quarta-feira, junho 30, 2010

José Saramago: de relativista a pregador em menos de 5 minutos


Estávamos vendo a entrevista que Marília Gabriela fez com o escritor português José Saramago em 1999. Essa entrevista foi reprisada devido a recente morte do escritor.
Como Saramago era um ateu convicto, uma das perguntas feitas foi sobre religião, ou melhor, sobre a implicância de Saramago com a religião e ele disse que não tinha implicância alguma, mas somente com a questão do poder que está ligado a religião. Interessante que Saramago não tinha problema algum quanto esse poder estava na mão de governos socialistas (e seu sonho era que Portugal se tornasse uma nação socialista), mas esse é um ponto a ser explorado posteriormente.
Como homem muito inteligente que era (apesar da irracionalidade do ateísmo), Saramago fez um movimento muito interessante durante a entrevista que é usado quando se quer defender um ponto religioso sem parecer que se está defendendo. Via de regra é um movimento perigoso que alguém mais esperto pode usar contra a própria pessoa. É o chamado movimento “Papa-léguas”, igual nos desenhos da Warner. O Papa-léguas está correndo, o coiote atrás. Aí quando chega em um desfiladeiro, o Papa-léguas para abruptamente e o coiote continua, sem perceber que não existe mais chão embaixo de seus pés. Quando percebeu que está com os pés no ar, ele cai uma longa e dolorosa queda que culmina com a pequena nuvem de fumaça no fim do desfiladeiro. Teria sido fácil mostrar para Saramago que seus pés estavam sendo sustentados pelo nada.
Voltando a resposta, Saramago começa a dizer que para ele Deus não existe. Existe para outras pessoas, mas para ele não existe. Talvez seja verdade para outras pessoas, mas não para ele. Ao ouvir uma resposta dessa, podemos pensar que o escritor português é um relativista, que não acredita que existe verdade, pelo menos no que se refere a religião. Também diz que na chegada dos portugueses ao Brasil, a celebração da primeira missa é uma forma de imposição, de dizer que as crenças dos índios estavam erradas e que não deveriam ter feito isso. Era uma forma de dizer que os deuses dos índios não existiam. Saramago dá uma conotação bastante negativa para essa atitude dos descobridores.
Mas aí, em uma atitude totalmente “coiote atrás do Papa-léguas”, Saramago passa a fazer exatamente aquilo que condenou os descobridores portugueses por fazer: ele passa a dizer que o Deus judaico-cristão não existe, que não existe alma, que a única coisa existente é o material, o que se pode observar e que tem a mais absoluta certeza que Deus não existe e que também não haverá julgamento vindouro.
Se foi errado da parte dos portugueses das caravelas negar os deuses indígenas, também não seria errado da parte do português da escrita negar o Deus judaico-cristão? O que os diferencia? 500 anos?
O único argumento, ou algo que se aproximasse disso, apresentado por Saramago para questionar a existência de Deus foi o tamanho do universo. Ele disse que existem corpos celestes a milhões de anos-luz daqui. O universo é enorme. Onde estaria Deus nesse universo? Em lugar nenhum, conclui ele.
Nos chamou a atenção que o tamanho do universo poderia muito bem ser usado como um argumento (fraco, na minha opinião) para a existência de Deus. Como o universo é tão absurdamente grande, é impossível que não exista um ser superior que poderíamos identificar como Deus em algum lugar por ai. Mas eu não penso assim. Na verdade, Deus jamais poderia ser encontrado no meio do universo, pois por definição, o Deus cristão é imaterial. Ele é espírito. Não pode ser visto.
É claro que Marília Gabriela não apontou essas inconsistências na resposta de Saramago, mas como poderia? Seja por não ter percebido, seja porque isso acabaria com a entrevista ali, o escritor pode continuar sua divagação sem maiores problemas.
Mas é importante notar que mesmo o mais culto entre nós é totalmente passível de ser pego em um movimento “Papa-léguas” e negar aquilo que afirmou duas frases antes.
Toda visão de mundo tem suas anomalias, suas dificuldades e pontos difíceis de explicar. Até mesmo o cristianismo. Mas quando comparados, o cristianismo vence o materialismos de Saramago de goleada (copa do mundo influencia até nosso linguajar).
Infelizmente, poucos de nós estamos prontos a apresentar desafios para essas visões de mundo concorrentes.
José Saramago morreu no último dia 18 de Junho. Todas essas questões foram agora resolvidas para ele. Para nós, cristão, isso traz um pesar. Mas confiança na soberania e graça de Deus. Somente Ele sabe realmente o destino final do homem. José Saramago agora sabe o seu próprio destino.

domingo, junho 27, 2010

Kant e a Bíblia

immanuel kant fala sobre a biblia
"A existência da Bíblia, como um livro para o povo, é o maior benefício que a raça humana já experimentou. Qualquer tentativa para menosprezá-la é um crime contra a humanidade"

sábado, junho 26, 2010

Dr. Craig ensina ateu a usar o pensamento Lógico-Racional

O Dr. William Lane Craig, filósofo cristão, e o Dr. Lewis Wolpert, biologista ateu, realizaram um debate sobre a existência de Deus.
O Dr. Craig apresentou o argumento cosmológico para a existência de Deus, o qual conclui que Deus é a causa para este universo existir. O Dr. Wolpert tentou refutar o argumento afirmando que a causa para o universo existir pode ser um computador. Assistam ao vídeo para ver o que aconteceu.


Michael Jackson e as Testemunhas de Jeová: um ano depois


No dia 25 de Junho de 2009, uma quinta-feira qualquer, eu estava em casa, me recuperando de uma inflamação na garganta. Quando liguei a televisão, vi que estavam passando em um canal vários clipes do Michael Jackson em seguida. Achei aquilo estranho. Uma pequena faixa informativa no canto inferior da tela dizia que “de acordo com o site TMZ, Michael Jackson acaba de falecer” ou alguma coisa assim.
Ficamos curiosos com essa informação e fomos verificar na internet. Apesar da confusão que foi usar o Google e outras ferramentas da web (veja essa reportagem sobre o assunto), tudo parecia confirmar que realmente ele havia morrido.
Algumas horas depois (e mais algumas confirmações) peguei o nosso laptop e comecei a escrever um texto sobre o passado de Michael Jackson como testemunhas de Jeová. Pouca pesquisa foi necessária para levantar alguns dados, já que a vida de Michael sempre foi amplamente documentada.
Escrevi o texto e fui dormir. Esse seria apenas mais um texto de nosso blog lido por um ou outro visitante que ali chegasse por acidente ou por nosso poucos mais queridos seguidores. Mas a coisa não foi bem assim.
No dia seguinte a publicação do texto, nosso blog bateu recordes de visitas. Milhares de pessoas acessaram e leram nosso texto. Centenas comentaram (a sua grande maioria, testemunhas de Jeová irritadas). Dezenas de emails, tanto de protesto quanto de apoio. Novos contatos foram feitos, novas pesquisas levantadas e parte do rumo de nosso ministério foi influenciado por esse dia. Vários blogs e sites publicaram o texto sobre Michael Jackson.
Fomos apresentados a várias ex-testemunhas de Jeová e aprendemos muito sobre essa seita, muito além do que imaginávamos. Foi uma grande jornada pela defesa da verdade e que não terminará tão breve. Além de um retorno ao início da minha adolescência como testemunha de Jeová.
Mas acima de tudo, o mais importante foi que pudemos compartilhar o evangelho com milhares de pessoas em um curto espaço de tempo e para minha alegria, uma boa maioria era de testemunhas de Jeová. Quantas se converteram ao verdadeiro cristianismo? Não sabemos. Quantas largaram essa seita? Também não sabemos. Mas isso é o menos importante para nós. O que realmente importa é ser fiel aquilo que o Senhor tem nos orientado. Ele sabe quem foi transformado pela Palavra. Ele conhece esses números. Pois são todos para Sua glória.
Além do texto principal que deu início a tudo isso, outros textos se seguiram.
Veja abaixo uma lista dos textos sobre as testemunhas de Jeová e a Torre de Vigia.
Queremos agradecer a todos as pessoas que nos ajudaram nesse último ano em nossa jornada pela propagação da verdade para aqueles que estão presos às garras do corpo governante. Continuem orando para que o verdadeiro evangelho possa alcançar as vidas das testemunhas de Jeová e elas possa verdadeiramente ser salvas.

O texto que deu origem a tudo:

E os que se seguiram:

















MICHAEL JACKSON: DEPOIS DE UM ANO, A POLÊMICA CONTINUA!


Há exatamente um ano morria Michael Joseph Jackson, ou apenas Michael Jackson, como preferirem, aos 50 anos de idade. Fiquei pensando muito nesta data, primeiro por perceber como o tempo passa rápido... e depois por ver que, talvez, o cantor tenha sido mais adorado em sua morte do que nos últimos anos de vida.
Porém, nessas breves linhas, quero refletir sobre uma polêmica que, 365 dias depois da passagem do artista “dessa para melhor” (tenho lá minhas dúvidas se foi para melhor mesmo), ainda alimenta os blogs de vários ex-Tj’s e a mente de testemunhas ativas:
Michael Jackson era ou não Testemunha de Jeová?
A coisa é mais complicada do que parece. Porém a resposta é mais simples do que imaginam.
Primeiramente, temos que lembrar que a Organização das Testemunhas de Jeová, cujo braço legal é a Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados, nos Estados Unidos, e a Associação das Testemunhas Cristãs de Jeová (ATCJ), no Brasil, caracteriza-se pela inconstância doutrinal, que eu chamo de “fluidez teocrática”: assim como a água toma a forma do objeto que a contém, da mesma maneira os ensinos das testemunhas se adaptam aos tempos e às conveniências sociais, culturais e, principalmente, econômicas. Em outro artigo prometo explicar essa minha teoria melhor, mas desde já quero dizer que, pela contagem de nosso irmão Fernando Galli, apologista de primeira (visitem: http://iacs33.blogspot.com), já mudaram de ensino 315 vezes até o começo de 2010.
Pois bem, até os fins da década de 1980, ser publicador (pessoa que vai à pregação, ao serviço de campo) era a coisa mais fácil que havia. Bastava estar estudando a Bíblia há algumas semanas, se arrumar bonitinho com sua melhor roupa domingueira, colocar uma bolsa ou pasta com a Bíblia dentro e alguns tratados (panfletos) ou revistas A Sentinela para distribuir, e aparecer na reunião de saída de serviço de campo. Aí você seria escalado para sair com alguém de sua família, se fossem TJ’s, ou com seu instrutor (pessoa que realiza o estudo da pessoa) ou mesmo um ancião (líder). Você seria contado como publicador não batizado quando entregasse à congregação o seu primeiro relatório de campo, ou seja, a compilação mensal de seu trabalho na pregação, em que se deve especificar a quantidade de horas gastas, os livros e revistas distribuídos e estudos realizados. A partir daí, seria aberto uma ficha em seu nome, que ficaria nos arquivos da congregação, com a sua “ficha corrida” de serviço, e você seria contado como membro efetivo. Para todos os efeitos, sua atividade seria enviada para “Betel” (o escritório nacional, em São Paulo), e nas estatísticas anuais você seria contado normalmente como uma das milhões de testemunhas ativas no mundo.
O fato de a pessoa sair ao serviço de campo, falar com as pessoas sobre Jeová de maneira oficial, possuindo o cartão de publicador, a identificavam, e até hoje é assim, como uma Testemunha de Jeová. A única coisa que mudou a partir do início dos anos 90 foi que, a partir de então, para ser contado como publicador não batizado, seria necessária uma reunião com alguns anciãos para formalizar sua entrada no rol dos pregadores. Lembro-me que, em 1994, quando me tornei publicador não batizado, a norma já havia mudado, e os anciãos foram em minha casa com meu instrutor fazer uma pequena sabatina para saber se eu me habilitava para ir ao serviço de campo. No final da palestra, eles enfatizaram isto: apesar de eu não ser batizado ainda, mesmo assim, aos olhos da comunidade, eu seria uma Testemunha de Jeová.
Que dizer então de Michael Jackson? Ele pregava com sua família lá na década de 70, antes de os procedimentos de aceitação como publicador mudarem. Por isso, fato incontestável é que ele saía ao serviço de campo com a mãe e os irmãos. Quem o via na rua sabia que eram TJ’s. Ele foi contado como publicador não batizado, com certeza, fato que ele mesmo admitiu em algumas entrevistas. Por exemplo, certa vez escreveu:
“Domingo era meu dia de 'pioneiro', o termo usado para o trabalho missionário que as Testemunhas de Jeová fazem. Nós passávamos o dia nos subúrbios da Carolina do Sul, indo de porta em porta ou dando voltas no shopping, distribuindo nossas revistas A Sentinela. Eu continuei meu trabalho por anos e anos após o início da minha carreira”.
Tomando-se isso como evidência, aos olhos da comunidade, ele era uma Testemunha de Jeová, afinal, não dava testemunho de suas crenças?
Porém, vale lembrar que, internamente, só são considerados Testemunhas de Jeová os crentes batizados. Conforme o livro “Conhecimento” cap. 18, p. 178, par. 17: “é importante lembrar-se de que o batismo não é o fim do seu progresso espiritual. Ele marca o começo de um serviço vitalício a Deus como ministro ordenado e Testemunha de Jeová (grifo meu). Assim, será que MJ era batizado?
Honestamente, não sabemos. Não há nada explícito sobre o assunto. A Sociedade Torre de Vigia não se pronuncia, e nem mesmo a família do cantor. Porém, temos evidências que, ao meu ver, ajudam a dizer que sim.
Em uma carta circular às Comissões de Congressos de Distrito dos Estados Unidos (disponível em: http://1.bp.blogspot.com/_bWHIMyBCBTU/SmiJhzjvJYI/AAAAAAAABiw/HZqqNw2k6cU/s1600-h/michaeljackson.jpg), datada de 08 de junho de 1987, em inglês, a Sociedade Torre de Vigia falava aos anciãos responsáveis que se calassem caso fossem argüidos sobre uma notícia que estava naquele tempo sendo muito veiculada, na qual MJ dizia não mais fazer parte das Testemunhas de Jeová. Uma tradução livre de um trecho da carta diz:
Tem havido uma certa publicidade recentemente a respeito de Michael Jackson. A essência dessas notícias tem a ver com sua própria dissociação da organização das Testemunhas de Jeová. Alguns telefonemas foram também recebidos sobre uma carta da Sociedade, cópias que aparentemente foram disponibilizadas para a mídia de notícias, assim como outras, afirmando que ele não mais se considera uma Testemunha de Jeová e que a Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados não mais considera Michael Jackson uma Testemunha de Jeová (grifos meus).
Em outra parte:
Na eventualidade de representantes da mídia de notícias ou outros abordarem seu departamento de notícias do congresso e questionarem sobre Michael Jackson e sua posição, seria melhor para os irmãos responsáveis não comentarem. Deveriam apenas dizer que eles ouviram ou sabem sobre as novas informações e não têm mais nenhum comentário (grifos meus).
As notícias da época afirmavam que MJ havia se dissociado da organização. Mas o que é a dissociação? A Sentinela de 1º de abril de 1985, p. 32 diz:
[...] vez por outra uma Testemunha decide de sua livre vontade deixar o caminho da verdade. Talvez até mesmo torne conhecida sua decisão depois de a comissão começar a investigar sua transgressão. A pessoa talvez os informe por escrito ou declare perante testemunhas que deseja dissociar-se da congregação e não mais ser reconhecida como Testemunha. Neste caso, não mais será necessário que os anciãos continuem a investigação. Contudo, os anciãos farão então um breve anúncio da dissociação, a fim de que a congregação saiba que tal pessoa ‘saiu do nosso meio’. (1 João 2:19) A congregação aderirá então à injunção inspirada de ‘não receber a tal nos seus lares, nem o cumprimentar, para que não se torne partícipe das suas obras iníquas’. — 2 João 10, 11.
Agora observem: só se dissocia quem é Testemunha de Jeová. Para ser Testemunha de Jeová, contada e considerada como tal segundo a norma interna, deve-se ser batizado. Logo, se MJ se dissociou, ele era contado como TJ, e não apenas como publicador não batizado.
Além disso, na carta citada, a posição da Sociedade não é de negar nada. Os anciãos deviam apenas dizer que já estavam informados das notícias e que não tinham nenhum comentário para a imprensa.
Eu creio que, em muitas vezes, o silêncio é uma grande resposta.
Portanto, a evidência lógica era de que Michael Jackson, pelo menos até 1987, era uma Testemunha de Jeová batizada, sim, ia ao serviço de campo, relatava direitinho todos os meses (ou não, pois podia estar “inativo”), e mesmo depois de se dissociar ainda manteve muitas das crenças na mente, entre elas a não comemoração do Natal, festa essa que só realizou muitos anos depois, conforme mostrado no programa Fantástico, tendo ido para o quarto chorar assim que terminou porque se sentia culpado.
Portanto, esta polêmica, que pode facilmente ser elucidada, conforme vimos aqui, é uma pedra no sapato de muitas TJ’s, que não admitem que MJ tivesse sido batizado e, portanto, um legítimo membro da seita. Dizem que ele apenas ia ao serviço de campo com a mãe e os irmãos. Não sei o porque dessa querela toda, mas lamento desiludi-los, pois Michael Jackson era Testemunha de Jeová, devidamente batizado, pois dissociou-se, e agora, no Hades há um ano, deve estar refletindo bem em suas atitudes e em todos os erros que cometeu em sua vida e em ter perdido a oportunidade de reconhecer a Cristo como Único Senhor e Salvador de sua alma. E que reflexão demorada será... por toda a eternidade!
E que a Graça de Deus esteja com todos nós!
Abraços,

Cleber Tourinho
João Pessoa, 25 de junho de 2010

Carta às Testemunhas de Jeová: desassociação - Cleber Tourinho


Abaixo um texto de nosso querido amigo e irmão em Cristo, Cleber Tourinho.

Caro Leitor,

Infelizmente, faltou à Associação Torre de Vigia (ATV) esclarecer às pessoas que o instituto da desassociação não vem de Jeová, mas do Corpo Governante. Se você conjugar todos os paralelos bíblicos em relação ao assunto verá que Jeová está sempre de braços abertos para acolher IMEDIATAMENTE um pecador genuinamente arrependido. Não há nas Escrituras qualquer paralelo que mostre que Ele deu seis meses ou um ano ou vários anos de prova, com a boquinha calada, sentado no banco, sendo ignorada pela família e pelos “amigos”, até que a pessoa fosse JULGADA por um corpo de anciãos como digna de fazer parte de seu povo novamente.
Ao contrário, uma leitura básica da Bíblia te mostrará que PRIMEIRO Jeová acolhe o pecador DEPOIS ele é ajudado a abandonar seu estado lastimável. Basta a pessoa arrependida se voltar para Deus. Sem provas. Sem chibatadas sociais. Sem vergonha ou humilhação. É tão simples!
Vejamos um exemplo: uma jovem tem relações sexuais com seu namorado, contudo, não vê nada demais nisso. Os anciãos a chamam em uma comissão judicativa e a desassociam. Logo após ela se arrepende, pois vê que estava errada. O que fazer?
Bom, Jeová, por meio de Jesus, proveu a resposta. Veja sua reação na parábola do filho pródigo:
“Enquanto [o filho] ainda estava longe, seu pai o avistou e teve pena, e correu e lançou-se-lhe ao pescoço e o beijou ternamente” (Lucas 15:20).
Mesmo com esse paralelo claríssimo, os anciãos dizem que a pessoa deve passar um tempo no banco, sendo ignorado, apontado como pecador, evitado até pela família... que deve se casar, ou então dissolver esse namoro... que não poderá comentar na reunião, ir no ônibus da congregação para a Assembleia de Circuito, não poderá pegar uma carona no carro de um irmão, muito menos que se deve orar por essa pessoa. Prá não falar que durante esse tempo, a pessoa que “se lixe”, se ela precisar de uma ajuda qualquer, seja em relação a um trabalho, dificuldade na família, doença, emprego, e tantas outras que apenas temos em associação íntima com alguém ou em uma comunidade unida, que ela fique por si só, dê seu jeito... foi ela quem escolheu o caminho da desassociação, não foi? Que amor é esse, hein? Que não pode acolher uma pessoa que está querendo voltar ao seu meio? Que não pode dar um abraço a uma pessoa que precisa? Que não pode perguntar nem mesmo “como vai, como foi seu fim de semana”? Isso é disciplina? Lamento, mas se você é um bom leitor da Bíblia, verá que isso é heresia...
Quanto aos “fundamentos bíblicos” para tal ação da ATV, são todos fraquíssimos e não se sustentam ante o peso da evidência. A Associação usa o texto de 2 João 10, 11 como base de seu tratamento em relação aos desassociados e dissociados. Contudo, empregam tal passagem TOTALMENTE FORA DE SEU CONTEXTO ORIGINAL. Convido-o a ler o texto integralmente, a carta inteira de 2 João. No versículo 7, o apóstolo diz: “Pois, muitos enganadores saíram pelo mundo afora, pessoas que não confessam Jesus Cristo vindo na carne. Este é o enganador e o anticristo".
Depois, do versículo 8 ao 11, o apóstolo dá um conselho aos leitores em relação à situação de perigo espiritual quanto a esses tipos de pessoas que rejeitam a Cristo e pregam o engano, dizendo que Cristo não veio na carne. Contra esse tipo de pessoa é que os cristãos devem se guardar, “nem o recebendo em seus lares, nem os cumprimentando”, pessoas que “se adiantaram”, “não permaneceram no ensino de Cristo” e agora defendem outro ensino diabólico. Ou seja, anticristos ativos e atuantes. Não se fala em lugar algum de crentes que pecaram. Nem em desassociação, palavra que nem na Bíblia está.
Veja a situação delicada que o Corpo Governante põe sobre seus ombros: julgam mais do que Jeová. Aquele que o verdadeiro Deus vê como pessoa aflita e perdida, que precisa de consolo e cuidado, como uma ovelha entre as cem, machucada e desesperada, os CG pede para que vejamos como ANTICRISTOS EMPEDERNIDOS!
Agora, caro leitor, em momento nenhum dizemos ser contra a exclusão ou afastamento de um membro que seja um pecador empedernido do meio da congregação, ou de uma igreja. Isso aí é coisa que se faz até no mundo, nas esferas seculares. Caso você faça parte de uma associação qualquer, um conselho, um clube, uma escola, etc., ou mesmo no trabalho normal, há normas internas que devem ser respeitadas sob pena de (a) repreensão verbal ou escrita, (b) afastamento temporário ou (c) desligamento total.
Isso é diferente das organizações religiosas? Não, de forma alguma.
Ao contrário do que pregam as Testemunhas de Jeová em várias publicações, existem expulsões e desligamentos nas igrejas evangélicas, mas sempre depois de um longo processo de ajuda espiritual à pessoa, antes de serem tomadas as providências cabíveis.
Quando você aceita se tornar membro de uma igreja qualquer, ou de associações filosóficas ou políticas, deve ter em mente suas normas, seus estatutos, entre eles os que podem demandar sua exclusão como membro. Nesse caso, o texto citado pelas Testemunhas, 1 Coríntios 5:9-13, está devidamente aplicado. Paulo escrevia aos crentes em Corinto que não faziam nada para que aquele homem imoral se consertasse, logo, havia negligência espiritual por parte deles. Contudo, lendo com atenção os versículos circundantes (coisa que raramente as Testemunhas fazem), vemos que a grande preocupação era com a ação da própria congregação ante o pecado, não necessariamente com o pecador em si. Não se esqueça de que esta carta que Paulo escreveu tinha objetivos claros: exortar toda a congregação coríntia a um reavivamento espiritual, o que é claramente visível na quantidade enorme de problemas que o apóstolo discute ao longo de sua epístola.
Prova de que está errada a metodologia da desassociação conforme o Corpo Governante das Testemunhas de Jeová prega pode ser vista no modo como a aplicação deste texto é feita na segunda carta de Paulo aos Coríntios. Conforme uma publicação da própria ATV, o Estudo Perspicaz, volume l, p. 563 e 564, “Paulo escreveu esta primeira carta à congregação cristã em Corinto, por volta de 55 EC [...] Paulo escreveu a sua segunda carta aos coríntios provavelmente durante o fim do verão ou começo do outono setentrionais de 55 EC”. Assim, no intervalo de meses, não de anos, nem de décadas, mais em poucos meses, de acordo com o arrependimento daquele “homem iníquo”, “Paulo respondeu na sua segunda carta elogiando-os por sua aceitação favorável e aplicação do conselho, exortando-os a ‘perdoar bondosamente e a consolar’ o homem arrependido, ao qual evidentemente haviam expulsado da congregação” (Perspicaz, v. 1, p. 564).
Quanto ao texto de 2 Tessalonicenses 3:13-15, eu aconselho a seguir o mesmo sistema de leitura exegética, ou seja, a ler o contexto inteiro: “Mas, se alguém não for obediente à nossa palavra por intermédio desta carta, tomai nota de tal, parai de associar-vos com ele, para que fique envergonhado. Contudo, não o considereis como inimigo, mas continuai a admoestá-lo como irmão”.
Nesse caso, não se trata de desassociação, de expulsão, mas dos casos em que um membro da congregação age de forma desobediente. É quase uma “repreensão” como as Testemunhas usam o termo, caso este em que a pessoa não será mais bem vinda a nenhuma reunião social, isto é, a eventos associativos. Se levássemos ao pé da letra, a pessoa realmente deveria ficar “envergonhada”, desde que fosse exposto a partir da tribuna, para todos saberem, que ele ou ela estaria “sob nota”. Mas nem isso as TJ’s fazem direito, pois o processo, na maioria das vezes (ou seja, salvo raras exceções) corre todo em segredo pelo corpo de anciãos...

O que Pascoal, Sebastião, eu e outros questionamos não é a prática da exclusão dos membros em si mesma, que é legítima em qualquer tipo de associação, como disse anteriormente, mas A FORMA COMO ESTE ESTATUTO ESTÁ REDIGIDO E É APLICADO. Trata-se de um flagrante desrespeito aos direitos humanos e uma ofensa a Deus.
Entre os abusos que são feitos está a aplicação hedionda e mal direcionada do que Davi disse no Salmos 139:21-22. A Sentinela 15 de março de 1996, p. 16 par. 6, no artigo “Como passar na prova da lealdade”, coloca os desassociados no mesmo pacote dos piores inimigos de Jeová, de pessoas do mundo, desviados e incorrigíveis, ao dizer:
“Queremos ter a lealdade que o Rei Davi evidenciou ao dizer: “Acaso não odeio os que te odeiam intensamente, ó Jeová, e não tenho aversão aos que se revoltam contra ti? Odeio-os com ódio consumado. Tornaram-se para mim verdadeiros inimigos.” (Salmo 139:21, 22) Não queremos confraternizar com pecadores deliberados, porque não temos nada em comum com eles. Não deve a lealdade a Deus impedir que mantenhamos contatos sociais com tais inimigos de Jeová, quer em pessoa, quer por meio da televisão?”(grifo meu)
Detestável. Ao invés de buscar fazer como o Pastor em Lucas, capítulo 15:1-7, que deixa as 99 ovelhas para correr em busca da perdida, o Corpo Governante manda que pessoas, seres humanos, muitas vezes sem forças nem para retornar para os braços de Deus, para a comunhão com Ele, sejam ignoradas e tratadas com ódio! Imagine! Tudo isso em oposição ao que Deus diz, que devemos ter amor ao perdido, acolhê-lo, aconchegá-lo, para ver se ele retorna de seus maus caminhos (Isa. 55:6, 7; Eze. 33:11; Mal. 3:7).
Conheço casos de pessoas que estão há anos fora das Testemunhas de Jeová e querem até retornar, mas se sentem fracos, sem energia para isso. Algumas me contaram que gostariam que houvesse um programa oficial de ajuda a essas pessoas, mas, ao contrário, as congregações as ignoram. Se ao menos tivessem apoio de suas famílias...! Mas nem isso! Membros das famílias imediatas, que moram na mesma casa, devem apenas conversar o mínimo com essas pessoas, e os que não moram com eles, nem isso! Como uma pessoa se sente nessa situação? Não conheço pessoalmente, mas já li a respeito de casos de depressão, síndrome do pânico e até alguns suicídios de pessoas que não conseguiam mais retornar depois de desassociadas e desistiram de tudo.
De fato, as implicações da prática nefasta da desassociação, através da franca distorção de textos bíblicos e do argumento humano tem feito com que pessoas fiquem aprisionadas a um sistema opressor, sem poderem sair dele. Há casos de TJ’s ativas que não creem mais na Torre de Vigia mas não saem da organização temendo o que pode vir a lhe acontecer: ostracismo exacerbado, perda de laços familiares e de amizades de longos anos, exclusão de uma história de vida inteira, além dos casos mais sérios dos que acreditam sinceramente no Corpo Governante e nutrem sensações terríveis de que, caso pequem e sejam expulsos, deixarão de ser amados por Deus, ficarão sem rumo, sem direção, perdidos de si mesmos, afinal, a identidade das Testemunhas não é delas, é eminentemente vinda das orientações da associação Torre de Vigia.
Cristo nos chamou à LIBERDADE. “E Jesus prosseguiu assim a dizer aos judeus que acreditavam nele: ‘Se permanecerdes na minha palavra, sois realmente meus discípulos, e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará’”. (João 8:31-32). Se estamos em um sistema em que nos sentimos presos, jungidos, sem poder nos mover, está na hora de refletir melhor sobre o assunto.
Cristo nos chamou para AMAR O PRÓXIMO: “[...] eu vos digo: Continuai a amar os vossos inimigos e a orar pelos que vos perseguem; para que mostreis ser filhos de vosso Pai, que está nos céus, visto que ele faz o seu sol levantar-se sobre iníquos e sobre bons, e faz chover sobre justos e sobre injustos. Pois, se amardes aos que vos amam, que recompensa tendes? Não fazem também a mesma coisa os cobradores de impostos? E, se cumprimentardes somente os vossos irmãos, que fazeis de extraordinário? Não fazem também a mesma coisa as pessoas das nações? Concordemente, tendes de ser perfeitos, assim como o vosso Pai celestial é perfeito” (Mateus 5:44-48).
Notem o versículo 47 desta passagem... Se temos que cumprimentar nossos inimigos, imagine os que se desviaram da fé por conta de um pecado que não seja a renúncia ao nome de Jesus! Deus não iria enviar seu Único Filho à toa, muito menos conceder a Graça (benignidade imerecida) e a Salvação se Ele não estivesse interessado em nós do jeito que somos. Somos todos propensos a falhas, e, da mesma forma, indignos de perdão, mas Jeová quer que nos amemos! É tão simples! Lendo os Evangelhos, você não vê, nem em uma única vez, Jesus evitando alguém por esse ser pecador. Ao contrário, ele ia ao encontro deles! Cristo os amava, os queria ao seu lado, se importava com cada mínimo detalhe de suas vidas, suas lutas, suas angústias, seus medos e fracassos. Isso seria diferente hoje em dia? De maneira nenhuma! Hebreus 13:8 diz: “Jesus Cristo é o mesmo, ontem, hoje e para sempre”.

Portanto, caro leitor, a nossa bandeira não é contra a religião das Testemunhas de Jeová. É contra abusos relacionados aos direitos humanos básicos e constitucionais. É contra as famílias que são despedaçadas por práticas religiosas desnecessárias e antibíblicas.
Apesar de sabermos que há erros flagrantes de interpretação bíblica e de modo de vida entre as Testemunhas, eu, pessoalmente, sei que não há como parar de forma séria e comedida sua organização. Porém, há um ditado que meu pai me dizia em vida: “O mal por si se destrói”. Creio sinceramente que um dia, de alguma forma, os males internos da organização da Torre de Vigia serão expostos de forma muito ampla, e, de dentro para fora, as coisas começarão a mudar. Há muito gente lá dentro que não deveria realmente estar, e precisam sair e se encontrar de fato com Cristo Jesus, como eu me encontrei um dia (2 Timóteo 2: 19; Atos 18:7-11).
Espero que você tenha lido com atenção este longo texto construído por mim, que faz parte do livro que tenho planos de concluir, falando sobre a desassociação. Qualquer dúvida, pode escrever diretamente para mim, ao meu e-mail.
Grandes abraços e Paz!

Cleber Tourinho
Professor, Linguista,
Mestrando em Letras e Linguística - Universidade Federal da Bahia - CNPq.
Revisor de textos e orientador em Metodologia da Pesquisa Científica.
ctsantana@gmail.com

(Nota: todos os textos são retirados da Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas, Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados, edição de 1986).

terça-feira, junho 08, 2010

A verdade importa?


A verdade importa? A grande maioria das pessoas diria que sim. Ninguém gosta de mentiras. Quando você vai ao banco e acessa sua conta bancária, você quer que aquilo que esteja mostrando no monitor seja uma exata representação da verdade. Por mais difícil que ela seja. Quando você vai ao médico, quer que ele lhe diga a verdade.
Mas estou pensando não somente nas verdades do dia a dia, mas estou pensando em algo mais transcendente, a verdade em si. Sendo mais preciso, verdade religiosa. Ela importa?
Estou perguntando isso porque vejo hoje na igreja cristã uma apatia em relação à verdade, como se ela não importasse muito. Assuntos como a existência de Deus, ressurreição, veracidade das Escrituras e outras coisas parecem pouco importar. Não somente por serem assuntos complexos, mas em sentido mais amplo, como se não fizesse diferença se esses assuntos são objetivamente verdades ou não.
Por exemplo, é verdade ou não que existe um inferno? Se sim, quem vai para lá? É verdade ou não que aqueles que morrerem em seus pecados sem o perdão de Cristo irão para o inferno? Se for verdade, então isso importa muito, pois muitos que estão à nossa volta irão para lá e isso exige uma ação de nossa parte. Se não for verdade, então todo o trabalho evangelístico é uma enorme perda de tempo. Não exista justiça divina, não existe ira vindoura.
Jesus Cristo ressuscitou ou não ressuscitou. Não existe uma terceira opção. Dizer “é verdade para mim” não ajuda porque se Ele não ressuscitou, então nossa fé é em vão (1 Cor 15:17). Agora, se ele ressuscitou, então Jesus Cristo realmente é quem Ele disse que era, está vivo e não pode ser ignorado.
Como a maioria dos cristãos lidam com a questão da verdade? Infelizmente, a grande maioria simplesmente reage com apatia. E é fácil descobrir porque. É uma postura defensiva, mas extremamente perigosa, irracional e contrária às Escrituras.
A apatia funciona defensivamente de duas formas. Em primeiro lugar, ela impede que a pessoa talvez venha a descobrir que aquilo que ela acredita não é verdade. Talvez entrar em uma busca para descobrir se Deus existe ou não pode revelar que Ele não existe! Talvez Jesus não ressuscitou! Talvez a Bíblia não seja a Palavra de Deus no final das contas. As pessoas não gostam de descobrir que suas crenças são falsas. Então, é melhor cercar com uma bolha de isolamento as nossas crenças e nunca testá-las para saber se são verdade ou não. A verdade pode ser dolorosa.
A outra forma defensiva que a apatia pode operar é para mim mais cruel, mas um grande motivador para seu uso. Descobrir que aquilo que eu acredito realmente é uma verdade objetiva provavelmente irá exigir algo de mim. Se o inferno existe, é real e destino para o perdido, não me resta mais nenhuma opção se não pregar o evangelho para meu próximo. Se biblicamente o aborto é errado, eu não posso me calar diante disso. A vida de seres humanos está em risco aqui. Tanto nessa vida quanto na próxima.
Para evitar ter que tomar qualquer ação, eu consciente ou inconscientemente trato a verdade das Escrituras de forma apática. Assim eu não perco a minha fé, mas também não preciso fazer nada em relação a isso.
Mas não é isso que diz as Escrituras: conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará (João 8:32).
Podemos ser livres sem a verdade? Não. Podemos ter a verdade sem conhecê-la? Não. É necessário conhecê-la para que possamos ser livres.
O mais triste de tudo, é que a fé cristã é verdadeira e totalmente sustentada pelas evidências e fatos históricos. E tudo está ai para que possamos aprender. Mas poucos de nós saem da sua zona de conforto para isso.
Mas nós nos esquecemos que “bem sabemos que o juízo de Deus é segundo a verdade, contra os que tais coisas praticam" (Rom 22:).
Paulo nos dá duas orientações valiosas, que faremos bem em nos lembrar:
“Estai, pois, firmes, tendo cingidos os vossos lombos com a verdade, e vestida a couraça da justiça” (Efésios 6:14).
“E não vos conformeis a este mundo, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus” (Rom 12:2).
Alguém disposto a encarar a tarefa?

domingo, junho 06, 2010

Sobre arte de debater: William Lane Craig

Antes navegando pela internet e "tropecei" nesse artigo de William Lane Craig sobre a arte de debater. Na verdade, são respostas do Dr. Craig a perguntas feitas sobre debates.
Acho digno de leitura, especialmente vindo de quem vem.
Parabéns ao tradutor pela iniciativa.

Nao tenho fé suficiente para ser ateu: livro


Eu estou lendo “Não tenho fé suficiente para ser ateu”, de Norman Geisler e Frank Turek. Não li mais do que 10% do livro até agora (eu sei disso porque meu Kindle em informa a porcentagem do livro lido) e já posso recomendar esse livro para qualquer um. Na verdade, para todo o cristão deveria ser uma leitura obrigatória.
A premissa do livro é simples: fé é sinônimo de crença e todos nós (teístas e ateus) temos nossas crenças, temos nossa fé. A fé do teísta é que existe um Deus. A fé (crença) do ateu é que Deus não existe e que tudo o que existe é o mundo físico observável. Eu sei que qualquer ateu vai negar, mas isso é uma crença. A pessoa acredita nisso. Portanto, ateísmo é um sistema de crenças, quer gostem quer não.
Os autores estão se lançam ao desafio de verificar as evidências sobre a existência de Deus (e que Deus é esse) para entender qual das duas crenças tem suficientes fundamentos para ser considerada verdadeira. Só pelo desafio, o livro é válido.
Geisler e Turek tentam partir de uma posição neutra (não que exista, em ambos os lados) e através da análise das evidências, montam a defesa da fé cristão como verdadeira e como melhor explicação para o mundo que observamos.
Ainda tenho 90% do livro pra ler e ver (ou rever) os argumentos dos autores. Mas não preciso chegar ao final do livro para recomendá-lo.
O livro pode ser comprado no Submarino (ou onde você quiser...)

Como as pessoas chegam às suas crenças


"Quase que invariavelmente, as pessoas chegam até suas crenças não com base em provas, mas com base naquilo que elas acham atrativo".
Blaise Pascal

quinta-feira, junho 03, 2010

Querem tirar a Cruz de nossas Bíblias


Existem algumas palavras que se tornaram quase um palavrão na movimento evangélico. Ortodoxia é uma delas. Teologia é outra. Teologia correta é uma expressão que dá medo nos novos gurus do evangelicalismo.
É engraçado que pessoas como Ricardo Gondim fazem uma caricatura horrendo daqueles que acreditam nas doutrinas clássicas do cristianismo, na maioria das vezes utilizando-se de uma má representação de nossas posturas embalada em frases de efeito.
Não acredito que haveria outra forma de fazer isso porque jamais conseguiriam utilizando-se das Sagradas Escrituras para o mesmo.
É uma pena.
Querer apagar o cristianismo (a cruz) de suas Bíblias para substituílo por puro humanismo.
É como disse Tim Challies: eles até amam Jesus, mas odeiam Deus.

Nas escrituras, tirar os sapatos tem um significado muito especial. Quando Moisés teve seu primeiro confronto com Deus, Ele disse para que ele tirasse seus sapatos porque ele estava em terra santa. Jesus caminhou descalço para o Calvário. Na cultura daquele tempo, estar descalço era o sinal que você era um escravo. Um escravo não tinha direitos. Jesus nos deu o exemplo supremo de renunciar tudo por um grande objetivo.
Loren Cunningham Making Jesus Lord / Marc 8:34,35

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