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domingo, junho 17, 2012

Dando um tiro no próprio pé: Por que a evolução ateísta é auto-refutável




Eu ainda fico atônita que tantos ateus falham em perceber a falência intelectual de suas próprias crenças – quando as mesmas são levadas às suas conclusões lógicas. Isso é um problema particularmente evidente naqueles que fizeram carreira espalhando o “evangelho” da evolução naturalista – a visão que todas as coisas são o resultado de um processo natural cego e leis agindo sobre a matéria.

Dr. Alvin Plantinga

Em 1994, Dr. Alvin Plantinga da Universidade de Notre Dame escreveu um trabalho intitulado "Naturalism Defeated" (Naturalismo Derrotado). Seu argumento (e eu estou simplificando e parafraseando aqui) era que se as nossas mentes humanas são o produto de uma evolução naturalista, então não podemos confiar em nossas mentes para produzir verdades confiáveis a respeito do mundo exterior. O máximo que poderíamos esperar, Plantinga afirma, é que nossas mentes são confiáveis o bastante para promover sobrevivência e reprodução. Portanto, a afirmação que o naturalismo é verdade está sendo feita por uma mente que não é confiável.

Plantinga não foi o primeiro pensador a apontar esse enigma do ateísmo. Em um artigo intitulado “Religion Without Dogma?” (Religião sem dogma?) o falecido C.S. Lewis disse:

C.S. (vulgo Jack) Lewis
Seria impossível aceitar o naturalismo em si mesmo se realmente e consistentemente acreditássemos nele. Pois o naturalismo é um sistema de crenças. …se o naturalismo fosse verdadeiro então todo pensamento seria o completo resultado de causas irracionais. Assim, todo pensamento seria igualmente sem valor. Portanto, o naturalismo seria sem valor. Se for verdadeiro, então não podemos conenhecer nenhuma verdade. É como se o naturalismo cortasse a própria gartanta.

Lewis continua:
Eu me lembro de uma vez me mostraram um tipo de nó que era feito de uma forma que se você adicionasse um embaraço extra para garantir o nó, você de repente descobriria que a coisa toda se desfez em suas mãos e tudo o que você tem é um pedaço de fio. É o mesmo com o naturalismo. Ele continua reclamando território após território: primeiro o inorgânico, então os organismos menores, então o corpo do homem e então suas emoções. Mas quando dá o passo final e tenta uma explicação naturalista para o pensamento em si, de repente a coisa toda se desmancha.

Bem dito, Jack, bem dito!
A natureza auto-refutável do naturalismo é uma inconsistência séria para a visão de mundo ateísta. Apenas pela direção com um propósito de um agente inteligente, responsável pela mente do homem, podemos ter confiança nas verdades que averiguamos sobre nós mesmos ou sobre o mundo. A verdadeira racionalidade não pode vir de um processo natural irracional. A inteligência não pode vir daquilo que não é inteligente. O efeito não pode ser maior do que a sua causa.

domingo, outubro 30, 2011

Deus em Questão + Apresentação

Estou escrevendo isso aqui às 21:31, então, boa noite!

Sou novo aqui no blog, sou amigo do Maurilo e da Vivian e eles me convidaram para postar aqui de vez em quando. Espero que o que eu venha a postar por aqui nao estrague esse ótimo blog, haha! Aliás, meu nome é Lucas.

Sou um grande admirador de C. S. Lewis e de Freud, e deixo aqui um link para um ótimo documentário comparando o trabalho e vida dos dois, colocando "Deus em Questão". Vale a pena assistir, o documentário é baseado em um curso de Harvard ministrado pelo Dr. Armand Nicholi - ele também escreveu um livro sobre o mesmo assunto, eu li e recomendo!



Continuação:
Parte 2
Parte 3
Parte 4

segunda-feira, setembro 12, 2011

Segundas terminológicas: argumento moral

segundas com termos da teologia hoje agostinho



Argumento Moral (a favor da existência de Deus):



Argumento usado pela primeira vez por Immanuel Kant, para quem os padrões morais (a busca humana pelo "bem supremo") pressupõem a existência de Deus, ao mesmo tempo legislador e juiz que recompensará os esforços da humanidade por esses padrões. Mais recentemente, C. S. Lewis proporcionou uma versão revista do argumento moral.

Fonte: Dicionário de Teologia, edição de bolso. Ed. Vida.

domingo, agosto 21, 2011

Livros que mudam o mundo


“Nós podemos fazer as pessoas (muitas vezes) aderirem ao ponto de vista cristão por meia hora ou um pouco mais; mas do momento que elas vão embora de nossa palestra ou terminam de ler nosso artigo, eles estão de volta para um mundo onde a posição oposta é previamente aceita. Enquanto essa situação existir, um sucesso largo é simplesmente impossível. Devemos atacar as linhas de comunicação do inimigo. O que queremos não são mais alguns livrinhos sobre o cristianismo, mas mais livrinhos de cristãos sobre outros assuntos – com sua latência cristã. Você pode perceber isso de forma mais fácil se olhar para isso de uma maneira diferente. Nossa fé dificilmente será abalada por qualquer livro sobre o Hinduísmo. Mas quando lemos qualquer livro elementar sobre geologia, botânica, política ou astronomia, e sabemos que tal livro tem implicações hindus, isso nos abalaria. Não são os livros escritos em defesa direta do materialismo que fazem do homem moderno um materialista; mas sim a presunção materialista em todos os outros livros. Da mesma forma, não são os livros sobre o cristianismo que irão abalá-lo. Mas ele seria abalado se, quando quisesse alguma introdução rápida para qualquer ciência, a melhor obra no mercados fosse sempre escrita por um cristão.”
C. S. Lewis - God in the Dock

sábado, março 26, 2011

Dicas de evangelismo de C. S. Lewis



Os eventos que levaram a experiência de conversão de C. S. Lewis – como delineado em Surpreendido pela Alegria – tem importantes implicações para o evangelismo e apologética.

A importância dos relacionamentos. Lewis foi influenciado por seus amigos cristãos, Owen Barfield, J R R Tolkien, Hugo Dyson e outros.

A importância da razão. Lewis precisou ver que o cristianismo era racional antes de poder aceitá-lo. Lewis precisava ver que o cristianismo tinha uma resposta para o problema do mal e que o cristianismo era superior e diferente das outras religiões.

A importância da boa literatura. Chesterton e MacDonald — assim como Atanásio e escritores clássicos como Platão — o influenciaram significativamente. Devemos conhecer quais recursos podemos prover para aqueles que estão à nossa volta.

A importância da imaginação. Ele precisava ver que o cristianismo também era algo desejável. Relacionado a isso está a importância de anseio. Devemos apresentar o cristianismo como algo que preenche nossos mais profundos desejos.

A importância da boa teologia. Muitos pessoas não vem para Cristo por terem idéias erradas sobre o cristianismo. Devemos ser bons teólogos. Muito do trabalho de apologética e evangelismo de Lewis era simplesmente apresentar o cristianismo clássico para as massas (ex: Cristianismo Puro e Simples).

Lewis reconheceu a necessidade, na verdade o fato, que Deus nos procura pessoalmente e faz suas exigências. Muitas vezes abordamos evangelismo e apologética como se estivéssemos simplesmente falando por Deus quando na verdade estamos falando junto com Deus.

A importância da paciência. Lewis não se converteu ao cristianismo da noite para dia. Ele teve que trabalhar uma série de assuntos e objeções.

A importância de se freqüentar a igreja. Lewis passou a freqüentar a igreja novamente depois de aceitar o teísmo. Se queremos apresentar as pessoas a Jesus, seria sábio levá-nos conosco quando temos certeza que vamos encontrá-Lo.

quinta-feira, janeiro 06, 2011

Eustáquio, o ateu

eustaquio o ateu de cronicas de narnia
Ontem fomos ao cinema ver “Crônicas de Nárnia – A Viagem do Peregrino da Alvorada”. Como fãs de C. S. Lewis, tanto dos seus escritos em teologia e apologética quanto em ficção, estávamos bem animados em ver o filme.
Para começar, gostamos do filme. Foi muito bom. Foi divertido. E em algumas partes, bastante emocionante. Não é melhor do que o livro (nem tem como) mas valeu a pena cada centavo.
Mas esse texto não é uma crítica do filme, nem mesmo sobre algumas questões teológicas que são levantadas na história (nem mesmo um lado meio que “salvação por obras” no final). Esse texto é sobre um novo personagem que é introduzido nesse filme: Eustáquio Clarêncio Mísero.
Eustáquio é o primo pestinha dos irmãos Pevensie. Ele é um homem das ciências, que gostaria de “tratar seus primos como insetos. Colocar um alfinete neles e prendê-los na parede”. É racional, lógico, arrogante e debocha da fé de seus primos em Nárnia. Quando estes relatam suas experiências com Aslan, ele as considera como mitos, fábulas e crendices. Eustáquio é em todos os sentidos, um naturalista. Para ele, esse mundo que vivemos é todo o que existe. Se não posso tocar, cheirar, provar, ver ou ouvir, então não existe. Se não fosse o bastante, Eustáquio torna a vida de seus primos, que moram com ele, um verdadeiro inferno.
Mas tudo está para mudar para Eustáquio, quando ele é levado juntos com seus primos para Nárnia através de um quadro na parede (uma cena bem legal). Ele passa a fazer parte da tripulação do Peregrino da Alvorada, o navio do Rei Caspian. A bordo do Peregrino estão vários narnianos, além de seres mágicos, como um minotauro e até um rato falante (Ripchip). Ele exige ser deixado em algum consulado britânico. E seu único momento de aparente alegria no navio é, mais para frente na história, quando ele percebe que todos a bordo estão tão infelizes quanto ele.
Apesar das mudanças em seu ambiente, Eustáquio continua arrogante e cético de tudo o que vê. Para ele, todos a bordo são lunáticos, malucos e sujos (especialmente o rato). Quando está na casa de Coriaquin, ouvindo as instruções que estão sendo dadas para que seguissem até a Ilha de Ramandu, o nosso pequeno cético diz “seguir uma estrela imaginária, em uma terra imaginária”.
Apesar de todas as evidências a favor, Eustáquio se nega a acreditar que está em Nárnia e está experimentando “as fábulas de seus primos”.
Após muitos acontecimentos (que eu não vou contar aqui), um resoluto e cansado Eustáquio finalmente encontra aquele que ele duvida que existe. Em uma linda cena, Aslan transforma Eustáquio literalmente. Um novo ser, regenerado, renasce.
Eu não sei se Lewis pensou nisso ou não, mas Eustáquio para mim é o reflexo do ateu moderno. Ele se acha racional, um homem da ciência, lógico, que somente acredita naquilo que os cinco sentidos podem experimentar. Ele é arrogante com os “fiéis” e trata a todos que discordam dele como intelectualmente desonestos. É contra todos que advogam pela verdade absoluta, pois só existe uma verdade absoluta: o cientismo! Ele se nega a reconhecer os atributos invisíveis de Deus que são claramente vistos na criação do mundo. Todos os argumentos teístas do mundo para ele são falaciosos e fundamentos na religião. Seu pressuposto naturalista não pode provar nem a si mesmo, mas ainda assim, para o ateu moderno, é sua regra de fé.
Mas aí chega o momento, nas areais de alguma ilha deserta, que assim como Eustáquio, ele encontra Aslan. E aquilo que todos os argumentos do mundo não conseguiram fazer (já que argumentos trabalham no intelecto e a resistência do ateu está na vontade) se faz com um rugido. Claro, estou falando metaforicamente. O Encontro aqui é com Deus. E a esse encontro, não tem como resistir. É um encontro que todos teremos. Alguns nessa vida. Outros, na próxima.
Portanto, Eustáquio agora é o codinome que dou para todos os ateus que navegam por ai, principalmente na internet. Que o caminho de Eustáquio Clarêncio Mísero seja o de vocês e possam um dia ter um legítimo encontro com Aslan e entrar em seu País.

segunda-feira, setembro 27, 2010

Mais uma razão para fazer apologética - C. S. Lewis


"Se todo o mundo fosse cristão, talvez não importaria se fossemos não educados. mas sendo as coisas como são, uma vida cultural vai existir fora da igreja, existindo dentro dela ou não.
Ser ignorante e simples agora - não ser capaz de encontrar com o inimigo em seu próprio terreno, seria como baixar nossas armas e trair nossos irmãos menos informados, que não tem, abaixo de Deus, nenhuma defesa alem de nós contra os ataques intelectuais dos pagãos.
A boa filosofia deve existir, se não por outra razão, porque a filosofia ruim deve ser respondida".

C. S. Lewis
Nas escrituras, tirar os sapatos tem um significado muito especial. Quando Moisés teve seu primeiro confronto com Deus, Ele disse para que ele tirasse seus sapatos porque ele estava em terra santa. Jesus caminhou descalço para o Calvário. Na cultura daquele tempo, estar descalço era o sinal que você era um escravo. Um escravo não tinha direitos. Jesus nos deu o exemplo supremo de renunciar tudo por um grande objetivo.
Loren Cunningham Making Jesus Lord / Marc 8:34,35

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