sábado, fevereiro 27, 2010

Como todo o cristão pode aprender a explicar a ressurreição de Jesus para os outros


Basicamente, como cristãos, eu penso que nós, inclusive eu, todos devemos ser capazes de mostrar que há um caso para a ressurreição, por razões históricas. Mesmo que os cristãos saibam que a ressurreição é verdadeira pelo testemunho interior do Espírito Santo, você não pode usar isso quando for persuadir e defendê-la a outras pessoas. Então você tem que apresentar um caso utilizando os dados disponíveis e as regras normais de investigação histórica. Você não pode presumir que a Bíblia é inerrante com seus colegas de trabalho e você não pode se concentrar em questões de linguagem cristã ou questões periféricas também. Então, como você pode fazê-lo?

Parte A: métodos históricos

A maneira que eu normalmente começo é com as regras padrões usadas por todos os estudiosos que analisam biografias antigas. Basicamente, há uma lista de critérios que os estudiosos usam através do espectro para decidir que partes de antigas fontes literárias são mais susceptíveis de serem verdade. É surpreendente quando você vê os debates sobre isso, porque ambos os lados estão basicamente de acordo quanto à metodologia.

E, se você aplicar a metodologia cuidadosamente, ambos os lados realmente concordarão com quais os fatos nas biografias são autênticos. Estou falando em uma concordância sobre os fatos autênticos tanto pelos ateus e quanto pelos fundamentalistas!

Aqui estão algumas das regras utilizadas para a análise de biografias antigas:

1) múltiplas comprovações - se o fato sobre X é afirmado por dois ou mais fontes, então o fato é provavelmente autêntico.

2) dissimilaridade - se um ensino de X é diferente dos ensinamentos populares e os conceitos da época e local, é provavelmente autêntico.

3) constrangimento - se o fato é constrangedor a X ou para a comunidade X ou para os escritores da biografia de X, então é provavelmente autêntico.

4) comprovação inimiga - se um fato sobre X é corroborada pelos inimigos de X, ou da comunidade X, então é provável que o fato seja autêntico.

5) comprovação primitiva - se um fato sobre X é de uma fonte primitiva, então é provável que o fato seja autêntico.

E há outros.

Assim, se você quiser falar sobre a ressurreição no trabalho sem ser ridicularizado ou demitido, você pode usar esses critérios para identificar fatos históricos.

Parte B: fatos mínimos

Usando os métodos históricos acima, você NÃO será capaz de recuperar a maioria do que os escritos do Novo Testamento dizem sobre Jesus. Por exemplo, a guarda do túmulo está apenas em Mateus, portanto, você não pode usar isso como um fato mínimo. E João é um evangelho muito tardio, então grande parte disso não pode ser usado. Então, qual partes podem ser usadas?

Bem, aqui está a lista dos fatos de William Lane Craig:
1) O túmulo vazio
2) as aparições experimentadas por várias pessoas, incluindo Paulo
3) a crença antiga na ressurreição surgiu em Jerusalém

E, aqui está a lista dos fatos de Gary Habermas:
1) morte por crucificação
2) a crença antecipada na ressurreição
3) aparições experimentadas pelos discípulos
4) aparição para Paulo e sua mudança de coração
5) a mudança de coração de Tiago, irmão de Jesus
6) o túmulo vazio

Provavelmente o mais famoso defensor da ressurreição escrevendo nos dias de hoje é N. T. Wright. Ele apresenta o caso de uma forma um pouco diferente, onde ele pergunta que tipo de ocorrência histórica seria suficiente para explicar as mudanças na teologia e na prática, que ocorreram quando os judeus do século 1, em Jerusalém se tornaram cristãos. Seu argumento é que as mudanças ("mutações") exigem uma ressurreição histórica. Aqui está a lista de Wright:

1) O túmulo vazio
2) as aparições para várias pessoas
e 7 mutações (alterações) na forma com que os primeiros cristãos mudaram
seus pontos de vista do significado e centralidade das doutrinas judaicas no Messias, na ressurreição, em escatologia, etc

Você ficará surpreso ao saber que poucos desses fatos são contestados por historiadores ateus como Gerd Ludemann, Marcus Borg e John Dominic Crossan. O único que às vezes é contestado é o túmulo vazio, mas alguns caras vão abrir mão disso. Acabei de ler o debate de N.T. Wright contra John Dominic Crossan, que está na borda da extrema esquerda. Ela abriu mão até das aparições e disse que estava de acordo com o túmulo vazio.

Assim, uma vez que você aplicar os critérios históricos, e você construir sua lista de fatos, o que vem a seguir?

Parte C: Inferindo a melhor explicação

Depois de ter a lista de fatos, é preciso explicar porque a hipótese de que Deus ressuscitou Jesus dos mortos é a melhor explicação para os fatos. Isto é feito mostrando que a hipótese é consistente com todos os dados disponíveis.

O ateu provavelmente irá pular neste momento com alguma explicação alternativa dos fatos. Suas explicações não implicará qualquer milagres - em vez disso, eles tentam explicar os fatos propondo uma hipótese naturalista. Aqui está uma lista de algumas explicações naturalistas junto com minha defesa contra eles.

1) Jesus não estava realmente morto
- A crucificação é letal e você não pode fingir estar morto
- Isto não explica a crença no início da ressurreição, uma vez que um Jesus meio-morto não iria inspirar a crença na ressurreição

2) Os discípulos de Jesus retiraram o corpo e mentiram sobre isso
- Não explica a aparição para Paulo, etc
- Ela não explica por que a igreja primitiva estava disposta a ser perseguida

3) Os judeus retiraram o corpo e mentiram sobre isso
- Eles não tinham interesse em ajudar uma seita rival
- Não explica a aparição para Paulo, etc

4) Os romanos retiraram o corpo e mentiram sobre isso
- Eles não tinham interesse em ajudar uma seita criadora de problemas
- Não explica a aparição para Paulo, etc

5) Alguém retirou o corpo
- Não explica a aparição para Paulo, etc
- Não há nenhuma evidência para apoiar essa alegação

6) A igreja primitiva teve alucinações com as aparições
- Alucinações em grupo são impossíveis
- Não explica o túmulo vazio
- Ela não explica as mutações teológica sobre a "ressurreição", uma vez que vendo um fantasma, não implica uma ressurreição corporal
(Nota do tradutor: talvez faça sentido se você for testemunha de Jeová. Mas pra isso você tem que ignorar os textos que mostram que a ressurreição foi corpórea).

Etc.

Tenha em mente que quando estiver julgando as explicações, a explicação mais simples é geralmente a melhor. Se um cético tem de juntar várias hipóteses, isso enfraquece o apelo de sua explicação, porque é "ad-hoc".

Eu escrevi um outro post sobre a ressurreição aqui, com alguns links para debates (em inglês). Aqui está uma lista de fatos praticamente incontestáveis sobre Jesus, de eruditos céticos respeitados e não-cristãos como Norman Perrin e E. P. Sanders. Mais debates estão aqui (em inglês).

Tradução Pés Descalços.

sexta-feira, fevereiro 26, 2010

O privilégio dos homens e o canto dos anjos.

"Foi a respeito dessa salvação que os profetas que falaram da graça destinada a vocês investigaram e examinaram, procurando saber o tempo e as circunstâncias para os quais apontava o Espírito de Cristo que neles estava, quando lhes predisse os sofrimentos de Cristo e as glórias que se seguiriam àqueles sofrimentos. A eles foi revelado que estavam ministrando, não para si próprios, mas para vocês, quando falaram das coisas que agora lhes foram anunciadas por meio daqueles que lhes pregaram o evangelho pelo Espírito Santo enviado dos céus; coisas que até os anjos anseiam observar". 1 Pedro 1:10-12.

Um dia desses estava ouvindo Alistair Begg e ele estava lendo um hino de John Sweney e Johnson Oatman que se chama “Holy, holy is what the angels sing”. E algo que me chamou a atenção é uma parte do hino que diz o seguinte:

Holy, holy, is what the angels sing,
And I expect to help them make the courts of heaven ring;
But when I sing redemption’s story, they will fold their wings,
For angels never felt the joys that our salvation brings.

Santo, santo é o que cantam os anjos,
E eu espero ajuda-los no cortejo dos círculos celestiais;
Mas quando eu canto a história da redenção, eles fecham suas asas,
Porque os anjos nunca sentiram a alegria que a nossa salvação nos traz.
(traduçao mais literal).

Esse refrão me chamou a atenção por causa da sua veracidade. Os anjos nunca experimentaram a redenção. Eles não sabem o que é a alegria de ter Deus morrendo por seus pecados. Eles não sabem o que é esse amor, amor por seres tão desprezíveis como nós.
O texto de 1 Pedro acima mostra bem isso. Os anjos gostariam de ver, de atentar para essa salvação. Mas essa é uma experiência puramente humana. E os anjos anseiam por isso.
O que torna isso tudo ainda mais interessante é que os anjos experimentam algo que para nós é maravilhoso. Eles estão diante do trono de Deus, dia e noite, adorando e servindo ao Senhor. Não é pouca coisa. Ainda assim, eles jamais poderão experimentar a redenção de nossos pecados como nós podemos experimentar.
Isso me levou a refletir como nossas prioridades estão erradas. Quando olhamos para as congregações, um dos ministérios mais concorridos é o de louvor e adoração e um dos menos concorridos e menos incentivados é o de evangelismo. Tudo bem que ninguém leva em consideração que o ministério de louvor (ao contrário do evangelismo) não encontra paralelo no Novo Testamento, aparentemente ninguém precisava de ministro de louvor na igreja primitiva e sempre é necessário ir até o Velho Testamento para buscar algum paralelo no trabalho dos levitas (que estava totalmente ligado ao templo e a Lei). Desconsiderando tudo isso, temos dois pontos importantíssimos que deveriam mudar o quadro, fazendo do ministério de evangelismo o ministério que deveria ter maiior procura. E esses pontos são muito bem entendidos pelas seitas pseudo-cristãs.
Primeiro: Deus é mais glorificado quando Ele salva um pecador miserável.
Quando Deus salva, por sua Graça, um pecador que só merece a sua ira, Ele demonstra seu amor, seu poder, sua misericórdia. Existe alegria juntos aos anjos na presença de Deus por um pecador que se arrepende (Lucas 15:10). E a adoração elevada ao máximo. E sabe por que?
Porque quando adoramos a Deus cantando ou nos momentos de louvor coletivo, estamos de alguma forma exaltando a Deus pelos nossos esforços. Isso não é ruim por si mesmo porque no final das contas, nós adoramos a Deus por quem Ele é e porque Ele é digno.
Mas quando Deus é adorado através da salvação de um pecador, não existe nada em nós que possa levar o menor crédito nisso. É somente Ele. Ele agiu, Ele salvou, Ele demonstrou misericórdia. Nós sumimos totalmente nessa equação e tudo o que sobra é Deus. É o que eu chamo de adoração evangelística. Quer ser um ministro de adoração? Seja um evangelista.
Segundo: Nós vamos adorar a Deus eternamente na glória, mas evangelismo só vamos fazer aqui nesta vida.
Isso é uma coisa muito óbvia mas totalmente ignorada. Toda a glória que pode ser prestada a Deus pela salvação de pecadores será criada nessa vida. Evangelismo é algo que não vamos fazer no Céu. Por isso que existe um foco tão grande no Novo Testamento na pregação do evangelho. Um privilégio que até os anjos gostariam de ter. Mas eles não o em. Esse privilégio é reservado somente à nós. Um privilégio que é desvalorizado. Por leigos e pelo clero.
O que será de nós? Vamos continuar tentando copiar (porcamente) nessa vida algo que os anjos fazem muito melhor que nós e ignorando o privilégio que nos foi dado ou vamos ter um entendimento mais correto sobre tudo isso, colocando cada coisa em seu devido lugar e focando aquela que é nossa missão nessa vida, elevando a adoração à Deus ao máximo possível e passando a eternidade fazendo coro juntos aos anjos?

Eu achei o hino que me referi em português, mas apenas em um hinário adventista. Não achei em nossa língua em nenhum dos hinários das igrejas protestantes tradicionais. Se alguém souber de outra versão desse hino, me avise.
Abaixo seguem o a letra e o mp3 do hino. Não faz jus ao texto original, mas é sempre muito difícil fazer versão de música. É algo que eu não tento fazer. Não tenho dom para isso.

Anjos cantam no céu.
John Sweney e Johnson Oatman


1. Há tais cantos lá no Céu,
Que aqui ninguém jamais ouviu!
Sempre os anjos cantam glórias
Ao Cordeiro do Senhor.
Harpas sempre em harmonia,
Sempre a voz em claros tons.
Quem nos dera ser assim,
Servindo ao Rei e Salvador!

CORO: "Santo! Santo!"
É o canto de anjos bons.
Eu hei de um dia unir
A voz a tais aclamações!
Mas quando eu lhes contar a história
Desta redençao: Mudez!
Não podem compreender
Tão grande salvação!

2. Mesmo que eu não seja um anjo,
Lá no Céu hei de cantar.
Vou unir-me ao grande coro
Dos remidos do Senhor
Louvarei meu salvador
Que sobre a cruz por mim morreu,
Que pagou as minhas culpas
E libertação me deu.

3. Esse canto de vitória,
Sim, os anjos ouvirão.
É qual voz de muitas águas,
Voz de grande multidão.
O Universo inteiro pára,
Em espanto e admiração,
Ante o canto dos remidos
Ao Senhor da redenção!

quarta-feira, fevereiro 24, 2010

domingo, fevereiro 21, 2010

Não poderia ser mais verdadeiro

"Se Jesus tivesse pregado a mesma mensagem que os ministros pregam hoje, ele nunca teria sido crucificado."
Leonard Ravenhill

quarta-feira, fevereiro 17, 2010

O movimento do Bispo!


"Ah, faz aquele negócio do bispo, quando você se move diagonalmente".

Pecadores Nas Mãos De Um Deus Irado - Jonathan Edwards

Isso aqui é coisa boa.
Mensagem de Jonathan Edwards, um dos grande pregadores puritanos. Essa é a sua mensagem mais famosa.
Sobre o sermão mais famoso, baseou-se em Deuteronômio 32:35. Depois de explicar a passagem, acrescentou que nada evitava que os pecadores caíssem no inferno, a não ser a própria vontade de Deus. Afirmou que Deus estava mais encolerizado com alguns dos ouvintes do que com muitas pessoas que já estavam no inferno. Disse que o pecado era como um fogo encerrado dentro do pecador e pronto, com a permissão de Deus, a transformar-se em fornalhas de fogo e enxofre, e que somente a vontade de Deus indignado os guardava da morte instantânea.
Continuou, então, aplicando ao texto ao auditório: Aí está o inferno com a boca aberta. Não existe coisa alguma sobre a qual vós vos possais firmar e segurar... há, atualmente, nuvens negras da ira de Deus pairando sobre vossas cabeças, predizendo tempestades espantosas, com grandes trovões. Se não existisse a vontade soberana de Deus, que é a única coisa para evitar o ímpeto do vento até agora, seríeis destruídos e vos tornaríeis como a palha da eira... O Deus que vos segura na mão, sobre o abismo do inferno, mais ou menos como o homem segura uma aranha ou outro inseto nojento sobre o fogo, durante um momento, para deixa-lo cair depois, está sendo provocado ao extremo... Não há que admirar, se alguns de vós com saúde e calmamente sentados aí nos bancos, passarem para lá antes de amanhã...
O sermão foi interrompido pelos gemidos dos homens e os gritos das mulheres; quase todos ficaram de pé ou caídos no chão. Durante a noite inteira a cidade de Enfield ficou como uma fortaleza sitiada. Teve início um dos maiores avivamentos dos tempos modernos na Nova Inglaterra.





segunda-feira, fevereiro 08, 2010

Manifeste a vida de Cristo em nossa vida diária

A verdadeira religião se manifestará em cada fase da vida. Sentamo-nos calmamente para ler a nossa Bíblia - e começamos a nossa lição. Sabemos dessas coisas agora - mas ainda não trouxemos isso para nossa vida - que é aquilo que devemos realmente fazer.

Sabemos que devemos amar os nossos inimigos, mas esse não é o alvo - amar verdadeiramente os nossos inimigos é o nosso alvo.

Saber que devemos ser pacientes, não é tudo – devemos praticar a lição da paciência, até que ele se torne um hábito na nossa vida.

Muitos conhecem as funções principais da vida cristã – mas muitos ainda não aprenderam a vivê-las. É vivendo-as, no entanto, isso é a religião verdadeira.

Deve ser sempre o nosso objectivo, viver a nossa religião – trazer o amor de Cristo para nosso coração, criando um abençoado ministério de bondade para os outros. Cristo vive em nós, e é nosso para manifestar a vida de Cristo em nossa vida diária.

Nós adoramos a Deus no domingo - a fim de reunir força e graça para viver para Deus nos seis dias que se seguem. É evidente, portanto, que é nas experiências de vida de semana, muito mais do que no silêncio do culto de domingo e no armário, que os testes reais de religião acontecem.

É fácil estarmos confortáveis em nossa mente com os Mandamentos, quando nos sentamos na igreja, desfrutando dos cultos. Mas o parecer favorável para nossa própria vida pode ser obtido apenas quando estamos no meio da tentação e do dever, em contato com os outros. É ali, sozinho, que podemos obter os Mandamentos em formas de obediência, e em caráter. Este é o objetivo final de toda a doutrina e adoração cristã - a transformação da nossa vida para a beleza de Cristo!

J. R. Miller, "Strength and Beauty"

domingo, fevereiro 07, 2010

A ciência é onipotente?

E para terminar a noite de vídeos, um dos meus vídeos favoritos do Dr. Craig. Pobre Atkins, deu dó dele.
Tenho acompanhado a carreira do Dr. Craig e entendo perfeitamente por que Richard Dawkins se nega totalmente a debater com ele, por mais que já tenha sido convidado. Seria fim de carreira para ele, na verdade seria até injusto. Mas como eu gostaria de ver isso...

Existência de Deus - Argumento da Contingência

William Lane Craig é disparado meu filósofo favorito e tenho aprendido muito com ele, especialmente através de seu livro "Reasonable Faith". Veja abaixo um video com um dos argumentos (sim, existem mais de um, na verdade vários e todos muito bons) para a existência de Deus. O video está legendado, assita mais de uma vez. Tome notas se for necessário. Vale a pena.


Se você entrar no YouTube você vai encontrar outros videos do Dr Craig legendados ou mesmo no original. Sempre muito bom.
PS: Dr. Craig simplesmente acabou com o Hitchens em um debate ano passado na Biola. Deu dó do coitado. Até hoje ele está procurando a placa do caminhão que o atropelou. Tadinho...

John Piper - Como a incredulidade colabora para o meu desejo por pornografia

John Piper respondendo a perguntas. E uma muito interessante.


Agradecimentos ao Voltemos ao Evangelho. Link para o site ao lado.

Geoglifos e a prova da existência de seus criadores


Assistindo ao Fantástico (sim, eu assisto ao Fantástico), uma reportagem sobre os geoglifos da Amazônia (desenhos feitos no solo), um senhor entrevistado fez uma declaração com a qual todos os estudiosos do assunto concordam: “esses desenhos não foram feitos pela natureza”. Apesar de em sua maioria os geoglifos serem apenas formas geométricas simples, como quadrados e círculos, é totalmente claro que essas formas são produto de uma inteligência que o criou.
Meu pensamento mais óbvio não pode deixar de ser como as pessoas tentam negar a existência de Deus, mesmo quanto seus atributos são inegáveis através de toda a natureza (Romanos 1:20).
O DNA é um código digital. Quatro letras (A, C, G, T) são as bases para construção de proteínas para nosso corpo. É como se fosse um manual de instruções e pode muito bem ser comparado com um manual ou com um livro (ou livros, o código é enorme). Incrível como ninguém acredita que um livro, por mais simples que seja, tenha evoluído.
Se isso não fosse o suficiente, toda a mecânica dentro da célula, que pode muito bem ser representada por uma fábrica, nos mostra que tudo é muito bem planejado. Como pode planejamento milimétrico vir do caos?
A ingenuidade necessária para se negar a mão do criador só poderia ter vindo da época de Darwin, quando a visão sobre a célula era muito restrita e teorias como a da evolução darwiniana poderia ser aceita. Incrível como essa teoria ainda perdura nos dias de hoje, mesmo com tanto conhecimento sobre a célula. Só existe uma explicação: a necessidade de se negar Deus.
Se o problema fosse a falta de formas geométricas na natureza para demonstrar um padrão, bom, veja a figura abaixo e diga se não é de uma beleza incrível. Uma jóia esculpida com esse formato provavelmente seria cara e ninguém questionaria que é uma obra de um ser com inteligência o bastante para isso.


Como bem disso o autor do Salmo 14 “Diz o tolo no seu coração: Não há Deus”.
Não tem como se discordar disso.

Uma boa frase contra o aborto


Para refletir sobre o aborto. Eu aprendi sobre isso com o pessoal do Stand to Reason:

“Se aquilo que está dentro do útero da mulher não é um ser humano, então nenhuma justificativa é necessária para defender o aborto. Agora, se aquilo que está dentro do útero da mulher for um ser humano, nenhuma justificativa tornará o aborto um ato defensável”.

No final das contas, é nisso que se resume toda essa história.

sexta-feira, fevereiro 05, 2010

Para se apresentar nos tempos bíblicos...


Eu sou Begat, filho de Zodar, filho de Meekar, filho de Nuria, filho de Aum, filho de Noram, filho de Anoa, filho de Elium, filho de Arbum, filho de....

terça-feira, fevereiro 02, 2010

Nenhum de nós gostaria de ter nosso coração fotografado!


"e havendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até o fim!" João 13:1

Um amigo é aquele que ama - e não deixa de amar. Cristo tendo amado o seu povo - os ama até o fim.

Uma qualidade da verdadeira amizade é a confiança. O que poderia ser mais sagrado do que o conforto de sentir-se seguro com uma pessoa, absolutamente seguro? Esse é o tipo de amigo que Jesus é. Você sempre pode se sentir seguro com ele. Você pode confessar os seus pecados a Ele. Você pode dizer-Lhe todos os seus defeitos e suas falhas - como você o negou na outra noite, como você conseguiu ser fiel a Ele, e todos os maus pensamentos de seu coração, e Ele será tão terno e gracioso - como se você nunca tivesse pecado! Ele ama até o fim!

Nenhum de nós gostaria de ter fotografado nosso coração, e levantar tal imagem diante dos olhos de nossos vizinhos! Nós não queremos que mesmo os nossos melhores amigos vejam a transcrição completa da nossa vida secreta - o que se passa dentro de nós:
os ciúmes,
as invejas,
os sentimentos amargos,
os pensamentos impuros,
a maldade,
o egoísmo,
as suspeitas,
as dúvidas e medos!
No entanto, Cristo vê toda essa vida indigna interior - Ele sabe o que de pior existe em nós - e ainda assim nos ama! Nós não precisamos esconder Dele as nossas fraquezas. Ele nunca retira o Seu amor. Nós podemos confiar Nele absolutamente e para todo o sempre!

"e havendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até o fim!" João 13:1

(J. R. Miller, "When the Song Begins", 1905)

quinta-feira, janeiro 21, 2010

Quem leva a culpa pelo Haiti?


Rick Warren(1) está errado quando ele postou no Twitter que Deus não julga o mundo através de catástrofes (Romanos 1:18).

Pat Robertson(2) está errado quando ele afirma saber por que o terremoto haitiano aconteceu (Deut.29: 29).

Talvez esses princípios nos ajudarão a descobrir por que as tragédias acontecem e quem é responsável.

DEUS

Deus controla tudo, diretamente ou indiretamente, restringindo a Sua graça ou permitindo ao diabo um pouco mais de ação. De qualquer maneira, Deus é soberano sobre tudo e felizmente aceita a responsabilidade pelo bem e pelo mau (mas não pelo pecado).

SATANÁS

O diabo não controla o tempo ou governa as nações.

PESSOAS

Existem apenas dois grupos de pessoas sobre a terra: pagãos e cristãos.

PORQUÊ?

Quando Deus envia/permite desastre para os pagãos, Ele o faz por duas razões: como um julgamento ou como um apelo ao arrependimento. Um desastre não é ainda ira suficiente para os pagãos, pois é apenas uma amostra do castigo eterno de Deus se não se arrependerem e confiarem no Salvador.

Quando Deus envia/permite desastre para os cristãos, Ele o faz por duas razões: para nos podar ou matar e nos levar para casa. Uma catástrofe nunca é demais ou muito pouco para o cristão, a poda causa/permite apenas a quantidade certa para o nosso bem e a Sua glória.

Enquanto Deus pode estar enviando julgamento para uma nação inteira, cada indivíduo (pagão e cristão) deve procurar determinar por que Deus causou/permitiu que ele se ferisse.

Os cristãos não são vítimas de efeitos colaterais. Embora possa haver uma razão primária para Deus enviar/permitir uma catástrofe, Deus orquestra todos os detalhes em cada situação.

Catástrofes acontecem para os pagãos como um ato de juízo de Deus, mas eles acontecem para os cristãos como um ato de misericórdia severa.

Deus envia/provoca um desastre para os espectadores reagirem com apatia ou bondade.

SUPORTE BÍBLICO

Jesus nos deu a declaração definitiva sobre catástrofes em Lucas 13:1-5. Por favor, gaste um momento para ler esse texto e você nunca vai cometer o erro de Rick Warren ou Pat Robertson.

Pegadinha

Deus não deve ser culpado pelo terremoto, como sendo exatamente a coisa certa a fazer. Enquanto Deus recebe o crédito pelo terremoto, Ele nunca deve ser culpado por nada. Charles Wesley escreveu uma série de hinos agradecendo a Deus por dois terremotos que abalaram a Inglaterra em 1751. Devemos fazer o mesmo.

CONCLUSÃO

Embora cada indivíduo deve se esforçar para aprender a lição que Deus tem na tempestade, existe um propósito final (quarenta dias ou não): Deus está trabalhando para glorificar o Seu Filho. Deus envia uma amostra de sua ira para os pagãos para que eles possam olhar para a cruz e serem salvos. Deus poda os cristãos para que vivamos em maior gratidão pelo que Jesus fez para nos salvar da destruição eterna.

Catástrofes, como tudo, tem a ver com a cruz.


Notas do Tradutor:
1 – Rick Warren, pator americano da Saddleback Church, postou no dia 14 de Janeiro em seu Twitter: “Marcar qualquer desastre natural como o julgamento de Deus é um absurdo. O verdadeiro "julgamento começa com a família de Deus" 1 Pedro 4:17, não com os outros.

2 – Pat Robertson, fundador de inúmeras organizações nos EUA, faz parte da denominação Batista do Sul e é apresentador do programa The 700 Club. Eu seu programa na CBS Robertson alegou que o terremoto no Haiti foi conseqüência de um pacto feito pelo haitianos com o diabo para se livrarem dos franceses há muitos anos atrás.

By Wretched Radio

domingo, janeiro 10, 2010

Redes, peixes e pilantragem evangélica

Existem limites para tudo no mundo "evangélico", mas tem uns que ultrapassam totalmente.
Após a venda de lencinhos com suor do apóstolo e tantas outras coisas, estão vendendo redinhas para 150 mil pessoas que vão doar 153 reais que representam 153 peixes! Que peixes? 153? O que aconteceu com o número 40? Tem cada pilantra nesse mundo... e tanta gente que gosta de ser enganada. Mas, como já disse Paulo "Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo grande desejo de ouvir coisas agradáveis, ajuntarão para si mestres segundo os seus próprios desejos" 2 Tim 4:3
Abaixo segue o vídeo com o mestre que muitos ajuntaram para si mesmos:*

Poucos posts nos últimos dias

Meus queridos amigos e seguidores do Blog (e aqueles que não gostam da gente mas sempre estão por aqui):

Queremos pedir desculpas pela falta de atualização no blog no últimos mês. Tivemos algumas atividades que nos impediram de atualizar o blog o tanto quanto gostaríamos, especialmente por questões de saúde e direcionamento profissional. Ainda vamos sentir um pouco esses efeitos pelas próximas semanas, mas prometemos que em breve voltamos com força total para 2010 e novidades.
Por favor ore por nós e esteja sempre de olho no blog para mais novidades.

Um feliz 2010 para todos (e para todos mesmo).

Maurilo e Vivian

“FAVOR MANTER DISTÂNCIA”: As Testemunhas de Jeová e as orações publicas


Esse é um texto que meu irmão em Cristo o Professor Cleber Tourinho me enviou e me permitiu publicar em nosso blog. Leitura muito interessante.

Ontem, dia 02 de janeiro de 2010, pela primeira vez tive a oportunidade de levar minha querida esposa Renata ao Salão do Reino perto aqui de casa, para que ela conhecesse o ofício religioso de lá. Ela há muitos anos é evangélica, e teve pouco contato com a imensa quantidade de grupos religiosos que explodem por todos os lados nesse nosso Brasil varonil, e por isso decidimos que, sempre que possível, iremos visitar um templo diferente aos sábados, desde que isso não atrapalhe nossa programação oficial e familiar. Graças a Deus fui presenteado com uma esposa de mente bem aberta, que deseja aumentar seu conhecimento sobre o mundo que a cerca, e não uma dessas pessoas fanáticas cuja única visão de vida se circunscreve ao seu próprio umbigo.

Como fui Testemunha de Jeová por 16 anos, e desejoso de que ela visse de perto como funciona a minha antiga religião (que, não se pode negar, em muitos aspectos é bem mais organizada e direcionada que a maioria das igrejas evangélicas por aí), escolhi o Salão do Reino. Pois bem. Como sempre é feito, a congregação local nos recebeu bem, nos acomodamos em cadeiras bem duras (a pobre Renata ficou com as costas doendo depois...) e em menos de dois minutos iniciou-se a reunião. Cânticos no novo cancioneiro (muito bonita a capa! Parabéns ao desenhista). As músicas entoadas são as mesmas, só mudaram as letras, que a meu ver ficaram mais fáceis. Há uma teoria de que a mudança se deu por causa da quantidade de canções escritas por pessoas que agora estão desassociadas, mas deixemos esse assunto para outro dia.

Após a oração, começa o discurso público. O tema exposto pelo orador (muito bom, por sinal) discorria sobre manter-se desperto. Como sempre, enfatizou-se a necessidade de se injetar doses cavalares de “estudo pessoal” nas veias, ou seja, ler e reler as publicações da Torre. Creio que minha esposa tenha ficado admirada com a quantidade de textos bíblicos lidos, pois não se parava de consultar as Escrituras (como especialista em comunicação, eu sei que isso é estratégia para evitar que o ouvinte raciocine por conta própria, pois a profusão de citações de vários autores faz com que a mente fique atenta, não ao que se diz, mas a qual será a próxima citação).

No estudo de A Sentinela, recebemos emprestado um exemplar, e minha esposa achou interessante o método de perguntas e respostas. Como ela é da área de RH, e está acostumada a participar de seminários e debates, disse-me que achou muito bom que “o estudo seja aberto a opiniões”, que as pessoas possam comentar o que aprenderam. Bom, depois vou ter que explicar a ela que aquilo é tão-somente um condicionamento mental também, que ninguém dá sua opinião em nada, mas simplesmente ou lê o que está no parágrafo ou comenta “com suas palavras” na forma de ruminação do conteúdo. Isso mesmo. A pessoa lê, mastiga e depois rumina o mesmo material que leu, sem adicionar nada de si mesmo, sem correlacionar com pontos pessoais que aprendeu de uma leitura própria apenas da Bíblia. Lamentável. Esta poderia ser uma excelente oportunidade de discutir os rumos e necessidades da Organização, das congregações e de seus membros, mas se reduz a uma seção de sabatina teocrática, mecânica e ideologicamente direcionada.

Mas vamos ao motivo da escrita deste texto. Trata-se de uma observação ao estudo de A Sentinela da semana, na edição apenas para a congregação de 15 de novembro de 2009.

Bom, o tema estudado versava sobre as orações, o que elas revelam sobre cada um de nós. Achei muito bacana a abordagem, e realmente não saí dali vazio ontem à noite. O problema foi quando se chegou ao finalzinho da consideração, no tópico sobre “orações públicas”.

Um dos últimos parágrafos discorre sobre qual posição se deve assumir ao se ouvir uma oração pública. Claro que, por ser uma forma de adoração, orar é um momento solene e de devoção a Jeová. O orador deve saber usar suas palavras, sem o que a assistência não poderia dizer “amém” (que assim seja). Igualmente, os ouvintes precisam demonstrar a necessária e devida reverência, tanto por ouvir com atenção como por adotar uma postura física louvável. Ponto para eles, estão certos. Citam-se textos bíblicos em apoio ao argumento.

A celeuma se forma, contudo, no restante do material. Sem citar nenhuma base bíblica, mas apenas a “autoridade” imposta pela ATCJ (novo nome da Sociedade Torre de Vigia no Brasil – Associação das Testemunhas Cristãs de Jeová), diz-se que não seria apropriado realizar orações públicas por meio de um círculo de orações, em que as pessoas dessem as mãos. O argumento “bíblico” da revista? Isso poderia desviar a atenção de alguns, principalmente dos que ‘estivessem visitando a reunião e não estivessem acostumados com as nossas crenças’. Outro ponto abordado foi que um casal até pode dar as mãos durante uma oração pública, de maneira discreta, mas será que podem se abraçar, ainda que também de forma discreta, mesmo que apenas demonstrando uma singela união como marido e mulher? Que nada! Isso é proibido nos Salões do Reino a partir de hoje! A justificativa? Tal atitude ‘poderia desviar a atenção dos outros’, ou mesmo demonstrar que o casal estaria dando ‘mais atenção ao seu relacionamento romântico’ que à adoração a Deus.

Não sei se minha esposa notou, mas fiquei extremamente aborrecido com essa parte do ensino. Deu-me vontade de levantar a voz na hora e redarguir, mas por uma questão de ética e respeito (e por estar na “casa dos outros”) preferi me calar.

Indignei-me por várias razões: primeiro, o Corpo Governante não teve sequer a coragem de fundamentar de modo explícito suas opiniões próprias em nenhum versículo bíblico. Foram demasiadamente abrangentes, utilizando princípio da necessária reverência a Deus, que é demasiadamente amplo, como desculpa para impor mais uma proibição aos irmãos. Agora nem mesmo abraçar sua esposa durante a profissão de uma oração pública a pessoa pode, num gesto de amor e de achego, demonstrando que Jeová está presente naquela união, como a base primária do cordão tríplice que “não pode ser prontamente rompido em dois” (Eclesiastes 4:12). Ou seja, a ATCJ quer romper esse cordão, essa intimidade do casal diretamente com Jeová, durante o momento mais íntimo de comunicação com Deus, em nome de uma regra eminentemente humana.

Tal tipo de argumento é também falho, pois impede, por extensão, que você demonstre seu carinho e união a outros membros de sua família. Isso significa que, da mesma forma, agora você nem mesmo poderá abraçar e ser abraçado por seus próprios filhos durante uma oração no Salão do Reino ou numa Assembleia. Ah, e esqueçam as demonstrações de amizade sincera que de vez em quando se veem nas ilustrações das publicações e em alguns vídeos da ATCJ, principalmente em países latinos e africanos, regiões em que, culturalmente, as pessoas são naturalmente muito “pegajosas”. Dessa forma, estão ameaçados de serem desfeitos, ou pelo menos afrouxados, os laços familiares e de amizade seladas sob a união que pode ser fruída durante uma oração ao Pai Celestial, em conformidade com a prece de Jesus em João 17:11: “Santo Pai, vigia sobre eles por causa do teu próprio nome que me deste, para que sejam um, assim como nós somos”.

Outro ponto que me deixou muito frustrado com o argumento do Corpo Governante: o fato de eles substituírem, como sempre fazem, a responsabilidade de suas opiniões humanas próprias pela da “Transferência de Consciência Coletiva Tejotiana”, como eu costumo falar. Como assim? Lembremo-nos de que, ao se falharem as expectativas do Armagedom em 1975, mesmo as publicações da Sociedade por anos e anos antes disso darem como certo o fim do Sistema de Coisas naquele ano (a história comprova isso), o Corpo Governante asseverou, na A Sentinela de 15 de setembro de 1980, páginas 17 e 18, parágrafo 6, que a culpa era dos irmãos de maneira individual:

“Caso alguém tenha ficado desapontado, por não seguir este raciocínio, deve agora concentrar-se em reajustar seu ponto de vista, por não ter sido a palavra de Deus que falhou ou o enganou e lhe causou desapontamento, mas, sim, seu próprio entendimento baseado em premissas erradas” (grifo meu).

Ou seja, é costume do CG transferir sua opinião para os do “povo de Jeová”, como se a ideia fosse dos pobres irmãos, como se isso partisse das congregações, e não da Sede mundial nos EUA! Assim, diz-se que “alguns podem ficar constrangidos” ou “pode-se desviar a atenção de alguns” caso a pessoa dê as mãos ou abrace seu amigo, parente ou cônjuge durante a oração. Mas, na realidade, a ordem vem de cima para baixo, e não ao contrário. Todos sabem que não existe nada que se aproxime de uma democracia nas Testemunhas de Jeová, ou mesmo de uma consulta colegiada, ou de colheita de opiniões. A palavra do CG (Corpo Governante) é lei, mesmo que isso não esteja claramente demonstrado na Bíblia ou seja contrário à cultura local sadia, e ponto final. É o que eles querem que os seguidores pensem, que se trata de uma “Teocracia”, um governo de Deus, em contraponto com a Democracia, ou seja, um governo em que a opinião de todos os afetados é ouvida, em que as discussões são abertas e em que se tira a decisão conforme o consenso da maioria. Nas palavras de Winston Churchill, “a democracia é a pior forma de governo, salvo todas as demais formas que têm sido experimentadas de tempos em tempos”.

Além do mais, vamos ser francos: se durante as orações 99% da assistência está de olhos fechados, como o fato de eu ou meu irmão estar abraçado com sua esposa/esposo pode desviar a atenção? Só se aquele que se propõe a ter sua atenção desviada já esteja assim, quer dizer, prestando atenção nos outros, ou seja, de olhos abertos!!!! Me poupe, viu????!!!!

Enfim, mais uma vez, como em tantas outras, a Associação Torre de Vigia demonstra ser realmente uma religião que segue de perto a Bíblia. Ah, mas como assim? Segue perto mesmo é o seguinte texto: “Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! porque dais o décimo da hortelã, e do endro, e do cominho, mas desconsiderastes os assuntos mais importantes da Lei, a saber, a justiça, a misericórdia e a fidelidade. Estas eram as coisas obrigatórias a fazer, sem, contudo, desconsiderar as outras. Guias cegos, que coais o mosquito, mas engolis o camelo!” (Mateus 23:23-24).

Enquanto para o CG abraçar seu cônjuge durante uma oração pública é errado, outras facetas da reverência a Deus quando fazemos nossas orações são relegadas a segundo plano, ou mesmo esquecidas. Deve-se lembrar que orar é um momento especial de adoração a Deus, e não apenas uma hora do dia em que “batemos um fio” para o Divino Criador. Por isso, como em qualquer ato de adoração, orar deve ser uma ocasião de reflexão tanto mental quanto corporal, pois o corpo precisa estar em harmonia com a nossa mente nessa hora.

Quanto às atitudes físicas adotadas por pessoas que se dirigem a Deus em oração, quer dizer, durante orações públicas, pois as orações pessoais são apenas entre a pessoa e Jeová, a Bíblia, por exemplo, deixa depreendido em Mateus 11:25 que Jesus estava de pé em frente a uma multidão quando orou; além disso, lemos sobre Jesus ter orado prostrando-se com o rosto em terra (em oração junto com Pedro e os dois filhos de Zebedeu, logo, uma oração pública - Mateus 26:39); ademais, segundo a Bíblia, ajoelhar-se é também costume cristão, inclusive publicamente (Atos 21:5-6; Efésios 3:14), e mesmo de olhos abertos não há nada de errado, pois o próprio Cristo fez isso, conforme se lê em João 17:1. Ademais, uma coisa que nunca vi Testemunha de Jeová nenhuma fazendo: orar com as com mãos levantadas (1 Timóteo 2:8). Mesmo que isso não seja uma regra formal, uma lei bíblica, é sugestivo e digno de atenção, pois até mesmo lemos que o ressuscitado Senhor Jesus Cristo levantou as suas mãos para abençoar seus discípulos em Betânia (Lucas 24:50). Não precisa dizer que isso foi feito por meio de uma oração, não é?

Adicionalmente, vejamos como Salomão orou publicamente por ocasião da dedicação do Templo:

“E Salomão começou a ficar de pé diante do altar de Jeová, na frente de toda a congregação de Israel, e então estendeu as palmas das suas mãos para os céus; e prosseguiu, dizendo: ‘Ó Jeová, Deus de Israel, não há Deus igual a ti nos céus em cima, nem na terra embaixo, guardando o pacto e a benevolência para com os teus servos que andam diante de ti de todo o seu coração [...]”.

Em Esdras 9:4, 5, lemos a maneira como foi feita uma oração pública pelo escritor desse livro:

“Ajuntaram-se também a mim todos os que tremiam por causa das palavras do Deus de Israel contra a infidelidade do povo exilado, enquanto eu estava sentado aturdido até a oferta de cereais da noitinha. E por ocasião da oferta de cereais da noitinha pus-me de pé da minha humilhação, estando rasgadas a minha veste e a minha túnica sem mangas, e passei a dobrar os joelhos e a estender as palmas das minhas mãos a Jeová, meu Deus”.

Outras referências a esse costume (repito: não é ordenança!!!) podem ser vistas especialmente nos Salmos. É interessante lermos o Salmo 28:2: “Ouve a voz dos meus rogos quando clamo a ti por ajuda, quando levanto as mãos para o compartimento mais recôndito do teu lugar santo”, e Salmo 63:4, ele diz: “[...] em teu nome levantarei as minhas mãos”. No Salmo 141:2, Davi diz: “Seja minha oração preparada como incenso diante de ti, a elevação das palmas das minhas mãos como a oferta de cereais da noitinha”.

Quanto a esses assuntos, a pedra de toque sempre será o que Paulo disse em 1 Coríntios 4:6 – “Agora, irmãos, estas coisas passei a aplicar a mim mesmo e a Apolo, para o vosso bem, para que, em nosso caso, aprendais a [regra]: ‘Não vades além das coisas que estão escritas’, a fim de que não fiqueis individualmente enfunados a favor de um contra o outro”. Não é sábio querer impor regras e costumes a momentos tão particulares de adoração da pessoa. Nada há na Bíblia que proíba a mim de permanecer abraçado a minha esposa, ou a meus filhos, ou a um amigo meu durante uma oração pública. Infelizmente, quem se sentir incomodado por essa atitude tão bonita é que deve estar errado, pois está de olhos abertos (o que não é errado) durante um momento que deveria ser de concentração, e, pior ainda, está prestando atenção na vida alheia, desobedecendo, agora sim, a ordens bíblicas claras (1 Timóteo 4:16 – “Presta constante atenção a ti mesmo e ao teu ensino”; 1 Pedro 4:15 – “No entanto, nenhum de vós sofra como [...] intrometido nos assuntos dos outros”).

Resumindo, tal atitude expressa pela letra de A Sentinela de 15 de novembro de 2009, primeiro artigo de estudo, mostra mais uma vez a grande sabedoria que Deus me deu ao me desligar da Associação Torre de Vigia. Ser cristão é ser livre, não para se fazer o que se quer, mas para experimentar a Graça de Deus (sua Benignidade Imerecida) de uma forma mais ampla, tomando para si mesmo a responsabilidade sobre seus atos e feitos, não mais dependendo de um órgão regulador humano maior, um suposto “Escravo Fiel e Discreto”, que determina cada ato seu, cada passo de sua vida na Terra. Não, ser de Cristo é adorar ao Pai com Espírito e Verdade, e não com Sentinela e Corpo Governante.

Enfim, um bom pesquisador das Escrituras poderá perceber que não é o modo como você ora que importa a Deus, mas se aquele seu momento de união com Ele realmente está sendo usado para buscar sua orientação, a união mística com o Divino e, principalmente, para louvá-lo pelo que Ele foi, é e sempre será pela eternidade.

Amém!

Prof. Cleber Tourinho de Santana
João Pessoa, 03 de janeiro de 2009
ctsantana@gmail.com

sexta-feira, dezembro 18, 2009

A morte traz nova percepção de valor


"Ora, aconteceu naqueles dias que ela, adoecendo, morreu. E todas as viúvas o cercaram, chorando e mostrando-lhe as túnicas e vestidos que Dorcas fizera enquanto estava com elas". Atos 9:37,39

Algumas pessoas têm que morrer - para serem apreciadas. Elas passam pelo mundo vivendo em silêncio, dedicadas aos interesses daqueles que lhes são queridos, buscando nenhum reconhecimento. Elas são apenas pessoas comuns, e por isso lhes é permitido amar e servir, sem apreciação.

Mas um dia elas não se encontram em seu lugar habitual - o seu trabalho na terra já está feito - e elas se foram! Então o lugar vazio revela o valor da bênção que tinham sido. Na sua ausência, as pessoas aprendem pela primeira vez o valor dos serviços que estavam acostumados a receber a partir delas.


(J. R. Miller, "Miller's Year Book--a Year's Daily Readings")

sexta-feira, dezembro 04, 2009

Vai custar tudo!

Belíssimo vídeo com uma poderosa mensagem do Dr. Steven Lawson, um dos grande pregadores de nosso tempo.
Eu sei, o vídeo está em inglês. Infelizmente, vai ser assim, até alguém legenda-lo.
Se você sabe inglês, reflita sobre o custo de ser um discípulo de Cristo.
Vai nos custar tudo. Absolutamente tudo.


sábado, novembro 28, 2009

a Liahona em gravura


Já que falei da Liahona, nada melhor que mostrar uma foto (desenho) dela.
Aí está, bem no meio da imagem, nas mãos dos homens.

All Blacks contra os Barbarians e um belo try

Semana que vem tem All Blacks contra os Barbarians! E vão transmitir na ESPN!!!!!!!
Sempre é um jogão. Um dos mais lindos jogos da história do rugby foi entre esses dois times. Os All Blacks, da Nova Zelândia, meu time do coração e os Barbarians, um apanhado das outras seleções.
Veja abaixo o belíssimo try dos Barbarians no clássico jogo de 1973. Semana que vem tem mais.

O Livro de Mórmon e os missionarios


A caminho de meu trabalho, em um mesmo dia, pude observar por duas vezes pessoas lendo o Livro de Mórmon no ônibus. Eu nunca havia visto esse livro na mão de qualquer pessoa que não um missionário mórmon, portanto isso chamou minha atenção. Ainda mais quando acontece duas vezes no mesmo dia. Infelizmente, não me foi possível abordar essas pessoas para conversar sobre assuntos espirituais, já que havia uma abertura óbvia.
O mormonismo tem se tornado muito próximo de nós, por vários motivos. Entre eles, o fato de trabalhar com uma mulher mórmon. E nossas visitas constantes aos Estados Unidos acabam nos expondo mais à eles, já que existem aos montes por lá.
Nessa última viagem, quando estávamos no aeroporto para o embarque, três deles devidamente uniformizados estavam esperando no portão a chamada para embarcar no mesmo vôo que nós. Na hora me veio aquela vontade incontrolável de ir falar com eles. Três, ali, à minha disposição? Eu fico mais agitado que um labrador no momento de passear. Mas eu também estava checando se conseguiríamos embarcar de primeira classe ou não, então, estava meio ocupado no portão de embarque (hei, dez horas até Dallas não são fáceis de econômica. Tanto que fomos mesmo de primeira classe. Um pequeno direito missionário...).
Como não foi possível me conter, fui conversar com eles. Um deles estava lendo uma revista chamada Liahona (que eu já estava lendo em sua versão online no site deles) e utilizei isso como iniciador da conversa. Perguntei o que queria dizer a palavra Liahona em si. Eles me disseram que era o nome da bússola que guiou os peregrinos judeus em sua viagem. “Em sua viagem até a América do Norte, não?” perguntei. Começamos a conversar um pouco sobre o Livro de Mórmon e ficaram surpresos em saber que eu já havia lido o livro e conhecia as histórias. Infelizmente, deram início ao embarque e vi que eles ficaram entre tentarem embarcar e a responsabilidade de não desperdiçar a conversa. Eu encerrei a conversa para que eles pudessem seguir para o vôo. Só nos vimos novamente em Dallas na imigração, mas em filas diferentes. Depois não nos vimos mais.
Eu tenho um certo respeito pelo programa missionário dos mórmons. Não pela teologia, mas sim pelo investimento da igreja em missões. Nesse exato momento estou lendo sobre a formação dos missionários e os custo para cada um.
A igreja protestante no século 20 foi marcada pela negligencia de uma forma geral em missões e evangelismo pessoal. Esquecemos qual é o destino eterno daqueles que morrem sem Cristo. Esquecemos que todas as coisas que estão à nossa volta são insignificantes quando comparadas com as coisas eternas. Acreditamos que a pregação do “evangelho da prosperidade” tirou o foco de principal motivo para nossa existência (glorificar a Deus e viver Sua existência para todo o sempre) para substituí-lo pelo suprimento de nossas necessidades aqui na Terra. Que vergonha. E nada melhor para declarar a glória de Deus do que Ele salvar um miserável pecador como nós. Romanos 10:14 e 15 “Como pois invocarão aquele em quem não creram? e como crerão naquele de quem não ouviram falar? e como ouvirão, se não há quem pregue? E como pregarão, se não forem enviados? assim como está escrito: Quão formosos os pés dos que anunciam coisas boas”! Versículos batidos no meio cristão, mas que ficam sempre impressos nos folhetos missionários, não nos corações dos cristãos.
Pode ter sido uma coincidência ter visto pessoas lendo o Livro de Mórmon por ai. Ou talvez não. Mas é inegável que a Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos dias está crescendo em nossa nação, assim como foi nos Estados Unidos. Nós cristãos devemos estar prontos para apresentar o verdadeiro evangelho para eles e mostrar que, apesar de serem bem organizados e cuidarem bem um dos outros, eles não apresentam o Jesus das Escrituras, mas sim um outro Jesus (2 Cor 11:4).
Estejam preparados meus irmãos.

sexta-feira, novembro 27, 2009

Digno é o Cordeiro - Worth is the Lamb

Clip de uma de minhas músicas preferidas. Momento de agradecimento ao nosso Deus.
Reflita nessa canção e na profundidade de tudo o quanto devemos agradecer.


Ps: Muitas das grandes músicas contemporâneas de louvor saem da Hillson. Eles são muito bons nisso. Uma pena que a teologia deles é ruim. Espero que o pastor Brian Houston, amigo do Joel Ostenn, abandone o movimento Palavra de Fé e volte para o verdadeiro evangelho bíblico. Só uma nota pois não endossamos esse ministério, apesar de acertarem às vezes no louvor.

quinta-feira, novembro 26, 2009

Thanksgiving - Dia de ação de gracas


Hoje é Thanksgiving Day, Dia de Ação de Graça nos Estados Unidos. Gostaríamos muito de estar por lá por dois motivos. Primeiro para poder celebrar e agradecer a Deus junto à nossos irmãos, por todas as coisas que o Senhor tem feito. E segundo, porque no Thanksgiving as lojas fazem umas promoções loucas, de até 80% de desconto. É muita coisa..
Essa é uma tradição que não temos aqui no Brasil, já que esse feriado está totalmente ligado à história dos Estados Unidos. Um bom resumo do Thanksgiving nos é dado pelo Linus nesse clássico desenho do Charlie Brown. Apesar de estar em inglês, colocamos abaixo a tradução da fala do Linus:

“No ano de 1621, os peregrinos realizaram a sua primeira festa de Ação de Graças. Eles convidaram o grande chefe índio Massasoit, que trouxe noventa de seus bravos índios e uma grande abundância de alimentos. O governador William Bradford e Capitão Miles Standish foram convidados de honra. O ancião William Brewster, que era ministro, fez uma oração que dizia algo assim: "Nós agradecemos a Deus por nossas casas e a nossa comida e a nossa segurança em uma nova terra. Agradecemos a Deus pela oportunidade de criar um novo mundo de liberdade e justiça””.

Podemos pegar carona junto a nossos irmãos americanos e dar graças ao nosso Deus pelas suas bençãos e dádivas. Você já agradeceu a Deus hoje? Já agradeceu ao nosso Senhor por salvar pecadores miseráveis como nós, mesmo quando não merecíamos o Seu amor? Já agradeceu pela comida, pelo ar, pela casa? Já agradeceu pelas tribulações e dificuldades, que vão formando nosso caráter cristão? (Romanos 5:2-3).
Quero terminar com uma oração puritana retirado do livro “The Valley of Vision”, que tem se tornado meu livro de cabeceira de oração. Ah, ninguém escreve uma oração como os puritanos. E me parece uma oração apropriada nesse dia.

Louvor e ação de graças.
Ó meu Deus.
Tu és mais belo, maior, primeiro de todas as coisas,
o meu coração te admira, te adora, te ama,
pois o meu pequeno barco está tão completa quanto pode estar,
e gostaria de derramar toda a plenitude diante de ti em um fluxo incessante.
Quando eu penso nisso e converso contigo,
dez mil pensamentos deliciosos florescem,
dez mil fontes de prazeres são desvelados,
dez mil alegrias refrescante distribuem-se em meu coração,
aglomerando-se em cada momento de felicidade.
Eu te bendigo pela alma que criaste,
por adorná-la, santificá-la, ainda que seja fixada em solo estéril,
pelo corpo que tu me deste,
por preservar a sua força e vigor,
por fornecer os sentidos para desfrutar de prazeres,
pela facilidade e a liberdade de meus membros,
pelas mãos, olhos, ouvido para fazer a tua vontade,
pela tua generosidade real por providenciar meu sustento diário,
por uma mesa cheia e uma taça transbordante,
pelo apetite, sabor, doçura,
pela alegria social de parentes e amigos,
pela capacidade de servir aos outros,
por um coração que sente dores e necessidades,
por uma mente para cuidar de meus companheiros,
pelas oportunidades de felicidade que se espalham ao redor,
pelos entes queridos nas alegrias do céu,
pela minha própria expectativa de ver-te com clareza.
Amo-te acima dos poderes de expressão da linguagem,
por aquilo que tu és para as tuas criaturas.
Aumenta o meu amor, Ó meu Deus, através do tempo e da eternidade.

terça-feira, novembro 24, 2009

Não desperdice seu câncer

Hoje eu (Maurilo) fui ao médico para marcar uma cirurgia para remoção de um tumor, um câncer de pele que está alojado em meu rosto. Não é nada realmente perigoso, a cirurgia vai dar conta do recado e nenhum tipo de terapia vai ser necessária após a terapia. O máximo que vai resultar disso é uma cicatriz, o que não é de todo mal. Não vou ficar mais bonito mesmo.
Mas essa situação me lembrou um texto do Dr. John Piper escrito um pouco antes de sua cirurgia de remoção de um câncer de próstata. A situação e o tipo de tumor são totalmente diferentes, mas podemos sempre aprender alguma coisa com esse tipo de situação.
Abaixo segue o texto do Dr. Piper. Caso você conheça alguém que é cristão e está passando por isso, acredito que esse texto será de grande ajuda.

Não Desperdice Seu Câncer

Eu escrevo este texto na véspera da cirurgia de próstata. Eu acredito no poder de Deus para curar, pelo milagre e pela medicina. Eu acredito que é certo e bom orar para os dois tipos de cura. O câncer não é desperdiçado quando é curado por Deus. Ele recebe a glória e é por isso que o câncer existe. Portanto, não orar pela cura pode desperdiçar seu câncer. Mas a cura não é o plano de Deus para todos. E há muitas outras maneiras de desperdiçar seu câncer. Estou orando por mim e por você que não desperdicemos essa dor.

1. Você desperdiçará seu câncer se você não acreditar que ele foi designado para você por Deus.
Não adianta apenas dizer que Deus usa o nosso câncer, mas não o designou. O que Deus permite, ele permite por uma razão. E isso é o seu desígnio. Se Deus prevê que uma evolução molecular se torne um câncer, ele pode parar o processo ou não. Se ele não parar, ele tem um propósito. Já que ele é infinitamente sábio, é correto chamar esse propósito um desígnio. Satanás é real e causa muitos prazeres e dores. Mas ele não é definitivo. Então, quando ele atacou Jó com úlceras (Jó 2:7), Jó atribuiu-as a Deus (2:10) e o escritor inspirado concorda: "Eles. . . confortaram-no por todo o mal que o Senhor lhe havia enviado "(Jó 42:11). Se você não acredita que seu câncer foi designado para você por Deus, você vai desperdiçá-lo.

2. Você desperdiçará seu câncer se você acreditar que é uma maldição e não uma dádiva.
"Não há, portanto, agora nenhuma condenação para aqueles que estão em Cristo Jesus" (Romanos 8:1). "Cristo nos resgatou da maldição da lei, tornando-se maldição por nós" (Gálatas 3:13). "Não há encantamento contra Jacó, nem adivinhação contra Israel" (Números 23:23). "Porquanto o Senhor Deus é sol e escudo; o Senhor dará graça e glória; não negará bem algum aos que andam na retidão "(Salmo 84:11).

3. Você desperdiçará seu câncer se você procurar conforto em suas probabilidades e não em Deus.
O desígnio de Deus em seu câncer não é treiná-lo no cálculo humano racionalista das probabilidades. O mundo consegue seu conforto nas probabilidades. Cristãos não. “Alguns confiam em seus carros (porcentagens de sobrevivência) e outros confiam em seus cavalos (efeitos colaterais do tratamento), mas nós confiamos no nome do Senhor nosso Deus” (Salmo 20:7). O desígnio de Deus está claro em 2 Coríntios 1:9, "portanto já em nós mesmos tínhamos a sentença de morte, para que não confiássemos em nós, mas em Deus, que ressuscita os mortos". O objetivo de Deus em seu câncer (entre mil outras coisas boas) é derrubar a autoconfiança em nossos corações para que possamos confiar totalmente Nele.

4. Você desperdiçará seu câncer se você se recusar a pensar na morte.
Vamos todos morrer, se Jesus adiar o seu retorno. Não pensar sobre como vai ser sair desta vida e encontrar Deus é loucura. Eclesiastes 7:2 diz: "Melhor é ir à casa onde há luto (funeral) do que ir a casa onde há banquete; porque naquela se vê o fim de todos os homens, e os vivos o aplicam ao seu coração." Como você pode aplicá-lo ao seu coração se você não pensa sobre isso? Salmo 90:12 diz, "Ensina-nos a contar os nossos dias para que possamos obter um coração sábio". Contagem de seus dias significa pensar sobre quão poucos existem e que vão acabar. Como você vai receber um coração sábio, se você se recusa a pensar sobre isso? Que desperdício, se não pensar na morte.

5. Você desperdiçará seu câncer se você pensa que "bater" o câncer significa manter-se vivo, em vez de cultivar Cristo.
Satanás e os desígnios de Deus em seu câncer não são os mesmos. Satanás deseja destruir seu amor por Cristo. Deus deseja aprofundar o seu amor por Cristo. O câncer não vence se você morre. Ele ganha se você não estimar a Cristo. Deus deseja arrancá-lo para fora do seio do mundo e alimentá-lo da suficiência de Cristo. O câncer foi criado para ajudá-lo a dizer e sentir: "Eu conto tudo como perda por causa da excelência do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor." E saber que, por conseguinte, "Pois viver é Cristo, e morrer é lucro" (Filipenses 3: 8; 1:21).

6. Você desperdiçará seu câncer se você gastar muito tempo lendo sobre o câncer e pouco lendo sobre a respeito de Deus.
Não é errado saber sobre câncer. A ignorância não é uma virtude. Mas o desejo de saber mais e mais e a falta de zelo em conhecer a Deus mais e mais é sintomático da incredulidade. Câncer é destinado a despertar-nos para a realidade de Deus. Ele é utilizado para colocar sentimento e força depois do mandamento "Conheçamos, e prossigamos em conhecer ao Senhor" (Oséias 6:3). Ele foi criado para despertar-nos para a verdade de Daniel 11:32: "mas o povo que conhece ao seu Deus se tornará forte, e fará proezas". Destina-se a criar carvalhos inabaláveis, indestrutíveis, de dentro de nós: "O seu prazer está na lei do Senhor, e na sua lei medita de dia e de noite. Ele é como árvore plantada junto a correntes de água que produz o seu fruto no seu tempo e sua folhagem não murcha. Em tudo o que ele faz, ele prospera "(Salmo 1:2). Que desperdício do câncer se lemos dia e noite sobre o câncer e não sobre Deus.

7. Você desperdiçará seu câncer se você deixá-lo dirigir-lhe para a solidão, em vez de aprofundar seus relacionamentos com manifestação de carinho.
Quando Epafrodito trouxe os presentes a Paulo enviado pela igreja de Filipos, ele ficou doente e quase morreu. Paulo diz aos Filipenses: "porquanto ele tinha saudades de vós todos, e estava angustiado por terdes ouvido que estivera doente" (Filipenses 2:26-27). Que resposta incrível! Ela não diz que estavam em dificuldades, que ele estava doente, mas que ele estava angustiado porque ouviram dizer que ele estava doente. Esse é o tipo de coração que Deus pretende criar com o câncer: um profundamente coração afetuoso que se preocupa com pessoas. Não desperdice seu câncer, recolhendo-se a si mesmo.

8. Você desperdiçará seu câncer se você se lamentar como aqueles que não têm esperança.
Paulo usou esta frase em relação àquelas cujos entes queridos haviam morrido: "Nós não queremos que vocês sejam desinformados, irmãos, sobre aqueles que estão dormindo, que não vos entristeçais como os outros que não têm esperança" (1 Tessalonicenses 4: 13). Há uma tristeza na morte. Mesmo para o crente que morre, há uma perda temporária, da perda do corpo e perda de entes queridos, e perda de ministério terreno. Mas a dor é diferente, é permeada por esperança. "mas desejamos antes estar ausentes deste corpo, para estarmos presentes com o Senhor" (2 Coríntios 5:8). Não desperdice seu câncer em luto como aqueles que não têm essa esperança.

9. Você desperdiçará seu câncer se você trata o pecado tão casualmente como antes.
São os seus pecados que o afligem tão atraentes quanto o eram antes de você ter câncer? Se é assim, você está desperdiçando o seu câncer. Câncer é designado para destruir o apetite para o pecado. Orgulho, avareza, luxúria, ódio, rancor, impaciência, preguiça, procrastinação, todos estes são os adversários que o câncer deve atacar. Não pense apenas em lutar contra o câncer. Também pense em lutar junto ao câncer. Todas estas coisas são piores do que câncer. Não desperdice o poder do câncer para esmagar os inimigos. Deixe a presença de toda a eternidade fazer com que seus pecados temporais se tornem tão fúteis quanto ele realmente são. "Que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro, e perder-se, ou prejudicar-se a si mesmo?" (Lucas 9:25).

10. Você desperdiçará seu câncer se você deixar de usá-lo como um meio de testemunhar a verdade e a glória de Cristo.
Os cristãos nunca estão em algum lugar por acidente divino. Há razões para estarmos onde estamos. Considere o que Jesus disse sobre as dolorosas circunstâncias inesperadas: "Mas antes de todas essas coisas vos hão de prender e perseguir, entregando-vos às sinagogas e aos cárceres, e conduzindo-vos à presença de reis e governadores, por causa do meu nome. Isso vos acontecerá para que deis testemunho. "(Lucas 21:12 -13). Assim é com o câncer. Esta será uma oportunidade para testemunhar. Cristo é infinitamente digno. Aqui está uma oportunidade de ouro para mostrar que ele vale mais do que a vida. Não o desperdice.
Lembre-se você não está sozinho. Você terá a ajuda de que necessita. "Meu Deus suprirá todas as vossas necessidades segundo as suas riquezas na glória em Cristo Jesus" (Filipenses 4:19).

Pastor John

By John Piper. © Desiring God. Website: desiringGod.org
Tradução Pés Descalços

domingo, novembro 22, 2009

Testemunho do Pastor Raul Ries, Calvary Chapel

Na postagem anterior comentamos sobre Raul Ries, pastor titular da Calvary Chapel em Diamond Bar.
Como todos os participantes da conferência de apologética, ganhamos um DVD com o testemunho do Pr Ries.
Seu testemunho está disponível no Youtube e o colocamos abaixo. Está em inglês, infelizmente ainda não temos legenda para isso. Mas se você fala inglês, aproveite. E se você não fala, aproveite para tentar entender um pouco e praticar. E vá aprender!!!!

Testemunho Raul Ries.

Veritas Apologetics Conference 2009

Para aqueles que estavam com saudades de nossos posts (na verdade, só houve uma demonstração de tal sentimento, da parte de João M. Estamos imensamente agradecidos), queremos nos desculpar porque esses últimos meses foram bem corridos.
E um dos motivos da nossa ausência foi a nossa viagem para Los Angeles para participar de uma conferência de apologética organizada por Joseph Holden, presidente da Veritas Seminary.
Sempre que saio de férias procuramos participar de algum evento cristão que possa trazer algum conteúdo ao nosso ministério e esse foi com toda a certeza um desses eventos. Ano passado participamos de uma conferência de evangelismo com o pessoal da Living Waters e esse ano foi uma de apologética.
Talvez você esteja se perguntando o que é apologética. Infelizmente essa é uma pergunta comum no meio evangélico. Não deveria, mas é.
Segundo o dicionário Houaiss: “ defesa argumentativa de que a fé pode ser comprovada pela razão; defesa persistente de alguma doutrina, teoria ou idéia.”
William Lane Craig, um dos grande apologistas de nosso tempo, define apologética da seguinte forma em seu livro Reasonable Faith: “Apologética (do grego apologia; uma defesa) é o ramo da teologia cristã que busca fornecer uma justificativa racional para as alegações sobre verdades da fé cristã.”
A conferência aconteceu nos dias 6 e 7 de Novembro, na Calvary Chapel Gold Spring, em Diamond Bar, California. Foi muito participar de uma conferência em uma Calvary Chapel porque sempre tive um grande apreço por essa denominação (apesar de negarem esse título). Foi um momento de se reconectar com a Calvary Chapel de uma maneira muito positiva e algumas perspectivas se abriram para nosso futuro.
“The Case for Christianity”, algo como “em defesa do cristianismo” foi o nome dado à conferência e por esse nome já é possível perceber a linha de apresentações dos preletores: apresentar uma defesa positiva do cristianismo como fé e estilo de vida.
Abaixo seguem os preletores e os assuntos que cada um abordou.
Greg Koukl, presidente da Stand to Reason, falou sobre a “defesa da razão” e do raciocínio lógico. Além de uma ótima preleção, tivemos a oportunidade de conversar um pouco com ele. Ele já sabia que iríamos pois estamos trabalhando na tradução de alguns de seus textos para o português e nos recebeu muito bem. Já temos dois artigos do Greg publicados no blog e em breve teremos mais.
Em seguida, Lee Strobel falou sobre a “defesa do criador”. Lee Strobel é jornalista e conhecido por seu livro “Em Defesa de Cristo”. Strobel apresentou dados que nos dão confiança sobre a existência de um criador e como toda a natureza nos mostra que esse nosso mundo foi cuidadosamente planejando, não uma obra do acaso.
Ed Hindson, do ministério The King is Coming, fez uma maravilhosa apresentação sobre o livro de Apocalipse. Em uma hora ele passou por todo o livro de Apocalipse (Revelação se você for Testemunha de Jeová, mas eu duvido que alguma estaria lendo esse post...) e apresentou de uma forma concisa e bíblica os dados referentes à volta de Nosso Senhor. Compramos o DVD da apresentação. Fantástico.
E assim terminou o primeiro dia de conferência. E começou nossa caminhada de volta para o hotel. A gente sempre caminha muito quando vai para essas conferências.
O sábado começou com uma ótima palestra de Norman Geisler sobre a “defesa da Bíblia”. Geisler foi professor de praticamente todos os que ministraram nessa conferência. Até Ravi Zacharias teve aula com ele. Existe um rumor que o apóstolo Paulo aprendeu sobre apologética com Geisler. Particularmente achamos que é um exagero. A quantidade de material que nos mostra sem sombra de dúvidas que o texto bíblico que temos em nossas mãos é confiável apresenta um caso bastante convincente para o cristianismo.
Ron Rhodes foi o palestrante seguinte e falou sobre a deidade de Cristo e sua defesa. Rhodes por muito tempo foi o apresentador do programa de rádio “The Bigle Answer Man” e tem uma longa experiência em apologética. Compramos um livro dele chamado “What the Bible says about...” ou “O que a Bíblia diz sobre...”.
Antes do almoço, Ergun Caner nos falou porque ele é cristão. Caner é turco, ex-muçulmano e pode nos mostrar a diferença drásticas entre o islamismo e o cristianismo. Além de ser muito engraçado.
Na hora do almoço (na fila para comprar um lanche de carne de porco com molho barbecue), conhecemos Jim Pourchot, que veio do Arizona para a conferência. Passamos um tempo conversando com ele e foi realmente muito agradável.
Gray Habermas abriu a última parte com a sua famosa palestra sobre a ressurreição de Cristo. Habermas é uma das maiores autoridades no mundo sobre isso e já ministrou essa palestra mais de mil vezes. Os fundamentos históricos a favor da veracidade da ressurreição de Cristo são muito fortes. Em breve teremos algo no blog sobre isso.
O pastor da igreja onde a conferência estava acontecendo falou em seguida sobre o amor de Cristo por nós. Raul Ries possuiu uma história muito forte de salvação. Ganhamos um DVD com seu testemunho.
E para terminar, ninguém mais, ninguém menos que Ravi Zacharias, falando sobre a existência de Deus. Mas a sua abordagem foi um pouco diferente. Ao invés de apresentar um caso positivo em defesa da existência de Deus, Racharias abordou a questão de como seria o mundo se Deus não existisse e as conseqüências da falta da crença em um deus. Foi a cereja em cima do bolo.
A experiência no congresso valeu em todos os aspectos. Aprendemos muito e já estamos experimentando mudanças em nosso ministério e nossa vida cristã.
Abaixo seguem algumas fotos da conferência.


Ron Rhodes

Louvor

Norman Geisler

Ravi Zacharias

Raul Ries

No jardim em frente à Calvary Chapel

Calvary Chapel Gold Spring

Gary Habermas

Uma foto com Jim

Ergun Caner

Ed Hindson

Lee Strobel

Uma foto com Greg Koukl


Greg Koukl

Joseph Holden

Bem vindo a Diamond Bar
Nas escrituras, tirar os sapatos tem um significado muito especial. Quando Moisés teve seu primeiro confronto com Deus, Ele disse para que ele tirasse seus sapatos porque ele estava em terra santa. Jesus caminhou descalço para o Calvário. Na cultura daquele tempo, estar descalço era o sinal que você era um escravo. Um escravo não tinha direitos. Jesus nos deu o exemplo supremo de renunciar tudo por um grande objetivo.
Loren Cunningham Making Jesus Lord / Marc 8:34,35

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