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sábado, junho 06, 2015

Estado laico ou Estado ateu?


Eu me deparei com a imagem acima no Facebook e postei o seguinte comentário:
As pessoas entendem o conceito de Estado laico de forma errada. Estado laico não quer dizer que a religião é proibida, mas sim que não existe religião oficial de estado, todas as religiões são livres para existir em um Estado laico. O Estado é laico, mas as pessoas não. Querer que alguém abra mão completamente de seus valores religiosos quando tiver que tomar decisões, seja essa pessoa um agente público ou não (leia político) é negar já de cara o direito à liberdade religiosa. É favorecer um Estado que não é laico, mas sim anti-religião. A imposição de uma ditadura anti-religiosa.
Além do que está escrito acima, mais duas observações sobre o texto da imagem:
  • Esse é um clássico exemplo de raciocínio circular. O texto, que tem como premissa que estado laico é o mesmo que políticos laicos, já usa essa premissa em sua própria conclusão, sem prová-la antes. Ou seja, antes de afirmar que um político não deve trazer suas convicções religiosas pois isso é que significa Estado Laico, seria necessário primeiro provar que esse ponto é válido, o que nem é ao menos tentado aqui.
  • Segundo, o texto da imagem quer proibir políticos de usar o seu direito à liberdade religiosa. Ora, não é isso que o texto está reclamando, que não se deve usar política para negar direitos civis? Ou é apenas errado negar direitos civis se por trás disso houver princípios religiosos? Se for por qualquer outro motivo, tudo bem?


Cuidado em compartilhar com concordância o que aparece por aí. Essa imagem estava na página de uma instituição religiosa (não cristã). Talvez a próxima imagem não tenha “o político poderá ter sua religião em caráter privado”, mas algo como “políticos não poderão ter religião”.

terça-feira, março 25, 2014

Sobre o batismo infantil e a apostasia geral da igreja


O Facebook já rendeu bons posts aqui. Via de regra compartilho algo que acho interessante.
A conversa que se segue aconteceu agora a pouco na página de um amigo. Troquei os nomes apenas porque achei irrelevante para a discussão.
Mas aqui eu expressei porque não acho que o batismo de bebês seja bíblico e esse foi o principal motivo pelo qual não me tornei presbiteriano.
Sem mais delongas, segue a conversa, com um pequeno bônus no final sobre a famosa acusação que todas as igrejas são apóstatas.

Amigo – Não sabia que a Igreja Evangélica Presbiteriana batizava bebês. Confesso que fiquei aturdido, mas, como sempre, prefiro pesquisar antes de fechar minha opinião. A cada dia me surpreendo mais com o mundo evangélico (Entenda bem: EVANGÉLICO, e não GOSPEL. Esse último já tem coisas absurdas demais...).

Maurilo Borges – Voce teve pouco contato com eles então. Sabe que são em sua maioria calvinista né? Eu só não fui parar na Igreja Presbiteriana por causa do batismo de bebês. Eu ia me sentir desconfortável.

Amigo – Pois é, Maurilo... Ainda tenho muito o que aprender dessa multiplicidade de doutrinas e entendimentos no seio da igreja de Cristo. Isso me deixa desconfortável também.

Outros comentários

Vivian Borges – Não vejo base bíblica para batismo de bebês...

Amigo – Pois o argumento da referida igreja é justamente O SILÊNCIO das Escrituras sobre o assunto. 
Maurilo é melhor de retórica que eu, saberá explicar com mais propriedade. Qual o nome que se dá ao argumento usado sobre a base de que, como algo não foi falado, não tem uma base formal estabelecida de maneira positiva/negativa, legitima-se que seja correto, ético, aceitável? Exemplo: a Bíblia não fala sobre o fumo, não o proíbe explicitamente; portanto, nada de errado haveria em fumar. Analogamente, a Bíblia não proíbe que se batizem bebês; portanto, nada impede que isso seja feito.

Vivian Borges – No caso, acreditamos que não seja isso, acreditamos que o batismo deve ser uma decisão consciente da pessoa, qdo ela entende o evangelho e compreende que se ela já creu em Jesus deve se batizar, obedecendo essa ordenança. No caso, os bebês ainda não tem consciência disso.

Amiga do Amigo – Amigo, sou presbiteriana (não estou frequentando a igreja) e meus dois filhos foram batizados quando bebês porque a nossa doutrina entende que eles fazem parte do pacto da nova aliança e que os pais estão estendendo essa graça a seus herdeiros. Há também quem entenda que o batismo seria como um substituto do que antes era a simbologia da circuncisão no Velho Testamento.

Amiga do Amigo – Está rolando uma discussão sobre esse assunto nessa página. Interessante ver as opiniões a favor e contra.

Amigo – Pois, sim, Amiga. Estou lendo e pesquisando, mas ainda com a pulga atrás da orelha. Parece muito com justificativas para manutenção de uma doutrina histórica, já arraigada e característica dos fundadores do movimento, algo muito parecido com o local de onde saí e participei por anos (As Tjs). Mas vou pesquisar mais. Estou tentando não atribuir juízo de valor e estudar os argumentos da denominação de maneira imparcial.

Maurilo Borges – O nome formal da falácia do silêncio é argumentum ex silentio. Nem sempre a falta de citação de um assunto em si é uma falácia. Por exemplo, no meu trabalho existe uma lista de websites que não podemos visitar. Em teoria, todos os outros estão liberados. Só que aí também podemos ampliar o não uso dos sites por analogia. Por exemplo, o site da Playboy é proibido. Então eu posso assumir que todos os outros sites pornográficos estão proibidos. Realmente a Bíblia não proíbe o batismo de infantes. Mas eu não acredito que essa era uma preocupação dos apóstolos, já que o padrão que vemos nas Escrituras é crer primeiro e depois ser batizado. Os que são à favor do batismo infantil não se fundamentam apenas no silêncio bíblico, mas também na descrição do batismo do carcereiro em Atos 16:33 onde ele e todos da sua casa foram batizados (provavelmente a casa possuía crianças) e que o batismo é para a igreja aquilo que a circuncisão era para Israel. Nenhum destes argumentos me parece convincente pelas seguintes razões:
- Já falei sobre o primeiro. Não acho que o batismo infantil estivesse na mente dos apóstolos porque isso é algo que começou um tempo depois dos apóstolos. Com o padrão que vemos de primeiro crer e depois ser batizados, ninguém pensaria em batizar bebês;
- Atos 16:33 cita que todos os da casa foram batizados. Precisamos inferir que existiam bebês para usar como fundamento para batismo infantil. Não temos como saber. É possível que não existisse nenhum bebê, já que nem toda caça tem criança tão pequena. Aqui, mais do que argumentum ex silention, temos também o argumentum ad ignorantiam, que é quando fundamentamos o argumento em algo que não pode ser provado falso nem verdadeiro;
- A circuncisão inseria o judeu na aliança abraâmica. No caso do cristianismo, o que nos insere na Nova Aliança é o novo nascimento, não o batismo. O batismo é uma ordenança do Senhor que representa no mundo físico algo que já aconteceu no mundo espiritual. Além disso, a circuncisão era apenas para homens, enquanto o batismo é para todos os que nasceram de novo.
Dito isso, eu não acho que aqueles que batizam bebês são hereges. Eu acho que estão errados, só isso. Como eles acham que eu estou errado. Não vejo como válido o batismo de bebês e caso alguém se convertesse adulto que já tivesse sido batizado como criança, eu sugeriria para que essa pessoa fosse batizada pela primeira vez, já que na primeira, só tomou um banho. Mas como eu disse, os presbiterianos em geral são como meus irmãos em Cristo.

A conversa sobre batismo infantil termina aqui. Aí começa outra conversa sobre outro assunto: todas as igrejas são hereges. Ou seja, o bônus.

Amigo do Amigo – Não é defendendo, pq nenhuma religião merece defesa pelo mal que faz ao povo, mas eles dizem que é um tipo de "apresentação" da criança a Deus (como se Deus não soubesse que nascera outra criança) e um pedido para que a mesma seja guiada em seu caminho... Creio que quem peça isto a seu filho deveria ter feito antes pelo filho de outra pessoa... TEM GENTE QUE SÓ SABE PEDIR..

Maurilo Borges – Amigo do Amigo, se ter feito algum mal para o povo é motivo para desacreditar algo, então o ateísmo e a evolução darwiniana deveriam ser banidos da face da terra porque o primeiro é responsável por mais de 100 milhões de mortes apenas no século 20 e o segundo deu legitimidade para o desenvolvimento do primeiro. Se olharmos para a história da igreja, o que vamos ver é que o cristianismo é o maior responsável pelo desenvolvimento do mundo ocidental.
Direitos humanos, direito das mulheres, registro escrito de línguas, escolas, faculdades, museus, obras humanitárias, capitalismo, tudo isso floresceu sob as asas do cristianismo. Existiram sim muitos que usaram o cristianismo para o mal, mas o que pouca gente percebe é que esses agiram de forma contrária a aquilo que foi ensinada pelo fundador da nossa religião: Jesus Cristo. No caso do ateísmo, os grandes homicidas do século 20 agiram de acordo com o pensamento ateísta de que nenhum de nós irá prestar contas perante nosso criador (posso fazer o que quiser) e que a sobrevivência do mais forte é moralmente justificada, se é que tal coisa como moral existe objetivamente.
Só pra não deixar passar o seu comentário, pois achei injusto com as religiões como um todo e com o cristianismo em particular.

Amigo do Amigo – Cristianismo não é o que as igrejas pagãs e mercenárias falam e "praticam". Lamento que você tenha esta visão pequena (de que as religiões, inclusive o ateísmo - a pior de todas elas - favoreçam a evolução do espírito do ser humano)... Há cristãos de verdade, mas não vejo nenhuma igreja cristã... A maior prova disto está em suas palavras... A "igreja cristã" - como você acredita - favoreceu o surgimento do capitalismo, a mauior aberração para a alma. Lembre-se que o ladrão veio para matar, roubar e destruir, e é o dinheiro quem o faz na atualidade. Ser cristão é seguir o que rege a Bíblia Sagrada e seus ensinamentos, o que é bem deturpado pelas igrejas hipócritas e que ostentam vaidades (justamente, o que desviou Lúcifer do caminho de Deus e o transformou em Satanás).

Maurilo Borges – Você está errado de várias maneiras Amigo do Amigo. Primeiro, meu argumento é que se algo que causa mal para a humanidade deve ser excluído, então o ateísmo (que eu não chamei de religião, mas como algo que causou mal ao mundo) deveria ser banido. A igreja é formada pelo corpo místico de Cristo e se encontra em diferentes denominações. Se você acha que não existe igreja, então você acha que Cristo mentiu quando disse que as portas do inferno não prevaleceriam contra ela (Mateus 16:18). Existe realmente muitos por ai que realmente não ensinam o que está nas Escrituras, mas para afirmar o que você afirma te seria necessário onisciência para conhecer cada congregação ao redor do mundo. Não existe cristãos sem igreja meu amigo. Hebreus 10:25 nos diz para não abandonarmos a assembléia dos santos. Isso só poderia acontecer onde existe assembléia dos santos. Caso contrário o autor de Hebreus estaria falando uma tremenda bobagem. Portanto, não vamos confundir ódio contra alguma igreja como argumento para desqualifica-la. Até porque a igreja é muito defendida por todo o Novo Testamento.
Sobre o capitalismo, tua frase não fez o menor sentido. A citação de João 10:10 está falando sobre o diabo, não sobre dinheiro. 1 Timóteo 6:10 fala que o amor ao dinheiro é a raiz de todo tipo de mal, mas não que o dinheiro seja a raiz de todo mal. Além disso, Paulo várias vezes nos exorta a trabalharmos e sermos produtivos. O capitalismo tem sido responsável pelo enriquecimento das nações por todo o século 20, enquanto as nações socialistas foram cada vez mais empobrecendo, inclusive as nações ateístas que mataram milhões de seus próprios cidadães.
Mas eu concordo com você: ser cristão é seguir o que rege a Bíblia Sagrada. E é nela que encontramos a admoestação para que façamos parte da igreja universal (o corpo de Cristo) e da igreja local (congregação). Se você discorda disso, discorda de seu próprio discurso.

Amigo do Amigo – Na verdade, se você souber ler realmente o que está escrito, na Palavra diz que o LADRÃO veio para matar, roubar e destruir, não se fala em Diabo. E outra, não se fala sobre o inferno, pois isto foi uma criação de Dante Alighiere, muitos séculos depois. Além disto, não confunda igreja com templo. E outra, procure pagar seu dízimo da maneira que está escrito na Bíblia Sagrada e convença sua igreja e seu templo a fazê-lo também, então, poderá se falar sobre ser cristão. Ateísmo é sim uma religião, pois tem seus dogmas e seus praticantes tentam convencer as demais pessoas a aderirem, recomendo que entenda o que é religião para além do que se fala em sua igreja. Por fim, não vou transformar isto em briga, pois nem te conheço e não é o que MEU DEUS me ensina. Viva bem a sua vida e siga no caminho do VERDADEIRO E ÚNICO SENHOR.

Maurilo Borges – Amigo do Amigo, realmente, você está confuso. Eu até arriscaria dizer que você já foi testemunha de Jeová pelo o que você expressa aqui, mas isso seria muito da minha parte.
O texto todo de João 10 é bem claro sobre quem Jesus está falando. Leia todo o capítulo e você verá. E mesmo que João 10 não esteja falando sobre o Diabo, muito menos está falando sobre dinheiro. Não existe nada no texto que indique tal coisa.
O inferno e o dízimo não fazem parte da discussão, então não entendi porque você os trouxe pra cá. Em momento algum eu confundi templo com igreja. Eu não falei que alguém tem que frequentar um templo. Eu disse que o cristão verdadeiro fará parte de uma congregação local. Isso pode ser em uma casa, em um templo, na praça. Você aparentemente tem algum problema com isso, mas aí o seu problema não é comigo, é com o autor de Hebreus e com o apóstolo Paulo.
Eu acredito que o ateísmo é uma religião, já que é uma crença sobre Deus (ou sua inexistência), apenas disse que não chamei ateísmo de religião. Apenas disse que faz muito mal ao mundo.
Não acho que estamos brigando. Como você expressou sua opinião em um fórum público da qual eu estou fazendo parte eu me achei no direito de expressar minha opinião que você está errado e estou fundamentando meus argumentos, só isso. Poderíamos estar fazendo isso tomando um café juntos, não vejo porque tem que ser uma briga. Me conhecer ou não é irrelevante para a veracidade do que estamos debatendo.
Como de qualquer forma a coisa toda te incomodou, vou parar por aqui também. Mas eu acho que você mesmo matou a xarada quando diz: "e não é o que o MEU DEUS ensina". Eu acredito em você, acredito que essas coisas que expus acima não são as mesmas que você acredita, porque muito provavelmente esse seu deus é uma criação da sua mente, já que aparentemente ele ensina coisas contrárias a aquelas expostas nas Escrituras.

Vamos terminar por aqui então.

segunda-feira, agosto 06, 2012

Casamento bíblico: pode tudo? - Parte 2



Ontem apresentamos a primeira parte desse texto, quando analisamos os aspectos da argumentação dos novos ateus e como isso pode ser visto na imagem acima. Leia a primeira parte, pois esse texto aqui fará muito mais sentido com a introdução do primeiro.
Pronto?
Com tudo isso em mente, vamos analisar os oito tipos de casamentos que vemos na figura.

1 – Homem + mulher
Nada de errado aqui. Realmente a esposa é submissa ao marido, assim como a igreja é submissa à Cristo e este submisso a Deus. É uma questão do papel de cada um. E como pode ser visto no texto de Efésio 5 apresentado acima, essa submissão é baseada em amor, especialmente da parte do marido.
O único comentário adicional é que eles afirmam que todos os casamentos da Bíblia eram arranjados, como se isso fosse uma grande atrocidade. Na verdade, esse era o padrão de casamento da nossa sociedade até pouco tempo atrás e apenas recentemente isso mudou. Além disso, vários casamentos bíblicos foram baseados no amor, mesmo os arranjados. Um exemplo? Jacó e Raquel (Genesis 29:18).

2 – Homem + esposas + concubinas
Isso nunca foi um mandamento bíblico, nem foi definido como casamento pelas Escrituras. A Bíblia apenas relata os atos pecaminosos desses homens. Mesmo homens como Abraão, que para nós é um dos pais da fé, pecaram e não apenas uma vez. E muitas vezes viram o resultado de seus pecados.

3 – Homem + mulheres + mulheres
A Atea cita Gênesis 16 talvez na esperança que as pessoas não venham a ler o texto, já que aqui temos a história de como Sarai entregou sua serva para que Abrão dormisse com ela. Por tudo o que já lemos até aqui, vemos que não existe um mandamento de Deus para essa atitude. Na verdade, tudo isso é considerado como pecado e trouxe graves consequências para todos (leia o capítulo 21 de Gênesis). De qualquer forma, isso não é conceito de casamento, mas sim a descrição de um ato pecaminoso.

4 – Homem + mulher + mulher... (poligamia)
Já falamos sobre poligamia e como Deus deixou bem claro nas Escrituras que o casamento deveria ser entre um homem e uma mulher. Qualquer coisa que fosse além disso, seria considerado como fruto do coração pecaminoso do homem.

5 – Homem + viúva de seu irmão (casamento levirado)
Talvez por desconhecer em sua profundidade o texto bíblico (o que fica claro pela hermenêutica ruim da Atea), eles citaram Gênesis 38:6-10 para o casamento levirato (o correto é levirato), mas o melhor texto é Deuteronômio 25:5. Esse texto é um mandamento para uma situação específica: a viúva sem filhos. Se o marido morto possuía um irmão, então, ela deveria se casar com ele e não com alguém de fora. O objetivo dessa lei para Israel era proteger as viúvas, já que não existia uma seguridade social na época e uma mulher sem filhos poderia facilmente cair na prostituição para se sustentar. Era isso que a lei planejava: trazer proteção para a mulher. Lembre-se, aquela era outra sociedade, uma época muito mais dura e difícil.

6 – Estuprador + vítima
Se um homem se encontrar com uma moça sem compromisso de casamento e a violentar, e eles forem descobertos, ele pagará ao pai da moça cinqüenta peças de prata. Terá que casar-se com a moça, pois a violentou. Jamais poderá divorciar-se dela.
Deuteronômio 22:28-29 (NVI)

Veja esse mesmo texto na versão Almeida Corrigida Revisada e Fiel.
Quando um homem achar uma moça virgem, que não for desposada, e pegar nela, e se deitar com ela, e forem apanhados, então o homem que se deitou com ela dará ao pai da moça cinqüenta siclos de prata; e porquanto a humilhou, lhe será por mulher; não a poderá despedir em todos os seus dias.

Dois pontos a se observar: o primeiro, o texto não aprova o estupro. Em momento nenhum o estupro é incentivado ou é dito que o estuprador fez algo correto. O texto, se realmente estiver lidando com estupro, apenas faz uma provisão para uma situação ruim. Mas a bem da verdade, eu acho pouco provável que o texto se refira a estupro. Veja que na versão Almeida o texto fala de um homem que se deita com uma virgem. Não diz que foi a força. Na verdade, o original em hebraico usa as palavras taphas para pegar e shakab para deitar-se. Taphas pode ter o sentido de violência ou não, mas como o texto fala apenas de uma virgem (excluindo assim mulheres que já tiveram relação sexual), acho pouco provável que o foco seja o estupro, mas sim a perda a virgindade, que era algo muito valorizado em sociedades antigas. Como julgamos as sociedades do passado pelos nossos valores, achamos hoje em dia absurda a valorização da virgindade. Mas isso fala muito mais sobre a pecaminosidade dos nossos tempos do que de qualquer outra sociedade.

7 – Soldado masculino + prisioneiras de guerra
Mais uma vez, a Atea torce para que aqueles que se encontrem com a figura, não venham a ler os dois textos apresentados: Número 31:1-18 e Deuteronômio 21:11-14. Ambos os textos mostram situações em uma sociedade que estava em guerra, mas de forma diferente. O primeiro é um ajuste pela desobediência dos soldados israelitas. Eles deveriam matar todos os midianitas, mas deixaram algumas mulheres vivas. Muito do pecado desses povos era sexual e envolvia mulheres, homens, animais e crianças. Já que os soldados desobedeceram ao comando de Moisés, foi feito um acerto para que pelo menos as virgens fosse poupadas, já que pelo menos elas dificilmente haviam se contaminado com os pecados sexuais de seu próprio povo. Tudo isso parece muito severo nos dias de hoje, mas lembre-se que Deus ordenava a morte desses povos como condenação de atrocidades que eles já faziam há muito tempo (veja o caso dos amoreus em Gênesis 15:16 e que somente foram punidos em Números 21). O segundo texto apresenta uma regulação para o caso de um soldado desejar tomar uma mulher de um campo inimigo como esposa. Ele deve trazê-la para Israel, deixá-la passar pelo luto da família por um mês e depois poderá tomá-la como esposa. Não como escrava sexual: como uma esposa digna. Em um período que mulheres eram propriedades e as mulheres de um campo inimigo deveriam se estupradas, a regulamentação bíblica sobre o assunto foi um enorme avanço.

8 – Homem escravo + mulher escravo
Leia Êxodo 21:1-4 e vejo os senhores eram horríveis com os servos, arrumando esposas para eles...

Ufa, que texto longo. Por isso dividi-lo em duas partes. Tentei cobrir o assunto de forma mais abrangente, mas muito mais ainda podia ser dito. Após analisar todos os argumentos da Atea para dizer que a Bíblia nunca possuiu uma única definição sobre casamento, podemos facilmente concluir que na verdade a Atea simplesmente desconhece o texto bíblico, ou desconhece os princípios mais básico da lógica, ou simplesmente possui um grande ódio por Deus e tudo o que se refere a Ele. Claro que nenhuma dessas opções é autoexcludente e possivelmente a melhor resposta seja uma combinação das três.
O mais importante é perceber que mesmo nos casos apresentados pela Atea o casamento sempre se caracterizou pela união entre homem e mulher. Mas quando o ódio é a força motriz por trás de sua argumentação, mesmo a coisa mais óbvia fica difícil de ser vista.

É por isso que eu sempre digo: LEIA A SUA BÍBLIA! Se você tiver um mínimo de conhecimento geral das Escrituras, irá tirar de letra esse tipo de argumentação falaciosa.

domingo, agosto 05, 2012

Casamento bíblico: pode tudo? - Parte 1



A ATEA –Associação Brasileira de Ateus e Agnósticos é uma grande representante do movimento conhecido como Novos Ateus. E a grande novidade em relação a esses ateus não é uma nova argumentação, um raciocínio mais apurado sobre a religião ou sobre a existência de Deus. A grande novidade dos Novos Ateus é o ódio pela religião, por aqueles que são religiosos de alguma uma forma e especialmente um ódio mortal contra Deus, que apesar dele não existir, eles ainda assim o odeiam. Outra grande novidade é a forma de argumentação falaciosa (ad hominem, homem de palha e raciocínio circular são os favoritos) e quando se trata da Bíblia, esse aspecto se torna ainda mais forte.
No final de Julho um amigo do Facebook compartilhou a imagem acima, que mostra que a Bíblia possui várias definições de casamento. Assim, os cristãos que usam a Bíblia contra o casamento entre pessoas do mesmo sexo estão na verdade errados, já que a própria Bíblia possui várias definições de casamento. Esse argumento ganha ainda mais força com uma linguagem gráfica como na ilustração. Como ontem eu publiquei um texto sobre a reação à declaração do presidente da Chick-Fil-Asobre o casamento bíblico entre homem e mulher, achei que seria bom responder ao argumento acima.
Antes de abordarmos as particularidades apresentadas na imagem, eu gostaria de falar um pouco sobre o modus operandi das argumentações contra a Bíblia da ATEA e dos novos ateus por tabela. Em sua grande maioria, quando um novo ateu faz uma apresentação contra algum ponto bíblico, seja ele qual for, ele se utiliza de alguns passos. O primeiro é isolar o texto de seu contexto. Ele trata um versículo bíblico como se esse estivesse solto no espaço e então passam para o segundo passo, o apresentam, via de regra, de forma distorcida, o que é fácil fazer quando o texto está fora de seu contexto. O terceiro e mais contraditório passo é quando esse texto é do Velho Testamento e o julgam a partir de padrões cristãos que eles mesmos adotam, mas que jamais teriam coragem de afirmá-los como tal. Ou seja, eles julgam sociedades antigas como se essas fossem exatamente a mesma coisa do que a nossa sociedade atual. Isso é muito comum quando julgam as atrocidades do Velho Testamento, mas tem dificuldade de chamar de errado as atrocidades da nossa era, como o aborto. Apesar de acharem que a moralidade é algo relativo, eles se tornam absolutistas na hora de julgar sociedades bíblicas.
Quarto e último passo para uma completa argumentação neo-ateísta: achar que tudo o que é descrito na Bíblia é um mandamento de Deus. O neo-ateu interpreta toda a Bíblia como se tudo aquilo que está ali fosse como ordenança ou exemplo de comportamento para a humanidade. O que eles falham em entender é que existem várias literaturas dentro da Bíblia. Não apenas isso, mas a Bíblia apresenta o homem como ele realmente é, com todas as suas falhas e defeitos. Ela não esconde a pecaminosidade do homem, muito pelo contrário, ela o mostra em toda a sua atrocidade, fazendo uma comparação com o amor de Deus, que se torna imenso perto da nossa transgressão. Se você seguir esses quatro passos, terá o padrão perfeito para a argumentação falaciosa do novo ateu.
Isso dito, qual é a definição bíblica de casamento? Não vamos encontrar nas Escrituras uma frase que siga exatamente assim: a definição correta de casamento é a união entre um homem e uma mulher. Não vamos encontrar essa frase porque a Bíblia não é um dicionário, mas apesar de não encontrarmos essa frase colocada dessa exata maneira, vamos encontrar esse conceito por toda a Escritura. Começando por Genesis, podemos ver que Deus criou uma ajudadora para Adão (Gn 2:18-24) e tudo culmina no versículo 24 que diz: “Portanto deixará o homem o seu pai e a sua mãe, e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne”. Veja aqui um padrão que será seguido por toda a Bíblia: o casamento entre um homem e uma mulher. Deus não criou dois homens ou não criou duas mulheres (até porque se tivesse feito isso, não existiriam mais seres humanos), não criou um homem e várias mulheres ou uma mulher e vários homens. Desde o começo o padrão de Deus para o homem era um homem e uma mulher. Jesus afirma isso quando fala sobre divórcio:

Então chegaram ao pé dele os fariseus, tentando-o, e dizendo-lhe: É lícito ao homem repudiar sua mulher por qualquer motivo?
Ele, porém, respondendo, disse-lhes: Não tendes lido que aquele que os fez no princípio macho e fêmea os fez, e disse: Portanto, deixará o homem pai e mãe, e se unirá a sua mulher, e serão dois numa só carne?
Assim não são mais dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem.
Disseram-lhe eles: Então, por que mandou Moisés dar-lhe carta de divórcio, e repudiá-la?
Disse-lhes ele: Moisés, por causa da dureza dos vossos corações, vos permitiu repudiar vossas mulheres; mas ao princípio não foi assim.
Mateus 19:3-8

Três coisas interessantes a se notar no texto acima: que desde o princípio o padrão é macho e fêmea, um homem e uma mulher; e depois, que Deus algumas vezes permite (e não ordena) certos comportamentos humanos divergentes de seus mandamentos por causa da dureza do coração humano. Lembre-se disso: se Deus fosse lidar com a pecaminosidade humana da forma como deveria, nós já estaríamos extintos há séculos. É apenas pela graça de Deus que o homem ainda caminha na terra. Mas Deus não tem feito vista grossa para nada disso e apesar de ele ser paciente e tardio em se irar (Joel 2:13), ele fará cumprir a sua justiça, seja na pessoa de Cristo para aqueles que se arrependeram, seja na própria pessoa que se rebelou contra Ele. Nada será esquecido. E o terceiro ponto: Cristo fez essa afirmação em uma sociedade poligâmica. Apesar disso, Cristo não disse que desde o princípio Deus criou um homem para várias mulheres, mas sim um homem e uma mulher. Mesmo em uma sociedade polígama, a definição de casamento continuava a mesma.
O casamento para o cristão também possui um forte contexto teológico, já que Cristo é apresentado como o noivo e a igreja como a noiva (veja Efésios 5:27-32). Os líderes da igreja deveriam ser casados com apenas uma esposa (1 Timóteo 3:2, 12). Mesmo os reis do Velho Testamento eram instruídos a não possuírem múltiplas esposas (Dt 17:17). Davi e Salomão desobedeceram a Deus quando tiveram muitas esposas e esse pecado não veio sem a justa punição:

E tinha setecentas mulheres, princesas, e trezentas concubinas; e suas mulheres lhe perverteram o coração.
Porque sucedeu que, no tempo da velhice de Salomão, suas mulheres lhe perverteram o coração para seguir outros deuses; e o seu coração não era perfeito para com o SENHOR seu Deus, como o coração de Davi, seu pai,
1 Reis 11:3-4

Portanto, por toda a Bíblia, podemos ver que o conceito bíblico de casamento é entre um homem e uma mulher e isso é consistente entre o Velho e o Novo Testamento.
Um último ponto antes de analisarmos a imagem em si: muito do que é ensinado na Bíblia é uma regulação para o povo de Israel e não mandamentos para a Igreja. Deus fechou um acordo com o povo de Israel, uma constituição, uma legislação que deveria guiá-los, especialmente enquanto estes deveriam viver em terras estrangeiras, próxima de povos que muitas vezes eram muito mais depravados que os próprios Israelitas (sacrifício de bebês era comum nessas sociedades, assim como nos dias de hoje, só que antigamente eles esperavam o bebê sair da barriga para isso). Lembre-se que estamos falando de uma sociedade separada por mais de três mil anos até hoje, outros valores e uma sociedade que não havia sido influenciada pelos valores cristãos, como é o caso da nossa. Muito do que Deus regulou para Israel parece duro e rígido para nós que somos uma sociedade formada com uma base de princípios cristãos (amor, caridade, respeito ao próximo, igualdade, respeito), mas que quando comparado com as sociedades contemporâneas em sua volta, essa regulamentação se apresenta como um enorme avanço moral e humanístico.
Com tudo isso em mente, vamos analisar os oito tipos de casamentos que vemos na figura acima, mas apenas amanhã, pois o texto já está enorme para um blog.

quinta-feira, agosto 02, 2012

Jesus e seu plano para acabar com a pobreza



A pobreza e a existência dos pobres é o maior sinal de que o projeto original de Deus foi subvertido pela injustiça humana.
Pobreza é fruto da injustiça. É uma ameaça à vida.
A espiritualidade de Jesus, é a espiritualidade da vida com abundância para todos, é a espiritualidade que dá vida para que outros tenham vida.

Essa frase foi publicada ontem no Facebook por um deputado estadual que está em franca campanha para promover sua esposa como candidata a vereadora. Ele também é pastor evangélico de uma igreja com uma boa representatividade na cidade de São Paulo. Já que é ano de eleição, eu pretendo escrever alguma coisa sobre políticos pastores ou pastores políticos, ou algo assim. A questão de pastores se tornarem políticos se tornou tão corriqueira e natural que pouca reflexão se tem dado ao assunto. Mas esse assunto fica para outro dia. O que eu quero desafiar é a veracidade da aceitação acima. Será que a pobreza é o maior sinal que o projeto de Deus para a humanidade foi subvertida? O plano original de Deus para o homem era a riqueza? O subverter do plano de Deus foi a injustiça humana? A pobreza é fruto da injustiça?
Em ano de eleição, frases de efeito são importantes, até porque elas ofuscam a costumeira falta de plano dos candidatos. Isso acontece com todos os candidatos, sejam eles evangélicos ou não. Mas o quanto eles deveriam deixar que o marketing eleitoreiro influenciasse a sua teologia? O que deveria nos informar sobre os planos de Deus e o que aconteceu com ele? A política? A sociologia? Filosofia talvez? Ou devemos nos ater ao que a Bíblia diz sobre o assunto e nos informar através dela?
O raciocínio acima parte do princípio que a pobreza é o mal maior a ser erradicado. Ele parte do princípio que o plano original de Deus para o homem era a riqueza e que ninguém deveriam ser pobre. Que a causa da pobreza é a injustiça. Com Jesus é colocado na frase, a única conclusão lógica é que a principal obra de Jesus no mundo seria erradicar a pobreza. Admito que isso não é afirmado na frase acima, mas todo o resto o é. Ora, se o objetivo maior do plano de Deus é que o homem não seja pobre (seja rico, tenha em abundância) e se Jesus veio a Terra cumprir o plano de Deus, então, Jesus veio a Terra acabar com a pobreza. É a única conclusão lógica.
Infelizmente, ou melhor, felizmente, não é isso que a Bíblia ensina. Primeiro, a Bíblia em momento algum apresenta a pobreza como algo que deveria ser combatido completamente. O povo de Israel possuía legislação que impedia que as pessoas morressem de fome (Lv 19:9-10; Dt 24:20-21; Ex 23:10-11) e Deus realmente não desejava que houvesse pobreza em Israel (Dt 15:4), mas o próprio Senhor reconheceu que os pobres sempre estariam na terra (Dt 15:11). Quando chegamos ao Novo Testamento, não vemos nenhuma preocupação da igreja em erradicar a pobreza no mundo. O que vemos é a igreja cuidando dos seus membros, alimentação dos pobres (Atos 6:1), mas nada efetivo para que a pobreza fosse erradicada do império. Até porque o objetivo dos apóstolos não era a transformação social do Império, mas sim o reino vindouro de Deus. A mente deles estava no Novo Céu e Nova Terra (Ap 21:1) e sabiam que nessa nova ordem tudo seria diferente.
Também não podemos nos esquecer de que Jesus era pobre. Quando um mestre da lei disse pra Jesus que o seguiria para onde quer que fosse (Mt 8:19), a resposta de Jesus foi “"As raposas têm suas tocas e as aves do céu têm seus ninhos, mas o Filho do homem não tem onde repousar a cabeça". (v. 20). Se aquele que veio implantar o plano de Deus na terra era pobre, então, obviamente esse plano não era erradicar a pobreza (veja também 2 Co 8:9).
O plano de Deus para o homem é que vivêssemos para Ele e por Ele (Rm 11:36). O pecado do homem, através da desobediência de Adão trouxe a maldição sobre nós. Todas as outras coisas ruins são resultados dessa desobediência (Rm 5:12). Jesus Cristo veio para reparar isso. Ele veio para que nós, que nos tornamos inimigos de Deus, fossemos reconciliados com Deus (Rm 5:10). Jesus Cristo nos deus uma esperança celestial (Fp  3:20).
Em resumo, em nenhum dos 27 livros do Novo Testamento vamos encontrar qualquer referencia bíblica que indique que o plano de Deus para o homem seja a erradicação da pobreza.
Em última instância, achar que o evangelho é o mesmo que erradicar a pobreza não deixa de ser uma visão sociológica e mais requintada da boa e velha teologia da prosperidade. E o mais triste é que por muitas vezes eu já vi esse mesmo pastor/deputado falando de púlpito contra a teologia da prosperidade. Coerência não é exatamente o lado mais forte da política brasileira.

domingo, julho 22, 2012

O ambientalismo cristão e o Facebook



O Facebook continua provendo debates e postagens interessantes. Mais uma vez, estive em uma conversa no site de relacionamento que pode ser proveitosa para todos nós. Dessa vez, tive uma participação modesta e coadjuvante, mas os ensinos, especialmente dos meus irmãos que se envolveram mais são muito instrutivos.
O foco do debate é o ambientalismo, especialmente em sua forma mais severa, que acredita que o objetivo do homem na Terra é preservar o meio ambiente. O homem serve ao meio ambiente e não o contrário. E como pode ser visto a baixo, essa visão de mundo tem influenciado até os membros da igreja.
Eu quero reforçar que não possuo nada contra a preservação do meio ambiente, muito pelo contrário. Como produtor rural, eu sei o quanto é importante a preservação e administração cuidadosa daquilo que o Senhor nos deu. Mas uma coisa é administrarmos o meio ambiente, outra coisa é sermos servos dele.
A conversa começou assim: uma amiga (aqui chamada de Amiga Cristã) postou seu pensamento sobre essa questão do meio ambiente. O que se segue são as respostas a esse comentário:
(os novos foram substituídos por questão de privacidade. Apenas o meu e da Vivian fora mantidos).


Amiga Cristã É engraçado como ultimamente as pessoas tem dado tanta importância para o meio ambiente e não dão a mínima para Aquele que tudo fez. É a criatura sendo adorada no lugar do Criador.

Vivian Borges É como o Maurilo sempre me diz: "é a nova religião, salvar o planeta!". Isso é uma pena :(

Ambientalista Cristã Eu me localizo entre os que vc critica, mas como sei que você é uma pessoa boa, acredito sinceramente que vc não está do mesmo lado apenas por ainda não ter entendido que nenhuma religião pode ser sincera se desprezarmos e descuidarmos, por orgulho e vaidade humana (nos considerando melhores ) daquilo e daqueles que Deus, criador de TUDO, fez, e consequentemente, do lugar onde nos permitiu morar. É responsabilidade nossa cuidarmos desse planeta com toda inteligencia, capacidade e ardor que pudermos.

Amigo Cristão 1 Ambientalista, boa noite.
Creio que você não entendeu o manifesto. 
Em nenhum momento a minha esposa falou de religião e sim do culto a natureza e desprezo ao Deus vivo, Arquiteto do Universo e Criador Soberano.


Além disso, nos equiparar aos animais é errado, pois fomos criados imagem e semelhança de Deus (Gn. 1 v. 27) e tudo que há na Terra foi presente dele para nós.
Portanto toda a natureza está sujeita às nossas necessidades e serve para o nosso uso. (Gn. 1 v. 28-30)
No entanto, como cristãos devemos usar esses recursos com sabedoria e gratidão. Afinal, que filho que ama o Pai deixa de cuidar com todo zelo dos presentes que ele lhe da?
Assim é o cristão bíblico, é grato e agradece ao Criador pelo alimento que Ele concede diariamente, seja carne vermelha ou branca, bem passada ou mal passada. ;)


Agora crueldade com animais, descaso e uso inadequado dos recursos naturais é coisa de gente burra e má.


Um abraço.

Ambientalista Cristã E disse Deus: Eis que vos tenho dado TODA A ERVA que dê semente, que está sobre a face de toda a terra; e toda a árvore, em que há fruto que dê semente, ser-vos-á para mantimento.
E A todo o animal da terra, e A toda a ave dos céus, e A todo o réptil da terra, em que há alma vivente, toda a erva verde será para mantimento; e assim foi.
Gênesis 1:29-30
Ambientalista Cristã Respeito sua opçao, mas não coloque palavras na Bílblia pata justificar o consumo da carne. Verifique traduçoes corretas e não deturpadas, veja que moisés colocou que A todo animal... (texto se perdeu na hora de salvar)
Ambientalista Cristã de qualquer forma, quem respeita, defende e arregaça as mangas pela natureza (ou cultua, palavras suas...) ama sim, e muito, a Deus e ao seu semelhante, pois cada passo conquistado a favor do meio-ambiente reverterá em benefícios a toda humanidade. Fiquem com Deus

Amigo cristão 1 Ambientalista, os versículos que citei foram para provar o domínio e superioridade do homem sobre os animais, pois você havia dito que éramos seres iguais a eles. E essa sua afirmação não é bíblica. Em qualquer tradução séria, isso fica evidente, inclusive na João Ferreira de Almeida que você usou para postar o versículo. 


O exemplo sobre a carne eu dei pois é a reclamação mais frequente de quem acusa o homem de destruir o planeta. 
Mas posso sim usar a Bíblia pra defender meu consumo de carne. Por favor, não diga que estou pondo palavras nas Escrituras, eu apenas as leio e o que está lá não posso mudar. 
Essa foi uma acusação muito séria. Melhor se dedicar um pouco mais à hermenêutica pra não ofender ninguém. ;)


Segue alguns textos bíblicos onde há a ocorrência de consumo de carne até mesmo por Jesus.


(Gn. 9 v. 2-3) - Deus autoriza o homem a comer carne.
(Lc. 24 v. 42-43) - Jesus comeu peixe.
(Mt. 14 v. 17-21) - Jesus multiplica os peixes e alimenta uma multidão.
(At. 10 v. 10-15) - Pedro recebe autorização para comer toda sorte de animais e não considerar imundo o que Deus purificou.


Olha, realmente não ligo pra quem come carne ou alface. Tanto faz, cada um come o que quer, não tem problema. 
É até errado eu impor algum tipo de comportamento alimentar à alguém. (Rm. 14 v. 2-3)


E quanto a essa luta contra a degradação da natureza, relaxa um pouco. =)
Temos sim que cuidar do que Deus nos deu, mas em Gênesis mesmo Ele disse "Enquanto durar a terra, plantio e colheita, frio e calor, verão e inverno, dia e noite jamais cessarão" (Gn. 8 v. 22)… Então pode crer que até o fim teremos alface e carne pra fazer x-salada. hehehe


Fica com Deus você também.

Amigo Cristão 1 E pra finalizar, tudo que a minha eposa queria dizer é que ela fica indignada com quem atribui à "mãe natureza" tudo que o nosso Deus Majestoso criou. As pessoas simplesmente ignoram a existência de Deus e isso é triste.

Ambientalista Cristã Um grande abraço a vcs.. E Amigo Cristão amado... precisamos de mais prática cristã e menos teoria! E um grande abraço à Amiga Cristã... vc é muito especial, menina! Não fique estragando o seu humor por existirem pessoas que expressam diferente o seu amor a nosso Pai. Simplesmente, AME. Seja luz, seja esse referencial (que eu tenho certeza que vc é, como sempre foi) Assim as pessoas verão Deus em sua vida, e não nessas criticas/desabafos que não levam ninguém a olharem mais a Deus. Abraços, com carinho.

Ambientalista Cristã ah... só pra não deixar passar em branco, não pra polemizar.... rs Quanto a a relaxar na minha dedicaçao à natureza, só por causa de um versiculo dizendo que plantio e colheita não cessará... é conhecer pouco a causa que abraço. Existem "profetas-cientistas", milhares de anos após ter sido feita essa citação, portanto muito mais atualizados, que apontam para a necessidade de cuidarmos melhor, com mais responsabilidade dessa nossa amada Terra. Se não a tivessemos agredido tanto, com certeza hoje o alface que chega às nossas mesas já não estaria tão carregado de venenos... não é mesmo? rsrs :)

Amigo Cristão 2 é Amiga Cristã e Amigo Cristão 1 meus amados, apoio tudo o que disseram, Amigo Cristão 1 sua hermenêutica das escrituras está perfeita! a vida Cristã deve ser mesclada de equilíbrio em tudo, a natureza é criação e deve ser cuidada, mas em primeiro lugar vem o Senhor Deus, infelizmente há pessoas que usam a bíblia para defender modismos... veja mais essa Pastor... a gente morre e não vê tudo...

Amigo Cristão 1 Fique tranquila, você não tirou nosso sono, a minha esposa estava dormindo e eu trabalhando. E também não me ofendeu, veja que deixei até um smile no final da frase. Eu estava só tentando achar um jeito de não ser grosseiro e falar que você precisava estudar mais o texto bíblico. Mas pelas suas outras afirmações vi que você não zela tanto pelas escrituras, pois dizer que não posso fundamentar meu argumento cristão "só por causa de um versículo" e que existem "profetas-cientistas" com verdades mais atualizadas do que as de Deus, mostra despreparo ou descaso. Rogo para que seja a primeira opção. 


E discordo quanto a precisarmos de mais pratica Cristã e menos teoria. 
O crente deve amar a Escritura, viver a Escritura, Sola Scriptura.
A teoria e prática vem do estudo da Bíblia, se você estiver despreparado, vai cair... ou sair por aí falando abobrinha.
Enfim, obrigado pelo carinho pela minha eposa, ela é sim muito especial.

Amigo Cristão 1 Triste isso, Amigo Cristão 2. Eu acho que quem acredita na "Mãe Natureza" também acredita na "Mãe Diná". hehehehe

Maurilo Borges Junior Amigo Cristão 1, infelizmente o ambientalismo, a religião do momento, acaba as vezes se espalhando e alterando a nossa perspectiva de cristianismo. Muito do que os painéis ambientalistas afirmam depende que o evolucionismo seja verdadeiro ou pelo menos que a Terra possua 4,5 bilhões de anos. Além do mais, o foco sempre se altera. Eu me lembro que na Eco 92 só se falava em buraco na camada de ozônio, que ela jamais seria fechado, que todos morreríamos queimados. Hoje já sabemos que o buraco é um fenomeno combinado de gases CFC e a temperatura na Antártica. E também sabemos que deve estar totalmente fechada em 2065. E ninguém mais fala no buraco.
Hoje o foco é na produção rural. O que muita gente ignora é que o grande poluidor do planeta não é o mundo agro, mas sim as cidades. O produtor rural nos dias de hoje sabe que ele depende dos recursos da natureza para produzir e é um grande preservador. Por isso temos 63% do nosso território preservado. A verdade mais incoveniente que existe é essa: o ambientalismo é uma religião que substitiu a adoração ao Deus verdadeiro pela adoração às obras de Suas mãos. E as vezes combate aqueles que estão na verdade preservando o meio ambiente.

Amiga Cristã Ambientalista, lamento por você ter interpretado mal o meu comentário. Eu não me referia aos crentes, e sim às pessoas que “dão a vida”pela natureza e fazem dela um deus, se esquecendo do único Deus.
Mas, já que você expôs o seu pensamento devo discordar e lembrá-la que a causa do crente deve ser a expansão do Reino de Deus (Marcos 16:15). 
Não vou entrar em maiores detalhes pois tudo o que penso, o meu marido já expôs. Um abraço

Ambientalista Cristã Não Amiga Cristã, eu interpretei muito bem seu comentário, acreditava apenas que expondo meu ponto de vista faria vc repensar na forma de julgar aos outros sem conhecimento de causa, e pensar antes de colocar uma critica no facebook a um grupo de pessoas. Já falei isso anteriormente. Mas, tendo em vista o rumo que tomou, eu tomo a liberdade de deletar os comentários e exclui-la dos amigos, apenas porque meu objetivo não é piorar a situação. Fico triste quando vejo pessoas bem intencionadas, com grandes potenciais, errando por pensamento obtuso. Mas acredito no futuro..."amar é dar a cada um o tempo para amadurecer". Vou dar apenas o tempo de vc ler esse comentário... sinto muito por isso.

E assim praticamente termina a conversa. Um ou outro comentário foi adicionado, mas nada realmente relevante foi trazido para a conversa. A Ambientalista Cristã realmente deletou seus comentário e tirou a Amiga Cristã de seus amigos no Facebook.
Mais uma vez, não temos nada contra a preservação do meio ambiente, muito pelo contrário, mas somo contra a adoração da criação ao invés do Criador. Mesmo que os motivos sejam nobres (infelizmente muitas vezes não são, vide Al Gore) nada na criação se compara à glória do Criador.
Não deixe que o politicamente correto seja a lente pela qual você entende o Cristianismo. Cristo é o fundamento da nossa fé. E por Ele e para Ele vivemos.

quinta-feira, maio 24, 2012

Poderei ser feliz no céu enquanto as pessoas sofrem no inferno?


Nós temos um amigo no Facebook que se diz cristão, mas gosta muito de postar imagens da ATEA- Associação Brasileira de Ateus e Agnósticos. E não apenas postar essas imagens, mas também defendê-las, mesmo quando sua mensagem não faz sentido. Algumas vezes debatemos com ele pelo próprio Facebook e outras simplesmente deixamos passar. Mas sempre existe uma boa oportunidade para se aprender alguma coisa, já que os desafios lançados pelas imagens possuem questões que muitas pessoas realmente levantam, mesmo que muitas delas se fundamentem fortemente na retórica e na descaracterização do cristianismo e da Bíblia. A última imagem publicada é a que segue abaixo.

  
Essa imagem apresenta um desafio à idéia da coexistência de céu e inferno, por um simples motivo: se o céu é bom e o inferno ruim, como aqueles no céu poderão se alegrar sabendo que milhões (eu diria bilhões) de almas estarão sofrendo no inferno? Assim sendo, céu e inferno não existem. Colocado em forma de silogismo, temos:
  • O céu é um lugar de felicidade e bom.
  • O inferno é um lugar de sofrimento e ruim.
  • As pessoas no céu estão conscientes do sofrimento no inferno.
  • Portanto, o céu não existe.

Perceba que a conclusão não se segue as premissas. Não se pode concluir que o céu não existe simplesmente porque aqueles que ali estão possuem conhecimento sobre o que está acontecendo no inferno. Mas é essa a conclusão que a imagem nos traz. Na verdade, ela já conclui tal coisa mesmo antes de apresentar seus argumentos quando diz “Como poderiam céu e inferno coexistir?”
Mesmo que ignoremos essa falha lógica no raciocínio do texto, ainda sim temos que lidar com a questão: como as pessoas no céu poderão realmente se considerar felizes sabendo que outras pessoas estão sofrendo no inferno? Melhor ainda, vamos tornar a coisa pessoal: como uma mãe poderá ser feliz no céu sabendo que seu filho estará sofrendo eternamente no inferno?
Esse questionamento é facilmente respondido quando entendemos melhor o porquê as pessoas vão parar no inferno. As pessoas vão para o inferno pela suas próprias ações. Ninguém vai para o inferno sem merecer. Ninguém. Diferente do que o texto deixa a entender nenhum inocente jamais irá para o inferno. Todos que vão para lá vão pelos seus próprios pés. Todos nós pecamos (Rom 3:23). Todos nós transgredimos as ordenanças de Deus. A Bíblia diz que não existe nenhum justo, nenhum sequer (Rom 3:10). Se não fosse a ação graciosa de Deus em nos salvar, todos nós terminaríamos no inferno. Se você acha que não estou exagerando, leia o artigo A pergunta do milhão de Dólares e veja como você se sai.
Uma vez definido que todos que vão para o inferno o vão porque merecem, como poderemos ser felizes no céu sabendo que bilhões de pessoas vão passar a eternidade sofrendo a justa punição pelo seu pecado? Por um simples motivo: Deus. No céu, teremos um grande vislumbre da santidade de Deus e perceberemos melhor o quanto o pecado é horrendo. Nosso amor pelo pecado deixará de existir, já que não teremos mais a influência da carne e, livres do pecado, teremos a medida da transgressão do homem e do amor de Deus. Perceberemos o quanto Deus nos amou ao nos salvar mesmo nós sendo transgressores, mesmo merecendo o inferno, assim como aquelas pobres almas que pagam sua sentença.
Tudo parece meio místico, mas é possível observarmos um paralelo em nossa própria sociedade. Vou colocar a frase da seguinte maneira: “como podemos ser felizes no mundo de hoje sabendo que milhões de pessoas estão sofrendo nos presídios?” “Peraí”, você diz, “as pessoas que estão nas prisões são criminosos que estão pagando pelos seus crimes”. Exatamente. Assim também é com aqueles que irão para o inferno. Eles pagam por suas próprias escolhas.
Conforme tivermos a medida da santidade de Deus e da pecaminosidade do homem, poderemos entender melhor como seremos felizes no céu, enquanto bilhões pagam pelos seus crimes contra o Deus eterno.
Se as pessoas se preocupassem menos em como poderiam ser felizes no céu e mais em como poderiam escapar da ira vindoura, elas perceberiam como esse tipo de desafio simplesmente não faz sentido.
Vamos ver qual é a próxima que nosso amigo “cristão” que é fã da ATEA irá publicar no Facebook. Se for algo interessante, tenha certeza que vamos trazer pra cá.

segunda-feira, abril 09, 2012

A falácia do homem de palha



Quando visões diferentes de mundo se encontram em um debate, muita coisa acontece. Na tentativa de mostrar que “o meu lado está certo e o seu está errado” os debatedores se utilizam das mais variadas ferramentas. Algumas são válidas. Outras não. A estas últimas, chamamos de falácias.
Um amigo no Facebook postou a imagem acima e eu achei interessante colocar aqui como blog como um claro exemplo da falácia conhecida como “homem de palha” ou também chamada de “espantalho”. Essa falácia é definida da seguinte forma pela Wikipédia (e se está na Wikipédia, só pode ser verdade...) “a falácia do homem de palha (também falácia do espantalho) é um argumento informal baseado na representação enganosa das posições defendidas por um oponente.” Ou seja, é uma tática muito comum de se apresentar uma versão distorcida (e via de regra mais facilmente ridicularizável) da posição de um oponente. Na maioria das vezes, a distorção é tão grande que em nada se assemelha ao que o oponente acredita. E ataca-se e defende-se uma posição alheia à realidade. A imagem acima é um exemplo clássico de homem de palha em relação ao cristianismo (ou cristandade no caso).
Por quê alguém se utiliza desse subterfúgio? Simples, é mais fácil você atacar uma visão falsa do que a verdadeira. É mais fácil você ir atrás daquilo que você acha que é, não gastando um tempo estudando a crença do outro, do que se empenhar em ser generoso e aprender realmente aquilo que a pessoa acredita. Quando você faz isso, gasta esse tempo de estudo, passa a entender melhor a posição do outro e tende a usar menos o homem de palha. Mas às vezes também é um problema de caráter e contra isso pouco pode ser feito.
Vamos ver quais foram as distorções apresentadas pelo texto acima?
  • Zumbi cósmico: um zumbi seria um ser morto que é reanimado, em estado de putrefação e que volta à vida, mas de forma catatônica. Ele não é inteiramente vivo, nem inteiramente morto. Em nada essa figura se assemelha ao Cristo ressurreto. Crito voltou à vida, em um novo corpo ressuscitado e glorificado, em suas completas faculdades mentais e foi visto por mais de 500 pessoas. Nenhum relato bíblico mostra Cristo saindo da tumba pronto para participar Thriller, de Michael Jackson.
  • Que foi seu próprio pai: aqui é um entendimento errado sobre a doutrina da Trindade. Jesus nunca foi o Pai, que nunca foi o Espírito Santo, que nunca foi o Filho. São três pessoas diferentes, mas uma única divindade. O Pai, o Filho e o Espírito Santo referem-se à personalidade. Deus, refere-se à essência do que são. Apenas uma divindade. Não é fácil, eu sei disso. Temos alguns textos sobre Trindade, é só jogar na busca ao lado. Mas o cristianismo não ensina que o Pai e o Filho são a mesma pessoa. Essa é uma heresia antiga, repudiada no Concílio de Niceia, conhecida como Sabelianismo ou Modalismo.
  • Telepaticamente o aceite como seu mestre: a Bíblia nunca disse nada sobre aceitar Jesus como seu mestre, seja telepaticamente ou não. Eu não entendi bem o que o telepaticamente quer dizer aqui. Telepatia, resumidamente, é a capacidade de ler a mente dos outros e aceitar a Jesus como seu mestre é uma questão de vontade. Eu não preciso ler a mente de outra pessoa para fazer isso. Só preciso consentir voluntariamente à isso. Enfim, mas mesmo isso não é ensinado nas Escrituras. A Bíblia diz que para alguém ser salvo, ela deve se arrepender de seus pecados e colocar sua fé em Jesus Cristo como seu Salvador. O telepaticamente deve ter aqui um apelo retórico.
  • Retirará uma força do mal da sua alma: o texto deve estar se referindo ao novo nascimento do cristão, mas a Bíblia não faz menção à retirar algo maléfico da alma. O que a Bíblia diz é que o cristão se torna uma nova criatura em Cristo. Você morre para o pecado e renasce para Deus. Mas infelizmente a pecaminosidade, que é nossa companheira desde o nosso nascimento, continua em nós. Quem me dera ela fosse totalmente retirada. Ela somente será lançada para longe de nós quando recebermos o corpo glorificado, na ressurreição. O que acontece com o cristão no novo nascimento é a capacitação, pelo Espírito Santo, de lutar contra nossa carne. Não somos mais escravos do pecado, mas ainda somos seduzidos por ele.
  • Mulher nascida de uma costela: a mulher não nasceu de uma costela. A costela não estava grávida e depois de nove meses deu à luz uma mulher. A mulher foi moldada, formada da costela de Adão. Mesmo tomando-se o texto de forma literal, não vejo qual seria o problema com isso. O Criador de todo o universo não teria o poder de forma a partir de um material genético já pronto um novo ser da mesma espécie? O que é mais fácil acreditar? A origem da mulher pela costela de Adão ou a origem da vida a partir daquilo que não possui vida? A abiogênese já foi refutada por Pasteur em 1862.
  • Comer o fruto de uma árvore mágica: a árvore não era mágica. O texto não diz isso, não informa tal coisa. Vamos ler o que Deus disse: “Ordenou o Senhor Deus ao homem, dizendo: De toda árvore do jardim podes comer livremente, mas da árvore do conhecimento do bem e do mal, dessa não comerás; porque no dia em que dela comeres, certamente morrerás.” Gen. 2:16-17. Veja que a palavra mágica não existe no texto. O pecado de Adão e Eva (os dois, diferentemente do que fala a imagem) foi desobedecer a Deus. Ele deu uma ordem bem clara. Comam do que quiser, menos da árvore que está no meio do Jardim. No dia que comeram, eles morreram espiritualmente, porque pecaram contra Deus, desobedecendo-O. Ao menos, eu fiquei feliz que a imagem não falou que foi uma maça...


Pronto. Essas foram as distorções apresentadas no texto. Veja que eu gastei mais tempo mostrando que essa não é a nossa crença. Quando isso é feito, o ataque perde o sentido e mostra como o nosso oponente no mínimo não conhece direito aquilo que ele mesmo ataca. No mínimo.
O homem de palha é um recurso desonesto, que fala mais sobre a idoneidade de seu articulador do que do objeto que ele ataca. Precisamos ficar atentos para o seu uso. Não apenas contra nós, mas em nossos discursos. É muito fácil fazer isso. É o caminho mais rápido e retórico de deixar o oponente de “calças curtas”. Mas não precisamos nos utilizar desse recurso. Se conhecemos a verdade, devemos apresentá-la como ela é, como bons embaixadores de Cristo, lembrando-se do que Pedro nos diz:
“antes santificai em vossos corações a Cristo como Senhor; e estai sempre preparados para responder com mansidão e temor a todo aquele que vos pedir a razão da esperança que há em vós”. 1 Pedro 3:15.

quinta-feira, dezembro 15, 2011

Um pequeno debate no Facebook sobre palmadas (ou algo assim)



Eu ia postar um outro texto sobre os cananeus hoje, que já está quase todo traduzido, mas uma postagem do Facebook de um amigo me chamou a atenção e a minha resposta a essa postagem me levou em um leve debate pelo Facebook sobre o projeto de lei 7672/2010, a famosa lei anti-palmada. Na verdade, o assunto foi bem mais amplo e a postagem inicial em si não se referia ao projeto diretamente, mas acredito que a motivação da postagem foi, pelo menos indiretamente, da primeira aprovação do projeto de lei. Achei a discussão interessante e resolvi postar aqui.
Como esse meu amigo é uma figura pública, resolvi preservar o seu nome e também de outros postaram. Mantive apenas o meu nome e também não fiz nenhuma correção na ortografia do texto, já que eu mesmo respondi parte dele do meu celular e não quero mexer no que outros escreveram para ser justo com todos.

Amigo do Facebook Todos nós sabemos que a criança precisa de limites. Isso exige de nós paciência, tolerância e firmeza sempre, e em doses incertas.
Relações de amor exigem de nós paciência, tolerância e firmeza sempre, e em doses incertas. Amar é impor e aceitar limites todos os dias.
A ideia não é remover os limites e a disciplina da educação e da criação dos filhos. Mas utilizar formas de disciplina sem o uso da violência. #NãoBataEduque 
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quarta-feira, fevereiro 23, 2011

10 razões pelas quais a história vai esquecer você:


1 – Os livros de história não tem verbetes para “grandes espectadores de televisão” ou “pessoas que jogaram videogame o dia inteiro”.

2 – Os anais da história não vão comemorar comentários sarcásticos no YouTube ou hashtags espertos no Twitter.

3 – História não é escrita por aqueles que passam o dia inteiro sentados no Starbucks.

4 – Pelo que se vê, pessoas que dirigem e mandam mensagem de texto ao mesmo tempo acabam não mudando o mundo.

5 – Suas chances de se tornar Presidente foram para o espaço no instante que você postou aquelas fotos no Facebook.

6 – A história vai se lembrar da Apple e do Google, mas não irá se lembrar das suas contribuições para a chamas da batalha Apple versus Google.

7 – O Windows 7 não foi sua idéia e nem o Windows 7 entrará para a história.

8 – As únicas pessoas que as suas colheitas do Farmville estão alimentando são as pessoas da Zynga.

9 – As pessoas amadas que você ignora constantemente enquanto checa suas tralhas eletrônicas nunca irão citar você como inspiração pelas suas conquistas históricas.

10 – Você se tornou tão fatigado pela superficialidade das redes sociais e da sociedade tenológica que você foi morar na floresta e viveu o resto dos seus dias em total e feliz obscuridade.

quinta-feira, dezembro 16, 2010

Natividade Digital

Se Jesus estivesse nascendo nos dias de hoje, a comunicação muito provavelmente seria assim.

Muito engraçado o vídeo.

Nas escrituras, tirar os sapatos tem um significado muito especial. Quando Moisés teve seu primeiro confronto com Deus, Ele disse para que ele tirasse seus sapatos porque ele estava em terra santa. Jesus caminhou descalço para o Calvário. Na cultura daquele tempo, estar descalço era o sinal que você era um escravo. Um escravo não tinha direitos. Jesus nos deu o exemplo supremo de renunciar tudo por um grande objetivo.
Loren Cunningham Making Jesus Lord / Marc 8:34,35

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