quarta-feira, dezembro 29, 2010

Uma bela árvore de Natal

terça-feira, dezembro 28, 2010

Niguém Sabe Quando a Vida Começa!


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Quando um Humano é um Ser Humano?


Gregory KouklStand to Reason
Tradução Pés Descalços

Um resposta simples para dar da próxima vez que alguém disser que o não nascido é “um ser humano, mas não uma pessoa.”

Um bebê é completamente humano desde a concepção. Não existem dúvidas sobre isso. Mesmo dizendo que é completamente humano está faltando algo. Note isso. A lei da identidade: uma coisa é ela mesma e não outra coisa. O que isso significa é que seja o que for que algo é, ele continua sendo o que é enquanto existir. As coisas não mudam de uma coisa essencial para outra coisa essencial.
As pessoas dizem, e se você se tornasse um gato? É impossível para você se tornar um gato porque um gato é uma substância essencial diferente. Se você se tornar um gato, alguém poderia perguntar, o que existe no gato que é o mesmo que você era? Não existe nada no gato que seja remotamente humano e não existe nada em um humano que seja remotamente gato. Mesmo a alma de um gato é um diferente tipo da alma humano, portanto você jamais poderia se tornar um gato. Você seria destruído e algum cato criado no seu lugar ou talvez modelado de suas moléculas físicas, mas isso não faria de você um gato.

As coisas não mudam sua natureza essencial. O que mudam são suas propriedades. Elas ficam maiores, menores, mudam cor do cabelo, mudam textura, crescem apêndices. Mas aquilo que são não muda. Você tinha 2 ou 3 quilos em algum momento da sua vida, agora você é muito maior. Só porque você é maior não quer dizer que você é mais humano. Existe mais do seu corpo físico, mas não mais de você mesmo. Você ainda é o mesmo você que era – humano. Você era totalmente humano quando foi concebido; você era totalmente humano quando nasceu; você era totalmente humano quando era vinte vezes maior do que o seu tamanho quando nasceu. Suas propriedades mudaram; sua característica essencial não. A natureza da sua humanidade não muda.

Agora, quando um ser é trazido à existência, esse ser se mantém o mesmo até sua destruição. Não se torna mais humano porque humanidade não é uma coisa do tipo quantitativa. Se esse fosse o caso, poderíamos dizer que pessoas que não possuem certas características ou possuem menos dessas características que outros são menos humanos. Se humanidade fosse auto-consciência, por exemplo, então aqueles que estão mais sintonizados consigo mesmos são mais humanos e aqueles em menos sintonia consigo mesmos menos humanos. Se fosse inteligência, então aqueles mais inteligentes são mais humanos e merecem mais direitos e aqueles menos inteligentes são menos humanos e não merecem o mesmo tipo de respeito.

O que estamos falando é sobre as mudanças nos atributos, ou tecnicamente falando, propriedades. Não estamos falando sobre mudanças de natureza. Então quando o novo ser humano vem a existência na concepção (a propósito isso é uma realidade científica indiscutível, não está mais aberto para debate) esse ser se mantém o mesmo até a extinção de sua existência. O ser que vem a existência da junção de dois seres humanos também é um ser humano. É a Lei da Biogênese que diz que tudo recria de acordo com a sua própria espécie. Não é possível para dois seres humanos produzir um descendente que não é da mesma espécie, que não é humano. A humanidade é um fato do momento da concepção. É totalmente humano. Não existe graduação nesse sentido. Existe apenas graduação de desenvolvimento.

Esse ponto é admitido pelos mais sofisticados filósofos que defendem a escolha em questões sobre o aborto. Você vai encontrar muitas pessoas que não são sofisticadas que usam esse e outros argumentos ruins. O que eles tentam fazer é uma distinção entre humanidade e personoalidade, mas chegasse no mesmo problema.

Como eu sei que o não nascido é uma pessoa desde a concepção? Porque é humano desde a concepção. Seres humanos são seres do tipo pessoal. Personalidade é uma qualidade que é inerente à natureza humana. Não é uma propriedade que se desenvolve mais tarde. Um humano é um ser do tipo pessoal. Existem outros seres pessoais, a propósito. Anjos, por exemplo. Ou Deus, teoricamente, se Ele criou e tem atributos pessoais. Os atributos não O fazem pessoal, eles apenas nos permitem identificá-Lo como o ser pessoal que Ele é. Então talvez existam outros seres que são pessoais, mas não existem seres humanos que não sejam pessoais porque todos os seres humanos são seres pessoais. Personalidade é a categoria maior, humanidade é a categoria menor. Eu sei que a personalidade começa na concepção porque é uma característica inerente à natureza.

Bem, talvez alguém não esteja disposto a aceitar toda essa filosofia e talvez você não seja capaz de articulá-la tão bem. Tudo bem. Aqui está uma saída. Quando alguém disser que é um ser humano mas não uma pessoa, pergunte qual a diferença? É uma pergunta justa porque aparentemente estão lhe oferecendo uma razão do porquê está tudo bem em tirar a vida de um outro ser humano inocente que não pode defender a si mesmo, mas está atrapalhando. Então, você pode dizer, se você está argumentando com bases tão pesadas em personalidade de forma que pode justificar a morte de um ser humano inocente, então parece razoável que você tenha claramente estabelecido o que é uma pessoa, se essa não é o mesmo que um ser humano.

Agora, 99% das vezes você não vai receber uma resposta porque as pessoas nunca pensaram direito sobre isso. Na verdade, isso é um artifício retórico. Uma maneira de encerrar a conversa. É uma forma de colocar o ponto de vista deles na sua cara e o fazer ficar quieto. Então você simplesmente o joga de volta para eles. Qual a diferença? Algumas vezes você vai encontrar alguém que vai tentar definir algum critério para personalidade. Existem duas respostas adicionais para uma lista de atributos de personalidade. Pergunte onde a pessoa conseguiu essa lista? Se a lista é arbitrária, por que você não faz uma lista também? Uma pessoa é alguém de cor branca. Se eles discordarem de você, pergunte por que eles podem justificar a lista deles mas desaprovar a sua.

O segundo problema com todas essas listas é que elas sempre desqualificam pessoas que claramente são seres humanos. Dizem que ciência de si mesmo é um critério. E as pessoa que estão em coma? Eles não são pessoas? Alguns extremistas vão dizer isso. Se eles não são pessoas eles não possuem direitos e podemos fazer todo o tipo de coisa com eles. Uma criança de dois meses de idade não consegue distinguir entre ela mesma e o ambiente em volta, então ela também não seria uma pessoa. Algumas pessoas como James Rachels vão dizer que os bebês não são pessoas e podemos matá-los. Você terá problemas com essas listas de personalidade porque terá humanos que claramente são pessoas mas são desqualificadas da lista mas terá outros seres que se qualificam, como chimpanzés e gorilas. Esses são os problemas com essas listas.

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segunda-feira, dezembro 27, 2010

O Mantra do Cético

Jesus existiu! Sem dúvida.


“Qualquer um que tenta usar o argumento que Jesus de Nazaré nunca existiu [como uma figura histórica verificável] está simplesmente ostentando sua ignorância. Não existe nenhuma dúvida real na mente de eruditos sérios, em lugar nenhum do mundo que certamente existiu uma personalidade histórica chamada Jesus de Nazaré. Agora, você pode discutir se ele era o Filho de Deus ou não, discutir sobre os aspectos sobrenaturais de sua vida, mas em relação a característica histórica de Jesus, todas as evidências são a favor.”

Historiador Paul L. Maier

sexta-feira, dezembro 24, 2010

Como o 25 de Dezembro virou Natal



Tradução Ministério Pés Descalços

No dia 25 de Dezembro, cristãos ao redor do mundo irão se reunir para celebrar o nascimento de Jesus. Canções alegres, liturgias especiais, presentes lindamente embrulhados, comidas festivas – tudo isso caracteriza a festividade nos dias de hoje, pelo menos no hemisfério norte. Mas como a festividade do Natal se originou? Como o 25 de Dezembro foi associado com o nascimento de Jesus?

A Bíblia oferece poucas dicas: celebrações da Natividade de Jesus não são mencionadas nos Evangelhos ou em Atos; as datas não são dadas, nem mesmo a época do ano. A referência bíblica a pastores apascentando seus rebanhos à noite quando ouviram as novas sobre o nascimento de Jesus (Lucas 2:8) pode sugerir a chegada da primavera; no frio mês de Dezembro, por outro lado, as ovelhas já estariam em currais. No entanto, a maioria dos eruditos pediriam cautela sobre extrair um detalhe tão preciso mas incidental da narrativa que tem um foco mais teológico do que cronológico.

A evidência extrabíblica do primeiro e segundo séculos é igualmente escassa: não existe menção de celebrações da natividade dos antigos escritores cristãos como Irineu (130–200) ou Tertuliano (160–225). Orígenes de Alexandria (165–264) chega até a zombar as celebrações romanas de aniversários, repudiando-as como práticas pagãs – uma forte indicação que o nascimento de Jesus não era marcado por festividades similares naquela região e naquela época.1 Até onde podemos dizer, o Natal não era celebrado de forma alguma nesse período.

Tudo isso é um forte contraste com as mais antigas tradições acerca dos últimos dias de Jesus. Cada um dos quatro Evangelhos provê informações detalhadas sobre o tempo da morte de Jesus. De acordo com João, Jesus é crucificado quando o cordeiro pascal está sendo sacrificado. Isso deveria ocorrer no dia 14 do mês hebreu de Nissan, um pouco antes do início do feriado judeu ao pôr-do-sol (considerando o início do dia 15 porque no calendário hebreu, os dias começavam ao pôr-do-sol). Em Mateus, Marcos e Lucas, no entanto, a Última Ceia foi celebrada depois do pôr-do-sol, no início do dia 15. Jesus é crucificado na manhã seguinte – ainda no dia 15.a

A páscoa, que se desenvolveu muito antes do que o Natal, era simplesmente uma reinterpretação gradual da Páscoa em termos da Paixão de Jesus. Sua observância podia ser até mesmo implicada no Novo Testamento (1 Corintios 5:7–8: “Porque Cristo, nossa páscoa, já foi sacrificado. Pelo que celebremos a festa...”); certamente uma festa cristã distinta pela metade do segundo século d.C., quando o texto apócrifo conhecido com a Epístola para os Apóstolos mostra Jesus instruindo seus discípulos a “fazer comemoração de [sua] morte, ou seja, a Páscoa.”

O ministério, milagres, Paixão e Ressurreição de Jesus eram muitas vezes mais interessantes para os escritores do primeiro e início do segundo séculos d.C. Mas com o tempo, as origens de Jesus se ganhariam uma crescente atenção. Podemos ver essa mudança ainda no Novo Testamento. Os escritos mais antigos – Paulo e Marcos – não fazem menção ao nascimento de Jesus. Os Evangelhos de Mateus e Lucas provêem relatos bem conhecidos mas bem diferentes do evento – apesar de nenhum deles fornecer uma data. No segundo século d.C., mais detalhes do nascimento e infância de Jesus são relatados em textos apócrifos como O Evangelho Infantil de Tomé e o Proto-Evangelho de Tiago.b Esses textos provêem tudo, desde o nome dos avós de Jesus até os detalhes de sua educação – mas não a data de seu nascimento.

Finalmente, em cerca de 200 d.C., um professor cristão no Egito faz referência à data que Jesus nasceu. De acordo com Clemente de Alexandria, várias datas diferentes foram propostas por vários grupos cristãos. Apesar de parecer surpreendente, Clemente não menciona 25 de Dezembro. Clemente escreveu: “Existem aqueles que determinaram não somente o ano do nascimento do nosso Senhor, mas também o dia; e eles dizem que isso aconteceu no 28º ano de Augusto e no dia 25 de Pachon [mês egípcio, 20 de Maio do nosso calendário]... E tratando de sua Paixão, com grande precisão, alguns dizem que isso aconteceu no 16º ano de Tibério, no dia 25 do mês de Phamenoth [21 de Março]; e outros no dia 25 de Pharmuthi [21 de Abril] e outros dizem que no dia 19 de Pharmuthi [15 de Abril] o Salvador sofreu. Além disso, outros dizem que Ele nasceu em 24 ou 25 de Pharmuthi [20 ou 21 de Abril].”2

Claramente, havia grande incerteza, mas também um considerável interesse em datar o nascimento de Jesus no final do segundo século. No século quatro, no entanto, encontramos referência a duas datas que eram largamente reconhecidas – e agora também celebradas – como o nascimento de Jesus: 25 de Dezembro no Império Romano ocidental e 6 de Janeiro no oriental (especialmente no Egito e na Ásia Menor). A Igreja Armênia moderna continua a celebrar o Natal no dia 6 de Janeiro; para muitos cristãos, no entanto, o dia 25 de Dezembro prevaleceria, enquanto 6 de Janeiro eventualmente passou a ser conhecido como a Festa da Epifania, comemorando a chegada dos magos em Belém. O período entre as datas se tornou um período de festividade conhecido como os 12 Dias do Natal.

A menção mais antiga de 25 de Dezembro como o aniversário de Jesus vem de um almanaque romano da metade do quarto século que lista a data de morte de vários bispos cristãos e mártires. A primeira data listada, 25 de Dezembro, está escrita: natus Christus in Betleem Judeae: “Cristo nasceu em Belém da Judéia.”3 Em cerca de 400 d.C., Agostinho de Hipona menciona um grupo cristão local dissidente, os Donatistas, que aparentemente mantinham uma festividade de Natal em 25 de Dezembro, mas recusavam-se a celebrar a Epifania em 6 de Janeiro, denunciando-a como uma inovação. Já que o grupo Donatista somente emergiu durante a perseguição sob Diocleciano em 312 d.C. e então se mantiveram teimosamente ligados às práticas daquele momento na história, eles parecem representar uma tradição cristã antiga do norte da Africa.

No oriente, 6 de Janeiro não somente foi associado com os magos, mas também com a história do Natal como um todo.

Então, quase 300 anos depois que Jesus nasceu, finalmente encontramos pessoas observando seu nascimento no meio do inverno. Mas como eles chegaram as datas de 25 de Dezembro e 6 de Janeiro?

Existem duas teorias hoje: uma extremamente popular e outra pouco ouvida fora dos círculos eruditos (apesar de ser mais antiga).4

A teoria mais amplamente ensinada sobre as origens da(s) data(s) do Natal é que ela foi emprestada de celebrações pagãs. Os romanos tinham no meio do inverno seu festival Saturnália no final de Dezembro; povos bárbaros do norte e leste europeu tinham feriados na mesma época. E para acrescentar, o imperador romano Aureliano estabeleceu a festa do nascimento do Sol Invictus (O Sol Invencível) no dia 25 de Dezembro. O Natal, segundo o argumento, é uma variação desses festivais solares pagãos. De acordo com essa teoria, os primitivos cristãos deliberadamente escolheram essas datas para encorajar a expansão do Natal e do cristianismo por todo o mundo romano: se o Natal se parecesse com um feriado pagão, mais pagãos estariam aberto tantos para o feriado quanto para o Deus o qual o nascimento era celebrado.

Apesar da popularidade nos dias de hoje, essa teoria da origem do Natal tem seus problemas. Ela não é encontrada em nenhum escrito cristão antigo, por um motivo. Autores cristão da época notaram uma conexão entre o solstício e o nascimento de Jesus: O pai da igreja Ambrósio (339–397), por exemplo, descreve Cristo como o verdadeiro sol, que suplantou os deuses decaídos da antiga ordem. Mas os antigos escritores cristão nunca insinuaram nenhuma engenharia contemporânea no calendário; eles claramente não acreditavam que a data havia sido escolhida pela igreja. Na verdade, eles viam as coincidências como um sinal providencial, como uma prova natural que Deus havia selecionado Jesus acima dos falsos deuses pagãos.

Não foi até o século 12 que encontramos a primeira sugestão que a celebração do nascimento de Jesus foi deliberadamente marcada na data dos festivais pagãos. Uma nota marginal em um manuscrito dos escritos do comentaristas bíblico siríaco Dionysius bar-Salibi afirma que em tempos antigos o feriado do Natal foi alterado de 6 de Janeiro para 25 de Dezembro para que caísse na mesma data que o feriado pagão do Sol Invictus.5 Nos séculos 18 e 19, estudiosos bíblicos estimulados pelos novos estudos de religiões comparadas se agarraram a essa idéia.6 Eles afirmavam que, porque os cristãos primitivos não sabiam quando Jesus nasceu, eles simplesmente assimilaram o festival pagão do solstício para seus próprios propósitos, reivindicando-o como o momento do nascimento do Messias e o celebrando de acordo.

Muitos dos estudos recentes têm demonstrado que muitos dos ornamentos modernos dos feriados realmente refletem costumes pagãos emprestados muito depois, enquanto o cristianismo expandia para o norte e oeste da Europa. A árvore de Natal, por exemplo, tem sido associada com práticas druídicas antigas. Isso só tem encorajado o público moderno a achar que a data também, deve ser pagã.

Existem problemas com essa teoria popular, no entanto, como muitos estudiosos reconhecem. Mais importante, a primeira menção de uma data para o Natal (200) e da celebração mais antiga que conhecemos (250 – 300) vêem de um período quando o cristianismo não estava tomando emprestado pesadamente de tradições pagãs de caráter tão óbvio.

É claro, as crenças cristãs não se formaram isoladamente. Muitos elementos antigos da adoração cristã – incluindo a refeição da eucaristia, celebrações em honra aos mártires e artes funerárias cristãs antigas – seriam compreensíveis para os observadores pagãos. No entanto, nos primeiros séculos d.C., as minorias cristãs perseguidas tinham grande preocupação em se distanciar de grande celebrações religiosas públicas pagãs, como sacrifícios, jogos e feriados. Isso ainda era verdade durante o período das violentas perseguições conduzidas pelo imperador romano Diocleciano entre 303 e 312 d.C.

Isso só iria mudar depois que Constantino se converteu ao cristianismo. Da metade do quarto século em diante, nós encontramos cristãos deliberadamente adaptando e cristianizando festivais pagãos. Um famoso proponente dessa prática era o Papa Gregório, o Grande, que, em uma carta escrita em 601 d.C. para um missionários na Bretanha, recomenda que os templos pagãos locais não sejam destruídos mas convertidos em igrejas e que os festivais pagãos sejam celebrados como festas para os mártires cristãos. Nesse período, o Natal pode muito bem ter adquirido alguns ornamentos pagãos. Mas não temos evidência de cristãos adotando festivais pagãos no terceiro século, no qual as datas para o Natal já estavam estabelecidas. Portanto, parece pouco provável que a data foi simplesmente selecionada para corresponder com o festival solar pagão.

A celebração do 25 de Dezembro parece existir antes de 312 – antes de Constantino e sua conversão, pelo menos. Como já vimos, os cristãos Donatistas no norte da Africa pareciam conhecer a data antes desse período. Além disso, da metade para o fim do quarto século, os lideres da igreja no lado ocidental do império se preocupavam não em introduzir a celebração do nascimento de Jesus, mas com a adição da data em Dezembro em sua celebração tradicional em 6 de Janeiro.7

Existe uma outra forma de explicar a origem do Natal em 25 de Dezembro: apesar de parecer estranho, a chave para se datar o nascimento de Jesus pode estar relacionada com a datação da morte de Jesus na Páscoa. Essa visão foi sugerida pela primeira vez pelo erudito francês Louis Duchesne no início do século 20 e totalmente desenvolvida pelo americano Thomas Talley nos últimos anos.8 Mas eles certamente não foram os primeiros a notar a conexão entre as datas tradicionais de morte e nascimento de Jesus.

Cerca de 200 d.C. Tertuliano de Cartago reportou o cálculo que o 14 de Nissan (a data da crucificação de acordo com o Evangelho de João) no ano que Jesusc morreu foi equivalente ao 25 de Março no calendário romano (solar).9 25 de Março está, claramente, nove meses antes de 25 de Dezembro; foi mais tarde reconhecida como a festa da Anunciação – a comemoração da concepção de Jesus.10 Assim, acreditava-se que Jesus tinha sido concebido e crucificado no mesmo dia do ano. Exatamente nove meses depois, Jesus nasceu, em 25 de Dezembro.d

Essa idéia aparece em um tratado cristão anônimo chamado “Sobre Solstícios e Equinócios”, que parece vir do norte da Africa do quarto século. O tratado afirma: “Portanto, o nosso Senhor foi concebido na oitava das calendas de Abril no mês de Março [25 de Março] que é o dia da paixão do Senhor e sua concepção. Porque nesse dia ele foi concebido e também sofreu.”11 Baseado nisso, o tratado baseia a data do nascimento de Jesus no solstício de inverno.

Agostinho, também, estava familiarizado com essa associação. Em A Trindade (399–419) ele escreveu: Porque acreditasse que ele [Jesus] foi concebido no dia 25 de Março, dia o qual ele também sofreu; então o útero da Virgem, no qual ele foi concebido, no qual nenhum mortal foi gerado, corresponde a nova tumba que ele foi enterrado, onde nenhum outro homem havia sido colocado, nem antes nem depois. Mas ele nasceu, de acordo com a tradição, em 25 de Dezembro.”12

No oriente também, as datas da concepção e morte de Jesus estavam ligadas. Mas ao invés de trabalhar com o 14 de Nissan no calendário hebreu, os orientais usaram o 14 do primeiro mês de primavera (Artemisios) em seu calendário grego local – 6 de Abril para nós. 6 de Abril está, claramente, nove meses antes de 6 de Janeiro – a data oriental para o Natal. No oriente, também, temos evidência que Abril estava associado com a concepção e crucificação de Jesus. O bispo Epifânio de Salamina escreveu que no dia 6 de Abril, “O cordeiro foi encerrado na útero da santa virgem, ele que tomou e toma em sacrifício perpétuo os pecados do mundo.”13 Até hoje, a Igreja Armênia celebra a Anunciação no início de Abril (no dia 7, não no dia 6) e Natal em 6 de Janeiro.e

Assim, nós temos cristãos em duas partes do mundo calculando o nascimento de Jesus baseando-se que sua morte e concepção ocorreram no mesmo dia (25 de Março ou 6 de Abril) e chegando a essas datas próximas mas diferentes (25 de Dezembro e 6 de Janeiro).

Ligar a concepção e a morte de Jesus dessa maneira parece estranho para leitores modernos, mas reflete a compreensão antiga e medieval da ligação de toda a salvação. Uma das mais pungentes expressões dessa crença é encontrada na arte cristã. Em inúmeras pinturas da Anunciação do anjo para Maria – o momento da concepção de Jesus – o bebê Jesus é mostrado deslizando-se para baixo em, ou com, uma pequena cruz (veja foto com o detalhe da cena da Anunciação do mestre Bertram); uma lembrança visual que a concepção traz a promessa de salvação pela morte de Jesus.


A noção que criação e redenção deveriam ocorrer no mesmo período do ano também está refletido na tradição judaica antiga, registrada no Talmude. O Talmude Babilônico preserva uma disputa entre dois rabinos do início do segundo século d.C. que compartilhavam essa visão, mas discordavam sobre a data: O Rabino Eliezer disse: “Em Nissan o mundo foi criado, em Nissan os Patriarcas nasceram; na Páscoa Isaque nasceu... e em Nissan eles [nossos ancestrais] serão redimidos no tempo por vir.” (O outro rabino, Josué, data os mesmo eventos no mês seguinte, Tishrei.)14 Assim, as datas do Natal e da Epifania pode ter resultado da reflexão de teólogos cristãos em tais cronologias: Jesus teria sido concebido no mesmo dia que morreu e nasceu nove meses depois.15

Ao final, ficamos com a questão: como o 25 de Dezembro virou Natal? Não podemos ter absoluta certeza. Elementos da celebração que se desenvolveram do quarto século até agora podem muito bem terem se derivados de tradições pagãs. No entanto, a data em si pode ter se derivado mais do judaísmo – da morte de Jesus na Páscoa e das noções rabínicas que grandes coisas podem ser esperadas, uma e outra vez, na mesma época do ano – do que do paganismo. E também, nessa noção de ciclos e retorno da redenção de Deus, talvez estejamos tocando em algo que os pagãos romanos que celebravam o Sol Invictus e muitos outros povos desde então, possam ter entendido e reivindicado para eles mesmo.16

Notas
1. Orígenes, Homilia sobre Levíticos 8.
2. Clemente, Miscelânea 1.21.145. Adicionalmente, os cristão no Egito de Clemente pareciam conhecer a comemoração do batismo de Jesus – algumas vezes entendido como o momento de sua adoção divina, sendo assim uma história alternativa da “incarnação” - na mesma data ( Miscelânea 1.21.146). Para mais sobre esse assunto, veja Thomas J. Talley, Origins of the Liturgical Year / Origens do Ano Litúrgico / , 2nd ed. (Collegeville, MN: Liturgical Press, 1991), pag. 118–120, baseado em Roland H. Bainton, “Basilidian Chronology and New Testament Interpretation,” / A Cronologia Basilidian e a interpretação do Novo Testamento / Journal of Biblical Literature 42 (1923), pag. 81–134; e agora especialmente Gabriele Winkler, “The Appearance of the Light at the Baptism of Jesus and the Origins of the Feast of the Epiphany,” / A Aparição da Luz no Batismo de Jesus e as origens da Festa da Epifania / em Maxwell Johnson, ed., Between Memory and Hope: Readings on the Liturgical Year (Collegeville, MN: Liturgical Press, 2000), pp. 291–347.
3. O Calendário Filocaliano.
4. Eruditos da história litúrgica nos países de língua inglesa são particularmente céticos da conexão do solstício; veja Susan K. Roll, “The Origins of Christmas: The State of the Question,” em Between Memory and Hope: Readings on the Liturgical Year (Collegeville, MN: Liturgical Press, 2000), pags. 273–290, especialmente pags. 289–290.
5. Um comentário sobre o manuscrito de Dionysius Bar Salibi, d. 1171; veja Talley, Origens, pp. 101–102.
6. Prominente entre estes estava Paul Ernst Jablonski; sobre a história do estudo veja Roll, “The Origins of Christmas,” / As Origens do Natal / pag. 277–283.
7. Por exemplo, Gregório de Nazianzen, Horácio 38; João Crisóstomo, In Diem Natalem.
8. Louis Duchesne, Origines du culte Chrétien, / Origens do Culto Cristão / 5th ed. (Paris: Thorin et Fontemoing, 1925), pp. 275–279; e Talley, Origens.
9. Tertuliano, Adversus Iudaeos 8.
10. Existem outros textos relevantes para essa linha de argumentação, incluindo Hipólito e o (pseudo-Cipriânico) De pascha computus; veja Talley, Origens, pp. 86, 90–91.
11. De solstitia et aequinoctia conceptionis et nativitatis domini nostri iesu christi et iohannis baptistae.
12. Agostinho, Sermão 202.
13. Epifânio é citado em Talley, Origens, p. 98.
14. b. Rosh Hashanah 10b–11a.
15. Talley, Origens, pp. 81–82.
16. Sobre as duas teorias como falsas alternativas veja Roll, “Origins of Christmas.” / Origens do Natal /
a. Veja Jonathan Klawans, “Was Jesus’ Last Supper a Seder?” / Foi a Última Ceia de Jesus um Seder? / BR 17:05.
b. Veja o seguinte aritog da BR: David R. Cartlidge, “The Christian Apocrypha: Preserved in Art,” BR 13:03; Ronald F. Hock, “The Favored One,” BR 17:03; e Charles W. Hedrick, “The 34 Gospels,” BR 18:03.
c. Para mais sobre a datação do ano do nascimento de Jesus, veja Leonara Neville, “Fixing the Millennium; AO 03:01.
d. Os antigos estavam familiarizados com o período gestacional de 9 meses baseado na observação do ciclo menstrual das mulheres, gravides e abortos espontâneos.
e. No ocidente (e eventualmente em toda parte), a celebração da Páscoa foi mais tarde alterada do dia real para o domingo seguinte. A insistência dos cristãos orientais em manter a Páscoa no dia 14 causou um enorme debate dentro da igreja, com os orientais sendo referidos como os Quartodecimans, ou “Décimo-quartos.”

Andrew McGowan
Diretor e Presidente da Trinity College na Universidade de Melbourne, Austrália, os trabalhos de Andrew McGowan sobre o cristianismo primitivo incluem God in Early Christian Thought /Deus no pensamento cristão primitivo/ (Brill, 2009) e Ascetic Eucharists: Food and Drink in Early Christian Ritual Meals / Eucaristia Acética: Comida e bebida no cristianismo primitivo / (Oxford, 1999).

O significado do Natal, Charlie Brown


O significado do Natal, Charlie Brown http://ow.ly/3ubwX

FELIZ NATAL PARA TODOS!
VAMOS COMEMORAR O NASCIMENTO DO SALVADOR!

quinta-feira, dezembro 16, 2010

terça-feira, dezembro 14, 2010

Sua namorada já abortou? Sérgio Cabral e a defesa do aborto.

sergio cabral aborto
Leia a reportagem a seguir.

'Quem aqui não teve uma namoradinha que teve que abortar?', diz Cabral
Governador do Rio volta a defender a legalização do aborto e critica a falta de discussão no País
“SÃO PAULO - O governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), criticou nesta terça-feira, 14, a lei do aborto no Brasil. Em São Paulo, ele defendeu a legalização da prática. "Quem aqui não teve uma namoradinha que teve que abortar?", indagou, ao comentar que as clínicas ilegais são comuns no País.
Cabral também criticou a falta de discussão sobre o tema. "Há uma hipocrisia no Brasil. Esse tema foi muito mal discutido na campanha eleitoral. As pessoas já conhecem minha opinião. Acho que primeiro que a mulher tem que ser muito ouvida", afirmou.
Segundo o governador, a discussão deve ser feita "entre a classe médica e as mulheres". "Assim (do jeito que é hoje) está falso, mentiroso, hipócrita. Isso é uma vergonha para o Brasil."
O govenador ainda destacou que o poder público "tem que estar preparado para atender a mulher". "Ninguém é a favor do aborto, você é a favor do direito da mulher a recorrer no serviço público de saúde à interrupção de uma gravidez."
As declarações foram feitas em entrevista à imprensa após um evento da Revista Exame, na Editora Abril. Não foi a primeira vez que o governador carioca se posicionou a favor do aborto. Em 2007, ele defendeu a prática como método de redução da violência no Rio.”

Fonte: Estadao

Sérgio Cabral tenta fazer uma defesa pela aborto (ou interrupção de uma gravidez, como querem alguns), utilizando um tipo de raciocínio bem estranho. A idéia é a seguinte: já que todo mundo faz, então vamos legalizar. Cabral deve acreditar na vontade da maioria como padrão moral. Se todo mundo (ou a grande maioria) achar aceitável, então, o ato é moral. Se a maioria não quiser, ou não fizer, então, o ato é imoral. A sociedade dita o que é moral. Se isso for verdade, então a Alemanha nazista jamais poderia ser considerada imoral porque possuía aceitação da maioria da população. Assim como o escravismo, que durante séculos sempre foi considerado aceitável pela maioria. Como poderíamos dizer que algo é imoral?
Podemos dizer que a condenação ao apedrejamento da iraniana Sakineh Mohammadi-Ashtiani é imoral? E se a maioria da população for a favor?
Uma forma de saber se um pensamento é válido ou não, é utilizá-lo em outras situações semelhantes e ver se faz sentido. Vamos pensar a situação “de quem aqui não fez... então, vamos legalizar” do governador.
“Quem aqui nunca roubou alguma coisa, mesmo que seja algo pequeno?” A maioria (se não todos) já cometeu algum pequeno furto, por menor que fosse. Baixar música ilegal da internet é roubo. Pegar algo que não é seu sem pedir permissão, é roubo. Se a maioria das pessoas já fez isso, não deveríamos então legalizar o furto? Para longe com o artigo 155 do Código Penal Brasileiro.
Não faz sentido. Poderíamos extrapolar esse pensamento para outras questões morais, como adultério, mentira e tantos outros. Mas por que ficar somente nas intenções? E os pensamentos? Quem nunca quis matar alguém? Deveríamos legalizar o assassinato? Acho que aqui cheguei mais perto das conseqüências do governador, apensar de achar que ele não percebeu esse ponto.
A primeira e importante questão é: avaliar questões morais pelo paradigma de Cabral torna todo o processo de legislação e moralidade simplesmente impossível. Levado às últimas conseqüências, todos os criminosos de guerra deveriam ser soltos se eles possuíam aprovação de sua população. E isso inclui os nazistas.
Além desse raciocínio falacioso, o discurso do governador tem o foco errado nessa discussão toda. Ele acredita que é uma questão de direito da mulher. Seria, se o objeto do aborto não fosse um outro ser humano inocente. O que é abortado da mulher não é alguma parte da própria mulher. Se fosse, não haveria discussão. Vá e aborte. Na verdade, o nome não seria aborto, mas sim amputação ou mesmo auto-mutilação. Ela estaria extirpando uma parte do corpo. Mas não é o caso. Aquilo que a mulher elimina no aborto é o corpo de outro ser humano, um ser humano que esta sobre seus cuidados, um ser humano inocente que não tem como se defender. Por isso o aborto é um dos mas cruéis e covarde dos crimes.
Essa discussão deve incluir não somente os médicos e as mulheres, mas toda a população. Se existe a possibilidade de uma ação governamental legalizar a morte de seres humanos inocentes e indefesos, todos devemos tomar parte nisso.
A reportagem termina dizendo que o governador “em 2007, ele defendeu a prática como método de redução da violência no Rio”. A idéia por trás dessa crença é que se menos crianças indesejadas nascerem, teremos menos pessoas envolvidas em crimes.
Esse pensamento é estranho porque ele parte de um pressuposto que acredito que não possui comprovação: a idéia que todo bandido foi uma criança indesejada. Ou que somente criança indesejadas viram bandidas. Esse pensamento ignora cobiça como uma motivação para os crimes, além de outras questões sociais que estão envolvidas. É uma simplificação do problema.
Mas o pior dessa simplificação é que ela quer tratar um problema causando um problema maior ainda. Existe justificativa para se matar alguém simplesmente porque ela pode vir a cometer um crime? Se a resposta for sim, não devemos simplesmente nos limitar a abortar as crianças indesejadas no útero, mas também aquelas que já nasceram. Estas são tão seres humanos quanto as anteriores. Talvez até seja melhor escolher esse segundo grupo, pois vários sinais de uma possível vida criminal podem estar evidentes.
Se a resposta for não, então essa maneira de reduzir a violência é inválida e imoral. Além de não passar de um “chute”. Imagine descobrir depois de muitos anos (e milhares de fetos mortos) que estávamos errados e que os índices de violência não caíram? Vamos pagar esse preço?
Tudo isso se soma ao fato principal, que já destaquei: o feto é um ser humano inocente distinto de sua mãe. Diferente de uma unha (como tentou argumentar um amigo ateu), o feto se deixado para seguir seu curso natural dará origem a uma criança, que deixado para seguir seu curso natural dará origem a um adulto. Um único ser humano, mas com diferentes estágios de desenvolvimento. Mas tudo aquilo que faz o adulto um ser humano, está presente no feto. Ele é intrinsecamente humano. Nada muda isso.
Espero que o governador Sérgio Cabral passe a abordar o aborto de uma forma mais serena e reflita sobre o ponto mais importante da discussão: o que é o feto? Como já disse várias vezes aqui, se o feto não é um ser humano inocente, nenhuma justificativa precisa ser dada para o aborto. No entanto, o feto é um ser humano inocente no final das contas, nenhuma justificativa é forte o bastante para validar essa morte.
Esse raciocínio precisa chegar até nosso legisladores. Precisa chegar até nossa população.
Divulgue.

domingo, dezembro 12, 2010

Um palavra de Spurgeon sobre Evangelismo


“Somos realmente sérios em relação à alma dos outros? Homens e mulheres cristãos, vocês amam seus companheiros de criação, ou não? Quão poucos de nós tornam seu trabalho continuamente contar a doce história de Jesus e seu amor! Eu li, outro dia, sobre um capelão do exército do norte, na lamentável guerra nos Estados Unidos, que, enquanto caia ferido no campo de batalha, ouvi um homem, não muito longe, proferir uma maldição. Apesar de estar ele mesmo tão ferido que não podia se levantar, ele desejou alcançar essa pessoa para falar uma mensagem do evangelho para ele e pensou, “Eu posso alcançá-lo se eu rolar sobre mim mesmo.” Então, mesmo sangrando profundamente, ele rolou e rolou até que ele chegou ao lado do pobre blasfemo, e sozinhos no campo de batalha, ele pregou sobre Jesus para ele. Outros homens chegaram perto e ele disse para eles, “Vocês podem me carregar? Temo que esteja morrendo, mas não quero ser retirado do campo de batalha. Eu gostaria que, se vocês puderem, me carregassem de um homem caído até o outro, por toda a noite, para que eu possa falar para eles sobre o Salvador.” Que ação maravilhosa foi essa! Um homem sangrando falando para aqueles cheios de pecado sobre as feridas sangrentas do Salvador! Ó, você que não tem feridas, que pode andar, e que possui todas as faculdade para torná-lo hábil para o serviço, quantas vezes você perde oportunidades e se recusa a falar sobre Jesus? “Tu és agora o bendito do Senhor,” e eu quero que nesse momento você imagine que o abençoado Senhor está colocando suas mãos perfuradas sobre você dizendo, “Vá e diga aos outros o que fiz por você.” Nunca pare de proclamar a história divina, quando tiver a oportunidade, até que sua voz seja perdida na morte; então seu espírito irá proferir a história em uma esfera mais elevada.” C.H. Spurgeon

quarta-feira, dezembro 08, 2010

Deus, um tirano? Ou amoroso?


Todo mês recebemos um email de Jim Wallace, do ministério Please Convince Me, com alguma informação interessante sobre a fé cristã. Esse mês, o email é sobre "Deus e o problema do mau", ou pelo menos, sobre a suposta tirania de Deus
Como é sempre um assunto interessante, traduzimos o email para vocês.

Este mês o nosso "Treinamento sobre Verdades em Três Minutos" está focado em uma reclamação que eu frequentemente recebo através do nosso site. Eu vim a chama-la de "Problema teísta do 'mau'". Espero que isso o prepare para responder a aqueles que tentam retratar o Deus do Antigo Testamento como uma espécie de 'valentão' divino, ou como Christopher Hitchens descreveu Deus em seu mais recente debate, como um “ditador celestial - espécie de Coreia do Norte dos céus".

OPOSIÇÃO: Os cristãos afirmam que Deus é todo-poderoso e todo-amoroso. No entanto, o Deus do Velho Testamento muitas vezes parece qualquer coisa, menos amoroso. Às vezes ele comanda a pilhagem e matança dos inimigos de Israel com grande brutalidade. Um Deus que comanda a destruição brutal dos inimigos de Israel é claramente imoral e indigno de nossa adoração!

RESPOSTA: A resposta a esta objecção reside em nossa compreensão da autoridade de Deus. É fácil para nós julgarmos as palavras e as ações de Deus como se Ele fosse apenas um outro ser humano, sujeito às mesmas normas que os seres humanos aceitam como parâmetros morais. Mas quando julgamos as ações de Deus desta forma, estamos ignorando a Sua autoridade e poder únicos:

Deus é o maior artista
Se você e eu estivéssemos em uma aula de arte em conjunto e de repente eu ficasse frustrado com o meu desenho e decidisse destruí-lo, você não iria reclamar nem um pouco. No entanto, se eu pisasse em cima do seu cavalete e destruísse o seu esboço, você certamente reclamaria que eu estava fazendo algo injusto. Veja, o artista tem a autoridade e o direito de destruir o seu próprio trabalho. A arte pertence ao artista. Se existe um Deus, toda a criação é obra das Suas mãos. Ele tem o direito de criar e destruir o que é seu, mesmo que essa destruição possa parecer injusta para com a arte em si.

Deus é o maior médico
Se você ou eu sofrêssemos uma picada de cobra no nosso braço, a quilômetros do hospital mais próximo, um médico pode nos aconselhar por telefone para fazer um torniquete no braço para salvar a nossa vida. Ao fazer isso, certamente sacrificamos uma mão de outra maneira saudável para evitar que o veneno se espalhe para nosso coração. Mas o médico entende que essa medida drástica é necessária para prevenir a nossa morte. Você e eu podemos não concordar com o plano, ou com o resultado, mas o médico sabe melhor. O plano de tratamento pertence ao médico. Se existe um Deus, todos nós somos seus pacientes. Ele tem a sabedoria e autoridade para tratar-nos como Ele achar adequado, mesmo quando não somos capaz de compreender o perigo que enfrentamos, se medidas drásticas não forem tomadas.

Deus é o grande Salvador
Se você e eu vivêssemos como se nossa vida mortal for tudo o que temos, vamos muitas vezes ficar frustrados porque nossas vidas parecem estar cheias de dor e injustiça. Mas a cosmovisão cristã descreve a existência humana como eterna na natureza. Nós temos uma vida além-túmulo. Vivemos mais do que 80 ou 90 anos, nós vivemos para sempre, seja com Deus no céu, ou separado de Deus por toda a eternidade. Se existe um Deus, ele está certamente mais preocupado com nossa existência eterna do que sobre a nossa existência mortal. Seus planos são maiores do que os nossos planos. Seus desejos eternos são maiores que o nossos desejos mortais. Se existe um Deus, Ele está mais preocupado em salvar-nos para a eternidade do que tornar a nossa vida mortal mais segura.

Os cristãos entendem que houve momentos na história da humanidade, quando o povo escolhido de Deus (aqueles que depositaram sua confiança Nele) estavam em grande perigo espiritual eterno por aqueles que os rodeavam. Deus entendeu o risco como o grande médico e muitas vezes prescreveu medidas drásticas para reduzir a ameaça. Deus tem o poder como o grande artista de destruir o que era Seu, em primeiro lugar, e Ele também teve a sabedoria e a compaixão como o Grande Salvador para fazer o que era necessário para proteger a vida espiritual eterna da Sua criação. Se Deus deixasse de agir nessas situações, dificilmente poderíamos chamá-lo de todo-poderoso e todo-amoroso.

Jim Wallace
Nas escrituras, tirar os sapatos tem um significado muito especial. Quando Moisés teve seu primeiro confronto com Deus, Ele disse para que ele tirasse seus sapatos porque ele estava em terra santa. Jesus caminhou descalço para o Calvário. Na cultura daquele tempo, estar descalço era o sinal que você era um escravo. Um escravo não tinha direitos. Jesus nos deu o exemplo supremo de renunciar tudo por um grande objetivo.
Loren Cunningham Making Jesus Lord / Marc 8:34,35

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