sexta-feira, março 19, 2010

Michael Shermer e o estado final do homem - Mateus 12:45


Eu estou lendo o debate entre Greg Koukl, do Stand do Reason e Michael Shermer, da Skeptics Magazines, sobre a influência dos novos ateus na década que acabou. Sim, eu leio debates e meus favoritos são do William Lane Craig, mas também gosto muito dos do Greg (quando acho transcrição) pois ele sempre trabalha um raciocínio justo em suas respostas, abrindo mão das frases de efeito e slogans para se focar na verdade. Esse debate aconteceu no dia 31 de Dezembro de 2009, no programa de Hugh Hewitt e o nome do debate é “O fim da década dos ateus”.
Michael Shermer é ateu (apesar de as vezes se apresentar como agnóstico (talvez da escala 1 de Dawkins). Greg é um dos cristãos mais inteligentes que eu conheço.
Ambos os debatedores compartilharam uma versão resumida de suas biografias. A de Michael Shermer foi emblemática. E o pouco que ele revelou abre espaço para uma reflexão.
Shermer não cresceu em uma família religiosa, mas que também não era anti-religião. Na adolescência, quando tinha alguns amigos cristãos, acabou indo em uma igreja e “aceitou a Jesus”. Quando chegou na escola e contou com toda alegria para um de seus amigos cristãos que tinha “aceitado Jesus”, ficou decepcionado quando seu amigo ficou com raiva disso, pois esse amigo era uma Testemunha de Jeová e esperava que Shermer fosse para sua seita, não a dos evangélicos. Shermer ficou pensando “não é tudo a mesma coisa”?
Assim ele passou sua juventude, sempre cercado de cristãos por todos os lados, até chegar na faculdade. Ele pensou em estudar teologia, mas por várias questões, resolveu estudar psicologia. Foi desse momento em diante que ele pela primeira vez passou a se envolver de forma mais continua com não cristãos. E ele simplesmente abandonou a fé. Em sua curta biografia, Shermer não explica de uma forma mais completa o porque deixou de ser cristão. Simplesmente diz que deixou de ser.
O que posso aprender com isso? Duas coisas.
Primeiro, o famoso “aceitar Jesus” não é prova nenhuma de salvação. É apenas um jargão evangélico que pode fazer sentido para nós depois de algum tempo de casa, mas nada quer dizer para o novo convertido e a gente não gasta tempo explicando. Paul Washer desenvolve muito bem essa idéia em sua “mensagem chocante”. Veja o vídeo e entenda o ponto.
A segunda coisa e a que mais se pode perceber pela breve biografia de Shermer é que ele nunca foi preparado para apresentar sua fé e conviver junto aos não cristãos. Desde sua conversão, ele sempre esteja cercado por cristãos por todos os lados. Portanto, sempre esteve em um ambiente seguro, que não apresentava riscos nem necessidade de firmar suas crenças, pois elas provavelmente nunca foram desafiadas. E o resultado é o “desviado” (não que ele tenha se convertido de verdade, mas isso é outra coisa).
Eu freqüentei durante muito tempo uma igreja que era assim. Havia por parte dos líderes uma preocupação enorme de manter os jovens sempre dentro da igreja, ou em atividades da igreja ou somente saindo com os irmãos da igreja. Tinham (e ainda tem) um medo enorme que seus jovens se desviem ou se percam em contato com os não cristãos.
Interessante que esses jovens não são ensinados sobre sua fé. No máximo eles aprendem como ser um filho melhor, um aluno melhor, um funcionário melhor. Aprendem como obter o máximo de sua vida agora. Quanto as verdades das Escrituras, aquelas que realmente fazem a diferença, o aprendizado sobre uma fé madura, com evidências e fundamentos, tudo isso é ignorado. Não tem serventia no dia a dia. Desde que, é claro, nossos jovens estejam isolados e hermeticamente fechados no ambiente seguro e “estéril” da igreja. Sem perguntas. Sem respostas.
Eu me lembro de uma conversa com um querido irmão em Cristo daquela igreja sobre como um Deus amoroso permite que exista tanto sofrimento no mundo. Ele não queria falar sobre isso! Ele me disse, e aqui eu cito exatamente suas palavras “eu não quero pensar sobre isso porque se fico muito tempo pensando sobre isso, tenho medo de me desviar”. Ele estava com medo de refletir sobre um dos desafios mais comuns dos ateus mas também um dos mais fáceis de ser respondido. A filosofia moderna já abandonou esse questionamento à muito tempo. Essa é fácil! E ainda assim, para ele, representava um perigo. Como se fé fosse contrária à razão.
Mas é essa a postura que vemos na Bíblia? A igreja se fechando, fugindo do mundo, com medo de perder suas ovelhinhas? Despreparada para apresentar a verdade? Pior ainda, não aprendendo sobre o que é a verdade?
Nós somos o sal da terra (Mateus 5:13). Luz do mundo (versículo 14). Não se pode esconder uma cidade situada sobre um monte (versículo 14). Nem uma lâmpada acessa fica debaixo da cama (versículo 15). Mas podemos esconder um bando de jovens cristão dentro da igreja com medo que eles se percam? Ou seria melhor ensiná-los sobre a fé e treiná-los para mostrar a razão de sua salvação (1 Pedro 3:15 ). Resplandeça a vossa luz! (Mateus 5:16).
“Eis que vos envio como ovelhas ao meio de lobos; portanto, sede prudentes como as serpentes e simples como as pombas” Mateus 10:16.
A igreja aparentemente não quer ser enviada, mas quer se esconder dentro de seus templos e talvez esperar que tudo passe. Enquanto isso, o mundo vai cada dia mais propagando suas doutrinas e o cristianismo vai cada vez mais ficando marginal, perdendo a relevância.
Paulo deixou uma instrução para o jovem Timóteo que todos faríamos bem em seguir.
“Procura apresentar-te diante de Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade” 2 Timóteo 2:15.
Caso sua igreja, por qualquer motivo que for, não providencie o que você precisa para estar bem preparado, para se apresentar aprovado diante de Deus, manejando bem a palavra, não fique sentado esperando. Busque. Aprenda. Estude. Você mais do que ninguém é responsável pelo seu amadurecimento espiritual.

segunda-feira, março 15, 2010

E diz o ateu... mas ele percebe realmente o que diz?


Phil Johnson escreveu em seu blog uma frase forte e importante para se lembrar quando nossos amigos ateus sacam da cartola algo que consideram uma grande prova da inexistência de Deus, pelo menos da forma como os cristãos o vêem. Muitos ateus dizem que o Deus da Bíblia é um Deus assassino por causa das mortes de todos os habitantes de algumas cidades no Velho Testamento.
Essa frase está em uma lista preparada por ateus na tentativa de ridicularizar a fé cristão. Eu já traduzi a lista e estou terminando de responder.
Mas é interessante que esse problema é muito maior para os ateus do que para os cristão. O ateísmo (não o cristianismo) é o responsável pela morte de mais de 100 milhões de pessoas só no século 20. Mas esse é um detalhe ignorado pelos ateus. Veja o que diz Phil Johnson:

Foi o ateísmo que nos deu o mais violento século da história da humanidade, e os ateus querem fazer disso o seu ponto principal a partir do qual se opõem ao Deus da Bíblia?
Ele se refere aos governos comunistas e ateus que derramaram o sangue de milhões de pessoas durante o século 20.
É verdade que o simples fato de alguém assumir uma postura atéia não necessariamente torna a pessoa um assassino. Não é essa a questão.
Mas podemos ver a força destrutiva em um governo quando seus governantes não acreditam que exista um poder superior a transcendente ao qual prestarão contas um dia. A história está aí para nos lembrar disso.
Mas a questão levantadas por eles ainda não foi respondida e não queremos simplesmente desviar o assunto, fugindo da resposta.
E quem mais poderia responder a isso com tanta eloqüência e conhecimento quanto John Piper. Veja o vídeo abaixo com a resposta do Dr. Piper e veja como ele torna a pergunta mais difícil ainda (tornando a resposta ainda mais interessante).


domingo, março 14, 2010

13 frases Evangelísticas que produzem falsos convertidos


As igrejas se dividem sobre a cor do tapete, a construção de adições e orçamentos. Entretanto, os nossos companheiros de igreja estão indo para o inferno aos montes.

A.W. Tozer disse: "É minha opinião que dezenas de milhares de pessoas, se não milhões, foram levadas a algum tipo de experiência religiosa, aceitando Cristo, e elas não foram salvas."

D. James Kennedy disse: "A grande maioria das pessoas que são membros das igrejas nos Estados Unidos hoje não são cristãs. Digo isto sem a menor contradição. Eu o faço com base em evidências empíricas de vinte e quatro anos de análise de milhares de pessoas. "

Amigo, podemos discutir sobre tantas coisas mesquinhas. Posso sugerir que nós perdemos de vista o debate mais importante de todos: "o que é a salvação?" Minha teologia ensina que a salvação acontece quando um homem se arrepende e coloca sua fé em Jesus Cristo (Atos 20:21).

Eu gostaria de apresentar treze maneiras as quais nós temos redefinido como uma pessoa se torna um verdadeiro convertido. Fazemos isso intencionalmente? Certamente que não. Temos simplesmente criado jargões que tem um grão de verdade nas Escrituras, mas é tão aberto à interpretação de que a não-convertidos pode compreendê-lo de maneiras que conduzem a falsas conversões.

1. Faça de Jesus o seu Senhor e Salvador. Não podemos fazer de Jesus nosso Senhor e Salvador, Ele é nosso Senhor e Salvador. Estamos vivendo em rebelião contra ele e ele nos ordena para arrependimento e fé Nele.

2. Peça para Jesus entrar em seu coração. Será que Jesus entra em nossos corações? Sim. Ele o faz. A pergunta é: "Como ele chega lá?" Não é simplesmente pedindo para ele, é através do arrependimento e fé.

3. Basta crer em Jesus. Os demônios creem e tremem. Temos que nos arrepender e colocar nossa fé em Jesus Cristo.

4. Você tem um buraco em forma de Deus em seu coração e só Jesus pode preenchê-lo. Temos muito mais do que um buraco que precisa ser preenchido para que possamos nos sentir completos, temos um miserável coração enganoso pecador que precisa ser limpo. Arrependimento e fé aplica o sangue do cordeiro para que se faça a limpeza.

5. Aceite Jesus. Hum.. Precisamos aceitar Jesus? Isto esta completamente ao contrário. Precisamos que Jesus nos aceite, e Ele vai, se nos arrependermos e confiarmos Nele.

6. Faça uma decisão por Jesus. Regeneração Decisional coloca o homem no assento de condutor da salvação. Quando nos arrependemos e confiamos, Jesus decide nos salvar. Isso o coloca no lugar de condutor ... onde Ele exige.

7. É fácil acreditar. Embora a fórmula de arrependimento e fé parece simples, uma completa renúncia de si em arrependimento não é nada fácil. É difícil.

8. Deus ama você e tem um plano maravilhoso para sua vida. As únicas promessas para os convertidos são dificuldades, tentações e perseguição. Se é assim que você define uma vida maravilhosa, tudo bem. Caso contrário, deve comandar todos os homens em todos os lugares que se arrependam e tenham fé.

9. Venha a Jesus como você é. Devemos ir a Jesus tal como os pecadores que somos, mas Ele também espera um coração quebrantado e espírito contrito demonstrado arrependimento e fé.

10. Venha a Jesus e você vai receber o perdão dos pecados e ________________ (preencher a linha com dinheiro, saúde, um casamento restaurado). Jesus não prometeu casamentos restaurado, na verdade Ele prometeu lares desfeitos porque iríamos sofrer divisão quando um membro se arrependesse e confiasse.

11. Venha a Jesus e experimente o amor, a alegria e a paz. Temos o fruto do Espírito após a conversão? Sim. Mas se viemos buscar os dons e não o doador, não receberemos nenhum. Em vez disso, devemos nos arrepender e ter fé em Cristo.

12. Jesus é a peça que faltava. Hum... não, o Deus do universo, não é a peça que faltava, Ele exige que Ele seja o centro de nossas vidas quando nos arrependemos e temos fé.

13. Jesus é melhor do que fama e fortuna. Isso é um eufemismo e, francamente, é um insulto. Dizendo que Jesus é melhor do que o dinheiro é como dizer que um jantar de bife é melhor do que comer um monte de estrume. Ele desafia qualquer comparação e nós banalizamos o Filho de Deus. Em vez disso, devemos pelejar com todos os homens em todos os lugares que se arrependam e tenham fé.

Se eu aparecer na sua porta com uma lata de suco de uva e um rolo de papel toalha e me ofereço para trocar o óleo do seu carro, você vai dizer: "Não, obrigado." Se nós não deixamos alguém bagunçar com o nosso carro usando o método errado, por que permitir que o Evangelho seja apresentado de maneira tão ambígua?

Você deixaria um médico operar a seu filho que fosse "meio que" preciso? A salvação dos homens é muito mais importante do que um apêndice.

Peço-lhe que considere como você compartilha o evangelho. Você e eu sabemos o que estamos falando quando usamos essas frases, mas e o não-regenerado? É possível que tenhamos tantos desviados hoje porque nunca se converteram, em primeiro lugar? Seria provável que eles nunca tenham sido informados de que devem se arrepender e ter fé em Cristo?

Se estamos dispostos a cor dos sofás da sala de comunhão, não deveríamos estar mais preocupados com uma questão que tem consequências eternas?

A tática Columbo

Um dos nossos filósofos preferidos é Greg Koukl, do ministério americano Stand to Reason.
Greg tem se dedicado por mais de 30 anos ao treinamento de cristão na defesa do cristianismo.
Mas o mais interessante é que o trabalho de Greg não é simplesmente treinar as pessoas na arte da apologética de qualquer maneira. Existe um componente interessante que ele sempre tem focado em seu trabalho que é o uso tático e gracioso do conhecimento. Um trabalho de formação de embaixadores mais do que de guerrilheiros. Assim como Paulo diz que somos em 2 Corintios 5:20. E entre as característica de um embaixador está conhecimento, caráter e sabedoria.
Uma das ferramentas utilizadas por Greg que nós temos experimentado com sucesso é a tática Columbo. Ele é perfeita para compartilhar suas convições cristãs e desafiar as convições de outras pessoas.
Abaixo nós postamos um resumo do que é essa tática com uma explicação do próprio Greg. Você pode saber mais visitando seu site (o link se encontra abaixo) e também lendo seu livro Tactics, que pode ser comprado no site do Amazon.


A tática Columbo
por Greg Koukl

Você pode direcionar as conversas em uma maneira não-ofensiva, usando estas três perguntas cuidadosamente selecionadas:

Para saber mais sobre o que a pessoa acredita, pergunte: O que você quer dizer com isso?
• Esclarece as afirmações que a pessoa está fazendo.
• Nos diz o que a pessoa pensa.
• Fornece uma boa partida para conversa.

Para fazê-los defender os seus próprios pontos de vista pergunte: Como você chegou a essa conclusão?
• Esclarece as razões para as idéias da pessoa.
• Nos diz como a pessoa pensa.
• Faz com que a outra pessoa tenha o “ónus da prova” para suas próprias reivindicações.

Para descobrir uma falha no pensamento, começa a sua pergunta com: Você pode esclarecer isso para mim?
• Use esta opção quando as razões não suportam adequadamente a alegação da pessoa.
• Desafia uma fraqueza ou contradição na sua opinião.
• Descobre a falha com uma pergunta ao invés de uma declaração, e os incentiva a pensar no que eles acreditam.

Também use a tática Columbo para sair do banco "quente".
• Mude do modo de argumentação para o modo de busca dos fatos
• Tire a pressão, usando as duas primeiras questões Columbo.
• Finalize com “deixe-me pensar sobre isso” e faça uma pesquisa sobre o assunto no seu templo livre, antes de continuar a conversa.

Lembre-se, não há necessidade de marcar “gols de placa” cada vez que você trouxer alguém para a conversa. Você pode ser eficaz e respeitoso, aprendendo mais sobre as opiniões das outras pessoas sem ser argumentativo com algumas perguntas simples.

Stand to Reason - Treinando embaixadores cristãos nas áreas de conhecimento, sabedoria e caráter - www.str.org

Invictus - uma análise do filme



Esse post vai doer mais em mim do que qualquer outro que estiver lendo.
Dando uma pequena olhada no blog, é possível perceber que meu esporte preferido é Rugby. Para mim, não existe esporte melhor, tanto para assistir quanto para jogar. Até porque futebol é esporte para mulher...
No nosso Brasil, o Rugby não é muito conhecido e quando falo que gosto desse esporte sempre ouço “é futebol americano”? E aí lá vou eu explicar.
E qual não foi minha alegria quando eu soube que Clint Eastwood estava fazendo um filme sobre os Springboks, a seleção de Rugby da África do Sul (meu segundo time preferido) e sua conquista do título mundial na Copa do Mundo de Rugby (sim, nós temos a nossa copa) em 1995 contra a os All Blacks da Nova Zelândia (meu time preferido), quando a África do Sul estava sobre comando do Nelson Mandela. E o foco do filme, além do Rugby, é mostrar como Mandela usou o Rugby para tentar trazer os brancos mais próximos dos negros.
Esse filme tem tudo o que eu gosto: rugby, All Blaks, rugby. Springboks, rugby, história, rugby, Haka, rugby, direção do Clint Eastwood e rugby. Esse filme estreou nos Estados Unidos em dezembro, bem no dia que estávamos em Miami, mas como era uma viagem de apenas um dia, não podemos ver o filme e eu tive de esperar até o dia 29 de Janeiro para isso.
Muito entusiasmo, muita animação. Mas nem sempre, a história contada é aquela que realmente aconteceu. Isso não é nenhuma novidade, pois todos sabemos que quem conta a história determina quem é o mocinho e quem é o bandido. Portanto, é sempre interessante buscar informações sobre o que realmente aconteceu (quando você se interessa pelo assunto), e principalmente de uma fonte próxima e confiável. E para mim, não existe nenhuma fonte mais próxima e confiável que Peter Hammond, da Frontline Fellowship, um ministério evangelístico da Africa do Sul.
Para você se situar um pouco, o filme começa em 1994, quando Mandela assume a presidência da Africa do Sul depois de anos de apartheid e precisa lidar com o conflito entre negros e brancos. O rugby, e especialmente a seleção nacional, está ameaçada de ser extinta por estar muito ligada aos brancos que governavam até aquele momento. Existe uma pressão do negros de mudar o nome e as cores do time. É aí que Mandela se posiciona e decide que deve usar o time para trazer os brancos, admiradores do esporte, para mais próximo de seu governo e vê na Copa do Mundo que será realizada no ano seguinte na própria Africa do Sul como uma forma de promoção e unificação de seu país.
Hammond diz que esse gesto de Mandela realmente ganhou a admiração do brancos sul-africanos, para quem o rugby é mais do que seu esporte nacional. Mas o filme ignora algumas questões políticas muito importantes nessa tentativa de tornar Mandela alguém maior do que ele realmente é.
Em suas palavras “o filme claramente tem uma agenda política”.
Uma importante observação, e isso eu concordo plenamente, Invictus entrega a Mandela todo o crédito pela vitória dos Springboks na copa do mundo. “Essa deve ser a primeira vez na história que um chefe de estado recebeu o crédito pela conquista esportiva de um time no campo. Por acaso a Rainha Elizabete II recebe o crédito quando o time de rugby da Inglaterra ganha? Por acaso o presidente Bush recebeu crédito pelas conquistas do time olímpico americano em Beijing”?
De acordo com Hammond, o diretor do filme “não deveria ter super-simplificado essa história fascinante separando-a do real contexto de crimes e violência após 30 anos de guerra terrorista levanda pela CNA (Congresso Nacional Africano) de Mandela”.
O filme mostra uma visita a Robben Island, onde Mandela esteve preso por 18 anos (e não 30 como diz o filme. Na verdade, o tempo total de prisão de Mandela foi de 26 anos), mas nunca explica o por que ele foi colocado na prisão.
A impressão que se tem é que ele foi preso por ter se colocado contrário ao apartheid. Mas isso não é verdade. O bispo Desmond Tutu também era vigorosamente contra o apartheid mas nunca foi preso.
Segundo informação de Hammond, nem mesmo a Anistia Internacional quis defender o caso de Mandela porque ele não era considerado um preso político, mas sim responsável por inúmeros crimes violentos e que havia recebido um julgamento e uma sentença justos.
Mandela era o presidente da Umkhonto we Sizwe (MK), o braço terrorista da CNA.
Ele foi considerado culpado por 156 atos de violência incluindo campanhas terroristas, omo a que plantou bombas em lugares públicos, incluindo a estação de trem de Joanesburgo.
Mandela recebeu do presidente sul-africano P. W. Botha, em várias ocasiões, ofertas para ser livre da prisão se ele renunciasse aos seus atos de violência terrorista. Mas ele sempre se recusou a isso.
Uma afirmação interessante de Hammond é que o filme de Eastwood afirma dogmaticamente que os negros precisavam perdoar os brancos. Mas nunca no filme é dito que os brancos também precisavam perdoar as pessoas como Nelsom Mandela e os terroristas do CNA que foram responsáveis pela morte de milhares de sul-africanos. Não houve nenhuma menção das três décadas de violentos atos terroristas, de queima de escolas, das milhares de pessoas inocentes que morreram queimadas vivas com gasolina, carros bombas e outros.
Um outro fato importante é que durante o período que o filme se passa, muitos fazendeiros brancos e suas esposas e suas crianças foram brutalmente torturados e mortos, muitas vezes por membros da Umkhonto we Sizwe que hoje fazem parte da Força de Defesa Nacional Sul-africana.
Apesar de Invictus render toda a glória pela vitória dos Springboks a Nelson Mandela, em nenhum momento o filme relaciona a Mandela a culpa pela ascensão do crime e da deterioração da economia sob o governo de Mandela.
Uma pequena comparação, de acordo com Hammond, durante os 46 anos do governo apartheid, 18 mil pessoas foram mortas, incluindo os crimes, atos terroristas e aqueles mortos pela polícia e pelo exército, em todos os lados, tanto de terroristas quanto de policiais e afins. E isso durante o tempo de guerra, de apartheid. Durante o governo de Mandela, entre 20 a 25 mil pessoas eram mortas por ano.
Um outro fato perturbador de Invictus é o corte total de qualquer referência às fortes convicções cristãs de vários dos membros da seleção de Rugby. Alguns dos integrantes da seleção eram cristãos que acreditavam na Bíblia e se encontravam regularmente para orações antes dos jogos.
O capitão do time, Fracois Pienaar (intrepretado or Matt Damon no filme), em uma entrevista à BBC Sports em 1995, disse que: “quando o apito final tocou, eu caí de joelhos. Eu sou cristão e queria fazer uma oração rápida, por estar fazendo parte de um evento tão importante, não por termos vencido. Então, de repente, todo o time estava em volta de mim, o que foi um momento muito especial”. No filme, esse momento se tornou uma simples oração protocolar “obrigado Senhor, por nos deixar vencer o jogo”.
Os Springbos deram toda a glória por sua vitória aos Senhor Jesus Cristo por este triunfo, mas no filme de Eastwood, essa glória vai para Mandela e para um poema humanista de William Ernest Henley, que diz “Eu agradeço a quaisquer deuses que existam pela minha alma invencível... eu sou o mestre da minha fé; eu sou o capitão da minha alma”. O título do poema, Invictus, dá o nome ao filme.
Peter Hammond termina sua revisão do filme com as seguintes frases:
“Se tudo o que o filme mostra sobre Nelson Mandela ter encorajado o time for verdade, então isso é elogiável. Mas certamente, qualquer vitória no esporte de um time deve ser creditada a seu diretor, técnico e à dedicação, treino e esforço dos membros do time”.

Um filme não tem por si mesmo a obrigação de contar a verdade, é um filme. Uma ficção. Mas existe um perigo terrível que sempre acompanha qualquer ficção e esse perigo é o de influenciar pessoas para pensar de uma forma diferente da realidade, ou dos fatos históricos conhecidos. E é sempre bom ter isso em mente. Seja vendo um filme, seja lendo um livro. Seja na nossa visão de mundo.
Vou terminar por aqui porque está passando França e Itália pelo Rugby Six Nations na televisão e eu quero terminar de ver o passeio da França em cima dos italianos.
Em tempo o site de Peter Hammond é http://www.frontline.org.za

Você morreria conscientemente por uma mentira?


A vontade dos discípulos em sofrer e morrer por suas crenças indica que eles certamente consideravam suas crenças como verdade. É uma defesa forte que eles não mentiam sobre as aparições do Jesus ressurreto. Mentirosos são mártires horríveis.

Gary Habermas e Michael Licona
(The Case for the Resurrection of Jesus [Em defesa da ressurreição de Cristo], pagina 59)

sexta-feira, março 12, 2010

Expelled No Intelligence Allowed - (legendado)


Existe homens (e mulheres) melhores do que eu. Bom, até aí, nenhuma novidade. Mas alguém, talvez mais do que uma pessoa, fez a tradução e legendagem do filme Expelled - No Intelligence Allowed, com Ben Stein, aquele professor do Curtindo uma Vida Adoidade: "Alguém? Alguém"?
Esse documentário mostra o quanto a filosofia científica da evolução Darwiniana está impregnada na ciência, a ponto de não permitir nenhuma outra explicação para a origem da vida, mesmo que essa outra explicação seja uma melhor do que a que temos, mesmo que as evidências levem até ela.
O filme está dividido no YouTube em 10 partes. Vale muito a pena.


Veja os outros 9 vídeos abaixo:

O leão e o cordeiro juntos...



O cordeiro não estava muito animado com esse novo acordo para dormir, mas pelo menos era um melhoramento...
Isaías 11:7

terça-feira, março 09, 2010

Não quer ficar caindo aos pedaços? Leia a Bíblia.


"A Bíblia que está caindo aos pedaços normalmente pertence a alguém que não está caindo aos pedaços".
Vance Havner

Hitchens encontra Deus. Peter Hitchens, pelo menos encontrou


“Eu incendiei minha Bíblia nos campos de jogos do meu internato em Cambridge em uma tarde brilhante com muitos ventos na primavera de 1967. Eu tinha 15 anos de idade. O livro, como eu esperava, não se incendiou violentamente e rapidamente”.

Assim começa a entrevista de Peter Hitchens, irmão de Christopher Hitchens, um dos famosos “novos ateus” junto com seus amigos Richard Dawkins e Sam Harris, onde Peter conta sua jornada de volta ao cristianismo. Hitchens (o ateu) escreveu o livro “Deus não é grande” e causa muito medo em alguns cristão menos preparados, mais pela sua retórica do que pela veracidade de seus argumentos. Só como nota, Hitchens tomou uma verdadeira surra de William Lane Craig em um debate em Biola ano passado. Mas isso é outra história.
Peter conta que, apesar de não ser uma Bíblia muita nova, esse ato de queimar o livro representou para ele o ano zero de sua rebelião. Mas sua rebelião não era apenas contra a igreja e o cristianismo, mas “contra tudo o que tinha sido criado para acreditar”.
Peter também tinha muitas brigas com seu irmão mais velho, tanto que seu pai fez com que ambos irmãos assinassem um tratado de paz e o pendurou na parede de casa em um quadro vermelho.
Depois de viver anos em sua aberta rebelião a suas crenças impostas, Peter lentamente iniciou seu retorno à fé em 1981, aos 30 anos. E algo que teve grande influência em seu retorno foi o quadro do pintor belga Rogier van der Weyden, intitulado o Último Julgamento, que Peter viu exposto na Borgonha durante suas férias. A imagem das figuras nuas em direção a boca do inferno tiveram grande impacto sobre ele e Peter tinha absoluta certeza que era uma das almas perdidas.


Nesse mesmo período, Peter redescobriu o Natal, algo que tinha desprezado por muitos anos. Isso tudo foi criando dentro dele um desejo inesperado (tanto para ele quanto para sua noiva) de se casar na igreja.
Aos poucos a noticia foi se espalhando entre seus colegas que Peter estava envolvido com as coisas da igreja.
Enquanto ele fazia seu retorno gradual e hesitante em direção ao altar, “a paixão do meu irmão Christopher contra Deus tornou-se mais virulenta e confiante”.
Na reportagem, Peter não comenta especificamente sobre seu momento de conversão, ou sobre qualquer coisa do tipo. A sensação que tive lendo o texto foi que ele foi aos poucos se envolvendo com a igreja e quando se percebeu, ele era cristão. Sabemos que ninguém se torna cristão simplesmente por estar envolvido com a igreja. Você pode ser o membro mais envolvido da sua congregação e passar a eternidade no inferno se você não for realmente salvo. Mas como é uma entrevista para um jornal secular, não sabemos o quanto foi editado. Assim sendo, vamos deixar isso em aberto. O foco da reportagem, que você pode ler aqui, em inglês, é o debate de Peter com Christopher e seus argumentos para a existência de Deus.
Sim, Peter debateu seu irmão em Abril de 2008, em Grand Rapids, Michiga sobre a existênia de Deus. Sempre achei o nome dessa cidade engraçado, desde quando eu fiz minha prova na American Airlines sobre as cidades para onde eles voam. Chatanooga é outra.
Estou fugindo do assunto.
Peter se tornou um bom apologista, trazendo para esse campo seu conhecimento como jornalista. O debate foi mais amigável do que se esperava e rendou até um jantar em família depois desse evento.
Um dos pontos interessantes que Peter levantou para seu irmão durante o debate foi a crueldade dos governos ateus. Em suas próprias palavras:
“Também estou perplexo e frustrado pela insistência estranha do meu irmão ateu em não entender como a crueldade dos regimes comunista anti-teístas refletem de forma negativa sobre os seus argumentos e em sua causa. É, sem dúvida o faz”.
Como já diz o nosso ditado: santo de casa não faz milagres. Os irmão de Jesus não criam nele. Então, não é de se surpreender que o irmão de Christopher Hitchens seja cristão. Mas o mais interessante é que ele está disposto a defender a fé, mesmo em um debate com seu irmão. Não que Hitchens seja um grande oponente (não é), mas ainda assim, exige-se coragem para se levantar publicamente contra alguém de sua família. Ainda mais alguém tão famoso.
Mas esses irmãos estão em caminhos bastante opostos. A única coisa que concordam, por assim dizer, é o direito de cada um de expressar de forma clara seus pensamentos. Pelo menos por enquanto, não estão tentando tirar isso da gente.
Peter termina com uma frase de T. S. Elliot “O fim de todas as nossas explorações será chegar onde começamos e conhecer verdadeiramente o lugar pela primeira vez”. Um bom resumo para a vida de Peter.

segunda-feira, março 08, 2010

Um simples arranhão de um alfinete


"Pois que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?"
Marcos 8:36

A perda da alma é a maior perda que pode ocorrer com um homem. A pior e mais dolorosa das doenças, a falência mais angustiante da fortuna, o naufrágio mais desastroso, tudo isso é um simples arranhão de um alfinete - em comparação com a perda de uma alma. Todas as outras perdas são suportáveis, ou duram um tempo curto, mas a perda da alma é para sempre! É perder a Deus, e a Cristo, e o céu, e a glória, e a felicidade - por toda a eternidade. É ser lançado para fora eternamente, desamparado e sem esperança no inferno!

J. C. Ryle

Avatar é chato - E o Oscar também

Como disse John Piper e você pode ver abaixo, Avatar é chato. O Oscar em si é um pouco chato. Um clube de pessoas se vangloriando como elas são boas.
E é interessante que é um clube bem anti-Deus, por assim dizer.
Ray Comfort fez um vídeo que mostra como nós todos somos bastante tolerantes com as blasfêmias que Hollywood nos vende. O vídeo abaixo está em inglês. Precisamos legendar.
Para terminar, isso não quer dizer que eu não gosto de filmes. Gosto e muito. Mas acho que como cristãos temos a tendência a ser muito permissivos com o cinema e como ele trata a nossa fé.
Pequena reflexão.

Paul Washer - Todos os homens nascem maus

Você se acha uma pessoa boa? Veja o que Paul Washer diz sobre nossa condição.
Toda bondade que pode existir em nós vem de Cristo.

domingo, março 07, 2010

Guerrear ou evangelizar?


"Você já percebeu que nós sempre estamos lutando contra os filisteus mas nunca gastamos tempo os evangelizando"?

sexta-feira, março 05, 2010

Jesus está à porta e bate. Mas em qual porta?


“Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta, entrarei em sua casa, e com ele cearei, e ele comigo”
Apocalipse 3:20

Esse texto é chave em qualquer treinamento de evangelismo.
Desde quando eu comecei a vivenciar de forma intensa a pregação do evangelho que esse versículo sempre me acompanhou. Em todos os evangelismo que fazíamos esse texto era lançado como um convite para o pecador abrir as portas de seu coração para Jesus. Em muitos manuais de evangelismo esse texto é usado como base para a famosa “oração do pecador”. Vários folhetos apresentam esse texto como um convite. Veja esse exemplo de um folheto da Editora Amem:
Em todo coração humano existe essa estranha porta. Jesus nunca entrará à força na vida de alguém; nós temos que abrir a porta.
Caro leitor, o Senhor Jesus agora mesmo está pacientemente à porta do seu coração. Você vai deixar que Ele bata em vão? A maçaneta do seu coração está do lado de dentro.

“Jesus está a porta do seu coração e está batendo”, “deixe Jesus entrar” e o famoso “aceite Jesus em seu coração”. Todas são frases comuns no vocabulário do evangelista moderno.
Durante muitos anos eu sempre tive a mais absoluta certeza sobre o significado desse texto. Tinha total certeza que era uma poderosa passagem evangelística. Não havia sombra de dúvidas de onde Jesus estava: à porta do coração do pecador. O que deveria este fazer em resposta? Convidar Jesus para entrar em seu coração. Tudo isso era muito certo, até o dia em que resolvi ler o texto de Apocalipse. E descobri que a história é bem diferente.
Primeiro, quero explicar uma regra que me é muito útil e eu aprendi com o pessoal do Stand to Reason: nunca leia um versículo bíblico. De uma forma mais explicada, nunca leia apenas UM versículo bíblico. Leia também os que estão próximos, pois 90% das vezes o contexto nos dirá qual a melhor interpretação da mensagem, vai nos dizer qual o significado do texto.
Vamos aplicar essa regra ao texto. Mas antes disso, um pouco de contextualização, um pouco de história.
João está escrevendo para a famosa igreja de Laodicéia, uma igreja rica em uma região comercial central. Essa cidade era tão rica que quando foi praticamente destruída por um terremoto em 60 d.C., os cidadãos de Laodicéia recusaram a ajuda do governo romano e reconstruíram a cidade eles mesmos. Apesar de ser rica, essa igreja é reprovada por João. Era uma igreja permissiva que se orgulhava com a cidade. João não faz nenhum elogio a essa igreja, de forma diferente do que fez com as outras igrejas. Tendo isso em mente, vamos ler os versículos que antecedem o texto em questão:

14 Ao anjo da igreja em Laodicéia escreve: Isto diz o Amém, a testemunha fiel e verdadeira, o principio da criação de Deus;
Ou seja, ao pastor (anjo) da igreja em Laodicéia, Jesus, o Amém, está falando.

15 Conheço as tuas obras, que nem és frio nem quente; oxalá foras frio ou quente!
Jesus sabe o que está acontecendo na igreja. Eles não são frios, como a igreja de Colossos, que possuía uma água fria e refrescante (ou seja, boa), nem quentes, como a igreja em Hierápolis, que possuía uma água medicinal quente e que fazia bem a saúde (ou seja, boa).

16 Assim, porque és morno, e não és quente nem frio, vomitar-te-ei da minha boca.
A água de Laodicéia era ruim, tinha de ser trazida de Colossos ou de Hierápolis. Era morna. E assim era a igreja. Morna, nauseante, como a água da cidade. E Jesus estava a ponto de vomitá-los de sua boca.

17 Porquanto dizes: Rico sou, e estou enriquecido, e de nada tenho falta; e não sabes que és um coitado, e miserável, e pobre, e cego, e nu;
Jesus está denunciando o orgulho da igreja, que estava na cidade rica, famosa pelo talco frígio, usado no tratamento de doenças dos olhos e na produção de fina lã negra. Essas características são contrastadas chamando a igreja de pobre, cega e nua.

18 aconselho-te que de mim compres ouro refinado no fogo, para que te enriqueças; e vestes brancas, para que te vistas, e não seja manifesta a vergonha da tua nudez; e colírio, a fim de ungires os teus olhos, para que vejas.
19 Eu repreendo e castigo a todos quantos amo: sê pois zeloso, e arrepende-te.
Jesus oferece à igreja a oportunidade de se arrepender, pois ele ama a sua igreja e está pronto para corrigi-la.

20 Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta, entrarei em sua casa, e com ele cearei, e ele comigo.
E aqui chegamos ao versículo principal.
Levando-se em consideração tudo o que foi visto até esse momento, observando os versículos que levam até essa frase, qual é a interpretação mais plausível? Ou melhor, vamos nos perguntar: onde está Jesus? Na porta de quem ele está batendo?
Jesus está falando com a igreja, que o havia expulsado. Jesus estava fora da sua própria igreja. Ele está batendo à porta da igreja e se ela ouvir a voz do Senhor e abrir a sua porta, ele vai entrar e cear com ela. Não é essa a interpretação mais plausível para esse texto? Não só essa é a mais plausível, como é a única interpretação que leva em consideração o significado real do texto e do contexto.

Mas vamos fazer de conta que o texto que antecede o versículo 20 não é importante. Vamos focar única e exclusivamente no versículo 20. Jesus está a porta batendo. Qual porta é essa? Do coração? Mas a palavra coração não aparece no versículo. Pode ser do rim, do pulmão ou mesmo do cérebro. Ele pode estar batendo à porta da nossa consciência. Ou mesmo do nosso lar? Podemos determinar qual é a porta apenas pela leitura desse versículo? Não. Por isso é importante buscarmos no contexto qual porta Jesus está batendo. E o texto é bem claro que é à porta da igreja de Laodicéia.
Nós só acreditamos que essa porta é a porta do coração porque isso virou parte da linguagem evangélica, da linguagem do evangelismo. É mais um mito evangélico. Mas ele não encontra sustentação bíblica.

E por último (e um dia eu vou abordar isso com calma), como a Bíblia diz que alguém é salvo? Convidando Jesus para entrar em seu coração? Qual versículo bíblico diz isso? (descarte Apocalipse 3:20). Na verdade, a Bíblia diz que “Mas Deus, não levando em conta os tempos da ignorância, manda agora que todos os homens em todo lugar se arrependam” (Atos 17:30) e somos salvos pela fé em Jesus (Efésios 2:8). Nenhum versículo nos fala sobre “convidar Jesus para entrar em nosso coração”. Você se arrepende, coloca sua fé em Jesus Cristo e Ele irá te convidar para entrar e se com ele em seu trono:

“Ao que vencer, eu lhe concederei que se assente comigo no meu trono”
Apocalipse 3:21

O depoimento das mulheres seguidoras de Jesus que foram testemunhas oculares apoia o túmulo vazio


Eu gostaria de ir além do que este artigo (em inglês) de William Lane Craig, que inclui uma discussão sobre o sepulcro vazio, junto com os outros fatos mínimos que apoiam a ressurreição. O documento inteiro foi também apresentada oralmente para os alunos e professores da Universidade Estadual da Califórnia, Fresno, em 2005, e uma gravação completa está disponível aqui (em inglês). O documento abrange todo o conjunto dos fatos mínimos preferidos de Craig, que ele usa nos debates.


A palavra ressurreição significa ressurreição corporal

O conceito de ressurreição em uso entre os primeiros convertidos ao cristianismo foi um conceito judaico de ressurreição. E esse conceito de ressurreição é inequívoca a favor de uma ressurreição corporal. O corpo (soma) que entrou no túmulo é o corpo (soma) que saiu.

Craig explica o que isso significa em relação ao rápido início da fé cristã:

Para um judeu do primeiro século a ideia de que um homem pode ser ressuscitado dentre os mortos, enquanto seu corpo permanece no túmulo era simplesmente uma contradição em termos. Nas palavras de E .E. Ellis, "É muito improvável que os primeiros cristãos palestinos poderia conceber qualquer distinção entre a ressurreição e a ressurreição física de 'esvaziamento do tumulo'. Para eles, um anastasis sem um túmulo vazio teria sido tão significativo quanto um círculo quadrado."
E:

Mesmo que os discípulos acreditassem na ressurreição de Jesus, é duvidoso que teriam gerado qualquer coisa que se seguisse. Enquanto o corpo estivesse enterrado no túmulo, um movimento cristão fundamentado sobre a crença na ressurreição do morto teria sido uma loucura impossível.

É significativo que a crença na ressurreição começou na cidade onde a tumba estava localizada. Qualquer pessoa, tal como os romanos ou os sacerdotes judeus, que quisesse cortar o movimento pela raiz poderia facilmente ter trazido o corpo para acabar com tudo. Eles não o fizeram, porque não poderiam fazê-lo, apesar de terem todos os motivos para o fazer.

Mais sobre isso com N.T. Wright aqui (em inglês).

Existem várias fontes antigas de testemunhas oculares para o túmulo vazio

O Credo antigo de Paulo em 1 Coríntios 15:3-7, datado de 5 anos dentro da crucificação, implica o túmulo vazio.
Craig escreve:

Na fórmula citada por Paulo, a expressão "foi levantado", após a frase "ele foi enterrado" implica o túmulo vazio. Um judeu do primeiro século não poderia pensar de outra forma. Como E.L. Bode observa, a noção de ocorrência de uma ressurreição espiritual enquanto o corpo permanece na tumba é uma peculiaridade da teologia moderna. Para os judeus eram os restos do homem no sepulcro que foram levantados, daí, eles preservarem cuidadosamente os ossos dos mortos em ossários, até a ressurreição escatológica. Não há dúvida de que tanto Paulo quanto a antiga fórmula cristã que ele cita pré-supõe a existência da tumba vazia.

A datação da ressurreição como tendo ocorrido "no terceiro dia" implica o túmulo vazio. A data prevista para a ressurreição teria sido a data em que o túmulo foi encontrado vazio.

A frase "no terceiro dia" provavelmente aponta para a descoberta do túmulo vazio. Muito resumidamente, o ponto é que uma vez que ninguém realmente testemunhou a ressurreição de Jesus, como os cristãos chegaram a data "no terceiro dia?" A resposta mais provável é que eles fizeram isso porque esse foi o dia da descoberta do túmulo vazio pelas mulheres seguidoras de Jesus. Assim, a própria ressurreição veio a ser datada no mesmo dia. Assim, na antiga fórmula cristã citada por Paulo, temos evidências muito recentes da existência do túmulo vazio de Jesus.

As narrativas pré-Marcos do enterro mencionam o túmulo vazio. Estas fontes pré-datam Marcos, o evangelho mais antigo. A fonte foi datada por alguns estudiosos para a década de 40.

A história do túmulo vazio é parte da história da paixão pré-Marcos e por isso é muito velha. A história do túmulo vazio foi provavelmente o fim da fonte de Marcos para a paixão. Como Marco é o mais antigo dos evangelhos, esta fonte é, portanto, em si bastante antiga. De fato, o comentarista R. Pesch alega que é uma fonte extremamente precoce. Ele produz duas linhas de evidência para essa conclusão:
(a) a narrativa de Paulo da Última Ceia, em 1 Coríntios 11:23-5 pressupõe o relato de Marcos. Dado que as tradições de Paulo são por si mesmas muito antigas, a origem de Marcos deve ser ainda mais antiga.

(b) Nunca a história da paixão pré-Marcos refere-se ao sumo sacerdote por nome. É como quando eu digo "O presidente está oferecendo um jantar na Casa Branca" e todos sabem sobre eu quem estou falando porque é o homem atualmente no cargo. Da mesma forma a história da paixão pré-Marcos se refere ao "sumo sacerdote" como se ainda estivesse no poder. Desde que Caifás tomou posse em 18-37 AD, isso significa que o mais tardar para a fonte pré-Marcos deve ser dentro de sete anos após a morte de Jesus. Esta fonte, portanto, volta para dentro dos primeiros anos na sociedade em Jerusalém e é, portanto, uma fonte antiga e confiável de informação histórica.


Falta de enfeites lendários

A narrativa do túmulo vazio nos evangelhos não tem enfeites lendários, ao contrário de falsificações do segundo século que se originaram fora de Jerusalém.

O testemunho ocular das mulheres

Esta é a prova de que tem sido a mais convincente para os céticos, e para mim também.

A tumba foi provavelmente descoberta vazia por mulheres. Para entender este ponto temos que nos lembrar de dois fatos sobre o papel da mulher na sociedade judaica.
(a) as mulheres ocupavam um degrau muito baixo na escada social judaica. Isto é evidente em expressões rabínicas como "É melhor que as palavras da lei sejam queimadas do que entregues a mulheres" e "Feliz é aquele cujas crianças são do sexo masculino, mas ai daquele cujas crianças são mulheres."

(b) O testemunho de mulheres era considerado tão inútil que não era permitido nem mesmo servirem como testemunhas legais em uma corte legal. À luz desses fatos, quão extraordinário deve parecer que são as mulheres que são as descobridoras do túmulo vazio de Jesus. Qualquer lenda posterior certamente teria feito com que os discípulos homens descobrissem o túmulo vazio. O fato de que as mulheres, cujo testemunho era inútil, ao invés dos homens, são as principais testemunhas do túmulo vazio é a mais plausível, explica-se pelo fato de que, gostemos ou não, elas foram os descobridoras do túmulo vazio e os evangelhos registraram isso com precisão.

As primeiros resposta do altos sacerdotes judeus presumem o túmulo vazio

Este relato de Mateus 28 preenche os critérios da “comprovação inimiga”, apesar de Mateus não ser a fonte mais antiga que temos. Hum, bem.

Em Mateus 28, encontramos a tentativa cristã de refutar a mais antiga polêmica judaica contra a ressurreição. Essa polêmica afirmava que os discípulos roubaram o corpo. Os cristãos responderam a isso recitando a história da guarda no túmulo, e da polêmica que foi acusada de ter adormecido. Agora, o aspecto mais notável dessa disputa não é a historicidade dos guardas, mas sim a pressuposição de ambas as partes que o corpo estava faltando. A resposta dos judeus mais antigos para a proclamação da ressurreição foi uma tentativa para explicar o túmulo vazio. Assim, as provas dos adversários dos discípulos criam uma evidência em apoio ao túmulo vazio.

Veja como Craig é cuidadoso em não dizer que a tradição da guarda é histórico, porque não podemos provar a guarda como um fato "mínimo", uma vez que não respeita os critérios históricos padrões.

Respostas dos céticos para o túmulo vazio

Richard Carrier tentou argumentar que o depoimento das mulheres foi aceito, em seu debate com Craig, mas Craig revelou que isso só seria possível em dois casos: 1) se elas estivessem testemunhando sobre sua condição de viúvas, ou 2) se testemunhas do sexo masculino não estivessem disponíveis, por exemplo, todos tivessem sido mortos. O áudio do debate está aqui (em inglês). A de derrota de Carrier está aqui (em inglês) em seu no blog. A resposta de Craig após o debate Carrier está aqui e aqui (ambos em inglês).


Estudos adicionais

Para ver um debate entre Craig e do conhecido cético Bart Ehrman, clique aqui para a lista de 12 parte. As duas primeiras partes estão postadas abaixo (em inglês), contendo todos os 20 minutos de discurso da abertura de Craig. A transcrição integral do debate está aqui (em inglês), então você pode seguir a o debate.






Para ouvir uma palestra de Craig relacionada ao tema chamada "Quem Jesus pensava ser?", clique aqui (em inglês). O vídeo está aqui. Esta palestra foi proferida em fevereiro de 2009 na Universidade de Columbia, provavelmente,a universidade mais secular de esquerda nos Estados Unidos. Sim, da mesma universidade que convidou Ahmadinejad para palestrar.

quarta-feira, março 03, 2010

Frase do ex-ateu Antony Flew - Apologética


“Apesar de antes ter sido tão crítico do argumento do design, desde então eu percebi que, quando formatado de forma correta, esse argumento consiste em uma defesa persuasiva para a existência de Deus”.
- Antony Flew, ex-ateu (There is a God, página 95).

O movimento homossexual e a resposta da igreja: comentário a um post do Genizah


Um dos blogs que eu sempre acompanho é o Genizah Virtual. Sempre leio artigos que são no mínimo interessantes e abrem espaço para algum diálogo. São vários autores e nem sempre eu concordo com as suas opiniões.
Foi o caso com o artigo a seguir. Ao terminar de lê-lo, tive um ímpeto imediato de resposta. Via de regra, não respondo aos artigos que não concordo porque sempre me falta tempo para desenvolver o argumento e eu não gosto de abordar qualquer assunto de uma forma muito superficial.
Mas nesse caso foi um pouco diferente. E acho que minha participação para o diálogo trouxe um ponto um pouco diferente do que todos estão abordando.
Abaixo estou postando o texto do Hermes e abaixo minha resposta a ele.

Silas e o Circo de Horrores do Ratinho
Hermes C. Fernandes
Assisti pelo Youtube à atuação do Pr. Silas Malafaia no programa do Ratinho recentemente. Como ele mesmo confessou, seu estilo é bem parecido com o do apresentador. Poderíamos até dizer que Silas é uma espécie de Ratinho Gospel.Não tem papa na língua e gosta de ver o circo pegar fogo.
O que achei? Sinceramente? Um desserviço à causa.
Primeiro: ali não era o lugar para se debater com seriedade um assunto tão complexo. A produção do Ratinho certamente escolheu Silas por saber de seu temperamento, ingrediente indispensável para um circo de horrores como o promovido pelo programa. Achei-o deselegante com sua oponente. Já tive a oportunidade de debater com ele várias vezes em duas emissoras no Rio de Janeiro. Ele não consegue se calar nem no intervalo. Sua fama foi construída em cima disso.
Apesar de polêmico (mais por seu temperamento do que por suas posições), Silas é extremamente conservador, e não consegue manter um diálogo em alto nível. Mas infelizmente é isso que o povão gosta.
Não consigo imaginar Jesus Se prestando a um papel desses. Jesus nunca bateu boca com ninguém. E Ele jamais participaria de uma campanha contra o direito de quem quer que fosse. O tipo de posicionamento defendido por Silas só faz aumentar o abismo entre a igreja evangélica e os homossexuais. Que vantagem há nisso? Como poderemos evangelizar um grupo contra o qual nos manifestamos? Em vez disso, deveríamos estar defendendo seus direitos, angariando sua simpatia e confiança, e assim, revelando-lhes o amor transformador do nosso Deus. Sem imposições, sem histeria, sem mania de perseguição, mas com mãos estendidas em vez de dedo à riste.
Quem, afinal, teria ganho aquele debate? É claro que a maioria do povo evangélico vai dizer que foi Slias. Mas sabe quem perdeu? Todos nós. Silas tornou-se numa referência caricata da igreja brasileira.
E o pior de tudo é que por trás de toda esta vociferação contra a PL 122 há uma não confessável intenção política. Os políticos evangélicos (que até agora não mostraram a que vieram!) precisam garantir a próxima eleição. Nada melhor do que tocar terror no povo, usando o tal projeto de lei como o carro abre-alas.
Essa estória de que as igrejas serão obrigadas a casar gays é conversa fiada. O mesmo projeto de lei é contrário a qualquer tipo de discriminação religiosa. Pode-se "condenar" a pobreza sem com isso discriminar o pobre. Pode-se "condenar" o alcoolismo sem discriminar o alcoólico. O mesmo se aplica aos homossexuais. Se um determinado credo reprova o comportamento homossexual, não quer dizer que seus seguidores discriminem homossexuais.
Que vergonha... deveríamos estar do lado deles, condenando a homofobia, e assim, escancarando a porta para que tivéssemos acesso aos seus corações. Em vez disso, colocamo-nos ao lado de seus algozes. A igreja cristã que produziu homens como Martin Luther King, Jr. que defendeu com o preço de sua própria vida os direitos civis, agora produz homens intolerantes que almejam, em nome de um projeto político, conduzir a igreja de volta à idade das trevas. Foi este tipo de posicionamento intolerante que provocou a morte das bruxas de Salém, a Inquisição, o Apartheid.
Infelizmente, nosso povo tem memória curta. Semanas atrás, todos repudiavam a teologia da prosperidade pregada por Silas ao lado de seu mentor Morris Cerullo. Agora, por uma causa com motivações duvidosas, Silas voltou a ser quase unanimidade entre os evangélicos.
Espero que o povo de bom-senso acorde para isso, reveja seus conceitos, e se posicione contrário a qualquer tipo de manipulação.

Minha resposta.
Vou começar pela parte que eu concordo depois vou para a parte que eu discordo.
Eu não assisti ao vídeo do Silas, mas existe realmente uma grande chance que ele realmente tenha feito um desserviço ao cristianismo, o que no final das contas não seria uma novidade vindo dele. Eu já vi alguns de seus debates e ele realmente apresenta mais um show do que um caso. Normalmente em um debate é sempre bom buscar a cortesia junto ao seu oponente, especialmente se você está com a verdade. Infelizmente, como é tão comum em vários debates, não importa o assunto, para o povo o ganhador é sempre quem tem a melhor retórica, não quem tem o melhor argumento.
Dito isso, eu acredito que como cristãos devemos nos opor sim a uma legislação que venha a legalizar o casamento homossexual. Isso não quer dizer que queremos com isso negar qualquer direito a qualquer cidadão, qualquer que seja sua orientação sexual, por um motivo muito simples. Não vejo a causa homossexual como uma questão de direito. Não consigo entender qual direito está sendo negado aos homossexuais. Eles podem casar-se com qualquer um que quiserem, desde que esse um seja do sexo oposto. Esse é o mesmo direito que eu tenho. Casar-se com alguém do mesmo sexo não é somente negado aos homossexuais mas para qualquer um. Eu não posso me casar com alguém do mesmo sexo. O mesmo direito é para todos. O que os homossexuais buscam é um direito além daquele que é estendido para todos. Se fosse uma questão de direitos, eles desejariam um direito a mais além daquele que qualquer cidadão quer. Mas não é essa a questão.
Pelo o que vejo, os homossexuais não buscam realmente um direito porque no final das contas, na prática, eles podem muito bem viver juntos. A lei não proíbe o homossexualismo. Eles são livres para viver com quem quiser. O que realmente me parece ser o objetivo do movimento homossexual é a busca de uma aceitação e aprovação por parte da sociedade de uma questão moral. Eles desejam que nós como sociedade (seja por escolha seja por força da lei) entreguemos um endosso para seu estilo de vida. Não acho que cabe à lei endossar estilos de vida. O que acredito que a lei deve fazer é assegurar o núcleo básico da sociedade, que permite a continuação dos povos e da sociedade. E essa forma é o casamento entre um homem e uma mulher.
Se formos endossar todos os estilos de vida e formas de expressar sexualidade, em breve teremos aqueles que querem se casar com múltiplos parceiros, depois os que querem se casar com crianças, ou os que querem se casar com animais e assim vai. Todos vão buscar legitimidade na lei de suas opções sexuais.
Também não é possível para o cristão comparar a empreitada homossexual com a luta pelos direitos civis dos anos 60 nos Estados Unidos. Enquanto o ser negro ou ser branco é algo intrínseco (com exceção do Michael Jackson), a opção sexual é uma coisa extrínseca. Um é uma questão de ser, a outra, uma questão de comportamento. Enquanto as Escrituras dizem que os negros foram criados à imagem e semelhança de Deus, ela nos diz que o homossexualismo é pecado.
Isso não é homofobia. Quando eu vejo um homossexual eu não sofro de sudorese, tremedeira, imobilidade, os quais são sinais de uma fobia. Na verdade, não conheço ninguém que sofra disso. Nós amamos os homossexuais, assim como amamos os mentirosos, ladrões, adúlteros e tantos outros, até porque assim eramos muitos de nós. O que fazemos é apresentar para eles a salvação que se encontra em Jesus Cristo. Cabe a eles responder em fé e arrependimento, assim como nós o fizemos.
Não vejo porque um homossexual deva ser tratado de forma diferente da que devemos tratar qualquer outro pecador. Pois todos nós o somos.
Eu sei que tem gente que não vai gostar de nada disso, mas ainda assim quero terminar com um abraço para todos.
Maurilo

terça-feira, março 02, 2010

Artigos especiais sobre a ressurreicao de Cristo


Como preparação para a Páscoa que está chegando, estamos publicando vários artigos sobre a ressurreição, especialmente no sentido de dar ferramentas para o cristão apresentar e defender a Ressurreição de Nosso Senhor para os não-cristãos.
Eu sempre achei que a ressurreição jamais poderia ser defendida de forma lógica e através de raciocíonio. Mas nos últimos anos temos aprendido que isso não é verdade.
Pelo contrário, a ressurreição é na verdade a melhor e mais plausível explicação para os eventos que aconteceram em torno de Jesus. E também é usado como um dos argumentos pela existência de Deus. Mas isso por William Lane Craig. E ele sabe fazer isso como ninguém.
O mais interessante é que muito do que estamos postando aqui nós ouvimos diretamente de alguns dos mestres em apologética com os quais estamos estudando. Especialmente a palestra de Gary Habermas que ouvimos em novembro do ano passado é fantástica.
Ainda temos muitos outros artigos sobre a ressurreição vindo. Continue acompanhando, estude, pergunte se você tiver dúvidas. Queremos equipá-lo para defender sua fé na ressurreição do Senhor.

Fontes antigas e independentes para o túmulo vazio


A “Pergunta da Semana” de Bill Craig apresentada em Reasonable Faith recentemente abordou o problema do número e das datas das primeiras fontes independentes para as histórias do enterro e do túmulo vazio de Jesus. Descobri que minhas próprias opiniões estavam um pouco equivocadas, então eu pensei que seria benéfico para todos se dessemos um olhada mais de perto.

Vamos dar uma olhada nas fontes independentes para a história do túmulo vazio.

1) A parte de Marcos que narra o enterro é uma fonte recente ao evento
Marcos é o evangelho mais antigo, mas mesmo ele depende de uma fonte mais recente para uma parte de seu evangelho.

A história do enterro é parte do material fonte de Marcos para a história da Paixão de Jesus. Esta é uma fonte muito recente o que provavelmente é baseada em depoimentos de testemunhas oculares e é datada para dentro de vários anos da crucificação de Jesus.
... A história do tumulo vazio é sintaticamente ligada à história do enterro, na verdade, eles são apenas uma única história.

Bill fala sobre a datação e importância desta fonte recente:
... Considerando que a maior parte do Evangelho de Marcos é composta por contos anedóticos como pérolas enfiadas em uma corda, quando chegamos à última semana da vida de Jesus, encontramos uma narrativa contínua de eventos da conspiração judaica durante a Festa dos Pães Ázimos através do sepultamento de Jesus e do túmulo vazio.
... De acordo com James D. G. Dunn, "A explicação mais óbvia desta característica é que o quadro foi logo no início fixado dentro do processo da tradição e assim permaneceu durante a transição para os Evangelhos escritos. Isso sugere, por sua vez uma tradição enraizada na memória dos participantes e colocada nesse formato por eles" (J. D. G Dunn, Jesus Remembered, 2003, pp. 765-6.)
A opinião dominante entre os estudiosos do NT é, portanto, que as narrativas da Paixão são precoces e com base em depoimentos de testemunhas oculares (Mark Allen Powell, JAAR 68 [2000]: 171). Com efeito, de acordo com Richard Bauckham, muitos eruditos datam a narrativa da Paixão de Marcos no mais tardar nos anos 40 (lembre-se que Jesus morreu em 30 AD) (Richard Bauckham, Jesus and the Eyewitnesses, 2006, p. 243)....

Uau, essa fonte independente é quase tão boa quanto 1 Coríntios 15:3-7! O que mais é uma boa fonte?

2) Mateus tem uma fonte independente para a história da tumba vazia
Craig escreve:
Quanto aos outros evangelhos, que Mateus tem uma tradição independente do túmulo vazio é evidente, não só do vocabulário não-Mateus (por exemplo, as palavras traduzidas "no dia seguinte", "dia da preparação", "enganador", " guarda [de soldados], "para tornar seguras", "selar"; a expressão "no terceiro dia" também é não-Mateus, porque ele usa em todos os outros lugares "após três dias;" a expressão "principais sacerdotes e os fariseus" nunca aparece em Marcos ou Lucas e também é incomum para Mateus), mas também de Mateus 28:15: "E essa história tem-se divulgado entre os judeus até o dia de hoje", indicativo de uma história de tradição da disputa com os judeus não-cristãos.

Isso foi uma novidade para mim.

3) A fonte usada por Lucas e João para a história da tumba vazia
A inspeção do túmulo vazio por Pedro implica o túmulo vazio. Craig escreve:
Lucas e João têm a história que não está em Marcos, sobre Pedro e outro discípulo inspecionando o túmulo, que dada a independência de João de Lucas, indica uma tradição separada por trás da história. Além disso, já vimos que a independência de João de Marcos mostra que ele tem uma fonte separada para o túmulo vazio.

Isso também foi uma novidade para mim.

4) Os primeiros sermões em Atos apóiam o túmulo vazio
Atos foi escrito por Lucas. Craig escreve:
Os primeiros sermões em Atos provavelmente não foram criados por Lucas do nada, mas representam pregações apostólicas antigas. Nós encontramos o túmulo vazio de forma implícita no contraste entre o túmulo de David e o de Jesus: "David morreu e foi sepultado e seu sepulcro está conosco até hoje." Mas "este Jesus Deus ressuscitou" (2:29-32; cf . 13.36-7).

Isso eu tinha ouvido falar antes, de Gary Habermas.

5) O credo recitado por Paulo em 1 Coríntios 15:3-7 é uma fonte recente
Esta passagem não menciona explicitamente o túmulo vazio, mas implica o túmulo vazio. Nós nos tempos modernos não estamos livres para reinventar o significado da palavra ressurreição. Teólogos judeus da antiguidade que acreditavam na ressurreição tinham uma definição definitiva da palavra: a palavra significa que o corpo desapareceu do túmulo.

Craig escreve:
... A velha tradição transmitida por Paulo à igreja de Corinto, que está entre as primeiras tradições identificáveis no NT, refere-se ao sepultamento de Jesus, na segunda linha do credo. Que este é o mesmo evento que o enterro descritos nos Evangelhos torna-se evidente, comparando a tradição de Paulo com as narrativas da Paixão de um lado e os sermões nos Atos dos Apóstolos, por outro. A quarta linha do credo transmitido por Paulo é um resumo dos acontecimentos centrais da crucificação de Jesus, o sepultamento por José de Arimatéia, a descoberta de seu túmulo vazio, e suas aparições aos discípulos.

Este credo foi datado em 5 anos dentro da crucificação, como mencionei antes.

Estudos adicionais
Um artigo de nível acadêmico (em inglês), onde Craig faz a defesa caso pelo túmulo vazio é encontrado aqui. Comentaristas ateus: certifique-se e leia este artigo antes de comentar.

Tradução Pés Descalços.

segunda-feira, março 01, 2010

Gary Habermas explica a fonte mais antiga de fatos ressurreição


Você simplesmente passa direto sobre 1 Coríntios 15:3-7 quando você lê a Bíblia? Você sabia que esta passagem é a melhor passagem em toda a Bíblia quando se trata de defender a ressurreição? Vamos dar uma olhada em uma palestra onde o historiador Gary Habermas explica a importância de 1 Coríntios 15:3-7 para defender a ressurreição corporal de Jesus como um evento histórico.
Lembre-se que existem alguns critérios para decidir quais as passagens dos escritos do Novo Testamento são historicamente confiáveis. Aqui (em inglês) está um ótimo artigo de Gary Habermas, que explica todos os critérios. Abaixo, vou listar alguns dos critérios do referido artigo.

Comprovação antiga
Fontes antigas incluem: 1) 7 dos 13 livros paulinos são unanimemente aceitos como sendo de autoria de Paulo, 2) as passagens "Q" que são partilhados por Mateus e Lucas, mas que não estão em Marcos, e 3) certos credos curtos em passagens do livro de Atos. As 7 Epístolas paulinas que são confiáveis Romanos, 1 Coríntios, 2 Coríntios, Filipenses, 1 Tessalonicenses, Gálatas e Filêmon.
Habermas escreve:
“No que se refere ao Jesus histórico, qualquer material entre 30 e 50 d.C. seria exemplar, um período altamente preferido pelos eruditos como os do Jesus Seminar.
Relatos de uma data tão antiga realmente antecedem os Evangelhos escritos. Um exemplo famoso é a lista das aparições de Jesus ressurreto fornecidos por Paulo em 1 Coríntios 15:3-8. A maioria dos críticos eruditos pensam que a recepção de Paulo de pelo menos o material sobre o qual esta declaração antiga no qual o credo se baseia é datada da década de 30 d.C. Outros exemplos são fornecidos pelas breves declarações de credo que muitos eruditos encontram incorporado no livro de Atos, que Gerald O'Collins data para os anos 30 d.C. A partir do chamado material "Q" no primeiro e terceiro evangelho, outro exemplo é a declaração de alta cristologia encontrada em Mateus 11:27 / Lucas 10:22. Além disso, as primeiras epístolas de Paulo datam a partir da década de 50 d.C.”

Depoimento de testemunha ocular
Habermas escreve:
“Sempre que estas fontes precoces também são derivadas de testemunhas oculares que realmente participaram de alguns dos eventos, isso proporciona uma das evidências mais fortes possíveis. O historiador David Hackett Fischer chamo isso de 'regra do imediatismo' e define isso como 'a melhor evidência relevante'. Quando os eruditos possuem fontes antigas que são ambas muito antigas e com base em depoimentos de testemunhas oculares, eles têm uma combinação que é muito difícil de dispensar.
Em nosso exemplo anterior, uma razão pela qual os eruditos críticos levam o depoimento de Paulo tão a sério é que seus escritos fornecem uma data muito precoce, bem como testemunhas oculares do que Paulo acreditava ser uma aparição do Jesus ressurreto. Isto é ainda aceito pelo estudioso ateu Michael Martin. Outros momentos cruciais que dizem respeito a qualquer outra testemunha ocular podem ser localizados nos textos do Evangelho.”

Múltiplas comprovações
Habermas escreve:
“Comprovações independentes de um relato por mais de uma fonte é outra grande indicação que uma afirmação em particular pode ser fatual. O historiador da antiguidade Paul Maier afirma que: 'Muitos fatos da antiguidade se baseiam em apenas uma fonte antiga, enquanto que duas ou três fontes que estejam de acordo geralmente tornam o fato incontestável.' O Jesus Seminar enfatiza itens atestados em duas ou mais fontes independentes.'
Vários exemplos importantes podem ser fornecidos. Das cinco fontes muitas vezes reconhecidas nos relatos dos Evangelhos, os milagres de Jesus são relatados em todos os cinco, com algumas ocorrências específicas relatadas em mais de um. As declarações cruciais de Jesus 'Filho do Homem' também são atestados em todas as cinco fontes dos Evangelhos. E o túmulo vazio é relatado em pelo menos três, se não quatro, destas fontes dos Evangelhos. Isso ajuda a entender por que esses itens são levadas tão a sério por eruditos críticos contemporâneos.”

Linha de tempo das fontes do Novo Testamento
Você só pode usar os dados que passarem por estes parâmetros quando você está construindo hipóteses históricas em um ambiente de debate. Mas a passagem de 1 Coríntios 15:3-7 é especial, porque tem as marcações em um credo antigo. Como explica Habermas, Paulo recebeu esse credo no prazo de cinco anos após a crucificação. Paulo verificou este credo duas vezes com testemunhas oculares, Pedro, João e Tiago, em Gálatas 1:11-24 e Gálatas 2:1-10.
Então, vamos definir a data da morte de Jesus como sendo 30 AD. Então a pergunta: quais as fontes mais próximas ao evento? Nós precisamos ter várias fontes antigas a fim de sermos capazes de atestar fatos mínimos que podem ser usados quando se está debatendo céticos e ateus. Aqui está o cronograma, utilizando as mais recentes e absolutas datas possíveis para as fontes:

30 A.D.: Jesus é crucificado. (+0)
31 AD: O antigo credo se origina em torno deste tempo.
35 AD: Paul recebe o antigo credo de Pedro, João e Tiago em Jerusalém.
55 A.D.: 1 Coríntios (+25).
70 A. D. Marco (+40).
80 A. D. Mateus (+50).
85 A. D. Lucas (+55).
95 A. D. João (+65).

As minhas datas preferenciais para os evangelhos são pelo menos 5 anos anteriores do que as datas dos céticos. Assim, sua fonte mais antiga para os fatos mínimos sobre a ressurreição é 1 Coríntios 15:3-7. Eu expliquei anteriormente como alavancar os fatos em 1 Coríntios 15, e outros fatos mínimos, para apresentar um caso em defesa pela ressurreição.

Aplicação pessoal
Você realmente precisa ser capaz de falar com seus amigos e colegas de trabalho sobre a ressurreição. Essa é a nossa obrigação como cristãos. Quando você conversa com os não-cristãos, você não pode usar toda a Bíblia pela fé. Seu oponente não vai permitir que você use todo o texto como fonte porque não vai assumir que é infalível. Você precisa argumentar a partir de fatos mínimos que passam os critérios históricos padrões.
Então, você precisa aprender a explicar como os eruditos chegaram aos fatos mínimos a partir das fontes bíblicas. Você precisa de listas de critérios e explicar por que eles são geralmente aceitos, e depois aplicá-las. Você precisa saber as datas e os autores dos escritos do Novo Testamento. Você precisa saber que passagens são consideradas fatos mínimos. E então você pode apresentar a defesa sobre esses fatos.
Acho que a estratégia mais promissora é discutir a partir de um criador e designer sobrenatural utilizando-se de algumas descobertas científicas recentes, e siga a partir daí para preocupações históricas uma vez que a existência de um Deus deísta foi firmemente estabelecida.

Estudos adicionais
Em primeiro lugar, ouça os 30 minutos de palestra (em inglês) proferida na Universidade Estadual Politécnica da Califórnia em 2008 por Gary Habermas, sobre 1 Coríntios 15:3-7. Então, confira o caso pela ressurreição (em inglês) de N.T. Wright. Então ouça esta palestra (inglês) proferida na Universidade Estadual da Califórnia em 2005 por William Lane Craig, argumentando a partir dos fatos mínimos.
E, finalmente, você pode verificar alguns debates (em inglês) sobre a ressurreição. Eu recomendo o debate (em inglês) entre William Lane Craig e Hoover Roy. Mas é importante ler primeiro o caso de N.T. Wright pela ressurreição! Há uma seção de testes no debate, por isso, se você está tão interessado nisso quanto eu, vai poder fazer suas correções ali.

Tradução Pés Descalços.

domingo, fevereiro 28, 2010

O Jesus histórico - um mínimo


Abaixo seguem algumas listas de fatos históricos incontestáveis sobre Jesus.

[Tirado de "Jesus as a figure in history", pp.21-22, 117.153 de Mark Allan Powell,]

Norman Perrin Uma lista de frases que são indubitavelmente autêntica:

1. Sobre o Reino
o reino chegou: Lucas 11:20
o reino está entre vós: Lucas 17:20-21
o reino sofre violência: Mateus 11:12

2. A Oração do Senhor: Lucas 11:2-4

3. Ditos proverbiais
a amarração do homem forte: Marcos 3:27
um reino dividido: Marcos 3:24-26
quem quiser salvar a sua vida: Marcos 8:35
uma mão no arado: Lucas 9:62
riqueza e o reino: Marcos 10:23 b, 25
deixe que os mortos enterrem os mortos: Lucas 9:60a
a porta estreita: Mateus: 7:13-14
os primeiros serão os últimos: Marcos 10:31
o que realmente contamina: Marcos 7:15
receber o reino como uma criança: Marcos 10:15
aqueles que exaltam a si mesmos: Lucas 14:11 (cp. 16:15)
dar a outra face: Mateus: 5:39 b-41
amai os vossos inimigos: Mateus: 5:44-48

4. Parábolas
tesouro escondido e pérola: Mateus 13:44-46
ovelha perdida, da moeda, filho: Lucas 15:3-32
grande ceia: Mateus 22:1-14, Lucas 14:16-24; Tomé 92:10-35
mordomo injusto: Lucas 16:1-9
trabalhadores na vinha: Mateus: 20:1-16
dois filhos: Mateus 21:28-32
crianças no mercado: Mateus 11 :16-19
Fariseu e o cobrador de impostos: Lucas 18:9-14
bom samaritano: Lucas 10:29-37
servo impiedoso: Mateus 18:23-35
construtor de torre e rei indo para a guerra: Lucas 14,28-32
amigo à meia-noite: Lucas 11:5-8
juiz injusto: Lucas 18:1-8
fermento: Lucas 13:20-21; Tomé 97:2-6
mostarda: Marcos 4:30-32; Tomé 85:15-19
semente que cresce por si só: Marcos 4:26-29; Tomé 85:15-19
semeador: Marcos 4:3-8; Tomé 82:3-13
inquilinos maus: Marcos 12:1-12; Tomé 93:1-18

NOTA: o livro de Perrin está disponível on-line em http://www.religion-online.org. Dê uma olhada nos ditos acima, e tente aplicar os critérios de autenticidade para eles. Veja se você consegue descobrir qual a base para Perrin considerar estes um "núcleo irredutível" de ditos autênticos.

E. P. Sanders Uma lista de "fatos quase incontestáveis" sobre Jesus

Jesus & Judaism (1985)
Jesus foi batizado por João Batista.
Jesus chamou discípulos e falou da existência de doze.
Jesus limita a sua atividade em Israel.
Jesus era um galileu que pregava e curava.
Jesus se envolveu em uma polêmica sobre o templo.
Jesus foi crucificado fora de Jerusalém pelas autoridades romanas.
Após sua morte, seus seguidores continuaram como um movimento identificável.
Pelo menos alguns judeus perseguiram pelo menos parte do novo movimento.

The Historical Figure of Jesus (1993)
Jesus nasceu cerca de4 aC, perto do tempo da morte de Herodes o Grande;
Ele passou a infância e início da idade adulta em Nazaré, uma aldeia da Galiléia;
Ele foi batizado por João Batista;
Ele chamou discípulos;
Ele ensinava nas cidades, aldeias e campos da Galiléia (aparentemente, não nas cidades);
Ele pregou "o reino de Deus";
Por volta do ano 30, ele foi a Jerusalém para a Páscoa;
Ele criou um distúrbio na área do templo;
Ele teve uma última refeição com os discípulos;
Ele foi detido e interrogado por autoridades judaicas, especificamente, o sumo sacerdote;
Ele foi executado por ordem do governador romano Pôncio Pilatos;
Seus discípulos primeiro fugiram;
Eles o viram (em que sentido é incerto), após sua morte;
Como conseqüência, eles acreditaram que ele iria retornar para fundar o reino;
Eles formaram uma comunidade para aguardar seu retorno e procuraram conquistar outros para a fé nele como o Messias de Deus.

Novamente, no caso de listas de Sanders acima, tente determinar por que ele considera que os eventos mencionados acima devem ser apontados como os mais confiáveis e certos.

NT Wright lista de fatos históricos sobre Jesus:
Nascido em 4 a. C.
Cresceu em Nazaré, na Galiléia
Falava aramaico, hebraico e grego, provavelmente.
Foi inicialmente associado com João Batista, mas surgiu como uma figura pública por si mesmo em torno de 28 a. C.
Chamou o povo para o arrependimento.
Usou parábolas para anunciar o reino do Deus de Israel.
Conduziu um ministério itinerante nas aldeias da Galiléia.
Efetuado curas notáveis, incluindo exorcismos, como representações de sua mensagem.
Compartilhou da comunhão na mesa com um grupo socioculturalmente diverso.
Chamou um grupo próximo dos doze discípulos e deu a eles um estatuto especial.
Realizou uma ação dramática no templo.
Provocou a ira de alguns elementos do judaísmo, especialmente entre a instituição sacerdotal.
Foi entregue por esse elemento poderoso judeu aos romanos para ser crucificado como um rebelde.
Foi relatado por seus seguidores como tendo ressuscitado dentre os mortos.

O princípio do funcionamento de Wright é a de "fazer justiça com o máximo do material e informações existentes quanto possível" e não, necessariamente, concentrando-se em hipóteses sobre o problema sinóptico e as primeiras exigências dos estratos da tradição. Você acha que isso faz de suas conclusões sobre os fatos do núcleo histórico algo significativamente diferente da de outros estudiosos?

Tradução Pés Descalços
Nas escrituras, tirar os sapatos tem um significado muito especial. Quando Moisés teve seu primeiro confronto com Deus, Ele disse para que ele tirasse seus sapatos porque ele estava em terra santa. Jesus caminhou descalço para o Calvário. Na cultura daquele tempo, estar descalço era o sinal que você era um escravo. Um escravo não tinha direitos. Jesus nos deu o exemplo supremo de renunciar tudo por um grande objetivo.
Loren Cunningham Making Jesus Lord / Marc 8:34,35

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