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terça-feira, dezembro 13, 2011

Sete Coisas que Você Não Pode Fazer se for um Relativista Moral




Então você decidiu se tornar um relativista moral. Bom pra você! O que poderia ser melhor do que fazer aquilo que acharmos melhor? O que seria pior do que deixar alguém nos dizer o que e o que não devemos fazer? Mais ainda, é uma das visões de mundo mais fáceis de se adotar: deixe todo mundo em paz e exija que outros façam o mesmo com você e você jamais terá que se preocupar novamente se os seus atos são corretos ou errados. Na verdade, só existem sete coisas que você não pode fazer como um relativista moral. Simplesmente siga as regras abaixo e você estará livre dos absolutos para sempre!

Regra #1: Relativistas Não Podem Acusar os Outros por Ações Erradas
O relativismo torna impossível criticar o comportamento de outros, porque o relativismo no final das contas nega que exista algo como uma infração, uma ação errada. Em outras palavras, se você acredita que a moralidade é uma questão de definição pessoal, então você jamais poderá julgar as ações de outras pessoas. Relativistas não podem nem se opor moralmente ao racismo. Não obstante, que sentido podemos dar para o julgamento “apartheid é errado” quando dito por alguém que não acredita em certo ou errado? Qual justifica existe ali para a se intrometer? Certamente não os direitos humanos, porque não existe tal coisa como o direito. Relativismo é a definitiva posição pró-escolha porque ela aceita toda escolha pessoal – mesmo que a escolha seja ser racista.

Regra #2: Relativistas Não Podem Reclamar do Problema do Mal
A realidade do problema do mal no mundo é um dos primeiros levantados contra a existência de Deus. O argumento diz que se Deus fosse absolutamente poderoso e bom, então ele iria acabar com o mal. Mas já que o mal existe, um dos três argumentos seguintes deve ser verdade: Deus é muito fraco para se opor ao mal, Deus é muito sinistro para lidar de vez com o mal ou Deus simplesmente não existe. É claro que, ao adotar qualquer um desses argumentos, você está afirmando que acredita no mal, coisa que os relativistas não podem fazer. Na verdade, nada pode ser chamado de mal – nem mesmo o holocausto – porque fazer isso seria afirmar alguem tipo de padrão moral.

Regra #3: Relativistas Não Podem Culpar ou Receber Elogios
O conceito de elogio e culpa é completamente sem sentido dentro do relativismo porque não existe nenhum padrão moral pelo qual julgar se algo deve ser aplaudido ou condenado. Sem absolutos, nada é realmente mal, deplorável, trágico, ou digno de culpa. Nem é também realmente bom, honrável, nobre ou digno de elogios. Fica tudo perdido em uma zona penumbra do nada moral. Aqueles que se dizem relativistas são praticamente sempre inconsistentes aqui (eles tentam evitar a culpa mas estão sempre prontos para aceitar elogios), então seja cuidadoso!

Regra #4: Relativistas Não Podem Dizer que Alguma Coisa é Desonesta ou Injusta
Sob o relativismo, justiça e eqüidade são dois conceitos que não fazem absolutamente nenhum sentido. Primeiro, as palavras em si não possuem sentido; ambas sugerem que as pessoas merecem igual tratamento baseado em um padrão externo daquilo que é certo e, como já disse várias vezes, relativistas não podem acreditar em certo ou errado. Segundo, não existe tal coisa como culpa. Justiça implica punir aqueles que são culpados e culpa depende de responsabilidade, que, como eu já mostrei, não existe.

Regra #5: Relativistas Não Podem Melhorar sua Moralidade
Com o relativismo, a melhora moral é impossível. Claro, relativistas podem mudar sua ética pessoal, mas eles nunca podem se tornar pessoas morais. A reforma moral implica algum tipo de regra objetiva de conduta como um padrão de partida. Mas essa regra é exatamente o que os relativistas negam. Se não existe caminho melhor, não pode haver melhora. Não só isso, mas não existe motivação para a melhora. O relativismo destrói o impulso moral que faz as pessoas se erguerem porque não existe essa medida pela qual se levantar. Por que mudar seu ponto de vista se o atual serve os seus próprios interesses e te parece bom no momento?

Regra #6: Relativistas Não Podem Sustentar uma Discussão Moral Significativa
O relativismo torna impossível discutir moralidade. Do que vão falar? Uma discussão ética envolve comparar os méritos de uma visão com outra para se encontrar qual é a melhor. Mas se a moral é inteiramente relativa e todas as visões são igualmente válidas, então nenhuma forma de pensar é melhor que a outra. Nenhuma posição moral pode ser julgada como adequada ou deficiente, irracional, inaceitável, ou mesmo selvagem. De fato, se as disputas éticas só fazem sentido quando a moral é objetiva, então o relativismo só pode ser vivido consistentemente no silêncio. Você não pode nem dizer: “é errado você impor sua moralidade sobre outros”.

Regra #7: Relativistas Não Podem Promover a Obrigação da Tolerância
Finalmente, não existe tolerância no relativismo, porque a obrigação moral de ser tolerante viola as suas próprias regras. O princípio da tolerância é muitas vezes considerado uma das virtudes chaves do relativismo. A moral é individual, portanto devemos tolerar o ponto de vista de outros não julgando suas atitudes e comportamentos. Mas é óbvio que esse princípio falha pela contradição. Se não existem regras morais, não pode existir uma regra que requer tolerância como um princípio moral. De fato, se não existem absolutos morais, por que ser tolerante no final das contas? Por que não forçar a sua moralidade sobre outras pessoas se isso for para seu próprio interesse e a sua ética pessoal permitir tal coisa? Só tenha certeza que não esteja alardeando isso enquanto o estiver fazendo.

sábado, junho 11, 2011

Perguntas filosóficas 25


Perguntas para refletir. Uma por dia.

É objetivamente errado torturar bêbes só por diversão?

Por Critical Thinking

sexta-feira, fevereiro 18, 2011

Quem leva o cristianismo a sério?



O mundo não leva a nossa fé a sério. Muitos de nós somos ridicularizados porque acreditamos no cristianismo. Isso fica claro até nos comentários que vemos em nosso blog. A sociedade como um todo não olha para a fé cristã e a vê como algo sério, como aquilo que ela realmente é: uma fé evidencialista e histórica. Mas por que? Falta algo em nossa fé? Faltam evidências para que possamos mostrar para o mundo, na verdade, apresentar para o mundo a fé cristã como uma visão de mundo válida e competitiva no mercado de idéias? Como uma visão de mundo válida e positiva que pode orientar a sociedade como um todo para o bem geral? Nada falta em relação à fé em si. O que falta, na verdade, está fora dela. Está em nós.
O mundo não leva a nossa fé a sério. Mas o grande problema, é que a grande maioria de nós também não leva nossa própria fé a sério. Nós somos os primeiros a apresentar para o mundo uma fé irrelevante e que deve ser somente considerada como uma curiosidade sociológica, uma crença esdrúxula de algumas pessoas estranhas, que devem ficar à margem das tomadas de decisões na sociedade. Nós somos os principais culpados de como o mundo nos vê. E eu quero apresentar três atitudes da maioria dos cristãos que fundamentam minhas reclamações (achou que eu ia ficar reclamando seu apresentar fundamentos, não é...).

1 – Abandono da teologia em favor dos sentimentos.
Não temos mais a preocupação com aquilo que acreditamos. O mais importante é como nos sentimos. Se estamos nos sentido bem, só pode ser verdade. Se não estamos, então é falso. A verdade é validada pelos nossos sentimentos. Mas os sentimentos podem ser manipulados e assim toda sorte de ensinos ruins (mas que me fazem sentir bem) invade a igreja. Como o mais importante é eu me sentir bem, em abandono a busca pela verdade. O cristianismo é verdadeiro? Tanto faz. Eu sinto que sim e está bom. Jesus ressuscitou? Pouco importa. Ele ressuscitou em meu coração. Só que quando a situação muda, quando algum desastre acontece, quando meus sentimentos me traem, eu não tenho gravado em meu coração os ensinos das Escrituras, que em momentos difíceis vão informar meus sentimentos e meu intelecto. Teologia importa. Tanto para nos proteger externamente (contra falsos ensinos) quanto internamente (contra nossas dúvidas).

2 – Foco em nós ao invés do foco em Deus.
Quando muitos de nós vamos para a igreja, ou nos reunimos publicamente, o que geralmente pensamos é: como eu posso me beneficiar dessa situação? Como isso pode ser bom pra mim? Muitas vezes não nos expressamos nesses termos, mas na prática é assim que a coisa funciona. Isso se reflete na nossa escolha de qual igreja freqüentar, muitas vezes baseado muito mais em nosso gosto pessoal do que em padrões bíblicos de escolha (ensino da palavra, ortodoxia, etc). Além disso, nós nos relacionamos com Deus como se o principal objetivo dessa relação fosse a nossa felicidade, ao invés da glória de Deus. Existe a busca pela vontade de Deus, como se fosse algo escondido. Aquele que encontrar a vontade escondida de Deus, terá felicidade nesse mundo. Aquele que não a encontrar, terá sua passagem por essa terra como por um vale de lágrimas. Enquanto isso, ignoramos e somos incapazes de cumprir a vontade de Deus revelada nas Escrituras. Queremos descobrir a vontade secreta de Deus, enquanto ignoramos a vontade revelada de Deus.

3 – A enorme lacuna entre o que acreditamos e como agimos.
Em uma única palavra: hipocrisia. Infelizmente, agimos como hipócritas quando a oportunidade bate a nossa porta. O cristão deve agir com o mais alto padrão moral. Nós somos filhos de um Deus justo e devemos representar nesse mundo essa mesma justiça. Devemos ser honestos, trabalhadores, justos e misericordiosos. Mas quantos vezes não somos vistos (porque assim agimos) como desonestos, preguiçosos, injustos e gananciosos. Afirmamos uma coisa, agimos de outra maneira. O mundo vê essa hipocrisia e nos rotula a todos dessa maneira.

Isso vai se resolver em breve? Não. Mas eu gostaria de sugerir uma mudança de atitude, além das apontadas acima. Se a igreja se mostrasse mais como ela realmente é, uma assembléia de pecadores imundos, que foram salvos não porque são bons, mas por causa de um Deus bom, pessoas que não merecem nada a não ser a ira de Deus, alguns eram adúlteros, outros ladrões, outros mentirosos, outros pornógrafos, outros orgulhosos e por ai vai. Mas todos, todos pecadores imundos. Em sua graça maravilhosa, Deus nos salvou. Sem nada de bom em nós, sem nenhum merecimento, sem nada que pudesse ser usado a nosso favor, Deus nos salvou. Se nos lembrássemos disso todos os dias e se fosse essa a imagem que o mundo percebesse, as coisas seriam diferentes. Pelo menos, o mundo poderia nos desprezar pelo mesmos motivos que desprezou Jesus e não pelos novos motivos que nós criamos. Precisamos nos levar a sério.
Por último, esse texto serve como alerta para mim também. Todos devemos ficar atentos para nossas ações e escrever esse texto é um pouco de mea culpa. Espero que você também receba esse texto nesse mesmo espírito.

“Não sabeis que os injustos não herdarão o reino de Deus? Não vos enganeis: nem os devassos, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os sodomitas, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbedos, nem os maldizentes, nem os roubadores herdarão o reino de Deus.
E tais fostes alguns de vós; mas fostes lavados, mas fostes santificados, mas fostes justificados em nome do Senhor Jesus Cristo e no Espírito do nosso Deus”. 1 Coríntios 6:9-11

“Vós sois o sal da terra; mas se o sal se tornar insípido, com que se há de restaurar-lhe o sabor? para nada mais presta, senão para ser lançado fora, e ser pisado pelos homens.
Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder uma cidade situada sobre um monte; nem os que acendem uma candeia a colocam debaixo do alqueire, mas no velador, e assim ilumina a todos que estão na casa. Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras, e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus”. Mateus 5:13-16

quarta-feira, janeiro 26, 2011

A moralidade e o “problema do mal”.



Dr. Michael Kruger
Professor associado do Novo Testamento
Reformed Theological Seminary


No final do livro de Bart Ehrman, “Quem Jesus Foi? Quem Jesus Não Foi?” ele faz algo fantástico e inesperado. Após gastar centenas de páginas nos dizendo porque a Bíblia não pode ser confiada como um guia para a vida cristã, como guia para normas morais ou como um guia para qualquer coisa, Ehrman faz uma meia volta e realmente oferece uma inesperada ladainha de afirmações morais.

sábado, janeiro 22, 2011

Respondendo ao demônio



Hoje eu respondi a um comentário feito por um ávido leitor de nosso blog, que atende pela alcunha de “Demo”, mas nunca mostrou a cara (ou um argumento robusto em favor da sua causa). Ele sempre posta comentários espirituosos.
Ele fez o seguinte comentário em um texto do nosso blog:

Demo disse...
Suposta benevolência é algo que ficou por dizer…
18/1/11 9:36 AM

Eu não entendi bem, mas fui até o link no blog dele para ver o que era. Aliás, recomendo que visitem o blog do Demo e deixem que seus argumentos falem por si mesmo. Veja uma réplica do texto escrito pelo Demo:

18 DE JANEIRO DE 2011

Suposta benevolência…

“Misteriosos são os desígnios do Senhor”.
Esta é uma das pérolas utilizada pelos crentes para fazer passar a ideia errada, de que tudo é aceitável e de igual valor, apenas com a intenção de transmitir uma mensagem, no mínimo, duvidosa e incoerente.
Algumas justificações, além de ridículas, revelam a inexistência ou incapacidade de pensamento dos crentes que, convencidos pelas falsas virtudes de um punhado de preconceitos, acabam por aceitar e promover ideias e atitudes que ultrapassam as fronteiras do que é racionalmente aceitável.
Para quem lê Deuteronômio 13:6-10 – na interpretação católica ou evangélica –, as dúvidas, quanto á existência de uma divindade benevolente, ficam esclarecidas de imediato. Um ser superior que exige o apedrejamento até á morte, de quem ponha em causa a sua existência ou doutrina, é certamente um promotor da paz e do amor.
O Maurílo, por exemplo, justifica estes versículos afirmando que: “Se Deus é nosso dono, se Ele é uma divindade, então, Ele tem total direito sobre nós. […] Se for Deus, Ele pode ditar seus preceitos sobre nós”.
Eu não sei se ignorar a ideia sanguinária do apedrejamento foi propositado mas, mesmo assim, a ideia de termos um dono admite a aceitação da escravidão. (Sugerido no Levítico).
Escravidão é decadência, é imoralidade, é o fim da dignidade humana. Escravidão é exclusão de direitos elementares, é opressão, é extinção da vontade própria. É o princípio do fim.
Se isto faz parte do curriculum de um ser superior venerado pelos crentes então, ficamos esclarecidos.

Veja que o texto na verdade, confunde acusação com argumento. Além disso, ele cortou a parte da minha resposta que traz a legitimidade do “domínio” de Deus sobre nós.
Mas em uma coisa ele está certo. Nós somos escravos de Deus. Todos nós. Quer acreditemos Nele ou não. Nenhum cristão nega isso. Pena que a idéia de escravidão que a Bíblia nos coloca é bem diferente da escravidão moderna. Mas é mais fácil analisar o mundo por uma perspectiva pós-iluminista do que tentar ser generoso com o texto e analisá-lo em seu contexto histórico. Corre-se o risco de perceber que a legislação que Deus deu para Israel representava um enorme avanço moral em relação aos outros povos. Mas isso é coisa para outro texto.
Leiam abaixo minha resposta ao meu amigo Demo, que está postada no blog dele.

sábado, outubro 30, 2010

O Cristianismo é Verdadeiro? - Ateísmo: uma hipótese falsificada


Ateísmo: Uma Hipótese falsificada por Brian Colón

(Áudio em MP3 aqui em breve)

Vários ateus gostam de reclamar que o teísmo, ao contrário do ateísmo não é falsificável. Se isso for verdade, então isso significa que o ateísmo pode ser provado falso. Teísmo não pode. Muitos ateus consideram que este é um ponto forte para o ateísmo e um ponto fraco para o teísmo. O problema é que, uma vez que o ateísmo PODE ser provado falso, SE FOR provado falso, então Teísmo (sua negação) seria, necessariamente, provado verdadeiro. Quando existem apenas duas respostas possíveis para uma proposição, e uma deles for provada falsa, então a outra é necessariamente verdadeira. Considere a pergunta "Deus existe?" Há apenas duas respostas possíveis: "sim" e "não". Se a resposta "não" foi provada falsa, então a única resposta alternativa restante é "sim".

O caminho que eu escolhi para mostrar que o ateísmo é falso é mostrando as próprias contradições dentro da cosmovisão ateísta. Logicamente falando, se uma proposição contém conseqüências necessárias que são elas próprias auto-contraditórias, então a proposição não pode ser verdade. Por exemplo, não existem cadáveres vivos, não há trabalhadores desempregados, e não há água desidratada.

De acordo com alguns ateus famosos, aqui estão algumas conseqüências necessárias do ateísmo: “Deus não existe, não existe nada além do mundo físico” (Dan Barker - Protest sign at the Washington State Capital / Sinal de protesto na capital do Estado de Washington). “Os seres humanos não são nada, mas máquinas que geram DNA” (Richard Dawkins – Deus, uma ilusão). “A moralidade está baseada no consenso entre seres humanos” (Gordon Stein - “The Great Debate: Does God Exist?” / "O grande debate: Será que Deus existe?"). Se isso for verdade, seria impossível explicar coisas como absolutos morais, as leis da lógica, ou a dignidade humana; três coisas que todos nós entendemos que são indiscutíveis.

Absolutos Morais
Todo ateu que eu já conheci acredita que assassinato e estupro é mau. Mas qual é o mau? Eu pensei que tudo o que existe é a matéria. Existe alguma coisa má sobre a matéria? Por acaso a faca se importa que alguém a use para matar alguém? Claro que não. Talvez o mal seja apenas algo que nós experimentamos que diminuí a nossa felicidade. Isso não quer dizer que, já que o estuprador aumenta a sua felicidade por estuprar pessoas, então estuprar pessoas seria considerado bom para ele? Quem vai dizer que os juízos morais do estuprador são falhos e os nossos não são?

Uma vez uma mulher atéia me disse que ela soube que seu colega estava traindo sua esposa com outra mulher do escritório. Ela me disse que estava indignada com quão imoral ele era e como ela perdeu todo o respeito por ele. Eu perguntei "O que estava tão errado com o que ele fez?" Por que o fato de que ele era casado torna o ato de sexo com outra mulher imoral? Ela simplesmente disse: "É simplesmente errado!" Eu concordo, mas eu gostaria de saber por que ele no final das contas está errado dado a cosmovisão do ateísmo.

Leis da Lógica
Considere a lei de "meio excluído" que diz que uma proposição é verdadeira ou falsa, não existe uma terceira opção. Qual é o fundamento ontológico dessa lei? Essa lei é apenas resultado das funções químicas no nosso cérebro? Se sim, então como é que é universal? A lei é material? Claro que não! As leis da lógica são entidades imateriais abstratas, coisa que não pode existir se a única coisa que existe é a matéria.

Dan Barker, em um debate com o Dr. James White, tentou refutar esse argumento, dizendo que "a lógica não é uma coisa." Bem, se por coisa ele quer dizer um objeto físico, então eu concordo com ele. O problema é que ele já disse que o físico é tudo o que existe. Assim, de acordo com Dan Barker, não há lógica.

Dignidade Humana
Por que as pessoas vestem um jaleco e argumentam que as pessoas são simplesmente animais evoluídos, e depois dizem que não devemos tratar as pessoas como animais? Se tudo o que existe é a matéria, então isso significaria que nós não somos nada a não ser matéria também. Se isso for verdade, então porque acreditamos que os seres humanos são dignos de respeito? Em um debate com Paul Manata, Dan Barker afirma que os seres humanos não são mais importantes do que de brócolis. Acho muito interessante que o pedaço de brócolis conhecido como Dan Barker acha que outros pedaços de brócolis são dignos de amor e respeito, como se fossem algo mais do que de brócolis. Cada dia todos nós tratamos uns aos outros com respeito e dignidade, e todos nós sabemos que aqueles que desrespeitam as pessoas não deveriam fazer isso. Isso é verdadeiro para teísta e para o ateu. Os seres humanos são realmente dignos de respeito. Isso é inexplicável na cosmovisão ateísta.

Conclusão
O ateu é capaz de reconhecer os absolutos morais, leis da lógica e da dignidade dos seres humanos, três coisas que não podem existir, dada a visão de mundo do ateu. Então a pergunta é, porque o ateu está contradizendo sua cosmovisão? A resposta é óbvia, porque, como vimos, a proposição "Deus não existe" acarreta conseqüências impossíveis.

Há, no entanto, uma outra visão de mundo que é capaz de explicar as coisas que o ateu não pode explicar, ou seja, o teísmo cristão. No teísmo cristão, absolutos morais fazem sentido porque Deus é apresentado como o padrão moral absoluto. Entidades imateriais, atemporais, transcendentes, tais como as leis da lógica fazem sentido porque elas podem ser fundamentadas em um Deus imaterial, atemporal, transcendente. A dignidade humana faz sentido, porque os seres humanos são criados à imagem do único ser digno de honra e louvor: Deus.

O ateísmo é insuficiente e incapaz de explicar a nossa experiência do mundo que nos rodeia. O ateísmo, portanto, não pode ser verdade. É por isso que eu concluo que a melhor prova da existência de Deus é a impossibilidade do contrário.

quarta-feira, outubro 06, 2010

A tática do Papa-léguas


Às vezes citamos aqui no blog uma tática chamada de Papa-léguas. Ela é muito útil, especialmente quando usada em conversas sobre questões morais.
Já demos uma breve definição do que é essa tática, mas gostaria de cita a fonte onde aprendemos a usá-la.
O texto abaixo é retirado do livro Não tenho fé suficiente para ser ateu, de Norman Geisler e Frank Turek.
Aprenda e coloque essa tática em prática.

A tática do Papa-léguas
Se alguém lhe dissesse: "Tenho uma idéia que vai simplesmente revolucionar a sua capacidade de identificar de maneira rápida e segura as afirmações e filosofias falsas que permeiam a nossa cultura', você ficaria interessado? É isso o que estamos prestes a fazer aqui. De fato, se tivéssemos de eleger uma habilidade mental como a mais valiosa que tivéssemos aprendido em nossos muitos anos de comparecimento a seminários e cursos de pós-graduação, seria esta: como identificar e refutar afirmações que são falsas em si mesmas. Um incidente ocorrido recentemente num programa de entrevistas de rádio vai demonstrar o que queremos dizer com afirmações falsas em si mesmas.
Jerry, o liberal apresentador daquele programa, estava recebendo chamadas telefônicas sobre o assunto da moralidade. Depois de ouvir vários participantes pelo telefone afirmarem ousadamente que determinada posição moral era correta, um dos participantes interrompeu: "Jerry! Jerry! Não existe esse negócio de verdade!".
Eu [Frank] corri para o telefone e comecei a discar freneticamente. Ocupado.
Ocupado. Ocupado. Queria entrar e dizer: "Jerry! E quanto àquele cara que disse 'Não existe esse negócio de verdade' — isso é verdade?".
Não consegui completar a ligação. É claro que Jerry concordou com o ouvinte, sem jamais perceber que sua afirmação não poderia ser verdadeira — porque era uma afirmação falsa em si mesma.
Uma afirmação falsa em si mesma é aquela que não satisfaz o seu próprio padrão. Como temos certeza que você sabe, a afirmação do ouvinte — "Não existe verdade" — pretende ser verdadeira e, portanto, derrota a si mesma. É como se um estrangeiro dissesse: "Eu não consigo falar uma palavra sequer em português". Se alguém dissesse isso, você obviamente responderia: "Espere um minuto! Sua afirmação é falsa porque você acabou de falar em português!".
Afirmações falsas em si mesmas são feitas rotineiramente em nossa cultura pós-moderna, e, uma vez que você tenha uma capacidade aguçada de detectá-las, se tornará um defensor absolutamente intrépido da verdade. Sem dúvida, você já ouviu pessoas dizerem coisas como "Toda verdade é relativa!" e "Não existem absolutos!". Agora você estará armado para refutar tais afirmações tolas simplesmente revelando que elas não satisfazem os seus próprios critérios. Em Outras palavras, ao lançar uma afirmação falsa em si mesma contra ela própria, você pode expô-la pela falta de sentido que demonstra.
Ao processo de confrontar uma afirmação falsa em si mesma com ela própria, damos o nome de "tática do Papa-léguas", porque ela nos lembra as personagens de desenho animado Papa-léguas e Coiote. Com, você deve se lembrar das sessões de desenhos animados da TV; o único objetivo do Coiote é caçar o veloz Papa-léguas para transformá-lo em sua refeição. Mas o Papa-léguas é simplesmente rápido e esperto demais. Quando o Coiote está prestes a agarrá-lo, o Papa-léguas simplesmente pára instantaneamente na beira do abismo, deixando que o Coiote passe de lado e fique temporariamente suspenso no ar, apoiado em nada. Tão logo o Coiote percebe que não tem um chão no qual se firmar, cai verticalmente rumo ao fundo do vale e arrebenta-se todo.
Bem, é exatamente isso o que a tática do Papa-léguas pode fazer com os relativistas e os pós-modernistas de nossos dias. Ela nos ajuda a perceber que seus argumentos não podem sustentar seu próprio peso. Conseqüentemente, eles se estatelam no chão. Isso faz você parecer um supergênio!

Nas escrituras, tirar os sapatos tem um significado muito especial. Quando Moisés teve seu primeiro confronto com Deus, Ele disse para que ele tirasse seus sapatos porque ele estava em terra santa. Jesus caminhou descalço para o Calvário. Na cultura daquele tempo, estar descalço era o sinal que você era um escravo. Um escravo não tinha direitos. Jesus nos deu o exemplo supremo de renunciar tudo por um grande objetivo.
Loren Cunningham Making Jesus Lord / Marc 8:34,35

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