e não existe nada nas escrituras que indique algo diferente. Desse ponto em diante o cristão deve continuar em seu casamento atual.
2001 Grace Community Church. All rights reserved
Nas escrituras, tirar os sapatos tem um significado muito especial. Quando Moisés teve seu primeiro confronto com Deus, Ele disse para que ele tirasse seus sapatos porque ele estava em terra santa. Jesus caminhou descalço para o Calvário. Na cultura daquele tempo, estar descalço era o sinal que você era um escravo. Um escravo não tinha direitos. Jesus nos deu o exemplo supremo de renunciar tudo por um grande objetivo.
Loren Cunningham Making Jesus Lord / Marc 8:34,35

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